Israel expande operações militares com ataques aéreos em Beirute e no sul do Líbano, elevando o conflito.
O Exército de Israel confirmou ter realizado um ataque aéreo contra Beirute, capital do Líbano, na manhã desta quinta-feira. A ação militar ocorre após uma série de bombardeios no sul do país que, segundo o Ministério da Saúde libanês, resultaram na morte de pelo menos 11 pessoas, incluindo duas crianças, e deixaram outras 21 feridas.
Um soldado libanês também foi morto em um ataque separado enquanto dirigia na região de Nabatieh. A escalada militar, que já vinha se intensificando, agora atinge a capital, aumentando a preocupação com a segurança na região e o risco de um conflito mais amplo entre Israel e o Hezbollah.
As Forças de Defesa de Israel declararam que o ataque em Beirute foi direcionado com precisão. Conforme informações divulgadas pelo Exército israelense, o alvo seria Ali al-Husni, um comandante de força de mísseis de uma milícia iraniana operando em conjunto com o Hezbollah. Mais detalhes sobre a operação em Beirute são aguardados.
Ataques no sul do Líbano deixam mortos e feridos
Os ataques israelenses no sul do Líbano continuam a gerar vítimas. O Ministério da Saúde libanês detalhou que um ataque em Choueifat, ao sul de Beirute, resultou na morte de três pessoas, incluindo uma mulher e sua filha bebê, além de uma criança de nacionalidade síria. Quinze pessoas ficaram feridas, entre elas crianças e mulheres.
Em Sidon, outro prédio foi alvo de ataques, matando cinco pessoas, incluindo duas mulheres, e ferindo 21, sendo cinco delas crianças. A cidade de Tiro e seus arredores também foram atingidos por múltiplos ataques desde a noite de quarta-feira, conforme relatado pela agência de defesa civil do Líbano.
Israel declara zona de guerra ampliada e ordena retirada de civis
A tensão na fronteira entre Israel e Líbano segue alta, mesmo com um cessar-fogo declarado em 17 de abril, que não tem sido respeitado por ambos os lados. O Exército de Israel intensificou suas operações contra alvos ligados ao Hezbollah no sul libanês.
No início da semana, o primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, anunciou a intenção de intensificar os ataques. Cumprindo a ameaça, o Exército declarou todo o território ao sul do rio Zahrani como uma “zona de guerra”. Essa nova designação expande significativamente a área de operações aéreas e terrestres, indo além da ocupação israelense entre 1982 e 2000.
A ordem de retirada de todos os habitantes ao sul do rio Zahrani, incluindo cidades como Tiro e Nabatieh, indica uma nova fase no conflito. Essa medida, que abrange uma área inédita neste século, sugere um planejamento de Israel para ampliar sua presença militar no território vizinho.
Conflito em escalada e o papel da Unifil
A fronteira geográfica do rio Litani, que marcou a retirada das forças israelenses após a invasão dos anos 80, é também a área de atuação da missão da ONU (Unifil). O mandato da Unifil termina no final do ano, sem resultados esperados e sem previsão de renovação, em um contexto de escalada de violência.
Desde o início dos ataques, mais de 3.200 pessoas morreram no Líbano, com pelo menos 600 óbitos registrados após o cessar-fogo. Mais de 1,2 milhão de pessoas foram deslocadas devido ao conflito, que se intensificou com a participação do Hezbollah na reação do Irã aos ataques de Israel e Estados Unidos no fim de fevereiro.





