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Principais Matérias

Terremoto na Venezuela: Disputa Política Rodeia Número Real de Vítimas e Dimensão da Tragédia

Venezuela: A Tragédia do Terremoto e a Guerra de Narrativas sobre Vítimas A magnitude de uma tragédia como o terremoto na Venezuela geralmente atrai atenção global nos primeiros dias. No entanto, o impacto para os sobreviventes se estende muito além das manchetes iniciais, marcando o início de uma árdua jornada de busca por desaparecidos, reconstrução e, crucialmente, a disputa por narrativas e dados oficiais. Esta edição da Cercanías, newsletter da Folha sobre a América Latina, retorna ao evento para analisar as complexidades que emergem após o desastre. O foco principal recai sobre as incertezas em torno do número de afetados e vítimas, um ponto central na atual crise venezuelana. As informações sobre o terremoto na Venezuela, divulgadas pelo regime, têm sido questionadas por especialistas e pela imprensa internacional. Essa divergência de números não é meramente estatística, mas sim uma tentativa de compreender a real dimensão de um desastre em um país já fragilizado. Conforme aponta a matéria, a disputa pelos números rapidamente ganhou contornos políticos, com estimativas independentes sendo usadas para questionar se a extensão da tragédia está sendo minimizada pelas autoridades, conforme reportado pelo New York Times. Governo Venezolano e Números Oficiais Questionados O governo venezuelano afirma que o número de mortos ultrapassa 5.000. Contudo, especialistas em gestão de desastres alertam que o número real de vítimas pode nunca ser conhecido. A estimativa de desaparecidos também é considerada subdimensionada, dado o colapso de edifícios e bairros inteiros. Enquanto isso, grupos da sociedade civil continuam a trabalhar incansavelmente nos escombros em busca de corpos e desaparecidos. A líder interina, Delcy Rodríguez, defende a atuação das autoridades, afirmando que milhares de funcionários públicos e equipes de resgate foram mobilizados desde as primeiras horas após os terremotos, conforme noticiado pelo The Guardian. O governo rejeita a leitura de que a dimensão da tragédia estaria sendo minimizada. Desastres Revelam a Real Capacidade de um Regime O cientista político Javier Corrales, em artigo para o Journal of Democracy, propõe uma reflexão pertinente: grandes desastres não criam governos eficientes ou ineficientes, mas sim tornam visível o que eles já são. As primeiras semanas após os terremotos na Venezuela foram marcadas por dificuldades na coordenação de resgates, barreiras para o acesso de voluntários a áreas atingidas e um aparato estatal cuja capacidade de resposta foi intensamente escrutinada. A Fragilidade Exposta Pelo Terremoto na Venezuela Luz Mely Reyes, jornalista venezuelana e fundadora do site independente Efecto Cocuyo, em análise publicada no El País, descreve o terremoto como um evento que não apenas destruiu infraestrutura, mas também expôs dramaticamente a fragilidade do regime venezuelano. Nas primeiras 48 horas, famílias recorreram às redes sociais em busca de socorro, enquanto voluntários tentavam organizar resgates diante de um aparelho público incapaz de atender à escala da tragédia. Para Reyes, a remoção dos escombros é apenas parte do desafio. A reconstrução da Venezuela exigirá também a reconstrução de suas instituições. Ela apresenta propostas de intelectuais e especialistas venezuelanos para a criação de uma Junta de Emergência, visando um futuro mais resiliente para

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Escritórios e Galpões em Alta: Setor Imobiliário Corporativo Brasileiro Atinge Recordes Históricos de Ocupação

Mercado Imobiliário Corporativo Brasileiro Alcança Picos Históricos de Ocupação em Escritórios e Logística O mercado imobiliário corporativo no Brasil demonstra uma recuperação robusta, superando os desafios impostos pela pandemia. Relatórios recentes da consultoria JLL revelam que os segmentos de escritórios e o industrial, este último impulsionado pela logística, atingiram níveis de ocupação sem precedentes, marcando um novo cenário de escassez de espaços disponíveis nas regiões mais cobiçadas do país. A mudança de paradigma é notável, com a vacância em escritórios de alto padrão em São Paulo caindo para 13,1%, um índice inferior ao período pré-pandemia. A demanda aquecida resulta na falta de lajes corporativas com mais de 10 mil metros quadrados em áreas nobres como Faria Lima, Itaim Bibi e Paulista. Essa escassez é um reflexo de oito trimestres consecutivos de transações expressivas. No Rio de Janeiro, a situação é semelhante, com a taxa de vacância de escritórios de alto padrão despencando para 25,3%, o menor índice em 11 anos. Essa recuperação, detalhada pela JLL, indica uma virada no poder de negociação, favorecendo proprietários e impulsionando os preços, que acumulam alta significativa em ambos os mercados. Conforme informação divulgada pela JLL, o mercado imobiliário corporativo brasileiro entrou em um novo desafio: o de achar espaços disponíveis nos endereços mais disputados do país. Escritórios de Alto Padrão em São Paulo Sobem de Preço e Escasseiam Em São Paulo, a taxa de vacância para escritórios de padrão A ou superior atingiu 13,1% no segundo trimestre deste ano. Esse número, considerado historicamente baixo, já impacta a oferta de grandes lajes corporativas. Regiões como Faria Lima, Itaim Bibi e Paulista não dispõem mais de espaços com mais de 10 mil metros quadrados disponíveis, resultado de uma forte demanda que se mantém há oito trimestres. A consultoria JLL aponta que a região da Rebouças já zerou sua vacância, com a Amazon ocupando 39 mil metros quadrados no edifício Biosquare. Essa escassez pressiona os valores, com uma alta de 32,7% desde o primeiro trimestre de 2024, alcançando um valor médio de R$ 126 por metro quadrado. Rio de Janeiro Acompanha Tendência de Alta e Fim dos Descontos em Escritórios O mercado de escritórios no Rio de Janeiro também exibe forte recuperação. A taxa de vacância em empreendimentos de alto padrão caiu para 25,3%, o menor patamar em onze anos, segundo a JLL. O preço médio por metro quadrado na Orla, área de maior valorização, subiu 29,3% em um ano, chegando a R$ 77. A JLL destaca que, tanto em São Paulo quanto no Rio, as estratégias de descontos e carências para atrair inquilinos perderam força, com o mercado agora operando a favor dos proprietários devido à alta demanda. Setor Logístico Superaquece e Enfrenta Falta de Galpões O segmento industrial e logístico atravessa seu momento mais aquecido, com a vacância média nacional em apenas 5,5%. São Paulo registrou o menor índice histórico, com 5%, e Guarulhos, um polo logístico crucial, opera com vacância de apenas 1%. Este mercado, que dobrou de tamanho desde 2019, com crescimento médio

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Acordo Nuclear EUA-Arábia Saudita Acende Alerta em Israel: Corrida Armamentista no Horizonte do Oriente Médio?

EUA e Arábia Saudita firmam acordo nuclear histórico, gerando preocupação em Israel Os Estados Unidos e a Arábia Saudita anunciaram um acordo de cooperação nuclear para fins civis, um pacto considerado histórico e de longa duração. O Secretário de Energia americano, Chris Wright, e o Ministro de Energia saudita, príncipe Abdulaziz bin Salman, assinaram o acordo e um texto separado sobre salvaguardas. O Departamento de Energia dos EUA destacou que os acordos estabelecem a base jurídica para uma parceria multibilionária, promovendo objetivos econômicos e estratégicos, incluindo a não proliferação nuclear. No entanto, o anúncio gerou imediatas preocupações em Israel, que teme que a iniciativa possa desencadear uma perigosa corrida armamentista na região. A medida também evidencia uma nova dinâmica nas relações dos EUA na região, com Washington traçando um caminho que parece, em parte, independente das prioridades de Tel Aviv. A possibilidade de a Arábia Saudita enriquecer seu próprio combustível nuclear surpreendeu muitos em Israel, país que mantém um programa nuclear militar não declarado. Fontes do governo americano, que pediram anonimato, indicam que o objetivo é garantir que qualquer enriquecimento nuclear ocorra sob supervisão americana, evitando a transferência de tecnologia sensível para Riad e minimizando o risco de desvio para fins militares. O acordo, com duração prevista de 30 anos e avaliado em dezenas de bilhões de dólares, também visa dar às empresas americanas um papel central no desenvolvimento da infraestrutura nuclear saudita, excluindo concorrentes da Rússia e China. Israel vê deterioração de sua influência em Washington Figuras da oposição israelense e ex-autoridades classificaram o acordo como o mais recente sinal de deterioração da influência de Israel em Washington. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu havia pressionado por um conflito contra o Irã, posição que, segundo relatos, não era popular nos EUA. O ex-presidente Donald Trump chegou a chamar Netanyahu de “louco” por sua busca agressiva por guerra contra o Hezbollah, aliado iraniano. O acordo nuclear entre EUA e Arábia Saudita não foi comentado diretamente por Netanyahu. Contudo, o Ministro da Economia de Israel, Nir Barkat, tentou acalmar os ânimos, afirmando que Israel pode lidar com um programa nuclear saudita para fins civis, caso seja para necessidades energéticas pacíficas. Barkat também reiterou que a normalização das relações com a Arábia Saudita “ainda está em pauta” e que Netanyahu e Trump não tomariam medidas que colocassem Tel Aviv em risco. Preocupações com a proliferação e o monopólio nuclear israelense Israel detém, há anos, um suposto monopólio sobre armas nucleares na região, embora nunca tenha admitido possuir o armamento. O programa nuclear do Irã, principal rival de Israel, é visto por ambos os países como uma ameaça à segurança nacional. A preocupação agora é que o acordo com a Arábia Saudita possa encorajar outros países, como a Turquia, a desenvolverem seus próprios programas de enriquecimento nuclear, intensificando uma potencial corrida armamentista. Líderes da oposição israelense, como o ex-primeiro-ministro Naftali Bennett, alertaram que o enriquecimento de material nuclear em território saudita pode desencadear uma corrida nuclear com consequências desastrosas. Avigdor Liberman, ex-ministro da Defesa, ecoou

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Nicarágua sem Eleições: Ortega Planeja Fim do Processo Democrático com Apoio da Assembleia Nacional

Assembleia da Nicarágua inicia plano de Ortega para acabar com eleições no país A Nicarágua caminha para um futuro sem eleições, após o presidente Daniel Ortega anunciar sua intenção de encerrar o processo democrático no país. A Assembleia Nacional, controlada por seus aliados, já sinalizou que iniciará as análises necessárias para implementar essa diretriz. A declaração de Ortega, feita durante celebrações da Revolução Sandinista, visa impedir que partidos considerados “criados pelos ianques” cheguem ao poder. “Esqueçam! Não haverá mais eleições aqui para que eles possam tentar tomar o governo, tomar o poder”, afirmou o presidente. Essa medida era amplamente esperada, dada a forte influência de Ortega sobre os poderes no país, onde governa há quase duas décadas. A separação de poderes na Nicarágua é, na prática, uma formalidade, com o Legislativo frequentemente atendendo às antecipações e discursos do líder. Reforma Constitucional e Consolidação do Poder Familiar A história recente da Nicarágua mostra um padrão de alterações constitucionais para consolidar o poder. Em 2014, uma reforma aprovada pela Assembleia Nacional autorizou a reeleição presidencial por tempo indefinido, algo que já havia sido flexibilizado pela Suprema Corte, também sob influência de Ortega. Mais recentemente, em 2025, outra modificação na Constituição concedeu à sua esposa e vice-presidente, Rosario Murillo, o cargo de copresidente. Essa manobra é vista como uma estratégia para assegurar a permanência da família Ortega no poder, especialmente diante da saúde fragilizada do presidente, de 80 anos. Eleições Futuras e Classificação como Autocracia As próximas eleições presidenciais estavam previstas para 2027, após a extensão do mandato presidencial de cinco para seis anos. Contudo, o processo eleitoral na Nicarágua já era questionado há tempos. Desde 2008, o instituto V-Dem, referência global em classificação de regimes políticos, classifica o país como uma **autocracia eleitoral**. Essa classificação é atribuída a regimes que realizam eleições multipartidárias, mas onde a votação não é considerada livre nem justa. Denúncias de **fraudes eleitorais** são recorrentes desde 2008. No pleito presidencial de 2021, todos os opositores com chances reais de vitória foram presos antes da votação. Atualmente, muitos críticos do regime foram forçados ao exílio ou perderam a nacionalidade nicaraguense, punidos por serem considerados “traidores da pátria”. A decisão de acabar com as eleições aprofunda a autocratização do país, gerando protestos internacionais. Reações Internacionais e Condenação do Regime A comunidade internacional reagiu com preocupação às novas medidas. O secretário de Estado americano, Marco Rubio, declarou que a proposta “revela a verdadeira natureza autoritária” do regime de Ortega e Murillo. Ele apelou para que a comunidade internacional se una em demonstrações de que a ditadura não pode esperar manter relações comerciais normais enquanto frustra os princípios democráticos do hemisfério. O chefe de direitos humanos da ONU, Volker Turk, também se pronunciou, afirmando que os acontecimentos “aprofundam ainda mais as severas restrições às liberdades fundamentais, o desmantelamento do espaço cívico e a erosão constante do Estado de Direito”. Ele reiterou a importância do direito de votar e de se candidatar a cargos públicos para todas as convicções políticas, em conformidade com

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Câmara dos EUA aprova orçamento recorde de R$ 5,8 tri para defesa em meio a debates acirrados sobre prioridades

Câmara dos EUA aprova orçamento recorde de R$ 5,8 tri para defesa em meio a debates acirrados sobre prioridades A Câmara dos Deputados dos Estados Unidos aprovou, em uma votação apertada, um orçamento de defesa sem precedentes para o ano fiscal de 2027. A Lei de Autorização de Defesa Nacional (NDAA) autoriza um gasto de US$ 1,15 trilhão (aproximadamente R$ 5,8 trilhões) para as Forças Armadas, um valor que já gera intensos debates no país. A proposta, que ainda precisa ser votada no Senado, passou na Câmara com 216 votos a favor e 212 contra. A divisão na votação refletiu as profundas divergências partidárias, com a maioria dos republicanos apoiando a medida e a maioria dos democratas se opondo a ela. Essa oposição se intensifica em um momento de cortes em programas sociais. Os democratas expressaram preocupação com o montante destinado ao Pentágono, argumentando que ele contrasta com a redução de verbas para áreas sociais. Além disso, a impopular guerra com o Irã, que já consumiu US$ 37,5 bilhões dos cofres americanos, também é um ponto de discórdia significativo. Conforme informação divulgada pela Câmara dos Deputados dos Estados Unidos. Republicanos defendem investimento massivo em defesa Em contrapartida, os defensores do orçamento argumentam que os trilhões de dólares são essenciais para fortalecer as Forças Armadas diante dos conflitos globais. Eles citam a necessidade de financiar o desenvolvimento de novos sistemas de defesa, a aquisição de equipamentos modernos e a garantia de benefícios para os militares, como aumentos salariais de até 7% e melhorias nas moradias para tropas e suas famílias. O orçamento proposto para 2027 representa um aumento substancial em relação aos quase US$ 1 trilhão planejados para 2026. O governo Trump já havia sinalizado a intenção de solicitar um aumento de 50%, elevando os gastos militares para US$ 1,5 trilhão. Essa projeção, se concretizada, tornaria as Forças Armadas americanas mais caras que a soma dos exércitos de diversos países importantes, segundo o Instituto Internacional de Pesquisa para a Paz de Estocolmo (Sipri). Para contextualizar, o orçamento do Ministério da Defesa brasileiro para o mesmo período é de cerca de R$ 145,7 bilhões, representando apenas 2,5% do valor aprovado nos EUA. Essa disparidade evidencia a magnitude do investimento americano em sua capacidade militar. Democratas criticam cortes sociais e ampliação de cooperação com Israel Um dos pontos de maior preocupação para os democratas é a inclusão de uma disposição que visa expandir a cooperação tecnológica militar entre os EUA e Israel. Essa medida vai de encontro aos apelos de muitos cidadãos americanos que defendem a redução do apoio do país ao governo israelense, especialmente em um contexto de tensões regionais. A votação também envolveu a aprovação de um plano orçamentário separado, que abre caminho para gastos adicionais de US$ 95 bilhões. Esses recursos, se aprovados, enviariam mais US$ 60 bilhões ao Pentágono, destinados, segundo o republicano Jodey Arrington, a apoiar as tropas em “prontidão básica de campo de batalha, munição e bombas para terminar o trabalho e voltar para casa em segurança

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Trump aprova acordo nuclear com Arábia Saudita: Enriquecimento de urânio em Riad sob supervisão americana gera debates e preocupações

Acordo Nuclear Histórico entre EUA e Arábia Saudita: Potencial para Enriquecimento de Urânio sob Vigilância Americana O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, autorizou um acordo de cooperação nuclear civil com a Arábia Saudita, que pode, no futuro, permitir o enriquecimento de urânio em território saudita. A informação foi divulgada pelo jornal The Wall Street Journal (WSJ), com base em declarações de autoridades do governo americano. O pacto, com duração prevista de 30 anos, tem um valor estimado em dezenas de bilhões de dólares e visa dar às empresas americanas um papel central no desenvolvimento da infraestrutura nuclear saudita, excluindo concorrentes da Rússia e da China. Segundo o WSJ, o acordo estipula que companhias dos EUA poderiam construir uma planta de enriquecimento de urânio no país. Isso dependeria de um estudo conjunto entre os dois governos, com prazo de dois anos, para avaliar a viabilidade comercial da etapa. Caso os Estados Unidos vetem o avanço do enriquecimento após o estudo, a Arábia Saudita ficaria impedida de buscar essa capacidade sozinha ou com outro parceiro estrangeiro pelos dez anos seguintes. A intenção, segundo autoridades da administração Trump citadas na reportagem, é garantir que qualquer enriquecimento futuro ocorra sob supervisão americana. Esse arranjo tem como objetivo impedir a transferência de tecnologia sensível para Riad e reduzir o risco de desvio de material para fins militares. O acordo está programado para ser assinado nesta quarta-feira (22) pelo secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, e pelo ministro de Energia saudita, príncipe Abdulaziz bin Salman. Após a assinatura, o texto será enviado ao Congresso americano para análise, embora a aprovação parlamentar seja considerada desafiadora, pois exigiria uma maioria de dois terços para superar um eventual veto presidencial. Preocupações com Proliferação Nuclear e a Posição Saudita O acordo é considerado sensível devido à recusa da Arábia Saudita em aderir ao chamado “protocolo adicional” da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), que permite inspeções mais rigorosas. Além disso, o reino não aceitou o compromisso conhecido como “padrão-ouro”, adotado pelos Emirados Árabes Unidos, de nunca enriquecer urânio nem reprocessar combustível nuclear em solo próprio. Essa postura levanta preocupações sobre a proliferação nuclear na região, especialmente em um contexto de instabilidade no Oriente Médio. Robert Einhorn, ex-autoridade do Departamento de Estado com experiência em não proliferação, destacou ao WSJ que o acordo pode revitalizar a indústria nuclear americana e fortalecer os laços com Riad. Contudo, ele alertou que, sem restrições adequadas sobre o enriquecimento, o risco de proliferação no Oriente Médio e além pode aumentar. Henry Sokolski, diretor-executivo do Centro Educacional de Política de Não-Proliferação, previu que o movimento saudita pode ser seguido por outros países da região, como Emirados Árabes Unidos, Turquia e Egito, classificando a ideia de um desfecho tranquilo como “delirante”. Diferenças com Governos Anteriores e o Contexto Regional O WSJ também aponta uma diferença em relação à gestão anterior de Joe Biden, que condicionava qualquer cooperação nuclear com os sauditas à normalização das relações do reino com Israel. Esse processo foi interrompido após o

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Lula anuncia R$ 18,5 bilhões para combater tarifas dos EUA e diz “há males que vêm para o bem”

Governo brasileiro destina R$ 18,5 bilhões para empresas prejudicadas por tarifas dos EUA O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta quarta-feira (22) um pacote de R$ 18,5 bilhões para socorrer empresas brasileiras afetadas pelas novas tarifas impostas pelos Estados Unidos. A medida faz parte da terceira fase do Plano Brasil Soberano, e a visão do governo é que a situação, apesar de adversa, pode fortalecer a economia nacional. Em discurso durante o lançamento do plano, Lula enfatizou a ideia de que “há males que vêm para o bem”, comparando a crise a oportunidades para encontrar novas saídas e fortalecer o país. Ele ressaltou que o Brasil não se curvará às pressões americanas, mas buscará novas estratégias e mercados. “Na economia, nós também provamos que, ao invés de ficar chorando, precisamos encontrar saídas”, declarou o presidente. A declaração foi feita após o Brasil tentar negociações com os EUA sem sucesso, segundo o presidente, que apontou a falta de reciprocidade nas conversas. Brasil busca fortalecer a economia diante de tarifas americanas O presidente Lula afirmou que a imposição de tarifas pelos Estados Unidos, longe de prejudicar o Brasil, pode incentivar o país a buscar novos parceiros comerciais e a se tornar mais resiliente. Ele destacou que o Brasil tentou negociar com os EUA, mas não encontrou reciprocidade nas propostas apresentadas. “Ninguém vai ganhar do Brasil mentindo. Nós estamos na mesa de negociação, já mandamos vários documentos e propostas, eu pessoalmente fui aos Estados Unidos, a gente nunca encontrou reciprocidade na conversa”, explicou Lula. Ele garantiu que a medida não aumentará o antagonismo entre os países, pois o Brasil continuará aberto ao diálogo. Pacote de R$ 18,5 bilhões visa reerguer setores afetados O socorro financeiro anunciado pelo governo será viabilizado por uma medida provisória e conta com R$ 13,5 bilhões do Tesouro Nacional, além de R$ 5 bilhões provenientes do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Esses recursos poderão ser utilizados para diversas finalidades, como capital de giro, aquisição de bens de capital e investimentos produtivos. A nota oficial do governo detalha que os fundos também podem ser empregados em inovação tecnológica, adaptação de produtos e processos, e na prospecção e abertura de novos mercados. O alcance do programa foi ampliado pelo Congresso Nacional, incluindo setores como agricultura, pecuária, mineração e cooperativas. Plano Brasil Soberano se expande para atender novas demandas O Plano Brasil Soberano, agora em sua terceira fase, visa amparar empresas prejudicadas não apenas pelas tarifas americanas, mas também por conflitos internacionais. Um foco especial recai sobre as empresas que exportam para países do Oriente Médio, buscando mitigar os impactos negativos dessas tensões geopolíticas. Lula sancionou o projeto de lei que criou as linhas de financiamento do plano, que agora abrange um espectro mais amplo da economia. A iniciativa reflete a estratégia do governo em proteger e impulsionar a indústria nacional, promovendo a **soberania econômica** do Brasil em um cenário global desafiador. Brasil confiante na vitória em embates comerciais O presidente Lula expressou confiança de que o

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Inteligência Artificial: Disputa China x EUA em IA repete dilemas da corrida nuclear e molda futuro geopolítico

A Inteligência Artificial como Nova Fronteira: Uma Análise da Estratégia Sino-Americana A crescente rivalidade entre Estados Unidos e China no campo da Inteligência Artificial (IA) tem sido comparada à tensa corrida armamentista nuclear da Guerra Fria. Essa analogia, conforme apontado pelo The New York Times, revela abordagens distintas e potencialmente decisivas para o futuro da tecnologia e das relações internacionais. Enquanto a potência americana adota uma postura de cautela extrema, considerando os modelos de IA mais avançados como equivalentes a armas nucleares, a China parece enxergar essas mesmas tecnologias como ferramentas de diplomacia e soft power, semelhantes ao programa “Átomos para a Paz” que disseminou a energia nuclear civil pelo mundo. Essa divergência de perspectivas não é apenas acadêmica, mas tem implicações concretas na forma como a IA é desenvolvida, compartilhada e utilizada globalmente. Acompanhe os detalhes dessa disputa que pode definir o século XXI. A Visão Americana: IA como Potencial Ameaça Existencial Os Estados Unidos, impulsionados por preocupações de segurança nacional e pela aceleração do desenvolvimento de IA na China, têm adotado uma abordagem de controle rigoroso. A indústria de tecnologia americana e o governo veem os modelos de IA mais poderosos com grande apreensão, equiparando-os a armas de destruição em massa que exigem vigilância constante e restrições de exportação. A comparação com a era Oppenheimer, do desenvolvimento da bomba atômica, é frequente entre os líderes do setor. O temor é que a China possa usar essas tecnologias para obter vantagens estratégicas e militares, ou que modelos de IA descontrolados representem riscos à segurança global. Essa mentalidade leva a um forte debate sobre regulamentação e a necessidade de salvaguardas robustas, impedindo a disseminação irrestrita de modelos avançados, similarmente a como se controla a proliferação de armas nucleares. A Abordagem Chinesa: IA como Motor de Crescimento e Influência Em contraste, a China parece tratar seus avanços em IA como um trunfo geopolítico a ser compartilhado e comercializado. Empresas chinesas, como a Moonshot AI com seu modelo Kimi K3, têm optado por disponibilizar suas tecnologias em código aberto, buscando maximizar a adoção e minar a liderança das gigantes americanas. A abordagem chinesa desconsidera, em grande parte, as preocupações americanas com riscos e controles de exportação. Essa estratégia visa não apenas impulsionar o crescimento econômico e tecnológico interno, mas também expandir sua influência global. Ao democratizar o acesso a modelos de IA poderosos, a China busca criar um ecossistema favorável e, ao mesmo tempo, deixar que os EUA lidem com as preocupações de segurança e as potenciais consequências negativas. Um Jogo Duplo ou Uma Aposta Estratégica? A estratégia chinesa de código aberto pode ser interpretada de diferentes maneiras. Uma delas é a aposta de que os riscos da IA são manejáveis e que a tecnologia se tornará uma ferramenta comum, onde o acesso amplo é mais vantajoso do que o controle restrito. Nesse cenário, a China busca consolidar sua posição e superar a vantagem americana. Outra leitura, mais cínica, sugere uma aposta dupla. Se a IA se mostrar menos disruptiva do que

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Guerra Esquecida em Mianmar: Colapso Silencioso e Crise Humanitária Longe dos Holofotes Globais

Mianmar em Colapso: A Guerra Civil Esquecida que Devasta o Sudeste Asiático Longe dos noticiários internacionais que focam em Ucrânia, Irã e outros cenários de conflito, Mianmar, uma nação do Sudeste Asiático com cerca de 50 milhões de habitantes, encontra-se em um estado de colapso silencioso e alarmante. Uma guerra civil feroz se desenrola no interior do país, com grupos rebeldes enfrentando desvantagens significativas em armamento e pessoal contra as forças militares. Civis que apoiam a resistência sofrem ataques implacáveis desde o golpe militar de 2021. Os generais de Mianmar restauraram a ditadura militar, fraturaram a nação e desencadearam uma crise humanitária de proporções devastadoras, conforme reportado pelo jornal americano New York Times, que viajou a uma região controlada por rebeldes em Anyar, centro do país. A Rebelião em Anyar: Um Reduto de Resistência Isolado Anyar, uma região central de Mianmar, tornou-se um dos redutos mais formidáveis da resistência armada contra os militares. Historiamente, a área era um bastião de apoio aos militares, mas o golpe de 2021 reverteu essa tendência, unindo a maioria étnica Bamar contra a junta. Desde o golpe, forças antimilitares tomaram o controle de mais da metade do país. Alguns grupos rebeldes declaram que lutam pela democratização de Mianmar, estabelecendo escolas e hospitais em territórios autodenominados “Mianmar Livre”, na esperança de expandir essas zonas e forçar os militares a ceder o controle. Ao contrário das zonas de fronteira, que possuem linhas de abastecimento internacionais, Anyar está isolada, sofrendo o peso da fúria militar sem acesso facilitado a armas ou inteligência. A reportagem do New York Times descreveu o interior como um cenário apocalíptico, com ataques aéreos caóticos e impiedosos. O Custo Humano da Guerra: Milhares de Mortos e Deslocados O líder da junta militar, Min Aung Hlaing, consolidou seu poder ao assumir a presidência após eleições controladas, enquanto a líder civil deposta, Aung San Suu Kyi, foi transferida para prisão domiciliar. Em abril, o número mensal de mortes de civis atingiu o pico desde o golpe. Segundo as Nações Unidas, nos últimos cinco anos, mais de 90 mil civis e combatentes foram mortos em Mianmar, e 3,7 milhões de pessoas foram deslocadas. O país foi o segundo mais afetado por conflitos no ano passado, de acordo com o monitor Acled. O porta-voz militar, general Zaw Min Tun, negou as acusações de ataques indiscriminados, afirmando que os bombardeios foram baseados em “informações sólidas” sobre alvos militares legítimos, classificando relatos de mortes civis como “propaganda”. A Vida Sob Ataque: Minas, Bombas e a Luta pela Sobrevivência A reportagem testemunhou a frequência aterrorizante dos ataques aéreos em Anyar, com girocópteros e drones lançando cargas mortais sobre vilarejos. Apenas em março, cerca de 240 ataques aéreos mataram mais de 400 pessoas, muitas em Anyar. Moradores relatam a destruição de casas, a colocação de minas terrestres após a partida dos soldados e um sentimento de abandono. “Os estrangeiros sabem o que está acontecendo conosco?”, questionou um morador, enquanto varria os escombros de sua casa incendiada. A viagem até a linha de

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Naufrágio na Guiana: 53 mortos em balsa com drogas e superlotação, autoridades investigam pior desastre marítimo em décadas

Naufrágio na Guiana: 53 mortos confirmados em pior desastre marítimo em décadas, piloto com drogas é preso O número de mortos após o naufrágio de uma balsa na costa da Guiana subiu para 53, informaram nesta terça-feira (21) as autoridades do país. As buscas por sobreviventes continuam, com 76 pessoas já resgatadas e 50 ainda desaparecidas. O acidente com a embarcação MV Barima, que transportava 179 pessoas, é considerado o pior desastre marítimo da Guiana em décadas. A balsa partiu da capital, Georgetown, na noite de sábado (18), com destino a Port Kaituma, um vilarejo na região de Essquibo. Este local na floresta amazônica só é acessível por rio, e as embarcações que saem da capital geralmente navegam pelo mar antes de entrar nas vias fluviais. A embarcação virou em alto-mar poucas horas após a partida. As causas do naufrágio ainda estão sob investigação pelas autoridades. Entre as hipóteses levantadas estão a superlotação, já que o manifesto indicava apenas 133 passageiros, a idade avançada do navio, construído em 1939, e o possível uso de drogas pela tripulação. Conforme informação divulgada pelas autoridades, o piloto e outro tripulante foram presos após um exame de sangue confirmar a presença de THC, princípio ativo da maconha, em seus organismos. Pior desastre marítimo em décadas na Guiana é investigado O ministro de Obras Públicas da Guiana, Juan Edghill, classificou o acidente como o “pior desastre marítimo” do país em décadas. Mergulhadores da Guiana Francesa, país vizinho, estão auxiliando nas buscas, juntamente com 16 barcos da guarda costeira e outras organizações. Edghill afirmou que o governo terá “tolerância zero para tripulantes que bebem ou usam drogas no serviço” e que o caso será levado a sério. Superlotação e drogas são hipóteses para o naufrágio O presidente da Guiana, Irfaan Ali, visitou uma cidade próxima ao local do acidente e conversou com familiares das vítimas, que aguardam ansiosamente por notícias de seus entes queridos. A balsa MV Barima transportava 179 pessoas, mas o manifesto registrava apenas 133 passageiros, indicando um possível caso de **superlotação**. A investigação também apura se o uso de drogas pela tripulação contribuiu para a tragédia. Região de Essquibo, palco do desastre, é rica em petróleo e alvo de disputa A região de Essquibo, onde fica Port Kaituma, é conhecida por sua riqueza em petróleo e corresponde a 70% do território da Guiana. Esta área é alvo de uma disputa territorial entre a Guiana e a Venezuela, que reivindica a região com base em alegações históricas. A Guiana, por sua vez, tem uma população de pouco menos de 1 milhão de habitantes e busca garantir sua soberania sobre o território. Buscas continuam por desaparecidos em naufrágio trágico As operações de busca e resgate na costa da Guiana continuam intensas na tentativa de encontrar os 50 desaparecidos no naufrágio da balsa MV Barima. As autoridades reiteram o compromisso em apurar todas as circunstâncias que levaram a este trágico evento, que chocou o país e trouxe grande comoção aos familiares das vítimas. A colaboração internacional

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Terremoto na Venezuela: Disputa Política Rodeia Número Real de Vítimas e Dimensão da Tragédia

Venezuela: A Tragédia do Terremoto e a Guerra de Narrativas sobre Vítimas A magnitude de uma tragédia como o terremoto na Venezuela geralmente atrai atenção global nos primeiros dias. No entanto, o impacto para os sobreviventes se estende muito além das manchetes iniciais, marcando o início de uma árdua jornada de busca por desaparecidos, reconstrução e, crucialmente, a disputa por narrativas e dados oficiais. Esta edição da Cercanías, newsletter da Folha sobre a América Latina, retorna ao evento para analisar as complexidades que emergem após o desastre. O foco principal recai sobre as incertezas em torno do número de afetados e vítimas, um ponto central na atual crise venezuelana. As informações sobre o terremoto na Venezuela, divulgadas pelo regime, têm sido questionadas por especialistas e pela imprensa internacional. Essa divergência de números não é meramente estatística, mas sim uma tentativa de compreender a real dimensão de um desastre em um país já fragilizado. Conforme aponta a matéria, a disputa pelos números rapidamente ganhou contornos políticos, com estimativas independentes sendo usadas para questionar se a extensão da tragédia está sendo minimizada pelas autoridades, conforme reportado pelo New York Times. Governo Venezolano e Números Oficiais Questionados O governo venezuelano afirma que o número de mortos ultrapassa 5.000. Contudo, especialistas em gestão de desastres alertam que o número real de vítimas pode nunca ser conhecido. A estimativa de desaparecidos também é considerada subdimensionada, dado o colapso de edifícios e bairros inteiros. Enquanto isso, grupos da sociedade civil continuam a trabalhar incansavelmente nos escombros em busca de corpos e desaparecidos. A líder interina, Delcy Rodríguez, defende a atuação das autoridades, afirmando que milhares de funcionários públicos e equipes de resgate foram mobilizados desde as primeiras horas após os terremotos, conforme noticiado pelo The Guardian. O governo rejeita a leitura de que a dimensão da tragédia estaria sendo minimizada. Desastres Revelam a Real Capacidade de um Regime O cientista político Javier Corrales, em artigo para o Journal of Democracy, propõe uma reflexão pertinente: grandes desastres não criam governos eficientes ou ineficientes, mas sim tornam visível o que eles já são. As primeiras semanas após os terremotos na Venezuela foram marcadas por dificuldades na coordenação de resgates, barreiras para o acesso de voluntários a áreas atingidas e um aparato estatal cuja capacidade de resposta foi intensamente escrutinada. A Fragilidade Exposta Pelo Terremoto na Venezuela Luz Mely Reyes, jornalista venezuelana e fundadora do site independente Efecto Cocuyo, em análise publicada no El País, descreve o terremoto como um evento que não apenas destruiu infraestrutura, mas também expôs dramaticamente a fragilidade do regime venezuelano. Nas primeiras 48 horas, famílias recorreram às redes sociais em busca de socorro, enquanto voluntários tentavam organizar resgates diante de um aparelho público incapaz de atender à escala da tragédia. Para Reyes, a remoção dos escombros é apenas parte do desafio. A reconstrução da Venezuela exigirá também a reconstrução de suas instituições. Ela apresenta propostas de intelectuais e especialistas venezuelanos para a criação de uma Junta de Emergência, visando um futuro mais resiliente para

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Escritórios e Galpões em Alta: Setor Imobiliário Corporativo Brasileiro Atinge Recordes Históricos de Ocupação

Mercado Imobiliário Corporativo Brasileiro Alcança Picos Históricos de Ocupação em Escritórios e Logística O mercado imobiliário corporativo no Brasil demonstra uma recuperação robusta, superando os desafios impostos pela pandemia. Relatórios recentes da consultoria JLL revelam que os segmentos de escritórios e o industrial, este último impulsionado pela logística, atingiram níveis de ocupação sem precedentes, marcando um novo cenário de escassez de espaços disponíveis nas regiões mais cobiçadas do país. A mudança de paradigma é notável, com a vacância em escritórios de alto padrão em São Paulo caindo para 13,1%, um índice inferior ao período pré-pandemia. A demanda aquecida resulta na falta de lajes corporativas com mais de 10 mil metros quadrados em áreas nobres como Faria Lima, Itaim Bibi e Paulista. Essa escassez é um reflexo de oito trimestres consecutivos de transações expressivas. No Rio de Janeiro, a situação é semelhante, com a taxa de vacância de escritórios de alto padrão despencando para 25,3%, o menor índice em 11 anos. Essa recuperação, detalhada pela JLL, indica uma virada no poder de negociação, favorecendo proprietários e impulsionando os preços, que acumulam alta significativa em ambos os mercados. Conforme informação divulgada pela JLL, o mercado imobiliário corporativo brasileiro entrou em um novo desafio: o de achar espaços disponíveis nos endereços mais disputados do país. Escritórios de Alto Padrão em São Paulo Sobem de Preço e Escasseiam Em São Paulo, a taxa de vacância para escritórios de padrão A ou superior atingiu 13,1% no segundo trimestre deste ano. Esse número, considerado historicamente baixo, já impacta a oferta de grandes lajes corporativas. Regiões como Faria Lima, Itaim Bibi e Paulista não dispõem mais de espaços com mais de 10 mil metros quadrados disponíveis, resultado de uma forte demanda que se mantém há oito trimestres. A consultoria JLL aponta que a região da Rebouças já zerou sua vacância, com a Amazon ocupando 39 mil metros quadrados no edifício Biosquare. Essa escassez pressiona os valores, com uma alta de 32,7% desde o primeiro trimestre de 2024, alcançando um valor médio de R$ 126 por metro quadrado. Rio de Janeiro Acompanha Tendência de Alta e Fim dos Descontos em Escritórios O mercado de escritórios no Rio de Janeiro também exibe forte recuperação. A taxa de vacância em empreendimentos de alto padrão caiu para 25,3%, o menor patamar em onze anos, segundo a JLL. O preço médio por metro quadrado na Orla, área de maior valorização, subiu 29,3% em um ano, chegando a R$ 77. A JLL destaca que, tanto em São Paulo quanto no Rio, as estratégias de descontos e carências para atrair inquilinos perderam força, com o mercado agora operando a favor dos proprietários devido à alta demanda. Setor Logístico Superaquece e Enfrenta Falta de Galpões O segmento industrial e logístico atravessa seu momento mais aquecido, com a vacância média nacional em apenas 5,5%. São Paulo registrou o menor índice histórico, com 5%, e Guarulhos, um polo logístico crucial, opera com vacância de apenas 1%. Este mercado, que dobrou de tamanho desde 2019, com crescimento médio

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Acordo Nuclear EUA-Arábia Saudita Acende Alerta em Israel: Corrida Armamentista no Horizonte do Oriente Médio?

EUA e Arábia Saudita firmam acordo nuclear histórico, gerando preocupação em Israel Os Estados Unidos e a Arábia Saudita anunciaram um acordo de cooperação nuclear para fins civis, um pacto considerado histórico e de longa duração. O Secretário de Energia americano, Chris Wright, e o Ministro de Energia saudita, príncipe Abdulaziz bin Salman, assinaram o acordo e um texto separado sobre salvaguardas. O Departamento de Energia dos EUA destacou que os acordos estabelecem a base jurídica para uma parceria multibilionária, promovendo objetivos econômicos e estratégicos, incluindo a não proliferação nuclear. No entanto, o anúncio gerou imediatas preocupações em Israel, que teme que a iniciativa possa desencadear uma perigosa corrida armamentista na região. A medida também evidencia uma nova dinâmica nas relações dos EUA na região, com Washington traçando um caminho que parece, em parte, independente das prioridades de Tel Aviv. A possibilidade de a Arábia Saudita enriquecer seu próprio combustível nuclear surpreendeu muitos em Israel, país que mantém um programa nuclear militar não declarado. Fontes do governo americano, que pediram anonimato, indicam que o objetivo é garantir que qualquer enriquecimento nuclear ocorra sob supervisão americana, evitando a transferência de tecnologia sensível para Riad e minimizando o risco de desvio para fins militares. O acordo, com duração prevista de 30 anos e avaliado em dezenas de bilhões de dólares, também visa dar às empresas americanas um papel central no desenvolvimento da infraestrutura nuclear saudita, excluindo concorrentes da Rússia e China. Israel vê deterioração de sua influência em Washington Figuras da oposição israelense e ex-autoridades classificaram o acordo como o mais recente sinal de deterioração da influência de Israel em Washington. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu havia pressionado por um conflito contra o Irã, posição que, segundo relatos, não era popular nos EUA. O ex-presidente Donald Trump chegou a chamar Netanyahu de “louco” por sua busca agressiva por guerra contra o Hezbollah, aliado iraniano. O acordo nuclear entre EUA e Arábia Saudita não foi comentado diretamente por Netanyahu. Contudo, o Ministro da Economia de Israel, Nir Barkat, tentou acalmar os ânimos, afirmando que Israel pode lidar com um programa nuclear saudita para fins civis, caso seja para necessidades energéticas pacíficas. Barkat também reiterou que a normalização das relações com a Arábia Saudita “ainda está em pauta” e que Netanyahu e Trump não tomariam medidas que colocassem Tel Aviv em risco. Preocupações com a proliferação e o monopólio nuclear israelense Israel detém, há anos, um suposto monopólio sobre armas nucleares na região, embora nunca tenha admitido possuir o armamento. O programa nuclear do Irã, principal rival de Israel, é visto por ambos os países como uma ameaça à segurança nacional. A preocupação agora é que o acordo com a Arábia Saudita possa encorajar outros países, como a Turquia, a desenvolverem seus próprios programas de enriquecimento nuclear, intensificando uma potencial corrida armamentista. Líderes da oposição israelense, como o ex-primeiro-ministro Naftali Bennett, alertaram que o enriquecimento de material nuclear em território saudita pode desencadear uma corrida nuclear com consequências desastrosas. Avigdor Liberman, ex-ministro da Defesa, ecoou

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Nicarágua sem Eleições: Ortega Planeja Fim do Processo Democrático com Apoio da Assembleia Nacional

Assembleia da Nicarágua inicia plano de Ortega para acabar com eleições no país A Nicarágua caminha para um futuro sem eleições, após o presidente Daniel Ortega anunciar sua intenção de encerrar o processo democrático no país. A Assembleia Nacional, controlada por seus aliados, já sinalizou que iniciará as análises necessárias para implementar essa diretriz. A declaração de Ortega, feita durante celebrações da Revolução Sandinista, visa impedir que partidos considerados “criados pelos ianques” cheguem ao poder. “Esqueçam! Não haverá mais eleições aqui para que eles possam tentar tomar o governo, tomar o poder”, afirmou o presidente. Essa medida era amplamente esperada, dada a forte influência de Ortega sobre os poderes no país, onde governa há quase duas décadas. A separação de poderes na Nicarágua é, na prática, uma formalidade, com o Legislativo frequentemente atendendo às antecipações e discursos do líder. Reforma Constitucional e Consolidação do Poder Familiar A história recente da Nicarágua mostra um padrão de alterações constitucionais para consolidar o poder. Em 2014, uma reforma aprovada pela Assembleia Nacional autorizou a reeleição presidencial por tempo indefinido, algo que já havia sido flexibilizado pela Suprema Corte, também sob influência de Ortega. Mais recentemente, em 2025, outra modificação na Constituição concedeu à sua esposa e vice-presidente, Rosario Murillo, o cargo de copresidente. Essa manobra é vista como uma estratégia para assegurar a permanência da família Ortega no poder, especialmente diante da saúde fragilizada do presidente, de 80 anos. Eleições Futuras e Classificação como Autocracia As próximas eleições presidenciais estavam previstas para 2027, após a extensão do mandato presidencial de cinco para seis anos. Contudo, o processo eleitoral na Nicarágua já era questionado há tempos. Desde 2008, o instituto V-Dem, referência global em classificação de regimes políticos, classifica o país como uma **autocracia eleitoral**. Essa classificação é atribuída a regimes que realizam eleições multipartidárias, mas onde a votação não é considerada livre nem justa. Denúncias de **fraudes eleitorais** são recorrentes desde 2008. No pleito presidencial de 2021, todos os opositores com chances reais de vitória foram presos antes da votação. Atualmente, muitos críticos do regime foram forçados ao exílio ou perderam a nacionalidade nicaraguense, punidos por serem considerados “traidores da pátria”. A decisão de acabar com as eleições aprofunda a autocratização do país, gerando protestos internacionais. Reações Internacionais e Condenação do Regime A comunidade internacional reagiu com preocupação às novas medidas. O secretário de Estado americano, Marco Rubio, declarou que a proposta “revela a verdadeira natureza autoritária” do regime de Ortega e Murillo. Ele apelou para que a comunidade internacional se una em demonstrações de que a ditadura não pode esperar manter relações comerciais normais enquanto frustra os princípios democráticos do hemisfério. O chefe de direitos humanos da ONU, Volker Turk, também se pronunciou, afirmando que os acontecimentos “aprofundam ainda mais as severas restrições às liberdades fundamentais, o desmantelamento do espaço cívico e a erosão constante do Estado de Direito”. Ele reiterou a importância do direito de votar e de se candidatar a cargos públicos para todas as convicções políticas, em conformidade com

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Câmara dos EUA aprova orçamento recorde de R$ 5,8 tri para defesa em meio a debates acirrados sobre prioridades

Câmara dos EUA aprova orçamento recorde de R$ 5,8 tri para defesa em meio a debates acirrados sobre prioridades A Câmara dos Deputados dos Estados Unidos aprovou, em uma votação apertada, um orçamento de defesa sem precedentes para o ano fiscal de 2027. A Lei de Autorização de Defesa Nacional (NDAA) autoriza um gasto de US$ 1,15 trilhão (aproximadamente R$ 5,8 trilhões) para as Forças Armadas, um valor que já gera intensos debates no país. A proposta, que ainda precisa ser votada no Senado, passou na Câmara com 216 votos a favor e 212 contra. A divisão na votação refletiu as profundas divergências partidárias, com a maioria dos republicanos apoiando a medida e a maioria dos democratas se opondo a ela. Essa oposição se intensifica em um momento de cortes em programas sociais. Os democratas expressaram preocupação com o montante destinado ao Pentágono, argumentando que ele contrasta com a redução de verbas para áreas sociais. Além disso, a impopular guerra com o Irã, que já consumiu US$ 37,5 bilhões dos cofres americanos, também é um ponto de discórdia significativo. Conforme informação divulgada pela Câmara dos Deputados dos Estados Unidos. Republicanos defendem investimento massivo em defesa Em contrapartida, os defensores do orçamento argumentam que os trilhões de dólares são essenciais para fortalecer as Forças Armadas diante dos conflitos globais. Eles citam a necessidade de financiar o desenvolvimento de novos sistemas de defesa, a aquisição de equipamentos modernos e a garantia de benefícios para os militares, como aumentos salariais de até 7% e melhorias nas moradias para tropas e suas famílias. O orçamento proposto para 2027 representa um aumento substancial em relação aos quase US$ 1 trilhão planejados para 2026. O governo Trump já havia sinalizado a intenção de solicitar um aumento de 50%, elevando os gastos militares para US$ 1,5 trilhão. Essa projeção, se concretizada, tornaria as Forças Armadas americanas mais caras que a soma dos exércitos de diversos países importantes, segundo o Instituto Internacional de Pesquisa para a Paz de Estocolmo (Sipri). Para contextualizar, o orçamento do Ministério da Defesa brasileiro para o mesmo período é de cerca de R$ 145,7 bilhões, representando apenas 2,5% do valor aprovado nos EUA. Essa disparidade evidencia a magnitude do investimento americano em sua capacidade militar. Democratas criticam cortes sociais e ampliação de cooperação com Israel Um dos pontos de maior preocupação para os democratas é a inclusão de uma disposição que visa expandir a cooperação tecnológica militar entre os EUA e Israel. Essa medida vai de encontro aos apelos de muitos cidadãos americanos que defendem a redução do apoio do país ao governo israelense, especialmente em um contexto de tensões regionais. A votação também envolveu a aprovação de um plano orçamentário separado, que abre caminho para gastos adicionais de US$ 95 bilhões. Esses recursos, se aprovados, enviariam mais US$ 60 bilhões ao Pentágono, destinados, segundo o republicano Jodey Arrington, a apoiar as tropas em “prontidão básica de campo de batalha, munição e bombas para terminar o trabalho e voltar para casa em segurança

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Trump aprova acordo nuclear com Arábia Saudita: Enriquecimento de urânio em Riad sob supervisão americana gera debates e preocupações

Acordo Nuclear Histórico entre EUA e Arábia Saudita: Potencial para Enriquecimento de Urânio sob Vigilância Americana O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, autorizou um acordo de cooperação nuclear civil com a Arábia Saudita, que pode, no futuro, permitir o enriquecimento de urânio em território saudita. A informação foi divulgada pelo jornal The Wall Street Journal (WSJ), com base em declarações de autoridades do governo americano. O pacto, com duração prevista de 30 anos, tem um valor estimado em dezenas de bilhões de dólares e visa dar às empresas americanas um papel central no desenvolvimento da infraestrutura nuclear saudita, excluindo concorrentes da Rússia e da China. Segundo o WSJ, o acordo estipula que companhias dos EUA poderiam construir uma planta de enriquecimento de urânio no país. Isso dependeria de um estudo conjunto entre os dois governos, com prazo de dois anos, para avaliar a viabilidade comercial da etapa. Caso os Estados Unidos vetem o avanço do enriquecimento após o estudo, a Arábia Saudita ficaria impedida de buscar essa capacidade sozinha ou com outro parceiro estrangeiro pelos dez anos seguintes. A intenção, segundo autoridades da administração Trump citadas na reportagem, é garantir que qualquer enriquecimento futuro ocorra sob supervisão americana. Esse arranjo tem como objetivo impedir a transferência de tecnologia sensível para Riad e reduzir o risco de desvio de material para fins militares. O acordo está programado para ser assinado nesta quarta-feira (22) pelo secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, e pelo ministro de Energia saudita, príncipe Abdulaziz bin Salman. Após a assinatura, o texto será enviado ao Congresso americano para análise, embora a aprovação parlamentar seja considerada desafiadora, pois exigiria uma maioria de dois terços para superar um eventual veto presidencial. Preocupações com Proliferação Nuclear e a Posição Saudita O acordo é considerado sensível devido à recusa da Arábia Saudita em aderir ao chamado “protocolo adicional” da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), que permite inspeções mais rigorosas. Além disso, o reino não aceitou o compromisso conhecido como “padrão-ouro”, adotado pelos Emirados Árabes Unidos, de nunca enriquecer urânio nem reprocessar combustível nuclear em solo próprio. Essa postura levanta preocupações sobre a proliferação nuclear na região, especialmente em um contexto de instabilidade no Oriente Médio. Robert Einhorn, ex-autoridade do Departamento de Estado com experiência em não proliferação, destacou ao WSJ que o acordo pode revitalizar a indústria nuclear americana e fortalecer os laços com Riad. Contudo, ele alertou que, sem restrições adequadas sobre o enriquecimento, o risco de proliferação no Oriente Médio e além pode aumentar. Henry Sokolski, diretor-executivo do Centro Educacional de Política de Não-Proliferação, previu que o movimento saudita pode ser seguido por outros países da região, como Emirados Árabes Unidos, Turquia e Egito, classificando a ideia de um desfecho tranquilo como “delirante”. Diferenças com Governos Anteriores e o Contexto Regional O WSJ também aponta uma diferença em relação à gestão anterior de Joe Biden, que condicionava qualquer cooperação nuclear com os sauditas à normalização das relações do reino com Israel. Esse processo foi interrompido após o

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Lula anuncia R$ 18,5 bilhões para combater tarifas dos EUA e diz “há males que vêm para o bem”

Governo brasileiro destina R$ 18,5 bilhões para empresas prejudicadas por tarifas dos EUA O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta quarta-feira (22) um pacote de R$ 18,5 bilhões para socorrer empresas brasileiras afetadas pelas novas tarifas impostas pelos Estados Unidos. A medida faz parte da terceira fase do Plano Brasil Soberano, e a visão do governo é que a situação, apesar de adversa, pode fortalecer a economia nacional. Em discurso durante o lançamento do plano, Lula enfatizou a ideia de que “há males que vêm para o bem”, comparando a crise a oportunidades para encontrar novas saídas e fortalecer o país. Ele ressaltou que o Brasil não se curvará às pressões americanas, mas buscará novas estratégias e mercados. “Na economia, nós também provamos que, ao invés de ficar chorando, precisamos encontrar saídas”, declarou o presidente. A declaração foi feita após o Brasil tentar negociações com os EUA sem sucesso, segundo o presidente, que apontou a falta de reciprocidade nas conversas. Brasil busca fortalecer a economia diante de tarifas americanas O presidente Lula afirmou que a imposição de tarifas pelos Estados Unidos, longe de prejudicar o Brasil, pode incentivar o país a buscar novos parceiros comerciais e a se tornar mais resiliente. Ele destacou que o Brasil tentou negociar com os EUA, mas não encontrou reciprocidade nas propostas apresentadas. “Ninguém vai ganhar do Brasil mentindo. Nós estamos na mesa de negociação, já mandamos vários documentos e propostas, eu pessoalmente fui aos Estados Unidos, a gente nunca encontrou reciprocidade na conversa”, explicou Lula. Ele garantiu que a medida não aumentará o antagonismo entre os países, pois o Brasil continuará aberto ao diálogo. Pacote de R$ 18,5 bilhões visa reerguer setores afetados O socorro financeiro anunciado pelo governo será viabilizado por uma medida provisória e conta com R$ 13,5 bilhões do Tesouro Nacional, além de R$ 5 bilhões provenientes do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Esses recursos poderão ser utilizados para diversas finalidades, como capital de giro, aquisição de bens de capital e investimentos produtivos. A nota oficial do governo detalha que os fundos também podem ser empregados em inovação tecnológica, adaptação de produtos e processos, e na prospecção e abertura de novos mercados. O alcance do programa foi ampliado pelo Congresso Nacional, incluindo setores como agricultura, pecuária, mineração e cooperativas. Plano Brasil Soberano se expande para atender novas demandas O Plano Brasil Soberano, agora em sua terceira fase, visa amparar empresas prejudicadas não apenas pelas tarifas americanas, mas também por conflitos internacionais. Um foco especial recai sobre as empresas que exportam para países do Oriente Médio, buscando mitigar os impactos negativos dessas tensões geopolíticas. Lula sancionou o projeto de lei que criou as linhas de financiamento do plano, que agora abrange um espectro mais amplo da economia. A iniciativa reflete a estratégia do governo em proteger e impulsionar a indústria nacional, promovendo a **soberania econômica** do Brasil em um cenário global desafiador. Brasil confiante na vitória em embates comerciais O presidente Lula expressou confiança de que o

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Inteligência Artificial: Disputa China x EUA em IA repete dilemas da corrida nuclear e molda futuro geopolítico

A Inteligência Artificial como Nova Fronteira: Uma Análise da Estratégia Sino-Americana A crescente rivalidade entre Estados Unidos e China no campo da Inteligência Artificial (IA) tem sido comparada à tensa corrida armamentista nuclear da Guerra Fria. Essa analogia, conforme apontado pelo The New York Times, revela abordagens distintas e potencialmente decisivas para o futuro da tecnologia e das relações internacionais. Enquanto a potência americana adota uma postura de cautela extrema, considerando os modelos de IA mais avançados como equivalentes a armas nucleares, a China parece enxergar essas mesmas tecnologias como ferramentas de diplomacia e soft power, semelhantes ao programa “Átomos para a Paz” que disseminou a energia nuclear civil pelo mundo. Essa divergência de perspectivas não é apenas acadêmica, mas tem implicações concretas na forma como a IA é desenvolvida, compartilhada e utilizada globalmente. Acompanhe os detalhes dessa disputa que pode definir o século XXI. A Visão Americana: IA como Potencial Ameaça Existencial Os Estados Unidos, impulsionados por preocupações de segurança nacional e pela aceleração do desenvolvimento de IA na China, têm adotado uma abordagem de controle rigoroso. A indústria de tecnologia americana e o governo veem os modelos de IA mais poderosos com grande apreensão, equiparando-os a armas de destruição em massa que exigem vigilância constante e restrições de exportação. A comparação com a era Oppenheimer, do desenvolvimento da bomba atômica, é frequente entre os líderes do setor. O temor é que a China possa usar essas tecnologias para obter vantagens estratégicas e militares, ou que modelos de IA descontrolados representem riscos à segurança global. Essa mentalidade leva a um forte debate sobre regulamentação e a necessidade de salvaguardas robustas, impedindo a disseminação irrestrita de modelos avançados, similarmente a como se controla a proliferação de armas nucleares. A Abordagem Chinesa: IA como Motor de Crescimento e Influência Em contraste, a China parece tratar seus avanços em IA como um trunfo geopolítico a ser compartilhado e comercializado. Empresas chinesas, como a Moonshot AI com seu modelo Kimi K3, têm optado por disponibilizar suas tecnologias em código aberto, buscando maximizar a adoção e minar a liderança das gigantes americanas. A abordagem chinesa desconsidera, em grande parte, as preocupações americanas com riscos e controles de exportação. Essa estratégia visa não apenas impulsionar o crescimento econômico e tecnológico interno, mas também expandir sua influência global. Ao democratizar o acesso a modelos de IA poderosos, a China busca criar um ecossistema favorável e, ao mesmo tempo, deixar que os EUA lidem com as preocupações de segurança e as potenciais consequências negativas. Um Jogo Duplo ou Uma Aposta Estratégica? A estratégia chinesa de código aberto pode ser interpretada de diferentes maneiras. Uma delas é a aposta de que os riscos da IA são manejáveis e que a tecnologia se tornará uma ferramenta comum, onde o acesso amplo é mais vantajoso do que o controle restrito. Nesse cenário, a China busca consolidar sua posição e superar a vantagem americana. Outra leitura, mais cínica, sugere uma aposta dupla. Se a IA se mostrar menos disruptiva do que

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Guerra Esquecida em Mianmar: Colapso Silencioso e Crise Humanitária Longe dos Holofotes Globais

Mianmar em Colapso: A Guerra Civil Esquecida que Devasta o Sudeste Asiático Longe dos noticiários internacionais que focam em Ucrânia, Irã e outros cenários de conflito, Mianmar, uma nação do Sudeste Asiático com cerca de 50 milhões de habitantes, encontra-se em um estado de colapso silencioso e alarmante. Uma guerra civil feroz se desenrola no interior do país, com grupos rebeldes enfrentando desvantagens significativas em armamento e pessoal contra as forças militares. Civis que apoiam a resistência sofrem ataques implacáveis desde o golpe militar de 2021. Os generais de Mianmar restauraram a ditadura militar, fraturaram a nação e desencadearam uma crise humanitária de proporções devastadoras, conforme reportado pelo jornal americano New York Times, que viajou a uma região controlada por rebeldes em Anyar, centro do país. A Rebelião em Anyar: Um Reduto de Resistência Isolado Anyar, uma região central de Mianmar, tornou-se um dos redutos mais formidáveis da resistência armada contra os militares. Historiamente, a área era um bastião de apoio aos militares, mas o golpe de 2021 reverteu essa tendência, unindo a maioria étnica Bamar contra a junta. Desde o golpe, forças antimilitares tomaram o controle de mais da metade do país. Alguns grupos rebeldes declaram que lutam pela democratização de Mianmar, estabelecendo escolas e hospitais em territórios autodenominados “Mianmar Livre”, na esperança de expandir essas zonas e forçar os militares a ceder o controle. Ao contrário das zonas de fronteira, que possuem linhas de abastecimento internacionais, Anyar está isolada, sofrendo o peso da fúria militar sem acesso facilitado a armas ou inteligência. A reportagem do New York Times descreveu o interior como um cenário apocalíptico, com ataques aéreos caóticos e impiedosos. O Custo Humano da Guerra: Milhares de Mortos e Deslocados O líder da junta militar, Min Aung Hlaing, consolidou seu poder ao assumir a presidência após eleições controladas, enquanto a líder civil deposta, Aung San Suu Kyi, foi transferida para prisão domiciliar. Em abril, o número mensal de mortes de civis atingiu o pico desde o golpe. Segundo as Nações Unidas, nos últimos cinco anos, mais de 90 mil civis e combatentes foram mortos em Mianmar, e 3,7 milhões de pessoas foram deslocadas. O país foi o segundo mais afetado por conflitos no ano passado, de acordo com o monitor Acled. O porta-voz militar, general Zaw Min Tun, negou as acusações de ataques indiscriminados, afirmando que os bombardeios foram baseados em “informações sólidas” sobre alvos militares legítimos, classificando relatos de mortes civis como “propaganda”. A Vida Sob Ataque: Minas, Bombas e a Luta pela Sobrevivência A reportagem testemunhou a frequência aterrorizante dos ataques aéreos em Anyar, com girocópteros e drones lançando cargas mortais sobre vilarejos. Apenas em março, cerca de 240 ataques aéreos mataram mais de 400 pessoas, muitas em Anyar. Moradores relatam a destruição de casas, a colocação de minas terrestres após a partida dos soldados e um sentimento de abandono. “Os estrangeiros sabem o que está acontecendo conosco?”, questionou um morador, enquanto varria os escombros de sua casa incendiada. A viagem até a linha de

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Naufrágio na Guiana: 53 mortos em balsa com drogas e superlotação, autoridades investigam pior desastre marítimo em décadas

Naufrágio na Guiana: 53 mortos confirmados em pior desastre marítimo em décadas, piloto com drogas é preso O número de mortos após o naufrágio de uma balsa na costa da Guiana subiu para 53, informaram nesta terça-feira (21) as autoridades do país. As buscas por sobreviventes continuam, com 76 pessoas já resgatadas e 50 ainda desaparecidas. O acidente com a embarcação MV Barima, que transportava 179 pessoas, é considerado o pior desastre marítimo da Guiana em décadas. A balsa partiu da capital, Georgetown, na noite de sábado (18), com destino a Port Kaituma, um vilarejo na região de Essquibo. Este local na floresta amazônica só é acessível por rio, e as embarcações que saem da capital geralmente navegam pelo mar antes de entrar nas vias fluviais. A embarcação virou em alto-mar poucas horas após a partida. As causas do naufrágio ainda estão sob investigação pelas autoridades. Entre as hipóteses levantadas estão a superlotação, já que o manifesto indicava apenas 133 passageiros, a idade avançada do navio, construído em 1939, e o possível uso de drogas pela tripulação. Conforme informação divulgada pelas autoridades, o piloto e outro tripulante foram presos após um exame de sangue confirmar a presença de THC, princípio ativo da maconha, em seus organismos. Pior desastre marítimo em décadas na Guiana é investigado O ministro de Obras Públicas da Guiana, Juan Edghill, classificou o acidente como o “pior desastre marítimo” do país em décadas. Mergulhadores da Guiana Francesa, país vizinho, estão auxiliando nas buscas, juntamente com 16 barcos da guarda costeira e outras organizações. Edghill afirmou que o governo terá “tolerância zero para tripulantes que bebem ou usam drogas no serviço” e que o caso será levado a sério. Superlotação e drogas são hipóteses para o naufrágio O presidente da Guiana, Irfaan Ali, visitou uma cidade próxima ao local do acidente e conversou com familiares das vítimas, que aguardam ansiosamente por notícias de seus entes queridos. A balsa MV Barima transportava 179 pessoas, mas o manifesto registrava apenas 133 passageiros, indicando um possível caso de **superlotação**. A investigação também apura se o uso de drogas pela tripulação contribuiu para a tragédia. Região de Essquibo, palco do desastre, é rica em petróleo e alvo de disputa A região de Essquibo, onde fica Port Kaituma, é conhecida por sua riqueza em petróleo e corresponde a 70% do território da Guiana. Esta área é alvo de uma disputa territorial entre a Guiana e a Venezuela, que reivindica a região com base em alegações históricas. A Guiana, por sua vez, tem uma população de pouco menos de 1 milhão de habitantes e busca garantir sua soberania sobre o território. Buscas continuam por desaparecidos em naufrágio trágico As operações de busca e resgate na costa da Guiana continuam intensas na tentativa de encontrar os 50 desaparecidos no naufrágio da balsa MV Barima. As autoridades reiteram o compromisso em apurar todas as circunstâncias que levaram a este trágico evento, que chocou o país e trouxe grande comoção aos familiares das vítimas. A colaboração internacional

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