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Principais Matérias

Governo Brasileiro Sabia de Fechamento de Missões Diplomáticas Americanas, Mas Evita Falar em Interferência Eleitoral

Governo Brasileiro Cauteloso com Suspensão de Atividades Diplomáticas dos EUA às Vésperas das Eleições O governo brasileiro já estava ciente de que os Estados Unidos poderiam suspender as atividades de sua embaixada e consulados no país. A interrupção dos trabalhos foi anunciada nesta sexta-feira (2), sem previsão de retorno. A gestão do presidente Lula monitorava os fatores que levaram à decisão do governo de Donald Trump, que justificou a medida por “questões de segurança”. Apesar de o governo brasileiro ter acompanhado de perto os indícios e o desenrolar da situação, a administração de Lula evita, até o momento, classificar a ação como uma tentativa de interferência nos assuntos internos do Brasil, especialmente a dois dias do primeiro turno das eleições presidenciais, que ocorrem neste domingo (4). A Polícia Federal informou ter cumprido dois mandados de busca e apreensão em São Paulo e no entorno do Distrito Federal para investigar um suposto planejamento de atos que poderiam comprometer a segurança de instalações diplomáticas entre os dois países. Conforme a corporação, tratou-se de uma ação preventiva em investigação sigilosa, fruto de cooperação com agências de inteligência estrangeiras. As medidas não identificaram elementos que corroborassem os riscos apontados inicialmente. Austrália Segue os EUA em Suspensão de Atividades Diplomáticas A embaixada da Austrália também anunciou a suspensão de suas atividades, acompanhando a decisão americana. Fontes do governo brasileiro indicam que o país não havia relatado problemas de segurança e que a medida australiana foi uma adesão à deliberação dos Estados Unidos. Um comunicado oficial alertou cidadãos australianos sobre possíveis ameaças terroristas e crimes violentos no Brasil, recomendando evitar áreas próximas às representações diplomáticas americanas. Cautela Brasileira Evita Alarde e Possível Interferência Embora a suspensão das atividades consulares ocorra em um momento de tensões relacionadas às eleições brasileiras, autoridades nacionais afirmam que ainda não há elementos concretos para inferir interferência. A postura do governo Lula é de não gerar alarde, evitando pânico desnecessário antes do pleito eleitoral. Essa cautela visa manter a estabilidade e a tranquilidade no processo democrático. Histórico de Questionamentos Americanos sobre Segurança e Justiça no Brasil Internamente, o governo Lula percebe um histórico de manipulação do tema de segurança brasileira por parte dos Estados Unidos. Em outras ocasiões, o governo Trump já questionou a forma como o Brasil lida com seus problemas de justiça e segurança. Esses questionamentos se intensificaram com o tarifário americano de 2025, quando Donald Trump criticou as decisões do Judiciário brasileiro no caso do ex-presidente Jair Bolsonaro. EUA Já Questionaram Processo Eleitoral Brasileiro Anteriormente Mais recentemente, os Estados Unidos direcionaram questionamentos ao processo eleitoral brasileiro. Na ocasião, o Itamaraty negou vistos a dois funcionários do Departamento de Estado que demonstraram interesse em acompanhar o processo democrático, sob a perspectiva de haver interferência direta e questionamentos às urnas eletrônicas. Este ano, o Brasil também vivenciou outros atritos diplomáticos, como o rebaixamento das relações com a Argentina após ataques do presidente Javier Milei a Lula e ao Brasil.

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Eleições 2022: Lula e Bolsonaro evitam China, mas minerais estratégicos colocam o país no centro da disputa EUA-Pequim

Brasil na encruzilhada: A disputa pela influência da China e os minerais que podem definir o futuro A China, gigante econômica global, mal apareceu nos debates e discursos da campanha eleitoral brasileira. Temas como o caso Banco Master, conflitos com o STF e tarifas americanas dominaram o noticiário, relegando Pequim a um papel secundário, geralmente utilizado como munição retórica. Flávio Bolsonaro, por exemplo, criticou o governo Lula por, segundo ele, “lamber as botas da China”, mas ao mesmo tempo prometeu uma relação “pragmática economicamente” com o país asiático. Luiz Inácio Lula da Silva, por sua vez, elogiou a “ousadia dos investidores chineses” na América Latina durante entrevista ao Flow Podcast. Ambos os candidatos parecem acenar para a ideia de que o Brasil não precisa escolher entre Pequim e Washington, uma posição que, segundo analistas, dificilmente se sustentará no próximo mandato presidencial, independentemente de quem vença. Essa estratégia de neutralidade, que funcionou enquanto o comércio com a China se resumia a commodities como soja e minério de ferro, enfrenta novos desafios. A crescente demanda por minerais críticos, como as terras raras – essenciais para a fabricação de componentes eletrônicos, motores de carros elétricos e armamentos –, coloca o Brasil em uma posição estratégica de destaque. A China detém o controle de grande parte do refino desses minerais, e o Brasil possui a segunda maior reserva mundial, atrás apenas da própria China. Essas informações foram divulgadas pela fonte de conteúdo 1. Goiás: O laboratório da disputa por terras raras O estado de Goiás tem sido palco de intensas negociações e investimentos em terras raras. Em abril, a empresa americana USA Rare Earth adquiriu a mina de Serra Verde por cerca de US$ 2,8 bilhões. O Pentágono, órgão de defesa dos Estados Unidos, reforçou seu interesse no projeto com um investimento de US$ 750 milhões em agosto, pouco antes de a China apresentar uma proposta de parceria ao governo brasileiro. Paralelamente, a chinesa CMOC já opera em Goiás desde 2016, após a compra de minas de nióbio da Anglo American. Bolsonaro e a aliança com os EUA contra o domínio chinês Flávio Bolsonaro, em março, apresentou o Brasil em um encontro conservador em Dallas, nos Estados Unidos, como uma alternativa americana ao domínio chinês sobre minerais estratégicos. Segundo o site Amado Mundo, dias antes, um aliado de Bolsonaro teria apresentado a doadores ligados a Donald Trump um documento que visava criar uma cadeia de suprimentos paralela à chinesa. Embora o aliado tenha negado relação direta com a campanha, o documento ostentava a marca da campanha presidencial. Lula busca processamento local e enfrenta pressão de Washington O plano de Lula é que o minério seja processado no Brasil antes de ser exportado, buscando parcerias independentemente da origem. Uma lei sancionada em 16 de setembro criou um conselho ligado à Presidência para avaliar a participação estrangeira em projetos estratégicos. No entanto, essa postura de neutralidade não agrada a Washington, que em janeiro chegou a solicitar ao Itamaraty a revisão da venda de minas de níquel

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Sustentabilidade no Mercado Imobiliário: Como Certificações Geram Valor Real e Economia para Compradores e Construtoras

Sustentabilidade no Mercado Imobiliário: Desvendando o Valor Real e os Benefícios Tangíveis para Todos os Envolvidos Por muito tempo, a sustentabilidade no setor imobiliário foi vista principalmente como um selo ou um argumento de marketing. No entanto, a realidade é que as práticas sustentáveis já estão gerando valor concreto em diversas etapas do negócio, desde a concepção do projeto até a operação do imóvel. Para quem compra, a grande questão é entender como essa abordagem se traduz em ganhos práticos, seja no preço, nos custos de manutenção ou na valorização do patrimônio. Relatórios de sustentabilidade de construtoras e incorporadoras revelam que as soluções ambientais já demonstram efeitos econômicos significativos. Essas informações, cada vez mais detalhadas, permitem avaliar os impactos ambientais, sociais e de governança das empresas, além de suas metas e iniciativas. Conforme informações divulgadas pelas próprias companhias, as soluções voltadas para construções mais sustentáveis estão sendo empregadas e gerando resultados mensuráveis. A forma como esses ganhos se manifestam pode variar. Em alguns casos, a sustentabilidade permite otimizar o uso do terreno, possibilitando a construção de mais unidades. Em outros, o foco está na redução dos custos de produção ou de operação. Há também situações em que o ganho ainda é uma estimativa de projeto, sem comprovação de quanto efetivamente se converteu em economia para o comprador. A seguir, exploramos como essa transformação está acontecendo no mercado imobiliário. O Impacto das Certificações e o Ganho de Área Construída Um exemplo notável de como a sustentabilidade gera valor real vem da Cyrela. A empresa conseguiu erguer três pavimentos adicionais em dois edifícios em Porto Alegre, Félix Moinhos e Skyline Menino Deus, ao obter a classificação Diamante do Certificado de Sustentabilidade municipal. Este certificado reconhece empreendimentos com amplos critérios ambientais, como eficiência energética e gestão de resíduos. O resultado para a Cyrela foi um aumento no potencial construtivo dos terrenos, o que representou uma área adicional equivalente a R$ 55 milhões em Valor Geral de Vendas (VGV). Para o morador, a vantagem direta é o desconto de 10% no IPTU do imóvel, conforme as regras municipais. Este caso ilustra como a adoção de práticas sustentáveis pode se traduzir em benefícios econômicos tangíveis tanto para a incorporadora quanto para o futuro proprietário. Redução de Custos Operacionais e Eficiência Energética A economia gerada pela sustentabilidade muitas vezes se manifesta nas despesas do dia a dia. Incorporadoras relatam o uso de soluções como redutores de vazão, bacias com duplo acionamento, iluminação LED, medição individualizada de água, sensores de presença e reservatórios para água de chuva e reuso. A Cury, por exemplo, informa que 100% de seus empreendimentos possuem redutores de vazão e bacias com duplo acionamento, além de iluminação LED e elevadores de baixo consumo nas áreas comuns. No Condomínio Candeeiro, no Rio de Janeiro, a Cury substituiu chuveiros elétricos por aquecimento a gás, uma medida que visa reduzir o consumo de energia. A MRV, em seu relatório, também cita descargas inteligentes e redutores de vazão. A Direcional lista medidores individuais de água, bacias com

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Eleição no Brasil: Pesquisadora alerta que resultado definirá se América Latina seguirá Trump ou terá agenda própria

Eleição no Brasil pode definir o futuro da América Latina: alinhamento a Trump ou autonomia regional O resultado das eleições presidenciais no Brasil neste domingo (4) carrega um peso inédito para a América Latina, segundo a cientista política Guadalupe González. A especialista avalia que uma vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pode representar um freio para os planos dos Estados Unidos na região, enquanto a eleição de Jair Bolsonaro (PL) poderia significar um alinhamento quase completo a Washington. O que está em jogo, conforme a pesquisadora do Colégio do México, é a capacidade da América Latina de construir sua própria agenda nas próximas décadas, em contraste com a possibilidade de acatar um projeto dos EUA de restaurar sua esfera de influência. Essa dinâmica ganhou destaque na política externa de Washington desde o retorno de Donald Trump à Casa Branca. A importância do pleito brasileiro para os próprios Estados Unidos foi reforçada pelo próprio Donald Trump em declarações recentes. A análise de González, divulgada pela newsletter da Folha sobre América Latina, editada pela historiadora Sylvia Colombo, aponta para um cenário de redefinição de poder e influência no continente. A influência de Trump e a ascensão da direita na América Latina A eleição de Jair Bolsonaro, segundo González, viria em linha com outras vitórias da direita em países latino-americanos, como Rodrigo Paz na Bolívia, José Antonio Kast no Chile, Abelardo de la Espriella na Colômbia e Keiko Fujimori no Peru. Esse cenário poderia levar a um isolamento do México, país de origem da pesquisadora. Apesar da tendência observada, Guadalupe ressalta que a maioria da população latino-americana, cerca de 64%, é governada por administrações de centro e centro-esquerda. Apenas 35% a 36% são liderados por governos de direita ou centro-direita. Essa disparidade, segundo ela, evidencia a relevância da eleição no Brasil, um país com mais de 214 milhões de habitantes. Brasil como contrapeso estratégico e o declínio da ordem liberal Além do peso demográfico, o Brasil se destaca por sua influência em fóruns multilaterais fora da região, algo que o México, também governado pela esquerda, não possui com a mesma magnitude. González define o contrapeso do Brasil como aquele com a maior margem de manobra, citando sua participação em blocos como o Brics. O plano dos EUA de “restaurar a preeminência americana no Hemisfério Ocidental” ficou evidente na Estratégia de Segurança Nacional divulgada em novembro do ano passado. Para Guadalupe, testemunhamos um momento monumental: o fim de uma ordem liberal e multilateral na América Latina. Ela descreve os EUA como uma potência hegemônica em declínio, que está transitando de um modelo de persuasão e construção de regras para um de mudança de status quo pela força. Essa mudança, segundo ela, resulta em um mundo mais incerto, onde a dominação se baseia em cálculos imediatos. Insegurança como ferramenta política e a “miopia” dos governos latino-americanos Um exemplo claro dessa nova postura é a captura de Nicolás Maduro na Venezuela, vista como um uso unilateral da força com baixo custo político e militar

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Governo Lula em Corrida Contra o Tempo: Prazo do Imposto Seletivo Ameaça Entrar em Vigor em 2027 e Gera Incerteza no Setor Privado

Governo Lula corre contra o tempo para definir “tributo do pecado” e evitar adiamento em 2027 O Governo Federal está em uma corrida contra o relógio para definir as alíquotas do Imposto Seletivo, popularmente conhecido como “tributo do pecado”. O prazo final para a publicação da medida provisória que estabelece essas regras é neste sábado. Sem a definição até lá, a nova cobrança, prevista para janeiro de 2027, pode ser adiada, gerando insegurança jurídica e dificultando o planejamento financeiro das empresas brasileiras. A nova tributação tem como objetivo desestimular o consumo de produtos considerados prejudiciais à saúde e ao meio ambiente, além de gerar receita para o governo. O orçamento de 2027 prevê a arrecadação de quase 42 bilhões de reais com o Imposto Seletivo, o que reforça a importância de sua implementação dentro do prazo legal. A falta de clareza sobre as alíquotas e as regras de incidência do Imposto Seletivo causa apreensão no setor produtivo. Conforme apurado pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo, a indefinição impede que as empresas tomem decisões estratégicas sobre preços, contratos e investimentos, essenciais para a saúde financeira e a continuidade dos negócios. Atraso na definição das alíquotas pode adiar a cobrança do Imposto Seletivo Caso o governo não consiga publicar a Medida Provisória com as alíquotas do Imposto Seletivo até este sábado, a regra da noventena, que exige um intervalo de 90 dias entre a criação de um tributo e o início de sua cobrança, impedirá a entrada em vigor da nova taxa em 1º de janeiro de 2027. Esse adiamento frustra os planos de arrecadação previstos no orçamento e o objetivo de desestimular o consumo de produtos nocivos logo no início do ano. Indefinição das regras do Imposto Seletivo afeta o planejamento empresarial A falta de clareza sobre os valores a serem cobrados pelo Imposto Seletivo cria um cenário de incerteza para as empresas. Sem saber quanto será a carga tributária, torna-se difícil planejar precificação, renegociar contratos e definir estratégias de investimento. Especialistas recomendam que os empresários trabalhem com diferentes cenários e revisem cláusulas contratuais para se preparar para uma adaptação que poderá ser feita em curto prazo. Produtos que serão atingidos pelo Imposto Seletivo O Imposto Seletivo incidirá sobre bens e serviços que apresentem riscos à saúde humana ou ao meio ambiente. Entre os itens já confirmados estão cigarros, bebidas alcoólicas e veículos poluentes. Inicialmente, o setor de apostas on-line também seria tributado, mas essa possibilidade foi descartada após uma recente proibição determinada pelo governo. O intuito é que o tributo atue como um desincentivo ao consumo de produtos com altos custos sociais. Risco de validade jurídica do Imposto Seletivo preocupa empresas Um ponto de grande insegurança jurídica reside no fato de o governo ter optado por uma Medida Provisória (MP) para instituir o Imposto Seletivo. Embora a MP tenha força imediata, ela precisa ser aprovada pelo Congresso Nacional em até 120 dias para não perder a validade. Para que a cobrança ocorra em 2027, a MP precisa ser

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EUA já interferiram em 2 eleições no Brasil, aponta pesquisa: Entenda os casos de 1955 e 1962 e os indícios atuais

Pesquisa revela intervenções dos EUA em eleições brasileiras: Entenda os casos históricos e os indícios recentes. Uma pesquisa acadêmica revelou que os Estados Unidos já interferiram em ao menos duas eleições no Brasil, em 1955 e 1962. Os casos, documentados em relatórios oficiais da diplomacia americana e em depoimentos de ex-agentes da CIA, são apontados como tentativas fracassadas de influenciar o resultado eleitoral. O estudo, publicado no livro “Meddling in the Ballot Box”, mapeou intervenções de potências mundiais em eleições globais. A pesquisa analisou 187 intervenções dos EUA, Rússia e antiga União Soviética em eleições presidenciais ou parlamentares em todo o mundo, entre 1946 e 2014. Segundo o cientista político Dov H. Levin, autor do estudo e professor na Universidade de Hong Kong, a cada oito eleições nacionais analisadas no período, uma sofreu algum tipo de intervenção. A pesquisa, conforme divulgada pelo jornal O Globo, traz detalhes sobre as ações americanas no Brasil e discute possíveis influências em processos eleitorais futuros, como o de 2026. Intervenções históricas: JK e João Goulart no foco americano Em 1955, a candidatura de Juscelino Kubitschek, visto como simpático aos soviéticos, foi o alvo da intervenção americana. Os EUA atenderam a um pedido do adversário de JK, Juarez Távora, concedendo um empréstimo de US$ 75 milhões para estabilizar a economia. No entanto, a manobra não surtiu efeito, e Kubitschek foi eleito presidente. Já em 1962, a preocupação americana se voltou para João Goulart e o que Washington percebia como um avanço de tendências de esquerda no Brasil. De acordo com a pesquisa de Levin, a CIA teria destinado cerca de US$ 8 milhões para financiar campanhas de grupos e políticos que se opunham a Goulart. Assim como no caso anterior, essa intervenção também não obteve sucesso. Levin afirma a veracidade das intervenções passadas Dov H. Levin enfatiza a confiabilidade das informações sobre as intervenções ocorridas no Brasil. “Nesses dois casos, sabemos com segurança que as intervenções aconteceram, com base em fontes muito confiáveis. Não se trata de teoria da conspiração ou desinformação”, declarou o pesquisador. Ele ressalta que as intervenções americanas foram classificadas como clandestinas ou abertas e puderam envolver financiamento de campanhas, disseminação de informações negativas contra adversários, assistência técnica e estratégica, ameaças, alteração de ajuda externa, entre outras pressões. Indícios de interferência em 2026 e a Guerra Tarifária Para as eleições de 2026 no Brasil, o pesquisador aponta indícios que poderiam se enquadrar em modelos de interferência estrangeira, mas ressalta a ausência de provas concretas sobre a intenção por trás das ações americanas. Ele menciona a guerra tarifária e a classificação de facções brasileiras como organizações terroristas. “Algumas dessas ações certamente seriam classificadas como interferência se soubéssemos com certeza que essa era a intenção. O problema é que ainda não sabemos”, afirma Levin. Ele exemplifica que o uso de tarifas para favorecer uma candidatura ou prejudicar outra seria uma clássica forma de intervenção, contudo, a ameaça tarifária de Trump já ocorreu por motivos não eleitorais. Tensões recentes e o papel das redes sociais

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Agenda Presidencial 2026: Veja os Atos de Campanha de Lula, Flávio Bolsonaro e Outros Candidatos na Sexta-Feira de Eleições

Agenda Presidencial 2026: Candidatos Intensificam Campanhas em Vésperas do Primeiro Turno A sexta-feira (2) marcou um dia agitado na corrida presidencial de 2026, com candidatos percorrendo diversas cidades brasileiras em busca de votos. Caminhadas, comícios e entrevistas foram as principais ferramentas utilizadas na reta final antes do primeiro turno. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição, esteve no Rio de Janeiro e em Belo Horizonte, focando em públicos específicos e defendendo investimentos em áreas cruciais para o país. Outros postulantes também movimentaram suas agendas, buscando consolidar apoio e apresentar suas propostas. A campanha eleitoral de 2026 segue a todo vapor, e a sexta-feira de atividades dos presidenciáveis, conforme divulgado pelo g1, reflete a urgência em conquistar a preferência do eleitorado antes da decisão nas urnas. Lula em Ação: Carreata no Rio e Defesa de Universidades em BH No Rio de Janeiro, o presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva, participou de uma carreata que percorreu o centro da cidade, incentivando a participação dos eleitores, especialmente os com mais de 70 anos, cujo voto é facultativo. Lula destacou a importância do voto para o futuro, afirmando que “Se não tiver mais vontade de votar por ela, tem os filhos, os netos, os bisnetos. É importante”. Em Belo Horizonte, o candidato petista focou sua agenda na defesa de investimentos em universidades públicas e na ciência. O discurso ressaltou a relevância dessas áreas para o desenvolvimento do país, buscando o apoio de setores acadêmicos e científicos. Flávio Bolsonaro e Ronaldo Caiado: Mobilização em Minas e Goiás Flávio Bolsonaro, candidato pelo PL, participou de um ato de campanha em Montes Claros, Minas Gerais, acompanhado pelo candidato a deputado federal Nikolas Ferreira. O evento buscou reforçar a base de apoio no estado em um momento crucial da campanha presidencial de 2026. Em Goiás, Ronaldo Caiado (PSD) concentrou suas atividades em Goiânia, com caminhadas e um bandeiraço. Durante sua agenda, Caiado criticou a isenção de impostos para compras internacionais de até US$ 50 e defendeu que um benefício semelhante seja estendido aos empresários brasileiros, argumentando que “Se está dando 100% de isenção até US$ 50, que seja dado também a nós que estamos produzindo no Brasil”. Outros Candidatos e Agendas A sexta-feira também contou com a participação de outros candidatos. Rui Costa Pimenta (PCO) encerrou sua campanha em São Paulo, enquanto Samara Martins (UP) realizou um comício e caminhada no Recife. Wilson Grassi (Democrata) concedeu entrevista à Sputnik Brasil. Augusto Cury (Avante) esteve em Brasília para um ato contra a interferência nas eleições, criticando decisões judiciais e propondo um pacto com os poderes Legislativo e Judiciário. “Numa democracia, o Judiciário representa o alicerce. Ele é o guardião da Constituição, mas ele não pode interferir”, declarou Cury. Edmilson Costa (PCB) concedeu entrevistas a uma rádio em Cidade de Goiás e a um canal do YouTube. Hertz Dias (PSTU) participou de uma caminhada no centro de São Paulo. Renan Santos (Missão) gravou um podcast e participou de coletiva de imprensa na capital

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China Supera EUA na América Latina: Pesquisa Revela Mudança Histórica na Percepção Regional

América Latina Vira a Mesa: China Ganha Preferência Sobre os EUA em Nova Pesquisa Uma reviravolta significativa na geopolítica latino-americana foi revelada por uma pesquisa recente, mostrando que a China agora detém uma imagem mais positiva na região do que os Estados Unidos. Este é um marco histórico, considerando a tradicional aliança pró-americana da América Latina. A pesquisa Latinobarômetro, que abrange 17 países, aponta para uma diminuição na percepção favorável dos EUA, especialmente desde o retorno de Donald Trump à Casa Branca. Paralelamente, a influência chinesa tem crescido, superando a americana em termos de aprovação popular. O estudo, divulgado com exclusividade pela The Economist, também aborda a ascensão de líderes de direita na região, muitos inspirados pelo estilo de Trump, e a persistente busca por segurança e estabilidade em meio a desafios econômicos e sociais. Conforme informação divulgada pela The Economist, a pesquisa Latinobarômetro indica essa mudança de percepção. Declínio da Imagem Americana na Região A visão dos latino-americanos sobre os Estados Unidos piorou consideravelmente. A parcela da população com opinião favorável aos EUA caiu de 73% em 2024 para 63% na mais recente pesquisa. Esse declínio é atribuído, em parte, à postura agressiva de Donald Trump em relação à região, vista por ele como área de domínio americano. Embora a captura de Nicolás Maduro, organizada por Trump, tenha tido alta aprovação (69%), apenas 35% acreditam que a intervenção americana trará benefícios para a Venezuela. Quase dois terços dos entrevistados desaprovam a condução das relações internacionais por Trump, evidenciando um descontentamento generalizado. China Ascende como Potência de Influência Favorável Pela primeira vez, a influência chinesa é vista de maneira mais favorável do que a americana na América Latina. A pesquisa aponta que 65% dos latino-americanos consideram a influência chinesa positiva, contra 57% para os Estados Unidos. Essa mudança reflete um interesse crescente nas relações comerciais e de investimento com a China. A China tem expandido sua presença econômica na região através de investimentos em infraestrutura e acordos comerciais, o que tem sido percebido positivamente por muitos países. Essa estratégia contrasta com a abordagem mais confrontadora dos EUA sob a administração Trump. Ascensão da Nova Direita e o Legado de Bukele A pesquisa Latinobarômetro também destaca a popularidade de figuras como Nayib Bukele, presidente de El Salvador. Sua abordagem linha-dura no combate ao crime, mesmo com controvérsias sobre o enfraquecimento de instituições democráticas, ressoa com parte da população latino-americana que anseia por segurança. Muitos candidatos de direita na região têm adotado plataformas semelhantes, prometendo erradicar o crime e a insegurança. Esse apelo por ordem e controle tem impulsionado vitórias eleitorais de direita em diversos países, como na Colômbia e em El Salvador. Democracia e Desafios Econômicos na América Latina Apesar da admiração por líderes autoritários, metade dos entrevistados na pesquisa ainda acredita na democracia. O apoio às instituições democráticas se estabilizou em um patamar mais baixo após a crise econômica da década de 2010, mas permanece relevante. A insatisfação com o funcionamento prático da democracia é generalizada, com parlamentos sendo particularmente

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Lula é a Última Esperança da Esquerda na América Latina: Influenciadores Lamentam Não Poder Votar no Brasil

Esquerda Latino-Americana Vê no Brasil Refúgio Contra Onda Conservadora e Lamenta Não Poder Votar em Lula A onda conservadora que varre a América Latina tem levado muitos influenciadores e ativistas progressistas a olhar para o Brasil com esperança. Diante da derrota de seus campos políticos em seus próprios países, muitos expressam nas redes sociais o desejo de poder, de alguma forma, influenciar o resultado das eleições brasileiras, demonstrando apoio a Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Frases como “Mood: pensando em como votar pelo Lula com documento colombiano” e “Como não vou poder votar no Lula se eu vi Avenida Brasil?” viralizam em plataformas digitais. Esses desabafos refletem a frustração de quem vê no Brasil um possível freio para o avanço da direita na região, onde, desde o início de 2025, a esquerda perdeu espaço em diversas nações. O Brasil, juntamente com Uruguai, México e Guatemala, representa um dos poucos redutos de governos de esquerda na América do Sul. Essa constatação, vinda de fontes como o ator argentino Lucas Tresca, destaca a importância estratégica da eleição brasileira para o futuro político do continente. Conforme informação divulgada por esses influenciadores, o Brasil é visto como a “última esperança na América Latina de continuar tendo um governo de esquerda”. Argentina Critica Relações com Brasil e Apoia Flávio Bolsonaro O presidente argentino, Javier Milei, figura ultraliberal e um dos mais vocais apoiadores de Flávio Bolsonaro na região, abriu uma crise diplomática com o Brasil no final de julho. Após atacar autoridades brasileiras, incluindo Lula, durante um evento em São Paulo, as relações diplomáticas entre os dois países foram rebaixadas. “É aí que você percebe que a Argentina está nas mãos de um sujeito que não tem juízo”, comentou Lucas Tresca, criticando a postura de Milei. Tresca, que se manifestou em apoio a Lula, ressaltou a importância econômica e geográfica da relação entre Brasil e Argentina. “Não dá para romper relações com o seu principal parceiro econômico — e que, além disso, é o país vizinho, que está logo ao seu lado”, afirmou o argentino, que vive sob o governo de Milei desde 2023. Colômbia Lamenta Retrocessos em Direitos e Vê Lula como Aliado Andre Arcos, estudante de direito colombiano e ativista LGBT+, também se manifestou sobre a importância da eleição brasileira. Ele citou a frase de Lula na ONU, “O Brasil não cabe no quintal de ninguém”, como uma inspiração para seu vídeo de apoio. Arcos definiu as eleições em seu país, que levaram à vitória do ultradireitista Abelardo de la Espriella, como “uma das mais tristes”. O ativista colombiano destacou que o governo de Lula representa a continuidade das lutas sociais e a defesa dos direitos das populações LGBT+. A Colômbia, em setembro, deixou a Coalizão pela Igualdade de Direitos, uma organização internacional de direitos LGBTQIA+. “Já tenho uma trajetória de aproximadamente oito ou nove anos na luta social LGBT+, e isso foi uma das coisas que mais me atingiu”, disse Arcos, evidenciando a preocupação com retrocessos em direitos na região. Brasil

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Copiloto da Flydubai usou machado de emergência contra comandante em voo para Israel, revelam autoridades dos Emirados

Copiloto da Flydubai atacou comandante com machado em voo para Israel, dizem Emirados Árabes Unidos O copiloto de um voo da Flydubai com destino a Israel atacou o comandante da aeronave utilizando um machado de emergência, em vez de uma faca, conforme especulado anteriormente. A revelação foi feita pelas autoridades dos Emirados Árabes Unidos neste sábado (3), que classificaram o ato como uma tentativa de ataque terrorista. O incidente ocorreu na quarta-feira (30) e gerou grande apreensão. O copiloto, identificado como Hammam al-Hammami, cidadão de Omã, teria tentado assumir o controle da aeronave. As autoridades dos Emirados ainda não confirmaram oficialmente o nome do suspeito, e Omã não comentou o caso até o momento. O premiê de Israel, Binyamin Netanyahu, já havia afirmado que o copiloto passava por um processo de radicalização islâmica e era “claramente suicida”. Segundo reportagem do Wall Street Journal, o homem já havia sido proibido de pilotar em Omã devido a preocupações com sua ideologia, mas foi contratado pela Flydubai. Comandante reagiu e permitiu dominarem o agressor Apesar de ferido, o comandante do voo, o indiano Smit Machchhar, lutou contra o agressor e conseguiu abrir a porta da cabine. Essa ação permitiu que outros membros da tripulação e passageiros interviessem, conseguindo dominar o copiloto e evitar uma tragédia maior. Um piloto reserva da companhia, que estava a bordo, assumiu os comandos após o incidente. Ele realizou um pouso de emergência em Tabuk, no noroeste da Arábia Saudita, onde o copiloto foi detido. No dia seguinte, o suspeito foi transferido para Abu Dhabi, nos Emirados. Avião perdeu altitude rapidamente sobre território saudita Dados de rastreamento de voo, como os do Flightradar24, indicam que a aeronave perdeu aproximadamente 16.625 pés de altitude em pouco mais de 30 segundos enquanto sobrevoava o território saudita. Essa rápida descida reforça a gravidade do confronto na cabine. A maioria dos passageiros a bordo era de nacionalidade israelense. Autoridades de Israel devem participar da investigação, que está sendo conduzida pelos Emirados Árabes Unidos, com o objetivo de apurar os motivos e o histórico completo do copiloto. Investigação busca entender radicalização e histórico do copiloto A investigação em andamento visa esclarecer completamente os motivos que levaram o copiloto a cometer o ato. A possibilidade de radicalização ideológica, já levantada por autoridades israelenses e pela imprensa, é um ponto central. O fato de o copiloto ter sido previamente impedido de pilotar em Omã, mas ter sido contratado pela Flydubai para operar voos internacionais, incluindo rotas para Israel, levanta questões sobre os processos de contratação e verificação de antecedentes da companhia aérea. A Flydubai, companhia pertencente ao governo de Dubai, informou que não fará novos comentários sobre o caso enquanto a investigação estiver em curso. A cooperação entre as autoridades dos Emirados e de Israel é esperada para obter respostas completas sobre o incidente.

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Governo Brasileiro Sabia de Fechamento de Missões Diplomáticas Americanas, Mas Evita Falar em Interferência Eleitoral

Governo Brasileiro Cauteloso com Suspensão de Atividades Diplomáticas dos EUA às Vésperas das Eleições O governo brasileiro já estava ciente de que os Estados Unidos poderiam suspender as atividades de sua embaixada e consulados no país. A interrupção dos trabalhos foi anunciada nesta sexta-feira (2), sem previsão de retorno. A gestão do presidente Lula monitorava os fatores que levaram à decisão do governo de Donald Trump, que justificou a medida por “questões de segurança”. Apesar de o governo brasileiro ter acompanhado de perto os indícios e o desenrolar da situação, a administração de Lula evita, até o momento, classificar a ação como uma tentativa de interferência nos assuntos internos do Brasil, especialmente a dois dias do primeiro turno das eleições presidenciais, que ocorrem neste domingo (4). A Polícia Federal informou ter cumprido dois mandados de busca e apreensão em São Paulo e no entorno do Distrito Federal para investigar um suposto planejamento de atos que poderiam comprometer a segurança de instalações diplomáticas entre os dois países. Conforme a corporação, tratou-se de uma ação preventiva em investigação sigilosa, fruto de cooperação com agências de inteligência estrangeiras. As medidas não identificaram elementos que corroborassem os riscos apontados inicialmente. Austrália Segue os EUA em Suspensão de Atividades Diplomáticas A embaixada da Austrália também anunciou a suspensão de suas atividades, acompanhando a decisão americana. Fontes do governo brasileiro indicam que o país não havia relatado problemas de segurança e que a medida australiana foi uma adesão à deliberação dos Estados Unidos. Um comunicado oficial alertou cidadãos australianos sobre possíveis ameaças terroristas e crimes violentos no Brasil, recomendando evitar áreas próximas às representações diplomáticas americanas. Cautela Brasileira Evita Alarde e Possível Interferência Embora a suspensão das atividades consulares ocorra em um momento de tensões relacionadas às eleições brasileiras, autoridades nacionais afirmam que ainda não há elementos concretos para inferir interferência. A postura do governo Lula é de não gerar alarde, evitando pânico desnecessário antes do pleito eleitoral. Essa cautela visa manter a estabilidade e a tranquilidade no processo democrático. Histórico de Questionamentos Americanos sobre Segurança e Justiça no Brasil Internamente, o governo Lula percebe um histórico de manipulação do tema de segurança brasileira por parte dos Estados Unidos. Em outras ocasiões, o governo Trump já questionou a forma como o Brasil lida com seus problemas de justiça e segurança. Esses questionamentos se intensificaram com o tarifário americano de 2025, quando Donald Trump criticou as decisões do Judiciário brasileiro no caso do ex-presidente Jair Bolsonaro. EUA Já Questionaram Processo Eleitoral Brasileiro Anteriormente Mais recentemente, os Estados Unidos direcionaram questionamentos ao processo eleitoral brasileiro. Na ocasião, o Itamaraty negou vistos a dois funcionários do Departamento de Estado que demonstraram interesse em acompanhar o processo democrático, sob a perspectiva de haver interferência direta e questionamentos às urnas eletrônicas. Este ano, o Brasil também vivenciou outros atritos diplomáticos, como o rebaixamento das relações com a Argentina após ataques do presidente Javier Milei a Lula e ao Brasil.

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Eleições 2022: Lula e Bolsonaro evitam China, mas minerais estratégicos colocam o país no centro da disputa EUA-Pequim

Brasil na encruzilhada: A disputa pela influência da China e os minerais que podem definir o futuro A China, gigante econômica global, mal apareceu nos debates e discursos da campanha eleitoral brasileira. Temas como o caso Banco Master, conflitos com o STF e tarifas americanas dominaram o noticiário, relegando Pequim a um papel secundário, geralmente utilizado como munição retórica. Flávio Bolsonaro, por exemplo, criticou o governo Lula por, segundo ele, “lamber as botas da China”, mas ao mesmo tempo prometeu uma relação “pragmática economicamente” com o país asiático. Luiz Inácio Lula da Silva, por sua vez, elogiou a “ousadia dos investidores chineses” na América Latina durante entrevista ao Flow Podcast. Ambos os candidatos parecem acenar para a ideia de que o Brasil não precisa escolher entre Pequim e Washington, uma posição que, segundo analistas, dificilmente se sustentará no próximo mandato presidencial, independentemente de quem vença. Essa estratégia de neutralidade, que funcionou enquanto o comércio com a China se resumia a commodities como soja e minério de ferro, enfrenta novos desafios. A crescente demanda por minerais críticos, como as terras raras – essenciais para a fabricação de componentes eletrônicos, motores de carros elétricos e armamentos –, coloca o Brasil em uma posição estratégica de destaque. A China detém o controle de grande parte do refino desses minerais, e o Brasil possui a segunda maior reserva mundial, atrás apenas da própria China. Essas informações foram divulgadas pela fonte de conteúdo 1. Goiás: O laboratório da disputa por terras raras O estado de Goiás tem sido palco de intensas negociações e investimentos em terras raras. Em abril, a empresa americana USA Rare Earth adquiriu a mina de Serra Verde por cerca de US$ 2,8 bilhões. O Pentágono, órgão de defesa dos Estados Unidos, reforçou seu interesse no projeto com um investimento de US$ 750 milhões em agosto, pouco antes de a China apresentar uma proposta de parceria ao governo brasileiro. Paralelamente, a chinesa CMOC já opera em Goiás desde 2016, após a compra de minas de nióbio da Anglo American. Bolsonaro e a aliança com os EUA contra o domínio chinês Flávio Bolsonaro, em março, apresentou o Brasil em um encontro conservador em Dallas, nos Estados Unidos, como uma alternativa americana ao domínio chinês sobre minerais estratégicos. Segundo o site Amado Mundo, dias antes, um aliado de Bolsonaro teria apresentado a doadores ligados a Donald Trump um documento que visava criar uma cadeia de suprimentos paralela à chinesa. Embora o aliado tenha negado relação direta com a campanha, o documento ostentava a marca da campanha presidencial. Lula busca processamento local e enfrenta pressão de Washington O plano de Lula é que o minério seja processado no Brasil antes de ser exportado, buscando parcerias independentemente da origem. Uma lei sancionada em 16 de setembro criou um conselho ligado à Presidência para avaliar a participação estrangeira em projetos estratégicos. No entanto, essa postura de neutralidade não agrada a Washington, que em janeiro chegou a solicitar ao Itamaraty a revisão da venda de minas de níquel

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Sustentabilidade no Mercado Imobiliário: Como Certificações Geram Valor Real e Economia para Compradores e Construtoras

Sustentabilidade no Mercado Imobiliário: Desvendando o Valor Real e os Benefícios Tangíveis para Todos os Envolvidos Por muito tempo, a sustentabilidade no setor imobiliário foi vista principalmente como um selo ou um argumento de marketing. No entanto, a realidade é que as práticas sustentáveis já estão gerando valor concreto em diversas etapas do negócio, desde a concepção do projeto até a operação do imóvel. Para quem compra, a grande questão é entender como essa abordagem se traduz em ganhos práticos, seja no preço, nos custos de manutenção ou na valorização do patrimônio. Relatórios de sustentabilidade de construtoras e incorporadoras revelam que as soluções ambientais já demonstram efeitos econômicos significativos. Essas informações, cada vez mais detalhadas, permitem avaliar os impactos ambientais, sociais e de governança das empresas, além de suas metas e iniciativas. Conforme informações divulgadas pelas próprias companhias, as soluções voltadas para construções mais sustentáveis estão sendo empregadas e gerando resultados mensuráveis. A forma como esses ganhos se manifestam pode variar. Em alguns casos, a sustentabilidade permite otimizar o uso do terreno, possibilitando a construção de mais unidades. Em outros, o foco está na redução dos custos de produção ou de operação. Há também situações em que o ganho ainda é uma estimativa de projeto, sem comprovação de quanto efetivamente se converteu em economia para o comprador. A seguir, exploramos como essa transformação está acontecendo no mercado imobiliário. O Impacto das Certificações e o Ganho de Área Construída Um exemplo notável de como a sustentabilidade gera valor real vem da Cyrela. A empresa conseguiu erguer três pavimentos adicionais em dois edifícios em Porto Alegre, Félix Moinhos e Skyline Menino Deus, ao obter a classificação Diamante do Certificado de Sustentabilidade municipal. Este certificado reconhece empreendimentos com amplos critérios ambientais, como eficiência energética e gestão de resíduos. O resultado para a Cyrela foi um aumento no potencial construtivo dos terrenos, o que representou uma área adicional equivalente a R$ 55 milhões em Valor Geral de Vendas (VGV). Para o morador, a vantagem direta é o desconto de 10% no IPTU do imóvel, conforme as regras municipais. Este caso ilustra como a adoção de práticas sustentáveis pode se traduzir em benefícios econômicos tangíveis tanto para a incorporadora quanto para o futuro proprietário. Redução de Custos Operacionais e Eficiência Energética A economia gerada pela sustentabilidade muitas vezes se manifesta nas despesas do dia a dia. Incorporadoras relatam o uso de soluções como redutores de vazão, bacias com duplo acionamento, iluminação LED, medição individualizada de água, sensores de presença e reservatórios para água de chuva e reuso. A Cury, por exemplo, informa que 100% de seus empreendimentos possuem redutores de vazão e bacias com duplo acionamento, além de iluminação LED e elevadores de baixo consumo nas áreas comuns. No Condomínio Candeeiro, no Rio de Janeiro, a Cury substituiu chuveiros elétricos por aquecimento a gás, uma medida que visa reduzir o consumo de energia. A MRV, em seu relatório, também cita descargas inteligentes e redutores de vazão. A Direcional lista medidores individuais de água, bacias com

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Eleição no Brasil: Pesquisadora alerta que resultado definirá se América Latina seguirá Trump ou terá agenda própria

Eleição no Brasil pode definir o futuro da América Latina: alinhamento a Trump ou autonomia regional O resultado das eleições presidenciais no Brasil neste domingo (4) carrega um peso inédito para a América Latina, segundo a cientista política Guadalupe González. A especialista avalia que uma vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pode representar um freio para os planos dos Estados Unidos na região, enquanto a eleição de Jair Bolsonaro (PL) poderia significar um alinhamento quase completo a Washington. O que está em jogo, conforme a pesquisadora do Colégio do México, é a capacidade da América Latina de construir sua própria agenda nas próximas décadas, em contraste com a possibilidade de acatar um projeto dos EUA de restaurar sua esfera de influência. Essa dinâmica ganhou destaque na política externa de Washington desde o retorno de Donald Trump à Casa Branca. A importância do pleito brasileiro para os próprios Estados Unidos foi reforçada pelo próprio Donald Trump em declarações recentes. A análise de González, divulgada pela newsletter da Folha sobre América Latina, editada pela historiadora Sylvia Colombo, aponta para um cenário de redefinição de poder e influência no continente. A influência de Trump e a ascensão da direita na América Latina A eleição de Jair Bolsonaro, segundo González, viria em linha com outras vitórias da direita em países latino-americanos, como Rodrigo Paz na Bolívia, José Antonio Kast no Chile, Abelardo de la Espriella na Colômbia e Keiko Fujimori no Peru. Esse cenário poderia levar a um isolamento do México, país de origem da pesquisadora. Apesar da tendência observada, Guadalupe ressalta que a maioria da população latino-americana, cerca de 64%, é governada por administrações de centro e centro-esquerda. Apenas 35% a 36% são liderados por governos de direita ou centro-direita. Essa disparidade, segundo ela, evidencia a relevância da eleição no Brasil, um país com mais de 214 milhões de habitantes. Brasil como contrapeso estratégico e o declínio da ordem liberal Além do peso demográfico, o Brasil se destaca por sua influência em fóruns multilaterais fora da região, algo que o México, também governado pela esquerda, não possui com a mesma magnitude. González define o contrapeso do Brasil como aquele com a maior margem de manobra, citando sua participação em blocos como o Brics. O plano dos EUA de “restaurar a preeminência americana no Hemisfério Ocidental” ficou evidente na Estratégia de Segurança Nacional divulgada em novembro do ano passado. Para Guadalupe, testemunhamos um momento monumental: o fim de uma ordem liberal e multilateral na América Latina. Ela descreve os EUA como uma potência hegemônica em declínio, que está transitando de um modelo de persuasão e construção de regras para um de mudança de status quo pela força. Essa mudança, segundo ela, resulta em um mundo mais incerto, onde a dominação se baseia em cálculos imediatos. Insegurança como ferramenta política e a “miopia” dos governos latino-americanos Um exemplo claro dessa nova postura é a captura de Nicolás Maduro na Venezuela, vista como um uso unilateral da força com baixo custo político e militar

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Governo Lula em Corrida Contra o Tempo: Prazo do Imposto Seletivo Ameaça Entrar em Vigor em 2027 e Gera Incerteza no Setor Privado

Governo Lula corre contra o tempo para definir “tributo do pecado” e evitar adiamento em 2027 O Governo Federal está em uma corrida contra o relógio para definir as alíquotas do Imposto Seletivo, popularmente conhecido como “tributo do pecado”. O prazo final para a publicação da medida provisória que estabelece essas regras é neste sábado. Sem a definição até lá, a nova cobrança, prevista para janeiro de 2027, pode ser adiada, gerando insegurança jurídica e dificultando o planejamento financeiro das empresas brasileiras. A nova tributação tem como objetivo desestimular o consumo de produtos considerados prejudiciais à saúde e ao meio ambiente, além de gerar receita para o governo. O orçamento de 2027 prevê a arrecadação de quase 42 bilhões de reais com o Imposto Seletivo, o que reforça a importância de sua implementação dentro do prazo legal. A falta de clareza sobre as alíquotas e as regras de incidência do Imposto Seletivo causa apreensão no setor produtivo. Conforme apurado pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo, a indefinição impede que as empresas tomem decisões estratégicas sobre preços, contratos e investimentos, essenciais para a saúde financeira e a continuidade dos negócios. Atraso na definição das alíquotas pode adiar a cobrança do Imposto Seletivo Caso o governo não consiga publicar a Medida Provisória com as alíquotas do Imposto Seletivo até este sábado, a regra da noventena, que exige um intervalo de 90 dias entre a criação de um tributo e o início de sua cobrança, impedirá a entrada em vigor da nova taxa em 1º de janeiro de 2027. Esse adiamento frustra os planos de arrecadação previstos no orçamento e o objetivo de desestimular o consumo de produtos nocivos logo no início do ano. Indefinição das regras do Imposto Seletivo afeta o planejamento empresarial A falta de clareza sobre os valores a serem cobrados pelo Imposto Seletivo cria um cenário de incerteza para as empresas. Sem saber quanto será a carga tributária, torna-se difícil planejar precificação, renegociar contratos e definir estratégias de investimento. Especialistas recomendam que os empresários trabalhem com diferentes cenários e revisem cláusulas contratuais para se preparar para uma adaptação que poderá ser feita em curto prazo. Produtos que serão atingidos pelo Imposto Seletivo O Imposto Seletivo incidirá sobre bens e serviços que apresentem riscos à saúde humana ou ao meio ambiente. Entre os itens já confirmados estão cigarros, bebidas alcoólicas e veículos poluentes. Inicialmente, o setor de apostas on-line também seria tributado, mas essa possibilidade foi descartada após uma recente proibição determinada pelo governo. O intuito é que o tributo atue como um desincentivo ao consumo de produtos com altos custos sociais. Risco de validade jurídica do Imposto Seletivo preocupa empresas Um ponto de grande insegurança jurídica reside no fato de o governo ter optado por uma Medida Provisória (MP) para instituir o Imposto Seletivo. Embora a MP tenha força imediata, ela precisa ser aprovada pelo Congresso Nacional em até 120 dias para não perder a validade. Para que a cobrança ocorra em 2027, a MP precisa ser

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EUA já interferiram em 2 eleições no Brasil, aponta pesquisa: Entenda os casos de 1955 e 1962 e os indícios atuais

Pesquisa revela intervenções dos EUA em eleições brasileiras: Entenda os casos históricos e os indícios recentes. Uma pesquisa acadêmica revelou que os Estados Unidos já interferiram em ao menos duas eleições no Brasil, em 1955 e 1962. Os casos, documentados em relatórios oficiais da diplomacia americana e em depoimentos de ex-agentes da CIA, são apontados como tentativas fracassadas de influenciar o resultado eleitoral. O estudo, publicado no livro “Meddling in the Ballot Box”, mapeou intervenções de potências mundiais em eleições globais. A pesquisa analisou 187 intervenções dos EUA, Rússia e antiga União Soviética em eleições presidenciais ou parlamentares em todo o mundo, entre 1946 e 2014. Segundo o cientista político Dov H. Levin, autor do estudo e professor na Universidade de Hong Kong, a cada oito eleições nacionais analisadas no período, uma sofreu algum tipo de intervenção. A pesquisa, conforme divulgada pelo jornal O Globo, traz detalhes sobre as ações americanas no Brasil e discute possíveis influências em processos eleitorais futuros, como o de 2026. Intervenções históricas: JK e João Goulart no foco americano Em 1955, a candidatura de Juscelino Kubitschek, visto como simpático aos soviéticos, foi o alvo da intervenção americana. Os EUA atenderam a um pedido do adversário de JK, Juarez Távora, concedendo um empréstimo de US$ 75 milhões para estabilizar a economia. No entanto, a manobra não surtiu efeito, e Kubitschek foi eleito presidente. Já em 1962, a preocupação americana se voltou para João Goulart e o que Washington percebia como um avanço de tendências de esquerda no Brasil. De acordo com a pesquisa de Levin, a CIA teria destinado cerca de US$ 8 milhões para financiar campanhas de grupos e políticos que se opunham a Goulart. Assim como no caso anterior, essa intervenção também não obteve sucesso. Levin afirma a veracidade das intervenções passadas Dov H. Levin enfatiza a confiabilidade das informações sobre as intervenções ocorridas no Brasil. “Nesses dois casos, sabemos com segurança que as intervenções aconteceram, com base em fontes muito confiáveis. Não se trata de teoria da conspiração ou desinformação”, declarou o pesquisador. Ele ressalta que as intervenções americanas foram classificadas como clandestinas ou abertas e puderam envolver financiamento de campanhas, disseminação de informações negativas contra adversários, assistência técnica e estratégica, ameaças, alteração de ajuda externa, entre outras pressões. Indícios de interferência em 2026 e a Guerra Tarifária Para as eleições de 2026 no Brasil, o pesquisador aponta indícios que poderiam se enquadrar em modelos de interferência estrangeira, mas ressalta a ausência de provas concretas sobre a intenção por trás das ações americanas. Ele menciona a guerra tarifária e a classificação de facções brasileiras como organizações terroristas. “Algumas dessas ações certamente seriam classificadas como interferência se soubéssemos com certeza que essa era a intenção. O problema é que ainda não sabemos”, afirma Levin. Ele exemplifica que o uso de tarifas para favorecer uma candidatura ou prejudicar outra seria uma clássica forma de intervenção, contudo, a ameaça tarifária de Trump já ocorreu por motivos não eleitorais. Tensões recentes e o papel das redes sociais

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Agenda Presidencial 2026: Veja os Atos de Campanha de Lula, Flávio Bolsonaro e Outros Candidatos na Sexta-Feira de Eleições

Agenda Presidencial 2026: Candidatos Intensificam Campanhas em Vésperas do Primeiro Turno A sexta-feira (2) marcou um dia agitado na corrida presidencial de 2026, com candidatos percorrendo diversas cidades brasileiras em busca de votos. Caminhadas, comícios e entrevistas foram as principais ferramentas utilizadas na reta final antes do primeiro turno. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição, esteve no Rio de Janeiro e em Belo Horizonte, focando em públicos específicos e defendendo investimentos em áreas cruciais para o país. Outros postulantes também movimentaram suas agendas, buscando consolidar apoio e apresentar suas propostas. A campanha eleitoral de 2026 segue a todo vapor, e a sexta-feira de atividades dos presidenciáveis, conforme divulgado pelo g1, reflete a urgência em conquistar a preferência do eleitorado antes da decisão nas urnas. Lula em Ação: Carreata no Rio e Defesa de Universidades em BH No Rio de Janeiro, o presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva, participou de uma carreata que percorreu o centro da cidade, incentivando a participação dos eleitores, especialmente os com mais de 70 anos, cujo voto é facultativo. Lula destacou a importância do voto para o futuro, afirmando que “Se não tiver mais vontade de votar por ela, tem os filhos, os netos, os bisnetos. É importante”. Em Belo Horizonte, o candidato petista focou sua agenda na defesa de investimentos em universidades públicas e na ciência. O discurso ressaltou a relevância dessas áreas para o desenvolvimento do país, buscando o apoio de setores acadêmicos e científicos. Flávio Bolsonaro e Ronaldo Caiado: Mobilização em Minas e Goiás Flávio Bolsonaro, candidato pelo PL, participou de um ato de campanha em Montes Claros, Minas Gerais, acompanhado pelo candidato a deputado federal Nikolas Ferreira. O evento buscou reforçar a base de apoio no estado em um momento crucial da campanha presidencial de 2026. Em Goiás, Ronaldo Caiado (PSD) concentrou suas atividades em Goiânia, com caminhadas e um bandeiraço. Durante sua agenda, Caiado criticou a isenção de impostos para compras internacionais de até US$ 50 e defendeu que um benefício semelhante seja estendido aos empresários brasileiros, argumentando que “Se está dando 100% de isenção até US$ 50, que seja dado também a nós que estamos produzindo no Brasil”. Outros Candidatos e Agendas A sexta-feira também contou com a participação de outros candidatos. Rui Costa Pimenta (PCO) encerrou sua campanha em São Paulo, enquanto Samara Martins (UP) realizou um comício e caminhada no Recife. Wilson Grassi (Democrata) concedeu entrevista à Sputnik Brasil. Augusto Cury (Avante) esteve em Brasília para um ato contra a interferência nas eleições, criticando decisões judiciais e propondo um pacto com os poderes Legislativo e Judiciário. “Numa democracia, o Judiciário representa o alicerce. Ele é o guardião da Constituição, mas ele não pode interferir”, declarou Cury. Edmilson Costa (PCB) concedeu entrevistas a uma rádio em Cidade de Goiás e a um canal do YouTube. Hertz Dias (PSTU) participou de uma caminhada no centro de São Paulo. Renan Santos (Missão) gravou um podcast e participou de coletiva de imprensa na capital

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China Supera EUA na América Latina: Pesquisa Revela Mudança Histórica na Percepção Regional

América Latina Vira a Mesa: China Ganha Preferência Sobre os EUA em Nova Pesquisa Uma reviravolta significativa na geopolítica latino-americana foi revelada por uma pesquisa recente, mostrando que a China agora detém uma imagem mais positiva na região do que os Estados Unidos. Este é um marco histórico, considerando a tradicional aliança pró-americana da América Latina. A pesquisa Latinobarômetro, que abrange 17 países, aponta para uma diminuição na percepção favorável dos EUA, especialmente desde o retorno de Donald Trump à Casa Branca. Paralelamente, a influência chinesa tem crescido, superando a americana em termos de aprovação popular. O estudo, divulgado com exclusividade pela The Economist, também aborda a ascensão de líderes de direita na região, muitos inspirados pelo estilo de Trump, e a persistente busca por segurança e estabilidade em meio a desafios econômicos e sociais. Conforme informação divulgada pela The Economist, a pesquisa Latinobarômetro indica essa mudança de percepção. Declínio da Imagem Americana na Região A visão dos latino-americanos sobre os Estados Unidos piorou consideravelmente. A parcela da população com opinião favorável aos EUA caiu de 73% em 2024 para 63% na mais recente pesquisa. Esse declínio é atribuído, em parte, à postura agressiva de Donald Trump em relação à região, vista por ele como área de domínio americano. Embora a captura de Nicolás Maduro, organizada por Trump, tenha tido alta aprovação (69%), apenas 35% acreditam que a intervenção americana trará benefícios para a Venezuela. Quase dois terços dos entrevistados desaprovam a condução das relações internacionais por Trump, evidenciando um descontentamento generalizado. China Ascende como Potência de Influência Favorável Pela primeira vez, a influência chinesa é vista de maneira mais favorável do que a americana na América Latina. A pesquisa aponta que 65% dos latino-americanos consideram a influência chinesa positiva, contra 57% para os Estados Unidos. Essa mudança reflete um interesse crescente nas relações comerciais e de investimento com a China. A China tem expandido sua presença econômica na região através de investimentos em infraestrutura e acordos comerciais, o que tem sido percebido positivamente por muitos países. Essa estratégia contrasta com a abordagem mais confrontadora dos EUA sob a administração Trump. Ascensão da Nova Direita e o Legado de Bukele A pesquisa Latinobarômetro também destaca a popularidade de figuras como Nayib Bukele, presidente de El Salvador. Sua abordagem linha-dura no combate ao crime, mesmo com controvérsias sobre o enfraquecimento de instituições democráticas, ressoa com parte da população latino-americana que anseia por segurança. Muitos candidatos de direita na região têm adotado plataformas semelhantes, prometendo erradicar o crime e a insegurança. Esse apelo por ordem e controle tem impulsionado vitórias eleitorais de direita em diversos países, como na Colômbia e em El Salvador. Democracia e Desafios Econômicos na América Latina Apesar da admiração por líderes autoritários, metade dos entrevistados na pesquisa ainda acredita na democracia. O apoio às instituições democráticas se estabilizou em um patamar mais baixo após a crise econômica da década de 2010, mas permanece relevante. A insatisfação com o funcionamento prático da democracia é generalizada, com parlamentos sendo particularmente

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Lula é a Última Esperança da Esquerda na América Latina: Influenciadores Lamentam Não Poder Votar no Brasil

Esquerda Latino-Americana Vê no Brasil Refúgio Contra Onda Conservadora e Lamenta Não Poder Votar em Lula A onda conservadora que varre a América Latina tem levado muitos influenciadores e ativistas progressistas a olhar para o Brasil com esperança. Diante da derrota de seus campos políticos em seus próprios países, muitos expressam nas redes sociais o desejo de poder, de alguma forma, influenciar o resultado das eleições brasileiras, demonstrando apoio a Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Frases como “Mood: pensando em como votar pelo Lula com documento colombiano” e “Como não vou poder votar no Lula se eu vi Avenida Brasil?” viralizam em plataformas digitais. Esses desabafos refletem a frustração de quem vê no Brasil um possível freio para o avanço da direita na região, onde, desde o início de 2025, a esquerda perdeu espaço em diversas nações. O Brasil, juntamente com Uruguai, México e Guatemala, representa um dos poucos redutos de governos de esquerda na América do Sul. Essa constatação, vinda de fontes como o ator argentino Lucas Tresca, destaca a importância estratégica da eleição brasileira para o futuro político do continente. Conforme informação divulgada por esses influenciadores, o Brasil é visto como a “última esperança na América Latina de continuar tendo um governo de esquerda”. Argentina Critica Relações com Brasil e Apoia Flávio Bolsonaro O presidente argentino, Javier Milei, figura ultraliberal e um dos mais vocais apoiadores de Flávio Bolsonaro na região, abriu uma crise diplomática com o Brasil no final de julho. Após atacar autoridades brasileiras, incluindo Lula, durante um evento em São Paulo, as relações diplomáticas entre os dois países foram rebaixadas. “É aí que você percebe que a Argentina está nas mãos de um sujeito que não tem juízo”, comentou Lucas Tresca, criticando a postura de Milei. Tresca, que se manifestou em apoio a Lula, ressaltou a importância econômica e geográfica da relação entre Brasil e Argentina. “Não dá para romper relações com o seu principal parceiro econômico — e que, além disso, é o país vizinho, que está logo ao seu lado”, afirmou o argentino, que vive sob o governo de Milei desde 2023. Colômbia Lamenta Retrocessos em Direitos e Vê Lula como Aliado Andre Arcos, estudante de direito colombiano e ativista LGBT+, também se manifestou sobre a importância da eleição brasileira. Ele citou a frase de Lula na ONU, “O Brasil não cabe no quintal de ninguém”, como uma inspiração para seu vídeo de apoio. Arcos definiu as eleições em seu país, que levaram à vitória do ultradireitista Abelardo de la Espriella, como “uma das mais tristes”. O ativista colombiano destacou que o governo de Lula representa a continuidade das lutas sociais e a defesa dos direitos das populações LGBT+. A Colômbia, em setembro, deixou a Coalizão pela Igualdade de Direitos, uma organização internacional de direitos LGBTQIA+. “Já tenho uma trajetória de aproximadamente oito ou nove anos na luta social LGBT+, e isso foi uma das coisas que mais me atingiu”, disse Arcos, evidenciando a preocupação com retrocessos em direitos na região. Brasil

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Copiloto da Flydubai usou machado de emergência contra comandante em voo para Israel, revelam autoridades dos Emirados

Copiloto da Flydubai atacou comandante com machado em voo para Israel, dizem Emirados Árabes Unidos O copiloto de um voo da Flydubai com destino a Israel atacou o comandante da aeronave utilizando um machado de emergência, em vez de uma faca, conforme especulado anteriormente. A revelação foi feita pelas autoridades dos Emirados Árabes Unidos neste sábado (3), que classificaram o ato como uma tentativa de ataque terrorista. O incidente ocorreu na quarta-feira (30) e gerou grande apreensão. O copiloto, identificado como Hammam al-Hammami, cidadão de Omã, teria tentado assumir o controle da aeronave. As autoridades dos Emirados ainda não confirmaram oficialmente o nome do suspeito, e Omã não comentou o caso até o momento. O premiê de Israel, Binyamin Netanyahu, já havia afirmado que o copiloto passava por um processo de radicalização islâmica e era “claramente suicida”. Segundo reportagem do Wall Street Journal, o homem já havia sido proibido de pilotar em Omã devido a preocupações com sua ideologia, mas foi contratado pela Flydubai. Comandante reagiu e permitiu dominarem o agressor Apesar de ferido, o comandante do voo, o indiano Smit Machchhar, lutou contra o agressor e conseguiu abrir a porta da cabine. Essa ação permitiu que outros membros da tripulação e passageiros interviessem, conseguindo dominar o copiloto e evitar uma tragédia maior. Um piloto reserva da companhia, que estava a bordo, assumiu os comandos após o incidente. Ele realizou um pouso de emergência em Tabuk, no noroeste da Arábia Saudita, onde o copiloto foi detido. No dia seguinte, o suspeito foi transferido para Abu Dhabi, nos Emirados. Avião perdeu altitude rapidamente sobre território saudita Dados de rastreamento de voo, como os do Flightradar24, indicam que a aeronave perdeu aproximadamente 16.625 pés de altitude em pouco mais de 30 segundos enquanto sobrevoava o território saudita. Essa rápida descida reforça a gravidade do confronto na cabine. A maioria dos passageiros a bordo era de nacionalidade israelense. Autoridades de Israel devem participar da investigação, que está sendo conduzida pelos Emirados Árabes Unidos, com o objetivo de apurar os motivos e o histórico completo do copiloto. Investigação busca entender radicalização e histórico do copiloto A investigação em andamento visa esclarecer completamente os motivos que levaram o copiloto a cometer o ato. A possibilidade de radicalização ideológica, já levantada por autoridades israelenses e pela imprensa, é um ponto central. O fato de o copiloto ter sido previamente impedido de pilotar em Omã, mas ter sido contratado pela Flydubai para operar voos internacionais, incluindo rotas para Israel, levanta questões sobre os processos de contratação e verificação de antecedentes da companhia aérea. A Flydubai, companhia pertencente ao governo de Dubai, informou que não fará novos comentários sobre o caso enquanto a investigação estiver em curso. A cooperação entre as autoridades dos Emirados e de Israel é esperada para obter respostas completas sobre o incidente.

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