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Saúde e bem estar

Saúde da Mulher: R$ 60 Milhões para Combater Endometriose, Dor Pélvica e Menstruação Dolorosa

Saúde da Mulher: R$ 60 Milhões para Combater Endometriose, Dor Pélvica e Menstruação Dolorosa Um marco significativo para a saúde feminina no Brasil foi anunciado: R$ 60 milhões serão destinados à pesquisa e desenvolvimento de tecnologias voltadas para o diagnóstico e tratamento de condições como endometriose, dor pélvica e saúde menstrual. A iniciativa conjunta do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e do Instituto Alana promete impulsionar descobertas e oferecer novas esperanças para cerca de 10% das mulheres em idade fértil que sofrem com essas condições. A falta de conhecimento sobre as causas da endometriose, por exemplo, tem sido um grande obstáculo. Especialistas apontam para fatores genéticos, hormonais e imunológicos, além de hipóteses sobre o fluxo menstrual retrógrado. A falta de pesquisas aprofundadas dificulta a compreensão e, consequentemente, o tratamento eficaz dessas doenças. Este investimento representa um passo crucial para mudar esse cenário, buscando **compreender para tratar** e melhorar a qualidade de vida de milhares de brasileiras. Conforme informação divulgada pelo MCTI, os detalhes do financiamento e as áreas prioritárias de pesquisa foram apresentados em Brasília. Investimento Estratégico para a Ciência e Inovação Do montante total, R$ 50 milhões serão liberados pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) por meio de editais específicos para pesquisa e inovação em saúde da mulher. Essa verba será fundamental para financiar projetos que buscam soluções inovadoras e eficazes. Complementando o aporte, o Instituto Alana contribuirá com R$ 10 milhões para a criação de uma rede nacional de pesquisa dedicada à saúde da mulher. O objetivo é integrar esforços e compartilhar conhecimento, fortalecendo o ecossistema de pesquisa no país. Endometriose e Dor Pélvica: Uma Questão de Saúde Pública A ministra Luciana Santos destacou que os investimentos são uma resposta direta do Estado a um **problema de saúde pública** que afeta significativamente as mulheres. Ela ressaltou o compromisso do Governo do Brasil em utilizar a ciência como ferramenta de cuidado, inclusão e promoção da qualidade de vida feminina. A CEO do Instituto Alana, Flavia Doria, enfatizou a importância da pesquisa: “O que não é pesquisado não é compreendido. O que não é compreendido não é tratado”. Ela alertou que o diagnóstico precoce da endometriose é essencial para um tratamento mais eficaz, redução da dor e prevenção do agravamento da doença. Impacto do Diagnóstico Tardio e o Atendimento no SUS Doria alertou que quanto mais tarde a dor é tratada, maiores são as consequências. “O corpo aprende a sentir essa dor. Com o tempo, os mecanismos de inflamação se acumulam. O que não foi cuidado na adolescência podem se tornar dores crônicas na vida adulta”, explicou. A endometriose, conforme o Ministério da Saúde, é caracterizada pelo crescimento de tecido endometrial fora do útero, podendo causar inflamação crônica e afetar entre 5% e 15% das mulheres em idade reprodutiva. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, presente no anúncio, reconheceu a **pouca visibilidade** dessas doenças e expressou a expectativa de que as novas pesquisas ajudem a construir uma política pública mais robusta e a melhorar o

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CFM Revoluciona Fiscalização Médica com IA: Mais de 30% de Aumento na Eficiência e Proteção Ampliada para Pacientes e Profissionais

CFM lança sistema de IA para turbinar a fiscalização do ato médico e proteger a saúde pública O Conselho Federal de Medicina (CFM) apresentou, nesta terça-feira (9), uma novidade tecnológica que promete transformar a fiscalização médica no Brasil: um sistema de inteligência artificial (IA) integrado à Plataforma Nacional de Fiscalização. A expectativa é que essa ferramenta, que já está em operação nos Conselhos Regionais de Medicina (CRMs) de todo o país, aumente em até 30% o volume de fiscalizações anuais nos próximos dois anos. O objetivo é tornar a supervisão das atividades médicas mais efetiva, identificando e analisando situações que demandam intervenção dos órgãos fiscalizadores com maior agilidade e precisão. Segundo o presidente do CFM, José Hiran da Silva Gallo, a tecnologia é um importante subsídio para os médicos fiscais, auxiliando na tomada de decisões e agilizando a resolução de questões. Ele destacou que o investimento em IA fortalece a governança, reduz a burocracia e aprimora a defesa da saúde pública, sem jamais substituir o papel do médico. IA: Uma Ferramenta Inovadora a Serviço da Medicina O terceiro vice-presidente e diretor do Departamento de Inteligência Artificial do CFM, Jeancarlo Cavalcante, explicou que os avanços recentes, como a migração de dados para a nuvem e a transição para um ambiente digital mais transparente, possibilitaram o desenvolvimento desta nova fase da fiscalização. A plataforma permite o acompanhamento das ações fiscalizadoras pelos responsáveis técnicos e gestores dos estabelecimentos de saúde. Cavalcante ressaltou que a solução de fiscalização automatizada, impulsionada pela IA, representa uma mudança pioneira em nível mundial. “O fato de termos mais de 600 mil médicos e usarmos uma plataforma de inteligência artificial para a fiscalização, nos torna pioneiros no mundo no quesito de colegiatura médica e de fiscalização”, afirmou. Proteção Ampliada para Pacientes e Médicos O aprimoramento da fiscalização tem como principal objetivo a proteção da sociedade. A plataforma busca identificar e combater o exercício ilegal da medicina e garantir que os pacientes recebam atendimento de qualidade, seguro e livre de riscos. Ao mesmo tempo, a ferramenta visa proteger os próprios médicos, identificando condições de trabalho inadequadas e a falta de segurança para o exercício da profissão. “Quando fiscalizamos o exercício da medicina, protegemos a sociedade de maus profissionais e de falsos médicos. O diferencial dessa nova plataforma é proteger não apenas a sociedade, não apenas o paciente do mau atendimento, da insegurança, mas também os médicos, das condições inadequadas de saúde e da falta de segurança para exercer o seu trabalho médico”, detalhou o diretor. Integração de Dados e Monitoramento Digital A nova plataforma integra dados processados do CFM e dos CRMs, incluindo históricos de vistorias e cadastros profissionais, como o Cadastro Nacional de Médicos. Além disso, cruza informações com bases de dados públicas, como o Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES), e até mesmo com dados da Receita Federal. Um dos grandes diferenciais é a capacidade de rastrear e analisar conteúdos disponibilizados em redes sociais e outros ambientes digitais. A IA busca ativamente por indícios de exercício ilegal

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São Paulo Amplia Vacinação Contra Gripe, Sarampo e Febre Amarela: 400 Postos e Locais Inusitados para Imunizar a População

Capital paulista expande pontos de vacinação com 400 locais, incluindo shoppings e museus, para imunizar contra gripe, sarampo e febre amarela. A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) de São Paulo intensificou a vacinação contra a gripe, sarampo e febre amarela, ampliando o número de postos para 400 em todas as regiões da cidade. A mobilização, que faz parte das ações do Dia Nacional da Imunização, teve início nesta segunda-feira (8) e se estenderá até a próxima sexta-feira (12). A estratégia visa facilitar o acesso da população aos imunizantes, levando as vacinas para locais de grande circulação de pessoas, além das tradicionais Unidades Básicas de Saúde (UBSs). O objetivo é **aumentar a cobertura vacinal e reforçar a proteção** contra doenças preveníveis. A vacina contra a gripe está disponível para todos a partir dos seis meses de idade. A SMS reforça a importância de manter a caderneta de vacinação atualizada, especialmente diante da circulação de vírus respiratórios e da necessidade de prevenção contra doenças como sarampo e febre amarela. Conforme informação divulgada pela SMS, a campanha busca ampliar a cobertura vacinal e reforçar a proteção da população. Vacinação em locais estratégicos da cidade As doses estarão disponíveis em diversos pontos de grande fluxo de pessoas. Entre os locais que recebem a campanha estão o **Mercado Municipal**, com vacinação nos dias 8, 9 e 10 de junho, das 9h às 16h. O **Museu do Ipiranga** oferecerá a imunização no dia 9, das 10h às 16h, enquanto o **Museu Catavento** terá postos nos dias 12 e 13 de junho, também das 10h às 16h. O **Centro Olímpico Thomaz Mazzoni** terá vacinação de segunda a sexta-feira, das 10h às 17h. O **CEAGESP** receberá a ação no dia 10 de junho, das 10h às 15h. O **Parque da Mooca** disponibilizará as vacinas de 8 a 12 de junho, das 10h às 16h. Na região da Vila Maria, o Centro Olímpico Thomaz Mazzoni funcionará de 8 a 12 de junho, das 10h às 17h. A **Subprefeitura de Guaianases** também oferecerá vacinação no dia 11 de junho, das 9h às 16h. Shoppings, supermercados e transporte público também recebem a campanha Além desses locais, a vacinação será estendida para **shoppings centers, supermercados, terminais de ônibus e estações de trem e metrô**. Para esses locais, é fundamental que a população consulte os dias e horários específicos, pois os postos de vacinação não estarão disponíveis em todos os dias e horários em todos esses estabelecimentos. A estratégia de levar as vacinas para pontos de maior circulação de pessoas é uma medida importante para **facilitar o acesso aos imunizantes** e garantir que mais pessoas possam se proteger. A SMS ressalta que a vacinação é uma das formas mais eficazes de prevenção de doenças. Quem pode se vacinar e a importância da imunização A vacina contra a gripe está disponível para **todas as pessoas a partir dos seis meses de idade**. A Secretaria Municipal da Saúde enfatiza a importância de manter a caderneta de vacinação atualizada, especialmente neste período do ano, quando há

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Dor Crônica Ganha Data Nacional: 5 de Julho Será Dia de Conscientização e Enfrentamento no SUS

Nova Lei Destaca a Dor Crônica com Dia Nacional e Amplia Acesso ao Tratamento no SUS Uma nova legislação publicada nesta segunda-feira (8) estabelece o dia 5 de julho como o Dia Nacional de Conscientização e Enfrentamento da Dor Crônica. A medida visa melhorar o atendimento de saúde para pessoas que convivem com essa condição. A lei também garante o atendimento integral no Sistema Único de Saúde (SUS). Além disso, prevê a oferta de orientações claras sobre os riscos e possíveis efeitos adversos dos tratamentos disponíveis para a dor crônica. A definição de dor crônica, segundo a Associação Internacional para o Estudo da Dor, é aquela que se prolonga por mais de 30 dias. A iniciativa busca fortalecer políticas públicas e combater o preconceito, conforme informação divulgada pela imprensa. Campanhas Anuais e a Cor Verde para a Conscientização A data será representada pela cor verde, simbolizando a esperança e a busca por alívio. A lei prevê a mobilização do Poder Público para a realização de campanhas anuais de conscientização. O objetivo é informar a população sobre as diversas opções terapêuticas acessíveis no SUS. Essas campanhas anuais são fundamentais para combater o estigma associado à dor crônica. Elas também incentivam gestores de saúde a adotarem abordagens de tratamento mais humanizadas e eficazes, com foco em equipes multiprofissionais. Impacto da Dor Crônica na População Brasileira Estima-se que a dor crônica afete aproximadamente 60 milhões de brasileiros. O reconhecimento dessa dimensão do problema pela nova lei é um passo importante para o fortalecimento de políticas públicas voltadas ao diagnóstico, tratamento e acompanhamento desses pacientes. A lei representa um avanço significativo no cuidado com a saúde. Ao instituir um dia nacional dedicado ao tema, o Brasil demonstra um compromisso maior em oferecer suporte e tratamento de qualidade para todos que sofrem com dores persistentes. Atendimento Integral e Informação no SUS O atendimento integral no SUS é um dos pilares da nova lei. Isso significa que os pacientes com dor crônica terão acesso a um cuidado mais completo e coordenado. A informação sobre os tratamentos e seus potenciais efeitos colaterais também será priorizada. Essa abordagem visa empoderar os pacientes, permitindo que tomem decisões mais informadas sobre seus tratamentos. A lei busca garantir que todos os brasileiros, independentemente de sua condição, recebam o cuidado que merecem para gerenciar a dor crônica de forma eficaz.

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Alerta Grave: Uso Indiscriminado de Corticoides Pode Causar Glaucoma e Cegueira, Especialistas Pedem Rigor Semelhante a Antibióticos

O uso indiscriminado de corticoides, sejam em colírios, pomadas ou comprimidos, representa um sério risco à saúde ocular, podendo levar ao desenvolvimento de glaucoma e, em casos graves, à cegueira. O alerta é feito pelo presidente da Sociedade Brasileira de Glaucoma (SBG), Roberto Murad Vessani, que destaca a urgência em conscientizar a população e os profissionais de saúde sobre os perigos dessas substâncias quando utilizadas sem acompanhamento médico. O glaucoma é uma doença que danifica o nervo óptico, geralmente associada ao aumento da pressão intraocular. Sem tratamento adequado, a perda da visão é progressiva e irreversível. No Brasil, estima-se que pelo menos 1,7 milhão de pessoas vivam com a condição, e a automedicação com corticoides agrava significativamente o quadro. Diante dessa preocupante realidade, a SBG, em conjunto com o Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) e a Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica (SBOP), encaminhou uma nota pública a órgãos reguladores e entidades médicas, pedindo atenção aos perigos do uso indiscriminado de fórmulas com corticoides. Conforme informação divulgada por essas sociedades, trata-se de um problema de saúde pública que demanda ações urgentes. Uso Indevido de Corticoides: O Caminho para o Glaucoma Os corticoides são medicamentos eficazes no combate a inflamações, sendo frequentemente prescritos para irritações oculares, alergias, problemas respiratórios e dores. Seu rápido alívio dos sintomas leva muitos a reutilizá-los de forma contínua e sem orientação profissional. Contudo, o uso prolongado pode alterar o funcionamento natural dos olhos. Esses medicamentos dificultam a drenagem do líquido dentro do globo ocular, causando acúmulo e elevando a pressão intraocular. Se essa pressão se mantém alta por um período extenso, pode resultar em lesões permanentes no nervo óptico, configurando o glaucoma. Cerca de 90% dos pacientes que já possuem glaucoma são particularmente sensíveis aos corticoides, o que pode piorar drasticamente sua condição. Riscos Ampliados e Grupos de Atenção Especial Além do risco de glaucoma, o uso indiscriminado de corticoides pode desencadear outros problemas de saúde. Entre eles, destacam-se o aumento da glicose no sangue, descontrole do diabetes, ganho de peso, retenção de líquidos, hipertensão, enfraquecimento ósseo e maior suscetibilidade a infecções e alterações hormonais. Em crianças alérgicas, o uso crônico de colírios com corticoides pode levar ao aumento da pressão ocular ou ao desenvolvimento precoce de catarata. Roberto Vessani ressalta que pacientes com mais de 40 anos já apresentam uma prevalência de glaucoma que dobra a cada década. Pessoas idosas, com condições de saúde que exigem o uso crônico de corticoides, como ortopedia, reumatologia, pediatria e geriatria, precisam de monitoramento redobrado. A combinação dessas condições eleva consideravelmente o risco de danos visuais. A Busca por um Controle Rigoroso e Conscientização As sociedades médicas oftalmológicas defendem que o uso de corticoides, em todas as suas formas, tenha o mesmo rigor de controle que já existe para os antibióticos. Atualmente, a prescrição de antibióticos exige duas vias da receita médica, uma retida pela farmácia, garantindo rastreabilidade e inibindo a automedicação. Essa medida visa aumentar a segurança na prescrição e impedir que indivíduos comprem essas medicações para autotratamento. Campanhas

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Ebola: República Democrática do Congo confirma 71 novos casos e totaliza 452 infecções; OMS lança plano de resposta continental

República Democrática do Congo eleva o alerta com 71 novos casos de Ebola confirmados em 24 horas, elevando o total para 452 infecções e 82 mortes. A República Democrática do Congo registrou um aumento preocupante no número de casos confirmados de Ebola, com 71 novas infecções reportadas em apenas 24 horas, elevando o total para 452. Deste montante, 82 pessoas perderam a vida em decorrência da doença. As informações foram divulgadas pelo governo congolês e repercutidas pela agência Reuters. Este surto, causado pela variante Bundibugyo do vírus Ebola, é considerado um dos mais graves desde a descoberta da doença. Além do Congo, o vírus já se espalhou para Uganda, levando a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar a situação como uma emergência de saúde pública de interesse internacional. Em resposta à crescente crise sanitária, a OMS e o Centro de Controle e Prevenção de Doenças da África, sob a égide da União Africana, anunciaram um plano conjunto de resposta continental. A iniciativa visa arrecadar 518 milhões de dólares para fortalecer a capacidade de preparação, detecção e resposta em países africanos e parceiros, com duração prevista de junho de 2026 a novembro de 2026. Foco em resiliência e prevenção em países de risco Diante da ausência de vacinas ou tratamentos específicos para a cepa Bundibugyo do Ebola, o plano conjunto de resposta continental prioriza o aumento da resiliência dos sistemas de saúde. As medidas implementadas visam preparar os países para lidar com emergências sanitárias agudas, mesmo sem intervenções terapêuticas diretas contra o vírus. A execução dessas ações já teve início nas nações mais afetadas e naquelas consideradas sob maior risco de importação da doença. Expansão do risco para países vizinhos Além da República Democrática do Congo e Uganda, onde os casos já foram confirmados, outros dez países africanos estão sob observação e considerados de maior ameaça para a importação do vírus Ebola. Estes incluem Sudão do Sul, Ruanda, Quênia, Zâmbia, República Centro-Africana, Tanzânia, Etiópia, Angola, Congo (Brazzaville) e Burundi. A vigilância intensificada e a preparação são cruciais para evitar a propagação do surto. Plano de contingência e investimento em saúde pública O plano de resposta continental, anunciado nesta sexta-feira (5), representa um esforço coordenado para combater o surto de Ebola. O montante de 518 milhões de dólares será direcionado para a implementação de estratégias de prevenção, diagnóstico precoce e resposta rápida. O objetivo é garantir que os sistemas de saúde africanos estejam mais preparados para futuras emergências, fortalecendo a capacidade de resposta a doenças infecciosas e protegendo a população. A colaboração entre a OMS e a União Africana, juntamente com o apoio financeiro internacional, é fundamental para o sucesso deste plano. A luta contra o Ebola exige um esforço conjunto e contínuo, com foco na segurança sanitária e no bem-estar das comunidades afetadas e em risco. A informação foi divulgada pela agência Reuters, com atribuição ao governo da República Democrática do Congo.

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Mercúrio em Gestantes Munduruku: 97% com níveis perigosos, bebês nascem contaminados e com risco neurológico

Mercúrio em gestantes e bebês Munduruku: um alerta grave para a saúde indígena na Amazônia Mulheres grávidas da Terra Indígena Munduruku, localizada na região do Médio Tapajós, no Pará, apresentam níveis de mercúrio no corpo alarmantemente elevados. A contaminação chega a ser quatro vezes e meio superior ao limite considerado seguro pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Os dados preliminares do Estudo Longitudinal de Gestantes e Recém-Nascidos Indígenas Expostos ao Mercúrio na Amazônia, realizado pela Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (ENSP/Fiocruz), foram apresentados durante a Rio Nature & Climate Week. A pesquisa, coordenada por Paulo Basta, aponta para uma grave crise de saúde pública que afeta diretamente a população Munduruku, com repercussões que se estendem desde o período gestacional até os primeiros anos de vida dos bebês. Conforme informação divulgada pela Fiocruz. 97% das gestantes Munduruku com mercúrio acima do limite seguro O estudo monitorou 195 mulheres, e os resultados são preocupantes: 97% delas apresentaram níveis de mercúrio no corpo acima do limite seguro. A média encontrada foi de 9,1 microgramas do metal para cada grama de cabelo (µg/g), enquanto o limite seguro estabelecido pela OMS é de 2 µg/g. Em um caso extremo, uma mulher registrou 39,9 µg/g, o que representa 20 vezes o valor tolerável. Bebês nascem contaminados e em risco de problemas neurológicos Dos 134 bebês já nascidos entre as mulheres monitoradas, cerca de 90% nascem contaminados pelo mercúrio. O metal tóxico atravessa a placenta, afetando o desenvolvimento fetal. A média de contaminação nos bebês é de 5,8 µg/g, três vezes acima do limite seguro. Um caso extremo registrou 30,8 µg/g, 15 vezes o nível seguro. Paulo Basta explica que a exposição ao mercúrio durante a gestação pode causar retardo nos marcos do neurodesenvolvimento. O mercúrio é uma neurotoxina que afeta o sistema nervoso central, e as lesões causadas são irreversíveis. O pesquisador cita o aumento de crianças nascendo com doenças neurológicas raras, síndromes e anomalias congênitas, todas com suspeita de relação com a contaminação por mercúrio. Garimpo ilegal como principal causa da contaminação A contaminação por mercúrio na Terra Indígena Munduruku está diretamente ligada ao garimpo ilegal de ouro, uma atividade que assola a região há décadas. O mercúrio é utilizado no processo de separação do ouro da terra, contaminando rios e a cadeia alimentar. A principal via de contaminação para os indígenas é o consumo de peixes contaminados, que compõem a base de sua dieta. Alessandra Korap Munduruku, liderança da comunidade, relata a revolta e o desespero das mulheres ao receberem os primeiros resultados em 2022. “Estávamos doentes, mas sem exames, não sabíamos o que estava acontecendo. Quando tivemos os resultados, fizemos uma reunião e as mulheres estavam bem revoltadas. Perguntavam se deveriam interromper a gravidez porque o útero estaria contaminado e o leite materno também poderia contaminar os filhos”, conta. “Nossa principal fonte de alimento é o peixe e não há como fugir disso. Para quem mora na cidade é muito fácil. Vão nas prateleiras, compram frango e carne, tem outras opções.

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Anvisa Alerta: Lotes de Medicamentos Cruciais para Hipertensão e Câncer Têm Venda Suspensa; Veja Quais São

Anvisa Suspende Lotes de Medicamentos Vitais para Hipertensão e Câncer de Mama A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou a suspensão da venda, distribuição e consumo de importantes medicamentos. A medida abrange produtos utilizados no controle da pressão arterial e no tratamento de câncer de mama, impactando diretamente pacientes que dependem dessas terapias. A decisão foi oficializada por meio da Resolução 2.238/2026, publicada no Diário Oficial da União. Um dos medicamentos afetados é o Halaven (mesilato de eribulina), um tratamento para câncer fabricado pela United Medical Ltda. O lote específico em questão, 148386, foi recolhido voluntariamente pela empresa devido a um desvio de qualidade. Constatou-se que o teor do princípio ativo estava abaixo do especificado, o que poderia comprometer a eficácia do tratamento oncológico. Outro medicamento sob suspensão é o maleato de enalapril, amplamente utilizado no combate à hipertensão e à insuficiência cardíaca, produzido pela Hipolabor Farmacêutica Ltda. Neste caso, a Anvisa identificou um erro nas embalagens. As caixas do medicamento, que deveria conter 20 mg, apresentavam equivocadamente a indicação de 10 mg na descrição da composição. Essa falha pode gerar confusão e risco para os pacientes. Medicamentos Afetados e Lotes Suspensos Para o Halaven (mesilato de eribulina), o lote 148386 foi suspenso. Já o maleato de enalapril 20 mg, da Hipolabor, tem os seguintes lotes sob proibição: 0062/26M, 0063/26M, 0064/26M, 0088/26M, 0089/26M, 0358/26M, 0415/26M, 0506/26M e 0507/26M. A Anvisa determinou o recolhimento imediato desses produtos do mercado. Orientações para Pacientes e Profissionais de Saúde Diante da suspensão, a Anvisa orienta que os pacientes que possuam esses medicamentos em casa interrompam imediatamente o uso. É fundamental buscar orientação médica ou farmacêutica para entender como proceder e, se necessário, obter a substituição do medicamento. O contato com o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) das empresas fabricantes, United Medical Ltda e Hipolabor Farmacêutica Ltda, também é recomendado para esclarecimentos. Outras Proibições da Anvisa Além dos medicamentos para hipertensão e câncer, a Anvisa também suspendeu o lote 8891/25 da Água para Infusão sol infus IV cx 35 bols pvc sist, da Indústria Farmacêutica S/A, após apresentar resultado insatisfatório em inspeção de qualidade. Outra medida importante foi a apreensão de todos os lotes das Cápsulas de óleo de pequi, da R.T.K Indústria de Cosméticos e Alimentos Naturais Ltda, pois o produto não possui registro e a fabricante não tem autorização de funcionamento. A comercialização, distribuição, fabricação, propaganda e uso deste último foram proibidos. As ações da Anvisa visam garantir a segurança e a qualidade dos medicamentos disponíveis à população, reforçando a importância da fiscalização e do controle sanitário sobre produtos de uso contínuo e terapêutico.

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Febre Amarela: Estado de São Paulo registra quinta morte em 2026, homem de 54 anos em Lençóis Paulista não vacinado

Febre Amarela: São Paulo confirma quinta morte em 2026 e alerta para vacinação O governo do estado de São Paulo confirmou o quinto óbito causado pela febre amarela em 2026. A vítima mais recente é um homem de 54 anos, morador de Lençóis Paulista, na região de Bauru, que não possuía histórico de vacinação contra a doença. O caso foi oficializado nesta segunda-feira, 1º de abril. Este triste ocorrido eleva para dez o número de casos confirmados de febre amarela em São Paulo neste ano. Desses, cinco resultaram em morte, concentrados na região do Vale do Paraíba. Outro caso foi registrado em Sorocaba, sem óbito, e o mais recente em Bauru, que culminou na morte do paciente. É crucial ressaltar que, em todas as dez ocorrências da doença em 2026 no estado, nenhum dos pacientes havia sido vacinado. Essa informação, divulgada pelo governo estadual, reforça a eficácia da imunização como principal medida preventiva. Vacinação gratuita e essencial contra a febre amarela A diretora do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE-SP), Tatiana Lang, enfatizou a disponibilidade da vacina contra a febre amarela. “A vacina é a principal forma de prevenção contra a febre amarela e está disponível gratuitamente nas unidades básicas de saúde”, afirmou Lang. Ela aconselha que pessoas que ainda não se vacinaram procurem a unidade mais próxima, especialmente antes de viagens para áreas rurais, de mata ou regiões com circulação do vírus. Proteção antecipada: o tempo é crucial A recomendação é que a vacina seja administrada pelo menos dez dias antes de qualquer exposição ao risco. A imunização é considerada essencial para toda a população e pode ser acessada em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs). Não é necessário aguardar o surgimento de novos casos para buscar a proteção. “A proteção deve ocorrer antes da exposição ao vírus. A orientação é que a população verifique a carteira de vacinação e atualize a situação vacinal o quanto antes”, reforçou a diretora do CVE-SP, destacando a importância da proatividade. Sintomas e transmissão da febre amarela Os primeiros sinais da febre amarela incluem um quadro de febre de início súbito, acompanhado por calafrios, dor de cabeça intensa, dores nas costas e no corpo, além de náuseas, vômitos, fadiga e fraqueza. A doença é transmitida pela picada de mosquitos infectados pelo vírus. Existem dois ciclos de transmissão: o silvestre, onde os mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes são os vetores principais e primatas não humanos podem ser infectados, e o urbano, transmitido pelo mosquito Aedes aegypti.

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Adeus, PMMA: Conselho de Medicina Proíbe Uso de Substância Injetável na Pele e Alerta para Riscos Graves

Conselho Federal de Medicina proíbe uso de PMMA em procedimentos estéticos e reparadores na pele O Conselho Federal de Medicina (CFM) anunciou uma medida drástica para coibir os riscos associados ao uso do polimetilmetacrilato (PMMA) em preenchimentos na pele. A resolução, publicada no Diário Oficial da União, entra em vigor nesta terça-feira (2) e proíbe a aplicação injetável do produto por médicos, com o objetivo de garantir a segurança da população. A decisão surge após a constatação de uma série de complicações graves, que vão desde reações inflamatórias crônicas, formação de granulomas e migração do material, até consequências severas como deformações, necrose, perda de partes do corpo, infecções e, em casos extremos, a morte. Essas sequelas foram apontadas pelo CFM como justificativa para a proibição do PMMA como substância de preenchimento. O presidente do CFM, José Hiran da Silva Gallo, enfatizou a importância da medida como um ato ético fundamental para a proteção dos pacientes. A resolução se concentra no ato médico, não estabelecendo regras para outras profissões, conforme esclareceu a relatora da norma, Graziela Bonin. Conforme informação divulgada pelo CFM, a partir de agora, qualquer uso do PMMA e sua publicidade configurarão infração ética, independentemente de causar dano ou de haver denúncia formal. O que é o PMMA e seus Perigos Ocultos O PMMA, um material plástico transparente, quando utilizado em procedimentos estéticos injetáveis, apresenta-se como um gel com microesferas, funcionando como um preenchedor de efeito definitivo. No entanto, sociedades médicas como a de Cirurgia Plástica e a de Dermatologia alertam que o produto desencadeia uma reação inflamatória crônica. Essa inflamação persistente, segundo a relatora Graziela Bonin, pode levar, ao longo do tempo, à formação de granulomas, migração do material para outras áreas do corpo e até mesmo ao desenvolvimento de hipercalcemia e doença renal crônica. O risco é diretamente proporcional ao volume injetado, tornando procedimentos corporais particularmente perigosos. A remoção do PMMA do corpo, quando ocorrem complicações, é descrita como um processo extremamente difícil e mutilante. Em muitos casos, exige a retirada de vastas áreas de tecido saudável, como gordura subcutânea e músculos, resultando em mutilações significativas nos pacientes. Alternativas como o uso de imunossupressores potentes podem ser necessárias, mas implicam em tratamento contínuo e para a vida toda. Exceção Terapêutica: Lipodistrofia em Pacientes com HIV/Aids A resolução do CFM prevê uma única exceção para o uso do PMMA como preenchimento: o tratamento da lipodistrofia em pacientes com HIV/aids, condição frequentemente associada ao uso de antirretrovirais. Esta técnica, incorporada pelo Ministério da Saúde em 2004, será autorizada apenas em unidades de alta complexidade credenciadas pelo SUS, seguindo protocolos clínicos específicos. CFM Pede Banimento Total à Anvisa, que Mantém Posição Em janeiro de 2025, o CFM já havia solicitado à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) o banimento total da comercialização do PMMA como preenchedor. A motivação eram mortes atribuídas ao uso do produto por profissionais não médicos. Na época, a Anvisa respondeu que não via necessidade de intervenção, considerando o produto seguro quando usado dentro das regras aprovadas.

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Saúde da Mulher: R$ 60 Milhões para Combater Endometriose, Dor Pélvica e Menstruação Dolorosa

Saúde da Mulher: R$ 60 Milhões para Combater Endometriose, Dor Pélvica e Menstruação Dolorosa Um marco significativo para a saúde feminina no Brasil foi anunciado: R$ 60 milhões serão destinados à pesquisa e desenvolvimento de tecnologias voltadas para o diagnóstico e tratamento de condições como endometriose, dor pélvica e saúde menstrual. A iniciativa conjunta do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e do Instituto Alana promete impulsionar descobertas e oferecer novas esperanças para cerca de 10% das mulheres em idade fértil que sofrem com essas condições. A falta de conhecimento sobre as causas da endometriose, por exemplo, tem sido um grande obstáculo. Especialistas apontam para fatores genéticos, hormonais e imunológicos, além de hipóteses sobre o fluxo menstrual retrógrado. A falta de pesquisas aprofundadas dificulta a compreensão e, consequentemente, o tratamento eficaz dessas doenças. Este investimento representa um passo crucial para mudar esse cenário, buscando **compreender para tratar** e melhorar a qualidade de vida de milhares de brasileiras. Conforme informação divulgada pelo MCTI, os detalhes do financiamento e as áreas prioritárias de pesquisa foram apresentados em Brasília. Investimento Estratégico para a Ciência e Inovação Do montante total, R$ 50 milhões serão liberados pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) por meio de editais específicos para pesquisa e inovação em saúde da mulher. Essa verba será fundamental para financiar projetos que buscam soluções inovadoras e eficazes. Complementando o aporte, o Instituto Alana contribuirá com R$ 10 milhões para a criação de uma rede nacional de pesquisa dedicada à saúde da mulher. O objetivo é integrar esforços e compartilhar conhecimento, fortalecendo o ecossistema de pesquisa no país. Endometriose e Dor Pélvica: Uma Questão de Saúde Pública A ministra Luciana Santos destacou que os investimentos são uma resposta direta do Estado a um **problema de saúde pública** que afeta significativamente as mulheres. Ela ressaltou o compromisso do Governo do Brasil em utilizar a ciência como ferramenta de cuidado, inclusão e promoção da qualidade de vida feminina. A CEO do Instituto Alana, Flavia Doria, enfatizou a importância da pesquisa: “O que não é pesquisado não é compreendido. O que não é compreendido não é tratado”. Ela alertou que o diagnóstico precoce da endometriose é essencial para um tratamento mais eficaz, redução da dor e prevenção do agravamento da doença. Impacto do Diagnóstico Tardio e o Atendimento no SUS Doria alertou que quanto mais tarde a dor é tratada, maiores são as consequências. “O corpo aprende a sentir essa dor. Com o tempo, os mecanismos de inflamação se acumulam. O que não foi cuidado na adolescência podem se tornar dores crônicas na vida adulta”, explicou. A endometriose, conforme o Ministério da Saúde, é caracterizada pelo crescimento de tecido endometrial fora do útero, podendo causar inflamação crônica e afetar entre 5% e 15% das mulheres em idade reprodutiva. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, presente no anúncio, reconheceu a **pouca visibilidade** dessas doenças e expressou a expectativa de que as novas pesquisas ajudem a construir uma política pública mais robusta e a melhorar o

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CFM Revoluciona Fiscalização Médica com IA: Mais de 30% de Aumento na Eficiência e Proteção Ampliada para Pacientes e Profissionais

CFM lança sistema de IA para turbinar a fiscalização do ato médico e proteger a saúde pública O Conselho Federal de Medicina (CFM) apresentou, nesta terça-feira (9), uma novidade tecnológica que promete transformar a fiscalização médica no Brasil: um sistema de inteligência artificial (IA) integrado à Plataforma Nacional de Fiscalização. A expectativa é que essa ferramenta, que já está em operação nos Conselhos Regionais de Medicina (CRMs) de todo o país, aumente em até 30% o volume de fiscalizações anuais nos próximos dois anos. O objetivo é tornar a supervisão das atividades médicas mais efetiva, identificando e analisando situações que demandam intervenção dos órgãos fiscalizadores com maior agilidade e precisão. Segundo o presidente do CFM, José Hiran da Silva Gallo, a tecnologia é um importante subsídio para os médicos fiscais, auxiliando na tomada de decisões e agilizando a resolução de questões. Ele destacou que o investimento em IA fortalece a governança, reduz a burocracia e aprimora a defesa da saúde pública, sem jamais substituir o papel do médico. IA: Uma Ferramenta Inovadora a Serviço da Medicina O terceiro vice-presidente e diretor do Departamento de Inteligência Artificial do CFM, Jeancarlo Cavalcante, explicou que os avanços recentes, como a migração de dados para a nuvem e a transição para um ambiente digital mais transparente, possibilitaram o desenvolvimento desta nova fase da fiscalização. A plataforma permite o acompanhamento das ações fiscalizadoras pelos responsáveis técnicos e gestores dos estabelecimentos de saúde. Cavalcante ressaltou que a solução de fiscalização automatizada, impulsionada pela IA, representa uma mudança pioneira em nível mundial. “O fato de termos mais de 600 mil médicos e usarmos uma plataforma de inteligência artificial para a fiscalização, nos torna pioneiros no mundo no quesito de colegiatura médica e de fiscalização”, afirmou. Proteção Ampliada para Pacientes e Médicos O aprimoramento da fiscalização tem como principal objetivo a proteção da sociedade. A plataforma busca identificar e combater o exercício ilegal da medicina e garantir que os pacientes recebam atendimento de qualidade, seguro e livre de riscos. Ao mesmo tempo, a ferramenta visa proteger os próprios médicos, identificando condições de trabalho inadequadas e a falta de segurança para o exercício da profissão. “Quando fiscalizamos o exercício da medicina, protegemos a sociedade de maus profissionais e de falsos médicos. O diferencial dessa nova plataforma é proteger não apenas a sociedade, não apenas o paciente do mau atendimento, da insegurança, mas também os médicos, das condições inadequadas de saúde e da falta de segurança para exercer o seu trabalho médico”, detalhou o diretor. Integração de Dados e Monitoramento Digital A nova plataforma integra dados processados do CFM e dos CRMs, incluindo históricos de vistorias e cadastros profissionais, como o Cadastro Nacional de Médicos. Além disso, cruza informações com bases de dados públicas, como o Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES), e até mesmo com dados da Receita Federal. Um dos grandes diferenciais é a capacidade de rastrear e analisar conteúdos disponibilizados em redes sociais e outros ambientes digitais. A IA busca ativamente por indícios de exercício ilegal

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São Paulo Amplia Vacinação Contra Gripe, Sarampo e Febre Amarela: 400 Postos e Locais Inusitados para Imunizar a População

Capital paulista expande pontos de vacinação com 400 locais, incluindo shoppings e museus, para imunizar contra gripe, sarampo e febre amarela. A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) de São Paulo intensificou a vacinação contra a gripe, sarampo e febre amarela, ampliando o número de postos para 400 em todas as regiões da cidade. A mobilização, que faz parte das ações do Dia Nacional da Imunização, teve início nesta segunda-feira (8) e se estenderá até a próxima sexta-feira (12). A estratégia visa facilitar o acesso da população aos imunizantes, levando as vacinas para locais de grande circulação de pessoas, além das tradicionais Unidades Básicas de Saúde (UBSs). O objetivo é **aumentar a cobertura vacinal e reforçar a proteção** contra doenças preveníveis. A vacina contra a gripe está disponível para todos a partir dos seis meses de idade. A SMS reforça a importância de manter a caderneta de vacinação atualizada, especialmente diante da circulação de vírus respiratórios e da necessidade de prevenção contra doenças como sarampo e febre amarela. Conforme informação divulgada pela SMS, a campanha busca ampliar a cobertura vacinal e reforçar a proteção da população. Vacinação em locais estratégicos da cidade As doses estarão disponíveis em diversos pontos de grande fluxo de pessoas. Entre os locais que recebem a campanha estão o **Mercado Municipal**, com vacinação nos dias 8, 9 e 10 de junho, das 9h às 16h. O **Museu do Ipiranga** oferecerá a imunização no dia 9, das 10h às 16h, enquanto o **Museu Catavento** terá postos nos dias 12 e 13 de junho, também das 10h às 16h. O **Centro Olímpico Thomaz Mazzoni** terá vacinação de segunda a sexta-feira, das 10h às 17h. O **CEAGESP** receberá a ação no dia 10 de junho, das 10h às 15h. O **Parque da Mooca** disponibilizará as vacinas de 8 a 12 de junho, das 10h às 16h. Na região da Vila Maria, o Centro Olímpico Thomaz Mazzoni funcionará de 8 a 12 de junho, das 10h às 17h. A **Subprefeitura de Guaianases** também oferecerá vacinação no dia 11 de junho, das 9h às 16h. Shoppings, supermercados e transporte público também recebem a campanha Além desses locais, a vacinação será estendida para **shoppings centers, supermercados, terminais de ônibus e estações de trem e metrô**. Para esses locais, é fundamental que a população consulte os dias e horários específicos, pois os postos de vacinação não estarão disponíveis em todos os dias e horários em todos esses estabelecimentos. A estratégia de levar as vacinas para pontos de maior circulação de pessoas é uma medida importante para **facilitar o acesso aos imunizantes** e garantir que mais pessoas possam se proteger. A SMS ressalta que a vacinação é uma das formas mais eficazes de prevenção de doenças. Quem pode se vacinar e a importância da imunização A vacina contra a gripe está disponível para **todas as pessoas a partir dos seis meses de idade**. A Secretaria Municipal da Saúde enfatiza a importância de manter a caderneta de vacinação atualizada, especialmente neste período do ano, quando há

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Dor Crônica Ganha Data Nacional: 5 de Julho Será Dia de Conscientização e Enfrentamento no SUS

Nova Lei Destaca a Dor Crônica com Dia Nacional e Amplia Acesso ao Tratamento no SUS Uma nova legislação publicada nesta segunda-feira (8) estabelece o dia 5 de julho como o Dia Nacional de Conscientização e Enfrentamento da Dor Crônica. A medida visa melhorar o atendimento de saúde para pessoas que convivem com essa condição. A lei também garante o atendimento integral no Sistema Único de Saúde (SUS). Além disso, prevê a oferta de orientações claras sobre os riscos e possíveis efeitos adversos dos tratamentos disponíveis para a dor crônica. A definição de dor crônica, segundo a Associação Internacional para o Estudo da Dor, é aquela que se prolonga por mais de 30 dias. A iniciativa busca fortalecer políticas públicas e combater o preconceito, conforme informação divulgada pela imprensa. Campanhas Anuais e a Cor Verde para a Conscientização A data será representada pela cor verde, simbolizando a esperança e a busca por alívio. A lei prevê a mobilização do Poder Público para a realização de campanhas anuais de conscientização. O objetivo é informar a população sobre as diversas opções terapêuticas acessíveis no SUS. Essas campanhas anuais são fundamentais para combater o estigma associado à dor crônica. Elas também incentivam gestores de saúde a adotarem abordagens de tratamento mais humanizadas e eficazes, com foco em equipes multiprofissionais. Impacto da Dor Crônica na População Brasileira Estima-se que a dor crônica afete aproximadamente 60 milhões de brasileiros. O reconhecimento dessa dimensão do problema pela nova lei é um passo importante para o fortalecimento de políticas públicas voltadas ao diagnóstico, tratamento e acompanhamento desses pacientes. A lei representa um avanço significativo no cuidado com a saúde. Ao instituir um dia nacional dedicado ao tema, o Brasil demonstra um compromisso maior em oferecer suporte e tratamento de qualidade para todos que sofrem com dores persistentes. Atendimento Integral e Informação no SUS O atendimento integral no SUS é um dos pilares da nova lei. Isso significa que os pacientes com dor crônica terão acesso a um cuidado mais completo e coordenado. A informação sobre os tratamentos e seus potenciais efeitos colaterais também será priorizada. Essa abordagem visa empoderar os pacientes, permitindo que tomem decisões mais informadas sobre seus tratamentos. A lei busca garantir que todos os brasileiros, independentemente de sua condição, recebam o cuidado que merecem para gerenciar a dor crônica de forma eficaz.

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Alerta Grave: Uso Indiscriminado de Corticoides Pode Causar Glaucoma e Cegueira, Especialistas Pedem Rigor Semelhante a Antibióticos

O uso indiscriminado de corticoides, sejam em colírios, pomadas ou comprimidos, representa um sério risco à saúde ocular, podendo levar ao desenvolvimento de glaucoma e, em casos graves, à cegueira. O alerta é feito pelo presidente da Sociedade Brasileira de Glaucoma (SBG), Roberto Murad Vessani, que destaca a urgência em conscientizar a população e os profissionais de saúde sobre os perigos dessas substâncias quando utilizadas sem acompanhamento médico. O glaucoma é uma doença que danifica o nervo óptico, geralmente associada ao aumento da pressão intraocular. Sem tratamento adequado, a perda da visão é progressiva e irreversível. No Brasil, estima-se que pelo menos 1,7 milhão de pessoas vivam com a condição, e a automedicação com corticoides agrava significativamente o quadro. Diante dessa preocupante realidade, a SBG, em conjunto com o Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) e a Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica (SBOP), encaminhou uma nota pública a órgãos reguladores e entidades médicas, pedindo atenção aos perigos do uso indiscriminado de fórmulas com corticoides. Conforme informação divulgada por essas sociedades, trata-se de um problema de saúde pública que demanda ações urgentes. Uso Indevido de Corticoides: O Caminho para o Glaucoma Os corticoides são medicamentos eficazes no combate a inflamações, sendo frequentemente prescritos para irritações oculares, alergias, problemas respiratórios e dores. Seu rápido alívio dos sintomas leva muitos a reutilizá-los de forma contínua e sem orientação profissional. Contudo, o uso prolongado pode alterar o funcionamento natural dos olhos. Esses medicamentos dificultam a drenagem do líquido dentro do globo ocular, causando acúmulo e elevando a pressão intraocular. Se essa pressão se mantém alta por um período extenso, pode resultar em lesões permanentes no nervo óptico, configurando o glaucoma. Cerca de 90% dos pacientes que já possuem glaucoma são particularmente sensíveis aos corticoides, o que pode piorar drasticamente sua condição. Riscos Ampliados e Grupos de Atenção Especial Além do risco de glaucoma, o uso indiscriminado de corticoides pode desencadear outros problemas de saúde. Entre eles, destacam-se o aumento da glicose no sangue, descontrole do diabetes, ganho de peso, retenção de líquidos, hipertensão, enfraquecimento ósseo e maior suscetibilidade a infecções e alterações hormonais. Em crianças alérgicas, o uso crônico de colírios com corticoides pode levar ao aumento da pressão ocular ou ao desenvolvimento precoce de catarata. Roberto Vessani ressalta que pacientes com mais de 40 anos já apresentam uma prevalência de glaucoma que dobra a cada década. Pessoas idosas, com condições de saúde que exigem o uso crônico de corticoides, como ortopedia, reumatologia, pediatria e geriatria, precisam de monitoramento redobrado. A combinação dessas condições eleva consideravelmente o risco de danos visuais. A Busca por um Controle Rigoroso e Conscientização As sociedades médicas oftalmológicas defendem que o uso de corticoides, em todas as suas formas, tenha o mesmo rigor de controle que já existe para os antibióticos. Atualmente, a prescrição de antibióticos exige duas vias da receita médica, uma retida pela farmácia, garantindo rastreabilidade e inibindo a automedicação. Essa medida visa aumentar a segurança na prescrição e impedir que indivíduos comprem essas medicações para autotratamento. Campanhas

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Ebola: República Democrática do Congo confirma 71 novos casos e totaliza 452 infecções; OMS lança plano de resposta continental

República Democrática do Congo eleva o alerta com 71 novos casos de Ebola confirmados em 24 horas, elevando o total para 452 infecções e 82 mortes. A República Democrática do Congo registrou um aumento preocupante no número de casos confirmados de Ebola, com 71 novas infecções reportadas em apenas 24 horas, elevando o total para 452. Deste montante, 82 pessoas perderam a vida em decorrência da doença. As informações foram divulgadas pelo governo congolês e repercutidas pela agência Reuters. Este surto, causado pela variante Bundibugyo do vírus Ebola, é considerado um dos mais graves desde a descoberta da doença. Além do Congo, o vírus já se espalhou para Uganda, levando a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar a situação como uma emergência de saúde pública de interesse internacional. Em resposta à crescente crise sanitária, a OMS e o Centro de Controle e Prevenção de Doenças da África, sob a égide da União Africana, anunciaram um plano conjunto de resposta continental. A iniciativa visa arrecadar 518 milhões de dólares para fortalecer a capacidade de preparação, detecção e resposta em países africanos e parceiros, com duração prevista de junho de 2026 a novembro de 2026. Foco em resiliência e prevenção em países de risco Diante da ausência de vacinas ou tratamentos específicos para a cepa Bundibugyo do Ebola, o plano conjunto de resposta continental prioriza o aumento da resiliência dos sistemas de saúde. As medidas implementadas visam preparar os países para lidar com emergências sanitárias agudas, mesmo sem intervenções terapêuticas diretas contra o vírus. A execução dessas ações já teve início nas nações mais afetadas e naquelas consideradas sob maior risco de importação da doença. Expansão do risco para países vizinhos Além da República Democrática do Congo e Uganda, onde os casos já foram confirmados, outros dez países africanos estão sob observação e considerados de maior ameaça para a importação do vírus Ebola. Estes incluem Sudão do Sul, Ruanda, Quênia, Zâmbia, República Centro-Africana, Tanzânia, Etiópia, Angola, Congo (Brazzaville) e Burundi. A vigilância intensificada e a preparação são cruciais para evitar a propagação do surto. Plano de contingência e investimento em saúde pública O plano de resposta continental, anunciado nesta sexta-feira (5), representa um esforço coordenado para combater o surto de Ebola. O montante de 518 milhões de dólares será direcionado para a implementação de estratégias de prevenção, diagnóstico precoce e resposta rápida. O objetivo é garantir que os sistemas de saúde africanos estejam mais preparados para futuras emergências, fortalecendo a capacidade de resposta a doenças infecciosas e protegendo a população. A colaboração entre a OMS e a União Africana, juntamente com o apoio financeiro internacional, é fundamental para o sucesso deste plano. A luta contra o Ebola exige um esforço conjunto e contínuo, com foco na segurança sanitária e no bem-estar das comunidades afetadas e em risco. A informação foi divulgada pela agência Reuters, com atribuição ao governo da República Democrática do Congo.

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Mercúrio em Gestantes Munduruku: 97% com níveis perigosos, bebês nascem contaminados e com risco neurológico

Mercúrio em gestantes e bebês Munduruku: um alerta grave para a saúde indígena na Amazônia Mulheres grávidas da Terra Indígena Munduruku, localizada na região do Médio Tapajós, no Pará, apresentam níveis de mercúrio no corpo alarmantemente elevados. A contaminação chega a ser quatro vezes e meio superior ao limite considerado seguro pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Os dados preliminares do Estudo Longitudinal de Gestantes e Recém-Nascidos Indígenas Expostos ao Mercúrio na Amazônia, realizado pela Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (ENSP/Fiocruz), foram apresentados durante a Rio Nature & Climate Week. A pesquisa, coordenada por Paulo Basta, aponta para uma grave crise de saúde pública que afeta diretamente a população Munduruku, com repercussões que se estendem desde o período gestacional até os primeiros anos de vida dos bebês. Conforme informação divulgada pela Fiocruz. 97% das gestantes Munduruku com mercúrio acima do limite seguro O estudo monitorou 195 mulheres, e os resultados são preocupantes: 97% delas apresentaram níveis de mercúrio no corpo acima do limite seguro. A média encontrada foi de 9,1 microgramas do metal para cada grama de cabelo (µg/g), enquanto o limite seguro estabelecido pela OMS é de 2 µg/g. Em um caso extremo, uma mulher registrou 39,9 µg/g, o que representa 20 vezes o valor tolerável. Bebês nascem contaminados e em risco de problemas neurológicos Dos 134 bebês já nascidos entre as mulheres monitoradas, cerca de 90% nascem contaminados pelo mercúrio. O metal tóxico atravessa a placenta, afetando o desenvolvimento fetal. A média de contaminação nos bebês é de 5,8 µg/g, três vezes acima do limite seguro. Um caso extremo registrou 30,8 µg/g, 15 vezes o nível seguro. Paulo Basta explica que a exposição ao mercúrio durante a gestação pode causar retardo nos marcos do neurodesenvolvimento. O mercúrio é uma neurotoxina que afeta o sistema nervoso central, e as lesões causadas são irreversíveis. O pesquisador cita o aumento de crianças nascendo com doenças neurológicas raras, síndromes e anomalias congênitas, todas com suspeita de relação com a contaminação por mercúrio. Garimpo ilegal como principal causa da contaminação A contaminação por mercúrio na Terra Indígena Munduruku está diretamente ligada ao garimpo ilegal de ouro, uma atividade que assola a região há décadas. O mercúrio é utilizado no processo de separação do ouro da terra, contaminando rios e a cadeia alimentar. A principal via de contaminação para os indígenas é o consumo de peixes contaminados, que compõem a base de sua dieta. Alessandra Korap Munduruku, liderança da comunidade, relata a revolta e o desespero das mulheres ao receberem os primeiros resultados em 2022. “Estávamos doentes, mas sem exames, não sabíamos o que estava acontecendo. Quando tivemos os resultados, fizemos uma reunião e as mulheres estavam bem revoltadas. Perguntavam se deveriam interromper a gravidez porque o útero estaria contaminado e o leite materno também poderia contaminar os filhos”, conta. “Nossa principal fonte de alimento é o peixe e não há como fugir disso. Para quem mora na cidade é muito fácil. Vão nas prateleiras, compram frango e carne, tem outras opções.

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Anvisa Alerta: Lotes de Medicamentos Cruciais para Hipertensão e Câncer Têm Venda Suspensa; Veja Quais São

Anvisa Suspende Lotes de Medicamentos Vitais para Hipertensão e Câncer de Mama A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou a suspensão da venda, distribuição e consumo de importantes medicamentos. A medida abrange produtos utilizados no controle da pressão arterial e no tratamento de câncer de mama, impactando diretamente pacientes que dependem dessas terapias. A decisão foi oficializada por meio da Resolução 2.238/2026, publicada no Diário Oficial da União. Um dos medicamentos afetados é o Halaven (mesilato de eribulina), um tratamento para câncer fabricado pela United Medical Ltda. O lote específico em questão, 148386, foi recolhido voluntariamente pela empresa devido a um desvio de qualidade. Constatou-se que o teor do princípio ativo estava abaixo do especificado, o que poderia comprometer a eficácia do tratamento oncológico. Outro medicamento sob suspensão é o maleato de enalapril, amplamente utilizado no combate à hipertensão e à insuficiência cardíaca, produzido pela Hipolabor Farmacêutica Ltda. Neste caso, a Anvisa identificou um erro nas embalagens. As caixas do medicamento, que deveria conter 20 mg, apresentavam equivocadamente a indicação de 10 mg na descrição da composição. Essa falha pode gerar confusão e risco para os pacientes. Medicamentos Afetados e Lotes Suspensos Para o Halaven (mesilato de eribulina), o lote 148386 foi suspenso. Já o maleato de enalapril 20 mg, da Hipolabor, tem os seguintes lotes sob proibição: 0062/26M, 0063/26M, 0064/26M, 0088/26M, 0089/26M, 0358/26M, 0415/26M, 0506/26M e 0507/26M. A Anvisa determinou o recolhimento imediato desses produtos do mercado. Orientações para Pacientes e Profissionais de Saúde Diante da suspensão, a Anvisa orienta que os pacientes que possuam esses medicamentos em casa interrompam imediatamente o uso. É fundamental buscar orientação médica ou farmacêutica para entender como proceder e, se necessário, obter a substituição do medicamento. O contato com o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) das empresas fabricantes, United Medical Ltda e Hipolabor Farmacêutica Ltda, também é recomendado para esclarecimentos. Outras Proibições da Anvisa Além dos medicamentos para hipertensão e câncer, a Anvisa também suspendeu o lote 8891/25 da Água para Infusão sol infus IV cx 35 bols pvc sist, da Indústria Farmacêutica S/A, após apresentar resultado insatisfatório em inspeção de qualidade. Outra medida importante foi a apreensão de todos os lotes das Cápsulas de óleo de pequi, da R.T.K Indústria de Cosméticos e Alimentos Naturais Ltda, pois o produto não possui registro e a fabricante não tem autorização de funcionamento. A comercialização, distribuição, fabricação, propaganda e uso deste último foram proibidos. As ações da Anvisa visam garantir a segurança e a qualidade dos medicamentos disponíveis à população, reforçando a importância da fiscalização e do controle sanitário sobre produtos de uso contínuo e terapêutico.

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Febre Amarela: Estado de São Paulo registra quinta morte em 2026, homem de 54 anos em Lençóis Paulista não vacinado

Febre Amarela: São Paulo confirma quinta morte em 2026 e alerta para vacinação O governo do estado de São Paulo confirmou o quinto óbito causado pela febre amarela em 2026. A vítima mais recente é um homem de 54 anos, morador de Lençóis Paulista, na região de Bauru, que não possuía histórico de vacinação contra a doença. O caso foi oficializado nesta segunda-feira, 1º de abril. Este triste ocorrido eleva para dez o número de casos confirmados de febre amarela em São Paulo neste ano. Desses, cinco resultaram em morte, concentrados na região do Vale do Paraíba. Outro caso foi registrado em Sorocaba, sem óbito, e o mais recente em Bauru, que culminou na morte do paciente. É crucial ressaltar que, em todas as dez ocorrências da doença em 2026 no estado, nenhum dos pacientes havia sido vacinado. Essa informação, divulgada pelo governo estadual, reforça a eficácia da imunização como principal medida preventiva. Vacinação gratuita e essencial contra a febre amarela A diretora do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE-SP), Tatiana Lang, enfatizou a disponibilidade da vacina contra a febre amarela. “A vacina é a principal forma de prevenção contra a febre amarela e está disponível gratuitamente nas unidades básicas de saúde”, afirmou Lang. Ela aconselha que pessoas que ainda não se vacinaram procurem a unidade mais próxima, especialmente antes de viagens para áreas rurais, de mata ou regiões com circulação do vírus. Proteção antecipada: o tempo é crucial A recomendação é que a vacina seja administrada pelo menos dez dias antes de qualquer exposição ao risco. A imunização é considerada essencial para toda a população e pode ser acessada em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs). Não é necessário aguardar o surgimento de novos casos para buscar a proteção. “A proteção deve ocorrer antes da exposição ao vírus. A orientação é que a população verifique a carteira de vacinação e atualize a situação vacinal o quanto antes”, reforçou a diretora do CVE-SP, destacando a importância da proatividade. Sintomas e transmissão da febre amarela Os primeiros sinais da febre amarela incluem um quadro de febre de início súbito, acompanhado por calafrios, dor de cabeça intensa, dores nas costas e no corpo, além de náuseas, vômitos, fadiga e fraqueza. A doença é transmitida pela picada de mosquitos infectados pelo vírus. Existem dois ciclos de transmissão: o silvestre, onde os mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes são os vetores principais e primatas não humanos podem ser infectados, e o urbano, transmitido pelo mosquito Aedes aegypti.

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Adeus, PMMA: Conselho de Medicina Proíbe Uso de Substância Injetável na Pele e Alerta para Riscos Graves

Conselho Federal de Medicina proíbe uso de PMMA em procedimentos estéticos e reparadores na pele O Conselho Federal de Medicina (CFM) anunciou uma medida drástica para coibir os riscos associados ao uso do polimetilmetacrilato (PMMA) em preenchimentos na pele. A resolução, publicada no Diário Oficial da União, entra em vigor nesta terça-feira (2) e proíbe a aplicação injetável do produto por médicos, com o objetivo de garantir a segurança da população. A decisão surge após a constatação de uma série de complicações graves, que vão desde reações inflamatórias crônicas, formação de granulomas e migração do material, até consequências severas como deformações, necrose, perda de partes do corpo, infecções e, em casos extremos, a morte. Essas sequelas foram apontadas pelo CFM como justificativa para a proibição do PMMA como substância de preenchimento. O presidente do CFM, José Hiran da Silva Gallo, enfatizou a importância da medida como um ato ético fundamental para a proteção dos pacientes. A resolução se concentra no ato médico, não estabelecendo regras para outras profissões, conforme esclareceu a relatora da norma, Graziela Bonin. Conforme informação divulgada pelo CFM, a partir de agora, qualquer uso do PMMA e sua publicidade configurarão infração ética, independentemente de causar dano ou de haver denúncia formal. O que é o PMMA e seus Perigos Ocultos O PMMA, um material plástico transparente, quando utilizado em procedimentos estéticos injetáveis, apresenta-se como um gel com microesferas, funcionando como um preenchedor de efeito definitivo. No entanto, sociedades médicas como a de Cirurgia Plástica e a de Dermatologia alertam que o produto desencadeia uma reação inflamatória crônica. Essa inflamação persistente, segundo a relatora Graziela Bonin, pode levar, ao longo do tempo, à formação de granulomas, migração do material para outras áreas do corpo e até mesmo ao desenvolvimento de hipercalcemia e doença renal crônica. O risco é diretamente proporcional ao volume injetado, tornando procedimentos corporais particularmente perigosos. A remoção do PMMA do corpo, quando ocorrem complicações, é descrita como um processo extremamente difícil e mutilante. Em muitos casos, exige a retirada de vastas áreas de tecido saudável, como gordura subcutânea e músculos, resultando em mutilações significativas nos pacientes. Alternativas como o uso de imunossupressores potentes podem ser necessárias, mas implicam em tratamento contínuo e para a vida toda. Exceção Terapêutica: Lipodistrofia em Pacientes com HIV/Aids A resolução do CFM prevê uma única exceção para o uso do PMMA como preenchimento: o tratamento da lipodistrofia em pacientes com HIV/aids, condição frequentemente associada ao uso de antirretrovirais. Esta técnica, incorporada pelo Ministério da Saúde em 2004, será autorizada apenas em unidades de alta complexidade credenciadas pelo SUS, seguindo protocolos clínicos específicos. CFM Pede Banimento Total à Anvisa, que Mantém Posição Em janeiro de 2025, o CFM já havia solicitado à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) o banimento total da comercialização do PMMA como preenchedor. A motivação eram mortes atribuídas ao uso do produto por profissionais não médicos. Na época, a Anvisa respondeu que não via necessidade de intervenção, considerando o produto seguro quando usado dentro das regras aprovadas.

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