
Itamaraty Celebra Acordo de Paz EUA-Irã e Pede Urgente Fim dos Ataques no Líbano
Itamaraty celebra acordo de paz entre EUA e Irã e pede fim imediato dos ataques no Líbano O Ministério das Relações Exteriores do Brasil, o Itamaraty, manifestou, na noite desta quinta-feira (18), grande satisfação com o acordo de paz assinado entre os Estados Unidos e o Irã, que visa encerrar o conflito no Oriente Médio. A nota oficial divulgada pelo Itamaraty ressalta a importância da adesão rigorosa aos termos estabelecidos e apela, de forma enfática, pela completa cessação das hostilidades em todas as frentes de batalha, com especial atenção à situação no Líbano. O governo brasileiro, sob a liderança do presidente Lula, divulgou o comunicado um dia após a confirmação da assinatura digital do acordo entre Washington e Teerã, reforçando o pedido pela interrupção imediata e definitiva das operações militares, inclusive no território libanês, conforme informação divulgada pelo Itamaraty. Contexto do Acordo e a Situação no Líbano O Líbano foi arrastado para o conflito após o Hezbollah disparar foguetes contra Israel em 2 de março, em demonstração de apoio ao Irã. Em resposta, Tel Aviv retaliou e ocupou o território do sul libanês. Contudo, mesmo após a assinatura do acordo, Israel tem reiterado sua intenção de manter suas tropas na região, gerando apreensão. Prazos e Possíveis Impasses no Acordo O texto do acordo estipula um prazo máximo de 60 dias para que os países envolvidos cheguem a um acordo final, que deve abranger também o pacto nuclear. Autoridades americanas admitem a possibilidade de que um texto robusto não seja alcançado nesse período, especialmente considerando as longas e complexas negociações anteriores com o Irã. O acordo prevê a possibilidade de prorrogação do prazo mediante consentimento mútuo. Questão da Reabertura do Estreito de Ormuz Em relação à reabertura do Estreito de Ormuz, um ponto estratégico crucial para o comércio marítimo global, o acordo prevê sua liberação completa e isenta de taxas por um período limitado de 60 dias. Essa estipulação sugere que o Irã poderá, após esse período, vir a cobrar taxas pelo trânsito marítimo, uma possibilidade que já foi defendida por autoridades iranianas, enquanto líderes dos EUA insistem na necessidade do livre comércio, como ocorria antes da guerra. O Brasil, ao celebrar o acordo, busca consolidar um caminho para a paz e a estabilidade na região, enfatizando a necessidade de diálogo e cooperação para a resolução de conflitos complexos como o que assola o Oriente Médio, conforme comunicado do Itamaraty.







