Nara Couto explora a profunda conexão entre a Bahia e a África lusófona em seu aguardado álbum “Travessia”.
A cantora e compositora baiana Nara Couto mergulha em suas raízes com o lançamento de seu terceiro álbum, “Travessia”. O projeto, dividido em dois volumes, promete ser uma jornada sonora que reconecta a Bahia com países africanos de língua portuguesa, como Cabo Verde e Guiné-Bissau.
O primeiro volume, “Travessia vol. 1”, chega aos aplicativos de áudio nesta sexta-feira, 25 de setembro, apresentando sete faixas que celebram essa herança compartilhada. A inspiração para o álbum veio, em parte, do single “Laço Ancestral”, que já antecipa a temática do disco.
A obra reforça a ideia de que a cultura baiana tem um forte elo com o continente africano. Nara Couto, que nasceu em Salvador e foi criada no bairro da Liberdade, agora residente em São Paulo, utiliza a música para tecer essa ponte intercontinental. Conforme informação divulgada, a letra de “Laço Ancestral” já prenuncia essa conexão com o verso “O outro lado da Bahia vem da África”.
“Laço Ancestral”: A Ponte Sonora que Une Continentes
O álbum “Travessia” foi impulsionado pelo lançamento do primeiro single, “Laço Ancestral”, em 21 de agosto. A música, composição de Mateus Aleluia, conta com a participação especial do artista Mû Mbana, de Guiné-Bissau. A colaboração traz os sons autênticos de instrumentos tradicionais africanos, como o simbi e o tonkorongh, enriquecendo a sonoridade.
Essa escolha musical não foi aleatória. A letra do single encapsula a essência do álbum, estabelecendo um **laço ancestral** direto entre a Bahia e a África. É um convite para que o ouvinte embarque nessa viagem de redescoberta e celebração da identidade afro-brasileira.
Colaborações Internacionais e Regionais em “Travessia vol. 1”
“Travessia vol. 1” apresenta um rico mosaico de colaborações, unindo artistas da Bahia, Cabo Verde e Guiné-Bissau. Além da participação de Mû Mbana, o álbum conta com a presença de dois artistas cabo-verdianos.
Kady empresta sua voz à canção “Herança Sagrada”, uma composição de Nara Couto em parceria com François Muleka. Já Zidi Andrade, também de Cabo Verde, assina e participa da música “Djunto”. Do lado baiano, Tiganá Santana se junta a Nara Couto na faixa “Promessa”, uma parceria da artista com Sued Nunes.
O repertório de “Travessia vol. 1” é completado pelas músicas “Mindjer Doce Mel” (Admir Lopes e Mimito), “Preta Portê” (Rafael Mike e Lucas Ramaciotti) e “Si Ma Bô” (Ricardo Alves, Ricardo Quintas e Nara Couto). Essa última faixa, inclusive, conta com parceiros portugueses na composição, evidenciando a amplitude da **travessia** musical.
Produção e Expectativas para o Futuro
O primeiro volume de “Travessia” foi produzido musicalmente por Ndu Carlos, com coprodução de Otis Selimane e da própria Nara Couto em três faixas. A expectativa é que o **laço ancestral** explorado neste trabalho continue a ecoar.
O sucessor de álbuns como “Retinta” (2022) e “Ori” (2024) demonstra a maturidade artística de Nara Couto e seu compromisso em fortalecer os laços culturais. O segundo volume de “Travessia” já tem previsão de lançamento para 2027, prometendo novas explorações dessa rica **ponte intercontinental**.




