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Maria Bethânia celebra 60 anos de carreira com capa de álbum ao vivo que resgata arte de Flávio Império

Maria Bethânia resgata obra de Flávio Império para capa de álbum ao vivo de 60 anos de carreira

A celebração dos 60 anos de carreira de Maria Bethânia ganha um toque especial com a escolha da capa para seu novo álbum ao vivo. A artista optou por reutilizar uma icônica pintura do cenógrafo e artista plástico Flávio Império, nome fundamental em sua trajetória artística.

A obra em questão é “A descida do Corcovado ou Ogum”, criada por Império em 1972. A pintura já havia sido destaque na capa do single “Vera Cruz”, lançado em janeiro deste ano, com a gravação de estúdio do samba homônimo.

Agora, a mesma arte estampa a capa do álbum ao vivo “60 anos de carreira”, que tem lançamento digital programado para esta sexta-feira, 6 de novembro. Conforme informação divulgada em análise musical, a escolha da obra de Flávio Império confere expressividade à capa, à altura da importância da gravação.

A parceria artística entre Bethânia e Flávio Império

Flávio Império, falecido em 1985, foi o responsável por cenários de diversos espetáculos marcantes de Maria Bethânia. Entre eles, destacam-se “Rosa dos ventos – O show encantado” (1971), “A cena muda” (1974), “Pássaro da manhã” (1977), “Estranha forma de vida” (1981) e “Vinte anos de paixão” (1985).

A reutilização da pintura “A descida do Corcovado ou Ogum” não apenas conecta Bethânia com a arte de Império, mas também reforça a profunda relação artística que mantiveram ao longo dos anos. A arte de Flávio Império sempre teve um lugar de destaque nos palcos da cantora.

Álbum ao vivo: um registro histórico

O álbum ao vivo “60 anos de carreira” foi gravado durante as apresentações de Maria Bethânia nos dias 17 e 18 de janeiro na casa Vivo Rio, no Rio de Janeiro. A turnê comemorativa teve sua estreia na cidade em 6 de setembro.

A expectativa é que a capa, já expressiva com a obra de Flávio Império, ganhe ainda mais valor para os fãs quando o álbum for lançado em uma provável edição em LP. A data e o ano para essa edição física ainda são incertos, mas a arte já garante um lugar especial na memória afetiva do público.

“Vera Cruz”, o samba que inspirou a capa

Durante o show “60 anos de carreira”, ao interpretar o samba “Vera Cruz”, de Xande de Pilares e Paulo César Feital, o telão exibia imponente a pintura de Flávio Império. Essa performance reforçou a escolha da obra para a capa do single e, posteriormente, do álbum ao vivo.

A canção “Vera Cruz” é um dos destaques do repertório que celebra a longa e bem-sucedida trajetória de Maria Bethânia na música brasileira. A conexão entre a música, a arte visual e a história da cantora é um dos pontos altos deste lançamento.

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