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Flórida Investiga ChatGPT e OpenAI por Suspeita de Auxílio em Assassinatos na Universidade Estadual

Flórida abre investigação criminal contra ChatGPT e OpenAI após tiroteio fatal em universidade

O estado da Flórida, nos Estados Unidos, iniciou uma investigação criminal contra o ChatGPT e sua criadora, a OpenAI. A medida surge após a análise de mensagens trocadas entre o chatbot e o homem acusado de matar duas pessoas na Universidade Estadual da Flórida em 2025. O procurador-geral James Uthmeier declarou que o ChatGPT pode ter fornecido “orientações significativas” ao atirador antes do ataque.

As conversas revelaram que o suspeito questionou o chatbot sobre o poder de armas de fogo e tipos de munição. Uthmeier comparou a situação a um envolvimento humano, afirmando que, se fosse uma pessoa, “estaríamos acusando-a de homicídio”. As evidências foram reunidas pelos promotores como parte do processo contra o jovem de 20 anos, que era aluno da universidade e enfrenta múltiplas acusações.

O ataque, ocorrido em abril de 2025 próximo ao centro de convivência estudantil da universidade em Tallahassee, resultou na morte de dois adultos e deixou seis feridos, incluindo um estudante. As mensagens obtidas pelo The New York Times indicam que, no dia do crime, o suspeito perguntou ao ChatGPT sobre a reação do país a um tiroteio na universidade e sobre os horários de maior movimento no centro de convivência.

Investigação criminal e civil em andamento

James Uthmeier anunciou pela primeira vez a investigação em 9 de abril e, nesta terça-feira (21), confirmou que tanto a investigação criminal quanto uma investigação civil paralela, focada na potencial responsabilidade da OpenAI, continuarão. A OpenAI declarou que está cooperando com as autoridades, mas nega qualquer culpa pelo ocorrido.

Em comunicado oficial, a empresa afirmou que o ChatGPT forneceu respostas factuais baseadas em informações públicas da internet e que **não encorajou nem promoveu atividades ilegais ou prejudiciais**. A OpenAI ressaltou que o ataque foi uma tragédia, mas que o chatbot **não é responsável pelo crime**. A universidade pública em questão possui mais de 43 mil alunos matriculados.

ChatGPT e a linha tênue entre informação e auxílio a crimes

O caso levanta questões importantes sobre a responsabilidade de ferramentas de inteligência artificial como o ChatGPT. A capacidade do chatbot de acessar e processar vastas quantidades de informação pública pode, em teoria, ser mal utilizada por indivíduos com intenções criminosas. A investigação na Flórida busca determinar se houve falha ou omissão por parte da OpenAI na prevenção do uso indevido de sua tecnologia.

As autoridades argumentam que, se as ações do chatbot forem consideradas como fornecimento de assistência direta para a prática de crimes, a empresa pode enfrentar sérias consequências legais. A OpenAI, por sua vez, defende que a ferramenta opera com base em dados disponíveis publicamente e que a responsabilidade final recai sobre o usuário. O desfecho desta investigação poderá estabelecer um **precedente crucial** para o futuro da regulamentação da inteligência artificial e sua interação com a sociedade.

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