Chuva histórica no Rock in Rio: Festival registrou mais precipitação que a média de setembro no Rio de Janeiro
Os dias de festival no Rock in Rio deste ano foram marcados por um volume de chuva que surpreendeu a todos. Durante os sete dias de evento, a quantidade de precipitação registrada no Parque Olímpico, local da Cidade do Rock, superou a média histórica para todo o mês de setembro na capital fluminense. Os dados divulgados pelo Sistema Alerta Rio, da prefeitura da cidade, mostram um acumulado de 81 milímetros de chuva.
Este volume é superior aos 80,3 mm que normalmente caem ao longo de todo o mês de setembro. Apenas o primeiro dia do festival, em 4 de setembro, não registrou precipitação. Nos demais dias, a chuva apareceu em diferentes intensidades, tornando as capas de chuva um item indispensável para o público.
A meteorologista Hana Silveira, da Climatempo, explicou que a chuva no Rio de Janeiro foi provocada pela passagem de duas frentes frias importantes, com instabilidades formadas sobre os estados do Paraná e São Paulo. Embora o fenômeno El Niño tenha influência climática, ele não foi o causador direto das precipitações. Conforme informação divulgada pelo Sistema Alerta Rio, o volume acumulado na estação do Parque Olímpico chegou a 81 mm, acima dos 80,3 mm de média para setembro.
Volumes de chuva dia a dia no Rock in Rio
A primeira semana do festival, que começou em 4 de setembro, teve um dia sem chuva, mas os dias seguintes registraram precipitação. Em 5 de setembro, foram 4,2 mm; no dia 6, o volume saltou para 36,2 mm, sendo o dia mais chuvoso; e em 7 de setembro, a chuva marcou 15,2 mm.
A segunda semana do evento continuou com a tendência de chuva. Em 11 de setembro, foram registrados 10,8 mm; em 12 de setembro, o volume foi menor, com 2,2 mm; e em 13 de setembro, a chuva acumulou 12,4 mm. A forte presença da água fez com que as capas impermeáveis se tornassem um item essencial, já que guarda-chuvas não eram permitidos na Cidade do Rock.
A chuva como ‘artista’ do festival
Durante o balanço do festival, Roberta Medina, vice-presidente da Rock World, organizadora do evento, comentou sobre a influência da chuva. Ela destacou que a **precipitação constante** acabou por aumentar a interação do público com as atrações. Segundo Medina, muitos espectadores evitaram o uso de celulares por medo de danos, o que, paradoxalmente, incentivou um maior aproveitamento dos shows e atividades.
“A chuva foi um dos nossos artistas este ano. Quis estar presente o tempo todo, foi a principal”, brincou Roberta Medina. Ela também relativizou os transtornos causados pelas poças d’água, afirmando que situações como essa são inerentes a eventos ao ar livre e que a organização não controla o tempo. “A gente passa três meses pensando no look para chegar aqui e estar fantasiado de capa de chuva”, completou a organizadora.
Desafios e perspectivas para eventos ao ar livre
Roberta Medina ressaltou que poças d’água são parte da experiência em grandes festivais ao ar livre e que a **experiência de 100 mil pessoas** envolve diferentes dinâmicas. Ela comparou a situação com a vida urbana, onde poças também são comuns. “Houve 40 anos a poça era de lama. Acho que a poça está tudo bem. Faz parte da nossa vida”, ponderou.
A organizadora enfatizou que a vivência em um festival aberto difere de uma arena fechada, e que os imprevistos climáticos, como a chuva intensa, fazem parte da jornada. A **superação da média de chuva de setembro** pelo Rock in Rio reforça a imprevisibilidade do clima e a capacidade dos organizadores e do público em se adaptar a diferentes condições, garantindo a continuidade do evento.




