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Principais Matérias

Mãe venezuelana relata luta agonizante para encontrar filho deportado pelos EUA após terremotos

Mãe venezuelana relata luta agonizante para encontrar filho deportado pelos EUA após terremotos A dor de Oswadeliz del Carmen Nuñez Ramirez, de 58 anos, se intensificou após uma ligação de quatro minutos com seu filho, Daniel Alejandro, 28. Na conversa, ela descobriu que ele havia sido deportado pelos Estados Unidos e retornado à Venezuela. Meia hora depois, dois terremotos devastadores atingiram o país, e Daniel estava em um dos prédios que desabaram no estado de La Guaira. Daniel Alejandro era um dos 145 venezuelanos, entre adultos e crianças, que vieram no mesmo voo de deportados. Eles foram levados para um local que, segundo Oswadeliz, é usualmente destinado a usuários de drogas e pessoas em situação de rua, transformado em base para receber imigrantes retornados. A partir daí, começou um calvário para a mãe em busca de seu filho. Sentada no chão de um apartamento emprestado em Caracas, com as cinzas de Daniel em uma pequena caixa de madeira ao lado, Oswadeliz compartilhou sua história. Ela relata informações desencontradas do Estado, falta de apoio e uma luta solitária para encontrar o corpo de seu primogênito, conforme divulgado em sua narrativa. A jornada de Daniel e o medo da deportação Oswadeliz descreve seu filho como muito inteligente, que sempre teve boas notas e desejava ir à universidade. No entanto, diante da baixa remuneração de profissionais na Venezuela, Daniel decidiu migrar para o Peru, onde viveu por quatro anos. Aos 24 anos, em 2022, ele buscou oportunidades nos Estados Unidos, entrando pela fronteira com o México, um ato que ele mesmo reconheceu como um delito. Ele trabalhou em diferentes cidades da Flórida, buscando oportunidades. Recentemente, Daniel expressava preocupação com a perseguição a imigrantes nos EUA. Apesar de ter um pedido de asilo em tramitação, o medo o levou a considerar o retorno em julho. Contudo, em 10 de maio, dia das mães na Venezuela, ele foi detido. A luta por 15 mil dólares e a deportação inesperada A comunicação com Daniel tornou-se escassa. Ele precisava de US$ 15 mil para fiança e advogados. Oswadeliz organizou uma campanha online, mas não obteve o valor necessário. Ela reflete que, se tivessem conseguido o dinheiro, seu filho estaria vivo. Após passar por quatro prisões, Daniel chegou ao Texas. Em 23 de maio, ele ligou para a mãe avisando sobre a possibilidade de deportação nos dias seguintes. A missão Vuelta la Patria, responsável por receber os deportados, nunca informou Oswadeliz sobre a vinda de seu filho. O último contato e a tragédia dos terremotos No dia 24 de maio, às 17h25, Daniel fez uma rápida ligação de quatro minutos para a mãe. Ele informou que havia chegado à Venezuela há poucas horas e que estaria em um hotel, mas não se lembrava do nome. Ele disse que no dia seguinte seria levado para casa. Meia hora após essa conversa, os terremotos atingiram a Venezuela. Oswadeliz perdeu o contato com o filho e iniciou uma busca desesperada, sem obter informações da missão Vuelta la Patria. Cinco dias de

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Guerra ao Terror: Entenda como o 11 de Setembro Legou um Estado de Exceção Permanente e o Legado Sombrio da Rotulação de ‘Terrorista’

O legado duradouro do 11 de Setembro: poder ampliado e a normalização da exceção Quase duas décadas e meia se passaram desde os trágicos atentados de 11 de Setembro, um evento que não apenas ceifou quase 3.000 vidas, mas também redefiniu a segurança global e os direitos civis. Para muitos familiares, como Terry Rockefeller, que perdeu a irmã Laura naquele dia, as respostas sobre quem planejou e financiou os ataques, e por que o sistema falhou em impedi-los, permanecem evasivas. Enquanto as perguntas persistem, o aparato de segurança erguido após o 11 de Setembro segue ativo, com poderes presidenciais ampliados para autorizar ações contra organizações consideradas terroristas pela Casa Branca. Especialistas apontam que esses instrumentos legais e políticos, criados em um período de urgência, continuam a ser utilizados para justificar novas operações militares e medidas extraordinárias de segurança nacional, inclusive sob governos posteriores. Essa permanência do estado de exceção é uma das ironias mais profundas do legado do 11 de Setembro, conforme aponta Rockefeller. Ela, que se juntou ao grupo Peaceful Tomorrows em busca de respostas e de uma abordagem não violenta, lamenta que o medo e a tragédia não alterem os valores fundamentais. A falta de responsabilização pelos abusos cometidos durante a chamada Guerra ao Terror, e a dificuldade em obter respostas concretas sobre o planejamento e financiamento dos ataques, são pontos centrais de sua crítica, conforme divulgado pela Folha. A Busca por Respostas e a Falha na Responsabilização Terry Rockefeller, que acompanhou de perto os processos contra os acusados de planejar os atentados, incluindo viagens a Guantánamo, expressa frustração com a condução dos julgamentos militares. As discussões sobre Guantánamo, tortura pela CIA e impasses judiciais dominaram os processos, ofuscando questões cruciais sobre o planejamento, financiamento e motivações dos ataques. Para Rockefeller, a Comissão do 11 de Setembro, embora uma conquista para as famílias, não ofereceu as respostas consideradas centrais. A ausência de justiça e responsabilização para o crime mais hediondo em solo americano é um ponto de profunda insatisfação. Lawrence Husick, pesquisador do Foreign Policy Research Institute, concorda que a comissão foi eficaz em reconstruir os eventos e identificar falhas, mas falhou em aprofundar os objetivos estratégicos de longo prazo da Al Qaeda, limitando sua utilidade para orientar políticas de segurança futuras. Guantánamo e o Legado Institucional da Guerra ao Terror Os cinco homens acusados de organizar os atentados, incluindo Khalid Sheikh Mohammed, permanecem detidos em Guantánamo. Os processos são marcados por disputas jurídicas, com provas comprometidas por programas de tortura da CIA e confissões inadmissíveis. Mais de duas décadas depois, não há perspectiva clara de julgamento definitivo. Yumna Rizvi, analista de políticas públicas do Center for Victims of Torture, argumenta que o principal legado da Guerra ao Terror não foi apenas militar, mas institucional. A ausência de prestação de contas significativa sobre a arquitetura legal e política criada após o 11 de Setembro permitiu que mecanismos de combate ao terrorismo sobrevivessem muito além das guerras no Afeganistão e Iraque. A Ampliação do Uso da Categoria ‘Terrorista’ e

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Dia Nacional de Luta: Trabalhadores Pressionam Senado pelo Fim da Escala 6×1 e Redução da Jornada para 40 Horas Semanais

Movimento cresce e busca aprovação de lei para limitar jornada e escala de trabalho no Brasil A insatisfação com a escala de trabalho 6×1, que concede apenas um dia de folga por semana, ganhou as ruas do Rio de Janeiro nesta terça-feira (30). Centenas de pessoas participaram de um ato que abriu o Dia Nacional de Mobilização, exigindo a redução da jornada semanal e o fim da exaustiva escala. A manifestação percorreu cerca de 6 quilômetros, evidenciando o cansaço e a busca por melhores condições de vida para os trabalhadores. A operadora de caixa Fátima Dantas de Souza Alves, de 22 anos, expressou o sentimento de muitos: “Nós estamos cansados!”. Ela ressaltou que um dia a mais de folga representaria “diversos alívios”, permitindo tempo para cuidados com a saúde física e mental, organização da casa e, principalmente, mais tempo de qualidade com a família. O sonho de Fátima é cursar faculdade e se tornar professora, um objetivo que a atual jornada de trabalho dificulta. A mobilização, que envolve organizações como a CUT, o movimento Vida Além do Trabalho (VAT) e as frentes Povo Sem Medo e Brasil Popular, estende-se por 21 cidades em 14 estados e no Distrito Federal. O principal objetivo é pressionar pela tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019, que visa reduzir a carga horária semanal de 44 para 40 horas e estabelecer dois dias de repouso remunerado, sem cortes salariais. Essas informações foram divulgadas pelas entidades organizadoras do movimento. PEC 221/2019: O Caminho no Congresso A PEC 221/2019 já foi aprovada pela Câmara dos Deputados em 27 de maio, mas encontra-se parada no Senado, aguardando a decisão do presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP). Caso seja aprovada sem alterações de mérito, a proposta seguirá para promulgação. No entanto, qualquer modificação exigirá um novo retorno à Câmara dos Deputados para nova análise. No início de junho, Alcolumbre indicou que a PEC seria analisada “sem pressa” e que “melhorias” poderiam ser feitas no texto. Para tentar agilizar o processo, centrais sindicais, sindicatos e movimentos sociais têm um encontro marcado com Davi Alcolumbre nesta quarta-feira (1º), com o intuito de “destravar a pauta do fim da escala 6×1”. A CUT também lançou o site “Na Pressão”, onde a população pode enviar mensagens aos parlamentares para exercer pressão. Vozes da Mobilização e Apoio Popular O vereador Rick Azevedo (PSOL), criador do VAT, classificou o momento como “crucial para os trabalhadores brasileiros” e criticou a demora na tramitação da PEC. “Hoje não se trata mais só de um balconista de farmácia querendo o fim da escala 6×1. O recado concreto que a gente pode dar hoje é que nós não vamos desistir”, afirmou, relembrando sua própria experiência como balconista e o vídeo que viralizou defendendo a mudança. Gabriel Siqueira, coordenador nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), destacou o apoio recebido durante a manifestação. “Durante todo o percurso, fomos muito bem recebidos pelos trabalhadores, o que mostra que essa luta já ganhou o apoio da classe trabalhadora brasileira”,

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Reviravolta nos EUA: Mais de 900 Militares Americanos em Operações de Ajuda na Venezuela Após Terremotos Devastadores

EUA enviam mais de 900 militares para operações de ajuda na Venezuela em um gesto humanitário surpreendente As Forças Armadas dos Estados Unidos estabeleceram uma presença significativa na Venezuela e em áreas próximas, com mais de 900 militares atuando diretamente no país e aproximadamente 800 adicionais em bases no Caribe, como Porto Rico e Curaçao. Esta mobilização ocorre para apoiar operações de socorro após os recentes e devastadores terremotos que atingiram a nação sul-americana. O general Francis Donovan, comandante do Comando Sul dos EUA, detalhou as ações, que incluem operações de busca e resgate, o restabelecimento de um aeroporto e a mobilização de recursos aéreos e navais essenciais para a chegada de ajuda humanitária. A iniciativa marca uma notável mudança na relação entre os dois países. Essa cooperação humanitária ocorre em um contexto de tensões históricas, incluindo uma operação americana para capturar o ditador venezuelano Nicolás Maduro em janeiro. Conforme informado à agência Reuters pelo general Donovan, a missão atual demonstra a capacidade de adaptação e a prioridade dada ao auxílio em desastres naturais, conforme divulgado pelo Comando Sul dos EUA. Operações de Busca, Resgate e Inteligência Aérea O general Donovan explicou que os militares americanos estão empregando recursos avançados, como pelo menos quatro ou cinco drones MQ-9 Reaper, para sobrevoar a Venezuela. Essas aeronaves não tripuladas auxiliam na identificação de vias desobstruídas e na localização de edifícios danificados, fornecendo informações cruciais que podem ser de difícil acesso para as autoridades venezuelanas no terreno. Uma célula de integração de informações em Miami também está reforçando a capacidade de inteligência das autoridades venezuelanas. Essa colaboração visa otimizar os esforços de socorro, direcionando recursos para as áreas mais necessitadas e aumentando as chances de encontrar sobreviventes em meio aos escombros. A tecnologia, antes usada para monitorar ameaças, agora serve a um propósito humanitário. Mudança de Relação e Cooperação Recente A presença militar dos EUA em solo venezuelano para fins de ajuda humanitária representa uma reviravolta diplomática e militar. Apenas em janeiro deste ano, os EUA tentaram capturar o presidente Nicolás Maduro. Donovan destacou a notável mudança na relação, lembrando também uma operação conjunta recente que resultou na morte de um líder da gangue venezuelana Tren de Aragua. Essa cooperação em operações de socorro, que envolveu fuzileiros navais americanos sendo os primeiros a atuar em solo auxiliando na remoção de escombros, demonstra um novo capítulo nas interações entre os dois países. A ajuda humanitária, no entanto, não é vista como uma missão de permanência prolongada. Esforços de Socorro e Críticas ao Regime A Venezuela foi atingida por terremotos devastadores, com magnitudes de 7,2 e 7,5, que causaram a queda de edifícios e prenderam milhares de pessoas sob os escombros. Nos primeiros dias, o regime venezuelano enfrentou críticas por sua resposta inicial, com moradores recorrendo a métodos manuais para buscar parentes. Equipes de resgate estrangeiras, incluindo a americana, têm desempenhado um papel vital na mobilização de recursos e na expertise necessária para as operações de busca e salvamento. O general Donovan ressaltou que a

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Terremotos na Venezuela: Repórter da Folha Detalha Resgates e Crise Política em Meio a Tragédia

Enviada especial da Folha descreve a dura realidade na Venezuela após série de terremotos e o impacto da crise política nos esforços de resgate. Caracas foi novamente abalada por um tremor de magnitude 4,6 nesta segunda-feira (29), adicionando mais apreensão em meio aos esforços de resgate das vítimas dos terremotos da semana passada. As buscas continuam intensas, especialmente no estado de La Guaira, o mais atingido pelos abalos. O número de mortos já ultrapassa a marca de 1.719, e cerca de 50 mil pessoas ainda estão desaparecidas. Em La Guaira, a situação é desoladora, com as próprias famílias dos desaparecidos liderando as frentes de resgate, munidas de poucos recursos, mas muita esperança. O podcast “Café da Manhã” da Folha, publicado nesta terça-feira (30), apresenta um panorama detalhado da tragédia venezuelana, com a reportagem de Mayara Paixão, enviada especial, que compartilha suas impressões e análises sobre como a crise política e social do país agrava a situação humanitária. A reportagem traz informações coletadas em campo, explicando a dinâmica dos trabalhos de resgate e as complexas relações políticas que cercam a tragédia. Resgates em La Guaira: Famílias na Linha de Frente Em La Guaira, a angústia se mistura à determinação. Familiares de pessoas desaparecidas assumiram um papel crucial nas buscas, muitas vezes improvisando ferramentas e trabalhando incansavelmente. A solidariedade internacional se manifestou com a chegada de suprimentos e profissionais de resgate de 24 países, um esforço conjunto para lidar com a dimensão da catástrofe. Crise Política e Tragédia Natural: Uma Combinação Devastadora A tragédia natural na Venezuela é agravada por um cenário político já conturbado. Críticos acusam a líder interina Delcy Rodríguez de politizar a situação, enquanto apoiadores do governo imputam aos opositores a exploração da crise. Há relatos de que aliados da líder opositora, María Corina Machado, estariam tentando retornar ao país. O Podcast “Café da Manhã”: Um Olhar Aprofundado O episódio especial do “Café da Manhã” conta com a narração da repórter Mayara Paixão, que compartilha suas experiências e descobertas. O podcast, disponível no Spotify, serviço parceiro da Folha, oferece uma análise aprofundada sobre os desafios enfrentados pela Venezuela, abordando tanto os esforços de resgate quanto as complexas dinâmicas políticas. Produção e Apresentação do Podcast O “Café da Manhã” é uma produção diária da Folha, publicada de segunda a sexta-feira. Os apresentadores Gabriela Mayer e Gustavo Simon conduzem as discussões, com produção de Gustavo Luiz e Laura Lewer, e edição de som de Raphael Concli. O episódio sobre a Venezuela promete oferecer um olhar detalhado e humano sobre a crise que assola o país.

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Reino Unido Anuncia Maior Investimento em Defesa Desde a Guerra Fria com Foco em IA e Drones

Reino Unido Aumenta Gastos com Defesa para Níveis Históricos em Resposta a Ameaças Globais O governo do Reino Unido anunciou um plano ambicioso de investimento em defesa, o maior desde o fim da Guerra Fria. A iniciativa, com um aporte de 15 bilhões de libras (aproximadamente R$ 102 bilhões) ao longo dos próximos quatro anos, visa modernizar as forças armadas e prepará-las para os desafios geopolíticos atuais. Esta medida surge em um momento de crescentes tensões internacionais, incluindo a guerra na Ucrânia e a instabilidade global, que têm levado países a reavaliar suas capacidades de defesa. A decisão também pode ser vista como um último grande ato do primeiro-ministro Keir Starmer, que em breve deixará o cargo. Apesar do montante expressivo, críticos e analistas apontam que o investimento pode ter demorado a ser implementado e talvez não seja suficiente para acompanhar a velocidade das mudanças no cenário mundial. A informação foi divulgada nesta terça-feira (30) e detalhada em análises recentes. Contexto Geopolítico e Histórico do Investimento O Reino Unido, que já possui o quinto maior orçamento militar do mundo, com estimados R$ 488 bilhões em 2025 segundo o Instituto Internacional de Estudos Estratégicos (IISS), discute o aumento de seus gastos em defesa desde 2014, após a anexação da Crimeia pela Rússia. A invasão da Ucrânia em 2022 e a possibilidade de mudanças na política externa dos Estados Unidos intensificaram a urgência desse debate. Em julho de 2025, foi publicada a Revisão Estratégica de Defesa, que delineia a preparação para um potencial confronto com a Rússia. Como parte dessa estratégia, o país anunciou a aquisição de 12 caças F-35A dos EUA, equipados com capacidade para armamento nuclear tático. Esta aquisição reforça a capacidade de dissuasão britânica. Metas de Gasto e Foco em Tecnologia de Ponta O governo britânico se comprometeu a atingir a meta de gastar 5% do Produto Interno Bruto (PIB) em defesa até 2035. Deste percentual, 3,5% seriam destinados a capacidades militares e 1,5% a infraestrutura. Esse objetivo foi estabelecido, em parte, para alinhar-se às expectativas de parceiros como os Estados Unidos, especialmente no contexto da OTAN. O plano de investimento atual eleva o gasto para 4,2% do PIB, com a meta de alcançar 3% em breve e 5% até 2035. O foco principal do programa está na chamada “guerra do futuro”, com ênfase em combate com drones e sistemas de inteligência artificial (IA). A percepção no Reino Unido é de um certo atraso em relação a outras potências que já exploram essas tecnologias. Comparativo com Outras Nações Europeias e Fontes de Financiamento Em 2025, o gasto do Reino Unido com defesa representa 2,38% do PIB, um índice inferior aos mais de 4% da Polônia, mas superior aos 2,14% da Alemanha. No entanto, a Alemanha está em processo de aceleração, dobrando seu investimento militar desde 2021 e prevendo comprometer cerca de 3% do PIB até 2029. Para financiar esse aumento, o primeiro-ministro Starmer indicou que cortes serão necessários em outras áreas, como projetos de estradas e energia, justificando a

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Colapso na Saúde da Venezuela: Hospitais Superlotados e Danificados Pós-Terremotos, Alerta OMS

OMS revela cenário caótico na saúde venezuelana após tremores, com unidades danificadas e falta de profissionais. A Venezuela enfrenta uma crise sanitária sem precedentes após os recentes terremotos, segundo um alerta da Organização Mundial da Saúde (OMS). A infraestrutura hospitalar sofreu danos significativos, agravando a já precária situação do sistema de saúde no país. Profissionais de saúde relatam condições de trabalho extremas, com unidades abertas operando muito além de sua capacidade. A falta de pessoal especializado, especialmente em áreas críticas como obstetrícia, compromete ainda mais o atendimento à população afetada. A situação é alarmante, com a OMS apontando para um risco crescente de surtos de doenças. A combinação de infraestrutura danificada, superlotação e interrupções no saneamento básico pode criar um ambiente propício para a disseminação de enfermidades. Danos e Sobrecarga nos Hospitais Venezolanos A Organização Mundial da Saúde divulgou um relatório nesta terça-feira (30) detalhando o impacto dos terremotos no sistema de saúde da Venezuela. De acordo com o porta-voz da OMS, Christian Lindmeier, ao menos **três unidades de saúde sofreram danos graves**, enquanto outras seis foram parcialmente afetadas ou operam com capacidade reduzida. Os demais hospitais, apesar de funcionarem, estão sob **enorme sobrecarga**. Atendimento Caótico e Falta de Profissionais Especializados Lindmeier descreveu um cenário de atendimento em condições caóticas, com **fluxo desorganizado de pacientes**, superlotação e um aumento considerável na fila de espera por cirurgias. A situação é especialmente crítica na região de La Guaira, a mais atingida pelos tremores, onde a **falta de profissionais de saúde especializados em atendimento materno** compromete a assistência obstétrica. Risco de Surtos de Doenças e Crise Humanitária Agravada A OMS também alertou para as graves consequências a longo prazo. As **interrupções nos serviços de saúde**, somadas aos problemas no abastecimento de água e saneamento, e o deslocamento da população, criam um ambiente propício para o surgimento de doenças. Há um risco real de **surtos de doenças preveníveis por vacinação**, como sarampo, difteria e coqueluche, além da possível aceleração na disseminação de febre amarela, dengue e malária. Números Alarmantes de Vítimas Pós-Terremotos Os terremotos que atingiram a Venezuela deixaram um rastro de destruição e tragédia. Segundo o balanço mais recente divulgado pelas autoridades venezuelanas, o número de mortes devido ao desastre aumentou para **1.943 pessoas**, e ao menos **10.571 pessoas ficaram feridas**. A crise humanitária, já existente, foi drasticamente agravada pela catástrofe natural, evidenciando a fragilidade do sistema de saúde e a necessidade urgente de apoio internacional.

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Oligarca Ucraniano Vadim Irmolaiev Ferido em Explosão de Pacote-Bomba em Mônaco; Autoridades Investigam Crime Atroz

Explosão em Prédio Residencial Choca Mônaco e Deixa Três Feridos, Incluindo Oligarca Ucraniano Um violento pacote-bomba explodiu em um prédio residencial em Mônaco na noite desta segunda-feira, 29 de abril, deixando três pessoas feridas. Entre os atingidos está o oligarca ucraniano Vadim Irmolaiev, que reside no principado. A explosão, ocorrida por volta das 21h (16h no horário de Brasília), marca o primeiro incidente desse tipo na história de Mônaco, conforme divulgado pelas autoridades locais. O governo de Mônaco confirmou inicialmente dois feridos em estado grave, um casal com idades entre 50 e 60 anos, e um adolescente de 13 anos com lesões. A identidade das vítimas, no entanto, não foi oficialmente revelada pelo principado. A notícia sobre o envolvimento de Irmolaiev foi assegurada por uma fonte próxima ao caso à agência AFP, confirmando informações preliminares da rede de televisão francesa BFMTV. Este incidente ocorre em um momento delicado para Vadim Irmolaiev, que está sob sanções impostas pela Ucrânia desde dezembro de 2023. A decisão, promulgada pelo presidente Volodimir Zelenski, estaria relacionada à continuidade das atividades comerciais do bilionário no ramo de bebidas alcoólicas na Crimeia, península anexada pela Rússia. Conforme noticiado pela imprensa, os serviços de segurança ucranianos estariam por trás dessas sanções. As autoridades de Mônaco planejam conceder uma coletiva de imprensa nesta terça-feira, 30 de abril, para detalhar as investigações. Detalhes da Explosão e Investigação em Andamento O procurador-geral de Mônaco, Stéphane Thibault, informou à AFP que o artefato explosivo estava contido em uma bolsa ou pacote. Este item foi deixado no saguão do edifício por uma pessoa não identificada, que posteriormente deixou o local. A descrição aponta para um ato premeditado, o que intensifica a investigação sobre a autoria e os motivos por trás do ataque com o pacote-bomba. Reações e Reforço na Segurança do Principado O príncipe Albert 2º de Mônaco classificou o ocorrido como um “crime atroz” e um “golpe para toda a comunidade monegasca”. Em comunicado oficial, Sua Alteza Serenidade reafirmou que a segurança do microestado europeu “sempre foi uma prioridade” e que “continuará a sê-lo mais do que nunca”. Em resposta ao atentado, as autoridades já reforçaram as medidas de segurança no principado, que já é conhecido por seu alto nível de proteção. Vítimas Transferidas para Tratamento na França As três vítimas do atentado com pacote-bomba foram transferidas para a cidade de Nice, na França, localizada a aproximadamente 20 quilômetros de Mônaco. A mudança foi realizada para que recebessem atendimento médico especializado. A investigação segue em sigilo, com o objetivo de identificar os responsáveis pelo ataque que abalou a tranquilidade do principado.

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Milagre nos Escombros: Mãe e Bebê de 18 Dias Resgatados Vivos na Venezuela Após Terremoto Brutal

Mãe Relata Força do Filho de 18 Dias para Sobreviver em Escombros de Terremoto na Venezuela A força de um recém-nascido foi o principal motor para a sobrevivência de sua mãe, Dayana Patino, que foi resgatada com seu bebê de apenas 18 dias dos escombros de sua casa destruída na Venezuela. O relato comovente foi divulgado pela rede BBC, destacando a resiliência humana em face de uma tragédia natural. Dayana descreveu o pequeno Juan David como sua “motivação para ficar acordada e alerta”. A cada instante, ela verificava se o filho ainda respirava, sentindo que enquanto ele estivesse vivo, ela também teria forças para lutar pela vida. As imagens do resgate circularam o globo, transformando o bebê em um ícone de esperança para um país assolado por uma catástrofe. A Venezuela foi severamente atingida por dois terremotos na quarta-feira, dia 24, que deixaram um rastro de destruição e mais de 1.700 mortos. Dezenas de milhares de pessoas ainda estão desaparecidas, em um cenário que a própria vice-presidente do país, Delcy Rodríguez, classificou como a “catástrofe natural mais brutal” da história venezuelana. Conforme informação divulgada pela BBC, as buscas por sobreviventes continuam, mas as esperanças diminuem a cada hora. O Momento do Desastre e a Luta pela Vida Em uma clínica na capital, Caracas, Dayana Patino narrou as angustiantes horas que passou sob os escombros, com o bebê aninhado junto ao corpo, em meio a preces por salvação. Ela estava na cozinha de seu apartamento, no oitavo andar de um prédio na região costeira de La Guaira, quando os tremores começaram. Sua primeira reação foi correr para abraçar o filho, acreditando inicialmente ser apenas um tremor leve. “Senti como se estivesse voando. Depois, senti como se estivesse afundando na água e na terra e, então, caí no buraco onde fiquei. Não sei como não soltei meu bebê porque eu estava voando. Fui esmagada contra os móveis”, relatou Dayana, descrevendo o caos do desabamento. Inicialmente, ela gritou em busca de ajuda, mas logo percebeu o silêncio opressor ao redor. “Eu disse para mim mesma, não vou desperdiçar minha energia, vou gritar quando for necessário, quando ouvir vozes ou passos por perto”, contou. A mãe relatou a dificuldade de manter a calma, com sua perna esquerda presa sob o concreto e a têmpora pressionada contra uma rocha. Um Ponto de Luz e a Promessa de Resgate Em meio ao desespero, Dayana encontrou esperança ao sentir uma Bíblia sob si. “Ali começou minha jornada de sobrevivência”, disse. Na escuridão, um “ponto de luz que parecia a lua” ofereceu um vislumbre de esperança. O resgate se tornou iminente quando ela ouviu seu irmão chamando seu nome. “Eu disse para mim mesma, esta é minha única chance. Gritei com toda a força dos meus pulmões… Gritei ‘Estou aqui’ com toda a minha força, e ele disse, ‘Eu te encontrei e prometo que não vou embora até te tirar daqui’”, relembrou, emocionada. A promessa foi cumprida em uma operação delicada que, na noite de quinta-feira, dia 25,

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Correios Rumo ao Rombo Histórico: Crise Aprofunda em 2026 Sob Lula, Concorrência e Plano Falho Agravam Situação

Correios enfrentam rombo financeiro recorde em 2026: entenda os motivos da crise sob o governo Lula. A situação financeira dos Correios se agrava em 2026, com a estatal caminhando para um rombo financeiro histórico. Apesar do socorro do governo federal e de planos de reestruturação, a empresa registrou um prejuízo expressivo de R$ 3,16 bilhões apenas no primeiro trimestre deste ano, sinalizando um fechamento de contas no vermelho. A empresa, que teve lucros em 2021, agora enfrenta uma queda livre nas finanças. Em 2025, o prejuízo já havia atingido um recorde de R$ 8,5 bilhões. O resultado do primeiro trimestre de 2026, quase o dobro do mesmo período do ano anterior, demonstra que as medidas de economia implementadas até agora não são suficientes para reverter o quadro. Essa análise se baseia em informações apuradas pela equipe de reportagem da Gazeta do Povo. O cenário atual levanta sérias preocupações sobre a sustentabilidade da empresa e o impacto no bolso do contribuinte, especialmente com a União oferecendo garantia para empréstimos da estatal. Plano de Recuperação Insuficiente e Desafios da Concorrência Privada O plano de recuperação dos Correios tem se mostrado ineficaz por focar excessivamente em redução de despesas imediatas, como o fechamento de agências e programas de demissão voluntária. No entanto, essas ações não atacam a raiz do problema financeiro da empresa. A adesão dos funcionários aos programas de saída ficou abaixo do esperado, enquanto os gastos administrativos continuam a crescer. Reajustes salariais, a inflação e o pagamento de dívidas judiciais são fatores que elevam os custos e drenam os recursos da estatal. O maior desafio para os Correios, contudo, reside na forte concorrência do setor privado. Gigantes como Mercado Livre e Amazon investiram pesadamente em tecnologia, centros de distribuição modernos e logística de entrega ultrarrápida. Enquanto isso, os Correios lidam com processos manuais e infraestrutura defasada, perdendo mercado justamente em um setor, o comércio eletrônico, onde deveria prosperar. Garantia da União e Risco Fiscal para os Contribuintes A concessão da “Garantia da União” para empréstimos dos Correios significa que o Tesouro Nacional atua como fiador da estatal. Caso os Correios não consigam honrar suas dívidas, o governo federal, e consequentemente os contribuintes, serão os responsáveis por quitar esses débitos. Especialistas alertam que essa prática representa um alto risco fiscal. A estatal se endivida sem apresentar garantias de geração de novos lucros, o que pode agravar ainda mais sua situação financeira no longo prazo e onerar o erário público. Futuro Incerto e Ajustes Estruturais Necessários A percepção geral é de que o governo busca “tapar o buraco” financeiro no curto prazo, possivelmente para evitar decisões impopulares antes das eleições presidenciais de 2026. Essa estratégia, no entanto, não resolve os problemas estruturais da empresa. Independentemente do resultado eleitoral, será imprescindível um ajuste estrutural profundo nos Correios. Discussões sobre capitalização direta da empresa ou a reavaliação completa do seu modelo de gestão devem retornar à pauta, visando garantir a sustentabilidade e a eficiência da estatal no futuro.

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Mãe venezuelana relata luta agonizante para encontrar filho deportado pelos EUA após terremotos

Mãe venezuelana relata luta agonizante para encontrar filho deportado pelos EUA após terremotos A dor de Oswadeliz del Carmen Nuñez Ramirez, de 58 anos, se intensificou após uma ligação de quatro minutos com seu filho, Daniel Alejandro, 28. Na conversa, ela descobriu que ele havia sido deportado pelos Estados Unidos e retornado à Venezuela. Meia hora depois, dois terremotos devastadores atingiram o país, e Daniel estava em um dos prédios que desabaram no estado de La Guaira. Daniel Alejandro era um dos 145 venezuelanos, entre adultos e crianças, que vieram no mesmo voo de deportados. Eles foram levados para um local que, segundo Oswadeliz, é usualmente destinado a usuários de drogas e pessoas em situação de rua, transformado em base para receber imigrantes retornados. A partir daí, começou um calvário para a mãe em busca de seu filho. Sentada no chão de um apartamento emprestado em Caracas, com as cinzas de Daniel em uma pequena caixa de madeira ao lado, Oswadeliz compartilhou sua história. Ela relata informações desencontradas do Estado, falta de apoio e uma luta solitária para encontrar o corpo de seu primogênito, conforme divulgado em sua narrativa. A jornada de Daniel e o medo da deportação Oswadeliz descreve seu filho como muito inteligente, que sempre teve boas notas e desejava ir à universidade. No entanto, diante da baixa remuneração de profissionais na Venezuela, Daniel decidiu migrar para o Peru, onde viveu por quatro anos. Aos 24 anos, em 2022, ele buscou oportunidades nos Estados Unidos, entrando pela fronteira com o México, um ato que ele mesmo reconheceu como um delito. Ele trabalhou em diferentes cidades da Flórida, buscando oportunidades. Recentemente, Daniel expressava preocupação com a perseguição a imigrantes nos EUA. Apesar de ter um pedido de asilo em tramitação, o medo o levou a considerar o retorno em julho. Contudo, em 10 de maio, dia das mães na Venezuela, ele foi detido. A luta por 15 mil dólares e a deportação inesperada A comunicação com Daniel tornou-se escassa. Ele precisava de US$ 15 mil para fiança e advogados. Oswadeliz organizou uma campanha online, mas não obteve o valor necessário. Ela reflete que, se tivessem conseguido o dinheiro, seu filho estaria vivo. Após passar por quatro prisões, Daniel chegou ao Texas. Em 23 de maio, ele ligou para a mãe avisando sobre a possibilidade de deportação nos dias seguintes. A missão Vuelta la Patria, responsável por receber os deportados, nunca informou Oswadeliz sobre a vinda de seu filho. O último contato e a tragédia dos terremotos No dia 24 de maio, às 17h25, Daniel fez uma rápida ligação de quatro minutos para a mãe. Ele informou que havia chegado à Venezuela há poucas horas e que estaria em um hotel, mas não se lembrava do nome. Ele disse que no dia seguinte seria levado para casa. Meia hora após essa conversa, os terremotos atingiram a Venezuela. Oswadeliz perdeu o contato com o filho e iniciou uma busca desesperada, sem obter informações da missão Vuelta la Patria. Cinco dias de

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Guerra ao Terror: Entenda como o 11 de Setembro Legou um Estado de Exceção Permanente e o Legado Sombrio da Rotulação de ‘Terrorista’

O legado duradouro do 11 de Setembro: poder ampliado e a normalização da exceção Quase duas décadas e meia se passaram desde os trágicos atentados de 11 de Setembro, um evento que não apenas ceifou quase 3.000 vidas, mas também redefiniu a segurança global e os direitos civis. Para muitos familiares, como Terry Rockefeller, que perdeu a irmã Laura naquele dia, as respostas sobre quem planejou e financiou os ataques, e por que o sistema falhou em impedi-los, permanecem evasivas. Enquanto as perguntas persistem, o aparato de segurança erguido após o 11 de Setembro segue ativo, com poderes presidenciais ampliados para autorizar ações contra organizações consideradas terroristas pela Casa Branca. Especialistas apontam que esses instrumentos legais e políticos, criados em um período de urgência, continuam a ser utilizados para justificar novas operações militares e medidas extraordinárias de segurança nacional, inclusive sob governos posteriores. Essa permanência do estado de exceção é uma das ironias mais profundas do legado do 11 de Setembro, conforme aponta Rockefeller. Ela, que se juntou ao grupo Peaceful Tomorrows em busca de respostas e de uma abordagem não violenta, lamenta que o medo e a tragédia não alterem os valores fundamentais. A falta de responsabilização pelos abusos cometidos durante a chamada Guerra ao Terror, e a dificuldade em obter respostas concretas sobre o planejamento e financiamento dos ataques, são pontos centrais de sua crítica, conforme divulgado pela Folha. A Busca por Respostas e a Falha na Responsabilização Terry Rockefeller, que acompanhou de perto os processos contra os acusados de planejar os atentados, incluindo viagens a Guantánamo, expressa frustração com a condução dos julgamentos militares. As discussões sobre Guantánamo, tortura pela CIA e impasses judiciais dominaram os processos, ofuscando questões cruciais sobre o planejamento, financiamento e motivações dos ataques. Para Rockefeller, a Comissão do 11 de Setembro, embora uma conquista para as famílias, não ofereceu as respostas consideradas centrais. A ausência de justiça e responsabilização para o crime mais hediondo em solo americano é um ponto de profunda insatisfação. Lawrence Husick, pesquisador do Foreign Policy Research Institute, concorda que a comissão foi eficaz em reconstruir os eventos e identificar falhas, mas falhou em aprofundar os objetivos estratégicos de longo prazo da Al Qaeda, limitando sua utilidade para orientar políticas de segurança futuras. Guantánamo e o Legado Institucional da Guerra ao Terror Os cinco homens acusados de organizar os atentados, incluindo Khalid Sheikh Mohammed, permanecem detidos em Guantánamo. Os processos são marcados por disputas jurídicas, com provas comprometidas por programas de tortura da CIA e confissões inadmissíveis. Mais de duas décadas depois, não há perspectiva clara de julgamento definitivo. Yumna Rizvi, analista de políticas públicas do Center for Victims of Torture, argumenta que o principal legado da Guerra ao Terror não foi apenas militar, mas institucional. A ausência de prestação de contas significativa sobre a arquitetura legal e política criada após o 11 de Setembro permitiu que mecanismos de combate ao terrorismo sobrevivessem muito além das guerras no Afeganistão e Iraque. A Ampliação do Uso da Categoria ‘Terrorista’ e

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Dia Nacional de Luta: Trabalhadores Pressionam Senado pelo Fim da Escala 6×1 e Redução da Jornada para 40 Horas Semanais

Movimento cresce e busca aprovação de lei para limitar jornada e escala de trabalho no Brasil A insatisfação com a escala de trabalho 6×1, que concede apenas um dia de folga por semana, ganhou as ruas do Rio de Janeiro nesta terça-feira (30). Centenas de pessoas participaram de um ato que abriu o Dia Nacional de Mobilização, exigindo a redução da jornada semanal e o fim da exaustiva escala. A manifestação percorreu cerca de 6 quilômetros, evidenciando o cansaço e a busca por melhores condições de vida para os trabalhadores. A operadora de caixa Fátima Dantas de Souza Alves, de 22 anos, expressou o sentimento de muitos: “Nós estamos cansados!”. Ela ressaltou que um dia a mais de folga representaria “diversos alívios”, permitindo tempo para cuidados com a saúde física e mental, organização da casa e, principalmente, mais tempo de qualidade com a família. O sonho de Fátima é cursar faculdade e se tornar professora, um objetivo que a atual jornada de trabalho dificulta. A mobilização, que envolve organizações como a CUT, o movimento Vida Além do Trabalho (VAT) e as frentes Povo Sem Medo e Brasil Popular, estende-se por 21 cidades em 14 estados e no Distrito Federal. O principal objetivo é pressionar pela tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019, que visa reduzir a carga horária semanal de 44 para 40 horas e estabelecer dois dias de repouso remunerado, sem cortes salariais. Essas informações foram divulgadas pelas entidades organizadoras do movimento. PEC 221/2019: O Caminho no Congresso A PEC 221/2019 já foi aprovada pela Câmara dos Deputados em 27 de maio, mas encontra-se parada no Senado, aguardando a decisão do presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP). Caso seja aprovada sem alterações de mérito, a proposta seguirá para promulgação. No entanto, qualquer modificação exigirá um novo retorno à Câmara dos Deputados para nova análise. No início de junho, Alcolumbre indicou que a PEC seria analisada “sem pressa” e que “melhorias” poderiam ser feitas no texto. Para tentar agilizar o processo, centrais sindicais, sindicatos e movimentos sociais têm um encontro marcado com Davi Alcolumbre nesta quarta-feira (1º), com o intuito de “destravar a pauta do fim da escala 6×1”. A CUT também lançou o site “Na Pressão”, onde a população pode enviar mensagens aos parlamentares para exercer pressão. Vozes da Mobilização e Apoio Popular O vereador Rick Azevedo (PSOL), criador do VAT, classificou o momento como “crucial para os trabalhadores brasileiros” e criticou a demora na tramitação da PEC. “Hoje não se trata mais só de um balconista de farmácia querendo o fim da escala 6×1. O recado concreto que a gente pode dar hoje é que nós não vamos desistir”, afirmou, relembrando sua própria experiência como balconista e o vídeo que viralizou defendendo a mudança. Gabriel Siqueira, coordenador nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), destacou o apoio recebido durante a manifestação. “Durante todo o percurso, fomos muito bem recebidos pelos trabalhadores, o que mostra que essa luta já ganhou o apoio da classe trabalhadora brasileira”,

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Reviravolta nos EUA: Mais de 900 Militares Americanos em Operações de Ajuda na Venezuela Após Terremotos Devastadores

EUA enviam mais de 900 militares para operações de ajuda na Venezuela em um gesto humanitário surpreendente As Forças Armadas dos Estados Unidos estabeleceram uma presença significativa na Venezuela e em áreas próximas, com mais de 900 militares atuando diretamente no país e aproximadamente 800 adicionais em bases no Caribe, como Porto Rico e Curaçao. Esta mobilização ocorre para apoiar operações de socorro após os recentes e devastadores terremotos que atingiram a nação sul-americana. O general Francis Donovan, comandante do Comando Sul dos EUA, detalhou as ações, que incluem operações de busca e resgate, o restabelecimento de um aeroporto e a mobilização de recursos aéreos e navais essenciais para a chegada de ajuda humanitária. A iniciativa marca uma notável mudança na relação entre os dois países. Essa cooperação humanitária ocorre em um contexto de tensões históricas, incluindo uma operação americana para capturar o ditador venezuelano Nicolás Maduro em janeiro. Conforme informado à agência Reuters pelo general Donovan, a missão atual demonstra a capacidade de adaptação e a prioridade dada ao auxílio em desastres naturais, conforme divulgado pelo Comando Sul dos EUA. Operações de Busca, Resgate e Inteligência Aérea O general Donovan explicou que os militares americanos estão empregando recursos avançados, como pelo menos quatro ou cinco drones MQ-9 Reaper, para sobrevoar a Venezuela. Essas aeronaves não tripuladas auxiliam na identificação de vias desobstruídas e na localização de edifícios danificados, fornecendo informações cruciais que podem ser de difícil acesso para as autoridades venezuelanas no terreno. Uma célula de integração de informações em Miami também está reforçando a capacidade de inteligência das autoridades venezuelanas. Essa colaboração visa otimizar os esforços de socorro, direcionando recursos para as áreas mais necessitadas e aumentando as chances de encontrar sobreviventes em meio aos escombros. A tecnologia, antes usada para monitorar ameaças, agora serve a um propósito humanitário. Mudança de Relação e Cooperação Recente A presença militar dos EUA em solo venezuelano para fins de ajuda humanitária representa uma reviravolta diplomática e militar. Apenas em janeiro deste ano, os EUA tentaram capturar o presidente Nicolás Maduro. Donovan destacou a notável mudança na relação, lembrando também uma operação conjunta recente que resultou na morte de um líder da gangue venezuelana Tren de Aragua. Essa cooperação em operações de socorro, que envolveu fuzileiros navais americanos sendo os primeiros a atuar em solo auxiliando na remoção de escombros, demonstra um novo capítulo nas interações entre os dois países. A ajuda humanitária, no entanto, não é vista como uma missão de permanência prolongada. Esforços de Socorro e Críticas ao Regime A Venezuela foi atingida por terremotos devastadores, com magnitudes de 7,2 e 7,5, que causaram a queda de edifícios e prenderam milhares de pessoas sob os escombros. Nos primeiros dias, o regime venezuelano enfrentou críticas por sua resposta inicial, com moradores recorrendo a métodos manuais para buscar parentes. Equipes de resgate estrangeiras, incluindo a americana, têm desempenhado um papel vital na mobilização de recursos e na expertise necessária para as operações de busca e salvamento. O general Donovan ressaltou que a

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Terremotos na Venezuela: Repórter da Folha Detalha Resgates e Crise Política em Meio a Tragédia

Enviada especial da Folha descreve a dura realidade na Venezuela após série de terremotos e o impacto da crise política nos esforços de resgate. Caracas foi novamente abalada por um tremor de magnitude 4,6 nesta segunda-feira (29), adicionando mais apreensão em meio aos esforços de resgate das vítimas dos terremotos da semana passada. As buscas continuam intensas, especialmente no estado de La Guaira, o mais atingido pelos abalos. O número de mortos já ultrapassa a marca de 1.719, e cerca de 50 mil pessoas ainda estão desaparecidas. Em La Guaira, a situação é desoladora, com as próprias famílias dos desaparecidos liderando as frentes de resgate, munidas de poucos recursos, mas muita esperança. O podcast “Café da Manhã” da Folha, publicado nesta terça-feira (30), apresenta um panorama detalhado da tragédia venezuelana, com a reportagem de Mayara Paixão, enviada especial, que compartilha suas impressões e análises sobre como a crise política e social do país agrava a situação humanitária. A reportagem traz informações coletadas em campo, explicando a dinâmica dos trabalhos de resgate e as complexas relações políticas que cercam a tragédia. Resgates em La Guaira: Famílias na Linha de Frente Em La Guaira, a angústia se mistura à determinação. Familiares de pessoas desaparecidas assumiram um papel crucial nas buscas, muitas vezes improvisando ferramentas e trabalhando incansavelmente. A solidariedade internacional se manifestou com a chegada de suprimentos e profissionais de resgate de 24 países, um esforço conjunto para lidar com a dimensão da catástrofe. Crise Política e Tragédia Natural: Uma Combinação Devastadora A tragédia natural na Venezuela é agravada por um cenário político já conturbado. Críticos acusam a líder interina Delcy Rodríguez de politizar a situação, enquanto apoiadores do governo imputam aos opositores a exploração da crise. Há relatos de que aliados da líder opositora, María Corina Machado, estariam tentando retornar ao país. O Podcast “Café da Manhã”: Um Olhar Aprofundado O episódio especial do “Café da Manhã” conta com a narração da repórter Mayara Paixão, que compartilha suas experiências e descobertas. O podcast, disponível no Spotify, serviço parceiro da Folha, oferece uma análise aprofundada sobre os desafios enfrentados pela Venezuela, abordando tanto os esforços de resgate quanto as complexas dinâmicas políticas. Produção e Apresentação do Podcast O “Café da Manhã” é uma produção diária da Folha, publicada de segunda a sexta-feira. Os apresentadores Gabriela Mayer e Gustavo Simon conduzem as discussões, com produção de Gustavo Luiz e Laura Lewer, e edição de som de Raphael Concli. O episódio sobre a Venezuela promete oferecer um olhar detalhado e humano sobre a crise que assola o país.

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Reino Unido Anuncia Maior Investimento em Defesa Desde a Guerra Fria com Foco em IA e Drones

Reino Unido Aumenta Gastos com Defesa para Níveis Históricos em Resposta a Ameaças Globais O governo do Reino Unido anunciou um plano ambicioso de investimento em defesa, o maior desde o fim da Guerra Fria. A iniciativa, com um aporte de 15 bilhões de libras (aproximadamente R$ 102 bilhões) ao longo dos próximos quatro anos, visa modernizar as forças armadas e prepará-las para os desafios geopolíticos atuais. Esta medida surge em um momento de crescentes tensões internacionais, incluindo a guerra na Ucrânia e a instabilidade global, que têm levado países a reavaliar suas capacidades de defesa. A decisão também pode ser vista como um último grande ato do primeiro-ministro Keir Starmer, que em breve deixará o cargo. Apesar do montante expressivo, críticos e analistas apontam que o investimento pode ter demorado a ser implementado e talvez não seja suficiente para acompanhar a velocidade das mudanças no cenário mundial. A informação foi divulgada nesta terça-feira (30) e detalhada em análises recentes. Contexto Geopolítico e Histórico do Investimento O Reino Unido, que já possui o quinto maior orçamento militar do mundo, com estimados R$ 488 bilhões em 2025 segundo o Instituto Internacional de Estudos Estratégicos (IISS), discute o aumento de seus gastos em defesa desde 2014, após a anexação da Crimeia pela Rússia. A invasão da Ucrânia em 2022 e a possibilidade de mudanças na política externa dos Estados Unidos intensificaram a urgência desse debate. Em julho de 2025, foi publicada a Revisão Estratégica de Defesa, que delineia a preparação para um potencial confronto com a Rússia. Como parte dessa estratégia, o país anunciou a aquisição de 12 caças F-35A dos EUA, equipados com capacidade para armamento nuclear tático. Esta aquisição reforça a capacidade de dissuasão britânica. Metas de Gasto e Foco em Tecnologia de Ponta O governo britânico se comprometeu a atingir a meta de gastar 5% do Produto Interno Bruto (PIB) em defesa até 2035. Deste percentual, 3,5% seriam destinados a capacidades militares e 1,5% a infraestrutura. Esse objetivo foi estabelecido, em parte, para alinhar-se às expectativas de parceiros como os Estados Unidos, especialmente no contexto da OTAN. O plano de investimento atual eleva o gasto para 4,2% do PIB, com a meta de alcançar 3% em breve e 5% até 2035. O foco principal do programa está na chamada “guerra do futuro”, com ênfase em combate com drones e sistemas de inteligência artificial (IA). A percepção no Reino Unido é de um certo atraso em relação a outras potências que já exploram essas tecnologias. Comparativo com Outras Nações Europeias e Fontes de Financiamento Em 2025, o gasto do Reino Unido com defesa representa 2,38% do PIB, um índice inferior aos mais de 4% da Polônia, mas superior aos 2,14% da Alemanha. No entanto, a Alemanha está em processo de aceleração, dobrando seu investimento militar desde 2021 e prevendo comprometer cerca de 3% do PIB até 2029. Para financiar esse aumento, o primeiro-ministro Starmer indicou que cortes serão necessários em outras áreas, como projetos de estradas e energia, justificando a

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Colapso na Saúde da Venezuela: Hospitais Superlotados e Danificados Pós-Terremotos, Alerta OMS

OMS revela cenário caótico na saúde venezuelana após tremores, com unidades danificadas e falta de profissionais. A Venezuela enfrenta uma crise sanitária sem precedentes após os recentes terremotos, segundo um alerta da Organização Mundial da Saúde (OMS). A infraestrutura hospitalar sofreu danos significativos, agravando a já precária situação do sistema de saúde no país. Profissionais de saúde relatam condições de trabalho extremas, com unidades abertas operando muito além de sua capacidade. A falta de pessoal especializado, especialmente em áreas críticas como obstetrícia, compromete ainda mais o atendimento à população afetada. A situação é alarmante, com a OMS apontando para um risco crescente de surtos de doenças. A combinação de infraestrutura danificada, superlotação e interrupções no saneamento básico pode criar um ambiente propício para a disseminação de enfermidades. Danos e Sobrecarga nos Hospitais Venezolanos A Organização Mundial da Saúde divulgou um relatório nesta terça-feira (30) detalhando o impacto dos terremotos no sistema de saúde da Venezuela. De acordo com o porta-voz da OMS, Christian Lindmeier, ao menos **três unidades de saúde sofreram danos graves**, enquanto outras seis foram parcialmente afetadas ou operam com capacidade reduzida. Os demais hospitais, apesar de funcionarem, estão sob **enorme sobrecarga**. Atendimento Caótico e Falta de Profissionais Especializados Lindmeier descreveu um cenário de atendimento em condições caóticas, com **fluxo desorganizado de pacientes**, superlotação e um aumento considerável na fila de espera por cirurgias. A situação é especialmente crítica na região de La Guaira, a mais atingida pelos tremores, onde a **falta de profissionais de saúde especializados em atendimento materno** compromete a assistência obstétrica. Risco de Surtos de Doenças e Crise Humanitária Agravada A OMS também alertou para as graves consequências a longo prazo. As **interrupções nos serviços de saúde**, somadas aos problemas no abastecimento de água e saneamento, e o deslocamento da população, criam um ambiente propício para o surgimento de doenças. Há um risco real de **surtos de doenças preveníveis por vacinação**, como sarampo, difteria e coqueluche, além da possível aceleração na disseminação de febre amarela, dengue e malária. Números Alarmantes de Vítimas Pós-Terremotos Os terremotos que atingiram a Venezuela deixaram um rastro de destruição e tragédia. Segundo o balanço mais recente divulgado pelas autoridades venezuelanas, o número de mortes devido ao desastre aumentou para **1.943 pessoas**, e ao menos **10.571 pessoas ficaram feridas**. A crise humanitária, já existente, foi drasticamente agravada pela catástrofe natural, evidenciando a fragilidade do sistema de saúde e a necessidade urgente de apoio internacional.

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Oligarca Ucraniano Vadim Irmolaiev Ferido em Explosão de Pacote-Bomba em Mônaco; Autoridades Investigam Crime Atroz

Explosão em Prédio Residencial Choca Mônaco e Deixa Três Feridos, Incluindo Oligarca Ucraniano Um violento pacote-bomba explodiu em um prédio residencial em Mônaco na noite desta segunda-feira, 29 de abril, deixando três pessoas feridas. Entre os atingidos está o oligarca ucraniano Vadim Irmolaiev, que reside no principado. A explosão, ocorrida por volta das 21h (16h no horário de Brasília), marca o primeiro incidente desse tipo na história de Mônaco, conforme divulgado pelas autoridades locais. O governo de Mônaco confirmou inicialmente dois feridos em estado grave, um casal com idades entre 50 e 60 anos, e um adolescente de 13 anos com lesões. A identidade das vítimas, no entanto, não foi oficialmente revelada pelo principado. A notícia sobre o envolvimento de Irmolaiev foi assegurada por uma fonte próxima ao caso à agência AFP, confirmando informações preliminares da rede de televisão francesa BFMTV. Este incidente ocorre em um momento delicado para Vadim Irmolaiev, que está sob sanções impostas pela Ucrânia desde dezembro de 2023. A decisão, promulgada pelo presidente Volodimir Zelenski, estaria relacionada à continuidade das atividades comerciais do bilionário no ramo de bebidas alcoólicas na Crimeia, península anexada pela Rússia. Conforme noticiado pela imprensa, os serviços de segurança ucranianos estariam por trás dessas sanções. As autoridades de Mônaco planejam conceder uma coletiva de imprensa nesta terça-feira, 30 de abril, para detalhar as investigações. Detalhes da Explosão e Investigação em Andamento O procurador-geral de Mônaco, Stéphane Thibault, informou à AFP que o artefato explosivo estava contido em uma bolsa ou pacote. Este item foi deixado no saguão do edifício por uma pessoa não identificada, que posteriormente deixou o local. A descrição aponta para um ato premeditado, o que intensifica a investigação sobre a autoria e os motivos por trás do ataque com o pacote-bomba. Reações e Reforço na Segurança do Principado O príncipe Albert 2º de Mônaco classificou o ocorrido como um “crime atroz” e um “golpe para toda a comunidade monegasca”. Em comunicado oficial, Sua Alteza Serenidade reafirmou que a segurança do microestado europeu “sempre foi uma prioridade” e que “continuará a sê-lo mais do que nunca”. Em resposta ao atentado, as autoridades já reforçaram as medidas de segurança no principado, que já é conhecido por seu alto nível de proteção. Vítimas Transferidas para Tratamento na França As três vítimas do atentado com pacote-bomba foram transferidas para a cidade de Nice, na França, localizada a aproximadamente 20 quilômetros de Mônaco. A mudança foi realizada para que recebessem atendimento médico especializado. A investigação segue em sigilo, com o objetivo de identificar os responsáveis pelo ataque que abalou a tranquilidade do principado.

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Milagre nos Escombros: Mãe e Bebê de 18 Dias Resgatados Vivos na Venezuela Após Terremoto Brutal

Mãe Relata Força do Filho de 18 Dias para Sobreviver em Escombros de Terremoto na Venezuela A força de um recém-nascido foi o principal motor para a sobrevivência de sua mãe, Dayana Patino, que foi resgatada com seu bebê de apenas 18 dias dos escombros de sua casa destruída na Venezuela. O relato comovente foi divulgado pela rede BBC, destacando a resiliência humana em face de uma tragédia natural. Dayana descreveu o pequeno Juan David como sua “motivação para ficar acordada e alerta”. A cada instante, ela verificava se o filho ainda respirava, sentindo que enquanto ele estivesse vivo, ela também teria forças para lutar pela vida. As imagens do resgate circularam o globo, transformando o bebê em um ícone de esperança para um país assolado por uma catástrofe. A Venezuela foi severamente atingida por dois terremotos na quarta-feira, dia 24, que deixaram um rastro de destruição e mais de 1.700 mortos. Dezenas de milhares de pessoas ainda estão desaparecidas, em um cenário que a própria vice-presidente do país, Delcy Rodríguez, classificou como a “catástrofe natural mais brutal” da história venezuelana. Conforme informação divulgada pela BBC, as buscas por sobreviventes continuam, mas as esperanças diminuem a cada hora. O Momento do Desastre e a Luta pela Vida Em uma clínica na capital, Caracas, Dayana Patino narrou as angustiantes horas que passou sob os escombros, com o bebê aninhado junto ao corpo, em meio a preces por salvação. Ela estava na cozinha de seu apartamento, no oitavo andar de um prédio na região costeira de La Guaira, quando os tremores começaram. Sua primeira reação foi correr para abraçar o filho, acreditando inicialmente ser apenas um tremor leve. “Senti como se estivesse voando. Depois, senti como se estivesse afundando na água e na terra e, então, caí no buraco onde fiquei. Não sei como não soltei meu bebê porque eu estava voando. Fui esmagada contra os móveis”, relatou Dayana, descrevendo o caos do desabamento. Inicialmente, ela gritou em busca de ajuda, mas logo percebeu o silêncio opressor ao redor. “Eu disse para mim mesma, não vou desperdiçar minha energia, vou gritar quando for necessário, quando ouvir vozes ou passos por perto”, contou. A mãe relatou a dificuldade de manter a calma, com sua perna esquerda presa sob o concreto e a têmpora pressionada contra uma rocha. Um Ponto de Luz e a Promessa de Resgate Em meio ao desespero, Dayana encontrou esperança ao sentir uma Bíblia sob si. “Ali começou minha jornada de sobrevivência”, disse. Na escuridão, um “ponto de luz que parecia a lua” ofereceu um vislumbre de esperança. O resgate se tornou iminente quando ela ouviu seu irmão chamando seu nome. “Eu disse para mim mesma, esta é minha única chance. Gritei com toda a força dos meus pulmões… Gritei ‘Estou aqui’ com toda a minha força, e ele disse, ‘Eu te encontrei e prometo que não vou embora até te tirar daqui’”, relembrou, emocionada. A promessa foi cumprida em uma operação delicada que, na noite de quinta-feira, dia 25,

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Correios Rumo ao Rombo Histórico: Crise Aprofunda em 2026 Sob Lula, Concorrência e Plano Falho Agravam Situação

Correios enfrentam rombo financeiro recorde em 2026: entenda os motivos da crise sob o governo Lula. A situação financeira dos Correios se agrava em 2026, com a estatal caminhando para um rombo financeiro histórico. Apesar do socorro do governo federal e de planos de reestruturação, a empresa registrou um prejuízo expressivo de R$ 3,16 bilhões apenas no primeiro trimestre deste ano, sinalizando um fechamento de contas no vermelho. A empresa, que teve lucros em 2021, agora enfrenta uma queda livre nas finanças. Em 2025, o prejuízo já havia atingido um recorde de R$ 8,5 bilhões. O resultado do primeiro trimestre de 2026, quase o dobro do mesmo período do ano anterior, demonstra que as medidas de economia implementadas até agora não são suficientes para reverter o quadro. Essa análise se baseia em informações apuradas pela equipe de reportagem da Gazeta do Povo. O cenário atual levanta sérias preocupações sobre a sustentabilidade da empresa e o impacto no bolso do contribuinte, especialmente com a União oferecendo garantia para empréstimos da estatal. Plano de Recuperação Insuficiente e Desafios da Concorrência Privada O plano de recuperação dos Correios tem se mostrado ineficaz por focar excessivamente em redução de despesas imediatas, como o fechamento de agências e programas de demissão voluntária. No entanto, essas ações não atacam a raiz do problema financeiro da empresa. A adesão dos funcionários aos programas de saída ficou abaixo do esperado, enquanto os gastos administrativos continuam a crescer. Reajustes salariais, a inflação e o pagamento de dívidas judiciais são fatores que elevam os custos e drenam os recursos da estatal. O maior desafio para os Correios, contudo, reside na forte concorrência do setor privado. Gigantes como Mercado Livre e Amazon investiram pesadamente em tecnologia, centros de distribuição modernos e logística de entrega ultrarrápida. Enquanto isso, os Correios lidam com processos manuais e infraestrutura defasada, perdendo mercado justamente em um setor, o comércio eletrônico, onde deveria prosperar. Garantia da União e Risco Fiscal para os Contribuintes A concessão da “Garantia da União” para empréstimos dos Correios significa que o Tesouro Nacional atua como fiador da estatal. Caso os Correios não consigam honrar suas dívidas, o governo federal, e consequentemente os contribuintes, serão os responsáveis por quitar esses débitos. Especialistas alertam que essa prática representa um alto risco fiscal. A estatal se endivida sem apresentar garantias de geração de novos lucros, o que pode agravar ainda mais sua situação financeira no longo prazo e onerar o erário público. Futuro Incerto e Ajustes Estruturais Necessários A percepção geral é de que o governo busca “tapar o buraco” financeiro no curto prazo, possivelmente para evitar decisões impopulares antes das eleições presidenciais de 2026. Essa estratégia, no entanto, não resolve os problemas estruturais da empresa. Independentemente do resultado eleitoral, será imprescindível um ajuste estrutural profundo nos Correios. Discussões sobre capitalização direta da empresa ou a reavaliação completa do seu modelo de gestão devem retornar à pauta, visando garantir a sustentabilidade e a eficiência da estatal no futuro.

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