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Gilsons: “Eu Vejo Luz” brilha no palco e consolida evolução sonora do trio em turnê mundial

Gilsons encantam no Rio de Janeiro com a turnê “Eu Vejo Luz”, celebrando a evolução musical e a força do novo álbum.

Em sua primeira apresentação no Rio de Janeiro da nova turnê “Eu Vejo Luz”, o trio Gilsons celebrou um marco importante: a execução completa das dez faixas do recém-lançado segundo álbum de estúdio, “Eu vejo luz em maior proporção do que eu vejo a escuridão”, disponível desde 4 de março.

A performance na casa Vivo Rio, que seguiu a estreia em Salvador, na Bahia, no dia 25 de março, destacou a coragem do grupo em priorizar o repertório inédito. O show refina o som característico dos Gilsons, transitando com maestria entre o lirismo poético e a leveza contagiante.

A notícia foi divulgada por um jornalista carioca especializado em música desde 1987, com passagens por veículos como ‘O Globo’ e ‘Bizz’.

Evolução Sonora e Conexão com o Público

Desde sua formação em 2018, os Gilsons vêm demonstrando um amadurecimento notável. O segundo álbum representa um passo além da fórmula de sucesso do trabalho de estreia, “Pra gente acordar” (2022), que os alçou ao estrelato juvenil no cenário musical brasileiro. A sonoridade contemporânea, com batidas da geração do trio, mantém as raízes na música pop afro-baiana e no ritmo envolvente do tambor.

A recepção calorosa do público, mesmo com a execução das novas músicas iniciada com “Zumbido” (João Gil, 2026), evidenciou que os sucessos do primeiro álbum ainda geram grande impacto. No entanto, a forte conexão do trio com a plateia, majoritariamente jovem, ficou clara durante toda a apresentação.

Um Espetáculo de Luzes e Sons

Em sintonia com o título “Eu Vejo Luz”, o show se destacou por um visual deslumbrante, com um apuro estético na iluminação e na projeção de vídeos. Essa evolução visual acompanha o crescimento musical dos Gilsons ao longo de seus oito anos de existência.

O grande hit “Várias queixas” (Germano Meneghel, Afro Jhow e Narcizinho, 2012), música do Olodum que marcou o single seminal de 2018, foi guardado para o bis, demonstrando a estratégia do trio em mesclar o novo com os clássicos que conquistaram o público.

Logo em seguida, “Love Love” (João Gil, José Gil e Julia Mestre), outro sucesso do primeiro single dos Gilsons, foi entoada em coro espontâneo e fervoroso pela plateia que lotou a Vivo Rio, exemplificando a profunda comunhão entre o trio e seus fãs.

Raízes e Influências em Palco

Os Gilsons caminham com identidade própria, sem depender da influência de Gilberto Gil, gigante da MPB e avô de João Gil e tio de Fran Gil. Gilberto Gil esteve presente em um dos camarotes na estreia carioca, prestigiando o trabalho dos netos.

José Gil, filho mais novo de Gilberto Gil, e Francisco Gil e João Gil, netos do patriarca, formam o trio. Fran Gil, filho único de Preta Gil, também foi celebrado pelo grupo durante o bis, em uma emocionante homenagem à cantora.

A banda que acompanha os Gilsons no palco é robusta, contando com percussionistas como Luizinho do Jêje e Ricardo Guerra. Sua participação é fundamental na arquitetura sonora do grupo, especialmente com a força dos atabaques, que dão o tom percussivo característico ao show “Eu Vejo Luz”. A big band inclui sopros, percussões, violões e guitarras, enriquecendo a performance.

Repertório que Conecta Gerações

Seja na cadência do ijexá em “Eu vejo lá” (Fran Gil, João Gil e José Gil, 2022), seja no canto em falsete que adensou “Desejo” (Francisco Gil, João Gil e José Gil, 2026), o trio soube harmonizar no roteiro singles avulsos e as canções dos dois álbuns de estúdio. A sintonia entre os trabalhos é evidente, mas as diferenças sutis enriquecem a experiência.

“Vento alecrim” (José Gil e Luthuly, 2019) trouxe leveza romântica, em sintonia com o tom acariciante de “Bem me quer” (Narcizinho Santos e Jocimar Lopes Cunha, 2016). Esta última, do álbum “Eu vejo luz em maior proporção do que eu vejo a escuridão”, evoca o espírito pop do disco anterior, “Pra gente acordar”.

“Minha flor” (João Gil e Arnaldo Antunes, 2026), considerada uma obra-prima do segundo álbum, apresentou-se de forma diferente da gravação original, que contou com a participação de Caetano Veloso, Moreno Veloso e Tom Veloso. Em contrapartida, “Algum ritmo” (2021), parceria com a banda Jovem Dionísio, proporcionou um efeito catártico na plateia.

O repertório autoral dos Gilsons soa como um bálsamo em meio ao pop mais superficial que domina o mainstream. A turnê “Eu Vejo Luz” não apenas corrobora o progresso do trio, mas também aponta para um caminho longo e promissor, repleto de luz e criatividade musical.

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