Farol Santander Expõe Mapas Que Contam Histórias do Brasil: Uma Viagem Visual Pela Evolução Cartográfica e Imaginária do País
Em um mundo onde a tecnologia nos guia predominantemente pelas telas de celulares, uma exposição no Farol Santander resgata o poder dos mapas como narradores de histórias. A mostra A Invenção do Novo Mundo: Mapas da Coleção Santander, localizada no 24º andar do icônico prédio na capital paulista, convida o público a ir além da simples orientação geográfica.
A exposição revela como os mapas foram ferramentas cruciais na construção da identidade e da percepção de um país, apresentando visões de mundo e imaginações que moldaram a forma como o Brasil foi compreendido ao longo dos séculos. Uma experiência que promete encantar e educar visitantes de todas as idades.
A visita, que se estende até 26 de julho, oferece uma imersão profunda na evolução da cartografia, desde as primeiras representações cheias de mistério até os mapas técnicos e precisos que conhecemos hoje. Uma jornada fascinante pela história do Brasil, conforme divulgado pelo Farol Santander.
O Início da Imaginação: O Brasil do Século 16
Ao adentrar a exposição, o visitante é transportado para o século 16, um período em que o Brasil era mais fruto da imaginação do que do conhecimento concreto. Os mapas desta época funcionam como narrativas visuais, repletas de elementos vindos de relatos imprecisos de viajantes e de tradições medievais. É um convite a observar a representação dos povos originários sob o olhar europeu, com cenas de ritos considerados “selvagens”.
Essa fase da exposição destaca que os mapas nunca foram neutros, mas sim portadores de visões de mundo. A cartografia do século 16 é marcada pela aproximação geográfica com um universo de mistérios, onde monstros marinhos e criaturas fantásticas habitavam as representações, refletindo o desconhecido e o fascínio pelo Novo Mundo.
Detalhamento e Disputas: O Brasil no Século 17
Avançando para o século 17, os mapas começam a ganhar detalhes e organização, aproximando-se gradualmente da geografia que reconhecemos hoje. Esse aprimoramento está diretamente ligado ao aumento das navegações e às disputas territoriais entre as potências europeias, especialmente nos Países Baixos, que se tornaram um centro de produção cartográfica.
Nomes como Joan Blaeu e Nicolas Sanson d’Abeville são fundamentais neste período, consolidando uma cartografia mais estruturada. A influência holandesa, particularmente durante o governo de Maurício de Nassau, trouxe registros mais próximos da realidade, com paisagens, fauna, flora e cenas do cotidiano retratadas de forma vívida em mapas produzidos in loco.
Técnica e Fronteiras: O Brasil do Século 18
Sob a influência do Iluminismo, o século 18 apresenta mapas com um caráter mais técnico e sóbrio. A cartografia incorpora conhecimentos científicos como astronomia e geodésia, resultando em representações objetivas voltadas para a definição de fronteiras e o controle territorial, reflexo das tensões geopolíticas da época.
A exposição oferece elementos interativos, como uma rosa dos ventos no chão onde crianças podem brincar, e uma simulação do desdobrar de um mapa, convidando à contemplação. A dica para quem visita é dedicar tempo a cada detalhe, pois a riqueza visual e informativa é imensa.
Serviço e Informações para Visitação
A exposição A Invenção do Novo Mundo: Mapas da Coleção Santander está aberta ao público no 24º andar do Farol Santander, na Rua João Brícola, 24, Centro, São Paulo. O horário de visitação é de terça a domingo, das 9h às 20h, com entrada gratuita até 26 de julho. Os ingressos custam R$ 45 (inteira) e R$ 22,50 (meia-entrada), podendo ser adquiridos na bilheteria ou pelo site oficial. O acesso ao local é facilitado pelo transporte público, com o Farol Santander a apenas 200 metros da estação São Bento do metrô (Linha 1-Azul).





