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Guerra na Ucrânia: Putin em xeque? Xi Jinping teria alertado sobre arrependimento e Moscou sente o peso dos drones ucranianos

Guerra na Ucrânia: Putin em xeque? Xi Jinping teria alertado sobre arrependimento e Moscou sente o peso dos drones ucranianos

A guerra na Ucrânia parece estar se tornando um fardo cada vez mais pesado para a Rússia, com sinais de arrependimento emergindo até mesmo dentro do Kremlin. Uma reportagem do Financial Times sugere que o líder chinês, Xi Jinping, teria confidenciado a Donald Trump que Vladimir Putin se arrepende de ter iniciado a invasão. Embora o Kremlin tenha desmentido a informação, o jornal britânico defende sua veracidade, ecoando um sentimento que parece ganhar força.

Desde que assumiu o poder há 26 anos, Putin tem demonstrado uma postura inflexível, raramente recuando de suas decisões, seja na Chechênia ou na Ucrânia. Sua autobiografia relata um episódio marcante da infância, onde um rato encurralado o perseguiu. Essa anedota é frequentemente usada por ele para intimidar adversários, deixando claro o preço de tentar encurralá-lo.

No entanto, a realidade em Moscou difere da narrativa oficial. Entre os mais de 20 milhões de moradores da região metropolitana, que detêm grande peso na economia russa, o pacto feito há quatro anos começa a gerar apreensão. A promessa era que a capital seria poupada dos horrores da guerra, permitindo que a vida seguisse normalmente, com as tardes de compras na luxuosa GUM, na Praça Vermelha, intocadas.

A resiliência ucraniana em foco

Contudo, o presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, tem demonstrado uma capacidade notável de adaptação e inovação. Enquanto o mundo observava o que parecia ser uma humilhação no Salão Oval da Casa Branca, Zelenski estava, na verdade, impulsionando a indústria ucraniana de drones não tripulados. Essa aposta em tecnologia já está mostrando resultados significativos.

Recentemente, drones ucranianos atingiram instalações estratégicas em Moscou, como fábricas e refinarias de petróleo. O ataque demonstrou que as defesas aéreas da capital russa são vulneráveis, embora os alvos tenham sido industriais, em contraste com os ataques russos a prédios residenciais em Kiev.

Apesar da crescente paranoia de Putin, que tem se afastado do Kremlin e circulado entre bunkers, e da redução do acesso à internet, vídeos de moradores de Moscou relatando pavor e fugindo de prédios altos têm circulado nas redes sociais ocidentais. A guerra, que inicialmente beneficiou a indústria militar russa, agora começa a impactar a economia do país, com previsões de crescimento reduzidas para 0,6% em 2026.

O preço do conflito e o medo do caos

O conflito já resultou em um número alarmante de vítimas, estimado entre 280 mil e 518 mil mortos, segundo a revista The Economist. A elite russa demonstra um nervosismo crescente, e a possibilidade de algum oligarca ter ousado expressar essa desconfiança a Putin não pode ser descartada, apesar do risco de uma “queda de um andar alto”, uma metáfora para a retaliação do presidente.

O historiador Simon Morrison comentou que “o maior medo na consciência cultural russa é o caos”. Ao infligir ataques em Moscou, o Vladimir ucraniano está, de fato, lembrando ao seu homônimo russo que o preço de persistir na guerra pode ser a própria sobrevivência.

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