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Líder de ultradireita promete ‘batalha pela Grã-Bretanha’ em dia de protestos massivos em Londres

Protestos em Londres: Ultraderita e Pró-Palestina Tomam as Ruas Sob Forte Esquiema de Segurança

Londres foi palco de grandes manifestações neste sábado (16), com a ultradireita promovendo uma marcha convocada por Tommy Robinson e uma contramanifestação em apoio ao Estado palestino. O evento, que reuniu milhares de pessoas, foi marcado por um robusto esquema de segurança, o maior dos últimos anos no Reino Unido, com 4.000 policiais mobilizados e um custo estimado em £ 4,5 milhões (aproximadamente R$ 30 milhões).

A presença de duas grandes multidões em lados opostos da cidade evidenciou as divisões políticas e sociais no país. Enquanto ativistas de ultradireita propagavam mensagens nacionalistas e anti-imigração, um grande número de pessoas se manifestava em solidariedade ao povo palestino, em alusão ao Nakba Day.

A operação policial inédita contou com o uso de sistemas de reconhecimento facial e uma nova legislação contra discurso de ódio, resultando em 43 prisões. A Polícia Metropolitana informou que as manifestações ocorreram, em grande parte, sem incidentes significativos, apesar das expectativas de tensão.

Tommy Robinson Lidera Marcha e Promete “Batalha pela Grã-Bretanha”

Tommy Robinson, conhecido ativista anti-imigração e com histórico de declarações islamofóbicas, discursou para uma multidão estimada em 60 mil pessoas. Ele convocou seus seguidores, majoritariamente homens brancos, a se prepararem para a “batalha da Grã-Bretanha”, descrevendo o evento como um “momento de virada”.

Robinson fez referência ao desempenho do partido Reform UK, de Nigel Farage, nas eleições locais recentes, incentivando os presentes a se engajarem na política. “Somos um movimento cultural, mas vou dizer que vocês precisam se filiar a um partido”, declarou. A manifestação buscou capitalizar o sentimento nacionalista que ganha força no país, com eleições gerais previstas para 2029.

O grupo Hope not Hate, que monitora a ascensão da ultradireita no Reino Unido, alertou que, apesar de o protesto ter sido menor que o do ano anterior, a situação continua “profundamente preocupante”, considerando o alcance online das mensagens.

Nakba Day Reúne Milhares em Apoio à Palestina

Em outra parte de Londres, a celebração do Nakba Day reuniu cerca de 30 mil pessoas, segundo a polícia, para marcar o êxodo forçado de palestinos em 1948. Os organizadores, no entanto, anunciaram um número significativamente maior, de 250 mil participantes.

A manifestação expressou críticas ao governo e ao que foi percebido como uma “criminalização da liberdade de expressão”. Os participantes defenderam o Estado palestino e denunciaram as políticas atuais, em contraste direto com a mensagem da marcha de ultradireita.

Novas Tecnologias e Legislação na Segurança dos Protestos

Pela primeira vez, a Polícia Metropolitana utilizou inteligência artificial e reconhecimento facial para monitorar os protestos. A nova legislação contra discurso de ódio permitiu que a polícia prendesse tanto oradores quanto organizadores de manifestações que incitassem ódio ou extremismo ilegal.

O uso de reconhecimento facial, precedido por avisos públicos, visava identificar indivíduos procurados pela justiça. A polícia assegurou que os dados biométricos seriam deletados imediatamente, a menos que houvesse instrução em contrário do sistema. O primeiro-ministro Keir Starmer alertou previamente que Robinson e seus apoiadores estavam “incitando o ódio e a divisão” no Reino Unido.

Ativistas Estrangeiros Impedidos de Entrar no Reino Unido

O eurodeputado polonês Dominik Tarczynski, conhecido por sua proximidade com Eduardo Bolsonaro, foi um dos ativistas impedidos de entrar no Reino Unido para o evento. Em um vídeo transmitido durante a manifestação, Tarczynski criticou diretamente o primeiro-ministro Starmer, afirmando que, embora ele possa ser banido, os apoiadores não podem ser excluídos.

A declaração de Tarczynski reflete a tensão internacional em torno das manifestações e a polarização política que elas representam. A presença de figuras políticas estrangeiras em eventos de ultradireita tem sido um ponto de atenção em diversos países europeus.

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