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Principais Matérias

Meta Recusa Pedido do Governo para Criar Canal de Proteção a Jornalistas Contra Ataques Digitais

Meta se nega a criar canal direto de proteção a jornalistas, motivando preocupação com liberdade de expressão. A Meta, gigante por trás de plataformas como Instagram, Facebook e WhatsApp, recusou um pedido oficial do governo brasileiro para a criação de um canal direto de recebimento de denúncias sobre ameaças, assédio e ataques digitais direcionados a jornalistas, comunicadores e veículos de comunicação. A solicitação partiu do Observatório da Violência Contra Jornalistas e Comunicadores Sociais, órgão vinculado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública. A iniciativa visava oferecer um mecanismo ágil para lidar com casos urgentes e recorrentes de restrições em contas e conteúdos jornalísticos. Em nota, o Observatório destacou que a Meta alegou “complexidade técnica, jurídica e operacional” para justificar a negativa, argumentando que tal medida poderia configurar a “aceitação de novas obrigações regulatórias”. A empresa também sugeriu que seus canais gerais de atendimento já seriam suficientes, pois suas políticas se aplicam a todos os usuários de forma igualitária. A reportagem da Agência Brasil buscou contato com a assessoria da Meta, que informou não comentar o assunto. Escalada da Violência Digital Contra Comunicadores Os dados apresentados pelas secretarias de Justiça e Direitos Digitais do Ministério da Justiça e Segurança Pública, juntamente com a Secretaria de Políticas Digitais, revelam um cenário alarmante. Durante o primeiro turno das eleições, foram registrados 14.182 ataques digitais contra jornalistas e veículos de comunicação, conforme levantamento da Coalizão em Defesa do Jornalismo. Adicionalmente, a organização CTRL+Z compilou 1.121 relatos de restrições a contas e conteúdos políticos, incluindo bloqueios e remoções sem justificativas claras. Esses números evidenciam uma preocupante escalada da violência digital e a falta de transparência em decisões que podem impactar diretamente o exercício da liberdade de expressão. Necessidade de Mecanismos Específicos de Proteção As secretarias ressaltam a urgência da criação de mecanismos específicos e permanentes de proteção a jornalistas no ambiente digital, que vão além do período eleitoral. A preocupação é que a falta de canais dedicados e a insuficiência dos mecanismos gerais oferecidos por plataformas como a Meta podem comprometer o direito fundamental da sociedade à informação. O Ministério da Justiça e Segurança Pública reforça que os ataques e restrições ao jornalismo não afetam apenas indivíduos, mas sim a coletividade, ao limitar o acesso a informações diversas e cruciais para o debate público. A ausência de um canal direto e ágil para denúncias, como o solicitado, agrava o risco para a atuação profissional dos comunicadores. Meta Argumenta Complexidade e Igualdade de Políticas A justificativa da Meta para não criar um canal dedicado a jornalistas, segundo o Observatório, reside na alegada complexidade técnica, jurídica e operacional. A empresa teria argumentado que tal mecanismo poderia implicar na assunção de novas obrigações regulatórias e que o tema demandaria um prazo maior para análise, compatível com sua complexidade. A empresa reiterou que suas políticas se aplicam a todos os usuários de forma indistinta, e que os canais gerais já disponíveis seriam suficientes para atender às demandas. Contudo, o Ministério da Justiça insiste que esses canais não substituem a

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Lula promete Tarifa Zero no transporte com PEC e Flávio Bolsonaro busca apoio sertanejo em última reta de campanha

Lula e Flávio Bolsonaro intensificam campanhas com promessas e shows rumo ao segundo turno Em mais um dia de campanha eleitoral, os candidatos à Presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), apresentaram diferentes estratégias para conquistar os votos no segundo turno. Enquanto Lula focou em propostas voltadas para a população e em mobilização nas ruas, Flávio Bolsonaro buscou o apoio de artistas renomados do cenário sertanejo. As agendas de ambos os candidatos ocorreram em regiões distintas do país, com o petista atuando no Nordeste e o bolsonarista no Centro-Oeste. A reta final da disputa presidencial tem sido marcada por intensas movimentações e pela busca por atrair eleitores que ainda não decidiram seu voto. As informações foram divulgadas em reportagens sobre o dia de campanha dos presidenciáveis. Lula confirmou o envio de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para instituir a tarifa zero no transporte público, enquanto Flávio Bolsonaro participou de eventos com cantores populares e prometeu um governo focado em ajudar os mais necessitados. Lula promete tarifa zero e reforça compromissos sociais Em São Luís, Maranhão, o candidato Luiz Inácio Lula da Silva anunciou que enviará ao Congresso uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para instituir a tarifa zero no transporte público. A proposta visa aproveitar a redução da jornada de trabalho, permitindo que os cidadãos tenham mais tempo de lazer com transporte gratuito nos fins de semana. “A partir do ano que vem, o povo vai passar a trabalhar menos. Então, a gente vai garantir que no sábado e domingo o povo tenha transporte gratuito para poder passear”, declarou Lula, que assinará a proposta da PEC nesta quarta-feira (21). Ele também afirmou que esta é sua última campanha presidencial e que, se eleito, seu quarto mandato será dedicado a consolidar políticas sociais. Lula mencionou a expansão do programa Pé-de-Meia, atualmente voltado para o ensino médio, para estudantes universitários. O programa, criado em 2024, oferece incentivo financeiro-educacional para garantir a permanência e a conclusão escolar. Posteriormente, em um ato de campanha que ligou Juazeiro (BA) e Petrolina (PE), Lula pediu aos apoiadores que convençam eleitores indecisos a irem às urnas. Ele relembrou o desafio feito ao adversário, Flávio Bolsonaro, sobre a quebra de sigilo bancário e telefônico, e indicou que o oponente pode não ter condições de participar do próximo debate na TV Globo se não aceitar a proposta. Flávio Bolsonaro busca apoio de sertanejos e promete mudança Na terça-feira (20), o candidato Flávio Bolsonaro (PL) realizou campanha em Goiás, onde contou com o apoio de artistas sertanejos como Gusttavo Lima e Zezé Di Camargo. Em um vídeo gravado na casa de Gusttavo Lima, Bolsonaro expressou seu desejo de dedicar sua vida a ajudar os necessitados e “consertar esse país”. O candidato destacou preocupações com a segurança pública, afirmando que “anda com medo nas ruas”. Ele também mencionou o endividamento da população e os altos impostos como problemas que afetam os brasileiros, citando a dificuldade de comprar ingressos para shows como um

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A Internacional Autoritária: A Maior Ameaça Atual e Como o Autoritarismo Moderno Supera Seus Predecessores

Ameaça Autoritaria Global: Por Que o Perigo de Hoje é Maior do Que Nunca Há mais de uma década, o debate sobre a ascensão do autoritarismo em democracias tem dividido opiniões. Enquanto alguns veem um exagero no alerta, outros, como aponta a análise, defendem que o perigo é, na verdade, subestimado. A capacidade de manipulação e controle dos líderes autoritários modernos, potencializada por tecnologias como a internet e a inteligência artificial, supera em muito as ferramentas disponíveis para tiranos do passado. Essa nova configuração global exige uma vigilância constante e uma resistência unificada, pois, como aponta a fonte, os autoritários de hoje estão mais coordenados do que nunca. O Autoritarismo Moderno: Uma Nova Era de Ameaças A discussão sobre comparar o autoritarismo contemporâneo com o fascismo do século passado é complexa. Embora alguns puristas exijam a correspondência exata de todas as características do fascismo original, essa exigência é considerada irrealista e menos importante do que entender o impacto das tecnologias atuais. Os líderes autoritários de cem anos atrás não dispunham de armas nucleares, nem da vasta rede de vigilância e controle proporcionada pelas redes sociais e pela internet. Hoje, vivemos sob a sombra de decisões que podem ter consequências globais devastadoras, com figuras como Donald Trump e Vladimir Putin no centro das atenções. A dependência das redes sociais para a comunicação e a organização, paradoxalmente, expõe os cidadãos aos seus proprietários, que muitas vezes são aliados de regimes autoritários ou autoritários por si só. A inteligência artificial surge como mais uma ferramenta em potencial para o controle. A Coalisão Global dos Autoritários: União Pela Corrupção Uma das características mais preocupantes da atual onda autoritária é a união sem precedentes entre líderes de diferentes ideologias, nações e credos. A cola que os une, segundo a análise, é a profunda e total corrupção que os permeia. De líderes em democracias ocidentais a figuras em outras partes do mundo, a falta de pudor na apropriação de recursos públicos é uma marca comum. Essa obsessão compartilhada os leva a coordenar e apoiar mutuamente suas agendas. Enquanto os democratas se dividem em diversas correntes, os autoritários operam como uma verdadeira “Internacional Autoritária”, mesmo que não assumida formalmente. Essa unidade facilita a propagação de seus ideais e a desestabilização das democracias. A Luta Pela Democracia: Uma Batalha Necessária e Gloriosa A luta contra essa “Internacional Autoritária” é descrita como a luta das nossas vidas. Ela exige dos cidadãos a tomada de decisões difíceis, como votar pelo “mal menor”, participar de protestos ao lado de pessoas com quem não concordam e resistir ativamente no ambiente digital. Apesar do cansaço, da insatisfação e do medo constante pela saúde da democracia, essa batalha é considerada gloriosa. A gratidão é expressa a todos que, de alguma forma, participam dessa resistência em seus respectivos países. A possibilidade de aumento drástico da expectativa de vida, discutida entre líderes como Putin e Xi Jinping, levanta ainda mais preocupações. Se concretizada, a tecnologia provavelmente beneficiará primeiro as elites e os “homens fortes”, em vez

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Colômbia: Presidente Espriella Inicia “Guerra Cultural” e Retira Peças sobre Feminismo e LGBTQIA+ de Museu Nacional

Presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, ordena remoção de 30 peças culturais ligadas à diversidade e movimentos sociais, provocando forte reação. O presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, deflagrou sua prometida guerra cultural ao determinar a retirada de cerca de 30 peças do Museu Nacional, em Bogotá. Os itens removidos estavam relacionados a temas como diversidade sexual, feminismo e os processos de paz no país. A medida gerou uma onda de protestos da sociedade civil e mobilizou instituições culturais, levando a Justiça a intervir para garantir a preservação das obras. A intervenção transformou um dos mais importantes espaços de memória histórica colombiana em um palco de disputa política. No fim de semana, manifestantes se reuniram em frente ao museu, o mais antigo do país, exibindo cartazes em defesa da diversidade e acusando o governo de censura. As ações do presidente, que tomou posse em agosto com um discurso conservador e de combate ao crime, agora miram o campo cultural. As peças retiradas faziam parte de uma exposição permanente e incluíam objetos ligados a figuras de esquerda e aos estudantes que impulsionaram a Constituição de 1991. Entre os itens removidos está o chapéu de Carlos Pizarro, ex-comandante da guerrilha M-19, que assinou um acordo de paz em 1989 e foi assassinado meses depois. Conforme informações divulgadas, a retirada ocorreu de maneira repentina, e a sala onde as peças ficavam foi fechada para uma suposta reforma, sem um diretor titular nomeado para a instituição. Ministra da Cultura defende a decisão e critica “cultura woke” A ministra da Cultura, Paola Holguín, justificou a medida nas redes sociais, afirmando que o museu não deve ser utilizado como ferramenta de “doutrinação política”. Ela não detalhou os critérios para a seleção das peças nem a razão da retirada abrupta. No mesmo dia, o presidente Espriella atacou o que chama de “cultura woke”, expressão usada por setores conservadores para criticar pautas progressistas relacionadas a gênero, raça e desigualdade social. Espriella declarou que o Estado tem o “incontornável dever moral e político de impedir que os espaços culturais sejam capturados pelo social-comunismo ateu, inimigo dos valores”. Ele classificou a “cultura woke” como um dos grandes “cânceres” que ameaçam a unidade nacional, colocando a ministra da Cultura como sua “general” nesta batalha. Protestos e intervenção judicial Os protestos começaram no sábado e reuniram artistas, professores, estudantes, membros da comunidade LGBTQIA+ e ativistas feministas. O ato culminou em confrontos com a polícia, que utilizou gás lacrimogêneo e outras táticas de dispersão. Uma instalação improvisada pelos manifestantes, com tijolos e fotografias das peças retiradas, foi destruída pelas forças de segurança. Instituições culturais de outras cidades colombianas, como Medellín e Cartagena, expressaram preocupação e solicitaram ao Ministério da Cultura que garantisse a autonomia das instituições artísticas. As críticas à retirada das peças não se limitaram à esquerda e à classe cultural, alcançando também políticos de centro, como Federico Hoyos e Juan Manuel Galán, que condenaram a intervenção do governo na memória pública. A disputa chegou ao âmbito judicial após organizações

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Europa em Chamas: Moradia, Custo de Vida e Educação Desencadeiam Onda de Protestos Massivos no Continente

Europa vive semanas de tensão com manifestações que tomam o continente, exigindo melhores condições de vida e educação. A Europa está imersa em semanas de intensa agitação social, com multidões saindo às ruas em diversas nações. As principais reivindicações giram em torno de melhores condições de moradia, acesso à educação de qualidade, aumento salarial e a renúncia de líderes governamentais. Embora cada protesto tenha um estopim particular, a frustração generalizada e o desejo por mudança são sentimentos comuns. As mobilizações expõem uma profunda insatisfação com a situação econômica, marcada pela inflação, alta do custo de vida e perda do poder de compra. O aumento abusivo nos preços de imóveis e aluguéis, muitas vezes impulsionado por investimentos voltados ao turismo, também é um dos principais focos de indignação. A juventude europeia, especialmente a geração Z, tem se destacado na organização e participação desses atos, com apoio crescente de sindicatos e centrais trabalhistas. A viralização de táticas de protesto nas redes sociais tem impulsionado o contágio dos movimentos entre países vizinhos. Conforme informação divulgada nas fontes, a Europa vive semanas de tensão com as manifestações que tomaram o continente nas últimas semanas. Onde e Por Quê os Protestos Estão Acontecendo? A França lidera os protestos, com mobilizações em mais de 140 cidades, incluindo a capital, Paris. A Espanha é outro epicentro, com manifestações em Madrid, Barcelona e outras 50 cidades. Movimentos menores também surgiram na Itália, Bélgica, Grécia e Portugal, influenciados pela disseminação de táticas de protesto online. Os Bálcãs, especialmente Kosovo e Albânia, também registraram confrontos intensos, com motivações mais específicas, como acusações de corrupção em projetos imobiliários de luxo na Albânia. As Raízes da Insatisfação: Custo de Vida e Moradia no Centro do Debate A principal motivação por trás das manifestações é a insatisfação econômica generalizada. A alta do custo de vida, impulsionada pela inflação e pelo aumento dos preços de combustíveis, tem corroído o poder de compra dos cidadãos europeus. A especulação imobiliária, com o aumento exorbitante de preços de moradia e aluguéis, agrava ainda mais a situação, tornando o acesso a um lar digno um desafio para muitos. Um caso emblemático na Espanha foi o despejo de Maricarmen Abascal, de 87 anos, que morava em Madrid há mais de 70 anos. Embora tenha conseguido o direito de retornar à sua casa na justiça, ela faleceu pouco depois, evidenciando a gravidade da crise habitacional. Na França, movimentos estudantis, inspirados pelos “Coletes Amarelos”, lutam por maior orçamento e infraestrutura escolar, além do fim de reformas que dificultam o acesso ao ensino superior. Jovens Lideram e Sindicatos Apoiam a Onda de Protestos A juventude europeia da geração Z tem sido a força motriz por trás de muitos dos acampamentos e marchas. Estudantes do ensino médio e universitários, juntamente com ativistas políticos, estão na linha de frente das reivindicações. O apoio de sindicatos e centrais trabalhistas, como o Sindicato dos Inquilinos na Espanha e a Confederação Geral do Trabalho na França, tem fortalecido os movimentos sociais. Apesar da liderança dos movimentos sociais,

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Grito de Protesto na França: “Bismillah, c’est les ténèbres” Vira Símbolo Inesperado de Revolta Estudantil e Crítica Social

A misteriosa frase que ecoa nas ruas da França: “Bismillah, c’est les ténèbres” ganha força em protestos. Centenas de milhares de pessoas tomaram as ruas da França em apoio a estudantes que protestavam contra a precariedade escolar. Em meio à multidão, um slogan peculiar chamou a atenção em cartazes de papelão: “Bismillah, c’est les ténèbres”. A expressão, que combina a saudação islâmica “Em nome de Deus” com a frase francesa “é a escuridão”, pode parecer sem sentido à primeira vista. No entanto, ela rapidamente se tornou um símbolo de um conflito geracional e de descontentamento social. Conforme divulgado pelo The New York Times, a origem da frase remonta ao aplicativo Snapchat. Um usuário, tentando acessar uma sala de bate-papo privada de organizadores de protestos, teria enviado a mensagem, seguida de um convite para “quebrar tudo”. A tentativa, percebida como desajeitada e imitativa da linguagem jovem, viralizou. Polícia sob suspeita e o nascimento de um slogan sarcástico A rápida disseminação da mensagem levou muitos jovens a suspeitar que ela teria sido enviada por policiais infiltrados no movimento estudantil. A falta de autenticidade na linguagem utilizada reforçou essa desconfiança. Em resposta, os manifestantes adotaram “Bismillah, c’est les ténèbres” como um **slogan sarcástico**. A frase passou a zombar das tentativas das autoridades de minar a causa estudantil e a sufocar os protestos. A expressão agora é vista como uma **síntese das tensões históricas** entre a polícia e os manifestantes, especialmente jovens de minorias étnicas e filhos de imigrantes. A dificuldade de comunicação e a percepção de preconceito por parte das autoridades se tornaram centrais na narrativa do protesto. O Ministério do Interior da França, consultado pelo The New York Times, não confirmou se agentes usaram a expressão, mas admitiu que policiais podem assumir identidades falsas online para coletar informações sobre atividades ilegais durante manifestações. Um grito geracional e a crítica à ineficácia governamental Para os estudantes, a formulação da frase representa a **distância geracional** entre o movimento e um governo que, em grande parte, ignorou suas reivindicações. “Nenhum jovem fala assim”, destacou Sabrine Kharbach, porta-voz de uma organização estudantil francesa. A frase se tornou uma forma de expressar que as tentativas de monitoramento e infiltração não passam despercebidas, reafirmando a **capacidade de organização dos jovens** independentemente dessas táticas. A linguagem imitada e falha é vista como um reflexo da **incompreensão das autoridades** sobre o universo juvenil. Phèdre Quémener, um estudante de Paris, descreveu a expressão como uma “imitação péssima de um jovem”, que se tornou uma **piada nacional**. Ele também ressaltou o viés racista implícito, sugerindo que a depredação de propriedades é associada a jovens de origem árabe. O fenômeno se espalha: da França para o mundo O slogan “Bismillah, c’est les ténèbres” extrapolou as fronteiras francesas, aparecendo em manifestações na Bélgica e na Alemanha. A ativista ambiental Greta Thunberg também endossou a expressão em um vídeo de solidariedade ao movimento estudantil. O uso desse slogan ecoa o **humor sombrio e a resiliência** observados em outros movimentos de protesto, como o das Baratas

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Papa Leão XIV: Primeira audiência após cirurgia no pulmão é marcada por ovacionamento e esperança no Vaticano

Papa Leão XIV retoma atividades públicas com energia e emoção após cirurgia pulmonar, recebendo caloroso apoio dos fiéis na Praça de São Pedro. O Papa Leão XIV fez sua primeira aparição pública desde a cirurgia de remoção de um tumor maligno no pulmão, participando da audiência geral na Praça de São Pedro, no Vaticano. Sua chegada em um papamóvel aberto foi recebida com efusivos aplausos e ovacionamentos pela multidão presente. O pontífice, de 71 anos, demonstrou vitalidade ao acenar para os fiéis, sorrir e até mesmo abençoar bebês durante o trajeto. Sua presença marcou um momento de grande expectativa e alívio para os católicos em todo o mundo, após o diagnóstico de adenocarcinoma pulmonar. Leão XIV, eleito em maio de 2025 e o papa mais jovem em décadas, havia prometido retomar gradualmente suas funções. A audiência desta quarta-feira seguiu o formato tradicional, com a praça já repleta horas antes do início, apesar do tempo nublado e da garoa fina. “A primeira coisa que quero dizer a vocês é: obrigado pelo apoio e pelas orações”, declarou Leão XIV à multidão, expressando gratidão e renovando a confiança na bondade divina. As palavras foram recebidas com intensos aplausos, simbolizando a unidade e o carinho dos fiéis. Saúde do Pontífice e Futuro do Ministério A cirurgia, realizada no último dia 13, removeu o lobo inferior do pulmão direito do Papa Leão XIV. O diagnóstico de adenocarcinoma pulmonar, a forma mais comum de câncer de pulmão, gerou comoção e questionamentos sobre o futuro de seu pontificado. Contudo, a Santa Sé informou que o tumor foi completamente removido e, até o momento, não há indicação para quimioterapia, embora novas análises sejam aguardadas. Agenda e Viagens Programadas Apesar da recente cirurgia, a agenda do Papa Leão XIV permanece ativa. Uma importante visita ao Uruguai, Argentina e Peru está programada entre 6 e 17 de novembro. Esta viagem é considerada uma das mais intensas para um líder católico em décadas. Embora a agenda continue prevista, não se descarta a possibilidade de futuras alterações para garantir a recuperação completa do pontífice. Recuperação e Perspectivas O cirurgião-chefe expressou otimismo quanto à recuperação total do Papa Leão XIV a tempo para suas compromissos. Paralelamente, o Secretário de Estado do Vaticano sugeriu a necessidade de o pontífice possivelmente reduzir o ritmo de suas atividades para favorecer sua completa reabilitação. A audiência desta quarta-feira, com duração de 50 minutos e a redução no número de idiomas para as saudações finais, foi um passo significativo nesse processo.

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Geração Z em Lisboa: Jovens Ocupam Praça Contra Crise de Moradia e Sofrem Repressão Policial

Geração Z em Lisboa: Jovens Ocupam Praça Contra Crise de Moradia e Sofrem Repressão Policial Na madrugada desta terça-feira, 20 de fevereiro, a polícia portuguesa dispersou um grupo de jovens que protestava contra a crise de moradia em Lisboa. Os manifestantes, que faziam parte da Geração Z, estavam acampados na Praça do Rossio, um dos pontos mais emblemáticos da capital portuguesa. A ação policial resultou na apreensão de 228 tendas e na prisão de 55 pessoas, segundo informações da Polícia de Segurança Pública de Portugal. O protesto, apelidado de “acampada”, reivindicava condições mais acessíveis para o aluguel de imóveis, um problema crescente que afeta jovens em diversos países europeus. Ativistas presentes no local acusaram a polícia de violência e de apreender pertences pessoais dos manifestantes. Dois jovens teriam sofrido ferimentos leves. A manifestação buscava chamar atenção para a dificuldade da Geração Z em sair da casa dos pais devido aos altos custos de moradia. Conforme informações divulgadas pela Polícia de Segurança Pública de Portugal. O Protesto no Coração de Lisboa O acampamento se formou ao redor da estátua de Dom Pedro IV, figura histórica que no Brasil é conhecido como Dom Pedro I. O slogan entoado pelos jovens portugueses era claro e contundente: “Na rua nos querem, na rua nos verão”, um manifesto contra a precariedade habitacional. Durante a desocupação, os manifestantes entoaram “Grândola, Vila Morena”, hino da Revolução dos Cravos, que em 25 de abril de 1974 pôs fim à ditadura salazarista. A praça do Rossio é palco de celebrações anuais da data nacional portuguesa, adicionando um simbolismo extra ao ato. A polícia, em comunicado, justificou as detenções pela “prática de ilícitos criminais, designadamente desobediência”. As autoridades afirmaram que o uso da força foi “limitado ao mínimo necessário”. Reivindicações e Inspirações Os 55 jovens detidos foram liberados na tarde de terça-feira, com a obrigação de comparecerem a um tribunal no dia seguinte. Na noite do mesmo dia, os manifestantes retornaram ao Rossio para continuar o protesto, sem definir se uma nova “acampada” seria organizada. As manifestações portuguesas, focadas na crise habitacional, foram inspiradas pelo movimento da praça Puerta del Sol, em Madri, onde um acampamento similar ocorre há cerca de um mês. Jovens em Lisboa e no Porto, onde os protestos começaram, buscam a revogação da Lei do Arrendamento, recentemente aprovada provisoriamente pela Assembleia da República. Essa lei alinha-se com a política do governo de Luís Montenegro, que aposta em um “boom” na construção civil para baixar os aluguéis, com incentivos a proprietários, como a facilitação de despejos e o fim dos tetos de aumento. A Geração Z defende o oposto, propondo o crescimento da habitação pública e a recuperação de imóveis ociosos. Impacto e Perspectivas Futuras As exigências dos jovens portugueses ecoam as do movimento espanhol, que buscam o fim de despejos sem alternativa habitacional e limites para a aquisição de imóveis por fundos. Eles também defendem tetos para aluguéis e restrições a aumentos em renovações de contrato. O professor de relações internacionais, Álvaro Vasconcelos, que acompanha os

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Usufruto de Imóvel: Entenda o Que É, Como Funciona e Se Pode Vender ou Alugar

Usufruto de Imóvel: O Guia Completo para Entender Seus Direitos e Deveres O usufruto de imóvel é um direito real previsto no Código Civil e uma prática bastante comum no Brasil, especialmente em situações de planejamento familiar e sucessório. Ele permite que uma pessoa utilize um imóvel e desfrute de seus rendimentos, mesmo que não seja a proprietária legal do bem. Essa modalidade é frequentemente utilizada em doações de pais para filhos, como forma de antecipar heranças e evitar futuros conflitos familiares. Mas o que exatamente significa ter o usufruto de um imóvel e como isso impacta a compra e venda desse bem? Para esclarecer essas e outras dúvidas, Fá bio Ribeiro dos Santos, Oficial de Registro de Imóveis, Títulos e Documentos e Civil das Pessoas Jurídicas de Campos do Jordão (SP) e membro da Comissão de Pensamento Registral Imobiliário do IRIB, explica os detalhes. Conforme Fá bio Ribeiro dos Santos, o usufruto é o direito de usar e aproveitar economicamente um imóvel de outra pessoa. O Que é e Como Funciona o Usufruto de Imóvel O usufruto de imóvel é um direito real que confere a alguém a faculdade de usar e obter os frutos de um bem pertencente a outrem, sem ser o proprietário. Em termos simples, o usufrutuário tem a posse e o direito de usufruir economicamente do imóvel, enquanto a propriedade plena pertence ao nu-proprietário. O Código Civil lista o usufruto entre os 14 direitos reais, conforme o artigo 1.225. Para que tenha validade sobre imóveis, o usufruto deve ser registrado na matrícula do imóvel, no Cartório de Registro de Imóveis, conforme o artigo 1.227. Isso garante que todas as partes interessadas tenham conhecimento da existência desse ônus sobre a propriedade. O titular desse direito é o usufrutuário, que pode, por exemplo, morar no imóvel ou alugá-lo e receber os aluguéis. O proprietário do imóvel, nesse caso, é chamado de nu-proprietário, pois detém apenas a nua-propriedade, sem o direito de uso e gozo imediato. Tipos de Usufruto e Aplicações Comuns Existem diversas classificações para o usufruto, que podem variar quanto à sua duração (vitalício ou temporário), origem (legal ou por usucapião), natureza dos bens, extensão dos direitos e número de titulares. Uma das aplicações mais comuns é o usufruto de pai para filho. Nesse cenário, os pais podem doar um imóvel a um filho, mas manter para si o usufruto. Assim, o filho se torna proprietário, mas os pais continuam com o direito de residir no imóvel ou de alugá-lo. Com o falecimento dos pais, o usufruto é extinto, e o imóvel não precisa passar por inventário, pois a propriedade plena já pertencia ao donatário. A constituição do usufruto pode ocorrer de diferentes formas, como por meio de escritura pública em acordos entre pessoas vivas, em testamento, ou como parte de um acordo entre herdeiros. Cada situação pode demandar procedimentos específicos para formalizar o direito. Direitos, Deveres e a Possibilidade de Venda do Imóvel O usufrutuário tem direito à posse, ao uso, à administração e à

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Comitê da Meta Flagrou Falhas Críticas na Moderação de Conteúdo Durante Eleições Brasileiras e nos EUA

Comitê da Meta Critica Aplicação de Regras em Eleições Brasileiras e nos EUA O Comitê de Supervisão da Meta, responsável por fiscalizar de forma independente as plataformas como Facebook, Instagram e WhatsApp, divulgou um relatório nesta terça-feira (20) apontando “falhas recorrentes” na aplicação de regras de integridade eleitoral durante as eleições presidenciais brasileiras. As preocupações do órgão vão além do Brasil, abrangendo também as eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, que definirão a nova composição do Congresso americano. A análise destaca a necessidade de maior transparência e consistência nas práticas de moderação da Meta. “Da remoção de contas de ativistas políticos durante protestos nos Estados Unidos, às vésperas das eleições de meio de mandato, às restrições técnicas que atingiram as contas de um candidato à Presidência no Brasil, dando origem a acusações de interferência eleitoral, está claro que a Meta precisa fazer mais”, declarou o colegiado em comunicado. O comitê ressalta que o discurso político precisa ser protegido, e não silenciado. Duas faces da falha: Excesso e Falta de Rigor na Moderação O Comitê de Supervisão da Meta identificou que as falhas na moderação de conteúdo pela empresa durante períodos eleitorais e de tensão política se manifestam de duas formas principais. A primeira é a aplicação excessivamente rigorosa das regras, que acaba por suprimir o discurso político legítimo. A segunda, e igualmente preocupante, é a aplicação insuficiente dessas regras, o que compromete diretamente a integridade do processo eleitoral. No caso específico do Brasil, o órgão citou as restrições de impulsionamento aplicadas à conta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição. O comitê considerou que a aplicação excessivamente rigorosa das políticas antifraude da Meta a essas contas de anúncios representa uma falha significativa que deveria ter sido encaminhada a uma equipe interna especializada. Meta Nega Favorecimento e Garante Tratamento Isonômico Em resposta a questionamentos, a Meta enviou uma manifestação ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na noite de segunda-feira (19), negando qualquer favorecimento a um dos candidatos na corrida presidencial. A empresa afirmou que os conteúdos relacionados às duas candidaturas são tratados de forma igual e não discriminatória, apresentando um documento técnico para comprovar o mecanismo que assegura essa isonomia. A manifestação da Meta atendeu a um pedido do ministro Marco Aurélio Bellizze, que solicitou informações sobre as medidas adotadas para garantir o tratamento igualitário às candidaturas de Lula e Flávio Bolsonaro. O pedido do ministro foi motivado por uma reclamação da coligação do presidente Lula, que alegou favorecimento a publicações do seu adversário. Protestos e Cobrança por Indicadores Transparentes Ainda na segunda-feira (19), centenas de manifestantes protestaram em São Paulo contra a Meta e o Google, com o slogan “Meta, não se meta”. Os participantes denunciaram censura a ativistas nas redes sociais, falta de neutralidade na mediação de conteúdos e defesa de interesses próprios pela empresa na gestão de conteúdos. O protesto evidencia a insatisfação de parte da sociedade com as práticas de moderação da plataforma. O Conselho de Supervisão da Meta também relembrou solicitações feitas

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Meta Recusa Pedido do Governo para Criar Canal de Proteção a Jornalistas Contra Ataques Digitais

Meta se nega a criar canal direto de proteção a jornalistas, motivando preocupação com liberdade de expressão. A Meta, gigante por trás de plataformas como Instagram, Facebook e WhatsApp, recusou um pedido oficial do governo brasileiro para a criação de um canal direto de recebimento de denúncias sobre ameaças, assédio e ataques digitais direcionados a jornalistas, comunicadores e veículos de comunicação. A solicitação partiu do Observatório da Violência Contra Jornalistas e Comunicadores Sociais, órgão vinculado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública. A iniciativa visava oferecer um mecanismo ágil para lidar com casos urgentes e recorrentes de restrições em contas e conteúdos jornalísticos. Em nota, o Observatório destacou que a Meta alegou “complexidade técnica, jurídica e operacional” para justificar a negativa, argumentando que tal medida poderia configurar a “aceitação de novas obrigações regulatórias”. A empresa também sugeriu que seus canais gerais de atendimento já seriam suficientes, pois suas políticas se aplicam a todos os usuários de forma igualitária. A reportagem da Agência Brasil buscou contato com a assessoria da Meta, que informou não comentar o assunto. Escalada da Violência Digital Contra Comunicadores Os dados apresentados pelas secretarias de Justiça e Direitos Digitais do Ministério da Justiça e Segurança Pública, juntamente com a Secretaria de Políticas Digitais, revelam um cenário alarmante. Durante o primeiro turno das eleições, foram registrados 14.182 ataques digitais contra jornalistas e veículos de comunicação, conforme levantamento da Coalizão em Defesa do Jornalismo. Adicionalmente, a organização CTRL+Z compilou 1.121 relatos de restrições a contas e conteúdos políticos, incluindo bloqueios e remoções sem justificativas claras. Esses números evidenciam uma preocupante escalada da violência digital e a falta de transparência em decisões que podem impactar diretamente o exercício da liberdade de expressão. Necessidade de Mecanismos Específicos de Proteção As secretarias ressaltam a urgência da criação de mecanismos específicos e permanentes de proteção a jornalistas no ambiente digital, que vão além do período eleitoral. A preocupação é que a falta de canais dedicados e a insuficiência dos mecanismos gerais oferecidos por plataformas como a Meta podem comprometer o direito fundamental da sociedade à informação. O Ministério da Justiça e Segurança Pública reforça que os ataques e restrições ao jornalismo não afetam apenas indivíduos, mas sim a coletividade, ao limitar o acesso a informações diversas e cruciais para o debate público. A ausência de um canal direto e ágil para denúncias, como o solicitado, agrava o risco para a atuação profissional dos comunicadores. Meta Argumenta Complexidade e Igualdade de Políticas A justificativa da Meta para não criar um canal dedicado a jornalistas, segundo o Observatório, reside na alegada complexidade técnica, jurídica e operacional. A empresa teria argumentado que tal mecanismo poderia implicar na assunção de novas obrigações regulatórias e que o tema demandaria um prazo maior para análise, compatível com sua complexidade. A empresa reiterou que suas políticas se aplicam a todos os usuários de forma indistinta, e que os canais gerais já disponíveis seriam suficientes para atender às demandas. Contudo, o Ministério da Justiça insiste que esses canais não substituem a

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Lula promete Tarifa Zero no transporte com PEC e Flávio Bolsonaro busca apoio sertanejo em última reta de campanha

Lula e Flávio Bolsonaro intensificam campanhas com promessas e shows rumo ao segundo turno Em mais um dia de campanha eleitoral, os candidatos à Presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), apresentaram diferentes estratégias para conquistar os votos no segundo turno. Enquanto Lula focou em propostas voltadas para a população e em mobilização nas ruas, Flávio Bolsonaro buscou o apoio de artistas renomados do cenário sertanejo. As agendas de ambos os candidatos ocorreram em regiões distintas do país, com o petista atuando no Nordeste e o bolsonarista no Centro-Oeste. A reta final da disputa presidencial tem sido marcada por intensas movimentações e pela busca por atrair eleitores que ainda não decidiram seu voto. As informações foram divulgadas em reportagens sobre o dia de campanha dos presidenciáveis. Lula confirmou o envio de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para instituir a tarifa zero no transporte público, enquanto Flávio Bolsonaro participou de eventos com cantores populares e prometeu um governo focado em ajudar os mais necessitados. Lula promete tarifa zero e reforça compromissos sociais Em São Luís, Maranhão, o candidato Luiz Inácio Lula da Silva anunciou que enviará ao Congresso uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para instituir a tarifa zero no transporte público. A proposta visa aproveitar a redução da jornada de trabalho, permitindo que os cidadãos tenham mais tempo de lazer com transporte gratuito nos fins de semana. “A partir do ano que vem, o povo vai passar a trabalhar menos. Então, a gente vai garantir que no sábado e domingo o povo tenha transporte gratuito para poder passear”, declarou Lula, que assinará a proposta da PEC nesta quarta-feira (21). Ele também afirmou que esta é sua última campanha presidencial e que, se eleito, seu quarto mandato será dedicado a consolidar políticas sociais. Lula mencionou a expansão do programa Pé-de-Meia, atualmente voltado para o ensino médio, para estudantes universitários. O programa, criado em 2024, oferece incentivo financeiro-educacional para garantir a permanência e a conclusão escolar. Posteriormente, em um ato de campanha que ligou Juazeiro (BA) e Petrolina (PE), Lula pediu aos apoiadores que convençam eleitores indecisos a irem às urnas. Ele relembrou o desafio feito ao adversário, Flávio Bolsonaro, sobre a quebra de sigilo bancário e telefônico, e indicou que o oponente pode não ter condições de participar do próximo debate na TV Globo se não aceitar a proposta. Flávio Bolsonaro busca apoio de sertanejos e promete mudança Na terça-feira (20), o candidato Flávio Bolsonaro (PL) realizou campanha em Goiás, onde contou com o apoio de artistas sertanejos como Gusttavo Lima e Zezé Di Camargo. Em um vídeo gravado na casa de Gusttavo Lima, Bolsonaro expressou seu desejo de dedicar sua vida a ajudar os necessitados e “consertar esse país”. O candidato destacou preocupações com a segurança pública, afirmando que “anda com medo nas ruas”. Ele também mencionou o endividamento da população e os altos impostos como problemas que afetam os brasileiros, citando a dificuldade de comprar ingressos para shows como um

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A Internacional Autoritária: A Maior Ameaça Atual e Como o Autoritarismo Moderno Supera Seus Predecessores

Ameaça Autoritaria Global: Por Que o Perigo de Hoje é Maior do Que Nunca Há mais de uma década, o debate sobre a ascensão do autoritarismo em democracias tem dividido opiniões. Enquanto alguns veem um exagero no alerta, outros, como aponta a análise, defendem que o perigo é, na verdade, subestimado. A capacidade de manipulação e controle dos líderes autoritários modernos, potencializada por tecnologias como a internet e a inteligência artificial, supera em muito as ferramentas disponíveis para tiranos do passado. Essa nova configuração global exige uma vigilância constante e uma resistência unificada, pois, como aponta a fonte, os autoritários de hoje estão mais coordenados do que nunca. O Autoritarismo Moderno: Uma Nova Era de Ameaças A discussão sobre comparar o autoritarismo contemporâneo com o fascismo do século passado é complexa. Embora alguns puristas exijam a correspondência exata de todas as características do fascismo original, essa exigência é considerada irrealista e menos importante do que entender o impacto das tecnologias atuais. Os líderes autoritários de cem anos atrás não dispunham de armas nucleares, nem da vasta rede de vigilância e controle proporcionada pelas redes sociais e pela internet. Hoje, vivemos sob a sombra de decisões que podem ter consequências globais devastadoras, com figuras como Donald Trump e Vladimir Putin no centro das atenções. A dependência das redes sociais para a comunicação e a organização, paradoxalmente, expõe os cidadãos aos seus proprietários, que muitas vezes são aliados de regimes autoritários ou autoritários por si só. A inteligência artificial surge como mais uma ferramenta em potencial para o controle. A Coalisão Global dos Autoritários: União Pela Corrupção Uma das características mais preocupantes da atual onda autoritária é a união sem precedentes entre líderes de diferentes ideologias, nações e credos. A cola que os une, segundo a análise, é a profunda e total corrupção que os permeia. De líderes em democracias ocidentais a figuras em outras partes do mundo, a falta de pudor na apropriação de recursos públicos é uma marca comum. Essa obsessão compartilhada os leva a coordenar e apoiar mutuamente suas agendas. Enquanto os democratas se dividem em diversas correntes, os autoritários operam como uma verdadeira “Internacional Autoritária”, mesmo que não assumida formalmente. Essa unidade facilita a propagação de seus ideais e a desestabilização das democracias. A Luta Pela Democracia: Uma Batalha Necessária e Gloriosa A luta contra essa “Internacional Autoritária” é descrita como a luta das nossas vidas. Ela exige dos cidadãos a tomada de decisões difíceis, como votar pelo “mal menor”, participar de protestos ao lado de pessoas com quem não concordam e resistir ativamente no ambiente digital. Apesar do cansaço, da insatisfação e do medo constante pela saúde da democracia, essa batalha é considerada gloriosa. A gratidão é expressa a todos que, de alguma forma, participam dessa resistência em seus respectivos países. A possibilidade de aumento drástico da expectativa de vida, discutida entre líderes como Putin e Xi Jinping, levanta ainda mais preocupações. Se concretizada, a tecnologia provavelmente beneficiará primeiro as elites e os “homens fortes”, em vez

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Colômbia: Presidente Espriella Inicia “Guerra Cultural” e Retira Peças sobre Feminismo e LGBTQIA+ de Museu Nacional

Presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, ordena remoção de 30 peças culturais ligadas à diversidade e movimentos sociais, provocando forte reação. O presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, deflagrou sua prometida guerra cultural ao determinar a retirada de cerca de 30 peças do Museu Nacional, em Bogotá. Os itens removidos estavam relacionados a temas como diversidade sexual, feminismo e os processos de paz no país. A medida gerou uma onda de protestos da sociedade civil e mobilizou instituições culturais, levando a Justiça a intervir para garantir a preservação das obras. A intervenção transformou um dos mais importantes espaços de memória histórica colombiana em um palco de disputa política. No fim de semana, manifestantes se reuniram em frente ao museu, o mais antigo do país, exibindo cartazes em defesa da diversidade e acusando o governo de censura. As ações do presidente, que tomou posse em agosto com um discurso conservador e de combate ao crime, agora miram o campo cultural. As peças retiradas faziam parte de uma exposição permanente e incluíam objetos ligados a figuras de esquerda e aos estudantes que impulsionaram a Constituição de 1991. Entre os itens removidos está o chapéu de Carlos Pizarro, ex-comandante da guerrilha M-19, que assinou um acordo de paz em 1989 e foi assassinado meses depois. Conforme informações divulgadas, a retirada ocorreu de maneira repentina, e a sala onde as peças ficavam foi fechada para uma suposta reforma, sem um diretor titular nomeado para a instituição. Ministra da Cultura defende a decisão e critica “cultura woke” A ministra da Cultura, Paola Holguín, justificou a medida nas redes sociais, afirmando que o museu não deve ser utilizado como ferramenta de “doutrinação política”. Ela não detalhou os critérios para a seleção das peças nem a razão da retirada abrupta. No mesmo dia, o presidente Espriella atacou o que chama de “cultura woke”, expressão usada por setores conservadores para criticar pautas progressistas relacionadas a gênero, raça e desigualdade social. Espriella declarou que o Estado tem o “incontornável dever moral e político de impedir que os espaços culturais sejam capturados pelo social-comunismo ateu, inimigo dos valores”. Ele classificou a “cultura woke” como um dos grandes “cânceres” que ameaçam a unidade nacional, colocando a ministra da Cultura como sua “general” nesta batalha. Protestos e intervenção judicial Os protestos começaram no sábado e reuniram artistas, professores, estudantes, membros da comunidade LGBTQIA+ e ativistas feministas. O ato culminou em confrontos com a polícia, que utilizou gás lacrimogêneo e outras táticas de dispersão. Uma instalação improvisada pelos manifestantes, com tijolos e fotografias das peças retiradas, foi destruída pelas forças de segurança. Instituições culturais de outras cidades colombianas, como Medellín e Cartagena, expressaram preocupação e solicitaram ao Ministério da Cultura que garantisse a autonomia das instituições artísticas. As críticas à retirada das peças não se limitaram à esquerda e à classe cultural, alcançando também políticos de centro, como Federico Hoyos e Juan Manuel Galán, que condenaram a intervenção do governo na memória pública. A disputa chegou ao âmbito judicial após organizações

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Europa em Chamas: Moradia, Custo de Vida e Educação Desencadeiam Onda de Protestos Massivos no Continente

Europa vive semanas de tensão com manifestações que tomam o continente, exigindo melhores condições de vida e educação. A Europa está imersa em semanas de intensa agitação social, com multidões saindo às ruas em diversas nações. As principais reivindicações giram em torno de melhores condições de moradia, acesso à educação de qualidade, aumento salarial e a renúncia de líderes governamentais. Embora cada protesto tenha um estopim particular, a frustração generalizada e o desejo por mudança são sentimentos comuns. As mobilizações expõem uma profunda insatisfação com a situação econômica, marcada pela inflação, alta do custo de vida e perda do poder de compra. O aumento abusivo nos preços de imóveis e aluguéis, muitas vezes impulsionado por investimentos voltados ao turismo, também é um dos principais focos de indignação. A juventude europeia, especialmente a geração Z, tem se destacado na organização e participação desses atos, com apoio crescente de sindicatos e centrais trabalhistas. A viralização de táticas de protesto nas redes sociais tem impulsionado o contágio dos movimentos entre países vizinhos. Conforme informação divulgada nas fontes, a Europa vive semanas de tensão com as manifestações que tomaram o continente nas últimas semanas. Onde e Por Quê os Protestos Estão Acontecendo? A França lidera os protestos, com mobilizações em mais de 140 cidades, incluindo a capital, Paris. A Espanha é outro epicentro, com manifestações em Madrid, Barcelona e outras 50 cidades. Movimentos menores também surgiram na Itália, Bélgica, Grécia e Portugal, influenciados pela disseminação de táticas de protesto online. Os Bálcãs, especialmente Kosovo e Albânia, também registraram confrontos intensos, com motivações mais específicas, como acusações de corrupção em projetos imobiliários de luxo na Albânia. As Raízes da Insatisfação: Custo de Vida e Moradia no Centro do Debate A principal motivação por trás das manifestações é a insatisfação econômica generalizada. A alta do custo de vida, impulsionada pela inflação e pelo aumento dos preços de combustíveis, tem corroído o poder de compra dos cidadãos europeus. A especulação imobiliária, com o aumento exorbitante de preços de moradia e aluguéis, agrava ainda mais a situação, tornando o acesso a um lar digno um desafio para muitos. Um caso emblemático na Espanha foi o despejo de Maricarmen Abascal, de 87 anos, que morava em Madrid há mais de 70 anos. Embora tenha conseguido o direito de retornar à sua casa na justiça, ela faleceu pouco depois, evidenciando a gravidade da crise habitacional. Na França, movimentos estudantis, inspirados pelos “Coletes Amarelos”, lutam por maior orçamento e infraestrutura escolar, além do fim de reformas que dificultam o acesso ao ensino superior. Jovens Lideram e Sindicatos Apoiam a Onda de Protestos A juventude europeia da geração Z tem sido a força motriz por trás de muitos dos acampamentos e marchas. Estudantes do ensino médio e universitários, juntamente com ativistas políticos, estão na linha de frente das reivindicações. O apoio de sindicatos e centrais trabalhistas, como o Sindicato dos Inquilinos na Espanha e a Confederação Geral do Trabalho na França, tem fortalecido os movimentos sociais. Apesar da liderança dos movimentos sociais,

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Grito de Protesto na França: “Bismillah, c’est les ténèbres” Vira Símbolo Inesperado de Revolta Estudantil e Crítica Social

A misteriosa frase que ecoa nas ruas da França: “Bismillah, c’est les ténèbres” ganha força em protestos. Centenas de milhares de pessoas tomaram as ruas da França em apoio a estudantes que protestavam contra a precariedade escolar. Em meio à multidão, um slogan peculiar chamou a atenção em cartazes de papelão: “Bismillah, c’est les ténèbres”. A expressão, que combina a saudação islâmica “Em nome de Deus” com a frase francesa “é a escuridão”, pode parecer sem sentido à primeira vista. No entanto, ela rapidamente se tornou um símbolo de um conflito geracional e de descontentamento social. Conforme divulgado pelo The New York Times, a origem da frase remonta ao aplicativo Snapchat. Um usuário, tentando acessar uma sala de bate-papo privada de organizadores de protestos, teria enviado a mensagem, seguida de um convite para “quebrar tudo”. A tentativa, percebida como desajeitada e imitativa da linguagem jovem, viralizou. Polícia sob suspeita e o nascimento de um slogan sarcástico A rápida disseminação da mensagem levou muitos jovens a suspeitar que ela teria sido enviada por policiais infiltrados no movimento estudantil. A falta de autenticidade na linguagem utilizada reforçou essa desconfiança. Em resposta, os manifestantes adotaram “Bismillah, c’est les ténèbres” como um **slogan sarcástico**. A frase passou a zombar das tentativas das autoridades de minar a causa estudantil e a sufocar os protestos. A expressão agora é vista como uma **síntese das tensões históricas** entre a polícia e os manifestantes, especialmente jovens de minorias étnicas e filhos de imigrantes. A dificuldade de comunicação e a percepção de preconceito por parte das autoridades se tornaram centrais na narrativa do protesto. O Ministério do Interior da França, consultado pelo The New York Times, não confirmou se agentes usaram a expressão, mas admitiu que policiais podem assumir identidades falsas online para coletar informações sobre atividades ilegais durante manifestações. Um grito geracional e a crítica à ineficácia governamental Para os estudantes, a formulação da frase representa a **distância geracional** entre o movimento e um governo que, em grande parte, ignorou suas reivindicações. “Nenhum jovem fala assim”, destacou Sabrine Kharbach, porta-voz de uma organização estudantil francesa. A frase se tornou uma forma de expressar que as tentativas de monitoramento e infiltração não passam despercebidas, reafirmando a **capacidade de organização dos jovens** independentemente dessas táticas. A linguagem imitada e falha é vista como um reflexo da **incompreensão das autoridades** sobre o universo juvenil. Phèdre Quémener, um estudante de Paris, descreveu a expressão como uma “imitação péssima de um jovem”, que se tornou uma **piada nacional**. Ele também ressaltou o viés racista implícito, sugerindo que a depredação de propriedades é associada a jovens de origem árabe. O fenômeno se espalha: da França para o mundo O slogan “Bismillah, c’est les ténèbres” extrapolou as fronteiras francesas, aparecendo em manifestações na Bélgica e na Alemanha. A ativista ambiental Greta Thunberg também endossou a expressão em um vídeo de solidariedade ao movimento estudantil. O uso desse slogan ecoa o **humor sombrio e a resiliência** observados em outros movimentos de protesto, como o das Baratas

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Papa Leão XIV: Primeira audiência após cirurgia no pulmão é marcada por ovacionamento e esperança no Vaticano

Papa Leão XIV retoma atividades públicas com energia e emoção após cirurgia pulmonar, recebendo caloroso apoio dos fiéis na Praça de São Pedro. O Papa Leão XIV fez sua primeira aparição pública desde a cirurgia de remoção de um tumor maligno no pulmão, participando da audiência geral na Praça de São Pedro, no Vaticano. Sua chegada em um papamóvel aberto foi recebida com efusivos aplausos e ovacionamentos pela multidão presente. O pontífice, de 71 anos, demonstrou vitalidade ao acenar para os fiéis, sorrir e até mesmo abençoar bebês durante o trajeto. Sua presença marcou um momento de grande expectativa e alívio para os católicos em todo o mundo, após o diagnóstico de adenocarcinoma pulmonar. Leão XIV, eleito em maio de 2025 e o papa mais jovem em décadas, havia prometido retomar gradualmente suas funções. A audiência desta quarta-feira seguiu o formato tradicional, com a praça já repleta horas antes do início, apesar do tempo nublado e da garoa fina. “A primeira coisa que quero dizer a vocês é: obrigado pelo apoio e pelas orações”, declarou Leão XIV à multidão, expressando gratidão e renovando a confiança na bondade divina. As palavras foram recebidas com intensos aplausos, simbolizando a unidade e o carinho dos fiéis. Saúde do Pontífice e Futuro do Ministério A cirurgia, realizada no último dia 13, removeu o lobo inferior do pulmão direito do Papa Leão XIV. O diagnóstico de adenocarcinoma pulmonar, a forma mais comum de câncer de pulmão, gerou comoção e questionamentos sobre o futuro de seu pontificado. Contudo, a Santa Sé informou que o tumor foi completamente removido e, até o momento, não há indicação para quimioterapia, embora novas análises sejam aguardadas. Agenda e Viagens Programadas Apesar da recente cirurgia, a agenda do Papa Leão XIV permanece ativa. Uma importante visita ao Uruguai, Argentina e Peru está programada entre 6 e 17 de novembro. Esta viagem é considerada uma das mais intensas para um líder católico em décadas. Embora a agenda continue prevista, não se descarta a possibilidade de futuras alterações para garantir a recuperação completa do pontífice. Recuperação e Perspectivas O cirurgião-chefe expressou otimismo quanto à recuperação total do Papa Leão XIV a tempo para suas compromissos. Paralelamente, o Secretário de Estado do Vaticano sugeriu a necessidade de o pontífice possivelmente reduzir o ritmo de suas atividades para favorecer sua completa reabilitação. A audiência desta quarta-feira, com duração de 50 minutos e a redução no número de idiomas para as saudações finais, foi um passo significativo nesse processo.

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Geração Z em Lisboa: Jovens Ocupam Praça Contra Crise de Moradia e Sofrem Repressão Policial

Geração Z em Lisboa: Jovens Ocupam Praça Contra Crise de Moradia e Sofrem Repressão Policial Na madrugada desta terça-feira, 20 de fevereiro, a polícia portuguesa dispersou um grupo de jovens que protestava contra a crise de moradia em Lisboa. Os manifestantes, que faziam parte da Geração Z, estavam acampados na Praça do Rossio, um dos pontos mais emblemáticos da capital portuguesa. A ação policial resultou na apreensão de 228 tendas e na prisão de 55 pessoas, segundo informações da Polícia de Segurança Pública de Portugal. O protesto, apelidado de “acampada”, reivindicava condições mais acessíveis para o aluguel de imóveis, um problema crescente que afeta jovens em diversos países europeus. Ativistas presentes no local acusaram a polícia de violência e de apreender pertences pessoais dos manifestantes. Dois jovens teriam sofrido ferimentos leves. A manifestação buscava chamar atenção para a dificuldade da Geração Z em sair da casa dos pais devido aos altos custos de moradia. Conforme informações divulgadas pela Polícia de Segurança Pública de Portugal. O Protesto no Coração de Lisboa O acampamento se formou ao redor da estátua de Dom Pedro IV, figura histórica que no Brasil é conhecido como Dom Pedro I. O slogan entoado pelos jovens portugueses era claro e contundente: “Na rua nos querem, na rua nos verão”, um manifesto contra a precariedade habitacional. Durante a desocupação, os manifestantes entoaram “Grândola, Vila Morena”, hino da Revolução dos Cravos, que em 25 de abril de 1974 pôs fim à ditadura salazarista. A praça do Rossio é palco de celebrações anuais da data nacional portuguesa, adicionando um simbolismo extra ao ato. A polícia, em comunicado, justificou as detenções pela “prática de ilícitos criminais, designadamente desobediência”. As autoridades afirmaram que o uso da força foi “limitado ao mínimo necessário”. Reivindicações e Inspirações Os 55 jovens detidos foram liberados na tarde de terça-feira, com a obrigação de comparecerem a um tribunal no dia seguinte. Na noite do mesmo dia, os manifestantes retornaram ao Rossio para continuar o protesto, sem definir se uma nova “acampada” seria organizada. As manifestações portuguesas, focadas na crise habitacional, foram inspiradas pelo movimento da praça Puerta del Sol, em Madri, onde um acampamento similar ocorre há cerca de um mês. Jovens em Lisboa e no Porto, onde os protestos começaram, buscam a revogação da Lei do Arrendamento, recentemente aprovada provisoriamente pela Assembleia da República. Essa lei alinha-se com a política do governo de Luís Montenegro, que aposta em um “boom” na construção civil para baixar os aluguéis, com incentivos a proprietários, como a facilitação de despejos e o fim dos tetos de aumento. A Geração Z defende o oposto, propondo o crescimento da habitação pública e a recuperação de imóveis ociosos. Impacto e Perspectivas Futuras As exigências dos jovens portugueses ecoam as do movimento espanhol, que buscam o fim de despejos sem alternativa habitacional e limites para a aquisição de imóveis por fundos. Eles também defendem tetos para aluguéis e restrições a aumentos em renovações de contrato. O professor de relações internacionais, Álvaro Vasconcelos, que acompanha os

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Usufruto de Imóvel: Entenda o Que É, Como Funciona e Se Pode Vender ou Alugar

Usufruto de Imóvel: O Guia Completo para Entender Seus Direitos e Deveres O usufruto de imóvel é um direito real previsto no Código Civil e uma prática bastante comum no Brasil, especialmente em situações de planejamento familiar e sucessório. Ele permite que uma pessoa utilize um imóvel e desfrute de seus rendimentos, mesmo que não seja a proprietária legal do bem. Essa modalidade é frequentemente utilizada em doações de pais para filhos, como forma de antecipar heranças e evitar futuros conflitos familiares. Mas o que exatamente significa ter o usufruto de um imóvel e como isso impacta a compra e venda desse bem? Para esclarecer essas e outras dúvidas, Fá bio Ribeiro dos Santos, Oficial de Registro de Imóveis, Títulos e Documentos e Civil das Pessoas Jurídicas de Campos do Jordão (SP) e membro da Comissão de Pensamento Registral Imobiliário do IRIB, explica os detalhes. Conforme Fá bio Ribeiro dos Santos, o usufruto é o direito de usar e aproveitar economicamente um imóvel de outra pessoa. O Que é e Como Funciona o Usufruto de Imóvel O usufruto de imóvel é um direito real que confere a alguém a faculdade de usar e obter os frutos de um bem pertencente a outrem, sem ser o proprietário. Em termos simples, o usufrutuário tem a posse e o direito de usufruir economicamente do imóvel, enquanto a propriedade plena pertence ao nu-proprietário. O Código Civil lista o usufruto entre os 14 direitos reais, conforme o artigo 1.225. Para que tenha validade sobre imóveis, o usufruto deve ser registrado na matrícula do imóvel, no Cartório de Registro de Imóveis, conforme o artigo 1.227. Isso garante que todas as partes interessadas tenham conhecimento da existência desse ônus sobre a propriedade. O titular desse direito é o usufrutuário, que pode, por exemplo, morar no imóvel ou alugá-lo e receber os aluguéis. O proprietário do imóvel, nesse caso, é chamado de nu-proprietário, pois detém apenas a nua-propriedade, sem o direito de uso e gozo imediato. Tipos de Usufruto e Aplicações Comuns Existem diversas classificações para o usufruto, que podem variar quanto à sua duração (vitalício ou temporário), origem (legal ou por usucapião), natureza dos bens, extensão dos direitos e número de titulares. Uma das aplicações mais comuns é o usufruto de pai para filho. Nesse cenário, os pais podem doar um imóvel a um filho, mas manter para si o usufruto. Assim, o filho se torna proprietário, mas os pais continuam com o direito de residir no imóvel ou de alugá-lo. Com o falecimento dos pais, o usufruto é extinto, e o imóvel não precisa passar por inventário, pois a propriedade plena já pertencia ao donatário. A constituição do usufruto pode ocorrer de diferentes formas, como por meio de escritura pública em acordos entre pessoas vivas, em testamento, ou como parte de um acordo entre herdeiros. Cada situação pode demandar procedimentos específicos para formalizar o direito. Direitos, Deveres e a Possibilidade de Venda do Imóvel O usufrutuário tem direito à posse, ao uso, à administração e à

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Comitê da Meta Flagrou Falhas Críticas na Moderação de Conteúdo Durante Eleições Brasileiras e nos EUA

Comitê da Meta Critica Aplicação de Regras em Eleições Brasileiras e nos EUA O Comitê de Supervisão da Meta, responsável por fiscalizar de forma independente as plataformas como Facebook, Instagram e WhatsApp, divulgou um relatório nesta terça-feira (20) apontando “falhas recorrentes” na aplicação de regras de integridade eleitoral durante as eleições presidenciais brasileiras. As preocupações do órgão vão além do Brasil, abrangendo também as eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, que definirão a nova composição do Congresso americano. A análise destaca a necessidade de maior transparência e consistência nas práticas de moderação da Meta. “Da remoção de contas de ativistas políticos durante protestos nos Estados Unidos, às vésperas das eleições de meio de mandato, às restrições técnicas que atingiram as contas de um candidato à Presidência no Brasil, dando origem a acusações de interferência eleitoral, está claro que a Meta precisa fazer mais”, declarou o colegiado em comunicado. O comitê ressalta que o discurso político precisa ser protegido, e não silenciado. Duas faces da falha: Excesso e Falta de Rigor na Moderação O Comitê de Supervisão da Meta identificou que as falhas na moderação de conteúdo pela empresa durante períodos eleitorais e de tensão política se manifestam de duas formas principais. A primeira é a aplicação excessivamente rigorosa das regras, que acaba por suprimir o discurso político legítimo. A segunda, e igualmente preocupante, é a aplicação insuficiente dessas regras, o que compromete diretamente a integridade do processo eleitoral. No caso específico do Brasil, o órgão citou as restrições de impulsionamento aplicadas à conta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição. O comitê considerou que a aplicação excessivamente rigorosa das políticas antifraude da Meta a essas contas de anúncios representa uma falha significativa que deveria ter sido encaminhada a uma equipe interna especializada. Meta Nega Favorecimento e Garante Tratamento Isonômico Em resposta a questionamentos, a Meta enviou uma manifestação ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na noite de segunda-feira (19), negando qualquer favorecimento a um dos candidatos na corrida presidencial. A empresa afirmou que os conteúdos relacionados às duas candidaturas são tratados de forma igual e não discriminatória, apresentando um documento técnico para comprovar o mecanismo que assegura essa isonomia. A manifestação da Meta atendeu a um pedido do ministro Marco Aurélio Bellizze, que solicitou informações sobre as medidas adotadas para garantir o tratamento igualitário às candidaturas de Lula e Flávio Bolsonaro. O pedido do ministro foi motivado por uma reclamação da coligação do presidente Lula, que alegou favorecimento a publicações do seu adversário. Protestos e Cobrança por Indicadores Transparentes Ainda na segunda-feira (19), centenas de manifestantes protestaram em São Paulo contra a Meta e o Google, com o slogan “Meta, não se meta”. Os participantes denunciaram censura a ativistas nas redes sociais, falta de neutralidade na mediação de conteúdos e defesa de interesses próprios pela empresa na gestão de conteúdos. O protesto evidencia a insatisfação de parte da sociedade com as práticas de moderação da plataforma. O Conselho de Supervisão da Meta também relembrou solicitações feitas

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