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Economia

Fim da Escala 6×1: Deputado Alerta que Proposta pode Proibir Trabalhadores de Trabalharem Mesmo com Vontade e Aumentar Custos

Deputado Gilson Marques critica proposta de fim da escala 6×1 e alerta para consequências econômicas e de liberdade de trabalho A discussão sobre o fim da escala 6×1 na Câmara dos Deputados tem gerado intenso debate. Enquanto o governo e aliados defendem a medida como um avanço na qualidade de vida dos trabalhadores, a oposição levanta preocupações sobre o impacto econômico e a restrição à liberdade individual. O deputado Gilson Marques (Novo-SC) é um dos críticos mais vocais da proposta. Em entrevista à Gazeta do Povo, Marques expressou seu descontentamento com a forma como a proposta está sendo conduzida, classificando-a como uma decisão de cima para baixo, sem considerar as particularidades regionais do Brasil. Ele argumenta que a mudança pode, paradoxalmente, prejudicar justamente aqueles que se pretende ajudar. O parlamentar também aponta para um possível viés eleitoral na aceleração da tramitação da PEC, especialmente com as eleições de 2026 se aproximando. Segundo ele, muitos políticos estariam votando a favor da proposta por popularidade, e não por convicção de seus benefícios para o país. Conforme informação divulgada pela Gazeta do Povo, o deputado acredita que a medida visa proibir as pessoas de trabalharem mesmo que queiram. Críticas à Proposta e Impactos Econômicos O deputado Gilson Marques critica a proposta de fim da escala 6×1, afirmando que a discussão está “barata-tonta” e que ninguém sabe as reais consequências da medida. Ele destaca que uma decisão nacional pode ter impactos diferentes em regiões com níveis de desemprego distintos, como Santa Catarina, que tem pleno emprego, e a Bahia, com desemprego superior a 9%. “Se você aumenta o custo do trabalho — porque a pessoa trabalharia menos ganhando o mesmo — isso é cruel para quem está desempregado, pois torna a contratação mais difícil”, explicou o deputado. Ele argumenta que a intenção de “modernizar” na verdade se traduz em proibir as pessoas de trabalharem, transformando o trabalho em um dever, e não mais em um direito. Aumento de Custos e Inflação como Consequências Questionado sobre como os empresários arcaria com o custo de manter o mesmo salário com jornada reduzida, Marques foi categórico: “Esse cenário não existe.” Segundo ele, o empresário não absorverá o custo adicional do próprio bolso, mas sim repassará o valor para o preço de produtos e serviços. “A padaria ou a farmácia vão cobrar mais caro pelo pão e pelo remédio”, exemplificou o deputado. Ele ressalta que, no final, quem mais sofrerá com o aumento de preços são os próprios trabalhadores, que, segundo ele, são os que os políticos dizem estar defendendo. A consequência real, na visão do parlamentar, é fazer com que as pessoas paguem tudo mais caro. Contaminação Eleitoral e Liberdade de Escolha Gilson Marques acredita firmemente que a discussão sobre o fim da escala 6×1 está contaminada pelo calendário eleitoral. Ele afirma que a maioria dos parlamentares envolvidos busca a reeleição e vê na pauta algo popular que pode ajudar nas urnas. O próprio presidente Lula, segundo o deputado, enxerga a questão como uma “bala de prata”

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PEC do Fim da Escala 6×1: Deputado da Oposição Adia Votação e Gera Polêmica com Criador de Movimento Trabalhista

O fim da escala 6×1 na mira da Câmara: votação adiada e embates acirrados marcam debate sobre jornada de trabalho A votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que busca extinguir a escala de trabalho 6×1 foi adiada na noite desta segunda-feira (25). O deputado federal Maurício Marcon, do PL do Rio Grande do Sul, solicitou vista da matéria, o que significa que ele pediu mais tempo para analisar o texto. A decisão de Marcon gerou reações imediatas, especialmente do vereador Rick Azevedo, criador do movimento Vida Além do Trabalho (VAT). Azevedo, presente na sessão, expressou sua insatisfação de forma veemente, sendo retirado do plenário em meio a um clima de tensão. O presidente da comissão especial, Alencar Santana (PT-SP), marcou a próxima sessão para esta quarta-feira (27), às 10h, na tentativa de dar andamento à proposta. O relator, Léo Prates (Republicanos-BA), já havia apresentado um parecer favorável ao fim da escala 6×1. Conforme apurado, essas informações foram divulgadas pela fonte contida no material fornecido. Pedido de Vista e Confronto no Plenário Após a leitura do relatório favorável à PEC, o debate foi marcado pela intervenção do deputado Maurício Marcon, que solicitou mais tempo para examinar a proposta. No entanto, o pedido foi recebido com protestos pelo vereador Rick Azevedo, que acusou o deputado de atrasar o processo. A situação escalou, levando o presidente da comissão a pedir a retirada de Azevedo do local. A deputada Erika Hilton (PSOL-SP) interveio para trazer Azevedo de volta à sala, permitindo que a sessão continuasse. Marcon, por sua vez, comentou o episódio, ressaltando a importância do diálogo democrático e expressando o desejo de que Azevedo, caso eleito deputado, possa debater a matéria no parlamento em futuras legislaturas. Repercussão nas Redes Sociais e Críticas ao PL Nas redes sociais, Rick Azevedo manifestou sua frustração com o pedido de vista de Maurício Marcon. O vereador classificou a ação como uma “palhaçada” e criticou o Partido Liberal (PL), afirmando que a legenda estaria “atrapalhando o povo”. A declaração viralizou entre os defensores do fim da escala 6×1. O movimento Vida Além do Trabalho (VAT) tem sido um dos principais articuladores da campanha pelo fim da escala 6×1, buscando garantir melhores condições de trabalho e mais tempo de descanso para os trabalhadores. A atuação do PL na Câmara tem sido frequentemente questionada por grupos que defendem pautas trabalhistas. Detalhes da Proposta: Jornada 5×2 e Direitos Garantidos O substitutivo apresentado pelo relator Léo Prates estabelece o limite máximo de 40 horas semanais, o que, na prática, implementa a escala 5×2 e extingue a 6×1. A transição será feita de forma escalonada, com a jornada atingindo o teto definitivo de 40 horas semanais após 12 meses do primeiro corte. Um ponto crucial do texto é a garantia de que a diminuição das horas trabalhadas ocorrerá sem qualquer redução salarial, incluindo os pisos salariais vigentes. Além disso, os trabalhadores terão o direito assegurado a dois dias de repouso semanal remunerado em até 60 dias após a publicação da Emenda

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Rommel Barion: A Saga Familiar que Transformou a Barion em Gigante do Chocolate Apesar do “Custo Brasil” e Recuperação Judicial

Rommel Barion: A Força do Chocolate Paranaense em Meio a Desafios Industriais e Sucessão Familiar A história da Barion, uma das principais fabricantes de chocolate do Paraná, é marcada pela visão empreendedora de Rommel Barion. Aos 73 anos, o empresário lidera a consolidação da empresa como uma potência industrial em Colombo, mesmo diante de adversidades como a recuperação judicial em 2025 e o complexo “custo Brasil”. A jornada de sucesso da Barion começou modestamente em 1959, com uma pequena loja de doces em Curitiba, fundada pelo patriarca Ricardo Barion. Rommel, o filho mais novo, deu seus primeiros passos no negócio familiar ainda na adolescência, aos 14 anos, trabalhando no balcão. A experiência adquirida na Alemanha, onde buscou especialização técnica, foi um divisor de águas. Essa vivência internacional permitiu a Rommel trazer para o Brasil uma visão industrial moderna e tecnologias inovadoras, fundamentais para expandir a fábrica e solidificar a marca. Conforme apurado pela equipe de reportagem, a Barion hoje produz cerca de 300 toneladas de chocolates e doces mensalmente, empregando aproximadamente 350 funcionários fixos, número que cresce para mais de 400 na Páscoa, período crucial para o setor. Os Obstáculos do “Custo Brasil” na Produção de Chocolate Produzir chocolate no Brasil, segundo Rommel Barion, enfrenta barreiras significativas. A **alta carga tributária**, a **insegurança jurídica** e a **baixa produtividade** são apontados como grandes entraves para o crescimento do setor. Esses fatores, somados a crises externas, pressionam as empresas do ramo. Recentemente, a Barion precisou se reorganizar através de um processo de recuperação judicial. Dificuldades financeiras surgiram em decorrência da crise em grandes redes varejistas e de uma **disparada expressiva no preço do cacau**. Em poucos meses, o valor da matéria-prima saltou de 2,5 mil para 12,5 mil dólares, um impacto direto na operação da fábrica. Expansão e Estratégia de Mercado da Barion A Barion já teve sua presença em 14 países, mas atualmente concentra seus esforços de exportação no Mercosul, incluindo mercados como Argentina, Paraguai e Uruguai. A meta é que as vendas internacionais representem 10% da produção total, impulsionando a marca além das fronteiras nacionais. No entanto, exportar exige um olhar atento para os riscos. Rommel Barion destaca a importância de gerenciar a **inadimplência** e as **barreiras sanitárias**, além de enfrentar a forte concorrência do chocolate europeu, especialmente em períodos de valorização do real brasileiro. A estratégia de internacionalização é, portanto, cuidadosamente planejada. Sucessão Familiar: Um Processo Rigoroso para a Terceira Geração A transição de liderança para a terceira geração da família Barion foi conduzida com **regras rígididas e profissionalismo**. Rommel Barion implementou um processo seletivo criterioso. Dos oito membros da terceira geração que iniciaram o processo de sucessão, apenas três continuaram na operação. Os critérios de permanência incluíram a **formação acadêmica** e a **experiência profissional externa**, garantindo que apenas os mais preparados assumissem responsabilidades. Rommel Barion defende a ideia de que os herdeiros devem compreender que recebem a participação em uma sociedade com regras claras, e não apenas um negócio pronto, assegurando a continuidade e o futuro da Barion.

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Investidor Estrangeiro Foge da Bolsa Brasileira: Juros nos EUA, Guerra no Oriente Médio e Petróleo Alto Sacodem R$ 8 Bilhões

Investidores estrangeiros retiram R$ 8 bilhões da Bolsa brasileira em maio, revertendo otimismo inicial do ano e ligando alerta para o mercado financeiro. A euforia que marcou o início do ano na Bolsa brasileira deu lugar à cautela em maio, com a retirada de R$ 8 bilhões por investidores estrangeiros. Esse movimento expressivo interrompe o ciclo de otimismo e levanta questionamentos sobre os rumos do mercado local. A principal motivação por trás dessa debandada de capital estrangeiro reside em uma complexa teia de fatores globais, que juntos criaram uma verdadeira ‘tempestade perfeita’. Mudanças nas taxas de juros dos Estados Unidos, a intensificação de conflitos no Oriente Médio e a consequente alta do petróleo são os pilares dessa nova realidade. A conjuntura atual sugere um cenário de maior aversão ao risco, onde mercados emergentes como o Brasil perdem atratividade em detrimento de ativos considerados mais seguros. Conforme apurado pela Gazeta do Povo, a combinação de eventos globais está ditando o ritmo dos investimentos internacionais no país. Petróleo em Alta e Juros Elevados: A Dupla Que Assusta Investidores A escalada das tensões no Oriente Médio, especialmente entre Israel e Irã, gerou apreensão quanto ao fornecimento global de petróleo. Essa instabilidade pressionou os preços do barril, que saltaram de menos de US$ 60 para perto de US$ 100, segundo informações divulgadas. O aumento nos custos do petróleo desencadeia um efeito cascata na inflação mundial. Diante da pressão inflacionária, bancos centrais como o dos Estados Unidos e da Europa tendem a manter as taxas de juros elevadas por mais tempo. Juros altos em economias desenvolvidas tornam os investimentos em renda fixa mais atraentes, desviando o capital que antes buscava retornos mais altos em mercados emergentes, como o brasileiro. Tecnologia Lidera a Disputa por Capital, Deixando Commodities para Trás O apetite dos investidores internacionais tem se concentrado em setores de alta tecnologia, especialmente aqueles ligados à inteligência artificial e às gigantes de tecnologia americanas, as Big Techs. O mercado brasileiro, por sua vez, tem sua performance fortemente atrelada a commodities e ao setor bancário, que compõem a chamada ‘velha economia’. Essa concentração setorial faz com que a Bolsa brasileira perca a disputa por capital em um momento em que o mercado global busca o crescimento acelerado da inovação digital, vista em países como os EUA e a Coreia do Sul. A busca por rentabilidade em setores de ponta da tecnologia ofusca o apelo das commodities. Política Interna: Um Fator Secundário na Saída de Capital Estrangeiro Embora o mercado financeiro brasileiro esteja sempre atento ao risco fiscal e a eventuais ruídos políticos, analistas avaliam que o impacto doméstico na recente saída de capital estrangeiro tem sido limitado. A retirada de recursos começou antes de episódios políticos específicos, como os envolvendo o senador Flávio Bolsonaro, indicando que as causas primárias são de ordem internacional. A preocupação do mercado local, no entanto, permanece voltada para questões internas, como a definição do próximo presidente e a forma como o controle dos gastos públicos será conduzido. Estes fatores, embora secundários

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Idosos de 70, 80 e até 90 anos se reinventam: como a geração analógica domina apps bancários e Pix com ajuda de filhos e netos

Idosos se adaptam à era digital: de filas de banco a Pix e WhatsApp, a revolução tecnológica na terceira idade Por décadas, preencher cheques, enfrentar filas em bancos e guardar comprovantes em pastas eram rotinas familiares para muitos. Agora, aos 60, 70 e até 80 anos, essa geração precisa trocar o talão pelo Pix, o gerente pelo aplicativo e o balcão pelo WhatsApp. Essa é uma das mudanças tecnológicas mais rápidas e profundas já vivenciadas por uma geração. A revolução digital transformou o sistema bancário brasileiro, obrigando milhões a migrarem para celulares, aplicativos e autenticações virtuais. Até tarefas simples, como ligar a televisão, agora podem exigir senha, conexão e atualizações, impulsionando uma adaptação acelerada. A boa notícia é que essa adaptação tem sido bem-sucedida. Um levantamento da Serasa aponta que quase 80% dos idosos já utilizam aplicativos bancários. Estudos sobre mobile banking também indicam que o celular se tornou parte da rotina financeira dessa geração, conforme divulgado pela Serasa. Apoio familiar impulsiona a transição para o mundo dos apps O fechamento de agências bancárias, a popularização do Pix e o auxílio de filhos e netos foram fatores cruciais para que idosos passassem de meros espectadores a usuários ativos da revolução digital. Apesar das dificuldades, inseguranças e o medo de golpes, a jornada tem sido marcada pela superação. Paulo Godoy, de 79 anos, ilustra essa transição. Sua familiaridade com computadores começou nos anos 1990, acompanhando o filho na faculdade de Ciência da Computação. Ele lembra de trazer periféricos e montar computadores em casa, acompanhando toda a transformação. A digitalização, que ele classifica como “avassaladora”, impõe desafios. “Antigamente você ligava a televisão e mudava o canal rodando o seletor”, lembra Godoy. “Hoje tem aplicativo, receptor, internet, sincroniza com celular. Desconfigura alguma coisa e vira uma loucura.” Para ele, a paciência é a palavra-chave. “É como reaprender a ler. Uma coisa que meu filho faz em cinco minutos, eu levo umas duas horas.” Mesmo assim, ele realiza praticamente toda a vida financeira pelo celular, pagando boletos, acompanhando investimentos e operando renda fixa e ações. O Pix, segundo Godoy, mudou completamente sua rotina. “Foi uma salvação. Antigamente você recebia cheque, tinha compensação, cheque sem fundo. Hoje resolve tudo na hora.” A relação com os bancos também mudou, com o gerente perdendo espaço para os aplicativos e o acesso direto à informação. Golpes digitais: a principal preocupação da terceira idade Eurides de Oliveira, de 83 anos, servidor federal aposentado, também atravessou a revolução digital com o apoio dos filhos. Hoje, ele vê muita praticidade no celular: Pix, transações bancárias, pagamentos e conversas no WhatsApp fazem parte da rotina. A maior preocupação de Oliveira são os golpes digitais. “Hoje em dia está tudo muito bem feito. Tem que prestar atenção em tudo”, afirma. “Se desconfio de algo, nem clico.” Esse receio não é exagero, já que pesquisa da Silverguard apontou que idosos registram os maiores prejuízos médios em golpes digitais no Brasil, com perdas superiores a R$ 4,8 mil por vítima, conforme divulgado pela Silverguard. Especialistas

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FGTS: Novas Regras de Saque-Aniversário Levam Brasileiros a Créditos Mais Caros e Agravam Endividamento

Novas restrições no FGTS impactam acesso a crédito barato e aumentam dívidas O governo federal implementou mudanças significativas nas regras do saque-aniversário do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). As novas diretrizes limitam o valor que os trabalhadores podem antecipar do seu saldo. Embora a justificativa oficial seja a preservação do fundo, a medida tem gerado preocupação por empurrar os cidadãos para linhas de crédito com custos muito mais elevados, em um cenário de endividamento recorde no Brasil. A antecipação do FGTS era vista como uma das modalidades de crédito mais acessíveis do país, com taxas de juros competitivas. Com as novas barreiras, muitos brasileiros que necessitam de dinheiro para cobrir despesas urgentes se veem sem opções viáveis, precisando recorrer a empréstimos com juros consideravelmente mais altos, o que pode agravar ainda mais sua situação financeira. A decisão do governo tem sido alvo de críticas por especialistas e pela população, que apontam para um possível paternalismo estatal e a falta de liberdade na gestão do próprio patrimônio. A reportagem da Gazeta do Povo detalha as novas regras, seus impactos e as alternativas apresentadas, como o programa Desenrola 2.0. Como funcionam as novas regras para antecipar o saldo do FGTS? Desde novembro de 2025, os trabalhadores podem antecipar no máximo cinco parcelas anuais futuras do saque-aniversário. A partir de novembro de 2026, esse limite será reduzido para apenas três parcelas. Além disso, os valores antecipados são tabelados: cada parcela deve ter um mínimo de R$ 100 e um máximo de R$ 500. Essas limitações **reduzem o montante total de dinheiro** que um indivíduo pode obter ao usar seu próprio fundo como garantia. Por que essa mudança prejudica o bolso do trabalhador? A antecipação do FGTS se destacava por ser uma das linhas de crédito com os **juros mais baixos do mercado**, variando entre 1,2% e 2% ao mês. Ao restringir o acesso a essa modalidade, o governo, na prática, **obriga o trabalhador a buscar alternativas muito mais caras** quando necessita de dinheiro com urgência. Para se ter uma dimensão, o crédito pessoal comum pode chegar a cerca de 6,7% ao mês, enquanto o rotativo do cartão de crédito pode ultrapassar os 15% mensais, conforme informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Qual a justificativa do governo para as restrições? O Ministério do Trabalho considera a antecipação do FGTS uma “armadilha”, pois quem opta por essa modalidade **perde o direito de sacar o saldo total do fundo em caso de demissão sem justa causa**, recebendo apenas a multa rescisória de 40%. O governo também argumenta que as retiradas frequentes **enfraquecem o fundo**, que é essencial para o financiamento de importantes obras de infraestrutura, habitação popular e saneamento básico no país. Desenrola 2.0: Uma alternativa com ressalvas O programa Desenrola 2.0 foi anunciado como uma opção para quem ganha até cinco salários mínimos. Ele permite o uso de até R$ 1 mil ou 20% do saldo do FGTS para quitar dívidas, com juros de 1,99% ao mês. No

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Governo pode reavaliar “taxa das blusinhas”: Entenda o Desenrola para quem não tem dívidas

Governo federal admite possibilidade de reintroduzir a “taxa das blusinhas” e anuncia novidades no programa Desenrola para pessoas com finanças em dia. O cenário econômico brasileiro ganha novos contornos com anúncios recentes do Ministério da Fazenda. A polêmica “taxa das blusinhas”, que isenta compras internacionais de até US$ 50, pode voltar a ser cobrada, enquanto um programa inédito visa auxiliar consumidores que, apesar de não estarem endividados, enfrentam dificuldades financeiras. Essas movimentações indicam uma busca do governo por equilibrar a arrecadação e oferecer suporte a diferentes perfis de consumidores. A “taxa das blusinhas” foi zerada recentemente, mas o ministro da Fazenda já sinaliza que a decisão pode ser revista caso haja desequilíbrios no mercado. Paralelamente, a equipe econômica trabalha em uma versão adaptada do programa Desenrola. O objetivo é beneficiar aqueles que mantêm suas contas em dia, mas que destinam uma fatia significativa de sua renda ao pagamento de parcelas, correndo o risco de se tornarem inadimplentes. As novidades foram detalhadas pelo ministro Dario Durigan. Reavaliação da “taxa das blusinhas” é cogitada pelo governo Em entrevista à CNN Brasil, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, declarou que o governo federal não descarta a possibilidade de retomar a tributação sobre compras internacionais de até US$ 50, popularmente conhecida como “taxa das blusinhas”. A isenção dessa taxa, implementada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no início do mês, pode ser revista. Durigan explicou que a decisão de zerar a taxa foi regulatória e que o Ministério da Fazenda monitorará a evolução do mercado. “Caso haja algum desarranjo, um avanço disso, é preciso avaliar e trazer isso a debate público e, eventualmente, trazer de volta essa taxa”, afirmou o ministro. Ele demonstrou otimismo quanto à aprovação da Medida Provisória (MP) referente ao tema no Congresso Nacional, citando uma base de apoio sólida, inclusive na oposição. O ministro ressaltou que o presidente Lula frequentemente questiona a disparidade de tratamento entre consumidores. Ele mencionou que a classe média tem uma isenção de US$ 1 mil para compras em viagens ao exterior, enquanto o consumidor de menor renda, que adquire produtos online, poderia ser tributado. Desenrola para adimplentes: um novo foco para consumidores em dia Uma das novidades anunciadas pela equipe econômica é o desenvolvimento de uma versão do programa Desenrola voltada especificamente para consumidores adimplentes, ou seja, aqueles que não possuem dívidas em atraso. A iniciativa, com duração prevista de 90 dias, deve ser lançada até junho deste ano, antes do período eleitoral. “O Desenrola para adimplentes está sendo desenhado dentro do Ministério da Fazenda e muito em breve vamos trazer detalhes”, comunicou Durigan a jornalistas. O principal objetivo deste novo programa é auxiliar pessoas que, apesar de manterem suas contas em dia, comprometem uma parte considerável de sua renda com o pagamento de parcelas, o que as coloca em risco de se tornarem inadimplentes. Esta iniciativa complementa o já existente Desenrola 2.0, que teve início neste mês. O Desenrola 2.0 foca na renegociação de dívidas de cartão de crédito, cheque especial e crédito

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Erika Hilton Repudia Compensações a Empresas pelo Fim da Escala 6×1, Lula Sinaliza Diálogo Aberto

Erika Hilton e Lula divergem sobre compensações para empresas após fim da escala 6×1 A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP), autora de uma importante proposta legislativa para o fim da escala 6×1, adotou uma postura firme nesta quarta-feira (20), divergindo da sinalização do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre possíveis compensações financeiras para empresas afetadas pela medida. Hilton declarou que não vê “espaço” para negociações que envolvam desonerações ou outras formas de auxílio a setores que serão impactados pela mudança. Para a parlamentar, o foco deve ser unicamente em garantir um dia a mais de descanso para os trabalhadores brasileiros, sem concessões adicionais. A declaração surge em contraste com as falas do presidente Lula, que na véspera indicou a possibilidade de compensações e a consideração das “características específicas” de cada setor, buscando evitar a imposição do fim da escala 6×1 pela força. A proposta, em vias de ser regulamentada, enfrenta críticas da oposição, que a classifica como medida eleitoreira. As informações são do programa Alô Alô Brasil, da Rádio Nacional. Fim da Escala 6×1: Ausência de Margem para Negociação, Diz Erika Hilton Em entrevista ao programa Alô Alô Brasil, da Rádio Nacional, Erika Hilton foi enfática ao afirmar que o governo não tem “espaço” para negociar compensações financeiras, como desonerações da folha de pagamento, para empresas que venham a ser impactadas pelo fim da escala 6×1. “O governo vai dar aquilo que cabe ser dado”, declarou a deputada, ressaltando que a única entrega necessária é o direito a um dia a mais de descanso para o trabalhador brasileiro. Lula Busca Equilíbrio e Diálogo com Setores Produtivos Em contraponto à posição de Hilton, o presidente Lula sinalizou, em reunião com empresários, que o governo considerará as “características específicas” de cada setor ao discutir o fim da escala 6×1. A intenção é buscar um acordo que não seja impositivo e leve em conta as particularidades da aplicação da medida, evitando, assim, confrontos diretos com o setor produtivo. Oposição e Alternativas na Discussão da Escala de Trabalho A proposta de emenda à Constituição (PEC) que visa o fim da escala 6×1 tem sido vista pela oposição como uma medida com fins eleitorais. A relatoria do tema em comissão especial, que estava prevista para esta quarta-feira (20), foi adiada. A oposição sugere como alternativa a definição das horas trabalhadas por meio de convenções coletivas, em vez de uma imposição geral. O presidente da comissão especial, Alencar Santana (PT-SP), expressou o desejo de aprovar a medida ainda em maio, celebrando o mês do trabalhador. Divergências na Base do Governo e Declarações de Outros Políticos A divergência de opiniões sobre as compensações para empresas reflete uma divisão dentro da base aliada ao governo. Enquanto a ala mais à esquerda, representada por Erika Hilton e pelo Ministro Guilherme Boulos (PSOL), critica a ideia de compensações, defendendo o direito do trabalhador, outras vozes políticas apresentam perspectivas distintas. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), defende que a discussão garanta a manutenção do poder de compra

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Herança Fiscal de R$ 1,4 Trilhão: Como Regras de Gastos Engessam o Futuro do Brasil e Pressionam Juros

Herança Fiscal de R$ 1,4 Trilhão: Como Regras de Gastos Engessam o Futuro do Brasil e Pressionam Juros Um estudo dos economistas Fábio Serrano e Samuel Pessoa, do BTG Pactual, lança um alerta sombrio sobre o futuro das contas públicas brasileiras. As regras de gastos implementadas no governo atual devem gerar um custo extra de R$ 1,397 trilhão entre 2027 e 2034. Essa pressão bilionária no Orçamento federal decorre principalmente da indexação de gastos, um mecanismo que reajusta automaticamente despesas com base em critérios como a inflação ou o aumento do salário mínimo. Atualmente, cerca de 45% das despesas federais já seguem essa lógica, o que limita a capacidade do governo de investir em novas ações e projetos. O impacto dessa política de gastos crescentes é significativo, podendo levar a dívida pública a saltar de 79% para 95% do PIB até 2034, caso medidas corretivas não sejam tomadas. Especialistas apontam para a necessidade de um debate público honesto sobre o tema, especialmente em períodos eleitorais, para evitar promessas de gastos insustentáveis que podem culminar em crises fiscais severas. O Efeito Cascata do Salário Mínimo e a Indexação de Despesas O salário mínimo se tornou um dos principais vetores do aumento de gastos públicos. Sua correção automática impacta diretamente benefícios como aposentadorias, seguro-desemprego e o Benefício de Prestação Continuada (BPC). Estimativas indicam que essa política de aumentos reais do salário mínimo custará R$ 747 bilhões adicionais ao governo até 2034. Isso significa que, mesmo quando a economia desacelera, os gastos públicos tendem a permanecer elevados, criando um descompasso entre arrecadação e despesa. Essa estrutura engessa o Orçamento, direcionando recursos para despesas já previstas e diminuindo a margem para investimentos em áreas estratégicas. Emendas Parlamentares: Uma Fonte Permanente de Expansão de Gastos As emendas parlamentares, recursos destinados por deputados e senadores para projetos em seus redutos eleitorais, também têm contribuído significativamente para o aumento das despesas. O valor anual dessas emendas saltou de R$ 10 bilhões para R$ 50 bilhões desde 2018. Com a nova legislação, o valor das emendas está atrelado à receita do país, o que retira ainda mais o controle do governo sobre a priorização dos gastos. Essa vinculação automática representa um desafio adicional para a gestão fiscal do país. Propostas para Evitar a Crise Fiscal e o Debate Eleitoral Evitado Economistas sugerem a adoção de medidas urgentes para conter essa trajetória de gastos. Entre as propostas estão corrigir os gastos com saúde e educação apenas pela inflação e pelo aumento populacional, e não pelo crescimento da receita. Além disso, sugere-se o congelamento do valor das emendas parlamentares e a limitação do reajuste do salário mínimo apenas pela inflação ou pelo crescimento do PIB per capita. O debate sobre cortes de gastos enfrenta forte resistência política e social, visto que impacta benefícios de alta popularidade. Cerca de 45 milhões de brasileiros recebem benefícios do INSS ou BPC, e 165 milhões dependem do SUS. A falta de discussão sobre o tema nas eleições de 2026 pode levar a um novo

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Risco Brasil Aumenta Sob Lula: Mercado Financeiro Acende Alerta para Calote da Dívida Pública e Cautela com 2026

Risco Brasil volta a subir e reacende temor de calote da dívida pública O Risco Brasil, um termômetro crucial para a percepção de risco de calote da dívida pública brasileira, apresentou um movimento de alta na última sexta-feira (16). O indicador, conhecido como Credit Default Swap (CDS) de cinco anos, saltou de 116 para 121 pontos ao longo da semana, interrompendo uma trajetória de queda recente. Apesar desse aumento pontual, o nível atual do CDS ainda se mantém próximo das mínimas registradas durante o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Contudo, a oscilação sinaliza uma crescente cautela por parte dos investidores, influenciada tanto por turbulências nos mercados internacionais quanto por incertezas no cenário fiscal e político doméstico. Essa atenção renovada se dá em um contexto onde o mercado financeiro monitora de perto a trajetória da dívida pública, as medidas fiscais adotadas pelo governo federal e as projeções para o cenário eleitoral de 2026. Conforme informações divulgadas pelo mercado financeiro, o CDS funciona como uma espécie de seguro contra o risco de inadimplência de um país, onde um índice maior reflete uma percepção de risco mais elevada por parte dos investidores internacionais. Histórico e Fatores de Influência do Risco Brasil Durante o primeiro ano do governo Lula, o Risco Brasil chegou a atingir um pico de aproximadamente 240 pontos em 2023. Esse patamar foi influenciado por incertezas fiscais e debates sobre a implementação do novo arcabouço fiscal. Desde então, o indicador vinha apresentando uma tendência de queda, impulsionada pela melhora na percepção sobre as contas públicas, o controle da inflação e as expectativas de redução da taxa de juros. É importante notar que o comportamento do CDS brasileiro não é determinado apenas por fatores internos. Analistas destacam que o indicador é significativamente influenciado por elementos externos, como a política de juros nos Estados Unidos, o fluxo internacional de capitais e o apetite global por ativos considerados de maior risco. Comparativo com Governos Anteriores Para se ter uma perspectiva histórica, durante o governo de Jair Bolsonaro, o Risco Brasil atingiu seu menor patamar antes da pandemia de COVID-19, registrando cerca de 93 pontos. Contudo, a crise sanitária global provocou uma elevação generalizada nos prêmios de risco em diversos países emergentes, incluindo o Brasil. Cautela com o Futuro e o Cenário de 2026 Apesar da recente melhora em alguns indicadores, a atenção dos agentes do mercado permanece voltada para o cenário eleitoral de 2026. A trajetória da dívida pública e a efetividade das medidas fiscais implementadas pelo governo federal são cruciais para a manutenção da confiança dos investidores e para a estabilidade econômica do país, impactando diretamente o Risco Brasil.

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Fim da Escala 6×1: Deputado Alerta que Proposta pode Proibir Trabalhadores de Trabalharem Mesmo com Vontade e Aumentar Custos

Deputado Gilson Marques critica proposta de fim da escala 6×1 e alerta para consequências econômicas e de liberdade de trabalho A discussão sobre o fim da escala 6×1 na Câmara dos Deputados tem gerado intenso debate. Enquanto o governo e aliados defendem a medida como um avanço na qualidade de vida dos trabalhadores, a oposição levanta preocupações sobre o impacto econômico e a restrição à liberdade individual. O deputado Gilson Marques (Novo-SC) é um dos críticos mais vocais da proposta. Em entrevista à Gazeta do Povo, Marques expressou seu descontentamento com a forma como a proposta está sendo conduzida, classificando-a como uma decisão de cima para baixo, sem considerar as particularidades regionais do Brasil. Ele argumenta que a mudança pode, paradoxalmente, prejudicar justamente aqueles que se pretende ajudar. O parlamentar também aponta para um possível viés eleitoral na aceleração da tramitação da PEC, especialmente com as eleições de 2026 se aproximando. Segundo ele, muitos políticos estariam votando a favor da proposta por popularidade, e não por convicção de seus benefícios para o país. Conforme informação divulgada pela Gazeta do Povo, o deputado acredita que a medida visa proibir as pessoas de trabalharem mesmo que queiram. Críticas à Proposta e Impactos Econômicos O deputado Gilson Marques critica a proposta de fim da escala 6×1, afirmando que a discussão está “barata-tonta” e que ninguém sabe as reais consequências da medida. Ele destaca que uma decisão nacional pode ter impactos diferentes em regiões com níveis de desemprego distintos, como Santa Catarina, que tem pleno emprego, e a Bahia, com desemprego superior a 9%. “Se você aumenta o custo do trabalho — porque a pessoa trabalharia menos ganhando o mesmo — isso é cruel para quem está desempregado, pois torna a contratação mais difícil”, explicou o deputado. Ele argumenta que a intenção de “modernizar” na verdade se traduz em proibir as pessoas de trabalharem, transformando o trabalho em um dever, e não mais em um direito. Aumento de Custos e Inflação como Consequências Questionado sobre como os empresários arcaria com o custo de manter o mesmo salário com jornada reduzida, Marques foi categórico: “Esse cenário não existe.” Segundo ele, o empresário não absorverá o custo adicional do próprio bolso, mas sim repassará o valor para o preço de produtos e serviços. “A padaria ou a farmácia vão cobrar mais caro pelo pão e pelo remédio”, exemplificou o deputado. Ele ressalta que, no final, quem mais sofrerá com o aumento de preços são os próprios trabalhadores, que, segundo ele, são os que os políticos dizem estar defendendo. A consequência real, na visão do parlamentar, é fazer com que as pessoas paguem tudo mais caro. Contaminação Eleitoral e Liberdade de Escolha Gilson Marques acredita firmemente que a discussão sobre o fim da escala 6×1 está contaminada pelo calendário eleitoral. Ele afirma que a maioria dos parlamentares envolvidos busca a reeleição e vê na pauta algo popular que pode ajudar nas urnas. O próprio presidente Lula, segundo o deputado, enxerga a questão como uma “bala de prata”

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PEC do Fim da Escala 6×1: Deputado da Oposição Adia Votação e Gera Polêmica com Criador de Movimento Trabalhista

O fim da escala 6×1 na mira da Câmara: votação adiada e embates acirrados marcam debate sobre jornada de trabalho A votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que busca extinguir a escala de trabalho 6×1 foi adiada na noite desta segunda-feira (25). O deputado federal Maurício Marcon, do PL do Rio Grande do Sul, solicitou vista da matéria, o que significa que ele pediu mais tempo para analisar o texto. A decisão de Marcon gerou reações imediatas, especialmente do vereador Rick Azevedo, criador do movimento Vida Além do Trabalho (VAT). Azevedo, presente na sessão, expressou sua insatisfação de forma veemente, sendo retirado do plenário em meio a um clima de tensão. O presidente da comissão especial, Alencar Santana (PT-SP), marcou a próxima sessão para esta quarta-feira (27), às 10h, na tentativa de dar andamento à proposta. O relator, Léo Prates (Republicanos-BA), já havia apresentado um parecer favorável ao fim da escala 6×1. Conforme apurado, essas informações foram divulgadas pela fonte contida no material fornecido. Pedido de Vista e Confronto no Plenário Após a leitura do relatório favorável à PEC, o debate foi marcado pela intervenção do deputado Maurício Marcon, que solicitou mais tempo para examinar a proposta. No entanto, o pedido foi recebido com protestos pelo vereador Rick Azevedo, que acusou o deputado de atrasar o processo. A situação escalou, levando o presidente da comissão a pedir a retirada de Azevedo do local. A deputada Erika Hilton (PSOL-SP) interveio para trazer Azevedo de volta à sala, permitindo que a sessão continuasse. Marcon, por sua vez, comentou o episódio, ressaltando a importância do diálogo democrático e expressando o desejo de que Azevedo, caso eleito deputado, possa debater a matéria no parlamento em futuras legislaturas. Repercussão nas Redes Sociais e Críticas ao PL Nas redes sociais, Rick Azevedo manifestou sua frustração com o pedido de vista de Maurício Marcon. O vereador classificou a ação como uma “palhaçada” e criticou o Partido Liberal (PL), afirmando que a legenda estaria “atrapalhando o povo”. A declaração viralizou entre os defensores do fim da escala 6×1. O movimento Vida Além do Trabalho (VAT) tem sido um dos principais articuladores da campanha pelo fim da escala 6×1, buscando garantir melhores condições de trabalho e mais tempo de descanso para os trabalhadores. A atuação do PL na Câmara tem sido frequentemente questionada por grupos que defendem pautas trabalhistas. Detalhes da Proposta: Jornada 5×2 e Direitos Garantidos O substitutivo apresentado pelo relator Léo Prates estabelece o limite máximo de 40 horas semanais, o que, na prática, implementa a escala 5×2 e extingue a 6×1. A transição será feita de forma escalonada, com a jornada atingindo o teto definitivo de 40 horas semanais após 12 meses do primeiro corte. Um ponto crucial do texto é a garantia de que a diminuição das horas trabalhadas ocorrerá sem qualquer redução salarial, incluindo os pisos salariais vigentes. Além disso, os trabalhadores terão o direito assegurado a dois dias de repouso semanal remunerado em até 60 dias após a publicação da Emenda

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Rommel Barion: A Saga Familiar que Transformou a Barion em Gigante do Chocolate Apesar do “Custo Brasil” e Recuperação Judicial

Rommel Barion: A Força do Chocolate Paranaense em Meio a Desafios Industriais e Sucessão Familiar A história da Barion, uma das principais fabricantes de chocolate do Paraná, é marcada pela visão empreendedora de Rommel Barion. Aos 73 anos, o empresário lidera a consolidação da empresa como uma potência industrial em Colombo, mesmo diante de adversidades como a recuperação judicial em 2025 e o complexo “custo Brasil”. A jornada de sucesso da Barion começou modestamente em 1959, com uma pequena loja de doces em Curitiba, fundada pelo patriarca Ricardo Barion. Rommel, o filho mais novo, deu seus primeiros passos no negócio familiar ainda na adolescência, aos 14 anos, trabalhando no balcão. A experiência adquirida na Alemanha, onde buscou especialização técnica, foi um divisor de águas. Essa vivência internacional permitiu a Rommel trazer para o Brasil uma visão industrial moderna e tecnologias inovadoras, fundamentais para expandir a fábrica e solidificar a marca. Conforme apurado pela equipe de reportagem, a Barion hoje produz cerca de 300 toneladas de chocolates e doces mensalmente, empregando aproximadamente 350 funcionários fixos, número que cresce para mais de 400 na Páscoa, período crucial para o setor. Os Obstáculos do “Custo Brasil” na Produção de Chocolate Produzir chocolate no Brasil, segundo Rommel Barion, enfrenta barreiras significativas. A **alta carga tributária**, a **insegurança jurídica** e a **baixa produtividade** são apontados como grandes entraves para o crescimento do setor. Esses fatores, somados a crises externas, pressionam as empresas do ramo. Recentemente, a Barion precisou se reorganizar através de um processo de recuperação judicial. Dificuldades financeiras surgiram em decorrência da crise em grandes redes varejistas e de uma **disparada expressiva no preço do cacau**. Em poucos meses, o valor da matéria-prima saltou de 2,5 mil para 12,5 mil dólares, um impacto direto na operação da fábrica. Expansão e Estratégia de Mercado da Barion A Barion já teve sua presença em 14 países, mas atualmente concentra seus esforços de exportação no Mercosul, incluindo mercados como Argentina, Paraguai e Uruguai. A meta é que as vendas internacionais representem 10% da produção total, impulsionando a marca além das fronteiras nacionais. No entanto, exportar exige um olhar atento para os riscos. Rommel Barion destaca a importância de gerenciar a **inadimplência** e as **barreiras sanitárias**, além de enfrentar a forte concorrência do chocolate europeu, especialmente em períodos de valorização do real brasileiro. A estratégia de internacionalização é, portanto, cuidadosamente planejada. Sucessão Familiar: Um Processo Rigoroso para a Terceira Geração A transição de liderança para a terceira geração da família Barion foi conduzida com **regras rígididas e profissionalismo**. Rommel Barion implementou um processo seletivo criterioso. Dos oito membros da terceira geração que iniciaram o processo de sucessão, apenas três continuaram na operação. Os critérios de permanência incluíram a **formação acadêmica** e a **experiência profissional externa**, garantindo que apenas os mais preparados assumissem responsabilidades. Rommel Barion defende a ideia de que os herdeiros devem compreender que recebem a participação em uma sociedade com regras claras, e não apenas um negócio pronto, assegurando a continuidade e o futuro da Barion.

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Investidor Estrangeiro Foge da Bolsa Brasileira: Juros nos EUA, Guerra no Oriente Médio e Petróleo Alto Sacodem R$ 8 Bilhões

Investidores estrangeiros retiram R$ 8 bilhões da Bolsa brasileira em maio, revertendo otimismo inicial do ano e ligando alerta para o mercado financeiro. A euforia que marcou o início do ano na Bolsa brasileira deu lugar à cautela em maio, com a retirada de R$ 8 bilhões por investidores estrangeiros. Esse movimento expressivo interrompe o ciclo de otimismo e levanta questionamentos sobre os rumos do mercado local. A principal motivação por trás dessa debandada de capital estrangeiro reside em uma complexa teia de fatores globais, que juntos criaram uma verdadeira ‘tempestade perfeita’. Mudanças nas taxas de juros dos Estados Unidos, a intensificação de conflitos no Oriente Médio e a consequente alta do petróleo são os pilares dessa nova realidade. A conjuntura atual sugere um cenário de maior aversão ao risco, onde mercados emergentes como o Brasil perdem atratividade em detrimento de ativos considerados mais seguros. Conforme apurado pela Gazeta do Povo, a combinação de eventos globais está ditando o ritmo dos investimentos internacionais no país. Petróleo em Alta e Juros Elevados: A Dupla Que Assusta Investidores A escalada das tensões no Oriente Médio, especialmente entre Israel e Irã, gerou apreensão quanto ao fornecimento global de petróleo. Essa instabilidade pressionou os preços do barril, que saltaram de menos de US$ 60 para perto de US$ 100, segundo informações divulgadas. O aumento nos custos do petróleo desencadeia um efeito cascata na inflação mundial. Diante da pressão inflacionária, bancos centrais como o dos Estados Unidos e da Europa tendem a manter as taxas de juros elevadas por mais tempo. Juros altos em economias desenvolvidas tornam os investimentos em renda fixa mais atraentes, desviando o capital que antes buscava retornos mais altos em mercados emergentes, como o brasileiro. Tecnologia Lidera a Disputa por Capital, Deixando Commodities para Trás O apetite dos investidores internacionais tem se concentrado em setores de alta tecnologia, especialmente aqueles ligados à inteligência artificial e às gigantes de tecnologia americanas, as Big Techs. O mercado brasileiro, por sua vez, tem sua performance fortemente atrelada a commodities e ao setor bancário, que compõem a chamada ‘velha economia’. Essa concentração setorial faz com que a Bolsa brasileira perca a disputa por capital em um momento em que o mercado global busca o crescimento acelerado da inovação digital, vista em países como os EUA e a Coreia do Sul. A busca por rentabilidade em setores de ponta da tecnologia ofusca o apelo das commodities. Política Interna: Um Fator Secundário na Saída de Capital Estrangeiro Embora o mercado financeiro brasileiro esteja sempre atento ao risco fiscal e a eventuais ruídos políticos, analistas avaliam que o impacto doméstico na recente saída de capital estrangeiro tem sido limitado. A retirada de recursos começou antes de episódios políticos específicos, como os envolvendo o senador Flávio Bolsonaro, indicando que as causas primárias são de ordem internacional. A preocupação do mercado local, no entanto, permanece voltada para questões internas, como a definição do próximo presidente e a forma como o controle dos gastos públicos será conduzido. Estes fatores, embora secundários

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Idosos de 70, 80 e até 90 anos se reinventam: como a geração analógica domina apps bancários e Pix com ajuda de filhos e netos

Idosos se adaptam à era digital: de filas de banco a Pix e WhatsApp, a revolução tecnológica na terceira idade Por décadas, preencher cheques, enfrentar filas em bancos e guardar comprovantes em pastas eram rotinas familiares para muitos. Agora, aos 60, 70 e até 80 anos, essa geração precisa trocar o talão pelo Pix, o gerente pelo aplicativo e o balcão pelo WhatsApp. Essa é uma das mudanças tecnológicas mais rápidas e profundas já vivenciadas por uma geração. A revolução digital transformou o sistema bancário brasileiro, obrigando milhões a migrarem para celulares, aplicativos e autenticações virtuais. Até tarefas simples, como ligar a televisão, agora podem exigir senha, conexão e atualizações, impulsionando uma adaptação acelerada. A boa notícia é que essa adaptação tem sido bem-sucedida. Um levantamento da Serasa aponta que quase 80% dos idosos já utilizam aplicativos bancários. Estudos sobre mobile banking também indicam que o celular se tornou parte da rotina financeira dessa geração, conforme divulgado pela Serasa. Apoio familiar impulsiona a transição para o mundo dos apps O fechamento de agências bancárias, a popularização do Pix e o auxílio de filhos e netos foram fatores cruciais para que idosos passassem de meros espectadores a usuários ativos da revolução digital. Apesar das dificuldades, inseguranças e o medo de golpes, a jornada tem sido marcada pela superação. Paulo Godoy, de 79 anos, ilustra essa transição. Sua familiaridade com computadores começou nos anos 1990, acompanhando o filho na faculdade de Ciência da Computação. Ele lembra de trazer periféricos e montar computadores em casa, acompanhando toda a transformação. A digitalização, que ele classifica como “avassaladora”, impõe desafios. “Antigamente você ligava a televisão e mudava o canal rodando o seletor”, lembra Godoy. “Hoje tem aplicativo, receptor, internet, sincroniza com celular. Desconfigura alguma coisa e vira uma loucura.” Para ele, a paciência é a palavra-chave. “É como reaprender a ler. Uma coisa que meu filho faz em cinco minutos, eu levo umas duas horas.” Mesmo assim, ele realiza praticamente toda a vida financeira pelo celular, pagando boletos, acompanhando investimentos e operando renda fixa e ações. O Pix, segundo Godoy, mudou completamente sua rotina. “Foi uma salvação. Antigamente você recebia cheque, tinha compensação, cheque sem fundo. Hoje resolve tudo na hora.” A relação com os bancos também mudou, com o gerente perdendo espaço para os aplicativos e o acesso direto à informação. Golpes digitais: a principal preocupação da terceira idade Eurides de Oliveira, de 83 anos, servidor federal aposentado, também atravessou a revolução digital com o apoio dos filhos. Hoje, ele vê muita praticidade no celular: Pix, transações bancárias, pagamentos e conversas no WhatsApp fazem parte da rotina. A maior preocupação de Oliveira são os golpes digitais. “Hoje em dia está tudo muito bem feito. Tem que prestar atenção em tudo”, afirma. “Se desconfio de algo, nem clico.” Esse receio não é exagero, já que pesquisa da Silverguard apontou que idosos registram os maiores prejuízos médios em golpes digitais no Brasil, com perdas superiores a R$ 4,8 mil por vítima, conforme divulgado pela Silverguard. Especialistas

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FGTS: Novas Regras de Saque-Aniversário Levam Brasileiros a Créditos Mais Caros e Agravam Endividamento

Novas restrições no FGTS impactam acesso a crédito barato e aumentam dívidas O governo federal implementou mudanças significativas nas regras do saque-aniversário do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). As novas diretrizes limitam o valor que os trabalhadores podem antecipar do seu saldo. Embora a justificativa oficial seja a preservação do fundo, a medida tem gerado preocupação por empurrar os cidadãos para linhas de crédito com custos muito mais elevados, em um cenário de endividamento recorde no Brasil. A antecipação do FGTS era vista como uma das modalidades de crédito mais acessíveis do país, com taxas de juros competitivas. Com as novas barreiras, muitos brasileiros que necessitam de dinheiro para cobrir despesas urgentes se veem sem opções viáveis, precisando recorrer a empréstimos com juros consideravelmente mais altos, o que pode agravar ainda mais sua situação financeira. A decisão do governo tem sido alvo de críticas por especialistas e pela população, que apontam para um possível paternalismo estatal e a falta de liberdade na gestão do próprio patrimônio. A reportagem da Gazeta do Povo detalha as novas regras, seus impactos e as alternativas apresentadas, como o programa Desenrola 2.0. Como funcionam as novas regras para antecipar o saldo do FGTS? Desde novembro de 2025, os trabalhadores podem antecipar no máximo cinco parcelas anuais futuras do saque-aniversário. A partir de novembro de 2026, esse limite será reduzido para apenas três parcelas. Além disso, os valores antecipados são tabelados: cada parcela deve ter um mínimo de R$ 100 e um máximo de R$ 500. Essas limitações **reduzem o montante total de dinheiro** que um indivíduo pode obter ao usar seu próprio fundo como garantia. Por que essa mudança prejudica o bolso do trabalhador? A antecipação do FGTS se destacava por ser uma das linhas de crédito com os **juros mais baixos do mercado**, variando entre 1,2% e 2% ao mês. Ao restringir o acesso a essa modalidade, o governo, na prática, **obriga o trabalhador a buscar alternativas muito mais caras** quando necessita de dinheiro com urgência. Para se ter uma dimensão, o crédito pessoal comum pode chegar a cerca de 6,7% ao mês, enquanto o rotativo do cartão de crédito pode ultrapassar os 15% mensais, conforme informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Qual a justificativa do governo para as restrições? O Ministério do Trabalho considera a antecipação do FGTS uma “armadilha”, pois quem opta por essa modalidade **perde o direito de sacar o saldo total do fundo em caso de demissão sem justa causa**, recebendo apenas a multa rescisória de 40%. O governo também argumenta que as retiradas frequentes **enfraquecem o fundo**, que é essencial para o financiamento de importantes obras de infraestrutura, habitação popular e saneamento básico no país. Desenrola 2.0: Uma alternativa com ressalvas O programa Desenrola 2.0 foi anunciado como uma opção para quem ganha até cinco salários mínimos. Ele permite o uso de até R$ 1 mil ou 20% do saldo do FGTS para quitar dívidas, com juros de 1,99% ao mês. No

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Governo pode reavaliar “taxa das blusinhas”: Entenda o Desenrola para quem não tem dívidas

Governo federal admite possibilidade de reintroduzir a “taxa das blusinhas” e anuncia novidades no programa Desenrola para pessoas com finanças em dia. O cenário econômico brasileiro ganha novos contornos com anúncios recentes do Ministério da Fazenda. A polêmica “taxa das blusinhas”, que isenta compras internacionais de até US$ 50, pode voltar a ser cobrada, enquanto um programa inédito visa auxiliar consumidores que, apesar de não estarem endividados, enfrentam dificuldades financeiras. Essas movimentações indicam uma busca do governo por equilibrar a arrecadação e oferecer suporte a diferentes perfis de consumidores. A “taxa das blusinhas” foi zerada recentemente, mas o ministro da Fazenda já sinaliza que a decisão pode ser revista caso haja desequilíbrios no mercado. Paralelamente, a equipe econômica trabalha em uma versão adaptada do programa Desenrola. O objetivo é beneficiar aqueles que mantêm suas contas em dia, mas que destinam uma fatia significativa de sua renda ao pagamento de parcelas, correndo o risco de se tornarem inadimplentes. As novidades foram detalhadas pelo ministro Dario Durigan. Reavaliação da “taxa das blusinhas” é cogitada pelo governo Em entrevista à CNN Brasil, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, declarou que o governo federal não descarta a possibilidade de retomar a tributação sobre compras internacionais de até US$ 50, popularmente conhecida como “taxa das blusinhas”. A isenção dessa taxa, implementada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no início do mês, pode ser revista. Durigan explicou que a decisão de zerar a taxa foi regulatória e que o Ministério da Fazenda monitorará a evolução do mercado. “Caso haja algum desarranjo, um avanço disso, é preciso avaliar e trazer isso a debate público e, eventualmente, trazer de volta essa taxa”, afirmou o ministro. Ele demonstrou otimismo quanto à aprovação da Medida Provisória (MP) referente ao tema no Congresso Nacional, citando uma base de apoio sólida, inclusive na oposição. O ministro ressaltou que o presidente Lula frequentemente questiona a disparidade de tratamento entre consumidores. Ele mencionou que a classe média tem uma isenção de US$ 1 mil para compras em viagens ao exterior, enquanto o consumidor de menor renda, que adquire produtos online, poderia ser tributado. Desenrola para adimplentes: um novo foco para consumidores em dia Uma das novidades anunciadas pela equipe econômica é o desenvolvimento de uma versão do programa Desenrola voltada especificamente para consumidores adimplentes, ou seja, aqueles que não possuem dívidas em atraso. A iniciativa, com duração prevista de 90 dias, deve ser lançada até junho deste ano, antes do período eleitoral. “O Desenrola para adimplentes está sendo desenhado dentro do Ministério da Fazenda e muito em breve vamos trazer detalhes”, comunicou Durigan a jornalistas. O principal objetivo deste novo programa é auxiliar pessoas que, apesar de manterem suas contas em dia, comprometem uma parte considerável de sua renda com o pagamento de parcelas, o que as coloca em risco de se tornarem inadimplentes. Esta iniciativa complementa o já existente Desenrola 2.0, que teve início neste mês. O Desenrola 2.0 foca na renegociação de dívidas de cartão de crédito, cheque especial e crédito

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Erika Hilton Repudia Compensações a Empresas pelo Fim da Escala 6×1, Lula Sinaliza Diálogo Aberto

Erika Hilton e Lula divergem sobre compensações para empresas após fim da escala 6×1 A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP), autora de uma importante proposta legislativa para o fim da escala 6×1, adotou uma postura firme nesta quarta-feira (20), divergindo da sinalização do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre possíveis compensações financeiras para empresas afetadas pela medida. Hilton declarou que não vê “espaço” para negociações que envolvam desonerações ou outras formas de auxílio a setores que serão impactados pela mudança. Para a parlamentar, o foco deve ser unicamente em garantir um dia a mais de descanso para os trabalhadores brasileiros, sem concessões adicionais. A declaração surge em contraste com as falas do presidente Lula, que na véspera indicou a possibilidade de compensações e a consideração das “características específicas” de cada setor, buscando evitar a imposição do fim da escala 6×1 pela força. A proposta, em vias de ser regulamentada, enfrenta críticas da oposição, que a classifica como medida eleitoreira. As informações são do programa Alô Alô Brasil, da Rádio Nacional. Fim da Escala 6×1: Ausência de Margem para Negociação, Diz Erika Hilton Em entrevista ao programa Alô Alô Brasil, da Rádio Nacional, Erika Hilton foi enfática ao afirmar que o governo não tem “espaço” para negociar compensações financeiras, como desonerações da folha de pagamento, para empresas que venham a ser impactadas pelo fim da escala 6×1. “O governo vai dar aquilo que cabe ser dado”, declarou a deputada, ressaltando que a única entrega necessária é o direito a um dia a mais de descanso para o trabalhador brasileiro. Lula Busca Equilíbrio e Diálogo com Setores Produtivos Em contraponto à posição de Hilton, o presidente Lula sinalizou, em reunião com empresários, que o governo considerará as “características específicas” de cada setor ao discutir o fim da escala 6×1. A intenção é buscar um acordo que não seja impositivo e leve em conta as particularidades da aplicação da medida, evitando, assim, confrontos diretos com o setor produtivo. Oposição e Alternativas na Discussão da Escala de Trabalho A proposta de emenda à Constituição (PEC) que visa o fim da escala 6×1 tem sido vista pela oposição como uma medida com fins eleitorais. A relatoria do tema em comissão especial, que estava prevista para esta quarta-feira (20), foi adiada. A oposição sugere como alternativa a definição das horas trabalhadas por meio de convenções coletivas, em vez de uma imposição geral. O presidente da comissão especial, Alencar Santana (PT-SP), expressou o desejo de aprovar a medida ainda em maio, celebrando o mês do trabalhador. Divergências na Base do Governo e Declarações de Outros Políticos A divergência de opiniões sobre as compensações para empresas reflete uma divisão dentro da base aliada ao governo. Enquanto a ala mais à esquerda, representada por Erika Hilton e pelo Ministro Guilherme Boulos (PSOL), critica a ideia de compensações, defendendo o direito do trabalhador, outras vozes políticas apresentam perspectivas distintas. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), defende que a discussão garanta a manutenção do poder de compra

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Herança Fiscal de R$ 1,4 Trilhão: Como Regras de Gastos Engessam o Futuro do Brasil e Pressionam Juros

Herança Fiscal de R$ 1,4 Trilhão: Como Regras de Gastos Engessam o Futuro do Brasil e Pressionam Juros Um estudo dos economistas Fábio Serrano e Samuel Pessoa, do BTG Pactual, lança um alerta sombrio sobre o futuro das contas públicas brasileiras. As regras de gastos implementadas no governo atual devem gerar um custo extra de R$ 1,397 trilhão entre 2027 e 2034. Essa pressão bilionária no Orçamento federal decorre principalmente da indexação de gastos, um mecanismo que reajusta automaticamente despesas com base em critérios como a inflação ou o aumento do salário mínimo. Atualmente, cerca de 45% das despesas federais já seguem essa lógica, o que limita a capacidade do governo de investir em novas ações e projetos. O impacto dessa política de gastos crescentes é significativo, podendo levar a dívida pública a saltar de 79% para 95% do PIB até 2034, caso medidas corretivas não sejam tomadas. Especialistas apontam para a necessidade de um debate público honesto sobre o tema, especialmente em períodos eleitorais, para evitar promessas de gastos insustentáveis que podem culminar em crises fiscais severas. O Efeito Cascata do Salário Mínimo e a Indexação de Despesas O salário mínimo se tornou um dos principais vetores do aumento de gastos públicos. Sua correção automática impacta diretamente benefícios como aposentadorias, seguro-desemprego e o Benefício de Prestação Continuada (BPC). Estimativas indicam que essa política de aumentos reais do salário mínimo custará R$ 747 bilhões adicionais ao governo até 2034. Isso significa que, mesmo quando a economia desacelera, os gastos públicos tendem a permanecer elevados, criando um descompasso entre arrecadação e despesa. Essa estrutura engessa o Orçamento, direcionando recursos para despesas já previstas e diminuindo a margem para investimentos em áreas estratégicas. Emendas Parlamentares: Uma Fonte Permanente de Expansão de Gastos As emendas parlamentares, recursos destinados por deputados e senadores para projetos em seus redutos eleitorais, também têm contribuído significativamente para o aumento das despesas. O valor anual dessas emendas saltou de R$ 10 bilhões para R$ 50 bilhões desde 2018. Com a nova legislação, o valor das emendas está atrelado à receita do país, o que retira ainda mais o controle do governo sobre a priorização dos gastos. Essa vinculação automática representa um desafio adicional para a gestão fiscal do país. Propostas para Evitar a Crise Fiscal e o Debate Eleitoral Evitado Economistas sugerem a adoção de medidas urgentes para conter essa trajetória de gastos. Entre as propostas estão corrigir os gastos com saúde e educação apenas pela inflação e pelo aumento populacional, e não pelo crescimento da receita. Além disso, sugere-se o congelamento do valor das emendas parlamentares e a limitação do reajuste do salário mínimo apenas pela inflação ou pelo crescimento do PIB per capita. O debate sobre cortes de gastos enfrenta forte resistência política e social, visto que impacta benefícios de alta popularidade. Cerca de 45 milhões de brasileiros recebem benefícios do INSS ou BPC, e 165 milhões dependem do SUS. A falta de discussão sobre o tema nas eleições de 2026 pode levar a um novo

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Risco Brasil Aumenta Sob Lula: Mercado Financeiro Acende Alerta para Calote da Dívida Pública e Cautela com 2026

Risco Brasil volta a subir e reacende temor de calote da dívida pública O Risco Brasil, um termômetro crucial para a percepção de risco de calote da dívida pública brasileira, apresentou um movimento de alta na última sexta-feira (16). O indicador, conhecido como Credit Default Swap (CDS) de cinco anos, saltou de 116 para 121 pontos ao longo da semana, interrompendo uma trajetória de queda recente. Apesar desse aumento pontual, o nível atual do CDS ainda se mantém próximo das mínimas registradas durante o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Contudo, a oscilação sinaliza uma crescente cautela por parte dos investidores, influenciada tanto por turbulências nos mercados internacionais quanto por incertezas no cenário fiscal e político doméstico. Essa atenção renovada se dá em um contexto onde o mercado financeiro monitora de perto a trajetória da dívida pública, as medidas fiscais adotadas pelo governo federal e as projeções para o cenário eleitoral de 2026. Conforme informações divulgadas pelo mercado financeiro, o CDS funciona como uma espécie de seguro contra o risco de inadimplência de um país, onde um índice maior reflete uma percepção de risco mais elevada por parte dos investidores internacionais. Histórico e Fatores de Influência do Risco Brasil Durante o primeiro ano do governo Lula, o Risco Brasil chegou a atingir um pico de aproximadamente 240 pontos em 2023. Esse patamar foi influenciado por incertezas fiscais e debates sobre a implementação do novo arcabouço fiscal. Desde então, o indicador vinha apresentando uma tendência de queda, impulsionada pela melhora na percepção sobre as contas públicas, o controle da inflação e as expectativas de redução da taxa de juros. É importante notar que o comportamento do CDS brasileiro não é determinado apenas por fatores internos. Analistas destacam que o indicador é significativamente influenciado por elementos externos, como a política de juros nos Estados Unidos, o fluxo internacional de capitais e o apetite global por ativos considerados de maior risco. Comparativo com Governos Anteriores Para se ter uma perspectiva histórica, durante o governo de Jair Bolsonaro, o Risco Brasil atingiu seu menor patamar antes da pandemia de COVID-19, registrando cerca de 93 pontos. Contudo, a crise sanitária global provocou uma elevação generalizada nos prêmios de risco em diversos países emergentes, incluindo o Brasil. Cautela com o Futuro e o Cenário de 2026 Apesar da recente melhora em alguns indicadores, a atenção dos agentes do mercado permanece voltada para o cenário eleitoral de 2026. A trajetória da dívida pública e a efetividade das medidas fiscais implementadas pelo governo federal são cruciais para a manutenção da confiança dos investidores e para a estabilidade econômica do país, impactando diretamente o Risco Brasil.

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