Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

Papa Leão XIV denuncia “indiferença” às guerras em mensagem de Páscoa, pedindo “escolha pela paz” em meio a conflitos globais

Papa Leão XIV clama por paz e critica “indiferença” global em mensagem pascal histórica

Na sua primeira mensagem de Páscoa como líder da Igreja Católica, o Papa Leão XIV fez um **apelo fervoroso pela paz**, denunciando a crescente “indiferença” da humanidade diante das guerras que assolam o mundo. A celebração, marcada pela solenidade e pela reflexão sobre a ressurreição de Cristo, ocorreu em um contexto global de tensões e conflitos, especialmente no Oriente Médio.

Milhares de fiéis reuniram-se na Praça de São Pedro, no Vaticano, para participar da missa de Páscoa, um evento que, apesar do ambiente festivo, carregava o peso das notícias de guerras e sofrimento. O pontífice, eleito em maio de 2025, expressou sua preocupação com o que chamou de um “acostumar-se com a violência”, uma resignação que leva à indiferença sobre a perda de vidas e as consequências do ódio.

A mensagem, que rompeu com a tradição de mencionar países específicos em crise, focou em uma denúncia mais ampla da apatia diante da destruição. O Papa Leão XIV anunciou ainda uma vigília de oração pela paz, marcada para 11 de abril na Praça de São Pedro, reforçando seu compromisso em buscar soluções pacíficas para os conflitos. Estas declarações foram divulgadas em meio a celebrações de Páscoa em diversas partes do globo, conforme informação divulgada por fontes religiosas.

“Estamos nos acostumando com a violência”, lamenta Papa Leão XIV

Durante a tradicional bênção Urbi et Orbi, o Papa Leão XIV dirigiu palavras contundentes à multidão reunida e ao mundo. Ele declarou que a sociedade está “resignados a ela e indiferentes”, uma constatação sombria sobre a percepção coletiva diante da guerra. “Indiferentes à morte de milhares de pessoas. Indiferentes às consequências do ódio e da divisão semeados pelos conflitos”, ressaltou, alertando também para os impactos econômicos e sociais.

O pontífice, nascido em Chicago e com cidadania peruana, também intensificou seus apelos diplomáticos nos dias que antecederam a Páscoa. Em uma iniciativa notável, ele chegou a se dirigir diretamente a Donald Trump, convidando-o a “encontrar uma saída” para o conflito, demonstrando uma abordagem proativa na busca pela resolução de crises internacionais.

Páscoa sob a sombra da guerra em Jerusalém e no Líbano

Em Jerusalém, as celebrações na igreja do Santo Sepulcro ocorreram a portas fechadas, devido às restrições de segurança impostas por Israel desde o início da guerra com o Irã em 28 de fevereiro. Apenas um número limitado de fiéis foi autorizado a se aproximar, gerando lamento entre os participantes.

Christina Toderas, 44 anos, da Romênia, expressou sua tristeza: “É muito difícil para todos nós, porque é o nosso dia de festa… É muito difícil querer rezar, vir aqui e não encontrar nada. Tudo está fechado”. O Patriarca Latino de Jerusalém, cardeal Pierbattista Pizzaballa, descreveu o silêncio na cidade como “quase absoluto, apenas perturbado à distância pela devastação que a guerra continua a causar nesta terra sagrada e dilacerada”.

No Líbano, cidades predominantemente cristãs no sul do país vivenciam um mês de bombardeios intensos no fogo cruzado entre Israel e o grupo Hezbollah. Em Debel, a situação é descrita como “trágica” por Joseph Attieh, funcionário da prefeitura, que relatou que “as pessoas estão apavoradas” e a cidade, quase isolada, depende de ajuda humanitária.

Celebrações restritas em outras regiões

As celebrações pascais foram afetadas também em outras partes do mundo. Em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, as missas foram suspensas por tempo indeterminado por “diretrizes do governo”. Em Damasco, na Síria, as atividades religiosas foram limitadas ao interior das igrejas, reflexo das tensões na região.

A Páscoa deste ano, portanto, não foi apenas uma celebração religiosa, mas um momento de profunda reflexão sobre a paz e a responsabilidade humana diante dos conflitos. A mensagem do Papa Leão XIV ecoa como um chamado à ação e à compaixão em um mundo que, segundo ele, precisa “escolher a paz”.

Veja também

Newsletter

Assine nossa newsletter e fique por dentro das novidades!

Mais Vistos