Flávio Bolsonaro: Nomes Circulam para a Equipe Econômica em Caso de Vitória nas Eleições
Com a vitória de Flávio Bolsonaro (PL) no primeiro turno das eleições e a crescente probabilidade de conquistar a presidência, os bastidores políticos já especulam sobre os nomes que poderiam compor a equipe econômica de seu eventual governo. A lista de possíveis indicados inclui membros de sua campanha, empresários, parlamentares e ex-integrantes da gestão de Jair Bolsonaro.
Flávio Bolsonaro já sinalizou a intenção de reduzir o número de ministérios, passando dos atuais 39 para 27. Em agosto, a coordenadora econômica de sua campanha, Daniella Marques, indicou que um futuro governo teria entre 20 e 25 pastas. A definição dos nomes, no entanto, só deve ocorrer após o segundo turno.
A formação da equipe econômica é vista como crucial para definir os rumos do país. A escolha de nomes com experiência no mercado financeiro e na gestão pública reflete a busca por estabilidade e crescimento. Conforme informações divulgadas por veículos de imprensa, como a Gazeta do Povo e a Folha, diversos profissionais já são cotados para assumir posições de destaque. Conheça alguns deles.
Fazenda: Nomes de Peso para Liderar a Economia
Para o Ministério da Fazenda, um dos nomes mais comentados no mercado financeiro é o de **Marcelo Kayath**, ex-presidente do Credit Suisse no Brasil. Sua indicação teria o apoio de um grupo de banqueiros e empresários, além do ex-deputado Eduardo Bolsonaro. Kayath, contudo, nega ter discutido o assunto diretamente com o candidato, afirmando que o foco deve ser na agenda de crescimento e responsabilidade fiscal.
Outro nome especulado é **Alexandre Bettamio**, executivo do Bank of America, conhecido por sua atuação em banco de investimento e mercado de capitais. Ele é descrito como um gestor “liberal pragmático”, com habilidade para construir pontes, característica essencial para o cargo.
**Roberto Campos Neto**, atual presidente do Banco Central, também teria sido sondado. Sua experiência no setor financeiro e sua passagem pelo Santander são pontos fortes. No entanto, recentes citações em investigações teriam diminuído seu apelo para a campanha.
O economista **Mansueto Almeida**, ex-secretário do Tesouro Nacional, é outro nome considerado. Sua atuação é associada ao acompanhamento das contas públicas e da sustentabilidade da dívida. **Gustavo Montezano**, ex-presidente do BNDES, também figura entre os cotados, com experiência em conduzir a atuação de bancos de fomento.
Planejamento e Orçamento: Definição de Prioridades
Para o Ministério do Planejamento e Orçamento, **Adolfo Sachsida** é um nome forte. Ele integra a coordenação econômica da campanha de Flávio Bolsonaro e já atuou como secretário de Política Econômica e ministro de Minas e Energia no governo anterior. Sachsida tem defendido o fortalecimento de programas sociais e a redução de impostos e burocracia.
Embora seja cotado para o Planejamento, fontes próximas indicam que o desejo de Sachsida seria comandar a Fazenda. A definição da pasta dependerá das negociações internas e da estratégia da campanha.
Desenvolvimento Social e Outras Pastas Relevantes
Na área social, **Daniella Marques** é apontada como possível ministra. Ela foi porta-voz do plano econômico de Flávio Bolsonaro, assessora de Paulo Guedes e presidiu a Caixa Econômica Federal. Sua pasta poderia abranger também o Ministério das Mulheres e responsabilidades sobre obras federais.
Para o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o nome de **Flávio Roscoe**, empresário e ex-presidente da Fiemg, ganha força, especialmente com o apoio de industriais e políticos mineiros.
No Ministério de Minas e Energia, **Adriano Pires**, especialista no setor energético e sócio-fundador do CBIE, é um dos nomes mais cotados. Ele já coordenou a elaboração do plano de governo de Flávio para infraestrutura e energia.
A Agricultura e Pecuária pode ser liderada pelo deputado federal **Pedro Lupion**, presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que anunciou apoio à candidatura. Outra alternativa é o empresário e ex-governador de Mato Grosso, **Mauro Mendes**, que, no entanto, teria preferência pela pasta de Minas e Energia.
Relações Exteriores e Outros Cargos Estratégicos
O diplomata **Roberto Azevêdo**, ex-diretor-geral da OMC, é o principal nome para o Ministério das Relações Exteriores (MRE). Sua experiência em negociações comerciais multilaterais e sua interlocução com o agronegócio são vistas como pontos positivos.
Além desses, outros nomes como **Caio Paes de Andrade**, **Samuel Kinoshita**, **Natália Resende** e **Rafael Benini**, secretários do governador Tarcísio de Freitas, são mencionados para compor a equipe. **João Pedro Nascimento**, ex-presidente da CVM, **Joaquim Leite**, ex-ministro do Meio Ambiente, **Alexandre Ywata**, ex-secretário especial de Produtividade e Competitividade, e **Walter Maciel**, gestor de fundos, também são cogitados.
Na esfera política, **Michelle Bolsonaro** é citada para o ministério social ampliado, e **Eduardo Bolsonaro** já expressou o desejo de assumir o MRE. O senador **Rogério Marinho** pode comandar um superministério, reunindo Infraestrutura, Transportes e Cidades.
O senador Flávio Bolsonaro tem afirmado que a definição dos ministros ocorrerá após o segundo turno. Até o momento, o único nome anunciado publicamente é o do médico **Cláudio Lottenberg** para o Ministério da Saúde.





