
Kamala Harris: O fantasma da derrota de 2024 assombra o Partido Democrata e ameaça repetir erros em 2028
Kamala Harris: A sombra de 2024 e o risco de um novo fracasso democrata em 2028 Três números revelados pelo The New York Times pintam um quadro preocupante para o Partido Democrata em 2026 e 2028. O índice de aprovação de Donald Trump, abaixo dos 30%, sugere uma oportunidade histórica para a oposição. Contudo, as pesquisas genéricas para o Congresso não garantem um mandato amplo, e as pesquisas para as primárias presidenciais de 2028 mostram Kamala Harris, associada à derrota de 2024, como líder. Essa cenário reflete uma estagnação na política democrata, onde a impopularidade de Trump leva o partido a acreditar que pode simplesmente replicar a era Biden, mantendo prioridades e deferência a grupos de interesse, e retornar ao poder automaticamente. O apelo contínuo de Kamala Harris é um sintoma dessa paralisia. Embora improvável sua nomeação em 2028, a possibilidade de uma segunda tentativa por Harris levanta preocupações. Muitos democratas, embora vejam sua reeleição como impensável, falham em diagnosticar as razões de sua derrota anterior. Conforme informação divulgada pelo The New York Times, essas razões incluem a percepção de submissão a ativistas progressistas em temas cruciais, sua ascensão ligada à política identitária de 2020 e uma estratégia de evasão e retórica vazia. As raízes da estagnação democrata e o apelo de Harris O The New York Times aponta que a força de Kamala Harris nas pesquisas, apesar de sua derrota em 2024, é um indicador da estagnação democrata. Seu apelo, em parte, deve-se ao reconhecimento de nome, similar ao de Mitt Romney em anos anteriores. No entanto, Harris demonstra um desejo maior por uma nova candidatura. O principal problema reside na dificuldade de muitos democratas em admitir as verdadeiras causas da derrota de Harris. O partido foi visto como **muito submisso a ativistas progressistas** em questões como imigração, crime e educação. Essa percepção de alinhamento excessivo com a esquerda radical afastou eleitores moderados. A própria ascensão de Kamala Harris à vice-presidência foi um produto da política identitária de 2020, sem a qual Joe Biden dificilmente a teria escolhido. Sua sucessão sem luta ocorreu em parte pela relutância em reconhecer suas limitações políticas, um reflexo da cultura do partido. Estratégias de imagem e a busca por uma nova direção A análise sugere que Harris tentou conciliar questões políticas e identitárias através de evasão e retórica vazia, como a busca por “alegria” e rodeios sobre posições passadas. Essa abordagem, combinada com a escolha de um companheiro de chapa considerado medíocre, falhou em convencer eleitores. Apesar de ter posições radicais registradas, Harris não foi uma política radical, mas sim uma **personificação desajeitada de um establishment democrata** que busca agradar sua base sem confrontá-la e, ao mesmo tempo, conquistar eleitores moderados através de mudanças de postura ou de assunto. Políticos como Graham Platner, Gavin Newsom, James Talarico e Abigail Spanberger buscam oferecer novas direções para os democratas, mas suas propostas são primariamente baseadas em imagem. A teoria predominante é a de manter a mesma orientação política que gera desconfiança em moderados, mas adotando








