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Saúde e bem estar

Alerta Nacional: VSR Dispara Casos de SRAG em Bebês no Brasil, Influenza A Ameaça Idosos; Veja as Regiões em Risco

Brasil em Alerta: VSR Causa Onda de SRAG em Bebês e Influenza A Atinge Idosos O Brasil está em estado de atenção com o aumento significativo de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), especialmente entre crianças com menos de dois anos. O principal vilão dessa alta é o vírus sincicial respiratório (VSR), que causa a bronquiolite, uma inflamação perigosa nas vias aéreas dos bebês. Enquanto as faixas etárias mais velhas mantêm índices estáveis de SRAG, os pequenos sofrem com a força do VSR. Nos últimos 30 dias, o VSR foi responsável por 41,5% dos casos de SRAG com diagnóstico viral confirmado. Esse cenário preocupa as autoridades de saúde e a população em geral. Os dados alarmantes foram divulgados no Boletim Infogripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), nesta quinta-feira (14). O relatório também aponta para um crescimento contínuo da Influenza A em diversas regiões do país, com impacto maior em idosos. Conforme informação divulgada pela Fiocruz, esses dois cenários colocam todas as unidades federativas do Brasil em situação de alerta. VSR é o Principal Vilão da SRAG em Bebês, Dados da Fiocruz Revelam O vírus sincicial respiratório (VSR) lidera o ranking de causas de SRAG em crianças com menos de dois anos. De acordo com o Boletim Infogripe, nas últimas quatro semanas, 41,5% dos casos de SRAG com diagnóstico viral positivo foram associados ao VSR. Este vírus é o principal agente causador da bronquiolite, uma condição que pode evoluir para quadros graves em bebês. Em seguida, aparecem a Influenza A, com 27,2%, e o rinovírus, com 25,5%, como causadores de SRAG. A pesquisa da Fiocruz destaca que, enquanto o VSR impacta fortemente os bebês, a Influenza A tem mostrado aumento em estados da Região Sul, além de Roraima, Tocantins, São Paulo e Espírito Santo. Influenza A Preocupa Idosos, Enquanto Dez Estados Estão em Alto Risco de SRAG Apesar do foco em bebês, o Boletim Infogripe também alerta para o aumento da Influenza A, que tem sido responsável por 51,7% das mortes por SRAG com exame positivo nas últimas quatro semanas, afetando principalmente idosos. Essa dupla ameaça viral, VSR e Influenza A, eleva o nível de alerta em todo o território nacional. Dez estados brasileiros foram classificados em situação de alto risco para SRAG: Acre, Amazonas, Pará, Tocantins, Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Paraíba. Outras 14 unidades federativas apresentam tendência de aumento de casos nas próximas semanas, indicando a necessidade de vigilância constante. Prevenção é a Chave: Vacinação Contra VSR e Influenza A é Essencial A pesquisadora Tatiana Portella, do Boletim InfoGripe, enfatiza a importância da vacinação como principal ferramenta de prevenção contra agravamentos e óbitos por VSR e Influenza A. “É essencial que as pessoas com maior risco de agravamento por esses vírus se vacinem”, ressalta. A vacina contra a gripe, disponível no SUS, protege contra o tipo A e está sendo aplicada em todo o país, com prioridade para grupos vulneráveis como idosos, gestantes e crianças. Para os bebês, o SUS oferece

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Anvisa adia decisão sobre recurso da Ypê: Análise de suspensão de produtos com bactéria perigosa é adiada para sexta-feira

Anvisa prorroga análise de recurso da Ypê sobre suspensão de produtos contaminados por bactéria A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) adiou, nesta quarta-feira (13), a decisão sobre o recurso apresentado pela Químca Amparo, fabricante da marca Ypê, contra a suspensão da produção, venda e uso de seus produtos. A análise do caso estava prevista para a 8ª Reunião Ordinária da diretoria da agência. O diretor-presidente da Anvisa, Leandro Safatle, anunciou a retirada do recurso da pauta de votação, informando que o tema será reavaliado pela diretoria na próxima sexta-feira (15). A medida visa dar tempo para que a Anvisa e a empresa colaborem na busca por soluções. Conforme divulgado pela Agência Brasil, Safatle explicou que estão ocorrendo reuniões técnicas entre a Anvisa e a Ypê para a “mitigação dos riscos sanitários”. A expectativa é que a empresa apresente, nesta quinta-feira (14), medidas eficazes para corrigir as irregularidades identificadas. Irregularidades e risco à saúde identificados em fiscalização Durante uma fiscalização realizada em abril deste ano, equipes da Anvisa, em conjunto com órgãos de vigilância sanitária de São Paulo e Amparo, constataram a existência de 76 irregularidades na fábrica da Ypê. O problema mais grave foi a detecção da bactéria Pseudomonas aeruginosa em mais de 100 lotes de produtos. Esta bactéria é conhecida por sua resistência a antibióticos e pode causar sérios problemas de saúde, especialmente em pessoas com o sistema imunológico comprometido. As infecções podem variar desde problemas urinários até complicações respiratórias graves em indivíduos com doenças pulmonares crônicas ou que utilizam cateteres venosos. Diante do risco, a Anvisa reiterou o alerta aos consumidores para que evitem o uso dos lotes terminados em 1. “Reiteramos a recomendação de não utilização dos produtos listados na Resolução 1.834/2026 e de buscar o serviço de atendimento da empresa”, declarou Safatle. Ypê colabora com a Anvisa e busca solução Em nota oficial, a Ypê confirmou estar em colaboração com a Anvisa para encontrar uma solução definitiva para a suspensão que afeta seus lava-roupas líquidos, lava-louças líquidos e desinfetantes com lotes de fabricação final 1. A empresa informou que apresentou um plano de ação atualizado e reafirmou seu compromisso em seguir as recomendações da agência reguladora. A empresa está fornecendo informações detalhadas, laudos técnicos de microbiologia e análises de risco para o consumidor. A Ypê também solicitou que a suspensão seja mantida até a conclusão de todas as medidas corretivas, demonstrando responsabilidade com a segurança dos seus produtos. Medidas corretivas e inspeções futuras A Anvisa informou, por meio de comunicado, que a fábrica da Ypê em Amparo intensificou os trabalhos para atender às 239 ações corretivas apontadas. Essas medidas visam cumprir integralmente as exigências da vigilância sanitária e incluem também inspeções programadas para 2024 e 2025, demonstrando um compromisso contínuo com a qualidade e segurança. Participaram da reunião que discutiu o adiamento da decisão o diretor-presidente da Anvisa, Leandro Safatle, o diretor Daniel Pereira, o presidente da Ypê, Waldir Beira Júnior, e o COO da empresa, Jorge Eduardo Beira, evidenciando a seriedade com que ambas

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IA na Saúde: 18% dos Hospitais Brasileiros Já Usam Tecnologia, Revela Pesquisa do CGI.br

IA na Saúde: 18% dos Hospitais Brasileiros Já Usam Tecnologia, Revela Pesquisa do CGI.br A inteligência artificial (IA) está cada vez mais presente nos estabelecimentos de saúde do Brasil, atingindo 18% das unidades de atendimento. Essa adoção abrange tanto o setor público, com 11% de penetração, quanto o privado, onde o índice chega a 21%. Os dados são da 12ª edição da pesquisa TIC Saúde, realizada pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) em 2025. O levantamento, organizado pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br), entrevistou 3.270 gestores de saúde em todo o país. A pesquisa buscou compreender a incorporação das tecnologias de IA, que têm apresentado uma rápida disseminação nos últimos anos. Alexandre Barbosa, gerente do Cetic.br, destaca a importância de investigar como essas tecnologias estão sendo integradas. “Por isso, tornou-se importante ampliar a investigação para compreender como essas tecnologias vêm sendo incorporadas pelo conjunto dos estabelecimentos de saúde”, explica. A pesquisa aponta que a IA é utilizada principalmente para organizar processos clínicos e administrativos, com 45% dos estabelecimentos empregando a tecnologia para essa finalidade. Em seguida, aparece a melhoria da segurança digital (36%), seguida pela otimização da eficiência dos tratamentos (32%) e pelo auxílio na logística (31%). Outras aplicações relevantes incluem o apoio à gestão de recursos humanos e recrutamento (27%), a assistência em diagnósticos (26%) e a ajuda na dosagem de medicamentos (14%). A presença da IA demonstra um avanço significativo na modernização dos serviços de saúde no país. Desafios na Adoção da Inteligência Artificial na Saúde Apesar do crescimento, a adoção da IA no setor de saúde brasileiro ainda enfrenta obstáculos consideráveis. Hospitais com mais de 50 leitos, por exemplo, indicam que os custos elevados representam um entrave para 63% dos gestores. A falta de priorização institucional (56%) e as limitações relacionadas a dados e capacitação (51%) também são barreiras importantes. Luciana Portilho, coordenadora de projetos de pesquisa do Cetic.br, ressalta a necessidade de profissionais qualificados para o uso seguro e responsável da IA. “O avanço do uso da IA na saúde exige profissionais qualificados para que essa tecnologia seja aplicada de forma segura e responsável”, afirma. A consolidação de diretrizes e marcos regulatórios é vista como fundamental para sustentar a adoção ética da IA. Isso é especialmente importante em um setor que lida com informações sensíveis e tem impacto direto no cuidado com os pacientes, exigindo um ambiente de confiança e conformidade. Tecnologias Complementares e Serviços Online Além da IA, outras tecnologias também marcam presença nos estabelecimentos de saúde. A pesquisa indica que 9% deles utilizam a Internet das Coisas (IoT), e 5% empregam tecnologia robótica com uso de internet. Esses recursos complementares contribuem para a digitalização e eficiência do setor. No que diz respeito aos serviços online disponibilizados aos pacientes, 39% dos estabelecimentos oferecem a visualização de resultados de exames. O agendamento de consultas é oferecido por 34%, e o de exames, por 32%, facilitando o acesso e a conveniência para os usuários do sistema de saúde.

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IA na Saúde: 18% dos Hospitais Brasileiros Já Usam Tecnologia; Entenda os Benefícios e Desafios

IA Revoluciona a Saúde no Brasil: Adoção Cresce e Transforma Atendimento Médico A inteligência artificial (IA) tem se consolidado como uma ferramenta poderosa no setor da saúde brasileira, atingindo 18% dos estabelecimentos de atendimento. Essa tecnologia inovadora promete otimizar processos, melhorar a segurança e a eficiência dos tratamentos, conforme aponta a 12ª edição da pesquisa TIC Saúde, realizada pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br). Os dados, coletados em 2025 com a participação de 3.270 gestores de saúde, mostram que a adoção da IA já é uma realidade em 11% dos serviços públicos e 21% dos privados. A pesquisa, organizada pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br), busca compreender a crescente incorporação dessas tecnologias no cuidado com os pacientes. Alexandre Barbosa, gerente do Cetic.br, destaca a importância de acompanhar essa disseminação: “Nos últimos anos, observamos uma rápida disseminação das tecnologias de Inteligência Artificial. Por isso, tornou-se importante ampliar a investigação para compreender como essas tecnologias vêm sendo incorporadas pelo conjunto dos estabelecimentos de saúde”, explicou. Principais Aplicações da IA Transformam a Gestão e o Cuidado em Saúde A inteligência artificial está sendo empregada de diversas formas para aprimorar o funcionamento dos estabelecimentos de saúde. Uma das aplicações mais significativas é a organização dos processos clínicos e administrativos, utilizada por 45% das instituições. A tecnologia também contribui para a melhoria da segurança digital em 36% dos locais, além de otimizar a eficiência dos tratamentos em 32%. Outras áreas beneficiadas pela IA incluem a logística, com 31% dos estabelecimentos utilizando a tecnologia para auxiliar nessa área, e a gestão de recursos humanos e recrutamento, com 27% de adoção. A IA também se mostra promissora no auxílio a diagnósticos, presente em 26% das instituições, e na dosagem de medicamentos, com 14% de utilização. Desafios na Adoção da IA Exigem Soluções Estratégicas Apesar do avanço, a implementação da inteligência artificial na saúde brasileira ainda enfrenta barreiras consideráveis. Em hospitais com mais de 50 leitos, os gestores apontam os custos elevados como o principal obstáculo, citado por 63% dos entrevistados. A falta de priorização institucional é outro fator limitante, mencionado por 56% dos gestores. Limitações relacionadas a dados e capacitação profissional também representam um desafio significativo, impactando 51% dos estabelecimentos. Luciana Portilho, coordenadora de projetos de pesquisa do Cetic.br, ressalta a necessidade de qualificação e regulamentação para o avanço seguro da IA. “O avanço do uso da IA na saúde exige profissionais qualificados para que essa tecnologia seja aplicada de forma segura e responsável”, afirmou. Regulamentação e Capacitação são Chaves para o Futuro da IA na Saúde A consolidação de diretrizes e marcos regulatórios é vista como fundamental para sustentar a adoção ética da inteligência artificial. Em um setor que lida com informações sensíveis e impacta diretamente o cuidado com os pacientes, a segurança e a responsabilidade são primordiais. A capacitação de profissionais é, portanto, um pilar essencial para garantir que a IA seja utilizada em todo o seu potencial, de forma a beneficiar tanto os pacientes quanto

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Novas Esperanças: Anvisa aprova medicamentos inovadores para Psoríase e Asma Grave no Brasil

Anvisa libera registro de remédios para tratar psoríase e asma grave A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) deu um passo importante para a saúde pública brasileira ao publicar o registro de dois novos medicamentos. As aprovações visam oferecer tratamentos mais eficazes para condições crônicas que afetam milhares de pessoas, como a psoríase e a asma. Um dos medicamentos aprovados é o Yesintek, um biossimilar indicado para o tratamento de doenças inflamatórias crônicas e autoimunes, incluindo a psoríase em placa de moderada a grave. A outra novidade é o Densurko, voltado para o controle da asma e da rinossinusite crônica com pólipos nasais graves. Essas novas opções terapêuticas representam um avanço significativo, especialmente para pacientes que não obtiveram sucesso com tratamentos convencionais ou que apresentam intolerância a terapias já disponíveis. A decisão da Anvisa foi divulgada nesta segunda-feira (11) e já gera expectativas no meio médico e entre os pacientes. Conforme informação divulgada pela Anvisa, o Yesintek é um biossimilar que demonstra semelhança em termos de qualidade, segurança e eficácia em relação a um produto biológico de referência já registrado. Yesintek: Uma Nova Alternativa para Psoríase e Doenças Autoimunes O medicamento Yesintek (Ustequinumabe) é apresentado como uma solução injetável, pronta para administração subcutânea ou infusão intravenosa. Ele é especialmente indicado para pacientes adultos e crianças a partir de 6 anos com psoríase em placa de grau moderado a grave, quando as terapias convencionais, como ciclosporina, metotrexato ou fototerapia, não foram satisfatórias, foram contraindicadas ou causaram intolerância. Além da psoríase, o Yesintek também se mostra promissor no tratamento da artrite psoriásica ativa em adultos e crianças com mais de 6 anos, podendo ser usado isoladamente ou em combinação com metotrexato. Para pacientes com doença de Crohn e colite ulcerativa em quadro ativo de moderado a grave, o medicamento é uma nova opção para aqueles que não responderam adequadamente a outros tratamentos, ou que são intolerantes a terapias convencionais ou ao anti-TNF-alfa. Densurko: Alívio para Asma e Rinossinusite Crônica Grave O Densurko (depemoquimabe) chega como uma importante ferramenta complementar no tratamento da asma em pacientes adultos e pediátricos com 12 anos ou mais, que apresentam inflamação do tipo 2 (alérgica), caracterizada pelo excesso de eosinófilos no sangue. Estudos clínicos apontam uma redução significativa nas exacerbações da doença quando comparado ao placebo, ambos associados ao tratamento padrão. No caso da rinossinusite crônica com pólipos nasais grave, o Densurko é indicado exclusivamente para pacientes adultos que não obtiveram controle adequado da condição com o uso de corticosteroides sistêmicos ou após cirurgia. Em ambos os casos, o esquema terapêutico previsto é de uma dose a cada seis meses, o que pode representar uma melhora na adesão ao tratamento e na qualidade de vida dos pacientes. Impacto das Novas Aprovações A liberação desses medicamentos pela Anvisa reforça o compromisso da agência em garantir o acesso a tratamentos inovadores e seguros para a população brasileira. A disponibilidade de novas alternativas terapêuticas é fundamental para o manejo de doenças crônicas, visando não apenas o controle dos sintomas, mas

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Governo Federal Acelera Acesso ao SUS: Novos Veículos e Vacinas Revolucionam Atendimento em Todo o Brasil

Governo Federal Impulsiona Acesso à Saúde com Entrega de Veículos e Fortalecimento da Vacinação O governo federal deu um passo significativo para ampliar o acesso da população aos serviços especializados do Sistema Único de Saúde (SUS) com a entrega de novos veículos em Campinas, interior paulista. A iniciativa faz parte do programa “Agora Tem Especialistas – Caminhos da Saúde”, visando otimizar o atendimento em todo o país. Foram destinados 12 micro-ônibus para o programa “Tratamento Fora de Domicílio” (TFD), 20 ambulâncias para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192) e três Unidades Odontológicas Móveis. Esses recursos, que somam um investimento de R$ 14,4 milhões pelo Novo PAC Saúde, beneficiarão 32 municípios, reforçando a capacidade de resposta e o alcance das ações de saúde pública. Além da frota, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou a importância da vacinação, simbolizada pela aplicação da vacina contra o VSR em gestantes. Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil já atingiu a marca de 1 milhão de gestantes vacinadas contra o vírus sincicial respiratório (VSR), principal causador da bronquiolite em bebês. Essa conquista representa um avanço crucial na proteção de recém-nascidos, oferecendo imunidade desde os primeiros dias de vida. Expansão da Frota para Atendimento Especializado e Urgência A entrega dos micro-ônibus e ambulâncias em Campinas é parte de um esforço contínuo para renovar e expandir a frota do SUS. O ministro Alexandre Padilha ressaltou que, após um período de seis anos sem renovação, a atual gestão já entregou mais de 3 mil ambulâncias em todo o país desde 2023. A meta do programa “Agora Tem Especialistas” é distribuir 3,3 mil veículos nacionalmente, com um investimento total de R$ 1,4 bilhão. As Unidades Odontológicas Móveis levarão atendimento diretamente às comunidades, incluindo áreas rurais, distritos, escolas e igrejas, democratizando o acesso a serviços de saúde bucal que antes eram restritos. Essa estratégia descentralizada busca alcançar aqueles que mais precisam, garantindo que a saúde chegue a todos os cantos do Brasil. Vacinação contra VSR: Proteção Essencial para Recém-Nascidos A vacinação de gestantes contra o VSR, que integra o calendário do SUS desde 2025, tem se mostrado extremamente eficaz. O Ministério da Saúde celebrou a marca de 1 milhão de gestantes vacinadas, superando a meta estabelecida para o Dia das Mães. Essa vacina, que na rede privada custa cerca de R$ 1,5 mil, é fundamental para proteger bebês e gestantes contra complicações respiratórias graves. Dados oficiais do Ministério da Saúde indicam uma redução expressiva nas internações e óbitos de crianças menores de dois anos por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) associada ao VSR. Entre abril de 2025 e 18 de abril de 2026, as internações caíram 52%, de 6,8 mil para 3,2 mil casos, e os óbitos diminuíram 63%, de 72 para 27 mortes. Esses números evidenciam o impacto positivo da vacinação no sistema de saúde pública. Como a Vacina Protege os Bebês A vacina administrada às gestantes estimula a produção de anticorpos que são transferidos ao bebê ainda durante a gestação. Essa proteção é crucial

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Fiocruz Inova: Patente de Novo Tratamento Contra Malária Resistente Promete Baixo Custo e Eficácia

Fiocruz obtém patente para avanço no tratamento da malária resistente A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) alcançou um marco importante na luta contra a malária ao obter uma patente para um método de tratamento inovador. A conquista, concedida pelo United States Patent and Trademark Office (USPTO), refere-se a um composto promissor, o DAQ, com capacidade de combater cepas do parasita Plasmodium falciparum que se tornaram resistentes aos medicamentos convencionais. A pesquisa é fruto do trabalho de inventores do Instituto René Rachou, unidade da Fiocruz em Minas Gerais. O composto DAQ, embora conhecido por sua atividade antimalárica desde a década de 1960, foi redescoberto e aprimorado por uma equipe da Fiocruz, liderada pela pesquisadora Antoniana Krettli. Utilizando abordagens modernas da química e da biologia molecular, os cientistas identificaram um mecanismo único que permite ao DAQ superar as defesas desenvolvidas pelo parasita. Essa descoberta é crucial, pois a resistência aos tratamentos existentes é um dos maiores desafios no controle da malária globalmente. Conforme informações divulgadas pela Fiocruz, o diferencial do DAQ reside em sua estrutura química, especificamente a presença de uma ligação tripla em sua cadeia. Essa característica é fundamental para sua ação, que interfere em um processo vital para a sobrevivência do Plasmodium falciparum. O composto age bloqueando a neutralização de substâncias tóxicas produzidas pelo parasita durante a digestão da hemoglobina humana, levando à morte do microrganismo. Eficácia comprovada contra cepas resistentes e novas esperanças Os estudos conduzidos pela Fiocruz demonstraram que o DAQ atua rapidamente nas fases iniciais da infecção. Sua eficácia foi comprovada tanto contra cepas sensíveis quanto contra as resistentes do Plasmodium falciparum, o agente causador das formas mais graves da malária. Além disso, resultados promissores foram observados contra o Plasmodium vivax, o tipo de parasita responsável pela maioria dos casos de malária registrados no Brasil. Um dos aspectos mais estratégicos deste desenvolvimento é o potencial baixo custo de produção do DAQ. Essa característica é particularmente importante para países de baixa e média renda, onde a malária ainda é endêmica e o acesso a tratamentos eficazes é limitado. A pesquisa contou com a colaboração de instituições renomadas, como a University of California San Francisco (UCSF), a Universidade Federal de Alagoas (UFAL) e a Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio). Próximos passos e a importância da patente para o futuro Apesar dos resultados animadores, o desenvolvimento do DAQ como medicamento ainda requer novas etapas. Testes de toxicidade, a definição de doses seguras e eficazes, e o desenvolvimento de uma formulação farmacêutica adequada são necessários antes que o tratamento possa ser disponibilizado à população. A patente, concedida em março deste ano, tem validade até setembro de 2041, garantindo exclusividade à Fiocruz nesse período. A pesquisadora Antoniana Krettli ressalta que a estrutura da Fiocruz, com forte atuação na Amazônia e experiência em testes clínicos, pode acelerar as próximas fases de desenvolvimento. A instituição possui capacidade para diagnóstico, acompanhamento de pacientes e estabelecimento de parcerias essenciais para o avanço de novos medicamentos. Os pesquisadores alertam para a necessidade contínua de novas

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Asma em Adultos: Tratamentos Inadequados Agravam Doença e Causam Danos Pulmonares Irreversíveis, Alerta Estudo do Hospital Moinhos de Vento

Asma: tratamentos defasados em Unidades Básicas de Saúde comprometem a saúde pulmonar de adultos e crianças Um estudo recente aponta um cenário preocupante para pacientes com asma atendidos na Atenção Primária à Saúde (APS) no Brasil. A pesquisa, realizada pelo Projeto CuidAR do Hospital Moinhos de Vento em parceria com o Ministério da Saúde, revela que a maioria dos pacientes está recebendo tratamentos ultrapassados. O uso de broncodilatadores de curta ação, popularmente conhecidos como ‘bombinhas de resgate’, como única forma de tratamento, tem levado a uma significativa redução da função pulmonar em adultos e crianças. Esse método, embora ofereça alívio momentâneo, não combate a inflamação da asma, elevando o risco de crises graves e danos permanentes. Os dados alarmantes, divulgados pelo Projeto CuidAR, destacam a urgência de uma atualização nos protocolos de tratamento da asma no Sistema Único de Saúde (SUS) e a necessidade de conscientização da população sobre a gravidade da doença a longo prazo. ‘Bombinhas de resgate’ insuficientes e danos pulmonares evidenciados O levantamento, que acompanhou cerca de 400 pacientes em Unidades Básicas de Saúde (UBSs), demonstrou que **60% dos adultos com asma apresentaram função pulmonar reduzida**. Esse quadro foi atribuído ao uso exclusivo de tratamentos defasados, como as ‘bombinhas de resgate’. Para as crianças, o índice de comprometimento pulmonar chegou a 33%. Segundo o pneumologista pediátrico Paulo Pitrez, responsável técnico do estudo, a aplicação de broncodilatadores durante testes de função pulmonar não reverteu o dano em grande parte dos pacientes. Isso sugere que, em muitos casos, o **dano pulmonar pode já ser irreversível** devido à falta de um tratamento adequado ao longo dos anos. Tratamento atual recomendado versus a prática nas UBSs As diretrizes mundiais da Iniciativa Global para Asma (GINA) preconizam o uso combinado de broncodilatadores de longa ação (LABA) com anti-inflamatórios inalatórios para o tratamento da asma. No entanto, a pesquisa do Projeto CuidAR aponta que grande parte das UBSs ainda adota métodos ultrapassados, focados apenas no alívio sintomático. O pneumologista Paulo Pitrez ressalta a necessidade de **mudar esse paradigma**, implementando estratégias preventivas e farmacológicas atualizadas no SUS. Ele enfatiza também a importância da conscientização da população, que não deve subestimar a gravidade da asma, especialmente em seu curso a longo prazo. Impacto socioeconômico e propostas de melhoria no SUS A falta de tratamento adequado para a asma, que afeta cerca de 20 milhões de brasileiros, tem um impacto significativo na qualidade de vida e na produtividade. Em média, **60% dos pacientes analisados perderam dias de estudo ou trabalho** nos últimos 12 meses devido à doença, com absenteísmo atingindo mais de 80% das crianças e adolescentes e 50% dos adultos. Além disso, quase 70% dos participantes relataram três ou mais crises de asma recentes, com quase metade necessitando de atendimento de emergência e 10% sendo hospitalizados. Dados do Jornal Brasileiro de Pneumologia indicam um aumento na mortalidade pela doença, com uma média de seis mortes diárias no país. O Projeto CuidAR também propõe a implementação de um dispositivo de baixo custo, o **Peak Flow**, para

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Anvisa Lança Monitoramento Ativo de Canetas Emagrecedoras Após Aumento de Efeitos Colaterais e Produtos Irregulares

Anvisa intensifica vigilância sobre canetas emagrecedoras e seus efeitos adversos Preocupada com o uso disseminado das chamadas canetas emagrecedoras, muitas vezes fora das indicações aprovadas, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou uma mudança significativa em sua estratégia de monitoramento. O órgão lançou um Plano de Farmacovigilância Ativa, que visa identificar proativamente eventuais efeitos colaterais desses medicamentos. Até então, a Anvisa dependia principalmente de relatos voluntários de pacientes e profissionais de saúde. Agora, em parceria com estabelecimentos de saúde, a agência realizará um acompanhamento sistemático para detectar problemas de segurança associados aos medicamentos agonistas do receptor do GLP-1, amplamente conhecidos como canetas emagrecedoras. A medida é uma resposta direta ao expressivo aumento no consumo e às complicações relatadas no Brasil, conforme informações divulgadas pela própria Anvisa. Entre 2018 e março de 2026, foram registradas 2.965 notificações de eventos adversos, com um pico em 2025, especialmente associados ao uso da semaglutida. Medicamentos com uso expandido e riscos associados O diretor da Anvisa, Thiago Lopes Cardoso Campos, destacou que, embora esses medicamentos tenham benefícios comprovados para o tratamento de diabetes e obesidade, seu uso tem se expandido para situações não previstas em bula, frequentemente sem o devido acompanhamento clínico. Essa expansão, segundo ele, eleva o risco de eventos adversos. Campos também alertou para o aumento da circulação de produtos falsificados, manipulados em condições inadequadas ou de procedência desconhecida, impulsionado pela alta demanda. A venda desses medicamentos irregulares é considerada crime pelo Código Penal, representando um grave risco sanitário. Farmacovigilância ativa e colaboração para segurança O novo plano de farmacovigilância ativa desdobra-se de ações anteriores focadas no monitoramento pós-venda. A iniciativa conta com a participação voluntária da Rede Sentinela, que inclui diversos serviços de saúde e instituições de ensino e pesquisa, além da HU Brasil, que congrega hospitais universitários. Para reforçar a segurança, a Anvisa também firmou um acordo de cooperação com a Polícia Federal para ações conjuntas de combate a produtos irregulares. A agência ressalta que medicamentos falsificados ou de origem duvidosa não oferecem garantias de esterilidade, qualidade, dosagem ou eficácia, podendo causar danos sérios e irreversíveis aos pacientes. Monitoramento na vida real para garantir segurança A fase pós-comercialização é crucial, pois é quando riscos raros, tardios ou associados a usos específicos podem se manifestar. O diretor-presidente da Anvisa, Leandro Safatle, enfatizou a importância de acompanhar o comportamento desses medicamentos na vida real, indo além do registro. Ele argumentou que o entusiasmo com a inovação não pode ofuscar os riscos do uso indiscriminado. Safatle ressaltou que a atuação da Anvisa precisa ser firme, coordenada e atenta. O modelo de farmacovigilância ativa é estratégico, pois permite uma busca estruturada por eventos adversos nos serviços de saúde, qualificando as informações recebidas e ampliando a capacidade de análise dos riscos associados ao uso das canetas emagrecedoras.

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Alerta de Saúde: Consumo de Ultraprocessados Cresce em Povos Tradicionais do Brasil, Substituindo Alimentos Saudáveis

Consumo de alimentos ultraprocessados avança em comunidades tradicionais brasileiras, substituindo hábitos alimentares históricos. Um estudo recente aponta um cenário preocupante para a saúde de povos e comunidades tradicionais no Brasil. O consumo de alimentos ultraprocessados, como hambúrgueres, embutidos e biscoitos recheados, tem crescido consistentemente, enquanto itens essenciais como frutas e feijão perdem espaço na dieta dessas populações. A pesquisa, baseada em dados de 2015 a 2022 do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (SISVAN), do Ministério da Saúde, analisou 21 grupos tradicionais, incluindo quilombolas, ribeirinhos e indígenas não aldeados. Apesar de muitas dessas comunidades estarem inseridas em territórios rurais e praticarem a agricultura familiar, a transição alimentar para produtos industrializados se mostra uma realidade desafiadora. Os pesquisadores atribuem esse avanço à facilidade de acesso, baixo custo, forte apelo publicitário e à expansão dos serviços de entrega (delivery) nesses locais. Os resultados, embora variáveis entre os grupos, indicam uma tendência geral desfavorável. A professora e nutricionista Greyceanne Dutra Brito, doutoranda em Saúde Pública na Universidade Federal do Ceará (UFCE) e líder da pesquisa, destaca que a piora na qualidade da dieta pode levar a deficiências nutricionais e aumentar o risco de doenças crônicas não transmissíveis, como diabetes e hipertensão. Conforme informação divulgada pelo estudo, o consumo de alimentos ultraprocessados está cada vez mais facilitado nesses territórios. Aumento Notável em Crianças e Adultos Os dados revelam um aumento significativo no consumo de hambúrgueres e embutidos entre crianças. Entre os pequenos de dois a quatro anos, o crescimento foi de 3,87%, e na faixa de cinco a nove anos, o aumento chegou a 5,59% no período analisado. Essa tendência se estende aos adultos, com um aumento de 4,7% ao ano no consumo desses produtos industrializados, superando o crescimento no consumo de verduras e legumes, que foi de 3,3% ao ano. Entre os idosos, a situação é semelhante, com um aumento de 5,84% ao ano no consumo de hambúrgueres e embutidos, enquanto o consumo de verduras e legumes cresceu apenas 1,78%. Essa mudança na composição da dieta levanta sérias preocupações sobre a saúde a longo prazo dessas populações. Queda no Consumo de Alimentos Saudáveis Em contrapartida ao avanço dos ultraprocessados, observa-se uma diminuição no consumo de alimentos tradicionalmente saudáveis. Entre gestantes adolescentes, o consumo de feijão caiu 3,65% ao ano e o de frutas frescas diminuiu 2,9% anualmente. Curiosamente, nesse mesmo grupo, houve uma redução no consumo de alimentos não saudáveis, como ultraprocessados (1,18% ao ano), bebidas adoçadas (3,22% ao ano) e biscoitos recheados (3,31% ao ano). Já entre gestantes adultas, a queda no consumo de frutas frescas foi de 2,11% ao ano, embora tenha havido um pequeno aumento de 0,71% no consumo de verduras e legumes. Esses dados indicam uma complexa dinâmica de mudanças alimentares, com nuances entre diferentes grupos etários e de gênero. Fatores Socioeconômicos e Publicidade Impulsionam Consumo A facilidade de acesso aos alimentos ultraprocessados em territórios tradicionalmente rurais é um dos pontos centrais destacados pela pesquisa. A professora Greyceanne Dutra Brito explica que fatores como o baixo custo desses produtos,

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Alerta Nacional: VSR Dispara Casos de SRAG em Bebês no Brasil, Influenza A Ameaça Idosos; Veja as Regiões em Risco

Brasil em Alerta: VSR Causa Onda de SRAG em Bebês e Influenza A Atinge Idosos O Brasil está em estado de atenção com o aumento significativo de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), especialmente entre crianças com menos de dois anos. O principal vilão dessa alta é o vírus sincicial respiratório (VSR), que causa a bronquiolite, uma inflamação perigosa nas vias aéreas dos bebês. Enquanto as faixas etárias mais velhas mantêm índices estáveis de SRAG, os pequenos sofrem com a força do VSR. Nos últimos 30 dias, o VSR foi responsável por 41,5% dos casos de SRAG com diagnóstico viral confirmado. Esse cenário preocupa as autoridades de saúde e a população em geral. Os dados alarmantes foram divulgados no Boletim Infogripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), nesta quinta-feira (14). O relatório também aponta para um crescimento contínuo da Influenza A em diversas regiões do país, com impacto maior em idosos. Conforme informação divulgada pela Fiocruz, esses dois cenários colocam todas as unidades federativas do Brasil em situação de alerta. VSR é o Principal Vilão da SRAG em Bebês, Dados da Fiocruz Revelam O vírus sincicial respiratório (VSR) lidera o ranking de causas de SRAG em crianças com menos de dois anos. De acordo com o Boletim Infogripe, nas últimas quatro semanas, 41,5% dos casos de SRAG com diagnóstico viral positivo foram associados ao VSR. Este vírus é o principal agente causador da bronquiolite, uma condição que pode evoluir para quadros graves em bebês. Em seguida, aparecem a Influenza A, com 27,2%, e o rinovírus, com 25,5%, como causadores de SRAG. A pesquisa da Fiocruz destaca que, enquanto o VSR impacta fortemente os bebês, a Influenza A tem mostrado aumento em estados da Região Sul, além de Roraima, Tocantins, São Paulo e Espírito Santo. Influenza A Preocupa Idosos, Enquanto Dez Estados Estão em Alto Risco de SRAG Apesar do foco em bebês, o Boletim Infogripe também alerta para o aumento da Influenza A, que tem sido responsável por 51,7% das mortes por SRAG com exame positivo nas últimas quatro semanas, afetando principalmente idosos. Essa dupla ameaça viral, VSR e Influenza A, eleva o nível de alerta em todo o território nacional. Dez estados brasileiros foram classificados em situação de alto risco para SRAG: Acre, Amazonas, Pará, Tocantins, Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Paraíba. Outras 14 unidades federativas apresentam tendência de aumento de casos nas próximas semanas, indicando a necessidade de vigilância constante. Prevenção é a Chave: Vacinação Contra VSR e Influenza A é Essencial A pesquisadora Tatiana Portella, do Boletim InfoGripe, enfatiza a importância da vacinação como principal ferramenta de prevenção contra agravamentos e óbitos por VSR e Influenza A. “É essencial que as pessoas com maior risco de agravamento por esses vírus se vacinem”, ressalta. A vacina contra a gripe, disponível no SUS, protege contra o tipo A e está sendo aplicada em todo o país, com prioridade para grupos vulneráveis como idosos, gestantes e crianças. Para os bebês, o SUS oferece

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Anvisa adia decisão sobre recurso da Ypê: Análise de suspensão de produtos com bactéria perigosa é adiada para sexta-feira

Anvisa prorroga análise de recurso da Ypê sobre suspensão de produtos contaminados por bactéria A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) adiou, nesta quarta-feira (13), a decisão sobre o recurso apresentado pela Químca Amparo, fabricante da marca Ypê, contra a suspensão da produção, venda e uso de seus produtos. A análise do caso estava prevista para a 8ª Reunião Ordinária da diretoria da agência. O diretor-presidente da Anvisa, Leandro Safatle, anunciou a retirada do recurso da pauta de votação, informando que o tema será reavaliado pela diretoria na próxima sexta-feira (15). A medida visa dar tempo para que a Anvisa e a empresa colaborem na busca por soluções. Conforme divulgado pela Agência Brasil, Safatle explicou que estão ocorrendo reuniões técnicas entre a Anvisa e a Ypê para a “mitigação dos riscos sanitários”. A expectativa é que a empresa apresente, nesta quinta-feira (14), medidas eficazes para corrigir as irregularidades identificadas. Irregularidades e risco à saúde identificados em fiscalização Durante uma fiscalização realizada em abril deste ano, equipes da Anvisa, em conjunto com órgãos de vigilância sanitária de São Paulo e Amparo, constataram a existência de 76 irregularidades na fábrica da Ypê. O problema mais grave foi a detecção da bactéria Pseudomonas aeruginosa em mais de 100 lotes de produtos. Esta bactéria é conhecida por sua resistência a antibióticos e pode causar sérios problemas de saúde, especialmente em pessoas com o sistema imunológico comprometido. As infecções podem variar desde problemas urinários até complicações respiratórias graves em indivíduos com doenças pulmonares crônicas ou que utilizam cateteres venosos. Diante do risco, a Anvisa reiterou o alerta aos consumidores para que evitem o uso dos lotes terminados em 1. “Reiteramos a recomendação de não utilização dos produtos listados na Resolução 1.834/2026 e de buscar o serviço de atendimento da empresa”, declarou Safatle. Ypê colabora com a Anvisa e busca solução Em nota oficial, a Ypê confirmou estar em colaboração com a Anvisa para encontrar uma solução definitiva para a suspensão que afeta seus lava-roupas líquidos, lava-louças líquidos e desinfetantes com lotes de fabricação final 1. A empresa informou que apresentou um plano de ação atualizado e reafirmou seu compromisso em seguir as recomendações da agência reguladora. A empresa está fornecendo informações detalhadas, laudos técnicos de microbiologia e análises de risco para o consumidor. A Ypê também solicitou que a suspensão seja mantida até a conclusão de todas as medidas corretivas, demonstrando responsabilidade com a segurança dos seus produtos. Medidas corretivas e inspeções futuras A Anvisa informou, por meio de comunicado, que a fábrica da Ypê em Amparo intensificou os trabalhos para atender às 239 ações corretivas apontadas. Essas medidas visam cumprir integralmente as exigências da vigilância sanitária e incluem também inspeções programadas para 2024 e 2025, demonstrando um compromisso contínuo com a qualidade e segurança. Participaram da reunião que discutiu o adiamento da decisão o diretor-presidente da Anvisa, Leandro Safatle, o diretor Daniel Pereira, o presidente da Ypê, Waldir Beira Júnior, e o COO da empresa, Jorge Eduardo Beira, evidenciando a seriedade com que ambas

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IA na Saúde: 18% dos Hospitais Brasileiros Já Usam Tecnologia, Revela Pesquisa do CGI.br

IA na Saúde: 18% dos Hospitais Brasileiros Já Usam Tecnologia, Revela Pesquisa do CGI.br A inteligência artificial (IA) está cada vez mais presente nos estabelecimentos de saúde do Brasil, atingindo 18% das unidades de atendimento. Essa adoção abrange tanto o setor público, com 11% de penetração, quanto o privado, onde o índice chega a 21%. Os dados são da 12ª edição da pesquisa TIC Saúde, realizada pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) em 2025. O levantamento, organizado pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br), entrevistou 3.270 gestores de saúde em todo o país. A pesquisa buscou compreender a incorporação das tecnologias de IA, que têm apresentado uma rápida disseminação nos últimos anos. Alexandre Barbosa, gerente do Cetic.br, destaca a importância de investigar como essas tecnologias estão sendo integradas. “Por isso, tornou-se importante ampliar a investigação para compreender como essas tecnologias vêm sendo incorporadas pelo conjunto dos estabelecimentos de saúde”, explica. A pesquisa aponta que a IA é utilizada principalmente para organizar processos clínicos e administrativos, com 45% dos estabelecimentos empregando a tecnologia para essa finalidade. Em seguida, aparece a melhoria da segurança digital (36%), seguida pela otimização da eficiência dos tratamentos (32%) e pelo auxílio na logística (31%). Outras aplicações relevantes incluem o apoio à gestão de recursos humanos e recrutamento (27%), a assistência em diagnósticos (26%) e a ajuda na dosagem de medicamentos (14%). A presença da IA demonstra um avanço significativo na modernização dos serviços de saúde no país. Desafios na Adoção da Inteligência Artificial na Saúde Apesar do crescimento, a adoção da IA no setor de saúde brasileiro ainda enfrenta obstáculos consideráveis. Hospitais com mais de 50 leitos, por exemplo, indicam que os custos elevados representam um entrave para 63% dos gestores. A falta de priorização institucional (56%) e as limitações relacionadas a dados e capacitação (51%) também são barreiras importantes. Luciana Portilho, coordenadora de projetos de pesquisa do Cetic.br, ressalta a necessidade de profissionais qualificados para o uso seguro e responsável da IA. “O avanço do uso da IA na saúde exige profissionais qualificados para que essa tecnologia seja aplicada de forma segura e responsável”, afirma. A consolidação de diretrizes e marcos regulatórios é vista como fundamental para sustentar a adoção ética da IA. Isso é especialmente importante em um setor que lida com informações sensíveis e tem impacto direto no cuidado com os pacientes, exigindo um ambiente de confiança e conformidade. Tecnologias Complementares e Serviços Online Além da IA, outras tecnologias também marcam presença nos estabelecimentos de saúde. A pesquisa indica que 9% deles utilizam a Internet das Coisas (IoT), e 5% empregam tecnologia robótica com uso de internet. Esses recursos complementares contribuem para a digitalização e eficiência do setor. No que diz respeito aos serviços online disponibilizados aos pacientes, 39% dos estabelecimentos oferecem a visualização de resultados de exames. O agendamento de consultas é oferecido por 34%, e o de exames, por 32%, facilitando o acesso e a conveniência para os usuários do sistema de saúde.

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IA na Saúde: 18% dos Hospitais Brasileiros Já Usam Tecnologia; Entenda os Benefícios e Desafios

IA Revoluciona a Saúde no Brasil: Adoção Cresce e Transforma Atendimento Médico A inteligência artificial (IA) tem se consolidado como uma ferramenta poderosa no setor da saúde brasileira, atingindo 18% dos estabelecimentos de atendimento. Essa tecnologia inovadora promete otimizar processos, melhorar a segurança e a eficiência dos tratamentos, conforme aponta a 12ª edição da pesquisa TIC Saúde, realizada pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br). Os dados, coletados em 2025 com a participação de 3.270 gestores de saúde, mostram que a adoção da IA já é uma realidade em 11% dos serviços públicos e 21% dos privados. A pesquisa, organizada pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br), busca compreender a crescente incorporação dessas tecnologias no cuidado com os pacientes. Alexandre Barbosa, gerente do Cetic.br, destaca a importância de acompanhar essa disseminação: “Nos últimos anos, observamos uma rápida disseminação das tecnologias de Inteligência Artificial. Por isso, tornou-se importante ampliar a investigação para compreender como essas tecnologias vêm sendo incorporadas pelo conjunto dos estabelecimentos de saúde”, explicou. Principais Aplicações da IA Transformam a Gestão e o Cuidado em Saúde A inteligência artificial está sendo empregada de diversas formas para aprimorar o funcionamento dos estabelecimentos de saúde. Uma das aplicações mais significativas é a organização dos processos clínicos e administrativos, utilizada por 45% das instituições. A tecnologia também contribui para a melhoria da segurança digital em 36% dos locais, além de otimizar a eficiência dos tratamentos em 32%. Outras áreas beneficiadas pela IA incluem a logística, com 31% dos estabelecimentos utilizando a tecnologia para auxiliar nessa área, e a gestão de recursos humanos e recrutamento, com 27% de adoção. A IA também se mostra promissora no auxílio a diagnósticos, presente em 26% das instituições, e na dosagem de medicamentos, com 14% de utilização. Desafios na Adoção da IA Exigem Soluções Estratégicas Apesar do avanço, a implementação da inteligência artificial na saúde brasileira ainda enfrenta barreiras consideráveis. Em hospitais com mais de 50 leitos, os gestores apontam os custos elevados como o principal obstáculo, citado por 63% dos entrevistados. A falta de priorização institucional é outro fator limitante, mencionado por 56% dos gestores. Limitações relacionadas a dados e capacitação profissional também representam um desafio significativo, impactando 51% dos estabelecimentos. Luciana Portilho, coordenadora de projetos de pesquisa do Cetic.br, ressalta a necessidade de qualificação e regulamentação para o avanço seguro da IA. “O avanço do uso da IA na saúde exige profissionais qualificados para que essa tecnologia seja aplicada de forma segura e responsável”, afirmou. Regulamentação e Capacitação são Chaves para o Futuro da IA na Saúde A consolidação de diretrizes e marcos regulatórios é vista como fundamental para sustentar a adoção ética da inteligência artificial. Em um setor que lida com informações sensíveis e impacta diretamente o cuidado com os pacientes, a segurança e a responsabilidade são primordiais. A capacitação de profissionais é, portanto, um pilar essencial para garantir que a IA seja utilizada em todo o seu potencial, de forma a beneficiar tanto os pacientes quanto

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Novas Esperanças: Anvisa aprova medicamentos inovadores para Psoríase e Asma Grave no Brasil

Anvisa libera registro de remédios para tratar psoríase e asma grave A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) deu um passo importante para a saúde pública brasileira ao publicar o registro de dois novos medicamentos. As aprovações visam oferecer tratamentos mais eficazes para condições crônicas que afetam milhares de pessoas, como a psoríase e a asma. Um dos medicamentos aprovados é o Yesintek, um biossimilar indicado para o tratamento de doenças inflamatórias crônicas e autoimunes, incluindo a psoríase em placa de moderada a grave. A outra novidade é o Densurko, voltado para o controle da asma e da rinossinusite crônica com pólipos nasais graves. Essas novas opções terapêuticas representam um avanço significativo, especialmente para pacientes que não obtiveram sucesso com tratamentos convencionais ou que apresentam intolerância a terapias já disponíveis. A decisão da Anvisa foi divulgada nesta segunda-feira (11) e já gera expectativas no meio médico e entre os pacientes. Conforme informação divulgada pela Anvisa, o Yesintek é um biossimilar que demonstra semelhança em termos de qualidade, segurança e eficácia em relação a um produto biológico de referência já registrado. Yesintek: Uma Nova Alternativa para Psoríase e Doenças Autoimunes O medicamento Yesintek (Ustequinumabe) é apresentado como uma solução injetável, pronta para administração subcutânea ou infusão intravenosa. Ele é especialmente indicado para pacientes adultos e crianças a partir de 6 anos com psoríase em placa de grau moderado a grave, quando as terapias convencionais, como ciclosporina, metotrexato ou fototerapia, não foram satisfatórias, foram contraindicadas ou causaram intolerância. Além da psoríase, o Yesintek também se mostra promissor no tratamento da artrite psoriásica ativa em adultos e crianças com mais de 6 anos, podendo ser usado isoladamente ou em combinação com metotrexato. Para pacientes com doença de Crohn e colite ulcerativa em quadro ativo de moderado a grave, o medicamento é uma nova opção para aqueles que não responderam adequadamente a outros tratamentos, ou que são intolerantes a terapias convencionais ou ao anti-TNF-alfa. Densurko: Alívio para Asma e Rinossinusite Crônica Grave O Densurko (depemoquimabe) chega como uma importante ferramenta complementar no tratamento da asma em pacientes adultos e pediátricos com 12 anos ou mais, que apresentam inflamação do tipo 2 (alérgica), caracterizada pelo excesso de eosinófilos no sangue. Estudos clínicos apontam uma redução significativa nas exacerbações da doença quando comparado ao placebo, ambos associados ao tratamento padrão. No caso da rinossinusite crônica com pólipos nasais grave, o Densurko é indicado exclusivamente para pacientes adultos que não obtiveram controle adequado da condição com o uso de corticosteroides sistêmicos ou após cirurgia. Em ambos os casos, o esquema terapêutico previsto é de uma dose a cada seis meses, o que pode representar uma melhora na adesão ao tratamento e na qualidade de vida dos pacientes. Impacto das Novas Aprovações A liberação desses medicamentos pela Anvisa reforça o compromisso da agência em garantir o acesso a tratamentos inovadores e seguros para a população brasileira. A disponibilidade de novas alternativas terapêuticas é fundamental para o manejo de doenças crônicas, visando não apenas o controle dos sintomas, mas

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Governo Federal Acelera Acesso ao SUS: Novos Veículos e Vacinas Revolucionam Atendimento em Todo o Brasil

Governo Federal Impulsiona Acesso à Saúde com Entrega de Veículos e Fortalecimento da Vacinação O governo federal deu um passo significativo para ampliar o acesso da população aos serviços especializados do Sistema Único de Saúde (SUS) com a entrega de novos veículos em Campinas, interior paulista. A iniciativa faz parte do programa “Agora Tem Especialistas – Caminhos da Saúde”, visando otimizar o atendimento em todo o país. Foram destinados 12 micro-ônibus para o programa “Tratamento Fora de Domicílio” (TFD), 20 ambulâncias para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192) e três Unidades Odontológicas Móveis. Esses recursos, que somam um investimento de R$ 14,4 milhões pelo Novo PAC Saúde, beneficiarão 32 municípios, reforçando a capacidade de resposta e o alcance das ações de saúde pública. Além da frota, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou a importância da vacinação, simbolizada pela aplicação da vacina contra o VSR em gestantes. Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil já atingiu a marca de 1 milhão de gestantes vacinadas contra o vírus sincicial respiratório (VSR), principal causador da bronquiolite em bebês. Essa conquista representa um avanço crucial na proteção de recém-nascidos, oferecendo imunidade desde os primeiros dias de vida. Expansão da Frota para Atendimento Especializado e Urgência A entrega dos micro-ônibus e ambulâncias em Campinas é parte de um esforço contínuo para renovar e expandir a frota do SUS. O ministro Alexandre Padilha ressaltou que, após um período de seis anos sem renovação, a atual gestão já entregou mais de 3 mil ambulâncias em todo o país desde 2023. A meta do programa “Agora Tem Especialistas” é distribuir 3,3 mil veículos nacionalmente, com um investimento total de R$ 1,4 bilhão. As Unidades Odontológicas Móveis levarão atendimento diretamente às comunidades, incluindo áreas rurais, distritos, escolas e igrejas, democratizando o acesso a serviços de saúde bucal que antes eram restritos. Essa estratégia descentralizada busca alcançar aqueles que mais precisam, garantindo que a saúde chegue a todos os cantos do Brasil. Vacinação contra VSR: Proteção Essencial para Recém-Nascidos A vacinação de gestantes contra o VSR, que integra o calendário do SUS desde 2025, tem se mostrado extremamente eficaz. O Ministério da Saúde celebrou a marca de 1 milhão de gestantes vacinadas, superando a meta estabelecida para o Dia das Mães. Essa vacina, que na rede privada custa cerca de R$ 1,5 mil, é fundamental para proteger bebês e gestantes contra complicações respiratórias graves. Dados oficiais do Ministério da Saúde indicam uma redução expressiva nas internações e óbitos de crianças menores de dois anos por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) associada ao VSR. Entre abril de 2025 e 18 de abril de 2026, as internações caíram 52%, de 6,8 mil para 3,2 mil casos, e os óbitos diminuíram 63%, de 72 para 27 mortes. Esses números evidenciam o impacto positivo da vacinação no sistema de saúde pública. Como a Vacina Protege os Bebês A vacina administrada às gestantes estimula a produção de anticorpos que são transferidos ao bebê ainda durante a gestação. Essa proteção é crucial

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Fiocruz Inova: Patente de Novo Tratamento Contra Malária Resistente Promete Baixo Custo e Eficácia

Fiocruz obtém patente para avanço no tratamento da malária resistente A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) alcançou um marco importante na luta contra a malária ao obter uma patente para um método de tratamento inovador. A conquista, concedida pelo United States Patent and Trademark Office (USPTO), refere-se a um composto promissor, o DAQ, com capacidade de combater cepas do parasita Plasmodium falciparum que se tornaram resistentes aos medicamentos convencionais. A pesquisa é fruto do trabalho de inventores do Instituto René Rachou, unidade da Fiocruz em Minas Gerais. O composto DAQ, embora conhecido por sua atividade antimalárica desde a década de 1960, foi redescoberto e aprimorado por uma equipe da Fiocruz, liderada pela pesquisadora Antoniana Krettli. Utilizando abordagens modernas da química e da biologia molecular, os cientistas identificaram um mecanismo único que permite ao DAQ superar as defesas desenvolvidas pelo parasita. Essa descoberta é crucial, pois a resistência aos tratamentos existentes é um dos maiores desafios no controle da malária globalmente. Conforme informações divulgadas pela Fiocruz, o diferencial do DAQ reside em sua estrutura química, especificamente a presença de uma ligação tripla em sua cadeia. Essa característica é fundamental para sua ação, que interfere em um processo vital para a sobrevivência do Plasmodium falciparum. O composto age bloqueando a neutralização de substâncias tóxicas produzidas pelo parasita durante a digestão da hemoglobina humana, levando à morte do microrganismo. Eficácia comprovada contra cepas resistentes e novas esperanças Os estudos conduzidos pela Fiocruz demonstraram que o DAQ atua rapidamente nas fases iniciais da infecção. Sua eficácia foi comprovada tanto contra cepas sensíveis quanto contra as resistentes do Plasmodium falciparum, o agente causador das formas mais graves da malária. Além disso, resultados promissores foram observados contra o Plasmodium vivax, o tipo de parasita responsável pela maioria dos casos de malária registrados no Brasil. Um dos aspectos mais estratégicos deste desenvolvimento é o potencial baixo custo de produção do DAQ. Essa característica é particularmente importante para países de baixa e média renda, onde a malária ainda é endêmica e o acesso a tratamentos eficazes é limitado. A pesquisa contou com a colaboração de instituições renomadas, como a University of California San Francisco (UCSF), a Universidade Federal de Alagoas (UFAL) e a Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio). Próximos passos e a importância da patente para o futuro Apesar dos resultados animadores, o desenvolvimento do DAQ como medicamento ainda requer novas etapas. Testes de toxicidade, a definição de doses seguras e eficazes, e o desenvolvimento de uma formulação farmacêutica adequada são necessários antes que o tratamento possa ser disponibilizado à população. A patente, concedida em março deste ano, tem validade até setembro de 2041, garantindo exclusividade à Fiocruz nesse período. A pesquisadora Antoniana Krettli ressalta que a estrutura da Fiocruz, com forte atuação na Amazônia e experiência em testes clínicos, pode acelerar as próximas fases de desenvolvimento. A instituição possui capacidade para diagnóstico, acompanhamento de pacientes e estabelecimento de parcerias essenciais para o avanço de novos medicamentos. Os pesquisadores alertam para a necessidade contínua de novas

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Asma em Adultos: Tratamentos Inadequados Agravam Doença e Causam Danos Pulmonares Irreversíveis, Alerta Estudo do Hospital Moinhos de Vento

Asma: tratamentos defasados em Unidades Básicas de Saúde comprometem a saúde pulmonar de adultos e crianças Um estudo recente aponta um cenário preocupante para pacientes com asma atendidos na Atenção Primária à Saúde (APS) no Brasil. A pesquisa, realizada pelo Projeto CuidAR do Hospital Moinhos de Vento em parceria com o Ministério da Saúde, revela que a maioria dos pacientes está recebendo tratamentos ultrapassados. O uso de broncodilatadores de curta ação, popularmente conhecidos como ‘bombinhas de resgate’, como única forma de tratamento, tem levado a uma significativa redução da função pulmonar em adultos e crianças. Esse método, embora ofereça alívio momentâneo, não combate a inflamação da asma, elevando o risco de crises graves e danos permanentes. Os dados alarmantes, divulgados pelo Projeto CuidAR, destacam a urgência de uma atualização nos protocolos de tratamento da asma no Sistema Único de Saúde (SUS) e a necessidade de conscientização da população sobre a gravidade da doença a longo prazo. ‘Bombinhas de resgate’ insuficientes e danos pulmonares evidenciados O levantamento, que acompanhou cerca de 400 pacientes em Unidades Básicas de Saúde (UBSs), demonstrou que **60% dos adultos com asma apresentaram função pulmonar reduzida**. Esse quadro foi atribuído ao uso exclusivo de tratamentos defasados, como as ‘bombinhas de resgate’. Para as crianças, o índice de comprometimento pulmonar chegou a 33%. Segundo o pneumologista pediátrico Paulo Pitrez, responsável técnico do estudo, a aplicação de broncodilatadores durante testes de função pulmonar não reverteu o dano em grande parte dos pacientes. Isso sugere que, em muitos casos, o **dano pulmonar pode já ser irreversível** devido à falta de um tratamento adequado ao longo dos anos. Tratamento atual recomendado versus a prática nas UBSs As diretrizes mundiais da Iniciativa Global para Asma (GINA) preconizam o uso combinado de broncodilatadores de longa ação (LABA) com anti-inflamatórios inalatórios para o tratamento da asma. No entanto, a pesquisa do Projeto CuidAR aponta que grande parte das UBSs ainda adota métodos ultrapassados, focados apenas no alívio sintomático. O pneumologista Paulo Pitrez ressalta a necessidade de **mudar esse paradigma**, implementando estratégias preventivas e farmacológicas atualizadas no SUS. Ele enfatiza também a importância da conscientização da população, que não deve subestimar a gravidade da asma, especialmente em seu curso a longo prazo. Impacto socioeconômico e propostas de melhoria no SUS A falta de tratamento adequado para a asma, que afeta cerca de 20 milhões de brasileiros, tem um impacto significativo na qualidade de vida e na produtividade. Em média, **60% dos pacientes analisados perderam dias de estudo ou trabalho** nos últimos 12 meses devido à doença, com absenteísmo atingindo mais de 80% das crianças e adolescentes e 50% dos adultos. Além disso, quase 70% dos participantes relataram três ou mais crises de asma recentes, com quase metade necessitando de atendimento de emergência e 10% sendo hospitalizados. Dados do Jornal Brasileiro de Pneumologia indicam um aumento na mortalidade pela doença, com uma média de seis mortes diárias no país. O Projeto CuidAR também propõe a implementação de um dispositivo de baixo custo, o **Peak Flow**, para

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Anvisa Lança Monitoramento Ativo de Canetas Emagrecedoras Após Aumento de Efeitos Colaterais e Produtos Irregulares

Anvisa intensifica vigilância sobre canetas emagrecedoras e seus efeitos adversos Preocupada com o uso disseminado das chamadas canetas emagrecedoras, muitas vezes fora das indicações aprovadas, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou uma mudança significativa em sua estratégia de monitoramento. O órgão lançou um Plano de Farmacovigilância Ativa, que visa identificar proativamente eventuais efeitos colaterais desses medicamentos. Até então, a Anvisa dependia principalmente de relatos voluntários de pacientes e profissionais de saúde. Agora, em parceria com estabelecimentos de saúde, a agência realizará um acompanhamento sistemático para detectar problemas de segurança associados aos medicamentos agonistas do receptor do GLP-1, amplamente conhecidos como canetas emagrecedoras. A medida é uma resposta direta ao expressivo aumento no consumo e às complicações relatadas no Brasil, conforme informações divulgadas pela própria Anvisa. Entre 2018 e março de 2026, foram registradas 2.965 notificações de eventos adversos, com um pico em 2025, especialmente associados ao uso da semaglutida. Medicamentos com uso expandido e riscos associados O diretor da Anvisa, Thiago Lopes Cardoso Campos, destacou que, embora esses medicamentos tenham benefícios comprovados para o tratamento de diabetes e obesidade, seu uso tem se expandido para situações não previstas em bula, frequentemente sem o devido acompanhamento clínico. Essa expansão, segundo ele, eleva o risco de eventos adversos. Campos também alertou para o aumento da circulação de produtos falsificados, manipulados em condições inadequadas ou de procedência desconhecida, impulsionado pela alta demanda. A venda desses medicamentos irregulares é considerada crime pelo Código Penal, representando um grave risco sanitário. Farmacovigilância ativa e colaboração para segurança O novo plano de farmacovigilância ativa desdobra-se de ações anteriores focadas no monitoramento pós-venda. A iniciativa conta com a participação voluntária da Rede Sentinela, que inclui diversos serviços de saúde e instituições de ensino e pesquisa, além da HU Brasil, que congrega hospitais universitários. Para reforçar a segurança, a Anvisa também firmou um acordo de cooperação com a Polícia Federal para ações conjuntas de combate a produtos irregulares. A agência ressalta que medicamentos falsificados ou de origem duvidosa não oferecem garantias de esterilidade, qualidade, dosagem ou eficácia, podendo causar danos sérios e irreversíveis aos pacientes. Monitoramento na vida real para garantir segurança A fase pós-comercialização é crucial, pois é quando riscos raros, tardios ou associados a usos específicos podem se manifestar. O diretor-presidente da Anvisa, Leandro Safatle, enfatizou a importância de acompanhar o comportamento desses medicamentos na vida real, indo além do registro. Ele argumentou que o entusiasmo com a inovação não pode ofuscar os riscos do uso indiscriminado. Safatle ressaltou que a atuação da Anvisa precisa ser firme, coordenada e atenta. O modelo de farmacovigilância ativa é estratégico, pois permite uma busca estruturada por eventos adversos nos serviços de saúde, qualificando as informações recebidas e ampliando a capacidade de análise dos riscos associados ao uso das canetas emagrecedoras.

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Alerta de Saúde: Consumo de Ultraprocessados Cresce em Povos Tradicionais do Brasil, Substituindo Alimentos Saudáveis

Consumo de alimentos ultraprocessados avança em comunidades tradicionais brasileiras, substituindo hábitos alimentares históricos. Um estudo recente aponta um cenário preocupante para a saúde de povos e comunidades tradicionais no Brasil. O consumo de alimentos ultraprocessados, como hambúrgueres, embutidos e biscoitos recheados, tem crescido consistentemente, enquanto itens essenciais como frutas e feijão perdem espaço na dieta dessas populações. A pesquisa, baseada em dados de 2015 a 2022 do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (SISVAN), do Ministério da Saúde, analisou 21 grupos tradicionais, incluindo quilombolas, ribeirinhos e indígenas não aldeados. Apesar de muitas dessas comunidades estarem inseridas em territórios rurais e praticarem a agricultura familiar, a transição alimentar para produtos industrializados se mostra uma realidade desafiadora. Os pesquisadores atribuem esse avanço à facilidade de acesso, baixo custo, forte apelo publicitário e à expansão dos serviços de entrega (delivery) nesses locais. Os resultados, embora variáveis entre os grupos, indicam uma tendência geral desfavorável. A professora e nutricionista Greyceanne Dutra Brito, doutoranda em Saúde Pública na Universidade Federal do Ceará (UFCE) e líder da pesquisa, destaca que a piora na qualidade da dieta pode levar a deficiências nutricionais e aumentar o risco de doenças crônicas não transmissíveis, como diabetes e hipertensão. Conforme informação divulgada pelo estudo, o consumo de alimentos ultraprocessados está cada vez mais facilitado nesses territórios. Aumento Notável em Crianças e Adultos Os dados revelam um aumento significativo no consumo de hambúrgueres e embutidos entre crianças. Entre os pequenos de dois a quatro anos, o crescimento foi de 3,87%, e na faixa de cinco a nove anos, o aumento chegou a 5,59% no período analisado. Essa tendência se estende aos adultos, com um aumento de 4,7% ao ano no consumo desses produtos industrializados, superando o crescimento no consumo de verduras e legumes, que foi de 3,3% ao ano. Entre os idosos, a situação é semelhante, com um aumento de 5,84% ao ano no consumo de hambúrgueres e embutidos, enquanto o consumo de verduras e legumes cresceu apenas 1,78%. Essa mudança na composição da dieta levanta sérias preocupações sobre a saúde a longo prazo dessas populações. Queda no Consumo de Alimentos Saudáveis Em contrapartida ao avanço dos ultraprocessados, observa-se uma diminuição no consumo de alimentos tradicionalmente saudáveis. Entre gestantes adolescentes, o consumo de feijão caiu 3,65% ao ano e o de frutas frescas diminuiu 2,9% anualmente. Curiosamente, nesse mesmo grupo, houve uma redução no consumo de alimentos não saudáveis, como ultraprocessados (1,18% ao ano), bebidas adoçadas (3,22% ao ano) e biscoitos recheados (3,31% ao ano). Já entre gestantes adultas, a queda no consumo de frutas frescas foi de 2,11% ao ano, embora tenha havido um pequeno aumento de 0,71% no consumo de verduras e legumes. Esses dados indicam uma complexa dinâmica de mudanças alimentares, com nuances entre diferentes grupos etários e de gênero. Fatores Socioeconômicos e Publicidade Impulsionam Consumo A facilidade de acesso aos alimentos ultraprocessados em territórios tradicionalmente rurais é um dos pontos centrais destacados pela pesquisa. A professora Greyceanne Dutra Brito explica que fatores como o baixo custo desses produtos,

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