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Mundo

Guerra de Retóricas: Trump exige ‘bandeira branca’ do Irã enquanto Teerã avisa que ‘ainda nem começou’

Tensão aumenta no Oriente Médio: EUA e Irã trocam ameaças e escalam operações militares no Estreito de Hormuz O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o Irã trocaram declarações acaloradas nesta terça-feira (5), com o líder americano minimizando a capacidade militar iraniana e sugerindo que o país deveria se render. Teerã, por sua vez, elevou o tom das ameaças, afirmando que o conflito ainda está longe de seu ápice. Essa nova escalada de retórica ocorre em um momento de alta tensão na região, marcada por ataques recentes e operações militares para garantir a livre navegação em uma das rotas de petróleo mais importantes do mundo. A situação gera preocupação internacional sobre um possível conflito de larga escala. A disputa verbal e as ações militares no Estreito de Hormuz, por onde transitava cerca de um quinto do petróleo comercializado globalmente antes da guerra, evidenciam a complexidade e a instabilidade da relação entre os dois países. As informações foram divulgadas conforme o conteúdo fonte. Trump desafia o Irã e afirma que país quer acordo nos bastidores Donald Trump declarou a repórteres em Washington que o poder militar iraniano foi significativamente reduzido. Segundo o presidente americano, apesar da retórica agressiva em público, o Irã estaria buscando um acordo nos bastidores. “Eles fazem jogos, mas vou dizer uma coisa: eles querem fazer um acordo. E quem não iria querer, quando seu poder militar praticamente desapareceu?”, afirmou Trump. O republicano também elogiou as ações dos EUA para bloquear portos iranianos, indicando que a estratégia está “funcionando muito bem”. A declaração de Trump surge um dia após uma série de ataques na região que colocaram em xeque um cessar-fogo. Irã rebate e promete “resposta firme” a qualquer desvio no Estreito de Hormuz Mohamad Bagher Ghalibaf, chefe do Parlamento iraniano e principal negociador do país, respondeu às declarações de Trump em uma mensagem na rede social X. Ele afirmou que a “continuidade da situação atual é insustentável para os EUA, enquanto nós ainda nem começamos”. Ghalibaf também previu que a “presença maligna” das forças americanas na região diminuirá. Posteriormente, a Guarda Revolucionária iraniana emitiu um comunicado na TV estatal prometendo uma “resposta firme” a navios que tentem passar pelo Estreito de Hormuz por áreas não autorizadas por Teerã. “Alertamos todos os navios que planejam transitar pelo estreito de Hormuz que a única passagem segura é o corredor previamente anunciado pelo Irã. Qualquer desvio de navios para outras rotas é perigoso e resultará em uma resposta firme”, declarou a Guarda. Operação dos EUA visa garantir navegação, mas conflito não é descartado O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, explicou que a operação americana para proteger navios comerciais é temporária e que Washington não busca um confronto direto, mantendo um trégua com o Irã. No entanto, Hegseth ressaltou que uma ação militar não está fora de cogitação, e que qualquer ataque iraniano provocará uma resposta “devastadora”. “Não estamos buscando um conflito. Mas também não podemos permitir que o Irã bloqueie países inocentes e suas mercadorias em uma

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Cruzeiro com 3 mortes sob suspeita de Hantavírus é barrado em Cabo Verde e passageiros clamam por socorro

Navio de cruzeiro com mortes suspeitas de Hantavírus é impedido de atracar em Cabo Verde; passageiros relatam incerteza e medo Um navio de cruzeiro que partiu da Argentina encontra-se em quarentena forçada na costa de Cabo Verde, com passageiros e tripulantes isolados a bordo. A proibição de desembarque ocorreu após a confirmação de três mortes em circunstâncias que levantam suspeitas de um surto de hantavírus. O MV Hondius, com 149 pessoas de 23 nacionalidades a bordo, navega próximo à capital Praia, em Cabo Verde, mas as autoridades locais negaram autorização para atracar, visando proteger a população do arquipélago africano. A situação a bordo é descrita pela operadora turística Oceanwide Expeditions como “uma situação médica grave”. A notícia chegou a público e gerou apreensão entre os viajantes, que buscam respostas e um retorno seguro para suas casas. Conforme relatou um passageiro em redes sociais, a incerteza é o fator mais difícil de lidar neste momento, com um forte desejo de segurança e clareza sobre os próximos passos. Suspeita de Hantavírus e mortes levantam alerta sanitário em alto mar A operadora do cruzeiro confirmou três mortes até o momento. Uma delas ocorreu em 11 de abril a bordo, com o corpo sendo desembarcado em Santa Helena em 24 de abril. Sua esposa, que o acompanhava, também faleceu posteriormente. Ambas as vítimas eram de nacionalidade holandesa. Um passageiro britânico, que adoeceu em 27 de abril e foi levado à África do Sul, testou positivo para hantavírus, segundo a operadora. Um cidadão alemão faleceu a bordo em 2 de maio, mas a causa ainda é desconhecida. Além disso, dois membros da tripulação apresentam sintomas respiratórios agudos e necessitam de atendimento médico urgente. As autoridades holandesas se prontificaram a coordenar uma operação para repatriar os tripulantes doentes, mas a ação depende da autorização de Cabo Verde. Cabo Verde nega desembarque e pede ajuda internacional para evacuação A presidente do Instituto Nacional de Saúde Pública de Cabo Verde, Maria da Luz Lima, declarou que o navio não recebeu permissão para atracar no porto da Praia para “proteger a população cabo-verdiana”. Em resposta, a Direção Nacional de Saúde de Cabo Verde solicitou ao Reino Unido e à Holanda o envio de ambulâncias aéreas para “evacuar pacientes” com urgência. A operadora Oceanwide Expeditions estuda a possibilidade de levar os passageiros para as ilhas Canárias, na Espanha, como alternativa, após a negativa de Cabo Verde. Medidas rigorosas de precaução, incluindo isolamento, higiene e vigilância médica, estão sendo aplicadas a bordo. OMS investiga surto e tranquiliza sobre risco para a população geral A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou que está investigando o possível surto de hantavírus. Testes laboratoriais confirmaram a presença do vírus em uma das seis pessoas que apresentaram sintomas. O Ministério das Relações Exteriores da Holanda também confirmou estar analisando a situação. Hans Kluge, diretor da OMS para a Europa, ressaltou que o risco para a população em geral é baixo e que não há motivo para pânico ou restrições de viagem. Ele explicou que as infecções

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Tiroteio perto da Casa Branca: Suspeito armado troca tiros com Serviço Secreto e é baleado após fuga

Serviço Secreto dos EUA reage a indivíduo armado em área restrita, resultando em confronto e prisão. Um indivíduo suspeito, que aparentava estar portando uma arma de fogo, foi confrontado por agentes do Serviço Secreto dos Estados Unidos nas proximidades da Casa Branca. O homem não chegou a adentrar as instalações presidenciais, mas a situação gerou tensão e um breve bloqueio na área. Após ser abordado pelos agentes, o suspeito empreendeu fuga a pé e, segundo informações divulgadas pelo vice-diretor do Serviço Secreto, Matthew Quinn, efetuou disparos contra os policiais. Em resposta, os agentes do Serviço Secreto também dispararam contra o indivíduo, que foi atingido e posteriormente encaminhado a um hospital. O incidente ocorreu em um momento de alerta elevado para as forças de segurança na capital americana, especialmente após uma tentativa de atentado durante o Jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca no final do mês passado. Autoridades ainda investigam se o ataque desta segunda-feira possui alguma ligação com outros eventos recentes. Conforme informação divulgada pelo Serviço Secreto dos EUA, um menor de idade que se encontrava no local foi atingido por disparos do suspeito. Felizmente, o jovem não sofreu ferimentos com risco de vida e recebeu atendimento médico em um hospital. A comitiva do vice-presidente J. D. Vance passou pela área pouco antes do ocorrido, mas não há indícios de que o suspeito visava se aproximar dela. Suspeito armado e ferido é detido após troca de tiros Matthew Quinn, vice-diretor do Serviço Secreto, confirmou que uma arma de fogo foi recuperada com o suspeito. As investigações sobre a motivação e os detalhes exatos do incidente estão a cargo do Departamento de Polícia de Washington. A possibilidade de o ataque ter sido direcionado ao presidente, que estava na Casa Branca no momento, ainda está sendo apurada. Segurança reforçada na capital após eventos recentes As forças de segurança dos Estados Unidos têm mantido um nível de alerta elevado na capital. Esta medida se intensificou após a prisão de um homem suspeito de tentar um atentado durante o Jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca, um evento que contou com a presença do presidente Trump e de outras autoridades governamentais. Investigação em andamento para determinar conexões do ataque O Serviço Secreto segue com as investigações para esclarecer todos os pormenores do confronto. A prioridade é determinar a identidade do suspeito, sua possível ligação com outros incidentes e se havia alguma intenção específica em relação às autoridades presentes na Casa Branca. A recuperação da arma de fogo é um ponto crucial para o andamento da apuração. Bloqueio temporário na Casa Branca e impacto na rotina O incidente provocou um breve, porém significativo, bloqueio nas imediações da Casa Branca, afetando o acesso e a rotina da área. A rápida resposta dos agentes do Serviço Secreto foi fundamental para conter a situação e garantir a segurança do perímetro, evitando que o suspeito pudesse avançar para áreas mais restritas do complexo presidencial.

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Juíza dos EUA critica “confinamento solitário efetivo” de suspeito de tentar matar Trump, compara com detentos de 6 de janeiro

Juíza expressa forte preocupação com o tratamento de Cole Thomas Allen, suspeito de atentado contra Trump Uma juíza federal dos Estados Unidos, Zia Faruqui, manifestou profunda apreensão quanto às condições de detenção de Cole Thomas Allen, o homem acusado de tentar assassinar Donald Trump em um jantar com a imprensa no final de abril. Allen tem sido mantido em uma regime de segurança excepcionalmente rigoroso por vários dias. Durante uma audiência convocada às pressas em Washington, a juíza Faruqui exigiu explicações sobre a decisão de colocar o suspeito em vigilância contra suicídio, privá-lo de serviços básicos e mantê-lo em um “confinamento solitário efetivo” por quase uma semana. Isso ocorre enquanto o governo ainda está reunindo fatos cruciais para o processo federal contra ele. A situação de Allen chamou a atenção quando seus advogados levantaram alertas sobre as condições de sua detenção no fim de semana. Conforme relatado, ele foi colocado em vigilância sem uma avaliação psiquiátrica completa e mantido em isolamento por até 23 horas diárias. As informações foram divulgadas conforme reportado em matéria jornalística. Acusações graves contra o suspeito de atentado contra Trump Cole Thomas Allen, de 31 anos, compareceu ao tribunal na semana passada, onde promotores o acusaram de tentar assassinar Trump e de disparar uma arma ao invadir o jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca. O Departamento de Justiça também o acusa de transportar armas, incluindo uma espingarda, da Califórnia para Washington, e de conspirar para matar vários funcionários de alto escalão. Apesar da gravidade das acusações, que poderiam levar a uma pena de prisão perpétua, o governo ainda não havia confirmado oficialmente que foi a bala disparada por Allen que feriu um agente do Serviço Secreto. No entanto, a procuradora federal Jeanine Pirro afirmou no domingo que os investigadores concluíram que a bala era dele, descrevendo o ato como “violento e premeditado, calculado para derrubar o presidente e qualquer pessoa que estivesse na linha de fogo”. Juíza compara tratamento de Allen com o de detentos de 6 de janeiro A juíza Zia Faruqui criticou veementemente o tratamento dado a Allen, comparando-o com o de dezenas de pessoas condenadas por crimes violentos durante o motim no Capitólio em 6 de janeiro de 2021. Estes últimos foram colocados em alojamentos de segurança mais baixa e isentos de medidas de prevenção de suicídio. Em contraste, Faruqui observou que Allen, que não possui antecedentes criminais, foi submetido às condições “mais punitivas e severas”. Ela expressou surpresa, afirmando: “Ele tem sido tratado de maneira completamente diferente de qualquer pessoa que eu já tenha visto”. A juíza questionou o funcionário do Departamento de Correções, Tony Towns, sobre a privação de privilégios básicos de Allen, como visitas e acesso a uma bíblia. Condições de detenção e próximas etapas no caso Eugene Ohm, defensor público federal de Allen, corroborou a informação de que seu cliente foi mantido sozinho por até 23 horas por dia, situação que a juíza descreveu como “confinamento solitário efetivo”. Faruqui declarou estar “muito preocupada com o modo como

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Tragédia em Kharkiv: Ataque russo mata 5 e fere 18 em cidade ucraniana; veja os danos e o que se sabe

Ataque russo com mísseis deixa rastro de destruição e mortes na região de Kharkiv, Ucrânia A cidade de Merefa, localizada na região de Kharkiv, no nordeste da Ucrânia, foi alvo de um ataque com mísseis supostamente promovido pelas forças russas. O incidente, ocorrido durante o dia desta segunda-feira (4), resultou na morte de cinco pessoas e deixou outras 18 feridas, algumas em estado grave. As autoridades ucranianas informaram que a ofensiva atingiu a infraestrutura civil da cidade, que se encontra distante da linha de frente. A violência do ataque provocou danos significativos em diversas edificações, gerando preocupação e comoção na região. O governador regional Oleh Syniehubov detalhou os estragos e as vítimas, enquanto promotores regionais investigam o tipo de armamento utilizado. As informações foram divulgadas em meio ao conflito em andamento, sem resposta imediata de Moscou. Cinco mortos e 18 feridos em ataque a Merefa Segundo informações divulgadas pelo governador regional Oleh Syniehubov, o ataque russo em Merefa causou a morte de **dois homens e três mulheres**. Além das vítimas fatais, **18 pessoas ficaram feridas**, com quatro delas necessitando de atendimento hospitalar em estado crítico. O ataque, classificado como uma agressão contra a infraestrutura civil, chocou a população local. Danos materiais e infraestrutura civil atingida O ataque com mísseis não apenas ceifou vidas, mas também deixou um rastro de destruição material. Conforme relatado pelo governador Syniehubov, ao menos **10 casas foram danificadas**, além de um **prédio administrativo**, **quatro lojas**, uma **oficina mecânica** e um **estabelecimento de alimentação**. As imagens divulgadas pelos serviços de emergência mostram a gravidade dos danos, com telhados destruídos e janelas estilhaçadas. Investigação aponta para mísseis Iskander As promotorias regionais ucranianas indicaram que as forças russas possivelmente utilizaram um **míssil balístico do tipo Iskander** no ataque à cidade de Merefa. Essa informação, se confirmada, sugere o uso de armamento de alta precisão e poder destrutivo em um ataque direcionado a alvos civis. A investigação sobre a origem e o tipo exato de armamento utilizado está em andamento. Sem resposta da Rússia e histórico de ataques Até o momento, não houve um comentário oficial por parte da Rússia sobre o ataque em Kharkiv. Moscou tem consistentemente negado o **alvejamento intencional de civis** durante a guerra, apesar de inúmeros relatos de mortes de civis desde o início da invasão em fevereiro de 2022. A Ucrânia, por sua vez, também já foi acusada de atingir alvos civis em território russo ou em áreas ocupadas por Moscou, embora em uma escala considerada menor.

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Tensão em Hormuz: Irã acusa EUA de invasão, ataca petroleiro e Coreia do Sul relata incidente

Irã e EUA trocam acusações e promovem escalada militar no Estreito de Hormuz, gerando preocupação internacional O Estreito de Hormuz, rota vital para o comércio global de petróleo, tornou-se palco de uma nova e tensa disputa entre o Irã e os Estados Unidos. A Marinha iraniana afirmou ter impedido a entrada de navios de guerra americanos na via marítima, enquanto Washington declarou ter escoltado com sucesso embarcações comerciais dos EUA pela região. A situação se agrava com acusações mútuas e incidentes envolvendo navios de outras nacionalidades. O Irã alega ter emitido um “aviso rápido e decisivo” contra navios de guerra americanos, e a agência semioficial Fars chegou a noticiar que dois mísseis atingiram uma embarcação dos EUA, informação negada veementemente por Washington. Em contrapartida, o Comando Central dos EUA declarou que suas forças estão auxiliando na segurança da passagem de navios comerciais, com duas embarcações dos EUA já tendo atravessado o estreito em segurança. A escalada de tensões foi ainda mais evidenciada pelo ataque a um petroleiro ligado aos Emirados Árabes Unidos, que Teerã negou ter realizado. A União Europeia classificou os ataques iranianos como “inaceitáveis” e uma “clara violação da soberania e do direito internacional”, comprometendo-se a trabalhar pela desescalada e resolução diplomática. Essas informações foram divulgadas pela TV estatal iraniana e pelo Comando Central dos EUA. Irã afirma ter impedido entrada de navios de guerra dos EUA em Hormuz A Marinha do Irã declarou, nesta segunda-feira (4), ter evitado a entrada de navios de guerra dos Estados Unidos no Estreito de Hormuz. Segundo a TV estatal iraniana, um “aviso rápido e decisivo” foi emitido pelas forças navais do país. A ação ocorreu em meio a tensões crescentes na região, com o Irã alertando as forças americanas para não entrarem na via marítima, especialmente após o presidente Donald Trump anunciar que os EUA escoltariam navios retidos em Hormuz. Emirados Árabes Unidos acusam Irã de atacar petroleiro e interceptar drones Os Emirados Árabes Unidos acusaram o Irã de atacar com drones um petroleiro ligado à ADNOC, a petrolífera estatal do país, que tentava cruzar o Estreito de Hormuz. O governo emiratense informou que a embarcação estava vazia, o que evitou feridos. Além disso, o país relatou ter interceptado três drones lançados pelo Irã, com um quarto caindo no mar. O ministério das Relações Exteriores dos Emirados Árabes Unidos pediu ao Irã a interrupção imediata dos ataques e o pleno compromisso com a cessação de hostilidades. Coreia do Sul relata ataque a navio em Hormuz, EUA confirmam incidentes com lanchas iranianas A Coreia do Sul informou que uma embarcação com bandeira do país foi atacada no Estreito de Hormuz, segundo a agência de notícias estatal Yonhap. Um porta-voz da empresa de navegação HMM disse que um incêndio começou na casa de máquinas de um de seus navios graneleiros, com a causa ainda sob investigação. Não há relatos de mortos ou feridos. O presidente dos EUA, Donald Trump, comentou que o navio sul-coreano não fazia parte da operação americana e estimou que

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Filho de Maduro revela temor do ditador em áudio: “Pensei que ia morrer naquele dia” durante bombardeio nos EUA

Filho de Maduro Guerra conta sobre medo do pai em áudio e sua nova rotina na prisão nos EUA Em uma entrevista exclusiva ao jornal espanhol El País, o filho do ditador deposto da Venezuela, Nicolás Maduro Guerra, conhecido como Nicolasito, compartilhou detalhes surpreendentes sobre os dias que antecederam e sucederam a captura de seu pai pelos Estados Unidos. Ele revelou que o próprio Nicolás Maduro temia pela sua vida durante a operação militar. Nicolasito descreveu um momento de extrema apreensão em 3 de janeiro, data da operação americana que resultou na deposição do líder venezuelano. Em uma mensagem de áudio enviada ao filho, o ditador teria expressado seu temor, dizendo: “Nico, eles estão bombardeando. Deixe a pátria continuar lutando, vamos em frente”. O filho do ex-líder, que foi detido e levado aos EUA sob acusações como tráfico de drogas, afirmou categoricamente: “Ele pensou que ia morrer naquele dia”. A operação de captura, que incluiu bombardeios em Caracas e outras regiões, resultou na morte de quase cem pessoas, e a vice-líder Delcy Rodríguez assumiu o país interinamente, conforme relatado pelo jornal. Essa informação foi divulgada pelo jornal El País neste domingo. Maduro Guerra grava conversas com o pai na prisão O deputado Nicolás Maduro Guerra confessou que tem o hábito de gravar as conversas que mantém com seu pai. Nicolás Maduro está detido em uma prisão de segurança máxima no Brooklyn, Nova York, ao lado de sua esposa, Cilia Flores. Essas gravações capturam a rotina e as mudanças no comportamento do ditador deposto. Transformação religiosa e o cotidiano de Maduro na prisão Segundo o relato do filho ao El País, o ditador deposto tem se dedicado a uma leitura assídua e quase obsessiva da Bíblia desde que está preso. “Meu pai nunca foi assim antes, mas agora, nas ligações, às vezes ele começa dizendo: ‘Você tem que ouvir Mateus 6:33. E 3 Coríntios. E o Salmo 108′”, contou Maduro Guerra. Apesar da gravidade da situação, o ex-presidente da Venezuela também demonstra interesse pelos assuntos familiares e até esportivos. Ele pergunta sobre a família, a Assembleia Nacional e, em um momento curioso, expressou grande frustração com a eliminação do Barcelona da Liga dos Campeões em abril: “Puxa, que fiasco!”. Expectativas sobre o julgamento de Maduro No final de março, durante uma manifestação de apoio ao ditador deposto em Caracas, Nicolás Maduro Guerra expressou à agência de notícias AFP o desejo de que o julgamento de seu pai nos Estados Unidos transcorresse dentro da lei americana e que as acusações fossem retiradas.

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Narges Mohammadi, Nobel da Paz, em estado crítico no Irã; Fundação pede transferência urgente para Teerã

Ativista iraniana Narges Mohammadi, laureada com o Nobel da Paz, em estado crítico em hospital no Irã A renomada ativista iraniana Narges Mohammadi, agraciada com o Prêmio Nobel da Paz em 2023, encontra-se em estado crítico de saúde. Ela está internada em uma unidade de terapia intensiva cardíaca desde a última sexta-feira (1º), após ser transferida da prisão para um hospital na cidade de Zanjan, no noroeste do país. A informação foi divulgada neste domingo (3) pela fundação que leva seu nome e é administrada por sua família. Segundo a Fundação Narges Mohammadi, a pressão arterial da ativista tem oscilado de forma perigosa, e o tratamento atual se restringe a esforços com oxigenoterapia. A fundação alerta que um tratamento eficaz só será possível com a transferência da ativista para sua equipe médica em Teerã, onde ela teria melhores condições de receber o cuidado necessário para sua grave condição. A transferência hospitalar ocorreu após uma “deterioração catastrófica” de sua saúde, que incluiu dois episódios de perda total de consciência e uma grave crise cardíaca. A comunidade internacional, incluindo o Comitê Norueguês do Nobel, expressou profunda preocupação com o estado de saúde de Narges Mohammadi, que é uma figura proeminente na luta pelos direitos das mulheres e contra a pena de morte no Irã. Saúde de Narges Mohammadi se agrava e levanta preocupações internacionais A situação de Narges Mohammadi tem gerado grande apreensão. A fundação divulgou que a ativista sofreu uma possível crise cardíaca no final de março, o que culminou na sua transferência para o hospital. O Comitê do Prêmio Nobel, que a reconheceu por sua incansável trajetória na defesa dos direitos das mulheres no Irã, manifestou estar alarmado com os desdobramentos de saúde da laureada. Histórico de perseguição e condenações de Narges Mohammadi Narges Mohammadi, que já foi presa mais de dez vezes, é perseguida pelo regime clerical do Irã devido ao seu ativismo. Em fevereiro, a fundação informou que ela foi condenada a uma nova pena de prisão de sete anos e meio, em um contexto de tensões internacionais. Na época, o Comitê Nobel solicitou a sua libertação imediata. As cinco condenações somam 31 anos de prisão e 154 chibatadas, evidenciando a severidade da perseguição que a ativista enfrenta. A luta de Narges Mohammadi pelos direitos das mulheres e contra a pena de morte A ativista ganhou o Prêmio Nobel da Paz em 2023 enquanto cumpria pena na prisão. Sua láurea foi um reconhecimento mundial de sua corajosa luta pela promoção dos direitos das mulheres e pela abolição da pena de morte no Irã. Apesar de sua condição crítica, seu legado de ativismo inspira e mobiliza defensores de direitos humanos em todo o mundo, que clamam por sua soltura e tratamento adequado. Fundação pede transferência urgente para Teerã em busca de tratamento eficaz A Fundação Narges Mohammadi reforça a necessidade urgente de transferir a ativista para Teerã, onde ela poderia ter acesso a uma equipe médica especializada e a recursos mais adequados para seu tratamento. A esperança é que

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Merz minimiza atrito com Trump e nega ligação entre críticas e corte de tropas americanas na Europa

Friedrich Merz, chefe de governo alemão, busca reduzir tensões com Donald Trump após anúncio de corte de 5.000 soldados americanos na Alemanha, base principal dos EUA na Europa, negando qualquer conexão direta entre as críticas feitas ao planejamento de guerra americano no Irã e a decisão de Washington. O primeiro-ministro da Alemanha, Friedrich Merz, declarou que é preciso aceitar as diferentes visões do presidente Donald Trump para que a cooperação na OTAN continue. Ele enfatizou, em entrevista à rede alemã ARD, que não há relação entre as recentes discordâncias e o anúncio dos Estados Unidos sobre a redução de sua presença militar na Europa. Merz descartou a ideia de que suas críticas ao plano de guerra dos EUA contra o Irã teriam motivado a decisão de Washington de retirar 5.000 soldados da Alemanha, sua maior base no continente. Ele reiterou seu compromisso com a aliança transatlântica. As declarações de Merz vêm após ele questionar o plano de saída de Trump para o Oriente Médio e afirmar que os EUA estavam sendo humilhados nas negociações com o Irã. Em resposta, Trump chegou a chamar Merz de líder “ineficaz”. Conforme informação divulgada pela Reuters, Merz disse à emissora pública: “Tenho que aceitar que o presidente americano tem uma visão diferente da nossa sobre essas questões. Mas isso não muda o fato de que continuo convicto de que os americanos são parceiros importantes para nós”. Merz nega conexão entre atritos e retirada de tropas Questionado sobre a possibilidade de os planos de redução de tropas americanas na Alemanha estarem ligados ao atrito entre os líderes, Merz foi categórico: “Não há conexão”. Ele lembrou que Trump já havia pedido a redução da presença militar dos EUA na Alemanha durante seu primeiro mandato e que, repetidamente, cobra dos europeus maior responsabilidade pela própria segurança. Tensão entre EUA e Europa se intensifica Os atritos entre Bruxelas e Washington têm se intensificado desde que Trump manifestou o desejo de anexar a Groenlândia, um território dinamarquês. A recusa europeia em participar ativamente do conflito contra o Irã elevou ainda mais a tensão, culminando no anúncio de sexta-feira (1º). Essa medida também é vista como um cancelamento do plano do governo do democrata Joe Biden de enviar um batalhão americano com mísseis Tomahawk de longo alcance para a Alemanha. A decisão representa um golpe para Berlim, que pressionava pela medida como um elemento de dissuasão contra a Rússia, enquanto os europeus desenvolvem suas próprias armas. Estoques de armas americanas em níveis baixos Merz mencionou que Trump nunca se comprometeu com o plano de enviar mísseis Tomahawk e que é improvável que os EUA abram mão de tais sistemas de armas. Ele acrescentou: “Se não me engano, os próprios americanos não têm o suficiente no momento”. Relatórios enviados pelo governo americano ao Congresso indicam que os militares dos EUA dispararam mais de 1.000 mísseis de cruzeiro Tomahawk contra o Irã em dois meses de conflito, um número dez vezes maior do que o adquirido anualmente. Além disso, foram usados mais

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Trump Lidera Missão para Abrir Estreito de Hormuz: EUA e Irã em Diálogo Tênue Sobre Acordo Nuclear

Trump anuncia operação para liberar navios no Estreito de Hormuz e discute negociações nucleares com o Irã. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou neste domingo (3) que o país irá liderar uma operação para guiar navios de outras nações para fora do Estreito de Hormuz, atualmente sob bloqueio iraniano. A ação, que visa garantir a livre navegação em uma rota marítima crucial para o comércio global, tem previsão para iniciar nesta segunda-feira (4). Trump declarou que diversos países solicitaram a ajuda dos EUA para liberar suas embarcações presas na região. A intervenção americana visa garantir a segurança e o fluxo de navios, que estão sendo impedidos de transitar devido às ações do Irã, sem que os países afetados tenham relação direta com o conflito. Paralelamente à operação em Hormuz, o Irã informou ter recebido uma resposta dos Estados Unidos sobre sua mais recente proposta de negociação para o fim do conflito. As negociações, que incluem a possibilidade de adiar discussões sobre o programa nuclear iraniano, seguem em um delicado equilíbrio, com ambos os lados demonstrando cautela. EUA Mobilizam Recursos Militares para Operação em Hormuz Em comunicado divulgado no X, o Comando Central das Forças Armadas americanas confirmou sua participação na operação. O apoio incluirá destróieres, mais de cem aeronaves e plataformas não tripuladas, além de 15 mil militares. A ação demonstra a seriedade com que os EUA tratam a questão da liberdade de navegação no Estreito de Hormuz. Trump enfatizou que os EUA empregarão seus “melhores esforços” para a missão. Ele também mencionou “discussões muito positivas com o Irã”, que poderiam levar a “algo muito positivo para todos”. No entanto, o presidente americano alertou que, caso o “processo humanitário” sofra interferência, a resposta será “vigorosa”. A agência marítima do Reino Unido registrou um ataque a um navio-tanque ao norte dos Emirados Árabes Unidos poucas horas após o anúncio de Trump. Embora a origem do projétil não tenha sido identificada e a tripulação não tenha sido atingida, o incidente sublinha a tensa situação na região. Irã Analisa Proposta Americana em Meio a Negociações Nucleares O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, confirmou que o país recebeu uma resposta dos EUA à sua proposta de 14 pontos, transmitida através do Paquistão. A proposta iraniana, segundo a mídia estatal, inclui a retirada de forças americanas, o fim do bloqueio, a liberação de ativos congelados e o levantamento de sanções, além do fim da guerra em todas as frentes. O Irã manifestou o desejo de adiar as negociações sobre seu programa nuclear até o fim da guerra, uma condição que, segundo o jornalismo, contradiz a exigência de Washington por restrições rigorosas antes de um acordo. A Casa Branca tem, até o momento, recusado planos que tratem do programa nuclear iraniano apenas após um acordo. Trump, por sua vez, havia declarado anteriormente que provavelmente rejeitaria a proposta iraniana, pois acreditava que o Irã “ainda não pagou um preço suficientemente alto”. A proposta visa, em parte, resolver o impasse marítimo

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Guerra de Retóricas: Trump exige ‘bandeira branca’ do Irã enquanto Teerã avisa que ‘ainda nem começou’

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Cruzeiro com 3 mortes sob suspeita de Hantavírus é barrado em Cabo Verde e passageiros clamam por socorro

Navio de cruzeiro com mortes suspeitas de Hantavírus é impedido de atracar em Cabo Verde; passageiros relatam incerteza e medo Um navio de cruzeiro que partiu da Argentina encontra-se em quarentena forçada na costa de Cabo Verde, com passageiros e tripulantes isolados a bordo. A proibição de desembarque ocorreu após a confirmação de três mortes em circunstâncias que levantam suspeitas de um surto de hantavírus. O MV Hondius, com 149 pessoas de 23 nacionalidades a bordo, navega próximo à capital Praia, em Cabo Verde, mas as autoridades locais negaram autorização para atracar, visando proteger a população do arquipélago africano. A situação a bordo é descrita pela operadora turística Oceanwide Expeditions como “uma situação médica grave”. A notícia chegou a público e gerou apreensão entre os viajantes, que buscam respostas e um retorno seguro para suas casas. Conforme relatou um passageiro em redes sociais, a incerteza é o fator mais difícil de lidar neste momento, com um forte desejo de segurança e clareza sobre os próximos passos. Suspeita de Hantavírus e mortes levantam alerta sanitário em alto mar A operadora do cruzeiro confirmou três mortes até o momento. Uma delas ocorreu em 11 de abril a bordo, com o corpo sendo desembarcado em Santa Helena em 24 de abril. Sua esposa, que o acompanhava, também faleceu posteriormente. Ambas as vítimas eram de nacionalidade holandesa. Um passageiro britânico, que adoeceu em 27 de abril e foi levado à África do Sul, testou positivo para hantavírus, segundo a operadora. Um cidadão alemão faleceu a bordo em 2 de maio, mas a causa ainda é desconhecida. Além disso, dois membros da tripulação apresentam sintomas respiratórios agudos e necessitam de atendimento médico urgente. As autoridades holandesas se prontificaram a coordenar uma operação para repatriar os tripulantes doentes, mas a ação depende da autorização de Cabo Verde. Cabo Verde nega desembarque e pede ajuda internacional para evacuação A presidente do Instituto Nacional de Saúde Pública de Cabo Verde, Maria da Luz Lima, declarou que o navio não recebeu permissão para atracar no porto da Praia para “proteger a população cabo-verdiana”. Em resposta, a Direção Nacional de Saúde de Cabo Verde solicitou ao Reino Unido e à Holanda o envio de ambulâncias aéreas para “evacuar pacientes” com urgência. A operadora Oceanwide Expeditions estuda a possibilidade de levar os passageiros para as ilhas Canárias, na Espanha, como alternativa, após a negativa de Cabo Verde. Medidas rigorosas de precaução, incluindo isolamento, higiene e vigilância médica, estão sendo aplicadas a bordo. OMS investiga surto e tranquiliza sobre risco para a população geral A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou que está investigando o possível surto de hantavírus. Testes laboratoriais confirmaram a presença do vírus em uma das seis pessoas que apresentaram sintomas. O Ministério das Relações Exteriores da Holanda também confirmou estar analisando a situação. Hans Kluge, diretor da OMS para a Europa, ressaltou que o risco para a população em geral é baixo e que não há motivo para pânico ou restrições de viagem. Ele explicou que as infecções

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Tiroteio perto da Casa Branca: Suspeito armado troca tiros com Serviço Secreto e é baleado após fuga

Serviço Secreto dos EUA reage a indivíduo armado em área restrita, resultando em confronto e prisão. Um indivíduo suspeito, que aparentava estar portando uma arma de fogo, foi confrontado por agentes do Serviço Secreto dos Estados Unidos nas proximidades da Casa Branca. O homem não chegou a adentrar as instalações presidenciais, mas a situação gerou tensão e um breve bloqueio na área. Após ser abordado pelos agentes, o suspeito empreendeu fuga a pé e, segundo informações divulgadas pelo vice-diretor do Serviço Secreto, Matthew Quinn, efetuou disparos contra os policiais. Em resposta, os agentes do Serviço Secreto também dispararam contra o indivíduo, que foi atingido e posteriormente encaminhado a um hospital. O incidente ocorreu em um momento de alerta elevado para as forças de segurança na capital americana, especialmente após uma tentativa de atentado durante o Jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca no final do mês passado. Autoridades ainda investigam se o ataque desta segunda-feira possui alguma ligação com outros eventos recentes. Conforme informação divulgada pelo Serviço Secreto dos EUA, um menor de idade que se encontrava no local foi atingido por disparos do suspeito. Felizmente, o jovem não sofreu ferimentos com risco de vida e recebeu atendimento médico em um hospital. A comitiva do vice-presidente J. D. Vance passou pela área pouco antes do ocorrido, mas não há indícios de que o suspeito visava se aproximar dela. Suspeito armado e ferido é detido após troca de tiros Matthew Quinn, vice-diretor do Serviço Secreto, confirmou que uma arma de fogo foi recuperada com o suspeito. As investigações sobre a motivação e os detalhes exatos do incidente estão a cargo do Departamento de Polícia de Washington. A possibilidade de o ataque ter sido direcionado ao presidente, que estava na Casa Branca no momento, ainda está sendo apurada. Segurança reforçada na capital após eventos recentes As forças de segurança dos Estados Unidos têm mantido um nível de alerta elevado na capital. Esta medida se intensificou após a prisão de um homem suspeito de tentar um atentado durante o Jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca, um evento que contou com a presença do presidente Trump e de outras autoridades governamentais. Investigação em andamento para determinar conexões do ataque O Serviço Secreto segue com as investigações para esclarecer todos os pormenores do confronto. A prioridade é determinar a identidade do suspeito, sua possível ligação com outros incidentes e se havia alguma intenção específica em relação às autoridades presentes na Casa Branca. A recuperação da arma de fogo é um ponto crucial para o andamento da apuração. Bloqueio temporário na Casa Branca e impacto na rotina O incidente provocou um breve, porém significativo, bloqueio nas imediações da Casa Branca, afetando o acesso e a rotina da área. A rápida resposta dos agentes do Serviço Secreto foi fundamental para conter a situação e garantir a segurança do perímetro, evitando que o suspeito pudesse avançar para áreas mais restritas do complexo presidencial.

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Juíza dos EUA critica “confinamento solitário efetivo” de suspeito de tentar matar Trump, compara com detentos de 6 de janeiro

Juíza expressa forte preocupação com o tratamento de Cole Thomas Allen, suspeito de atentado contra Trump Uma juíza federal dos Estados Unidos, Zia Faruqui, manifestou profunda apreensão quanto às condições de detenção de Cole Thomas Allen, o homem acusado de tentar assassinar Donald Trump em um jantar com a imprensa no final de abril. Allen tem sido mantido em uma regime de segurança excepcionalmente rigoroso por vários dias. Durante uma audiência convocada às pressas em Washington, a juíza Faruqui exigiu explicações sobre a decisão de colocar o suspeito em vigilância contra suicídio, privá-lo de serviços básicos e mantê-lo em um “confinamento solitário efetivo” por quase uma semana. Isso ocorre enquanto o governo ainda está reunindo fatos cruciais para o processo federal contra ele. A situação de Allen chamou a atenção quando seus advogados levantaram alertas sobre as condições de sua detenção no fim de semana. Conforme relatado, ele foi colocado em vigilância sem uma avaliação psiquiátrica completa e mantido em isolamento por até 23 horas diárias. As informações foram divulgadas conforme reportado em matéria jornalística. Acusações graves contra o suspeito de atentado contra Trump Cole Thomas Allen, de 31 anos, compareceu ao tribunal na semana passada, onde promotores o acusaram de tentar assassinar Trump e de disparar uma arma ao invadir o jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca. O Departamento de Justiça também o acusa de transportar armas, incluindo uma espingarda, da Califórnia para Washington, e de conspirar para matar vários funcionários de alto escalão. Apesar da gravidade das acusações, que poderiam levar a uma pena de prisão perpétua, o governo ainda não havia confirmado oficialmente que foi a bala disparada por Allen que feriu um agente do Serviço Secreto. No entanto, a procuradora federal Jeanine Pirro afirmou no domingo que os investigadores concluíram que a bala era dele, descrevendo o ato como “violento e premeditado, calculado para derrubar o presidente e qualquer pessoa que estivesse na linha de fogo”. Juíza compara tratamento de Allen com o de detentos de 6 de janeiro A juíza Zia Faruqui criticou veementemente o tratamento dado a Allen, comparando-o com o de dezenas de pessoas condenadas por crimes violentos durante o motim no Capitólio em 6 de janeiro de 2021. Estes últimos foram colocados em alojamentos de segurança mais baixa e isentos de medidas de prevenção de suicídio. Em contraste, Faruqui observou que Allen, que não possui antecedentes criminais, foi submetido às condições “mais punitivas e severas”. Ela expressou surpresa, afirmando: “Ele tem sido tratado de maneira completamente diferente de qualquer pessoa que eu já tenha visto”. A juíza questionou o funcionário do Departamento de Correções, Tony Towns, sobre a privação de privilégios básicos de Allen, como visitas e acesso a uma bíblia. Condições de detenção e próximas etapas no caso Eugene Ohm, defensor público federal de Allen, corroborou a informação de que seu cliente foi mantido sozinho por até 23 horas por dia, situação que a juíza descreveu como “confinamento solitário efetivo”. Faruqui declarou estar “muito preocupada com o modo como

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Tragédia em Kharkiv: Ataque russo mata 5 e fere 18 em cidade ucraniana; veja os danos e o que se sabe

Ataque russo com mísseis deixa rastro de destruição e mortes na região de Kharkiv, Ucrânia A cidade de Merefa, localizada na região de Kharkiv, no nordeste da Ucrânia, foi alvo de um ataque com mísseis supostamente promovido pelas forças russas. O incidente, ocorrido durante o dia desta segunda-feira (4), resultou na morte de cinco pessoas e deixou outras 18 feridas, algumas em estado grave. As autoridades ucranianas informaram que a ofensiva atingiu a infraestrutura civil da cidade, que se encontra distante da linha de frente. A violência do ataque provocou danos significativos em diversas edificações, gerando preocupação e comoção na região. O governador regional Oleh Syniehubov detalhou os estragos e as vítimas, enquanto promotores regionais investigam o tipo de armamento utilizado. As informações foram divulgadas em meio ao conflito em andamento, sem resposta imediata de Moscou. Cinco mortos e 18 feridos em ataque a Merefa Segundo informações divulgadas pelo governador regional Oleh Syniehubov, o ataque russo em Merefa causou a morte de **dois homens e três mulheres**. Além das vítimas fatais, **18 pessoas ficaram feridas**, com quatro delas necessitando de atendimento hospitalar em estado crítico. O ataque, classificado como uma agressão contra a infraestrutura civil, chocou a população local. Danos materiais e infraestrutura civil atingida O ataque com mísseis não apenas ceifou vidas, mas também deixou um rastro de destruição material. Conforme relatado pelo governador Syniehubov, ao menos **10 casas foram danificadas**, além de um **prédio administrativo**, **quatro lojas**, uma **oficina mecânica** e um **estabelecimento de alimentação**. As imagens divulgadas pelos serviços de emergência mostram a gravidade dos danos, com telhados destruídos e janelas estilhaçadas. Investigação aponta para mísseis Iskander As promotorias regionais ucranianas indicaram que as forças russas possivelmente utilizaram um **míssil balístico do tipo Iskander** no ataque à cidade de Merefa. Essa informação, se confirmada, sugere o uso de armamento de alta precisão e poder destrutivo em um ataque direcionado a alvos civis. A investigação sobre a origem e o tipo exato de armamento utilizado está em andamento. Sem resposta da Rússia e histórico de ataques Até o momento, não houve um comentário oficial por parte da Rússia sobre o ataque em Kharkiv. Moscou tem consistentemente negado o **alvejamento intencional de civis** durante a guerra, apesar de inúmeros relatos de mortes de civis desde o início da invasão em fevereiro de 2022. A Ucrânia, por sua vez, também já foi acusada de atingir alvos civis em território russo ou em áreas ocupadas por Moscou, embora em uma escala considerada menor.

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Tensão em Hormuz: Irã acusa EUA de invasão, ataca petroleiro e Coreia do Sul relata incidente

Irã e EUA trocam acusações e promovem escalada militar no Estreito de Hormuz, gerando preocupação internacional O Estreito de Hormuz, rota vital para o comércio global de petróleo, tornou-se palco de uma nova e tensa disputa entre o Irã e os Estados Unidos. A Marinha iraniana afirmou ter impedido a entrada de navios de guerra americanos na via marítima, enquanto Washington declarou ter escoltado com sucesso embarcações comerciais dos EUA pela região. A situação se agrava com acusações mútuas e incidentes envolvendo navios de outras nacionalidades. O Irã alega ter emitido um “aviso rápido e decisivo” contra navios de guerra americanos, e a agência semioficial Fars chegou a noticiar que dois mísseis atingiram uma embarcação dos EUA, informação negada veementemente por Washington. Em contrapartida, o Comando Central dos EUA declarou que suas forças estão auxiliando na segurança da passagem de navios comerciais, com duas embarcações dos EUA já tendo atravessado o estreito em segurança. A escalada de tensões foi ainda mais evidenciada pelo ataque a um petroleiro ligado aos Emirados Árabes Unidos, que Teerã negou ter realizado. A União Europeia classificou os ataques iranianos como “inaceitáveis” e uma “clara violação da soberania e do direito internacional”, comprometendo-se a trabalhar pela desescalada e resolução diplomática. Essas informações foram divulgadas pela TV estatal iraniana e pelo Comando Central dos EUA. Irã afirma ter impedido entrada de navios de guerra dos EUA em Hormuz A Marinha do Irã declarou, nesta segunda-feira (4), ter evitado a entrada de navios de guerra dos Estados Unidos no Estreito de Hormuz. Segundo a TV estatal iraniana, um “aviso rápido e decisivo” foi emitido pelas forças navais do país. A ação ocorreu em meio a tensões crescentes na região, com o Irã alertando as forças americanas para não entrarem na via marítima, especialmente após o presidente Donald Trump anunciar que os EUA escoltariam navios retidos em Hormuz. Emirados Árabes Unidos acusam Irã de atacar petroleiro e interceptar drones Os Emirados Árabes Unidos acusaram o Irã de atacar com drones um petroleiro ligado à ADNOC, a petrolífera estatal do país, que tentava cruzar o Estreito de Hormuz. O governo emiratense informou que a embarcação estava vazia, o que evitou feridos. Além disso, o país relatou ter interceptado três drones lançados pelo Irã, com um quarto caindo no mar. O ministério das Relações Exteriores dos Emirados Árabes Unidos pediu ao Irã a interrupção imediata dos ataques e o pleno compromisso com a cessação de hostilidades. Coreia do Sul relata ataque a navio em Hormuz, EUA confirmam incidentes com lanchas iranianas A Coreia do Sul informou que uma embarcação com bandeira do país foi atacada no Estreito de Hormuz, segundo a agência de notícias estatal Yonhap. Um porta-voz da empresa de navegação HMM disse que um incêndio começou na casa de máquinas de um de seus navios graneleiros, com a causa ainda sob investigação. Não há relatos de mortos ou feridos. O presidente dos EUA, Donald Trump, comentou que o navio sul-coreano não fazia parte da operação americana e estimou que

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Filho de Maduro revela temor do ditador em áudio: “Pensei que ia morrer naquele dia” durante bombardeio nos EUA

Filho de Maduro Guerra conta sobre medo do pai em áudio e sua nova rotina na prisão nos EUA Em uma entrevista exclusiva ao jornal espanhol El País, o filho do ditador deposto da Venezuela, Nicolás Maduro Guerra, conhecido como Nicolasito, compartilhou detalhes surpreendentes sobre os dias que antecederam e sucederam a captura de seu pai pelos Estados Unidos. Ele revelou que o próprio Nicolás Maduro temia pela sua vida durante a operação militar. Nicolasito descreveu um momento de extrema apreensão em 3 de janeiro, data da operação americana que resultou na deposição do líder venezuelano. Em uma mensagem de áudio enviada ao filho, o ditador teria expressado seu temor, dizendo: “Nico, eles estão bombardeando. Deixe a pátria continuar lutando, vamos em frente”. O filho do ex-líder, que foi detido e levado aos EUA sob acusações como tráfico de drogas, afirmou categoricamente: “Ele pensou que ia morrer naquele dia”. A operação de captura, que incluiu bombardeios em Caracas e outras regiões, resultou na morte de quase cem pessoas, e a vice-líder Delcy Rodríguez assumiu o país interinamente, conforme relatado pelo jornal. Essa informação foi divulgada pelo jornal El País neste domingo. Maduro Guerra grava conversas com o pai na prisão O deputado Nicolás Maduro Guerra confessou que tem o hábito de gravar as conversas que mantém com seu pai. Nicolás Maduro está detido em uma prisão de segurança máxima no Brooklyn, Nova York, ao lado de sua esposa, Cilia Flores. Essas gravações capturam a rotina e as mudanças no comportamento do ditador deposto. Transformação religiosa e o cotidiano de Maduro na prisão Segundo o relato do filho ao El País, o ditador deposto tem se dedicado a uma leitura assídua e quase obsessiva da Bíblia desde que está preso. “Meu pai nunca foi assim antes, mas agora, nas ligações, às vezes ele começa dizendo: ‘Você tem que ouvir Mateus 6:33. E 3 Coríntios. E o Salmo 108′”, contou Maduro Guerra. Apesar da gravidade da situação, o ex-presidente da Venezuela também demonstra interesse pelos assuntos familiares e até esportivos. Ele pergunta sobre a família, a Assembleia Nacional e, em um momento curioso, expressou grande frustração com a eliminação do Barcelona da Liga dos Campeões em abril: “Puxa, que fiasco!”. Expectativas sobre o julgamento de Maduro No final de março, durante uma manifestação de apoio ao ditador deposto em Caracas, Nicolás Maduro Guerra expressou à agência de notícias AFP o desejo de que o julgamento de seu pai nos Estados Unidos transcorresse dentro da lei americana e que as acusações fossem retiradas.

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Narges Mohammadi, Nobel da Paz, em estado crítico no Irã; Fundação pede transferência urgente para Teerã

Ativista iraniana Narges Mohammadi, laureada com o Nobel da Paz, em estado crítico em hospital no Irã A renomada ativista iraniana Narges Mohammadi, agraciada com o Prêmio Nobel da Paz em 2023, encontra-se em estado crítico de saúde. Ela está internada em uma unidade de terapia intensiva cardíaca desde a última sexta-feira (1º), após ser transferida da prisão para um hospital na cidade de Zanjan, no noroeste do país. A informação foi divulgada neste domingo (3) pela fundação que leva seu nome e é administrada por sua família. Segundo a Fundação Narges Mohammadi, a pressão arterial da ativista tem oscilado de forma perigosa, e o tratamento atual se restringe a esforços com oxigenoterapia. A fundação alerta que um tratamento eficaz só será possível com a transferência da ativista para sua equipe médica em Teerã, onde ela teria melhores condições de receber o cuidado necessário para sua grave condição. A transferência hospitalar ocorreu após uma “deterioração catastrófica” de sua saúde, que incluiu dois episódios de perda total de consciência e uma grave crise cardíaca. A comunidade internacional, incluindo o Comitê Norueguês do Nobel, expressou profunda preocupação com o estado de saúde de Narges Mohammadi, que é uma figura proeminente na luta pelos direitos das mulheres e contra a pena de morte no Irã. Saúde de Narges Mohammadi se agrava e levanta preocupações internacionais A situação de Narges Mohammadi tem gerado grande apreensão. A fundação divulgou que a ativista sofreu uma possível crise cardíaca no final de março, o que culminou na sua transferência para o hospital. O Comitê do Prêmio Nobel, que a reconheceu por sua incansável trajetória na defesa dos direitos das mulheres no Irã, manifestou estar alarmado com os desdobramentos de saúde da laureada. Histórico de perseguição e condenações de Narges Mohammadi Narges Mohammadi, que já foi presa mais de dez vezes, é perseguida pelo regime clerical do Irã devido ao seu ativismo. Em fevereiro, a fundação informou que ela foi condenada a uma nova pena de prisão de sete anos e meio, em um contexto de tensões internacionais. Na época, o Comitê Nobel solicitou a sua libertação imediata. As cinco condenações somam 31 anos de prisão e 154 chibatadas, evidenciando a severidade da perseguição que a ativista enfrenta. A luta de Narges Mohammadi pelos direitos das mulheres e contra a pena de morte A ativista ganhou o Prêmio Nobel da Paz em 2023 enquanto cumpria pena na prisão. Sua láurea foi um reconhecimento mundial de sua corajosa luta pela promoção dos direitos das mulheres e pela abolição da pena de morte no Irã. Apesar de sua condição crítica, seu legado de ativismo inspira e mobiliza defensores de direitos humanos em todo o mundo, que clamam por sua soltura e tratamento adequado. Fundação pede transferência urgente para Teerã em busca de tratamento eficaz A Fundação Narges Mohammadi reforça a necessidade urgente de transferir a ativista para Teerã, onde ela poderia ter acesso a uma equipe médica especializada e a recursos mais adequados para seu tratamento. A esperança é que

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Merz minimiza atrito com Trump e nega ligação entre críticas e corte de tropas americanas na Europa

Friedrich Merz, chefe de governo alemão, busca reduzir tensões com Donald Trump após anúncio de corte de 5.000 soldados americanos na Alemanha, base principal dos EUA na Europa, negando qualquer conexão direta entre as críticas feitas ao planejamento de guerra americano no Irã e a decisão de Washington. O primeiro-ministro da Alemanha, Friedrich Merz, declarou que é preciso aceitar as diferentes visões do presidente Donald Trump para que a cooperação na OTAN continue. Ele enfatizou, em entrevista à rede alemã ARD, que não há relação entre as recentes discordâncias e o anúncio dos Estados Unidos sobre a redução de sua presença militar na Europa. Merz descartou a ideia de que suas críticas ao plano de guerra dos EUA contra o Irã teriam motivado a decisão de Washington de retirar 5.000 soldados da Alemanha, sua maior base no continente. Ele reiterou seu compromisso com a aliança transatlântica. As declarações de Merz vêm após ele questionar o plano de saída de Trump para o Oriente Médio e afirmar que os EUA estavam sendo humilhados nas negociações com o Irã. Em resposta, Trump chegou a chamar Merz de líder “ineficaz”. Conforme informação divulgada pela Reuters, Merz disse à emissora pública: “Tenho que aceitar que o presidente americano tem uma visão diferente da nossa sobre essas questões. Mas isso não muda o fato de que continuo convicto de que os americanos são parceiros importantes para nós”. Merz nega conexão entre atritos e retirada de tropas Questionado sobre a possibilidade de os planos de redução de tropas americanas na Alemanha estarem ligados ao atrito entre os líderes, Merz foi categórico: “Não há conexão”. Ele lembrou que Trump já havia pedido a redução da presença militar dos EUA na Alemanha durante seu primeiro mandato e que, repetidamente, cobra dos europeus maior responsabilidade pela própria segurança. Tensão entre EUA e Europa se intensifica Os atritos entre Bruxelas e Washington têm se intensificado desde que Trump manifestou o desejo de anexar a Groenlândia, um território dinamarquês. A recusa europeia em participar ativamente do conflito contra o Irã elevou ainda mais a tensão, culminando no anúncio de sexta-feira (1º). Essa medida também é vista como um cancelamento do plano do governo do democrata Joe Biden de enviar um batalhão americano com mísseis Tomahawk de longo alcance para a Alemanha. A decisão representa um golpe para Berlim, que pressionava pela medida como um elemento de dissuasão contra a Rússia, enquanto os europeus desenvolvem suas próprias armas. Estoques de armas americanas em níveis baixos Merz mencionou que Trump nunca se comprometeu com o plano de enviar mísseis Tomahawk e que é improvável que os EUA abram mão de tais sistemas de armas. Ele acrescentou: “Se não me engano, os próprios americanos não têm o suficiente no momento”. Relatórios enviados pelo governo americano ao Congresso indicam que os militares dos EUA dispararam mais de 1.000 mísseis de cruzeiro Tomahawk contra o Irã em dois meses de conflito, um número dez vezes maior do que o adquirido anualmente. Além disso, foram usados mais

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Trump Lidera Missão para Abrir Estreito de Hormuz: EUA e Irã em Diálogo Tênue Sobre Acordo Nuclear

Trump anuncia operação para liberar navios no Estreito de Hormuz e discute negociações nucleares com o Irã. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou neste domingo (3) que o país irá liderar uma operação para guiar navios de outras nações para fora do Estreito de Hormuz, atualmente sob bloqueio iraniano. A ação, que visa garantir a livre navegação em uma rota marítima crucial para o comércio global, tem previsão para iniciar nesta segunda-feira (4). Trump declarou que diversos países solicitaram a ajuda dos EUA para liberar suas embarcações presas na região. A intervenção americana visa garantir a segurança e o fluxo de navios, que estão sendo impedidos de transitar devido às ações do Irã, sem que os países afetados tenham relação direta com o conflito. Paralelamente à operação em Hormuz, o Irã informou ter recebido uma resposta dos Estados Unidos sobre sua mais recente proposta de negociação para o fim do conflito. As negociações, que incluem a possibilidade de adiar discussões sobre o programa nuclear iraniano, seguem em um delicado equilíbrio, com ambos os lados demonstrando cautela. EUA Mobilizam Recursos Militares para Operação em Hormuz Em comunicado divulgado no X, o Comando Central das Forças Armadas americanas confirmou sua participação na operação. O apoio incluirá destróieres, mais de cem aeronaves e plataformas não tripuladas, além de 15 mil militares. A ação demonstra a seriedade com que os EUA tratam a questão da liberdade de navegação no Estreito de Hormuz. Trump enfatizou que os EUA empregarão seus “melhores esforços” para a missão. Ele também mencionou “discussões muito positivas com o Irã”, que poderiam levar a “algo muito positivo para todos”. No entanto, o presidente americano alertou que, caso o “processo humanitário” sofra interferência, a resposta será “vigorosa”. A agência marítima do Reino Unido registrou um ataque a um navio-tanque ao norte dos Emirados Árabes Unidos poucas horas após o anúncio de Trump. Embora a origem do projétil não tenha sido identificada e a tripulação não tenha sido atingida, o incidente sublinha a tensa situação na região. Irã Analisa Proposta Americana em Meio a Negociações Nucleares O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, confirmou que o país recebeu uma resposta dos EUA à sua proposta de 14 pontos, transmitida através do Paquistão. A proposta iraniana, segundo a mídia estatal, inclui a retirada de forças americanas, o fim do bloqueio, a liberação de ativos congelados e o levantamento de sanções, além do fim da guerra em todas as frentes. O Irã manifestou o desejo de adiar as negociações sobre seu programa nuclear até o fim da guerra, uma condição que, segundo o jornalismo, contradiz a exigência de Washington por restrições rigorosas antes de um acordo. A Casa Branca tem, até o momento, recusado planos que tratem do programa nuclear iraniano apenas após um acordo. Trump, por sua vez, havia declarado anteriormente que provavelmente rejeitaria a proposta iraniana, pois acreditava que o Irã “ainda não pagou um preço suficientemente alto”. A proposta visa, em parte, resolver o impasse marítimo

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