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Mundo

Xi Jinping em Pyongyang: China promete aliança inabalável com Kim Jong-un em visita estratégica

Xi Jinping reforça laços com Kim Jong-un em Pyongyang, prometendo apoio inalterado e cooperação ampliada em nova era de aliança histórica O líder da China, Xi Jinping, iniciou uma visita oficial à Coreia do Norte nesta segunda-feira (8), marcando seu primeiro retorno a Pyongyang desde 2019. A viagem ocorre em um cenário geopolítico global de crescentes tensões, e Xi reafirmou o compromisso de Pequim em manter um apoio firme ao regime de Kim Jong-un, independentemente das mudanças no cenário internacional. A chegada de Xi a Pyongyang foi recebida com honras de Estado, incluindo um tapete vermelho, guarda de honra e uma salva de 21 tiros na Praça Kim Il-sung. O líder chinês expressou um sentimento de “proximidade especial” com o país vizinho, sinalizando que as relações bilaterais estão em um “novo ponto de partida histórico”. A visita coincide com um período de fortalecimento econômico e militar para a Coreia do Norte, impulsionado pela crescente cooperação com a Rússia. Analistas apontam que esse contexto pode conferir maior confiança a Kim Jong-un em futuras negociações diplomáticas. As informações foram divulgadas pela imprensa estatal chinesa e norte-coreana. China e Coreia do Norte buscam aprofundar laços estratégicos e interesses comuns Durante o encontro com Kim Jong-un, Xi Jinping destacou a importância de aprofundar os laços estratégicos entre China e Coreia do Norte. Ambos os países devem trabalhar juntos para proteger seus interesses de soberania, segurança e desenvolvimento. “Não importa como a situação internacional mude, a China continuará valorizando altamente sua amizade tradicional com a Coreia do Norte”, declarou Xi, conforme resumo divulgado por Pequim. Além da esfera política, o líder chinês defendeu a ampliação da cooperação bilateral em áreas cruciais como diplomacia, segurança, forças armadas, agricultura, comércio e tecnologia. Xi também incentivou o aumento dos intercâmbios entre as populações dos dois países, aproveitando a retomada das conexões que haviam sido interrompidas durante a pandemia de Covid-19. Retomada de contatos e aliança histórica fortalecida Nos últimos meses, a Coreia do Norte tem intensificado contatos bilaterais com a China, incluindo a retomada da circulação na fronteira e o restabelecimento de voos entre as capitais. Antes mesmo de sua viagem, Xi Jinping já havia enfatizado a força da amizade entre Pequim e Pyongyang, descrevendo-a como “invencível”, segundo o jornal norte-coreano Rodong Sinmun. Esta é a primeira viagem internacional de Xi Jinping em 2026, e ocorre em um momento de estagnação no diálogo nuclear entre Washington e Pyongyang. A China tem priorizado a estabilidade regional, vendo a Coreia do Norte como um “estado-tampão” estratégico, segundo análise de Seong-Hyon Lee, do Centro Asiático da Universidade de Harvard. Coreia do Sul mantém pressão por desnuclearização em meio à aproximação sino-norte-coreana Enquanto a China reforça sua aliança com a Coreia do Norte, o presidente da Coreia do Sul, Lee Jae Myung, reiterou que seu país não deve desistir de pressionar pela desnuclearização do vizinho. Essa postura sul-coreana contrasta com a estratégia chinesa de priorizar a estabilidade. A visita de Xi Jinping também ocorre após a Coreia do Norte anunciar planos para

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Irã Busca Bomba Atômica? Diretor da AIEA Afirma: Só Inspeção Total Dirá a Verdade

AIEA exige acesso total ao programa nuclear iraniano para determinar intenções de Teerã sobre a bomba atômica A única maneira de saber com certeza se o Irã está desenvolvendo uma bomba atômica é através do acesso irrestrito de inspetores da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) às suas instalações nucleares. Essa é a posição enfática do diretor-geral da agência, Rafael Grossi, que destacou a importância da transparência para garantir o cumprimento das obrigações internacionais. Grossi ressaltou que, desde ataques anteriores ao programa nuclear iraniano em 2025, a AIEA tem enfrentado restrições de acesso, o que dificulta a verificação do cumprimento do Tratado de Não Proliferação Nuclear. A declaração foi feita em Viena, durante uma coletiva de imprensa, em meio a reuniões do Conselho de Governadores da AIEA. Uma resolução proposta pelos Estados Unidos, exigindo que o Irã permita o acesso de inspetores, deve ser votada nesta semana. Apesar das acusações do Irã de que Grossi estaria apoiando os EUA, o diretor-geral da AIEA reitera que sua posição se baseia em relatórios técnicos e que a solução para a crise deve ser diplomática. A importância do acesso irrestrito para a AIEA O diretor-geral da AIEA, Rafael Grossi, enfatizou que a falta de acesso completo às instalações nucleares do Irã, especialmente após os eventos de 2025, impede a agência de verificar se o país está cumprindo suas obrigações. Essa ausência de transparência levanta sérias preocupações sobre a natureza do programa nuclear iraniano. A AIEA monitora de perto a quantidade de urânio enriquecido que o Irã possui. Atualmente, estima-se que o regime tenha em mãos 441 kg de urânio enriquecido a 60%. Segundo Jacek Bylica, chefe de gabinete de Grossi, nenhum outro país no mundo detém tal quantidade de material, o que aumenta a apreensão sobre seu destino e possível uso. A questão do acesso é crucial para determinar se o Irã está, de fato, buscando desenvolver armas nucleares ou se suas atividades se restringem a fins pacíficos. A falta de dados concretos, devido às restrições impostas, torna impossível para a AIEA oferecer um parecer definitivo. Diplomacia e a busca por soluções pacíficas Grossi defende veementemente que a resolução da crise nuclear iraniana deve ser alcançada por meio da diplomacia. Ele mencionou que líderes como o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, poderiam desempenhar um papel importante nesse processo, facilitando o diálogo e a busca por acordos. O diretor-geral também aproveitou para reiterar sua plataforma para a chefia da ONU, destacando seu estilo de trabalho voltado para a reunião de partes em conflito. Ele citou o trabalho da AIEA na Ucrânia, que conseguiu manter um frágil cessar-fogo em torno da usina de Zaporizhzhia, como um exemplo de sua capacidade de mediar crises. Tensões no Oriente Médio e o impacto no programa nuclear iraniano As recentes escaladas de tensão no Oriente Médio, incluindo o conflito entre Israel e Irã, complicam ainda mais a busca por transparência no programa nuclear iraniano. Grossi admitiu ter contatos esporádicos com o Ministério das Relações Exteriores do Irã,

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Trump Exige Fim Imediato de Ataques entre Irã e Israel e Avisam que Retaliarão se Novos Ofensivas Ocorrerem

Tensão no Oriente Médio: Irã e Israel Recuam Após Exigência de Trump, Mas Ameaçam Retaliar O Irã e Israel indicaram nesta segunda-feira (8) uma disposição para conter a escalada militar que ameaçava o cessar-fogo no Oriente Médio. Ambos os países anunciaram a suspensão de seus ataques, mas deixaram claro que não hesitarão em retaliar caso sejam alvos de novas ofensivas. Essa mudança de postura ocorreu após uma forte exigência pública do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para que ambos os lados parassem com as hostilidades. Trump, utilizando a rede social Truth Social, escreveu que “Israel e Irã devem parar de atirar imediatamente”. Ele também afirmou que um acordo para encerrar o conflito continua ao alcance, apesar de reconhecer que “ignorrância ou estupidez” podem atrapalhar o caminho. Os confrontos recentes já haviam elevado os preços do petróleo no mercado internacional e aumentado a pressão sobre o presidente americano para encontrar uma solução para a guerra. O comando das Forças Armadas do Irã anunciou o fim dos ataques contra Israel logo após a publicação de Trump. No entanto, alertaram que responderão com medidas “muito mais duras e contundentes” se os bombardeios israelenses no Líbano forem retomados. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, reafirmou o compromisso de Teerã com a via diplomática, mas ressaltou que o país “não recuará diante de qualquer ameaça”. A informação foi divulgada com base em reportagens de agências de notícias internacionais. Israel Suspende Ataques, Mas Netanyahu Promete Retaliar Novos Mísseis Em declaração em vídeo, o primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, informou a suspensão dos ataques contra o Irã. Contudo, ele prometeu retomar a ofensiva caso o Irã volte a lançar mísseis. Segundo oficiais israelenses citados pelo jornal The New York Times e pela agência Reuters, Netanyahu havia planejado um novo ataque, mas recuou devido à pressão exercida por Donald Trump. Essa dinâmica entre os líderes demonstra episódios de tensão recorrentes. Troca de Ataques Intensifica Crise e Afeta Mercados Globais A recente troca de ataques intensificou a crise na região. Israel atingiu uma usina petroquímica no sudoeste do Irã, que, segundo Tel Aviv, era utilizada na produção de mísseis balísticos. Em retaliação, a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã declarou ter atacado uma instalação semelhante na cidade israelense de Haifa. Segundo autoridades israelenses, o Irã disparou cerca de 30 mísseis balísticos desde domingo (7), levando Jerusalém a acionar alertas de ataques aéreos e a fechar escolas em todo o país. Irã e Aliados em Alerta Máximo e Preparados para Conflito Prolongado Explosões também foram ouvidas em Teerã, com a defesa aérea iraniana derrubando um drone sobre a capital, segundo a agência semioficial Mehr. Aeroportos iranianos suspenderam voos até novo aviso, conforme a agência Tasnim. Um membro das forças militares iranianas citado pela agência Tasnim afirmou que Teerã está preparado para um conflito prolongado com Israel e para novos ataques contra interesses dos EUA na região. Os houthis do Iêmen, aliados do Irã, anunciaram a proibição da navegação de embarcações israelenses pelo mar Vermelho e reivindicaram um ataque com mísseis contra Israel.

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Papa Francisco: Abusos sexuais são praga na Igreja e exige escuta, verdade e reparação às vítimas

Papa Francisco declara que abusos sexuais são praga na Igreja e cobra reparação às vítimas na Espanha O Papa Francisco fez uma declaração contundente nesta segunda-feira (8) ao afirmar que os abusos sexuais cometidos por membros do clero representam uma verdadeira “praga” para a Igreja Católica. Em um encontro com bispos espanhóis, o Sumo Pontífice exigiu uma resposta à altura do problema, baseada em “escuta, verdade, justiça e reparação” para as vítimas. A fala do Papa ocorre em um momento de intensas críticas de ativistas que acusam a Igreja de ainda não enfrentar o escândalo de forma adequada. Francisco reconheceu a dor das vítimas, afirmando que “uma das experiências mais dolorosas é encontrar aqueles que foram feridos precisamente por quem deveria cuidar deles, incluindo membros do clero”. O líder da Igreja Católica pediu que toda pessoa prejudicada encontre no seio eclesiástico “escuta sincera, acolhimento, proteção e caminhos reais para a cura”. Além disso, defendeu um compromisso mais forte com medidas de prevenção e a criação de uma cultura de proteção para crianças e pessoas vulneráveis. As declarações foram feitas durante a visita oficial do Papa à Espanha, país marcado por décadas de denúncias de violência sexual praticada por religiosos, que abalaram a credibilidade da Igreja. Abusos sexuais: um chamado à reparação e transparência Em sua mais direta referência ao escândalo de abusos clericais durante a viagem, o Papa Francisco reiterou que “Diante desta praga, a comunidade eclesiástica é chamada a responder com escuta, verdade, justiça e reparação”. O Vaticano informou que o Pontífice se reuniria com um grupo de vítimas durante a visita, embora detalhes do encontro não tenham sido divulgados. A imprensa espanhola aponta que a reunião ocorreria de forma reservada na Nunciatura Apostólica, em Madri. A decisão de um encontro reservado gerou críticas de associações de ativistas, que alegam não terem sido convidadas. Membros desses grupos protestaram em frente à representação diplomática do Vaticano, denunciando o que consideram uma “falta de transparência”. Os ativistas cobram “ações concretas”, incluindo atendimento psicológico permanente, indenizações justas e apoio educacional e profissional às vítimas. A dimensão do problema na Espanha foi evidenciada por um relatório de 2023 do Defensor do Povo, órgão de direitos humanos do país. O documento estima que mais de **200 mil menores** podem ter sofrido abusos sexuais cometidos por integrantes do clero católico desde 1940. Em resposta à pressão, o governo espanhol e a Igreja firmaram um acordo em março deste ano para indenizar vítimas de crimes sexuais, após anos de resistência e acusações de falta de transparência por parte da hierarquia eclesiástica. Crise espiritual, migração e defesa da vida Além da questão dos abusos, o Papa Francisco aproveitou a visita para transmitir uma mensagem política ao Congresso espanhol. Falando em espanhol, o Pontífice declarou que o mundo vive uma “profunda crise espiritual e cultural”, marcada pelo aumento da violência, da polarização e da desconfiança entre as sociedades. “O mundo atravessa uma profunda crise espiritual e cultural, que se manifesta em múltiplas formas de violência, polarização e desconfiança

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Petro choca Colômbia com ‘Heil Hitler’ em resposta a artigo pró-Espriella, gerando crise diplomática

Presidente Petro usa saudação nazista em polêmica com artigo pró-Espriella, gerando crise e pedido de desculpas O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, causou uma onda de indignação ao reagir com a saudação nazista “Heil Hitler” a um artigo de opinião que defendia a candidatura de Abelardo de la Espriella, adversário político de seu indicado. A publicação, compartilhada no domingo (7), gerou repercussão imediata e pedidos de retratação. O artigo em questão foi escrito pelo advogado e diplomata Felipe Zuleta Lleras e publicado no jornal El Espectador. A expressão “Heil Hitler”, que significa “Salve, Hitler”, era utilizada como cumprimento oficial na Alemanha nazista para exaltar o ditador Adolf Hitler, tornando a escolha de Petro extremamente controversa. Esta não é a primeira vez que Petro utiliza suas redes sociais de forma explosiva. Nas últimas semanas, o presidente tem direcionado críticas a Espriella e à imprensa colombiana, acusando-a de abrir caminho para o fascismo com seu “ódio de classe”. As declarações ocorrem em um momento delicado, às vésperas do segundo turno das eleições presidenciais. A polêmica eleitoral e a ascensão de Espriella A eleição presidencial colombiana está acirrada. Contrariando as pesquisas, Abelardo de la Espriella venceu o primeiro turno no final de maio, obtendo 43,78% dos votos válidos, contra 40,98% de Iván Cepeda, o candidato apoiado por Petro. O segundo turno está marcado para o dia 21 de junho. Após a publicação da saudação nazista, Petro continuou seus ataques, divulgando um texto extenso onde projetava um cenário negativo para a Colômbia sob uma possível presidência de Espriella. Ele criticou Lleras, chamando-o de “velho jornalista sensacionalista” e contrastando sua visão com a de jovens que, segundo ele, “voltará a ser presidente, e a Colômbia voltará a sonhar”. Repercussão internacional e pedido de desculpas A reação à postagem de Petro foi imediata e severa. O embaixador de Israel nas Nações Unidas, Danny Danon, expressou seu descontentamento através da rede social X (antigo Twitter), exigindo um pedido de desculpas do presidente colombiano. “Presidente da Colômbia, Gustavo Petro, mesmo na situação em que você se encontra, há linhas que não se cruzam. O uso de símbolos nazistas é um baixo nível do qual não há retorno”, afirmou Danon. Danon ainda acrescentou a expectativa de que Petro “consiga se recompor e se desculpar até a próxima quarta-feira, quando você deve conduzir o debate no Conselho de Segurança da ONU”, sinalizando a gravidade da situação em um contexto diplomático internacional. Controvérsias recentes e o episódio com a filha do presidente A controvérsia com a saudação nazista ocorre poucos dias após outra publicação de Petro ser considerada racista. O presidente compartilhou uma montagem com fotos do jogador de futebol Yerry Mina, comparando um cumprimento com ele pelo atual presidente e um gesto do ex-presidente de direita Álvaro Uribe. Petro legendou a postagem com a frase “Dignidade ou nostalgia por nobres escravistas”, gerando críticas. O encontro com a seleção colombiana, que antecedeu a Copa do Mundo, já estava envolto em polêmica. Um vídeo viralizou mostrando Antonella Petro, filha do presidente e

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Peru em Suspense: Keiko Fujimori e Pedro Castillo em Empate Técnico, Urnas Fecham Após Eleição Acirrada

Peru Decide Seu Futuro: Empate Técnico Entre Keiko Fujimori e Roberto Sánchez Marca Fim da Votação As urnas no Peru encerraram suas atividades neste domingo (7), após um segundo turno eleitoral marcado pela expectativa e pela polarização. Pesquisas de boca de urna e projeções iniciais divulgadas por institutos como Ipsos e Datum apontam um empate técnico entre Keiko Fujimori, do Força Popular, e Roberto Sánchez, do Juntos pelo Peru. A disputa se mostra acirrada, com as pontuações numericamente próximas, refletindo a divisão política do país. A cautela prevalece em ambas as campanhas, que aguardam a contagem oficial para declarar vitória ou derrota, lembrando o pleito de 2021, onde a diferença foi mínima. O cenário de instabilidade política no Peru, que elegerá seu décimo presidente em dez anos, adiciona um tempero especial a esta eleição. Os eleitores tiveram que escolher entre dois legados distintos, o de Alberto Fujimori, representado pela filha Keiko, e o do ex-presidente Pedro Castillo, de quem Sánchez promete indulto. Resultados Preliminares Indicam Disputa Pela Presidência Segundo o instituto Ipsos, Keiko Fujimori teria conquistado 50,7% dos votos, enquanto Roberto Sánchez alcançou 49,3%. A Datum, por sua vez, apresentou números ainda mais apertados, com 50,53% para Fujimori e 49,47% para Sánchez. Essas projeções, no entanto, foram baseadas em pesquisas de boca de urna. Em projeções baseadas nas atas já apuradas, a situação se inverteu em alguns levantamentos. A Ipsos indicou Sánchez com 50,3% e Fujimori com 49,7%. Já a Datum apontou 50,14% para Sánchez e 49,86% para Fujimori. A contagem oficial, com quase 82% das atas apuradas na madrugada desta segunda (8), mostrava Keiko com 51,57% e Sánchez com 48,3%. A Importância dos Votos Rurais e o Histórico Eleitoral Peruano Ainda que os resultados parciais favoreçam Keiko Fujimori, a atenção se volta para os votos que ainda serão computados, especialmente aqueles provenientes das zonas rurais, que tradicionalmente representam a base eleitoral de Sánchez. O histórico eleitoral do Peru demonstra a necessidade de cautela, como na eleição de 2021, quando pesquisas de boca de urna indicaram Fujimori à frente, mas Pedro Castillo acabou vencendo por uma margem mínima. Ambas as candidaturas demonstraram prudência ao comentar os resultados parciais. Luis Galarreta, candidato a vice-presidente na chapa de Keiko, enfatizou que o processo eleitoral ainda não terminou e que a defesa de cada voto é crucial. Sánchez, por sua vez, classificou o empate estatístico como positivo, afirmando que ninguém pode se considerar vencedor ou perdedor ainda. Campanhas e Legados em Disputa Keiko Fujimori, em sua quarta tentativa consecutiva de chegar à presidência, abraçou integralmente o legado de seu pai, o ex-ditador Alberto Fujimori. Sua campanha, com o lema “Volta Fujimori, volta a ordem”, buscou capitalizar o sentimento de insegurança no país. Ela tem defendido uma abordagem linha dura para combater a violência, em um contexto de crise social. Roberto Sánchez, por outro lado, projetou uma imagem de representante da população rural, ecoando a trajetória de Pedro Castillo. Nas últimas semanas de campanha, ele moderou seu discurso, buscando atrair o apoio do mercado

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Trump abandona entrevista na NBC após perguntas sobre fundo bilionário e fraude eleitoral: “Vocês são um canal parcial e desonesto”

Trump abandona entrevista na NBC após perguntas sobre fundo bilionário e fraude eleitoral: “Vocês são um canal parcial e desonesto” O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, encerrou de forma abrupta uma entrevista concedida à emissora americana NBC. A decisão ocorreu após uma série de questionamentos incisivos feitos pela jornalista Kristen Welker sobre a criação de um fundo de US$ 1,8 bilhão pelo Departamento de Justiça e sobre as persistentes alegações de fraude eleitoral feitas pelo presidente. A entrevista, que foi ao ar no programa “Meet the Press” neste domingo (7), foi marcada por um clima de tensão crescente. O ápice da conversa se deu com Trump expressando sua frustração e deixando o local onde a gravação acontecia, um galpão em uma fazenda no estado de Wisconsin. “Vocês são um canal parcial e desonesto. Sinto muito, acabou, já tive o suficiente. Obrigado, querida, divirta-se”, declarou o presidente americano antes de se levantar e se retirar, interrompendo a entrevista. Fundo bilionário e acusações de perseguição política marcam embate O embate entre Trump e a jornalista começou com questionamentos sobre o fundo antiaparelhamento, uma iniciativa que gerou controvérsia até mesmo entre republicanos. A Justiça americana bloqueou a criação do fundo em maio, e o governo Trump suspendeu sua implementação no dia 2. Trump defendeu a ideia, alegando que ela serviria para compensar pessoas que teriam sido vítimas de perseguição durante a gestão de seu antecessor, o democrata Joe Biden. “Eu adoro essa ideia, porque gente como vocês, essa imprensa mentirosa e corrupta, esses jornalistas sem escrúpulos que apoiam um idiota como Biden… destruíram vidas. Mandaram para a prisão pessoas que não fizeram nada de errado”, afirmou Trump durante a entrevista. A jornalista rebateu, dizendo que não havia provas para tais alegações. Alegações de fraude eleitoral e interferência do FBI em foco O presidente americano também foi pressionado sobre suas alegações de fraude eleitoral. Trump chegou a afirmar, sem apresentar evidências, que manifestantes que invadiram o Capitólio em 6 de janeiro de 2021 teriam sido induzidos ao local por agentes do FBI. Ao ser questionado sobre as provas dessas afirmações, Trump respondeu: “Tudo o que preciso fazer é procurar”. As perguntas sobre as supostas irregularidades eleitorais se estenderam às eleições primárias na Califórnia. Trump alegou a existência de indícios de falhas no sistema de votação pelo correio, adotado pelo estado de maioria democrata, mas novamente não apresentou provas concretas para sustentar suas acusações. A jornalista Kristen Welker tentou obter detalhes sobre as evidências, mas o presidente insistiu em suas alegações. Entrevista interrompida por tempestade e críticas à imprensa A entrevista foi prejudicada em diversos momentos por uma forte tempestade que atingiu a região. O barulho da chuva e do vento interrompeu a conversa, levando Trump a comentar sobre as condições climáticas. Mesmo com as interrupções, o presidente continuou com sua agenda de questionamentos, que incluíram perguntas sobre o Irã. Ao final, Trump acusou a jornalista de ser “esquerdista, progressista” e criticou a NBC por suas “pesquisas falsas”, reforçando sua visão de que a

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Terremoto de 7,8 nas Filipinas: 15 mortos, alertas de tsunami e destruição em Mindanao

Terremoto de 7,8 nas Filipinas deixa rastro de destruição e mortes em Mindanao Um forte terremoto de magnitude 7,8 abalou a ilha de Mindanao, no sul das Filipinas, neste domingo (7), deixando um rastro de destruição e, até o momento, ao menos 15 mortos e 129 feridos. As autoridades alertam que o número de vítimas pode aumentar, pois as equipes de resgate trabalham incessantemente para encontrar sobreviventes. O tremor, classificado como de alta intensidade, gerou alertas de tsunami em diversas áreas costeiras da região, levando à evacuação de milhares de pessoas. Embora os alertas tenham sido suspensos nesta segunda-feira (8), a preocupação com a segurança permanece enquanto os esforços de busca e salvamento continuam. A cidade de General Santos, com cerca de 700 mil habitantes, foi a mais duramente atingida, sofrendo danos generalizados em edifícios e infraestrutura. Conforme informação divulgada pelas autoridades filipinas, o balanço de mortos e feridos ainda pode ser atualizado. General Santos é a cidade mais afetada com edifícios desmoronados A cidade de General Santos, um importante centro urbano em Mindanao, foi palco de cenas de devastação. Lojas, edifícios residenciais e comerciais sofreram danos severos, com muitas estruturas reduzidas a escombros. Vídeos divulgados pelo governo local mostram o colapso de edificações, incluindo um prédio de restaurante fast-food, levantando nuvens de poeira e pânico entre os moradores. Um hospital na cidade precisou ser evacuado devido a preocupações com a integridade estrutural após o terremoto. Um dos prédios da Universidade Notre Dame de Dadiangas também desabou, felizmente sem vítimas, pois o local estava desocupado no momento do tremor. Alertas de tsunami foram emitidos para várias regiões do Pacífico O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) informou que o terremoto teve seu epicentro no mar, a uma profundidade de 35 km, próximo à ilha de Mindanao. O Centro Alemão de Pesquisa em Geociências, que inicialmente estimou a magnitude em 8,2 antes de revisá-la para 7,8, indicou uma profundidade de 10 km. O Centro de Alerta de Tsunamis do Pacífico emitiu um aviso de ondas perigosas para as costas das Filipinas, Indonésia, Palau, Taiwan e Papua-Nova Guiné. As autoridades japonesas também emitiram alertas de tsunami, prevendo ondas de até um metro em algumas áreas de seu litoral. Presidente das Filipinas ordena evacuações e suspensão de aulas Diante da ameaça de tsunami, o presidente das Filipinas, Ferdinand Marcos Jr., instruiu os moradores das áreas costeiras a buscarem terrenos mais altos imediatamente. Ele afirmou estar em comunicação constante com as autoridades locais e regionais para coordenar os esforços de resposta ao desastre. O presidente Marcos Jr. também determinou a suspensão das aulas em todas as regiões afetadas de Mindanao até novo aviso e ordenou que todas as agências governamentais prestem assistência às vítimas do terremoto. As Filipinas, localizadas no Anel de Fogo do Pacífico, estão sujeitas a frequentes atividades sísmicas e vulcânicas.

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Israel ignora Trump e ataca Irã em retaliação, enterra cessar-fogo e promete novos ataques

Israel ignora Trump e ataca Irã em retaliação, enterra cessar-fogo e promete novos ataques Em uma escalada de violência que ignora os apelos internacionais, Israel lançou ataques contra o Irã neste domingo (7), em retaliação a um bombardeio iraniano anterior. A ação militar israelense rompe o frágil cessar-fogo acordado em 7 de abril e levanta sérias preocupações sobre uma nova escalada regional. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, havia solicitado a Israel que não houvesse retaliação, visando manter a trégua em vigor. No entanto, o governo israelense optou por responder aos ataques iranianos, prometendo novos ataques e desconsiderando os apelos por calma. A troca de disparos entre os dois países, que já vinha ocorrendo, intensificou-se com a decisão de Israel de bombardear alvos no complexo petroquímico de Mahshahr, no sudoeste do Irã, e bases aéreas iranianas. Conforme informações divulgadas, o exército israelense detectou uma nova onda de mísseis lançados do Irã em direção ao seu território, mobilizando sua defesa aérea. O Irã, por sua vez, afirmou ter atacado as bases aéreas israelenses de Nevatim e Tel Nof. A agência AFP relatou ter ouvido explosões sobre Jerusalém após o acionamento de alertas aéreos. Troca de ataques e promessa de mais confrontos O exército israelense anunciou, através de sua conta no Telegram, que identificou mísseis lançados do Irã em direção ao território de Israel e que os sistemas de defesa foram ativados. Em resposta, a Força Aérea israelense bombardeou alvos militares nas regiões ocidental e central do Irã. A imprensa estatal iraniana relatou explosões em Teerã, Tabriz, Isfahan e Karaj. O espaço aéreo de boa parte do Irã foi fechado, com relatos indicando que o aeroporto internacional de Teerã e um armazém de drones na capital podem ter sido alvos. Apelo internacional por calma e risco diplomático O presidente Donald Trump utilizou sua rede social, Truth Social, para pedir o fim imediato dos ataques entre Israel e Irã. A chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, também pediu calma, enfatizando a necessidade de as partes se sentarem à mesa de negociações para alcançar um acordo, em vez de uma nova escalada na região. O ataque iraniano deste domingo ocorreu após Israel ter bombardeado Beirute, capital do Líbano, uma ação que o Irã considerou ter “cruzado todas as linhas vermelhas” devido ao ataque contra o Hezbollah, milícia aliada ao Irã. Cerca de 11 mísseis foram lançados contra Israel, mas todos foram interceptados. Netanyahu sob pressão e incertezas nas negociações Em resposta aos ataques iranianos, Trump afirmou ter conversado com o primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, pedindo que ele não retaliasse. O presidente americano declarou que um acordo estava próximo de ser assinado, mas que os recentes ataques podem complicar o processo. Trump também expressou sua autoridade sobre as negociações, afirmando que Netanyahu “não tem escolha a não ser aceitar um acordo com o Irã”. A decisão de Israel de retaliar o Irã pode gerar uma crise sem precedentes nas relações com os Estados Unidos, seu principal aliado. O futuro das negociações para

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Peru em Alerta: Eleito terá Congresso Hostil que Derrubou 4 Presidentes em 10 Anos e Reativou Senado Contra Vontade Popular

Peru: Um Presidente Desafiador em um Congresso Instável O Peru se aproxima de um novo capítulo em sua turbulenta política. Quem quer que vença o segundo turno das eleições presidenciais neste domingo, 7 de julho, terá pela frente um desafio monumental: governar com um Congresso que se mostrou implacável, destituindo quatro dos nove presidentes que passaram pelo poder nos últimos dez anos. Este cenário, que remete a um parlamentarismo em um sistema presidencialista, é resultado da crescente força do Legislativo peruano desde 2016. A atuação do Congresso, que deveria ser um pilar do equilíbrio entre os poderes, transformou-se em um motor de instabilidade para o país, gerando um profundo descontentamento popular. A insatisfação com o Congresso é tão expressiva que, conforme indica pesquisa do Instituto de Estudos Peruanos de maio de 2025, 93% dos peruanos desaprovam sua atuação, um índice que se mantém acima de 90% desde março de 2023. Esses dados, que possuem margem de erro de 2,8 pontos percentuais, foram divulgados em reportagem, evidenciando a crise de representatividade. Congresso Desafiador e a Reativação do Senado A desaprovação popular se reflete nas urnas. A campanha #PorEstosNo, que visava impedir a reeleição de políticos, foi bem-sucedida em manter apenas 24 dos 130 membros do Congresso em seus cargos. No entanto, muitos legisladores parecem ignorar o clamor das ruas, como evidenciado pela aprovação da recriação do Senado em 2024. Essa proposta, extinta pelo ditador Alberto Fujimori em 1992, foi rejeitada por 90,5% da população em um referendo de 2018. Apesar disso, a Câmara Alta voltou a funcionar em julho deste ano, dividindo especialistas sobre seu impacto na estabilidade política. Alguns argumentam que o Senado fortaleceria ainda mais o Legislativo, enquanto outros acreditam que a necessidade de aprovação em duas casas poderia trazer mais equilíbrio. Fragmentação Política e a Busca por Estabilidade Os resultados do primeiro turno legislativo indicam uma configuração política fragmentada. O partido Força Popular, de Keiko Fujimori, manteve a maior bancada na Câmara dos Deputados (41 de 130) e terá o maior número de assentos no Senado (22 de 60). Em seguida, aparece o partido Juntos pelo Peru, de Roberto Sánchez, com 32 cadeiras na Câmara e 14 no Senado. Embora o Força Popular tenha aumentado sua representação em relação a 2021, a configuração atual está longe da hegemonia de 2016, quando o partido obteve 73 das 130 cadeiras. A aposta é que a necessidade de negociação em duas instâncias e com menor margem de manobra possa, paradoxalmente, trazer alguma estabilidade ao país. Desafios Persistentes e Promessas de Renovação Apesar das mudanças legislativas, muitos dos problemas estruturais que afetam o Peru permanecem intocados. O alto nível de corrupção, a falta de filtros na criação de partidos políticos e a ausência de siglas genuinamente representativas da população continuam sendo desafios cruciais. Em seus discursos de encerramento de campanha, ambos os candidatos apresentaram suas visões para o futuro. Roberto Sánchez prometeu unir forças para formar “a nova bancada do governo do povo” e “restaurar a democracia e o equilíbrio entre os

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Xi Jinping em Pyongyang: China promete aliança inabalável com Kim Jong-un em visita estratégica

Xi Jinping reforça laços com Kim Jong-un em Pyongyang, prometendo apoio inalterado e cooperação ampliada em nova era de aliança histórica O líder da China, Xi Jinping, iniciou uma visita oficial à Coreia do Norte nesta segunda-feira (8), marcando seu primeiro retorno a Pyongyang desde 2019. A viagem ocorre em um cenário geopolítico global de crescentes tensões, e Xi reafirmou o compromisso de Pequim em manter um apoio firme ao regime de Kim Jong-un, independentemente das mudanças no cenário internacional. A chegada de Xi a Pyongyang foi recebida com honras de Estado, incluindo um tapete vermelho, guarda de honra e uma salva de 21 tiros na Praça Kim Il-sung. O líder chinês expressou um sentimento de “proximidade especial” com o país vizinho, sinalizando que as relações bilaterais estão em um “novo ponto de partida histórico”. A visita coincide com um período de fortalecimento econômico e militar para a Coreia do Norte, impulsionado pela crescente cooperação com a Rússia. Analistas apontam que esse contexto pode conferir maior confiança a Kim Jong-un em futuras negociações diplomáticas. As informações foram divulgadas pela imprensa estatal chinesa e norte-coreana. China e Coreia do Norte buscam aprofundar laços estratégicos e interesses comuns Durante o encontro com Kim Jong-un, Xi Jinping destacou a importância de aprofundar os laços estratégicos entre China e Coreia do Norte. Ambos os países devem trabalhar juntos para proteger seus interesses de soberania, segurança e desenvolvimento. “Não importa como a situação internacional mude, a China continuará valorizando altamente sua amizade tradicional com a Coreia do Norte”, declarou Xi, conforme resumo divulgado por Pequim. Além da esfera política, o líder chinês defendeu a ampliação da cooperação bilateral em áreas cruciais como diplomacia, segurança, forças armadas, agricultura, comércio e tecnologia. Xi também incentivou o aumento dos intercâmbios entre as populações dos dois países, aproveitando a retomada das conexões que haviam sido interrompidas durante a pandemia de Covid-19. Retomada de contatos e aliança histórica fortalecida Nos últimos meses, a Coreia do Norte tem intensificado contatos bilaterais com a China, incluindo a retomada da circulação na fronteira e o restabelecimento de voos entre as capitais. Antes mesmo de sua viagem, Xi Jinping já havia enfatizado a força da amizade entre Pequim e Pyongyang, descrevendo-a como “invencível”, segundo o jornal norte-coreano Rodong Sinmun. Esta é a primeira viagem internacional de Xi Jinping em 2026, e ocorre em um momento de estagnação no diálogo nuclear entre Washington e Pyongyang. A China tem priorizado a estabilidade regional, vendo a Coreia do Norte como um “estado-tampão” estratégico, segundo análise de Seong-Hyon Lee, do Centro Asiático da Universidade de Harvard. Coreia do Sul mantém pressão por desnuclearização em meio à aproximação sino-norte-coreana Enquanto a China reforça sua aliança com a Coreia do Norte, o presidente da Coreia do Sul, Lee Jae Myung, reiterou que seu país não deve desistir de pressionar pela desnuclearização do vizinho. Essa postura sul-coreana contrasta com a estratégia chinesa de priorizar a estabilidade. A visita de Xi Jinping também ocorre após a Coreia do Norte anunciar planos para

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Irã Busca Bomba Atômica? Diretor da AIEA Afirma: Só Inspeção Total Dirá a Verdade

AIEA exige acesso total ao programa nuclear iraniano para determinar intenções de Teerã sobre a bomba atômica A única maneira de saber com certeza se o Irã está desenvolvendo uma bomba atômica é através do acesso irrestrito de inspetores da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) às suas instalações nucleares. Essa é a posição enfática do diretor-geral da agência, Rafael Grossi, que destacou a importância da transparência para garantir o cumprimento das obrigações internacionais. Grossi ressaltou que, desde ataques anteriores ao programa nuclear iraniano em 2025, a AIEA tem enfrentado restrições de acesso, o que dificulta a verificação do cumprimento do Tratado de Não Proliferação Nuclear. A declaração foi feita em Viena, durante uma coletiva de imprensa, em meio a reuniões do Conselho de Governadores da AIEA. Uma resolução proposta pelos Estados Unidos, exigindo que o Irã permita o acesso de inspetores, deve ser votada nesta semana. Apesar das acusações do Irã de que Grossi estaria apoiando os EUA, o diretor-geral da AIEA reitera que sua posição se baseia em relatórios técnicos e que a solução para a crise deve ser diplomática. A importância do acesso irrestrito para a AIEA O diretor-geral da AIEA, Rafael Grossi, enfatizou que a falta de acesso completo às instalações nucleares do Irã, especialmente após os eventos de 2025, impede a agência de verificar se o país está cumprindo suas obrigações. Essa ausência de transparência levanta sérias preocupações sobre a natureza do programa nuclear iraniano. A AIEA monitora de perto a quantidade de urânio enriquecido que o Irã possui. Atualmente, estima-se que o regime tenha em mãos 441 kg de urânio enriquecido a 60%. Segundo Jacek Bylica, chefe de gabinete de Grossi, nenhum outro país no mundo detém tal quantidade de material, o que aumenta a apreensão sobre seu destino e possível uso. A questão do acesso é crucial para determinar se o Irã está, de fato, buscando desenvolver armas nucleares ou se suas atividades se restringem a fins pacíficos. A falta de dados concretos, devido às restrições impostas, torna impossível para a AIEA oferecer um parecer definitivo. Diplomacia e a busca por soluções pacíficas Grossi defende veementemente que a resolução da crise nuclear iraniana deve ser alcançada por meio da diplomacia. Ele mencionou que líderes como o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, poderiam desempenhar um papel importante nesse processo, facilitando o diálogo e a busca por acordos. O diretor-geral também aproveitou para reiterar sua plataforma para a chefia da ONU, destacando seu estilo de trabalho voltado para a reunião de partes em conflito. Ele citou o trabalho da AIEA na Ucrânia, que conseguiu manter um frágil cessar-fogo em torno da usina de Zaporizhzhia, como um exemplo de sua capacidade de mediar crises. Tensões no Oriente Médio e o impacto no programa nuclear iraniano As recentes escaladas de tensão no Oriente Médio, incluindo o conflito entre Israel e Irã, complicam ainda mais a busca por transparência no programa nuclear iraniano. Grossi admitiu ter contatos esporádicos com o Ministério das Relações Exteriores do Irã,

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Trump Exige Fim Imediato de Ataques entre Irã e Israel e Avisam que Retaliarão se Novos Ofensivas Ocorrerem

Tensão no Oriente Médio: Irã e Israel Recuam Após Exigência de Trump, Mas Ameaçam Retaliar O Irã e Israel indicaram nesta segunda-feira (8) uma disposição para conter a escalada militar que ameaçava o cessar-fogo no Oriente Médio. Ambos os países anunciaram a suspensão de seus ataques, mas deixaram claro que não hesitarão em retaliar caso sejam alvos de novas ofensivas. Essa mudança de postura ocorreu após uma forte exigência pública do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para que ambos os lados parassem com as hostilidades. Trump, utilizando a rede social Truth Social, escreveu que “Israel e Irã devem parar de atirar imediatamente”. Ele também afirmou que um acordo para encerrar o conflito continua ao alcance, apesar de reconhecer que “ignorrância ou estupidez” podem atrapalhar o caminho. Os confrontos recentes já haviam elevado os preços do petróleo no mercado internacional e aumentado a pressão sobre o presidente americano para encontrar uma solução para a guerra. O comando das Forças Armadas do Irã anunciou o fim dos ataques contra Israel logo após a publicação de Trump. No entanto, alertaram que responderão com medidas “muito mais duras e contundentes” se os bombardeios israelenses no Líbano forem retomados. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, reafirmou o compromisso de Teerã com a via diplomática, mas ressaltou que o país “não recuará diante de qualquer ameaça”. A informação foi divulgada com base em reportagens de agências de notícias internacionais. Israel Suspende Ataques, Mas Netanyahu Promete Retaliar Novos Mísseis Em declaração em vídeo, o primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, informou a suspensão dos ataques contra o Irã. Contudo, ele prometeu retomar a ofensiva caso o Irã volte a lançar mísseis. Segundo oficiais israelenses citados pelo jornal The New York Times e pela agência Reuters, Netanyahu havia planejado um novo ataque, mas recuou devido à pressão exercida por Donald Trump. Essa dinâmica entre os líderes demonstra episódios de tensão recorrentes. Troca de Ataques Intensifica Crise e Afeta Mercados Globais A recente troca de ataques intensificou a crise na região. Israel atingiu uma usina petroquímica no sudoeste do Irã, que, segundo Tel Aviv, era utilizada na produção de mísseis balísticos. Em retaliação, a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã declarou ter atacado uma instalação semelhante na cidade israelense de Haifa. Segundo autoridades israelenses, o Irã disparou cerca de 30 mísseis balísticos desde domingo (7), levando Jerusalém a acionar alertas de ataques aéreos e a fechar escolas em todo o país. Irã e Aliados em Alerta Máximo e Preparados para Conflito Prolongado Explosões também foram ouvidas em Teerã, com a defesa aérea iraniana derrubando um drone sobre a capital, segundo a agência semioficial Mehr. Aeroportos iranianos suspenderam voos até novo aviso, conforme a agência Tasnim. Um membro das forças militares iranianas citado pela agência Tasnim afirmou que Teerã está preparado para um conflito prolongado com Israel e para novos ataques contra interesses dos EUA na região. Os houthis do Iêmen, aliados do Irã, anunciaram a proibição da navegação de embarcações israelenses pelo mar Vermelho e reivindicaram um ataque com mísseis contra Israel.

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Papa Francisco: Abusos sexuais são praga na Igreja e exige escuta, verdade e reparação às vítimas

Papa Francisco declara que abusos sexuais são praga na Igreja e cobra reparação às vítimas na Espanha O Papa Francisco fez uma declaração contundente nesta segunda-feira (8) ao afirmar que os abusos sexuais cometidos por membros do clero representam uma verdadeira “praga” para a Igreja Católica. Em um encontro com bispos espanhóis, o Sumo Pontífice exigiu uma resposta à altura do problema, baseada em “escuta, verdade, justiça e reparação” para as vítimas. A fala do Papa ocorre em um momento de intensas críticas de ativistas que acusam a Igreja de ainda não enfrentar o escândalo de forma adequada. Francisco reconheceu a dor das vítimas, afirmando que “uma das experiências mais dolorosas é encontrar aqueles que foram feridos precisamente por quem deveria cuidar deles, incluindo membros do clero”. O líder da Igreja Católica pediu que toda pessoa prejudicada encontre no seio eclesiástico “escuta sincera, acolhimento, proteção e caminhos reais para a cura”. Além disso, defendeu um compromisso mais forte com medidas de prevenção e a criação de uma cultura de proteção para crianças e pessoas vulneráveis. As declarações foram feitas durante a visita oficial do Papa à Espanha, país marcado por décadas de denúncias de violência sexual praticada por religiosos, que abalaram a credibilidade da Igreja. Abusos sexuais: um chamado à reparação e transparência Em sua mais direta referência ao escândalo de abusos clericais durante a viagem, o Papa Francisco reiterou que “Diante desta praga, a comunidade eclesiástica é chamada a responder com escuta, verdade, justiça e reparação”. O Vaticano informou que o Pontífice se reuniria com um grupo de vítimas durante a visita, embora detalhes do encontro não tenham sido divulgados. A imprensa espanhola aponta que a reunião ocorreria de forma reservada na Nunciatura Apostólica, em Madri. A decisão de um encontro reservado gerou críticas de associações de ativistas, que alegam não terem sido convidadas. Membros desses grupos protestaram em frente à representação diplomática do Vaticano, denunciando o que consideram uma “falta de transparência”. Os ativistas cobram “ações concretas”, incluindo atendimento psicológico permanente, indenizações justas e apoio educacional e profissional às vítimas. A dimensão do problema na Espanha foi evidenciada por um relatório de 2023 do Defensor do Povo, órgão de direitos humanos do país. O documento estima que mais de **200 mil menores** podem ter sofrido abusos sexuais cometidos por integrantes do clero católico desde 1940. Em resposta à pressão, o governo espanhol e a Igreja firmaram um acordo em março deste ano para indenizar vítimas de crimes sexuais, após anos de resistência e acusações de falta de transparência por parte da hierarquia eclesiástica. Crise espiritual, migração e defesa da vida Além da questão dos abusos, o Papa Francisco aproveitou a visita para transmitir uma mensagem política ao Congresso espanhol. Falando em espanhol, o Pontífice declarou que o mundo vive uma “profunda crise espiritual e cultural”, marcada pelo aumento da violência, da polarização e da desconfiança entre as sociedades. “O mundo atravessa uma profunda crise espiritual e cultural, que se manifesta em múltiplas formas de violência, polarização e desconfiança

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Petro choca Colômbia com ‘Heil Hitler’ em resposta a artigo pró-Espriella, gerando crise diplomática

Presidente Petro usa saudação nazista em polêmica com artigo pró-Espriella, gerando crise e pedido de desculpas O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, causou uma onda de indignação ao reagir com a saudação nazista “Heil Hitler” a um artigo de opinião que defendia a candidatura de Abelardo de la Espriella, adversário político de seu indicado. A publicação, compartilhada no domingo (7), gerou repercussão imediata e pedidos de retratação. O artigo em questão foi escrito pelo advogado e diplomata Felipe Zuleta Lleras e publicado no jornal El Espectador. A expressão “Heil Hitler”, que significa “Salve, Hitler”, era utilizada como cumprimento oficial na Alemanha nazista para exaltar o ditador Adolf Hitler, tornando a escolha de Petro extremamente controversa. Esta não é a primeira vez que Petro utiliza suas redes sociais de forma explosiva. Nas últimas semanas, o presidente tem direcionado críticas a Espriella e à imprensa colombiana, acusando-a de abrir caminho para o fascismo com seu “ódio de classe”. As declarações ocorrem em um momento delicado, às vésperas do segundo turno das eleições presidenciais. A polêmica eleitoral e a ascensão de Espriella A eleição presidencial colombiana está acirrada. Contrariando as pesquisas, Abelardo de la Espriella venceu o primeiro turno no final de maio, obtendo 43,78% dos votos válidos, contra 40,98% de Iván Cepeda, o candidato apoiado por Petro. O segundo turno está marcado para o dia 21 de junho. Após a publicação da saudação nazista, Petro continuou seus ataques, divulgando um texto extenso onde projetava um cenário negativo para a Colômbia sob uma possível presidência de Espriella. Ele criticou Lleras, chamando-o de “velho jornalista sensacionalista” e contrastando sua visão com a de jovens que, segundo ele, “voltará a ser presidente, e a Colômbia voltará a sonhar”. Repercussão internacional e pedido de desculpas A reação à postagem de Petro foi imediata e severa. O embaixador de Israel nas Nações Unidas, Danny Danon, expressou seu descontentamento através da rede social X (antigo Twitter), exigindo um pedido de desculpas do presidente colombiano. “Presidente da Colômbia, Gustavo Petro, mesmo na situação em que você se encontra, há linhas que não se cruzam. O uso de símbolos nazistas é um baixo nível do qual não há retorno”, afirmou Danon. Danon ainda acrescentou a expectativa de que Petro “consiga se recompor e se desculpar até a próxima quarta-feira, quando você deve conduzir o debate no Conselho de Segurança da ONU”, sinalizando a gravidade da situação em um contexto diplomático internacional. Controvérsias recentes e o episódio com a filha do presidente A controvérsia com a saudação nazista ocorre poucos dias após outra publicação de Petro ser considerada racista. O presidente compartilhou uma montagem com fotos do jogador de futebol Yerry Mina, comparando um cumprimento com ele pelo atual presidente e um gesto do ex-presidente de direita Álvaro Uribe. Petro legendou a postagem com a frase “Dignidade ou nostalgia por nobres escravistas”, gerando críticas. O encontro com a seleção colombiana, que antecedeu a Copa do Mundo, já estava envolto em polêmica. Um vídeo viralizou mostrando Antonella Petro, filha do presidente e

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Peru em Suspense: Keiko Fujimori e Pedro Castillo em Empate Técnico, Urnas Fecham Após Eleição Acirrada

Peru Decide Seu Futuro: Empate Técnico Entre Keiko Fujimori e Roberto Sánchez Marca Fim da Votação As urnas no Peru encerraram suas atividades neste domingo (7), após um segundo turno eleitoral marcado pela expectativa e pela polarização. Pesquisas de boca de urna e projeções iniciais divulgadas por institutos como Ipsos e Datum apontam um empate técnico entre Keiko Fujimori, do Força Popular, e Roberto Sánchez, do Juntos pelo Peru. A disputa se mostra acirrada, com as pontuações numericamente próximas, refletindo a divisão política do país. A cautela prevalece em ambas as campanhas, que aguardam a contagem oficial para declarar vitória ou derrota, lembrando o pleito de 2021, onde a diferença foi mínima. O cenário de instabilidade política no Peru, que elegerá seu décimo presidente em dez anos, adiciona um tempero especial a esta eleição. Os eleitores tiveram que escolher entre dois legados distintos, o de Alberto Fujimori, representado pela filha Keiko, e o do ex-presidente Pedro Castillo, de quem Sánchez promete indulto. Resultados Preliminares Indicam Disputa Pela Presidência Segundo o instituto Ipsos, Keiko Fujimori teria conquistado 50,7% dos votos, enquanto Roberto Sánchez alcançou 49,3%. A Datum, por sua vez, apresentou números ainda mais apertados, com 50,53% para Fujimori e 49,47% para Sánchez. Essas projeções, no entanto, foram baseadas em pesquisas de boca de urna. Em projeções baseadas nas atas já apuradas, a situação se inverteu em alguns levantamentos. A Ipsos indicou Sánchez com 50,3% e Fujimori com 49,7%. Já a Datum apontou 50,14% para Sánchez e 49,86% para Fujimori. A contagem oficial, com quase 82% das atas apuradas na madrugada desta segunda (8), mostrava Keiko com 51,57% e Sánchez com 48,3%. A Importância dos Votos Rurais e o Histórico Eleitoral Peruano Ainda que os resultados parciais favoreçam Keiko Fujimori, a atenção se volta para os votos que ainda serão computados, especialmente aqueles provenientes das zonas rurais, que tradicionalmente representam a base eleitoral de Sánchez. O histórico eleitoral do Peru demonstra a necessidade de cautela, como na eleição de 2021, quando pesquisas de boca de urna indicaram Fujimori à frente, mas Pedro Castillo acabou vencendo por uma margem mínima. Ambas as candidaturas demonstraram prudência ao comentar os resultados parciais. Luis Galarreta, candidato a vice-presidente na chapa de Keiko, enfatizou que o processo eleitoral ainda não terminou e que a defesa de cada voto é crucial. Sánchez, por sua vez, classificou o empate estatístico como positivo, afirmando que ninguém pode se considerar vencedor ou perdedor ainda. Campanhas e Legados em Disputa Keiko Fujimori, em sua quarta tentativa consecutiva de chegar à presidência, abraçou integralmente o legado de seu pai, o ex-ditador Alberto Fujimori. Sua campanha, com o lema “Volta Fujimori, volta a ordem”, buscou capitalizar o sentimento de insegurança no país. Ela tem defendido uma abordagem linha dura para combater a violência, em um contexto de crise social. Roberto Sánchez, por outro lado, projetou uma imagem de representante da população rural, ecoando a trajetória de Pedro Castillo. Nas últimas semanas de campanha, ele moderou seu discurso, buscando atrair o apoio do mercado

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Trump abandona entrevista na NBC após perguntas sobre fundo bilionário e fraude eleitoral: “Vocês são um canal parcial e desonesto”

Trump abandona entrevista na NBC após perguntas sobre fundo bilionário e fraude eleitoral: “Vocês são um canal parcial e desonesto” O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, encerrou de forma abrupta uma entrevista concedida à emissora americana NBC. A decisão ocorreu após uma série de questionamentos incisivos feitos pela jornalista Kristen Welker sobre a criação de um fundo de US$ 1,8 bilhão pelo Departamento de Justiça e sobre as persistentes alegações de fraude eleitoral feitas pelo presidente. A entrevista, que foi ao ar no programa “Meet the Press” neste domingo (7), foi marcada por um clima de tensão crescente. O ápice da conversa se deu com Trump expressando sua frustração e deixando o local onde a gravação acontecia, um galpão em uma fazenda no estado de Wisconsin. “Vocês são um canal parcial e desonesto. Sinto muito, acabou, já tive o suficiente. Obrigado, querida, divirta-se”, declarou o presidente americano antes de se levantar e se retirar, interrompendo a entrevista. Fundo bilionário e acusações de perseguição política marcam embate O embate entre Trump e a jornalista começou com questionamentos sobre o fundo antiaparelhamento, uma iniciativa que gerou controvérsia até mesmo entre republicanos. A Justiça americana bloqueou a criação do fundo em maio, e o governo Trump suspendeu sua implementação no dia 2. Trump defendeu a ideia, alegando que ela serviria para compensar pessoas que teriam sido vítimas de perseguição durante a gestão de seu antecessor, o democrata Joe Biden. “Eu adoro essa ideia, porque gente como vocês, essa imprensa mentirosa e corrupta, esses jornalistas sem escrúpulos que apoiam um idiota como Biden… destruíram vidas. Mandaram para a prisão pessoas que não fizeram nada de errado”, afirmou Trump durante a entrevista. A jornalista rebateu, dizendo que não havia provas para tais alegações. Alegações de fraude eleitoral e interferência do FBI em foco O presidente americano também foi pressionado sobre suas alegações de fraude eleitoral. Trump chegou a afirmar, sem apresentar evidências, que manifestantes que invadiram o Capitólio em 6 de janeiro de 2021 teriam sido induzidos ao local por agentes do FBI. Ao ser questionado sobre as provas dessas afirmações, Trump respondeu: “Tudo o que preciso fazer é procurar”. As perguntas sobre as supostas irregularidades eleitorais se estenderam às eleições primárias na Califórnia. Trump alegou a existência de indícios de falhas no sistema de votação pelo correio, adotado pelo estado de maioria democrata, mas novamente não apresentou provas concretas para sustentar suas acusações. A jornalista Kristen Welker tentou obter detalhes sobre as evidências, mas o presidente insistiu em suas alegações. Entrevista interrompida por tempestade e críticas à imprensa A entrevista foi prejudicada em diversos momentos por uma forte tempestade que atingiu a região. O barulho da chuva e do vento interrompeu a conversa, levando Trump a comentar sobre as condições climáticas. Mesmo com as interrupções, o presidente continuou com sua agenda de questionamentos, que incluíram perguntas sobre o Irã. Ao final, Trump acusou a jornalista de ser “esquerdista, progressista” e criticou a NBC por suas “pesquisas falsas”, reforçando sua visão de que a

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Terremoto de 7,8 nas Filipinas: 15 mortos, alertas de tsunami e destruição em Mindanao

Terremoto de 7,8 nas Filipinas deixa rastro de destruição e mortes em Mindanao Um forte terremoto de magnitude 7,8 abalou a ilha de Mindanao, no sul das Filipinas, neste domingo (7), deixando um rastro de destruição e, até o momento, ao menos 15 mortos e 129 feridos. As autoridades alertam que o número de vítimas pode aumentar, pois as equipes de resgate trabalham incessantemente para encontrar sobreviventes. O tremor, classificado como de alta intensidade, gerou alertas de tsunami em diversas áreas costeiras da região, levando à evacuação de milhares de pessoas. Embora os alertas tenham sido suspensos nesta segunda-feira (8), a preocupação com a segurança permanece enquanto os esforços de busca e salvamento continuam. A cidade de General Santos, com cerca de 700 mil habitantes, foi a mais duramente atingida, sofrendo danos generalizados em edifícios e infraestrutura. Conforme informação divulgada pelas autoridades filipinas, o balanço de mortos e feridos ainda pode ser atualizado. General Santos é a cidade mais afetada com edifícios desmoronados A cidade de General Santos, um importante centro urbano em Mindanao, foi palco de cenas de devastação. Lojas, edifícios residenciais e comerciais sofreram danos severos, com muitas estruturas reduzidas a escombros. Vídeos divulgados pelo governo local mostram o colapso de edificações, incluindo um prédio de restaurante fast-food, levantando nuvens de poeira e pânico entre os moradores. Um hospital na cidade precisou ser evacuado devido a preocupações com a integridade estrutural após o terremoto. Um dos prédios da Universidade Notre Dame de Dadiangas também desabou, felizmente sem vítimas, pois o local estava desocupado no momento do tremor. Alertas de tsunami foram emitidos para várias regiões do Pacífico O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) informou que o terremoto teve seu epicentro no mar, a uma profundidade de 35 km, próximo à ilha de Mindanao. O Centro Alemão de Pesquisa em Geociências, que inicialmente estimou a magnitude em 8,2 antes de revisá-la para 7,8, indicou uma profundidade de 10 km. O Centro de Alerta de Tsunamis do Pacífico emitiu um aviso de ondas perigosas para as costas das Filipinas, Indonésia, Palau, Taiwan e Papua-Nova Guiné. As autoridades japonesas também emitiram alertas de tsunami, prevendo ondas de até um metro em algumas áreas de seu litoral. Presidente das Filipinas ordena evacuações e suspensão de aulas Diante da ameaça de tsunami, o presidente das Filipinas, Ferdinand Marcos Jr., instruiu os moradores das áreas costeiras a buscarem terrenos mais altos imediatamente. Ele afirmou estar em comunicação constante com as autoridades locais e regionais para coordenar os esforços de resposta ao desastre. O presidente Marcos Jr. também determinou a suspensão das aulas em todas as regiões afetadas de Mindanao até novo aviso e ordenou que todas as agências governamentais prestem assistência às vítimas do terremoto. As Filipinas, localizadas no Anel de Fogo do Pacífico, estão sujeitas a frequentes atividades sísmicas e vulcânicas.

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Israel ignora Trump e ataca Irã em retaliação, enterra cessar-fogo e promete novos ataques

Israel ignora Trump e ataca Irã em retaliação, enterra cessar-fogo e promete novos ataques Em uma escalada de violência que ignora os apelos internacionais, Israel lançou ataques contra o Irã neste domingo (7), em retaliação a um bombardeio iraniano anterior. A ação militar israelense rompe o frágil cessar-fogo acordado em 7 de abril e levanta sérias preocupações sobre uma nova escalada regional. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, havia solicitado a Israel que não houvesse retaliação, visando manter a trégua em vigor. No entanto, o governo israelense optou por responder aos ataques iranianos, prometendo novos ataques e desconsiderando os apelos por calma. A troca de disparos entre os dois países, que já vinha ocorrendo, intensificou-se com a decisão de Israel de bombardear alvos no complexo petroquímico de Mahshahr, no sudoeste do Irã, e bases aéreas iranianas. Conforme informações divulgadas, o exército israelense detectou uma nova onda de mísseis lançados do Irã em direção ao seu território, mobilizando sua defesa aérea. O Irã, por sua vez, afirmou ter atacado as bases aéreas israelenses de Nevatim e Tel Nof. A agência AFP relatou ter ouvido explosões sobre Jerusalém após o acionamento de alertas aéreos. Troca de ataques e promessa de mais confrontos O exército israelense anunciou, através de sua conta no Telegram, que identificou mísseis lançados do Irã em direção ao território de Israel e que os sistemas de defesa foram ativados. Em resposta, a Força Aérea israelense bombardeou alvos militares nas regiões ocidental e central do Irã. A imprensa estatal iraniana relatou explosões em Teerã, Tabriz, Isfahan e Karaj. O espaço aéreo de boa parte do Irã foi fechado, com relatos indicando que o aeroporto internacional de Teerã e um armazém de drones na capital podem ter sido alvos. Apelo internacional por calma e risco diplomático O presidente Donald Trump utilizou sua rede social, Truth Social, para pedir o fim imediato dos ataques entre Israel e Irã. A chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, também pediu calma, enfatizando a necessidade de as partes se sentarem à mesa de negociações para alcançar um acordo, em vez de uma nova escalada na região. O ataque iraniano deste domingo ocorreu após Israel ter bombardeado Beirute, capital do Líbano, uma ação que o Irã considerou ter “cruzado todas as linhas vermelhas” devido ao ataque contra o Hezbollah, milícia aliada ao Irã. Cerca de 11 mísseis foram lançados contra Israel, mas todos foram interceptados. Netanyahu sob pressão e incertezas nas negociações Em resposta aos ataques iranianos, Trump afirmou ter conversado com o primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, pedindo que ele não retaliasse. O presidente americano declarou que um acordo estava próximo de ser assinado, mas que os recentes ataques podem complicar o processo. Trump também expressou sua autoridade sobre as negociações, afirmando que Netanyahu “não tem escolha a não ser aceitar um acordo com o Irã”. A decisão de Israel de retaliar o Irã pode gerar uma crise sem precedentes nas relações com os Estados Unidos, seu principal aliado. O futuro das negociações para

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Peru em Alerta: Eleito terá Congresso Hostil que Derrubou 4 Presidentes em 10 Anos e Reativou Senado Contra Vontade Popular

Peru: Um Presidente Desafiador em um Congresso Instável O Peru se aproxima de um novo capítulo em sua turbulenta política. Quem quer que vença o segundo turno das eleições presidenciais neste domingo, 7 de julho, terá pela frente um desafio monumental: governar com um Congresso que se mostrou implacável, destituindo quatro dos nove presidentes que passaram pelo poder nos últimos dez anos. Este cenário, que remete a um parlamentarismo em um sistema presidencialista, é resultado da crescente força do Legislativo peruano desde 2016. A atuação do Congresso, que deveria ser um pilar do equilíbrio entre os poderes, transformou-se em um motor de instabilidade para o país, gerando um profundo descontentamento popular. A insatisfação com o Congresso é tão expressiva que, conforme indica pesquisa do Instituto de Estudos Peruanos de maio de 2025, 93% dos peruanos desaprovam sua atuação, um índice que se mantém acima de 90% desde março de 2023. Esses dados, que possuem margem de erro de 2,8 pontos percentuais, foram divulgados em reportagem, evidenciando a crise de representatividade. Congresso Desafiador e a Reativação do Senado A desaprovação popular se reflete nas urnas. A campanha #PorEstosNo, que visava impedir a reeleição de políticos, foi bem-sucedida em manter apenas 24 dos 130 membros do Congresso em seus cargos. No entanto, muitos legisladores parecem ignorar o clamor das ruas, como evidenciado pela aprovação da recriação do Senado em 2024. Essa proposta, extinta pelo ditador Alberto Fujimori em 1992, foi rejeitada por 90,5% da população em um referendo de 2018. Apesar disso, a Câmara Alta voltou a funcionar em julho deste ano, dividindo especialistas sobre seu impacto na estabilidade política. Alguns argumentam que o Senado fortaleceria ainda mais o Legislativo, enquanto outros acreditam que a necessidade de aprovação em duas casas poderia trazer mais equilíbrio. Fragmentação Política e a Busca por Estabilidade Os resultados do primeiro turno legislativo indicam uma configuração política fragmentada. O partido Força Popular, de Keiko Fujimori, manteve a maior bancada na Câmara dos Deputados (41 de 130) e terá o maior número de assentos no Senado (22 de 60). Em seguida, aparece o partido Juntos pelo Peru, de Roberto Sánchez, com 32 cadeiras na Câmara e 14 no Senado. Embora o Força Popular tenha aumentado sua representação em relação a 2021, a configuração atual está longe da hegemonia de 2016, quando o partido obteve 73 das 130 cadeiras. A aposta é que a necessidade de negociação em duas instâncias e com menor margem de manobra possa, paradoxalmente, trazer alguma estabilidade ao país. Desafios Persistentes e Promessas de Renovação Apesar das mudanças legislativas, muitos dos problemas estruturais que afetam o Peru permanecem intocados. O alto nível de corrupção, a falta de filtros na criação de partidos políticos e a ausência de siglas genuinamente representativas da população continuam sendo desafios cruciais. Em seus discursos de encerramento de campanha, ambos os candidatos apresentaram suas visões para o futuro. Roberto Sánchez prometeu unir forças para formar “a nova bancada do governo do povo” e “restaurar a democracia e o equilíbrio entre os

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