Ruy Castro conquista Livro do Ano no Jabuti pela segunda vez, celebrando “Trincheira Tropical” e a força da não ficção literária brasileira
A cena literária brasileira está em festa com a divulgação dos vencedores do 68º Prêmio Jabuti. Ruy Castro repetiu o feito de 2025 e sagrou-se campeão na categoria Livro do Ano em 2026 com sua obra “Trincheira Tropical: A Segunda Guerra Mundial no Rio”, um feito notável que reforça seu prestígio no cenário editorial.
A premiação, que é a principal honraria literária do Brasil, anunciou os contemplados em 23 categorias nesta terça-feira, 27. A vitória de Castro com “Trincheira Tropical”, publicado pela Companhia das Letras, marca a segunda vez que o autor leva o prêmio máximo, após o triunfo em 2025 com “O Ouvidor do Brasil: 99 vezes Tom Jobim”.
Conforme divulgado pela organização do Prêmio Jabuti, além da consagração de Ruy Castro, a edição de 2026 introduziu uma nova e relevante categoria: “Incentivo à Leitura – Cultura Digital”, voltada para reconhecer a influência de personalidades no universo digital e sua contribuição para o fomento da leitura entre os jovens.
Destaques da Noite: Diversidade de Gêneros e Reconhecimento de Talentos
A lista de vencedores do Prêmio Jabuti de 2026 evidencia a rica diversidade da produção literária nacional. Entre os destaques, “Abdias, Intérprete do Brasil: Textos sobre Raça e Cultura Brasileira de 1940 a 1990”, organizado por Tulio Custódio e publicado pela Todavia, foi amplamente celebrado na categoria Artes. Outra obra a receber merecido reconhecimento foi “Meridiana”, de Eliana Alves Cruz, da Companhia das Letras, laureada na categoria Romance Literário.
Novas Fronteiras da Leitura: “Cultura Digital” Ganha Espaço no Jabuti
Uma das grandes novidades desta edição foi a criação da categoria “Incentivo à Leitura – Cultura Digital”. O prêmio reconheceu Pedro Pacífico, do perfil @bookster no Instagram, como um influenciador digital de destaque na promoção da leitura. Essa iniciativa demonstra o compromisso do Prêmio Jabuti em acompanhar as transformações do mercado editorial e as novas formas de engajamento com a literatura.
Ruy Castro e a Maestria em Não Ficção
A obra premiada de Ruy Castro, “Trincheira Tropical: A Segunda Guerra Mundial no Rio”, é um exemplo notável de como a não ficção pode cativar o leitor. O livro, que também venceu na categoria Biografia e Reportagem, transporta o público para um período histórico crucial, explorando suas repercussões na cidade do Rio de Janeiro com a profundidade e o estilo característicos do autor. A Companhia das Letras comemora mais um sucesso.
Um Panorama Completo dos Vencedores do Prêmio Jabuti 2026
O Prêmio Jabuti, em sua 68ª edição, celebrou o talento literário brasileiro em diversas frentes. Na categoria Educação, “Como Conversar com Crianças sobre Racismo e Diversidade”, de Manuel Alves de Sousa Junior (Schreiben), foi o vencedor. Já em Saúde e Bem-Estar, “A Paixão pela Mentira: A Família e as Tiranias”, de Paulo Schiller (Todavia), levou o prêmio. A área de Negócios foi contemplada com “Não se Esqueça!: 50 Memorandos sobre Gestão e Liderança com Propósito, Comprometimento e Proatividade”, de Mario Sergio Cortella (Record). Na Economia Criativa, “A (R)Evolução das Habilidades para o Futuro do Trabalho na Era da Inteligência Artificial”, de Martha Gabriel (Senac São Paulo), foi a obra escolhida. A poesia foi representada por “Boris e Marina”, de Alberto Martins (Companhia das Letras). Na literatura infantil, “A Letra”, de Leo Cunha e Raquel Matsushita (Maralto), e na juvenil, “A Única da Sala”, de Tathyana Viana (FTD). O universo dos quadrinhos foi agraciado com “Ouroboros”, de Luckas Iohanathan (Comix Zone). Novas vozes surgiram com “História a que Ninguém Deu Nome”, de Juliana Cajives (Mormaço Editorial), na poesia estreante, e “Pitangas Verdes”, de Mariana Lobato Botter (Labrador), no romance estreante. Contos foram celebrados com “Massaranduba”, de Abáze (Senac Rio), e crônicas com “Viagem no País da Crônica”, de Humberto Werneck (Tinta da-China Brasil). O romance de entretenimento ficou com “Cartografia para Caminhos Incertos”, de Ian Fraser (Intrínseca).
No eixo Inovação, o projeto “Cartovivências nas Periferias da Cidade”, de Ricardo Barbosa da Silva, venceu em Incentivo à Leitura – Projeto. “Os Substitutos” (Companhia das Letras, Métailié) foi reconhecido em Livro Brasileiro Publicado no Exterior. Na Produção Editorial, Rubens Figueiredo foi premiado pela tradução de “O Cavaleiro de Bronze e Outros Contos e Versos”, Raul Loureiro por “Dobra” no projeto gráfico, Alles Blau como capista de “Frans Krajcberg”, e Vinicius Sabbato por “Guernica: A Arte em Busca da Paz” na ilustração.




