Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

Papa Francisco minimiza tensões com Trump e nega mira em tirano, mas atritos persistem

Papa Francisco tenta apaziguar tensões com Donald Trump após críticas mútuas

O Papa Francisco buscou minimizar as recentes desavenças com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, neste sábado (18). Em declarações a jornalistas durante seu voo para Angola, o pontífice afirmou que relatos sobre seus comentários a respeito de “tiranos” durante sua viagem à África não foram precisos em todos os aspectos, indicando que a fala não era direcionada ao líder americano.

A declaração surge em um contexto de trocas de farpas entre o Vaticano e a Casa Branca, especialmente após as críticas do Papa Francisco à guerra no Irã e à política externa dos EUA. O pontífice, que é o primeiro papa americano, enfatizou que o discurso em questão foi preparado com antecedência e não visava Trump.

As tensões se intensificaram desde o final de março, quando o Papa Francisco começou a criticar a guerra no Irã. Donald Trump respondeu com ataques diretos ao pontífice em suas redes sociais, sugerindo que o Papa deveria se concentrar em ser um líder religioso e não um político. A Reuters reportou as declarações do Papa Francisco a bordo de seu voo para Angola. Conforme a Reuters, o Papa Francisco declarou que o discurso sobre tiranos “foi preparado há duas semanas, muito antes de o presidente comentar sobre mim e sobre a mensagem de paz que estou promovendo”.

Críticas à guerra e trocas de acusações

Desde o início do conflito no Irã, o Papa Francisco tem sido vocal em suas críticas. Durante a celebração do Domingo de Ramos, ele declarou que “Deus rejeita as orações de líderes que fazem guerras”, cujas mãos estão “cheias de sangue”. O pontífice também expressou pesar pelo sofrimento de cristãos no Oriente Médio, impedidos de celebrar a Páscoa devido ao conflito.

Em resposta, Donald Trump utilizou sua plataforma na Truth Social para atacar o Papa Francisco, chamando-o de “fraco com a criminalidade e terrível para a política externa”. Trump sugeriu que o pontífice deveria “se concentrar em ser um grande papa, e não um político”.

Papa Francisco responde e Trump publica imagens polêmicas

O Papa Francisco, por sua vez, afirmou que “não tem medo” do governo Trump e reiterou que não é um político, nem busca um debate com o presidente dos EUA. Contudo, as provocações de Trump não pararam por aí.

O presidente americano chegou a publicar em suas redes sociais uma imagem gerada por inteligência artificial, na qual aparecia vestido como Jesus Cristo, uma postagem que foi posteriormente apagada. Trump atribuiu a publicação a um mal-entendido, alegando que pensou ser uma representação de um trabalhador da Cruz Vermelha. Posteriormente, compartilhou outra imagem de IA onde Jesus o abraçava, comentando que os “lunáticos da esquerda radical podem não gostar disso, mas eu acho bem legal!!!”, em mais uma provocação à Igreja Católica.

Contexto de polarização e a busca por paz

As declarações do Papa Francisco em sua viagem à África visam, em parte, promover a paz e a reconciliação em um continente marcado por conflitos. Sua mensagem, no entanto, parece ter esbarrado na retórica política de Donald Trump, que tem utilizado as críticas do pontífice para reforçar sua própria base eleitoral.

Apesar das tentativas de apaziguamento por parte do Vaticano, a relação entre o Papa Francisco e Donald Trump permanece tensa, refletindo a polarização política e ideológica que tem marcado o cenário global.

Veja também

Newsletter

Assine nossa newsletter e fique por dentro das novidades!

Mais Vistos