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EUA e Irã em Negociação: Cessar-Fogo Prolongado em Destaque, Mas Teerã Nega Acordo Imediato

EUA e Irã em Negociação: Cessar-Fogo Prolongado em Destaque, Mas Teerã Nega Acordo Imediato

A imprensa americana divulgou nesta quinta-feira (28) que Estados Unidos e Irã teriam chegado a um acordo para estender o cessar-fogo entre os dois países por mais 60 dias. A informação surgiu em meio a uma nova onda de tensões na região, incluindo trocas de fogo e ações de Israel contra o Líbano.

Autoridades americanas, que optaram por não se identificar, compartilharam os detalhes com portais como Axios e a agência Reuters. Segundo esses relatos, um documento compromissando a trégua estaria finalizado, servindo como base para futuras negociações, especialmente sobre o destino do urânio enriquecido em posse iraniana.

No entanto, a agência de notícias estatal do Irã rapidamente desmentiu a informação, afirmando que o documento ainda não foi concluído e que qualquer avanço será comunicado publicamente. Essa divergência levanta dúvidas sobre o real andamento das conversas entre Washington e Teerã. Conforme divulgado pela imprensa americana, o desfecho das negociações ainda depende da aprovação do presidente Donald Trump.

Vice-Presidente Americano Confirma Proximidade, Mas Evita Garantias

O vice-presidente americano, J. D. Vance, admitiu que as negociações ainda não alcançaram um ponto final, mas que os países estão próximos de um acordo. Vance confirmou a existência de um documento que, segundo ele, impediria significativamente a capacidade do Irã de desenvolver armas nucleares.

“É difícil dizer exatamente quando ou se o presidente vai assinar o memorando de entendimento”, declarou Vance à imprensa. Ele acrescentou que “estamos indo e voltando em alguns termos. Não posso garantir que vamos chegar lá, mas estou com um bom pressentimento.”

Declarações Contraditórias e Pressão Interna nos EUA

O presidente Donald Trump tem mantido uma postura ambígua nos últimos dias. Enquanto algumas declarações sugerem um acordo iminente, outras indicam que o conflito, que já dura três meses, pode se estender. Trump havia prometido que a guerra, iniciada ao lado de Israel, duraria no máximo seis semanas.

Internamente, Trump enfrenta pressão de aliados republicanos que se opõem a qualquer acordo de paz que não garanta a destruição ou retirada completa do urânio enriquecido do Irã. O senador Lindsey Graham, figura influente no Congresso, expressou preocupação com a possibilidade de o Irã se tornar uma força dominante na região caso mantenha sua capacidade de enriquecimento de urânio.

Escalada de Tensão e Ataques Recíprocos

As tensões se intensificaram com novos ataques americanos ao Irã nesta quarta-feira (27), visando um local militar considerado uma ameaça às forças dos EUA e ao tráfego marítimo no Estreito de Hormuz. Autoridades americanas relataram a interceptação e abate de drones iranianos na região.

Em resposta, a Guarda Revolucionária do Irã afirmou ter atacado uma base aérea americana e abatido uma aeronave perto da cidade de Bushehr. O Pentágono não confirmou a perda de aeronaves americanas nos últimos dias. O Kuwait também relatou ter respondido a ataques com mísseis e drones, condenando as ações iranianas como uma “perigosa escalada” e exigindo a interrupção dos ataques.

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