
Guerra no Oriente Médio e choque no preço do petróleo aceleram retorno global à energia nuclear
Choque de preços do petróleo e instabilidade no Oriente Médio impulsionam volta da energia nuclear em escala global, com países buscando alternativas energéticas. Um novo e intenso choque nos preços do petróleo, decorrente da escalada da guerra no Oriente Médio, está provocando um acelerado retorno à energia nuclear em diversas nações. A instabilidade na região ameaça cortar milhões de toneladas de gás natural liquefeito (GNL) do mercado mundial, elevando drasticamente os custos da energia em todo o globo. Diante da volatilidade e da insegurança no fornecimento de combustíveis fósseis, a energia nuclear, antes vista com ressalvas por muitos, ganha força como uma opção mais resiliente a choques externos. Países historicamente resistentes à energia atômica agora reavaliam sua posição, buscando garantir a segurança energética. Essa guinada em direção à energia nuclear, conforme divulgado pelo The New York Times, ocorre em um momento crucial, onde a crescente demanda por energia, impulsionada por setores como a inteligência artificial, exige soluções energéticas confiáveis e de longo prazo. A crise energética atual adiciona um novo e urgente motivo para impulsionar a energia nuclear. Taiwan reconsidera energia nuclear diante da crise energética Em Taiwan, uma nação que por décadas se opôs à energia nuclear, o presidente Lai Ching-te anunciou recentemente que a ilha deve se manter aberta à energia atômica para suprir sua demanda crescente. Essa declaração marca uma ruptura significativa com a política anterior de um “território livre de energia nuclear”, adotada após o desastre de Fukushima em 2011. A eliminação gradual da energia nuclear deixou Taiwan perigosamente dependente de importações de energia, especialmente GNL, que representa cerca de um terço do seu suprimento vindo do Catar. A pressão sobre o abastecimento de energia da ilha aumentou consideravelmente com a guerra no Oriente Médio, forçando autoridades a buscar carregamentos adicionais dos Estados Unidos. Em resposta à situação, a empresa estatal de energia de Taiwan, Taipower, apresentou um plano para reativar uma de suas usinas nucleares. A decisão, embora surpreendente para muitos, reflete a urgência em garantir o fornecimento energético, mesmo diante de décadas de preocupações com a segurança e o armazenamento de resíduos nucleares em uma ilha propensa a terremotos. Japão e Coreia do Sul aceleram reativação de usinas nucleares O Japão, que desativou toda a sua frota nuclear após o desastre de Fukushima, está tomando medidas para reverter essa tendência. Reguladores alteraram exigências antiterrorismo, permitindo, na prática, o funcionamento de alguns reatores e facilitando a reativação de outros. Na Coreia do Sul, o governo anunciou a aceleração dos trabalhos em cinco das dez usinas nucleares em manutenção, com o objetivo de colocá-las em operação mais cedo. Essas ações demonstram uma mudança estratégica na busca por fontes de energia mais estáveis e menos vulneráveis a crises internacionais. Itália e Suíça revisitam o debate sobre energia nuclear A Itália, que em 2011 rejeitou massivamente a energia nuclear em um referendo nacional, agora propõe leis para desenvolver novas tecnologias atômicas, visando que a energia nuclear represente entre 11% e 22% da sua demanda elétrica até 2050. O








