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Saúde e bem estar

Violência Sexual Dispara Riscos Cardiovasculares em Mulheres em 74%, Alerta Estudo Brasileiro Inédito

Estudo Brasileiro Revela Impacto Devastador da Violência Sexual na Saúde Cardiovascular Feminina As consequências da violência sexual vão muito além do sofrimento psicológico e físico imediato. Um estudo pioneiro baseado em dados oficiais brasileiros aponta que mulheres e meninas vítimas desses atos têm um risco aumentado em impressionantes 74% de desenvolver problemas cardiovasculares. A pesquisa, publicada na renomada revista Cadernos de Saúde Pública, detalha como essa violência se traduz em um aumento significativo na incidência de infarto do miocárdio e arritmias, comparadas a mulheres que não passaram por experiências semelhantes. Esses achados sublinham uma conexão preocupante entre traumas e a saúde do coração. Os resultados foram obtidos pelo pesquisador Eduardo Paixão, do programa de pós-graduação em Saúde Pública da Universidade Federal do Ceará, que utilizou ferramentas estatísticas avançadas sobre dados da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) de 2019, divulgada pelo IBGE. A PNS, que entrevistou mais de 70 mil brasileiros, permitiu cruzar informações sobre violência sexual e doenças cardíacas, isolando outros fatores de risco. Análise Aprofundada e Isolamento de Fatores de Risco Para garantir a precisão das conclusões, a equipe de pesquisa empregou métodos estatísticos para neutralizar a influência de variáveis como idade, cor da pele, orientação sexual, escolaridade e local de moradia. Isso assegurou que o aumento nos problemas cardiovasculares fosse diretamente atribuído à violência sofrida, validando a hipótese central do estudo. O pesquisador Eduardo Paixão destaca que a visão comum sobre os efeitos da violência sexual foca predominantemente na saúde mental. Contudo, ele enfatiza que o trauma pode gerar repercussões em diversas áreas da saúde, inclusive no sistema cardiovascular. Estudos internacionais já indicavam essa forte associação, especialmente quando a violência ocorre na infância e adolescência, com efeitos que podem perdurar por toda a vida. Mecanismos Biológicos e Comportamentais em Jogo A hipótese levantada pelo grupo de pesquisa sugere que o aumento do risco cardiovascular decorre de uma combinação de fatores. A ansiedade e a depressão, comuns em vítimas de violência sexual, estão intrinsecamente ligadas a males cardíacos. Além disso, o estresse crônico desencadeia efeitos fisiológicos prejudiciais. “Ele aumenta a inflamação do nosso organismo, com a ativação de toxinas que podem acelerar esse processo de doença cardiovascular. Experiências traumáticas também podem alterar a pressão arterial e a frequência cardíaca”, explica Paixão. Essa resposta inflamatória e as alterações fisiológicas criam um ambiente propício para o desenvolvimento de doenças do coração. Adicionalmente, indivíduos que vivenciam experiências de violência, sejam isoladas ou recorrentes, podem ter maior propensão a adotar comportamentos de risco. Isso inclui tabagismo, alcoolismo, uso de drogas, alimentação inadequada e sedentarismo, todos fatores conhecidos por agravar os riscos cardiovasculares. Violência Sexual: Um Problema de Saúde Pública com Implicações Cardiovasculares O pesquisador ressalta a violência sexual como um grave problema de saúde pública no Brasil. A PNS revelou que 8,61% das mulheres relataram ter sofrido algum tipo de violência sexual ao longo da vida, em contraste com 2,1% dos homens. Paixão aponta que a subnotificação, especialmente entre o público masculino, dificulta a identificação completa do problema e pode ter mascarado resultados

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Câncer de Cabeça e Pescoço: O Terceiro Tipo Mais Comum no Brasil e Sinais de Alerta que Você Não Pode Ignorar

Câncer de Cabeça e Pescoço: Entenda os Riscos e Sintomas do Terceiro Tipo Mais Comum no Brasil O recente anúncio do narrador esportivo Luis Roberto sobre seu diagnóstico de neoplasia na região cervical trouxe à tona a preocupação com o câncer de cabeça e pescoço. Este tipo de câncer, que afeta áreas como laringe, faringe e tireoide, configura o terceiro mais incidente no Brasil, com maior predominância em homens. A neoplasia, termo médico para o crescimento celular descontrolado, pode ser benigna ou maligna. Quando maligna, as células anormais invadem tecidos e podem se espalhar para outras partes do corpo, um processo conhecido como metástase. É crucial estar atento aos sinais, pois 80% dos casos são diagnosticados em estágios avançados, dificultando o prognóstico. Conforme dados do Ministério da Saúde e do Instituto Nacional de Câncer (INCA), os tumores mais comuns nessa região incluem os da hipofaringe, orofaringe, cavidade oral e laringe. A conscientização sobre os fatores de risco e os primeiros sintomas é fundamental para a busca por atendimento médico. Conforme informação divulgada pelo Ministério da Saúde e INCA, o câncer de cabeça e pescoço é o terceiro mais comum no Brasil. Principais Fatores de Risco e Sintomas a Observar O consumo excessivo de bebidas alcoólicas, o tabagismo e a infecção pelo HPV (Papilomavírus Humano) são apontados como os principais fatores de risco para o desenvolvimento do câncer de cabeça e pescoço. Um histórico familiar da doença também aumenta a predisposição. Os sintomas podem variar, mas é importante estar atento a sensações como corpo estranho na região, dor, sangramento e dificuldade para engolir. Outros sinais de alerta incluem cansaço persistente, perda de peso inexplicada, febre prolongada, suores noturnos e desconforto contínuo. A Importância da Atenção Médica Diante de Sinais Suspeitos Diferentemente de outros tipos de câncer, como o de mama ou próstata, não existem exames preventivos anuais específicos para a detecção precoce do câncer de cabeça e pescoço. Por isso, a conscientização sobre os sinais e sintomas é a principal ferramenta para incentivar a busca por atendimento médico. O médico Thiago Bueno, do A.C. Camargo Cancer Center, reforça a importância de procurar ajuda profissional. Ele alerta que qualquer nódulo no pescoço, lesão na boca ou garganta que não cicatriza em até 15 dias, sangramentos orais, rouquidão persistente ou dor ao engolir devem ser investigados. Diagnóstico e Tratamento: Caminhos para a Cura A investigação do câncer de cabeça e pescoço envolve uma combinação de exames de imagem, como tomografia e ressonância magnética, seguidos por biópsia para confirmação do diagnóstico. O tratamento é geralmente multidisciplinar e pode incluir cirurgia, radioterapia, imunoterapia ou quimioterapia, sempre adaptado à gravidade de cada caso. Felizmente, na maioria dos casos, as chances de cura são favoráveis. As estratégias de tratamento modernas buscam maximizar as chances de cura com o mínimo de efeitos colaterais possível, visando preservar a qualidade de vida do paciente. As sequelas, quando ocorrem, tendem a ser de menor intensidade e não interferem significativamente no dia a dia.

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Vírus Sincicial: O Perigo Invisível que Ameaça Idosos e Adultos com Comorbidades no Brasil

Vírus Sincicial Respiratório (VSR) representa um risco subestimado para idosos e adultos, com potencial para quadros graves. Enquanto a atenção se volta para a influenza A, um outro vírus, o Sincicial Respiratório (VSR), tem ganhado espaço e preocupação entre especialistas da saúde no Brasil. Dados recentes indicam um aumento significativo de casos, especialmente em populações mais vulneráveis, como idosos e pessoas com comorbidades. Apesar de ser mais conhecido por afetar bebês, o VSR pode causar complicações severas em adultos e idosos, muitas vezes com diagnósticos tardios ou equivocados. A dificuldade na detecção e a associação equivocada com doenças infantis contribuem para que o real impacto do vírus seja subestimado. O cenário atual exige um olhar atento para as estatísticas e para as particularidades de como o VSR afeta diferentes faixas etárias. Conforme informações divulgadas pelo Ministério da Saúde e pela Fiocruz, o VSR já se configura como um agente importante em quadros de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). VSR: Números Revelam Crescente Preocupação No primeiro trimestre deste ano, o VSR foi responsável por 18% dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) com identificação viral confirmada, de acordo com dados do Ministério da Saúde. A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), através do Boletim Infogripe, aponta que a proporção de VSR em casos de SRAG com vírus identificado subiu de 14% em fevereiro-março para 19,9% em março-abril. Esse vírus já foi o mais prevalente por 23 semanas consecutivas em 2025, de março a agosto. Subnotificação e Desafios Diagnósticos A pneumologista Rosemeri Maurici, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), alerta que os números apresentados podem ser apenas a “ponta do iceberg”. Ela explica que a testagem para VSR em larga escala no Brasil se intensificou apenas após a pandemia de COVID-19, o que dificulta o conhecimento completo do impacto da doença em adultos e idosos. “Muitos hospitais internam pacientes com síndrome respiratória aguda grave, e eles até morrem, sem saber qual o agente que causou, porque não testaram ou testaram fora do prazo que é identificável”, afirma Maurici. Essa falta de identificação viral em um terço dos casos de SRAG registrados no primeiro trimestre deste ano, por exemplo, contribui para a percepção de que o VSR é menos impactante em adultos. Idosos: Um Grupo de Alto Risco para o VSR Embora os dados de casos graves de VSR de janeiro a março concentrem a maioria em menores de dois anos, o número de óbitos mostra uma realidade preocupante para os idosos. Dos 27 óbitos registrados no período, sete foram em pessoas com 65 anos ou mais. A geriatra Maisa Kairalla destaca que o envelhecimento natural do sistema imunológico (imunossenescência), somado às comorbidades adquiridas ao longo da vida, torna os idosos mais suscetíveis a infecções graves. Estudos citados por Kairalla indicam que um paciente idoso com VSR tem 2,7 vezes mais chance de desenvolver pneumonia e o dobro de chances de precisar de UTI e intubação, além de maior risco de óbito, quando comparado à influenza. O cardiologista Múcio Tavares, da Faculdade de

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Alerta Fiocruz: Síndrome Respiratória Grave Ameaça 18 Estados Brasileiros com Risco de Piora

Fiocruz mantém alerta para Síndrome Respiratória Grave em 18 estados A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), através do seu boletim Infogripe, emitiu um alerta importante para a saúde pública no Brasil. Dezoito estados e o Distrito Federal permanecem em níveis de atenção, variando entre alerta, risco e alto risco para o desenvolvimento de casos graves de síndromes respiratórias. A situação é particularmente preocupante em Mato Grosso e Maranhão, onde a tendência é de aumento nas próximas semanas. Ainda que a tendência nacional a longo prazo aponte para estabilidade, com interrupção do crescimento e até quedas em algumas regiões, a atenção precisa ser redobrada. Pesquisadores observam uma diminuição nos casos causados pela influenza A e pelo rinovírus, responsáveis por mais de 70% das infecções virais recentes diagnosticadas. A Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) é caracterizada pela piora de sintomas gripais, como febre, coriza e tosse, evoluindo para dificuldade de respirar e necessidade de hospitalização. Embora frequentemente desencadeada por vírus, o agente causador nem sempre é identificado por exames. Conforme informação divulgada pela Fiocruz, a vacinação continua sendo a principal forma de prevenção contra formas graves e óbitos. Vacinação é a principal arma contra a SRAG Três das principais infecções que causam SRAG podem ser prevenidas por vacinas disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS): Influenza A, Influenza B e Covid-19. A Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza está ativa em todo o país, priorizando grupos mais vulneráveis como crianças, idosos e gestantes, que têm maior suscetibilidade a desenvolver quadros graves. A vacina contra a Covid-19 é recomendada para todos os bebês a partir dos 6 meses de idade, com reforços periódicos para idosos, gestantes, pessoas com deficiência, comorbidades ou imunossuprimidas, e outros grupos considerados vulneráveis. Desde o ano passado, o Ministério da Saúde também oferece a vacina contra o vírus sincicial respiratório para grávidas, visando proteger bebês contra a bronquiolite, doença grave que acomete os pequenos. Recomendações para evitar a propagação de vírus Tatiana Portella, pesquisadora do Boletim InfoGripe e do Programa de Computação Científica da Fiocruz, enfatiza a importância da vacinação como ferramenta primordial na proteção contra casos graves e mortes. Ela recomenda que a população de maior risco e os grupos mais expostos, como profissionais de saúde, se vacinem o quanto antes. “Também recomendamos que pessoas com sintomas de gripe ou resfriado permaneçam em casa em isolamento. Caso isso não seja possível, o ideal é sair usando uma boa máscara”, destaca Tatiana Portella. Essa medida simples ajuda a reduzir a transmissão viral em ambientes coletivos e protege os mais frágeis. Dados alarmantes sobre SRAG no Brasil Este ano, o Brasil já registrou 31.768 casos de SRAG, com aproximadamente 13 mil testando positivo para algum vírus respiratório. Desses, 42,9% foram causados por rinovírus, 24,5% por influenza A, 15,3% por vírus sincicial respiratório, 11,1% por Covid-19 e 1,5% por influenza B. O cenário de mortes também é preocupante, com 1.621 óbitos por SRAG registrados até o momento, sendo 669 com exame positivo para vírus respiratório. Entre os casos com resultado laboratorial

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INSS Oficializa Perícia Médica Remota: Saiba Como Funcionará o Novo Atendimento do INSS para Benefícios

INSS atualiza regras para perícia médica remota, facilitando acesso a benefícios O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) tornou mais claras as regras para a realização de perícias médicas de forma remota. A medida, oficializada por meio de uma portaria publicada no Diário Oficial da União, visa padronizar o uso da telemedicina e otimizar o atendimento aos segurados. Mesmo com o avanço da tecnologia, a presença física do segurado em uma Agência da Previdência Social (APS) continua sendo necessária. O objetivo é garantir que todos os procedimentos sejam conduzidos com segurança e transparência, conforme as novas diretrizes do INSS. A portaria consolida a teleperícia como um procedimento regular do Instituto, aprimorando o uso de sistemas dedicados e estabelecendo o papel das Agências da Previdência Social como pontos de apoio essenciais. As informações foram divulgadas pelo Ministério da Previdência Social. Como funcionará a perícia remota do INSS Para realizar a perícia médica remota, o segurado deverá comparecer presencialmente a uma Agência da Previdência Social (APS) em data e horário previamente agendados. Na agência, será realizada uma triagem onde o segurado precisará apresentar seus documentos pessoais e médicos, já digitalizados, para serem anexados ao requerimento. Após a triagem, o segurado assinará um termo de consentimento. Em seguida, aguardará em uma sala equipada com computador, câmera, áudio e conexão à internet para ser atendido pelo perito médico do INSS por videoconferência. Essa estrutura visa garantir a qualidade da comunicação e a segurança dos dados. Objetivo e vantagens da teleperícia do INSS A publicação da portaria tem como principal objetivo dar maior clareza ao método da teleperícia e às responsabilidades de todas as partes envolvidas no processo. Segundo o Ministério da Previdência Social, os procedimentos já vinham sendo adotados, mas a regulamentação traz segurança jurídica. Uma das grandes vantagens da teleperícia é a possibilidade de alcançar localidades remotas onde não há disponibilidade de peritos médicos do INSS. Isso amplia o acesso aos serviços previdenciários, especialmente para quem reside em áreas de difícil acesso. A modalidade também aprimora o uso do Sistema de Atendimento Remoto (SAT Central). Atendimento e bonificações para peritos do INSS Geralmente, os atendimentos de teleperícia serão realizados no horário complementar ao expediente normal dos médicos peritos. Esses profissionais que se dispuserem a atuar além das metas estabelecidas poderão receber bonificações, incentivando a adesão ao modelo e a ampliação da capacidade de atendimento do INSS. Até então, a teleperícia era utilizada apenas em situações pontuais. Com as novas regras, o atendimento remoto passa a ter uma base normativa mais definida, detalhando os tipos de perícia que podem ser feitos à distância. Isso inclui a perícia médica inicial, a avaliação e reavaliação do Benefício de Prestação Continuada (BPC), e outros serviços autorizados pelo Departamento de Perícia Médica Federal (DPMF). O que muda com a nova portaria do INSS A portaria detalha como deverão ser feitos os atendimentos nas APS, definindo as atribuições de gestores, peritos e unidades administrativas. O objetivo é garantir que o processo seja eficiente e que os segurados recebam um

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Lei da Doula Sancionada: Apoio à Gestante Ganha Força Nacional para Reduzir Violência Obstétrica e Cesarianas

Lula sanciona lei que regulamenta a profissão de doula, um marco para o parto humanizado no Brasil. A nova legislação visa fortalecer o apoio às gestantes, combatendo a violência obstétrica e a alta taxa de cesarianas no país, conforme reivindicação antiga das mulheres. A profissão de doula, que se dedica a oferecer suporte integral à gestante, especialmente durante o parto normal, foi oficialmente regulamentada pelo Presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A sanção presidencial ocorreu nesta quarta-feira (8), após aprovação unânime na Câmara dos Deputados e no Senado. A nova lei detalha as atribuições da doula em todas as fases da gestação, parto e pós-parto. O objetivo é garantir que as mulheres recebam informações baseadas em evidências científicas e incentivar o acompanhamento pré-natal adequado, fortalecendo o vínculo entre a gestante e os serviços de saúde. O Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou que a regulamentação atende a uma antiga demanda feminina e tem potencial para reduzir a violência obstétrica e a chamada “indústria de cesarianas”. A declaração foi feita durante a cerimônia de sanção, onde o ministro ressaltou que estudos comprovam os benefícios da presença da doula. Conforme informação divulgada pelo Palácio do Planalto, o texto sancionado não sofreu vetos. Benefícios comprovados da doula para a saúde materna Estudos apontam que a presença da doula, tanto no pré-natal quanto durante o parto, está associada a uma **redução significativa da violência obstétrica**. Além disso, a acompanhante especializada contribui para diminuir o índice de cesarianas e o sofrimento da parturiente, promovendo uma experiência mais positiva e gratificante no momento do nascimento. A senadora Eliziane Gama (PT-MA), relatora do projeto no Senado, celebrou a sanção, enfatizando que “o acolhimento muda a vida das pessoas, do ponto de vista emocional e afeta diretamente esse tratamento humano, esse tratamento da vida, que é ter realmente um filho com dignidade”. O Presidente Lula também mencionou a expectativa de regulamentação da profissão de parteira tradicional, visando a humanização completa do atendimento. Direitos e deveres da doula: o que a nova lei estabelece A lei sancionada garante que a **presença da doula é uma livre escolha da gestante** e não substitui o acompanhante legalmente previsto. Essa garantia abrange tanto a rede pública quanto a privada de saúde, durante todo o trabalho de parto e o pós-parto imediato, incluindo casos de abortamento. Para atuar como doula, a nova norma exige **diploma de ensino médio e um curso de qualificação profissional específica em doulagem**, com validade nacional. Profissionais com diplomas estrangeiros precisarão de revalidação. Aqueles que já exerciam a profissão há mais de três anos na data de publicação da lei poderão continuar atuando, mediante comprovação. Os cursos de doulagem deverão ter uma carga horária mínima de **120 horas** a partir da vigência da lei. A doula poderá auxiliar a gestante em diversas frentes, como na escolha de posições confortáveis, no uso de técnicas de respiração e vocalização, e na aplicação de recursos não farmacológicos para alívio da dor, como massagens e banhos mornos. Limites da atuação da doula e

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Chikungunya: Ministro Eloy Terena declara situação crítica em Dourados e anuncia medidas emergenciais para conter surto

Chikungunya em Dourados: Ministro Eloy Terena classifica cenário como crítico e anuncia medidas urgentes O novo Ministro dos Povos Indígenas, Eloy Terena, expressou profunda preocupação com a situação da chikungunya em Dourados, Mato Grosso do Sul. Durante visita ao município, que enfrenta um estado de emergência devido ao surto da doença, Terena classificou o cenário como crítico e enfatizou a necessidade de uma resposta conjunta e imediata. A declaração reforça o compromisso do governo federal em não adotar uma postura negacionista diante da crise sanitária. O ministro destacou que a responsabilidade pela saúde é global, envolvendo todos os níveis de governo e a sociedade. A visita teve como objetivo avaliar de perto a gravidade da situação e planejar ações eficazes. Conforme informações do governo de Mato Grosso do Sul, até o início de abril, o estado registrava 1.764 casos confirmados de chikungunya, com 37 gestantes entre os infectados. Outros 1.893 casos estavam em análise. Dourados se destaca com 759 casos prováveis, concentrando a maior parte das infecções. A doença tem impactado de forma desproporcional as comunidades indígenas. Dos sete óbitos registrados em todo o estado, cinco ocorreram na Reserva Indígena de Dourados, incluindo dois bebês com menos de quatro meses. Os demais óbitos foram em Bonito e Jardim. Pacote de R$ 3,1 milhões e reforço de pessoal para combater o mosquito Em resposta à emergência, o governo federal destinou cerca de R$ 3,1 milhões para Dourados. Os recursos serão aplicados em ações de socorro, assistência humanitária, limpeza urbana, remoção de resíduos e vigilância e controle da chikungunya. O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional já havia reconhecido a situação de emergência na cidade em 30 de março. Para reforçar o combate ao mosquito Aedes aegypti, o Ministério da Saúde anunciou a contratação emergencial de 50 agentes de combate a endemias, sendo que 20 já iniciaram os trabalhos. Eles se somarão a 40 militares do Ministério da Defesa, formando uma força-tarefa para atender a população e eliminar focos do mosquito. O Ministro Eloy Terena ressaltou que os recursos já estão disponíveis para os governos estaduais e municipais, que são responsáveis pela sua aplicação. A prioridade é contratar bens e serviços necessários para a contenção do surto e o aperfeiçoamento do atendimento aos pacientes. Desafios na Reserva Indígena e cobrança por coleta de lixo O Ministro Eloy Terena destacou a situação “sui generis” da Reserva Indígena de Dourados, que está cercada pela expansão urbana. Ele cobrou da prefeitura uma atenção especial à coleta de lixo nas aldeias, como medida fundamental para eliminar criadouros do mosquito transmissor da chikungunya. “É preciso atender de igual forma não só o contexto urbano, como as comunidades indígenas”, afirmou Terena, que pretende articular reuniões com representantes dos governos municipal e estadual para discutir projetos estruturais de melhoria na coleta de lixo nas áreas indígenas. Monitoramento contínuo e cenário dinâmico da doença Representantes da Força Nacional do SUS relataram que o cenário da chikungunya nas aldeias Bororó e Jaguapiru é muito dinâmico. Apesar das equipes de saúde

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Alerta Fiocruz: Casos de Influenza A Disparam no Brasil, Risco de SRAG Cresce em 27,4% dos Casos Respiratórios

Fiocruz emite alerta sobre crescimento da Influenza A e outras doenças respiratórias no Brasil O Brasil enfrenta um cenário de preocupação crescente com a disseminação da Influenza A. Dados recentes divulgados pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), através do Boletim InfoGripe, indicam que o número de casos continua em ascensão em diversas regiões do país. A situação é especialmente alarmante nas regiões Norte, Centro-Oeste, Nordeste e Sudeste, onde a maioria dos estados está sob alerta devido à Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Este quadro representa um risco ou alto risco com sinal de crescimento, exigindo atenção redobrada das autoridades de saúde e da população. O Boletim InfoGripe, divulgado nesta quarta-feira (1º), detalha que a Influenza A, o vírus sincicial respiratório (VSR) e o rinovírus são os principais responsáveis pelas ocorrências de SRAG. Esses vírus, em casos mais graves, podem levar ao óbito, reforçando a importância de medidas preventivas e de diagnóstico rápido. Influenza A lidera casos positivos de SRAG nas últimas semanas Nas últimas quatro semanas epidemiológicas, a Influenza A se destacou como o agente etiológico mais frequente entre os casos positivos de SRAG, representando 27,4% do total. Outros vírus também contribuíram para o aumento das infecções respiratórias graves. O levantamento da Fiocruz aponta que o vírus sincicial respiratório foi responsável por 17,7% dos casos, seguido pelo rinovírus com 45,3% e o Sars-CoV-2 (covid-19) com 7,3%. A Influenza B, embora menos prevalente, ainda foi detectada em 1,5% das ocorrências. Padrão semelhante é observado nos registros de óbitos A análise dos óbitos registrados no mesmo período epidemiológico, que abrange de 22 a 28 de março (Semana Epidemiológica 12), revela um padrão similar de circulação viral. A Influenza A foi identificada em 36,9% dos óbitos positivos, seguida pelo Sars-CoV-2 (25,6%) e pelo rinovírus (30%). O vírus sincicial respiratório esteve presente em 5,9% dos óbitos, e a Influenza B em 2,5%. Esses dados sublinham a gravidade da atual temporada de doenças respiratórias e a necessidade de reforçar as estratégias de controle e prevenção. Campanha de Vacinação é essencial para conter o avanço da Influenza A Diante do cenário epidemiológico, os pesquisadores da Fiocruz enfatizam a urgência da vacinação contra a influenza. A Campanha Nacional de Vacinação, iniciada no último sábado (28), em regiões com alta incidência de casos, é vista como uma ferramenta fundamental para frear o avanço da Influenza A. A campanha, realizada anualmente pelo Ministério da Saúde em parceria com estados e municípios, segue até 30 de maio. A população pode buscar a imunização gratuita nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) de todo o país. É crucial que os grupos prioritários, como idosos, crianças, pessoas com comorbidades e profissionais da saúde e educação, mantenham o esquema vacinal em dia. Medidas adicionais de proteção recomendadas pela Fiocruz Além da vacinação, a pesquisadora da Fiocruz, Tatiana Portella, ressalta a importância de outras medidas preventivas. Para gestantes, a vacinação contra o VSR a partir da 28ª semana de gestação é recomendada para proteger os bebês desde o nascimento. Portella também aconselha o uso de máscaras

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Alerta de Saúde: Ministério da Saúde confirma caso de sarampo no Rio de Janeiro, segundo no Brasil em 2026

Ministério da Saúde confirma novo caso de sarampo no Rio de Janeiro Um novo caso de sarampo foi confirmado pelo Ministério da Saúde na cidade do Rio de Janeiro nesta quarta-feira (1º). A paciente é uma mulher de 22 anos que trabalha em um hotel e não possui registro de vacinação contra a doença. A confirmação eleva para dois o número de casos de sarampo registrados no Brasil em 2026. A pasta informou que, após a notificação, foram imediatamente adotadas medidas de investigação e contenção. Isso inclui a vacinação de bloqueio na residência da paciente, em seu local de trabalho e no serviço de saúde onde foi atendida. Uma varredura na região também está em andamento para identificar possíveis outros casos. O Ministério da Saúde reafirmou que o país mantém seu status de livre da circulação endêmica do sarampo, mesmo com esses registros. A nota oficial destaca que o Brasil tem histórico de resposta rápida a casos importados, uma estratégia reconhecida pela Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). Primeiro caso do ano e medidas de contenção O primeiro caso de sarampo em 2026 foi identificado no início de março em São Paulo. Tratou-se de uma criança de 6 meses, que havia viajado recentemente para La Paz, na Bolívia, país que enfrenta um surto ativo da doença. Na ocasião, foi realizado um bloqueio vacinal na região onde a criança reside, com mais de 600 doses aplicadas em janeiro e fevereiro. O que é o sarampo e como se prevenir O sarampo é uma doença infecciosa altamente contagiosa, que já foi uma das principais causas de mortalidade infantil globalmente. Apesar dos avanços com a vacinação, o sarampo ainda representa um desafio para a saúde pública, especialmente em áreas com baixas taxas de imunização. A vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) é a forma mais eficaz de prevenção. Os sintomas do sarampo podem ser confundidos com outras doenças virais, exigindo atenção para diagnóstico e tratamento adequados. O paciente infectado pode apresentar erupções avermelhadas na pele e coceira intensa nas mãos. A transmissão ocorre de pessoa para pessoa por via aérea, através de tosse, espirro, fala ou respiração. Alta contagiosidade do vírus O vírus do sarampo é extremamente contagioso. Segundo o Ministério da Saúde, uma única pessoa infectada pode transmitir o vírus para até 90% das pessoas próximas que não estejam imunes. A transmissão pode ocorrer desde seis dias antes até quatro dias após o aparecimento das manchas vermelhas características da doença pelo corpo. A pasta reforça que o país mantém o status de livre da circulação endêmica do sarampo, mesmo após ter perdido a certificação regional das Américas devido a surtos em países como Estados Unidos, Canadá e México. Em 2025, o Ministério da Saúde interrompeu a transmissão de 38 casos importados com uma resposta rápida e eficaz.

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Tratamento para Obesidade: Nova Diretriz da Abeso Desaconselha Remédios Isolados e Foca em Estilo de Vida

Nova diretriz da Abeso revoluciona o tratamento da obesidade, priorizando mudanças de estilo de vida sobre o uso isolado de medicamentos. A obesidade é uma doença complexa que exige uma abordagem multifacetada para seu tratamento. Pensando nisso, a Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica (Abeso) divulgou uma nova diretriz com 32 recomendações que visam guiar médicos e pacientes em um cuidado mais seguro e eficaz. Uma das principais mudanças é o **alerta contra o uso de medicamentos para obesidade sem o acompanhamento de outras medidas**. A diretriz reforça que a farmacoterapia deve ser sempre combinada com alterações significativas no estilo de vida, como acompanhamento nutricional e incentivo à prática regular de atividades físicas. Essas orientações, elaboradas por um grupo multidisciplinar de especialistas, buscam oferecer um subsídio prático para a conduta clínica, levando em conta o avanço científico e a necessidade de uma avaliação cada vez mais individualizada para cada paciente. A íntegra das novas diretrizes está disponível para consulta. Critérios para Indicação de Medicamentos na Obesidade A nova diretriz estabelece critérios claros para a indicação de tratamentos farmacológicos. De acordo com o documento, o uso de medicamentos é recomendado principalmente para indivíduos com **Índice de Massa Corporal (IMC) igual ou superior a 30 kg/m²**. Outro critério importante é para pessoas com IMC acima de 27 kg/m², desde que apresentem **complicações relacionadas à adiposidade**, como diabetes tipo 2, hipertensão ou apneia do sono. É importante ressaltar que o IMC é apenas um dos indicadores. Em situações específicas, a diretriz admite considerar o tratamento farmacológico mesmo com IMC abaixo desses valores, caso haja **aumento da circunferência da cintura ou da relação cintura-altura**, associado a outras complicações de saúde. O cálculo do IMC pode ser feito no site da própria Abeso. Abordagens Ampliadas e Alertas Importantes O presidente da Abeso, Fá bio Trujilho, destacou que a nova diretriz reflete um cenário terapêutico mais amplo e uma **decisão clínica cada vez mais individualizada**. A orientação abrange diversos cenários, como risco cardiovascular, pré-diabetes, doença hepática gordurosa, osteoartrite, câncer, deficiência de testosterona masculina, apneia do sono, perda de massa magra e muscular, conectando a ciência às necessidades reais dos pacientes no consultório. A diretriz também dedica atenção especial aos **alertas sobre o uso de substâncias sem comprovação científica**. São desaconselhados medicamentos sem evidências robustas de eficácia e segurança, assim como fórmulas magistrais e produtos manipulados que prometem emagrecimento rápido. A Abeso chama a atenção para o uso de diuréticos, hormônios tireoidianos, esteroides anabolizantes, implantes hormonais ou gonadotrofina coriônica humana (hCG) no tratamento da obesidade, pois podem trazer riscos à saúde. A Importância da Multidisciplinaridade no Combate à Obesidade A elaboração da nova diretriz pela Abeso contou com a participação de um **grupo multidisciplinar**, incluindo endocrinologistas, clínicos gerais e nutricionistas. Essa colaboração garante que as recomendações sejam abrangentes e considerem diferentes aspectos da saúde e do bem-estar do paciente. A abordagem combinada, que une **medicamentos, nutrição e atividade física**, é vista como a chave para um tratamento mais eficaz e sustentável da obesidade.

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Violência Sexual Dispara Riscos Cardiovasculares em Mulheres em 74%, Alerta Estudo Brasileiro Inédito

Estudo Brasileiro Revela Impacto Devastador da Violência Sexual na Saúde Cardiovascular Feminina As consequências da violência sexual vão muito além do sofrimento psicológico e físico imediato. Um estudo pioneiro baseado em dados oficiais brasileiros aponta que mulheres e meninas vítimas desses atos têm um risco aumentado em impressionantes 74% de desenvolver problemas cardiovasculares. A pesquisa, publicada na renomada revista Cadernos de Saúde Pública, detalha como essa violência se traduz em um aumento significativo na incidência de infarto do miocárdio e arritmias, comparadas a mulheres que não passaram por experiências semelhantes. Esses achados sublinham uma conexão preocupante entre traumas e a saúde do coração. Os resultados foram obtidos pelo pesquisador Eduardo Paixão, do programa de pós-graduação em Saúde Pública da Universidade Federal do Ceará, que utilizou ferramentas estatísticas avançadas sobre dados da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) de 2019, divulgada pelo IBGE. A PNS, que entrevistou mais de 70 mil brasileiros, permitiu cruzar informações sobre violência sexual e doenças cardíacas, isolando outros fatores de risco. Análise Aprofundada e Isolamento de Fatores de Risco Para garantir a precisão das conclusões, a equipe de pesquisa empregou métodos estatísticos para neutralizar a influência de variáveis como idade, cor da pele, orientação sexual, escolaridade e local de moradia. Isso assegurou que o aumento nos problemas cardiovasculares fosse diretamente atribuído à violência sofrida, validando a hipótese central do estudo. O pesquisador Eduardo Paixão destaca que a visão comum sobre os efeitos da violência sexual foca predominantemente na saúde mental. Contudo, ele enfatiza que o trauma pode gerar repercussões em diversas áreas da saúde, inclusive no sistema cardiovascular. Estudos internacionais já indicavam essa forte associação, especialmente quando a violência ocorre na infância e adolescência, com efeitos que podem perdurar por toda a vida. Mecanismos Biológicos e Comportamentais em Jogo A hipótese levantada pelo grupo de pesquisa sugere que o aumento do risco cardiovascular decorre de uma combinação de fatores. A ansiedade e a depressão, comuns em vítimas de violência sexual, estão intrinsecamente ligadas a males cardíacos. Além disso, o estresse crônico desencadeia efeitos fisiológicos prejudiciais. “Ele aumenta a inflamação do nosso organismo, com a ativação de toxinas que podem acelerar esse processo de doença cardiovascular. Experiências traumáticas também podem alterar a pressão arterial e a frequência cardíaca”, explica Paixão. Essa resposta inflamatória e as alterações fisiológicas criam um ambiente propício para o desenvolvimento de doenças do coração. Adicionalmente, indivíduos que vivenciam experiências de violência, sejam isoladas ou recorrentes, podem ter maior propensão a adotar comportamentos de risco. Isso inclui tabagismo, alcoolismo, uso de drogas, alimentação inadequada e sedentarismo, todos fatores conhecidos por agravar os riscos cardiovasculares. Violência Sexual: Um Problema de Saúde Pública com Implicações Cardiovasculares O pesquisador ressalta a violência sexual como um grave problema de saúde pública no Brasil. A PNS revelou que 8,61% das mulheres relataram ter sofrido algum tipo de violência sexual ao longo da vida, em contraste com 2,1% dos homens. Paixão aponta que a subnotificação, especialmente entre o público masculino, dificulta a identificação completa do problema e pode ter mascarado resultados

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Câncer de Cabeça e Pescoço: O Terceiro Tipo Mais Comum no Brasil e Sinais de Alerta que Você Não Pode Ignorar

Câncer de Cabeça e Pescoço: Entenda os Riscos e Sintomas do Terceiro Tipo Mais Comum no Brasil O recente anúncio do narrador esportivo Luis Roberto sobre seu diagnóstico de neoplasia na região cervical trouxe à tona a preocupação com o câncer de cabeça e pescoço. Este tipo de câncer, que afeta áreas como laringe, faringe e tireoide, configura o terceiro mais incidente no Brasil, com maior predominância em homens. A neoplasia, termo médico para o crescimento celular descontrolado, pode ser benigna ou maligna. Quando maligna, as células anormais invadem tecidos e podem se espalhar para outras partes do corpo, um processo conhecido como metástase. É crucial estar atento aos sinais, pois 80% dos casos são diagnosticados em estágios avançados, dificultando o prognóstico. Conforme dados do Ministério da Saúde e do Instituto Nacional de Câncer (INCA), os tumores mais comuns nessa região incluem os da hipofaringe, orofaringe, cavidade oral e laringe. A conscientização sobre os fatores de risco e os primeiros sintomas é fundamental para a busca por atendimento médico. Conforme informação divulgada pelo Ministério da Saúde e INCA, o câncer de cabeça e pescoço é o terceiro mais comum no Brasil. Principais Fatores de Risco e Sintomas a Observar O consumo excessivo de bebidas alcoólicas, o tabagismo e a infecção pelo HPV (Papilomavírus Humano) são apontados como os principais fatores de risco para o desenvolvimento do câncer de cabeça e pescoço. Um histórico familiar da doença também aumenta a predisposição. Os sintomas podem variar, mas é importante estar atento a sensações como corpo estranho na região, dor, sangramento e dificuldade para engolir. Outros sinais de alerta incluem cansaço persistente, perda de peso inexplicada, febre prolongada, suores noturnos e desconforto contínuo. A Importância da Atenção Médica Diante de Sinais Suspeitos Diferentemente de outros tipos de câncer, como o de mama ou próstata, não existem exames preventivos anuais específicos para a detecção precoce do câncer de cabeça e pescoço. Por isso, a conscientização sobre os sinais e sintomas é a principal ferramenta para incentivar a busca por atendimento médico. O médico Thiago Bueno, do A.C. Camargo Cancer Center, reforça a importância de procurar ajuda profissional. Ele alerta que qualquer nódulo no pescoço, lesão na boca ou garganta que não cicatriza em até 15 dias, sangramentos orais, rouquidão persistente ou dor ao engolir devem ser investigados. Diagnóstico e Tratamento: Caminhos para a Cura A investigação do câncer de cabeça e pescoço envolve uma combinação de exames de imagem, como tomografia e ressonância magnética, seguidos por biópsia para confirmação do diagnóstico. O tratamento é geralmente multidisciplinar e pode incluir cirurgia, radioterapia, imunoterapia ou quimioterapia, sempre adaptado à gravidade de cada caso. Felizmente, na maioria dos casos, as chances de cura são favoráveis. As estratégias de tratamento modernas buscam maximizar as chances de cura com o mínimo de efeitos colaterais possível, visando preservar a qualidade de vida do paciente. As sequelas, quando ocorrem, tendem a ser de menor intensidade e não interferem significativamente no dia a dia.

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Vírus Sincicial: O Perigo Invisível que Ameaça Idosos e Adultos com Comorbidades no Brasil

Vírus Sincicial Respiratório (VSR) representa um risco subestimado para idosos e adultos, com potencial para quadros graves. Enquanto a atenção se volta para a influenza A, um outro vírus, o Sincicial Respiratório (VSR), tem ganhado espaço e preocupação entre especialistas da saúde no Brasil. Dados recentes indicam um aumento significativo de casos, especialmente em populações mais vulneráveis, como idosos e pessoas com comorbidades. Apesar de ser mais conhecido por afetar bebês, o VSR pode causar complicações severas em adultos e idosos, muitas vezes com diagnósticos tardios ou equivocados. A dificuldade na detecção e a associação equivocada com doenças infantis contribuem para que o real impacto do vírus seja subestimado. O cenário atual exige um olhar atento para as estatísticas e para as particularidades de como o VSR afeta diferentes faixas etárias. Conforme informações divulgadas pelo Ministério da Saúde e pela Fiocruz, o VSR já se configura como um agente importante em quadros de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). VSR: Números Revelam Crescente Preocupação No primeiro trimestre deste ano, o VSR foi responsável por 18% dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) com identificação viral confirmada, de acordo com dados do Ministério da Saúde. A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), através do Boletim Infogripe, aponta que a proporção de VSR em casos de SRAG com vírus identificado subiu de 14% em fevereiro-março para 19,9% em março-abril. Esse vírus já foi o mais prevalente por 23 semanas consecutivas em 2025, de março a agosto. Subnotificação e Desafios Diagnósticos A pneumologista Rosemeri Maurici, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), alerta que os números apresentados podem ser apenas a “ponta do iceberg”. Ela explica que a testagem para VSR em larga escala no Brasil se intensificou apenas após a pandemia de COVID-19, o que dificulta o conhecimento completo do impacto da doença em adultos e idosos. “Muitos hospitais internam pacientes com síndrome respiratória aguda grave, e eles até morrem, sem saber qual o agente que causou, porque não testaram ou testaram fora do prazo que é identificável”, afirma Maurici. Essa falta de identificação viral em um terço dos casos de SRAG registrados no primeiro trimestre deste ano, por exemplo, contribui para a percepção de que o VSR é menos impactante em adultos. Idosos: Um Grupo de Alto Risco para o VSR Embora os dados de casos graves de VSR de janeiro a março concentrem a maioria em menores de dois anos, o número de óbitos mostra uma realidade preocupante para os idosos. Dos 27 óbitos registrados no período, sete foram em pessoas com 65 anos ou mais. A geriatra Maisa Kairalla destaca que o envelhecimento natural do sistema imunológico (imunossenescência), somado às comorbidades adquiridas ao longo da vida, torna os idosos mais suscetíveis a infecções graves. Estudos citados por Kairalla indicam que um paciente idoso com VSR tem 2,7 vezes mais chance de desenvolver pneumonia e o dobro de chances de precisar de UTI e intubação, além de maior risco de óbito, quando comparado à influenza. O cardiologista Múcio Tavares, da Faculdade de

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Alerta Fiocruz: Síndrome Respiratória Grave Ameaça 18 Estados Brasileiros com Risco de Piora

Fiocruz mantém alerta para Síndrome Respiratória Grave em 18 estados A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), através do seu boletim Infogripe, emitiu um alerta importante para a saúde pública no Brasil. Dezoito estados e o Distrito Federal permanecem em níveis de atenção, variando entre alerta, risco e alto risco para o desenvolvimento de casos graves de síndromes respiratórias. A situação é particularmente preocupante em Mato Grosso e Maranhão, onde a tendência é de aumento nas próximas semanas. Ainda que a tendência nacional a longo prazo aponte para estabilidade, com interrupção do crescimento e até quedas em algumas regiões, a atenção precisa ser redobrada. Pesquisadores observam uma diminuição nos casos causados pela influenza A e pelo rinovírus, responsáveis por mais de 70% das infecções virais recentes diagnosticadas. A Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) é caracterizada pela piora de sintomas gripais, como febre, coriza e tosse, evoluindo para dificuldade de respirar e necessidade de hospitalização. Embora frequentemente desencadeada por vírus, o agente causador nem sempre é identificado por exames. Conforme informação divulgada pela Fiocruz, a vacinação continua sendo a principal forma de prevenção contra formas graves e óbitos. Vacinação é a principal arma contra a SRAG Três das principais infecções que causam SRAG podem ser prevenidas por vacinas disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS): Influenza A, Influenza B e Covid-19. A Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza está ativa em todo o país, priorizando grupos mais vulneráveis como crianças, idosos e gestantes, que têm maior suscetibilidade a desenvolver quadros graves. A vacina contra a Covid-19 é recomendada para todos os bebês a partir dos 6 meses de idade, com reforços periódicos para idosos, gestantes, pessoas com deficiência, comorbidades ou imunossuprimidas, e outros grupos considerados vulneráveis. Desde o ano passado, o Ministério da Saúde também oferece a vacina contra o vírus sincicial respiratório para grávidas, visando proteger bebês contra a bronquiolite, doença grave que acomete os pequenos. Recomendações para evitar a propagação de vírus Tatiana Portella, pesquisadora do Boletim InfoGripe e do Programa de Computação Científica da Fiocruz, enfatiza a importância da vacinação como ferramenta primordial na proteção contra casos graves e mortes. Ela recomenda que a população de maior risco e os grupos mais expostos, como profissionais de saúde, se vacinem o quanto antes. “Também recomendamos que pessoas com sintomas de gripe ou resfriado permaneçam em casa em isolamento. Caso isso não seja possível, o ideal é sair usando uma boa máscara”, destaca Tatiana Portella. Essa medida simples ajuda a reduzir a transmissão viral em ambientes coletivos e protege os mais frágeis. Dados alarmantes sobre SRAG no Brasil Este ano, o Brasil já registrou 31.768 casos de SRAG, com aproximadamente 13 mil testando positivo para algum vírus respiratório. Desses, 42,9% foram causados por rinovírus, 24,5% por influenza A, 15,3% por vírus sincicial respiratório, 11,1% por Covid-19 e 1,5% por influenza B. O cenário de mortes também é preocupante, com 1.621 óbitos por SRAG registrados até o momento, sendo 669 com exame positivo para vírus respiratório. Entre os casos com resultado laboratorial

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INSS Oficializa Perícia Médica Remota: Saiba Como Funcionará o Novo Atendimento do INSS para Benefícios

INSS atualiza regras para perícia médica remota, facilitando acesso a benefícios O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) tornou mais claras as regras para a realização de perícias médicas de forma remota. A medida, oficializada por meio de uma portaria publicada no Diário Oficial da União, visa padronizar o uso da telemedicina e otimizar o atendimento aos segurados. Mesmo com o avanço da tecnologia, a presença física do segurado em uma Agência da Previdência Social (APS) continua sendo necessária. O objetivo é garantir que todos os procedimentos sejam conduzidos com segurança e transparência, conforme as novas diretrizes do INSS. A portaria consolida a teleperícia como um procedimento regular do Instituto, aprimorando o uso de sistemas dedicados e estabelecendo o papel das Agências da Previdência Social como pontos de apoio essenciais. As informações foram divulgadas pelo Ministério da Previdência Social. Como funcionará a perícia remota do INSS Para realizar a perícia médica remota, o segurado deverá comparecer presencialmente a uma Agência da Previdência Social (APS) em data e horário previamente agendados. Na agência, será realizada uma triagem onde o segurado precisará apresentar seus documentos pessoais e médicos, já digitalizados, para serem anexados ao requerimento. Após a triagem, o segurado assinará um termo de consentimento. Em seguida, aguardará em uma sala equipada com computador, câmera, áudio e conexão à internet para ser atendido pelo perito médico do INSS por videoconferência. Essa estrutura visa garantir a qualidade da comunicação e a segurança dos dados. Objetivo e vantagens da teleperícia do INSS A publicação da portaria tem como principal objetivo dar maior clareza ao método da teleperícia e às responsabilidades de todas as partes envolvidas no processo. Segundo o Ministério da Previdência Social, os procedimentos já vinham sendo adotados, mas a regulamentação traz segurança jurídica. Uma das grandes vantagens da teleperícia é a possibilidade de alcançar localidades remotas onde não há disponibilidade de peritos médicos do INSS. Isso amplia o acesso aos serviços previdenciários, especialmente para quem reside em áreas de difícil acesso. A modalidade também aprimora o uso do Sistema de Atendimento Remoto (SAT Central). Atendimento e bonificações para peritos do INSS Geralmente, os atendimentos de teleperícia serão realizados no horário complementar ao expediente normal dos médicos peritos. Esses profissionais que se dispuserem a atuar além das metas estabelecidas poderão receber bonificações, incentivando a adesão ao modelo e a ampliação da capacidade de atendimento do INSS. Até então, a teleperícia era utilizada apenas em situações pontuais. Com as novas regras, o atendimento remoto passa a ter uma base normativa mais definida, detalhando os tipos de perícia que podem ser feitos à distância. Isso inclui a perícia médica inicial, a avaliação e reavaliação do Benefício de Prestação Continuada (BPC), e outros serviços autorizados pelo Departamento de Perícia Médica Federal (DPMF). O que muda com a nova portaria do INSS A portaria detalha como deverão ser feitos os atendimentos nas APS, definindo as atribuições de gestores, peritos e unidades administrativas. O objetivo é garantir que o processo seja eficiente e que os segurados recebam um

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Lei da Doula Sancionada: Apoio à Gestante Ganha Força Nacional para Reduzir Violência Obstétrica e Cesarianas

Lula sanciona lei que regulamenta a profissão de doula, um marco para o parto humanizado no Brasil. A nova legislação visa fortalecer o apoio às gestantes, combatendo a violência obstétrica e a alta taxa de cesarianas no país, conforme reivindicação antiga das mulheres. A profissão de doula, que se dedica a oferecer suporte integral à gestante, especialmente durante o parto normal, foi oficialmente regulamentada pelo Presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A sanção presidencial ocorreu nesta quarta-feira (8), após aprovação unânime na Câmara dos Deputados e no Senado. A nova lei detalha as atribuições da doula em todas as fases da gestação, parto e pós-parto. O objetivo é garantir que as mulheres recebam informações baseadas em evidências científicas e incentivar o acompanhamento pré-natal adequado, fortalecendo o vínculo entre a gestante e os serviços de saúde. O Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou que a regulamentação atende a uma antiga demanda feminina e tem potencial para reduzir a violência obstétrica e a chamada “indústria de cesarianas”. A declaração foi feita durante a cerimônia de sanção, onde o ministro ressaltou que estudos comprovam os benefícios da presença da doula. Conforme informação divulgada pelo Palácio do Planalto, o texto sancionado não sofreu vetos. Benefícios comprovados da doula para a saúde materna Estudos apontam que a presença da doula, tanto no pré-natal quanto durante o parto, está associada a uma **redução significativa da violência obstétrica**. Além disso, a acompanhante especializada contribui para diminuir o índice de cesarianas e o sofrimento da parturiente, promovendo uma experiência mais positiva e gratificante no momento do nascimento. A senadora Eliziane Gama (PT-MA), relatora do projeto no Senado, celebrou a sanção, enfatizando que “o acolhimento muda a vida das pessoas, do ponto de vista emocional e afeta diretamente esse tratamento humano, esse tratamento da vida, que é ter realmente um filho com dignidade”. O Presidente Lula também mencionou a expectativa de regulamentação da profissão de parteira tradicional, visando a humanização completa do atendimento. Direitos e deveres da doula: o que a nova lei estabelece A lei sancionada garante que a **presença da doula é uma livre escolha da gestante** e não substitui o acompanhante legalmente previsto. Essa garantia abrange tanto a rede pública quanto a privada de saúde, durante todo o trabalho de parto e o pós-parto imediato, incluindo casos de abortamento. Para atuar como doula, a nova norma exige **diploma de ensino médio e um curso de qualificação profissional específica em doulagem**, com validade nacional. Profissionais com diplomas estrangeiros precisarão de revalidação. Aqueles que já exerciam a profissão há mais de três anos na data de publicação da lei poderão continuar atuando, mediante comprovação. Os cursos de doulagem deverão ter uma carga horária mínima de **120 horas** a partir da vigência da lei. A doula poderá auxiliar a gestante em diversas frentes, como na escolha de posições confortáveis, no uso de técnicas de respiração e vocalização, e na aplicação de recursos não farmacológicos para alívio da dor, como massagens e banhos mornos. Limites da atuação da doula e

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Chikungunya: Ministro Eloy Terena declara situação crítica em Dourados e anuncia medidas emergenciais para conter surto

Chikungunya em Dourados: Ministro Eloy Terena classifica cenário como crítico e anuncia medidas urgentes O novo Ministro dos Povos Indígenas, Eloy Terena, expressou profunda preocupação com a situação da chikungunya em Dourados, Mato Grosso do Sul. Durante visita ao município, que enfrenta um estado de emergência devido ao surto da doença, Terena classificou o cenário como crítico e enfatizou a necessidade de uma resposta conjunta e imediata. A declaração reforça o compromisso do governo federal em não adotar uma postura negacionista diante da crise sanitária. O ministro destacou que a responsabilidade pela saúde é global, envolvendo todos os níveis de governo e a sociedade. A visita teve como objetivo avaliar de perto a gravidade da situação e planejar ações eficazes. Conforme informações do governo de Mato Grosso do Sul, até o início de abril, o estado registrava 1.764 casos confirmados de chikungunya, com 37 gestantes entre os infectados. Outros 1.893 casos estavam em análise. Dourados se destaca com 759 casos prováveis, concentrando a maior parte das infecções. A doença tem impactado de forma desproporcional as comunidades indígenas. Dos sete óbitos registrados em todo o estado, cinco ocorreram na Reserva Indígena de Dourados, incluindo dois bebês com menos de quatro meses. Os demais óbitos foram em Bonito e Jardim. Pacote de R$ 3,1 milhões e reforço de pessoal para combater o mosquito Em resposta à emergência, o governo federal destinou cerca de R$ 3,1 milhões para Dourados. Os recursos serão aplicados em ações de socorro, assistência humanitária, limpeza urbana, remoção de resíduos e vigilância e controle da chikungunya. O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional já havia reconhecido a situação de emergência na cidade em 30 de março. Para reforçar o combate ao mosquito Aedes aegypti, o Ministério da Saúde anunciou a contratação emergencial de 50 agentes de combate a endemias, sendo que 20 já iniciaram os trabalhos. Eles se somarão a 40 militares do Ministério da Defesa, formando uma força-tarefa para atender a população e eliminar focos do mosquito. O Ministro Eloy Terena ressaltou que os recursos já estão disponíveis para os governos estaduais e municipais, que são responsáveis pela sua aplicação. A prioridade é contratar bens e serviços necessários para a contenção do surto e o aperfeiçoamento do atendimento aos pacientes. Desafios na Reserva Indígena e cobrança por coleta de lixo O Ministro Eloy Terena destacou a situação “sui generis” da Reserva Indígena de Dourados, que está cercada pela expansão urbana. Ele cobrou da prefeitura uma atenção especial à coleta de lixo nas aldeias, como medida fundamental para eliminar criadouros do mosquito transmissor da chikungunya. “É preciso atender de igual forma não só o contexto urbano, como as comunidades indígenas”, afirmou Terena, que pretende articular reuniões com representantes dos governos municipal e estadual para discutir projetos estruturais de melhoria na coleta de lixo nas áreas indígenas. Monitoramento contínuo e cenário dinâmico da doença Representantes da Força Nacional do SUS relataram que o cenário da chikungunya nas aldeias Bororó e Jaguapiru é muito dinâmico. Apesar das equipes de saúde

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Alerta Fiocruz: Casos de Influenza A Disparam no Brasil, Risco de SRAG Cresce em 27,4% dos Casos Respiratórios

Fiocruz emite alerta sobre crescimento da Influenza A e outras doenças respiratórias no Brasil O Brasil enfrenta um cenário de preocupação crescente com a disseminação da Influenza A. Dados recentes divulgados pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), através do Boletim InfoGripe, indicam que o número de casos continua em ascensão em diversas regiões do país. A situação é especialmente alarmante nas regiões Norte, Centro-Oeste, Nordeste e Sudeste, onde a maioria dos estados está sob alerta devido à Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Este quadro representa um risco ou alto risco com sinal de crescimento, exigindo atenção redobrada das autoridades de saúde e da população. O Boletim InfoGripe, divulgado nesta quarta-feira (1º), detalha que a Influenza A, o vírus sincicial respiratório (VSR) e o rinovírus são os principais responsáveis pelas ocorrências de SRAG. Esses vírus, em casos mais graves, podem levar ao óbito, reforçando a importância de medidas preventivas e de diagnóstico rápido. Influenza A lidera casos positivos de SRAG nas últimas semanas Nas últimas quatro semanas epidemiológicas, a Influenza A se destacou como o agente etiológico mais frequente entre os casos positivos de SRAG, representando 27,4% do total. Outros vírus também contribuíram para o aumento das infecções respiratórias graves. O levantamento da Fiocruz aponta que o vírus sincicial respiratório foi responsável por 17,7% dos casos, seguido pelo rinovírus com 45,3% e o Sars-CoV-2 (covid-19) com 7,3%. A Influenza B, embora menos prevalente, ainda foi detectada em 1,5% das ocorrências. Padrão semelhante é observado nos registros de óbitos A análise dos óbitos registrados no mesmo período epidemiológico, que abrange de 22 a 28 de março (Semana Epidemiológica 12), revela um padrão similar de circulação viral. A Influenza A foi identificada em 36,9% dos óbitos positivos, seguida pelo Sars-CoV-2 (25,6%) e pelo rinovírus (30%). O vírus sincicial respiratório esteve presente em 5,9% dos óbitos, e a Influenza B em 2,5%. Esses dados sublinham a gravidade da atual temporada de doenças respiratórias e a necessidade de reforçar as estratégias de controle e prevenção. Campanha de Vacinação é essencial para conter o avanço da Influenza A Diante do cenário epidemiológico, os pesquisadores da Fiocruz enfatizam a urgência da vacinação contra a influenza. A Campanha Nacional de Vacinação, iniciada no último sábado (28), em regiões com alta incidência de casos, é vista como uma ferramenta fundamental para frear o avanço da Influenza A. A campanha, realizada anualmente pelo Ministério da Saúde em parceria com estados e municípios, segue até 30 de maio. A população pode buscar a imunização gratuita nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) de todo o país. É crucial que os grupos prioritários, como idosos, crianças, pessoas com comorbidades e profissionais da saúde e educação, mantenham o esquema vacinal em dia. Medidas adicionais de proteção recomendadas pela Fiocruz Além da vacinação, a pesquisadora da Fiocruz, Tatiana Portella, ressalta a importância de outras medidas preventivas. Para gestantes, a vacinação contra o VSR a partir da 28ª semana de gestação é recomendada para proteger os bebês desde o nascimento. Portella também aconselha o uso de máscaras

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Alerta de Saúde: Ministério da Saúde confirma caso de sarampo no Rio de Janeiro, segundo no Brasil em 2026

Ministério da Saúde confirma novo caso de sarampo no Rio de Janeiro Um novo caso de sarampo foi confirmado pelo Ministério da Saúde na cidade do Rio de Janeiro nesta quarta-feira (1º). A paciente é uma mulher de 22 anos que trabalha em um hotel e não possui registro de vacinação contra a doença. A confirmação eleva para dois o número de casos de sarampo registrados no Brasil em 2026. A pasta informou que, após a notificação, foram imediatamente adotadas medidas de investigação e contenção. Isso inclui a vacinação de bloqueio na residência da paciente, em seu local de trabalho e no serviço de saúde onde foi atendida. Uma varredura na região também está em andamento para identificar possíveis outros casos. O Ministério da Saúde reafirmou que o país mantém seu status de livre da circulação endêmica do sarampo, mesmo com esses registros. A nota oficial destaca que o Brasil tem histórico de resposta rápida a casos importados, uma estratégia reconhecida pela Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). Primeiro caso do ano e medidas de contenção O primeiro caso de sarampo em 2026 foi identificado no início de março em São Paulo. Tratou-se de uma criança de 6 meses, que havia viajado recentemente para La Paz, na Bolívia, país que enfrenta um surto ativo da doença. Na ocasião, foi realizado um bloqueio vacinal na região onde a criança reside, com mais de 600 doses aplicadas em janeiro e fevereiro. O que é o sarampo e como se prevenir O sarampo é uma doença infecciosa altamente contagiosa, que já foi uma das principais causas de mortalidade infantil globalmente. Apesar dos avanços com a vacinação, o sarampo ainda representa um desafio para a saúde pública, especialmente em áreas com baixas taxas de imunização. A vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) é a forma mais eficaz de prevenção. Os sintomas do sarampo podem ser confundidos com outras doenças virais, exigindo atenção para diagnóstico e tratamento adequados. O paciente infectado pode apresentar erupções avermelhadas na pele e coceira intensa nas mãos. A transmissão ocorre de pessoa para pessoa por via aérea, através de tosse, espirro, fala ou respiração. Alta contagiosidade do vírus O vírus do sarampo é extremamente contagioso. Segundo o Ministério da Saúde, uma única pessoa infectada pode transmitir o vírus para até 90% das pessoas próximas que não estejam imunes. A transmissão pode ocorrer desde seis dias antes até quatro dias após o aparecimento das manchas vermelhas características da doença pelo corpo. A pasta reforça que o país mantém o status de livre da circulação endêmica do sarampo, mesmo após ter perdido a certificação regional das Américas devido a surtos em países como Estados Unidos, Canadá e México. Em 2025, o Ministério da Saúde interrompeu a transmissão de 38 casos importados com uma resposta rápida e eficaz.

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Tratamento para Obesidade: Nova Diretriz da Abeso Desaconselha Remédios Isolados e Foca em Estilo de Vida

Nova diretriz da Abeso revoluciona o tratamento da obesidade, priorizando mudanças de estilo de vida sobre o uso isolado de medicamentos. A obesidade é uma doença complexa que exige uma abordagem multifacetada para seu tratamento. Pensando nisso, a Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica (Abeso) divulgou uma nova diretriz com 32 recomendações que visam guiar médicos e pacientes em um cuidado mais seguro e eficaz. Uma das principais mudanças é o **alerta contra o uso de medicamentos para obesidade sem o acompanhamento de outras medidas**. A diretriz reforça que a farmacoterapia deve ser sempre combinada com alterações significativas no estilo de vida, como acompanhamento nutricional e incentivo à prática regular de atividades físicas. Essas orientações, elaboradas por um grupo multidisciplinar de especialistas, buscam oferecer um subsídio prático para a conduta clínica, levando em conta o avanço científico e a necessidade de uma avaliação cada vez mais individualizada para cada paciente. A íntegra das novas diretrizes está disponível para consulta. Critérios para Indicação de Medicamentos na Obesidade A nova diretriz estabelece critérios claros para a indicação de tratamentos farmacológicos. De acordo com o documento, o uso de medicamentos é recomendado principalmente para indivíduos com **Índice de Massa Corporal (IMC) igual ou superior a 30 kg/m²**. Outro critério importante é para pessoas com IMC acima de 27 kg/m², desde que apresentem **complicações relacionadas à adiposidade**, como diabetes tipo 2, hipertensão ou apneia do sono. É importante ressaltar que o IMC é apenas um dos indicadores. Em situações específicas, a diretriz admite considerar o tratamento farmacológico mesmo com IMC abaixo desses valores, caso haja **aumento da circunferência da cintura ou da relação cintura-altura**, associado a outras complicações de saúde. O cálculo do IMC pode ser feito no site da própria Abeso. Abordagens Ampliadas e Alertas Importantes O presidente da Abeso, Fá bio Trujilho, destacou que a nova diretriz reflete um cenário terapêutico mais amplo e uma **decisão clínica cada vez mais individualizada**. A orientação abrange diversos cenários, como risco cardiovascular, pré-diabetes, doença hepática gordurosa, osteoartrite, câncer, deficiência de testosterona masculina, apneia do sono, perda de massa magra e muscular, conectando a ciência às necessidades reais dos pacientes no consultório. A diretriz também dedica atenção especial aos **alertas sobre o uso de substâncias sem comprovação científica**. São desaconselhados medicamentos sem evidências robustas de eficácia e segurança, assim como fórmulas magistrais e produtos manipulados que prometem emagrecimento rápido. A Abeso chama a atenção para o uso de diuréticos, hormônios tireoidianos, esteroides anabolizantes, implantes hormonais ou gonadotrofina coriônica humana (hCG) no tratamento da obesidade, pois podem trazer riscos à saúde. A Importância da Multidisciplinaridade no Combate à Obesidade A elaboração da nova diretriz pela Abeso contou com a participação de um **grupo multidisciplinar**, incluindo endocrinologistas, clínicos gerais e nutricionistas. Essa colaboração garante que as recomendações sejam abrangentes e considerem diferentes aspectos da saúde e do bem-estar do paciente. A abordagem combinada, que une **medicamentos, nutrição e atividade física**, é vista como a chave para um tratamento mais eficaz e sustentável da obesidade.

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