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Saúde e bem estar

Butantan Produzirá Vacina Brasileira Contra Chikungunya: Preço Acessível e Mais Proteção para o SUS

Butantan avança na produção nacional de vacina contra chikungunya, reforçando o SUS O Instituto Butantan, referência em pesquisa e produção de imunizantes no Brasil, dará um passo significativo na luta contra a chikungunya. A instituição passará a ser responsável pela fabricação completa da vacina contra a doença, o que inclui a formulação e o envase do produto no país. Essa nova etapa visa garantir que o imunizante, já aprovado pela agência reguladora, possa ser incorporado de forma mais ampla ao Sistema Único de Saúde (SUS). A expectativa é que a produção nacional resulte em um preço mais acessível e maior disponibilidade para a população, especialmente em regiões com alta incidência da doença. A decisão representa um marco importante, pois o Butantan, como instituição pública, tem a capacidade de entregar a vacina com qualidade, segurança e eficácia comprovadas, mas a um custo menor. A iniciativa reforça o compromisso do instituto com a saúde pública e o acesso universal a tecnologias médicas de ponta, conforme divulgado pelo governo do Estado de São Paulo. Vacina contra chikungunya: Eficácia e Segurança Comprovadas A vacina contra a chikungunya já demonstrou resultados promissores em estudos clínicos. Cerca de 98,9% dos participantes em testes realizados nos Estados Unidos produziram anticorpos neutralizantes, segundo resultados publicados na renomada revista de saúde The Lancet em 2023. Os estudos envolveram aproximadamente 4 mil voluntários. O imunizante foi bem tolerado e apresentou um perfil de segurança favorável. Os eventos adversos mais comuns relatados foram de natureza leve a moderada, incluindo dor de cabeça, dores no corpo, fadiga e febre. Esses dados reforçam a segurança da vacina para uso em larga escala. Chikungunya: Uma Doença Debilitante com Impacto Crescente A chikungunya é uma doença viral transmitida pela picada do mosquito Aedes aegypti, o mesmo vetor da dengue e da zika. Os sintomas mais característicos incluem febre alta (acima de 38,5°C) e dores intensas nas articulações, principalmente em mãos, pés, tornozelos e punhos. Dores de cabeça, dores musculares e o surgimento de manchas vermelhas na pele também são comuns. Um dos aspectos mais preocupantes da chikungunya é a possibilidade de dor crônica nas articulações, que pode persistir por meses ou até anos, afetando significativamente a qualidade de vida dos pacientes. A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) registrou cerca de 500 mil casos da doença globalmente em 2025. Ações de Vacinação e Expansão para o SUS Desde fevereiro de 2026, a vacina contra a chikungunya começou a ser aplicada no SUS em um projeto piloto do Ministério da Saúde. A estratégia prioriza municípios com alta incidência da doença, buscando proteger as populações mais vulneráveis. A vacina já recebeu aprovação em outros países, como Canadá, Europa e Reino Unido. A expansão da produção para o Instituto Butantan é vista como crucial para fortalecer a capacidade do Brasil no controle da chikungunya. A incorporação definitiva ao calendário do SUS, após a fabricação nacional, permitirá um alcance maior, contribuindo para a redução da morbidade e mortalidade associadas à doença no país, que em 2025 notificou mais de 127

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Canetas Emagrecedoras: O Que é a ‘Economia Moral da Magreza’ e Como Ela Pode Aprofundar a Gordofobia?

A ‘Economia Moral da Magreza’ e o Impacto das Canetas Emagrecedoras A popularização das chamadas “canetas emagrecedoras”, medicamentos subcutâneos para o tratamento da obesidade, tem gerado um intenso debate. Embora eficazes e endossados por sociedades médicas, o uso indiscriminado, inclusive por pessoas sem obesidade, levanta preocupações. Fernanda Scaglioni, professora da Faculdade de Saúde Pública e Medicina da USP, aponta que o apelo desses remédios está ligado à “economia moral da magreza”. Este conceito explica como a sociedade atribui valores diferentes a corpos magros e gordos, criando um sistema de privilégios e opressões. A especialista, entrevistada pelo programa Caminhos da Reportagem da TV Brasil, detalha como essa dinâmica pode intensificar a gordofobia e afetar a saúde mental e os direitos das pessoas. A busca pela magreza, agora impulsionada por soluções farmacológicas, reforça um padrão estético que exclui e pune corpos diversos. O Que é a ‘Economia Moral da Magreza’? A “economia moral da magreza” se refere à forma como a sociedade valoriza corpos magros e sarados como símbolos de virtude, esforço e controle. Em contrapartida, corpos gordos são frequentemente associados a preguiça, falta de vontade e disciplina, além de outros estereótipos negativos que não condizem com a realidade. Essa diferenciação cria um sistema de “fichas” sociais. Pessoas com corpos magros recebem mais privilégios em relações sociais, trabalho e educação. Já pessoas gordas enfrentam desvantagens, opressão e perda de direitos, evidenciando um ciclo de privilégio para uns e exclusão para outros. Padrões Estéticos e a Indústria da Magreza Os padrões de beleza, embora mutáveis ao longo da história, sempre existiram como barreiras à diversidade corporal. A imposição de um padrão, seja de extrema magreza, “magreza saudável” ou musculoso, inevitavelmente deixa muitas pessoas de fora. Esse cenário é proposital e alimenta uma indústria que vende soluções para atingir esses ideais. A professora Fernanda Scaglioni afirma que a mensagem implícita é que “toda gordura será castigada”, colocando pessoas com corpos maiores em um sistema de violência e humilhação, conhecido como gordofobia. A pressão estética pela magreza afeta a todos, mas de maneira mais intensa mulheres, que são mais atingidas pela gordofobia. A busca por uma magreza farmacológica, através das canetas emagrecedoras, intensifica essa dinâmica, transformando qualquer “gordurinha” em um problema a ser resolvido. O Retorno da Cultura da Magreza Extrema Apesar de movimentos como a positividade corporal terem buscado valorizar a diversidade a partir dos anos 2010, a especialista alerta para um retrocesso. A moda, por exemplo, que cedeu espaço a corpos um pouco maiores, agora parece feliz em retornar ao padrão de magreza extrema. Modelos de passarela, já supermagras, agora precisam ter suas roupas ajustadas, pois até o “tamanho zero” está largo. Esse cenário é particularmente perigoso para crianças e adolescentes, que são altamente influenciáveis por esses padrões. Medicalização do Corpo e Saúde Mental A “medicalização do corpo saudável” ocorre quando aspectos sociais, como a alimentação, são transformados em questões médicas. A alimentação, um fenômeno sociocultural, passa a ser vista através de lentes de nutrientes e remédios, como a busca por “proteína” em

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Sarampo na Copa: Ministério da Saúde lança campanha “Vacinar é muito Brasil” para proteger viajantes e o país

Campanha “Vacinar é muito Brasil” é lançada para proteger contra sarampo durante a Copa do Mundo O Ministério da Saúde deu início à campanha “Vacinar é muito Brasil” com o objetivo de prevenir a reintrodução do sarampo no país. A iniciativa foca em brasileiros que planejam viajar para os Estados Unidos, Canadá e México, sedes da próxima Copa do Mundo. A preocupação é que as viagens internacionais possam facilitar a entrada do vírus no território nacional, especialmente considerando os surtos ativos em outras nações. A campanha destaca a importância da atualização da caderneta de vacinação antes do embarque. Os três países anfitriões da Copa concentram a maior parte dos casos de sarampo nas Américas nos últimos anos, representando um risco significativo para viajantes. A ação do Ministério da Saúde busca garantir que todos os brasileiros que se deslocarão para esses destinos estejam devidamente protegidos contra a doença. O Brasil reconquistou o status de país livre do sarampo em 2024, mas casos esporádicos importados têm sido registrados, reforçando a necessidade de vigilância. A campanha “Vacinar é muito Brasil” é, portanto, uma medida preventiva crucial para manter o país livre da doença, conforme informado pelo Ministério da Saúde. Foco em viajantes e profissionais de contato com turistas O Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, explicou que o foco inicial da campanha são os viajantes que se dirigirão aos países sede da Copa. “Primeiro esse público que está indo para Copa, porque são os três países que têm explosão de casos de sarampo no continente americano”, ressaltou o ministro durante o lançamento da ação no Rio de Janeiro. Ele também enfatizou a importância de vacinar pessoas que têm contato direto com turistas no Brasil. Para reforçar a proteção, o Ministério da Saúde também está promovendo uma campanha intensa entre profissionais que lidam com turistas em solo brasileiro. Trabalhadores de hotéis, restaurantes, taxistas e motoristas de transporte coletivo são alvos dessa ação. O objetivo é criar uma barreira de proteção robusta e manter a defesa contra o sarampo em alto nível. Esquema de vacinação atualizado para diferentes faixas etárias A vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, é o imunizante recomendado. Para quem vai viajar, a orientação é tomar a vacina pelo menos 15 dias antes do embarque, garantindo máxima proteção. O Ministério da Saúde ajustou o esquema vacinal para diferentes grupos. Bebês entre 6 meses e 11 meses devem receber a “dose zero”, uma vacina antecipada. Pessoas de 12 meses a 29 anos precisam de duas doses da vacina, com um intervalo de um mês entre elas. Já adultos entre 30 e 59 anos necessitam de apenas uma dose. Idosos geralmente não necessitam da vacina por já terem imunidade adquirida ao longo da vida, mas podem ser vacinados se estiverem em boas condições de saúde e forem viajar para áreas de risco. Vacinação é para todos os brasileiros, reforça Ministério da Saúde Apesar da atenção especial aos viajantes, o Ministro da Saúde Alexandre Padilha fez um apelo para que todas as

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Alerta da Opas: Gripe H3N2, VSR e Covid-19 podem sobrecarregar hospitais no Brasil com ondas de vírus respiratórios

Opas alerta para onda de vírus respiratórios e risco de sobrecarga nos serviços de saúde no Brasil A Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) emitiu um alerta epidemiológico indicando o início da temporada de maior circulação de vírus respiratórios no Hemisfério Sul. A expectativa é de predominância da gripe causada pela variante K do vírus Influenza H3N2, que já foi detectada no Brasil e está associada a transmissões mais prolongadas. O cenário na América do Sul é considerado pela Opas como um prenúncio do inverno, com a atividade da Influenza mostrando sinais de aumento em alguns países, especialmente o vírus A(H3N2). Essa situação, combinada com a circulação crescente do vírus sincicial respiratório (VSR), acende um sinal de alerta para as autoridades de saúde. A preocupação se estende à possibilidade de picos de demanda hospitalar concentrados em curtos períodos, o que pode testar a capacidade de resposta dos sistemas de saúde. Além disso, os casos de Covid-19, embora em baixa, ainda representam um fator de risco. As informações foram divulgadas pela Opas em seu alerta epidemiológico publicado na segunda-feira (27). Gripe H3N2: Nova variante e temporada de inverno A variante K do Influenza H3N2, identificada no ano passado, foi a predominante no inverno do Hemisfério Norte e já teve sua presença confirmada no Brasil em dezembro de 2025. Embora não seja considerada mais grave, a Opas aponta que ela pode estar associada a temporadas de transmissão mais longas. No Brasil, a taxa de positividade para Influenza, que estava abaixo de 5% no primeiro trimestre, subiu para 7,4% no final de março, indicando uma clara predominância do Influenza A(H3N2) com alta intensidade de circulação. Dos testes de sequenciamento genético realizados pelo Ministério da Saúde até 21 de março, 72% corresponderam ao subclado K. VSR e a preocupação com grupos de risco O vírus sincicial respiratório (VSR) também tem apresentado um aumento gradual em diversos países, incluindo o Brasil. A Opas destaca que esse vírus está antecipando seu padrão sazonal típico, o que pode impactar significativamente a saúde de crianças pequenas e outros grupos de risco nas próximas semanas. O aumento simultâneo do VSR e do Influenza, somado à circulação da Covid-19, pode levar ao esgotamento dos serviços de saúde. Por isso, a Opas recomenda que os países da região intensifiquem as ações de vacinação para prevenir internações e mortes. Vacinação e medidas de higiene como defesa A vacina contra a gripe, atualizada anualmente para incluir cepas circulantes no hemisfério norte, demonstrou eficácia, inclusive contra a H3N2, com até 75% de proteção contra hospitalização em crianças no Reino Unido. No Brasil, a vacina deste ano contém a cepa H3N2. A campanha nacional de vacinação contra a influenza está em andamento, priorizando crianças menores de 6 anos, idosos, gestantes e pessoas com comorbidades. Trabalhadores da saúde, população indígena, professores e pessoas privadas de liberdade também fazem parte do público prioritário. O SUS também oferece a vacina contra o VSR para gestantes, visando proteger recém-nascidos da bronquiolite, uma infecção pulmonar grave. Além da vacinação, a Opas

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Alerta de Sarampo em SP: Segundo Caso Importado Confirma Ameaça Global à Saúde Pública

A Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo confirmou o segundo caso importado de sarampo no estado. O paciente é um homem de 42 anos, residente na Guatemala, que possui histórico de vacinação. A doença, altamente contagiosa, foi identificada no final de março na capital paulista e confirmada por exames laboratoriais. Este é o segundo registro de sarampo importado em São Paulo em 2026, sem transmissão local do vírus. O primeiro caso foi de um bebê de seis meses, não vacinado, que esteve na Bolívia em janeiro. No ano anterior, foram notificados dois casos importados da doença no estado. A Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) alerta que a América continua a enfrentar surtos de sarampo. Em 2025, foram confirmados 14.767 casos em 13 países do continente. Somente neste ano, já são 15,3 mil registros, com México, Guatemala, Estados Unidos e Canadá concentrando a maioria. O que é o Sarampo e como ele se manifesta? O sarampo é uma doença infecciosa extremamente contagiosa, que já foi uma das principais causas de mortalidade infantil globalmente. A transmissão ocorre de pessoa para pessoa, principalmente pela via aérea, através de tosse, espirro, fala ou respiração. A alta contagiosidade do sarampo é alarmante: uma pessoa infectada pode transmitir o vírus para até 90% das pessoas próximas que não estejam imunes. Por isso, a vacinação contra o sarampo é fundamental e representa a principal forma de prevenção contra a doença, garantindo a proteção individual e coletiva. Sintomas e Complicações Graves Os principais sintomas do sarampo incluem o aparecimento de manchas vermelhas pelo corpo e febre alta, geralmente acima de 38,5°C. Estes são acompanhados por tosse, conjuntivite, coriza (nariz escorrendo) ou um mal-estar intenso. É crucial estar atento a estes sinais. Em casos mais graves, o sarampo pode evoluir para complicações sérias, como diarreia intensa, infecções de ouvido, cegueira, pneumonia e encefalite, que é a inflamação do cérebro. Algumas dessas complicações podem, infelizmente, ser fatais, reforçando a necessidade de busca médica imediata ao surgirem os primeiros sintomas. Vacinação: A Chave para a Proteção A vacina contra o sarampo faz parte do Calendário Nacional de Vacinação, sendo essencial para a erradicação da doença. A primeira dose da vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) é administrada aos 12 meses de idade. A segunda dose, da vacina tetra viral (sarampo, caxumba, rubéola e varicela), é recomendada aos 15 meses de idade. Manter o esquema vacinal atualizado é a medida mais eficaz para proteger a população contra o sarampo e suas graves consequências, como atestam os alertas recentes de casos importados em São Paulo.

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Projeto Inovador Leva Tratamento Gratuito Contra Doenças Negligenciadas no Amazonas e Reduz Impacto Psicológico

Projeto Inovador Leva Tratamento Gratuito Contra Doenças Negligenciadas no Amazonas e Reduz Impacto Psicológico A Doença de Jorge Lobo (DJL), uma enfermidade rara e negligenciada que causa lesões cutâneas semelhantes a queloides, tem encontrado um novo caminho de esperança na Região Norte do Brasil. Um projeto pioneiro, conduzido pelo Einstein Hospital Israelita em parceria com o Ministério da Saúde, está levando tratamento gratuito e especializado a comunidades remotas, com foco especial no estado do Amazonas. Essa iniciativa visa não apenas combater os efeitos físicos da DJL, mas também mitigar o profundo impacto psicológico e social que a doença acarreta. Pacientes, muitas vezes marginalizados e isolados devido ao estigma, agora têm acesso a um cuidado integral que busca restaurar sua autoestima e qualidade de vida. O projeto Aptra Lobo, como é conhecido, tem se mostrado promissor, com mais de 50% dos pacientes apresentando melhora significativa nas lesões. Conforme informação divulgada pelo Einstein Hospital Israelita, o objetivo é estruturar o manejo da doença no Sistema Único de Saúde (SUS), garantindo que o tratamento seja acessível e eficaz para todos os afetados. A Luta Contra a Doença de Jorge Lobo: Um Retrato da Vulnerabilidade Amazônica A Doença de Jorge Lobo, descrita pela primeira vez em 1931, é endêmica da Amazônia Ocidental e atinge principalmente populações ribeirinhas, povos originários e trabalhadores extrativistas. Esses grupos, frequentemente em situação de vulnerabilidade social, enfrentam barreiras significativas no acesso a serviços de saúde. O caso de Augusto Bezerra da Silva, um seringueiro e agricultor familiar diagnosticado aos 20 anos, ilustra a dura realidade enfrentada por muitos. As lesões nodulares causadas pela DJL, que se assemelham a queloides, podem aparecer em diversas partes do corpo, como orelhas, pernas e braços. O sol agrava o quadro, e a dor, a coceira e a inflamação levam à interrupção do trabalho e ao isolamento social. “O problema que eu passei não foi fácil. Você, novinho, você se acha perfeito, sem defeito. Aí depois você tem que se isolar, sem ter como, para melhor dizer, ser liberto”, relatou seu Augusto à Agência Brasil, evidenciando o sofrimento psicológico. Dados do Ministério da Saúde registram 907 casos da doença no país, sendo 496 apenas no Acre. A dificuldade em obter um diagnóstico preciso e um tratamento eficaz por décadas contribuiu para o agravamento da condição e o sofrimento dos pacientes. O estigma associado à doença leva muitos a se esconderem, inclusive de suas próprias famílias, como relatou seu Augusto, que chegou a se isolar em um local distante. Projeto Aptra Lobo: Estruturando o Cuidado no SUS Em resposta a essa carência histórica, o Ministério da Saúde, em colaboração com especialistas, criou o projeto Aptra Lobo. A iniciativa, conduzida pelo Einstein Hospital Israelita, acompanha 104 pacientes com lobomicose na Região Norte, nos estados do Acre, Amazonas e Rondônia. O projeto integra assistência médica, pesquisa clínica e geração de evidências para subsidiar a criação de diretrizes no SUS. O objetivo central é padronizar o fluxo de atendimento para a lobomicose, garantindo que o tratamento seja acessível e

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Hipertensão: Doença Silenciosa e Hereditária Pede Mudança Urgente de Hábitos de Vida

Hipertensão: Doença Silenciosa e Hereditária Pede Mudança Urgente de Hábitos de Vida O Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial, celebrado neste domingo (26), acende um alerta importante para uma condição de saúde frequentemente negligenciada: a hipertensão arterial. Popularmente conhecida como pressão alta, essa doença crônica tem se tornado cada vez mais prevalente, atingindo não apenas adultos e idosos, mas também um número crescente de adolescentes e crianças, conforme aponta a Organização Mundial da Saúde (OMS). A pressão alta exige que o coração trabalhe mais intensamente para bombear o sangue por todo o corpo, aumentando significativamente o risco de problemas graves como acidente vascular cerebral (AVC), infarto, aneurisma arterial, além de insuficiência renal e cardíaca. A condição é multifatorial, mas a herança genética desempenha um papel crucial. Segundo o Ministério da Saúde, cerca de 90% dos casos de hipertensão arterial têm origem hereditária, sendo transmitida dos pais para os filhos. No entanto, diversos outros fatores comportamentais e ambientais influenciam diretamente nos níveis da pressão arterial de cada indivíduo, tornando a adoção de hábitos saudáveis fundamental para a prevenção e o controle da doença. Essas informações foram divulgadas pelo Ministério da Saúde. Nova Diretriz Redefine Valores de Pressão Arterial e Alerta para Pré-Hipertensão Uma nova diretriz brasileira, lançada em setembro do ano passado e elaborada pela Sociedade Brasileira de Cardiologia, Sociedade Brasileira de Nefrologia e Sociedade Brasileira de Hipertensão, trouxe uma mudança significativa na forma como a pressão arterial é avaliada. Agora, a marca de 12 por 8, antes considerada normal, passou a ser classificada como um indicador de pré-hipertensão. O objetivo dessa reclassificação é identificar precocemente indivíduos em risco e incentivar intervenções mais proativas, focadas em medidas não medicamentosas, para evitar que a condição evolua para hipertensão estabelecida. Com a nova diretriz, para que a aferição seja considerada dentro da normalidade, a pressão deve ser inferior a 12 por 8. Valores iguais ou superiores a 14 por 9 continuam sendo diagnosticados como hipertensão, em diferentes estágios (1, 2 e 3), dependendo da avaliação clínica realizada pelo profissional de saúde. Sintomas da Hipertensão: Um Alerta Tardio da Doença Silenciosa A hipertensão arterial é notória por ser uma doença silenciosa, pois seus sintomas costumam manifestar-se apenas quando a pressão atinge níveis muito elevados. Nesses casos, os sinais podem incluir dores no peito, dor de cabeça intensa, tonturas, zumbido nos ouvidos, sensação de fraqueza, visão embaçada e sangramentos nasais. A ausência de sintomas em estágios iniciais reforça a importância do monitoramento regular. A única forma confiável de diagnosticar a hipertensão arterial é através da medição regular da pressão. O Ministério da Saúde recomenda que pessoas com mais de 20 anos verifiquem a pressão pelo menos uma vez ao ano. Para indivíduos com histórico familiar de pressão alta, a frequência deve ser maior, com medições realizadas no mínimo duas vezes por ano. Controle da Hipertensão: Tratamento e Prevenção Através de Mudanças de Hábito Embora a hipertensão arterial não tenha cura, ela pode ser efetivamente controlada com tratamento adequado. O Ministério da Saúde

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Vacinação nas Escolas: Campanha Nacional Busca Imunizar 27 Milhões de Estudantes Contra Doenças Graves Até 30 de Maio

A Semana de Vacinação nas Escolas está a todo vapor, com o objetivo ambicioso de imunizar 27 milhões de estudantes em todo o país. A campanha, que teve início na última sexta-feira (24), se estenderá até a próxima quinta-feira, 30 de maio, focando na atualização das cadernetas de vacinação de crianças e adolescentes. O público-alvo abrange jovens de 9 meses a 15 anos, com a oferta de seis tipos de vacinas cruciais para a prevenção de diversas doenças. A iniciativa busca garantir que a nova geração esteja protegida contra enfermidades que podem ter sérias consequências à saúde. Além disso, a campanha estende a proteção contra o HPV para jovens de 15 a 19 anos que ainda não completaram o esquema vacinal. A ação é uma parceria entre os Ministérios da Saúde e da Educação, integrando o Programa Saúde na Escola (PSE). Conforme informação divulgada pelo Ministério da Saúde, a campanha oferece vacinas contra HPV, febre amarela, tríplice viral, DTP (difteria, tétano e coqueluche), meningocócica ACWY e covid-19. A vacinação é conduzida por profissionais de saúde qualificados e requer autorização dos pais ou responsáveis legais. Atualização e Inovação: A Caderneta Digital no Meu SUS App O governo também tem incentivado o uso da Caderneta Digital de Vacinação da Criança, disponível no aplicativo Meu SUS Digital. Lançada em abril de 2025, a ferramenta já registrou mais de 3,3 milhões de acessos, permitindo o acompanhamento do histórico vacinal e a consulta de próximas doses. Recentemente, o aplicativo ganhou uma nova funcionalidade: o envio de lembretes automáticos para pais, mães e responsáveis. Esses alertas são gerados com base na idade das crianças, promovendo ativamente a atualização das cadernetas de vacinação e reforçando a importância da imunização contínua. Reversão Histórica: Coberturas Vacinais em Ascensão O Ministério da Saúde celebrou a reversão da queda nas coberturas vacinais observada nos anos anteriores, um cenário agravado pelos impactos da pandemia de covid-19. Em 2025, todas as vacinas do calendário infantil apresentaram um aumento significativo em suas coberturas, comparado a 2022. Um destaque é a vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola. Sua cobertura alcançou 92,96%, um avanço notável em relação aos 80,7% registrados em 2022. Esse resultado é fundamental para manter o Brasil livre do sarampo, mesmo diante do aumento de casos em outras regiões. Proteção Contra HPV e Meningite Reforçada A vacinação contra o HPV, essencial na prevenção do câncer de colo de útero, também apresentou resultados positivos. A cobertura atingiu 86,11% entre meninas de 9 a 14 anos e 74,46% entre os meninos. No público feminino, o índice é notavelmente superior à média mundial, demonstrando o compromisso com a saúde das jovens brasileiras. No combate à meningite, a cobertura da vacina meningocócica ACWY saltou de 45,8% em 2022 para 67,75% em 2025. Esses dados reforçam a eficácia das estratégias de vacinação e a importância da adesão da população às campanhas.

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Febre Amarela Mata Mais Duas Pessoas no Estado de São Paulo, Reforçando Alerta para Vacinação Gratuita

Estado de São Paulo registra duas novas mortes por febre amarela, acendendo sinal de alerta sobre a importância da vacinação O estado de São Paulo confirmou mais dois óbitos em decorrência da febre amarela, elevando o número de casos e mortes pela doença no território paulista. A Secretaria da Saúde divulgou nesta quinta-feira (23) um boletim com três novos casos registrados, sendo que dois pacientes, ambos homens residentes do Vale do Paraíba, não resistiram ao vírus. As vítimas fatais tinham 56 e 53 anos e eram moradores da cidade de Lagoinha. O terceiro caso confirmado foi em Araçariquama, na região de Sorocaba, mas o paciente, um homem de 43 anos, conseguiu se recuperar da doença, demonstrando a importância do acompanhamento médico. A pasta da Saúde reforça que a vacinação é a medida mais eficaz e segura para a prevenção da febre amarela. Todos os casos recentes registrados neste ano tiveram como característica comum a **falta de histórico de vacinação** nos pacientes infectados. A vacina é gratuita e está disponível em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e postos de saúde do SUS. Casos Anteriores e Recomendações de Vacinação Na semana anterior, a Secretaria de Saúde já havia notificado outros três casos de febre amarela. Desses, um homem de 38 anos, da cidade de Cunha, também localizado no Vale do Paraíba, faleceu. Em Cruzeiro, outra cidade da mesma região, dois pacientes se recuperaram da doença. Esses dados reforçam a circulação do vírus em algumas áreas do estado. Esquema Vacinal para Todas as Idades A vacina contra a febre amarela é fundamental para a proteção individual e coletiva. Para crianças, o esquema vacinal prevê uma dose aos 9 meses de idade e um reforço aos 4 anos. Pessoas que receberam a primeira dose antes dos 5 anos devem procurar um posto de saúde para tomar o reforço. Quem Deve se Vacinar? A orientação é que pessoas de 5 a 59 anos que nunca foram vacinadas contra a febre amarela também recebam a dose. A vacina é a principal ferramenta para evitar o desenvolvimento da forma grave da doença e, consequentemente, óbitos. A Secretaria da Saúde de São Paulo incentiva a população a verificar seu cartão de vacinação e procurar a unidade de saúde mais próxima. A Febre Amarela: Sintomas e Prevenção A febre amarela é uma doença infecciosa grave, transmitida por mosquitos infectados. Os sintomas podem incluir febre alta, dores musculares, dor de cabeça e icterícia (pele e olhos amarelados). A doença pode evoluir para quadros hemorrágicos e levar à morte em casos graves. A **vacinação é a forma mais eficaz de prevenção** e está disponível gratuitamente pelo SUS.

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Anvisa Libera Mounjaro para Crianças e Adolescentes com Diabetes Tipo 2: Nova Era no Tratamento Pediátrico

Anvisa aprova Mounjaro para crianças e adolescentes com diabetes tipo 2 A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou nesta quarta-feira (22) uma importante atualização em suas diretrizes: a aprovação do uso do medicamento Mounjaro para o tratamento de diabetes tipo 2 em crianças a partir dos 10 anos de idade. Esta decisão representa uma ampliação significativa do acesso a terapias inovadoras para a população pediátrica, que antes contava apenas com indicações para uso adulto. A novidade foi comunicada pela Anvisa por meio de uma nota oficial, onde a agência esclarece que as demais indicações do Mounjaro permanecem restritas aos adultos. A única alteração, portanto, foca na expansão da faixa etária para o tratamento do diabetes, passando a incluir o público infantojuvenil. O Mounjaro, conhecido por sua eficácia, pertence à classe dos agonistas do receptor GLP-1, um grupo de medicamentos popularmente associado às chamadas “canetas emagrecedoras”. A aprovação para uso pediátrico abre novas perspectivas para o controle da doença em jovens pacientes. Conforme informado pela Anvisa, essa mudança visa oferecer mais opções terapêuticas seguras e eficazes para crianças e adolescentes com diabetes tipo 2. Avanços na Regulamentação de Medicamentos Paralelamente a esta importante aprovação, a Anvisa tem intensificado seus esforços na regulamentação de medicamentos. Na próxima semana, a diretoria colegiada da agência debaterá uma proposta de instrução normativa que definirá procedimentos e requisitos técnicos para a manipulação das “canetas emagrecedoras”. Esta nova norma integra um plano de ação mais amplo, anunciado recentemente, que engloba medidas regulatórias e de fiscalização. O objetivo é garantir a segurança e a qualidade desses medicamentos, especialmente diante de seu uso crescente. Grupos de Trabalho para Segurança e Controle A agência também tem atuado na criação de mecanismos para fortalecer a vigilância sanitária. Na semana passada, foram publicadas portarias que estabelecem dois grupos de trabalho dedicados a dar suporte à atuação da Anvisa no controle sanitário e na segurança de pacientes que utilizam “canetas emagrecedoras”. O primeiro grupo, instituído pela Portaria 488/2026, contará com a participação de representantes de importantes conselhos federais, como Farmácia, Medicina e Odontologia. O segundo grupo, formalizado pela Portaria 489/2026, terá a tarefa de acompanhar e avaliar a implementação do plano de ação da Anvisa, além de subsidiar a diretoria colegiada com propostas de aprimoramento contínuo.

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Butantan Produzirá Vacina Brasileira Contra Chikungunya: Preço Acessível e Mais Proteção para o SUS

Butantan avança na produção nacional de vacina contra chikungunya, reforçando o SUS O Instituto Butantan, referência em pesquisa e produção de imunizantes no Brasil, dará um passo significativo na luta contra a chikungunya. A instituição passará a ser responsável pela fabricação completa da vacina contra a doença, o que inclui a formulação e o envase do produto no país. Essa nova etapa visa garantir que o imunizante, já aprovado pela agência reguladora, possa ser incorporado de forma mais ampla ao Sistema Único de Saúde (SUS). A expectativa é que a produção nacional resulte em um preço mais acessível e maior disponibilidade para a população, especialmente em regiões com alta incidência da doença. A decisão representa um marco importante, pois o Butantan, como instituição pública, tem a capacidade de entregar a vacina com qualidade, segurança e eficácia comprovadas, mas a um custo menor. A iniciativa reforça o compromisso do instituto com a saúde pública e o acesso universal a tecnologias médicas de ponta, conforme divulgado pelo governo do Estado de São Paulo. Vacina contra chikungunya: Eficácia e Segurança Comprovadas A vacina contra a chikungunya já demonstrou resultados promissores em estudos clínicos. Cerca de 98,9% dos participantes em testes realizados nos Estados Unidos produziram anticorpos neutralizantes, segundo resultados publicados na renomada revista de saúde The Lancet em 2023. Os estudos envolveram aproximadamente 4 mil voluntários. O imunizante foi bem tolerado e apresentou um perfil de segurança favorável. Os eventos adversos mais comuns relatados foram de natureza leve a moderada, incluindo dor de cabeça, dores no corpo, fadiga e febre. Esses dados reforçam a segurança da vacina para uso em larga escala. Chikungunya: Uma Doença Debilitante com Impacto Crescente A chikungunya é uma doença viral transmitida pela picada do mosquito Aedes aegypti, o mesmo vetor da dengue e da zika. Os sintomas mais característicos incluem febre alta (acima de 38,5°C) e dores intensas nas articulações, principalmente em mãos, pés, tornozelos e punhos. Dores de cabeça, dores musculares e o surgimento de manchas vermelhas na pele também são comuns. Um dos aspectos mais preocupantes da chikungunya é a possibilidade de dor crônica nas articulações, que pode persistir por meses ou até anos, afetando significativamente a qualidade de vida dos pacientes. A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) registrou cerca de 500 mil casos da doença globalmente em 2025. Ações de Vacinação e Expansão para o SUS Desde fevereiro de 2026, a vacina contra a chikungunya começou a ser aplicada no SUS em um projeto piloto do Ministério da Saúde. A estratégia prioriza municípios com alta incidência da doença, buscando proteger as populações mais vulneráveis. A vacina já recebeu aprovação em outros países, como Canadá, Europa e Reino Unido. A expansão da produção para o Instituto Butantan é vista como crucial para fortalecer a capacidade do Brasil no controle da chikungunya. A incorporação definitiva ao calendário do SUS, após a fabricação nacional, permitirá um alcance maior, contribuindo para a redução da morbidade e mortalidade associadas à doença no país, que em 2025 notificou mais de 127

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Canetas Emagrecedoras: O Que é a ‘Economia Moral da Magreza’ e Como Ela Pode Aprofundar a Gordofobia?

A ‘Economia Moral da Magreza’ e o Impacto das Canetas Emagrecedoras A popularização das chamadas “canetas emagrecedoras”, medicamentos subcutâneos para o tratamento da obesidade, tem gerado um intenso debate. Embora eficazes e endossados por sociedades médicas, o uso indiscriminado, inclusive por pessoas sem obesidade, levanta preocupações. Fernanda Scaglioni, professora da Faculdade de Saúde Pública e Medicina da USP, aponta que o apelo desses remédios está ligado à “economia moral da magreza”. Este conceito explica como a sociedade atribui valores diferentes a corpos magros e gordos, criando um sistema de privilégios e opressões. A especialista, entrevistada pelo programa Caminhos da Reportagem da TV Brasil, detalha como essa dinâmica pode intensificar a gordofobia e afetar a saúde mental e os direitos das pessoas. A busca pela magreza, agora impulsionada por soluções farmacológicas, reforça um padrão estético que exclui e pune corpos diversos. O Que é a ‘Economia Moral da Magreza’? A “economia moral da magreza” se refere à forma como a sociedade valoriza corpos magros e sarados como símbolos de virtude, esforço e controle. Em contrapartida, corpos gordos são frequentemente associados a preguiça, falta de vontade e disciplina, além de outros estereótipos negativos que não condizem com a realidade. Essa diferenciação cria um sistema de “fichas” sociais. Pessoas com corpos magros recebem mais privilégios em relações sociais, trabalho e educação. Já pessoas gordas enfrentam desvantagens, opressão e perda de direitos, evidenciando um ciclo de privilégio para uns e exclusão para outros. Padrões Estéticos e a Indústria da Magreza Os padrões de beleza, embora mutáveis ao longo da história, sempre existiram como barreiras à diversidade corporal. A imposição de um padrão, seja de extrema magreza, “magreza saudável” ou musculoso, inevitavelmente deixa muitas pessoas de fora. Esse cenário é proposital e alimenta uma indústria que vende soluções para atingir esses ideais. A professora Fernanda Scaglioni afirma que a mensagem implícita é que “toda gordura será castigada”, colocando pessoas com corpos maiores em um sistema de violência e humilhação, conhecido como gordofobia. A pressão estética pela magreza afeta a todos, mas de maneira mais intensa mulheres, que são mais atingidas pela gordofobia. A busca por uma magreza farmacológica, através das canetas emagrecedoras, intensifica essa dinâmica, transformando qualquer “gordurinha” em um problema a ser resolvido. O Retorno da Cultura da Magreza Extrema Apesar de movimentos como a positividade corporal terem buscado valorizar a diversidade a partir dos anos 2010, a especialista alerta para um retrocesso. A moda, por exemplo, que cedeu espaço a corpos um pouco maiores, agora parece feliz em retornar ao padrão de magreza extrema. Modelos de passarela, já supermagras, agora precisam ter suas roupas ajustadas, pois até o “tamanho zero” está largo. Esse cenário é particularmente perigoso para crianças e adolescentes, que são altamente influenciáveis por esses padrões. Medicalização do Corpo e Saúde Mental A “medicalização do corpo saudável” ocorre quando aspectos sociais, como a alimentação, são transformados em questões médicas. A alimentação, um fenômeno sociocultural, passa a ser vista através de lentes de nutrientes e remédios, como a busca por “proteína” em

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Sarampo na Copa: Ministério da Saúde lança campanha “Vacinar é muito Brasil” para proteger viajantes e o país

Campanha “Vacinar é muito Brasil” é lançada para proteger contra sarampo durante a Copa do Mundo O Ministério da Saúde deu início à campanha “Vacinar é muito Brasil” com o objetivo de prevenir a reintrodução do sarampo no país. A iniciativa foca em brasileiros que planejam viajar para os Estados Unidos, Canadá e México, sedes da próxima Copa do Mundo. A preocupação é que as viagens internacionais possam facilitar a entrada do vírus no território nacional, especialmente considerando os surtos ativos em outras nações. A campanha destaca a importância da atualização da caderneta de vacinação antes do embarque. Os três países anfitriões da Copa concentram a maior parte dos casos de sarampo nas Américas nos últimos anos, representando um risco significativo para viajantes. A ação do Ministério da Saúde busca garantir que todos os brasileiros que se deslocarão para esses destinos estejam devidamente protegidos contra a doença. O Brasil reconquistou o status de país livre do sarampo em 2024, mas casos esporádicos importados têm sido registrados, reforçando a necessidade de vigilância. A campanha “Vacinar é muito Brasil” é, portanto, uma medida preventiva crucial para manter o país livre da doença, conforme informado pelo Ministério da Saúde. Foco em viajantes e profissionais de contato com turistas O Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, explicou que o foco inicial da campanha são os viajantes que se dirigirão aos países sede da Copa. “Primeiro esse público que está indo para Copa, porque são os três países que têm explosão de casos de sarampo no continente americano”, ressaltou o ministro durante o lançamento da ação no Rio de Janeiro. Ele também enfatizou a importância de vacinar pessoas que têm contato direto com turistas no Brasil. Para reforçar a proteção, o Ministério da Saúde também está promovendo uma campanha intensa entre profissionais que lidam com turistas em solo brasileiro. Trabalhadores de hotéis, restaurantes, taxistas e motoristas de transporte coletivo são alvos dessa ação. O objetivo é criar uma barreira de proteção robusta e manter a defesa contra o sarampo em alto nível. Esquema de vacinação atualizado para diferentes faixas etárias A vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, é o imunizante recomendado. Para quem vai viajar, a orientação é tomar a vacina pelo menos 15 dias antes do embarque, garantindo máxima proteção. O Ministério da Saúde ajustou o esquema vacinal para diferentes grupos. Bebês entre 6 meses e 11 meses devem receber a “dose zero”, uma vacina antecipada. Pessoas de 12 meses a 29 anos precisam de duas doses da vacina, com um intervalo de um mês entre elas. Já adultos entre 30 e 59 anos necessitam de apenas uma dose. Idosos geralmente não necessitam da vacina por já terem imunidade adquirida ao longo da vida, mas podem ser vacinados se estiverem em boas condições de saúde e forem viajar para áreas de risco. Vacinação é para todos os brasileiros, reforça Ministério da Saúde Apesar da atenção especial aos viajantes, o Ministro da Saúde Alexandre Padilha fez um apelo para que todas as

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Alerta da Opas: Gripe H3N2, VSR e Covid-19 podem sobrecarregar hospitais no Brasil com ondas de vírus respiratórios

Opas alerta para onda de vírus respiratórios e risco de sobrecarga nos serviços de saúde no Brasil A Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) emitiu um alerta epidemiológico indicando o início da temporada de maior circulação de vírus respiratórios no Hemisfério Sul. A expectativa é de predominância da gripe causada pela variante K do vírus Influenza H3N2, que já foi detectada no Brasil e está associada a transmissões mais prolongadas. O cenário na América do Sul é considerado pela Opas como um prenúncio do inverno, com a atividade da Influenza mostrando sinais de aumento em alguns países, especialmente o vírus A(H3N2). Essa situação, combinada com a circulação crescente do vírus sincicial respiratório (VSR), acende um sinal de alerta para as autoridades de saúde. A preocupação se estende à possibilidade de picos de demanda hospitalar concentrados em curtos períodos, o que pode testar a capacidade de resposta dos sistemas de saúde. Além disso, os casos de Covid-19, embora em baixa, ainda representam um fator de risco. As informações foram divulgadas pela Opas em seu alerta epidemiológico publicado na segunda-feira (27). Gripe H3N2: Nova variante e temporada de inverno A variante K do Influenza H3N2, identificada no ano passado, foi a predominante no inverno do Hemisfério Norte e já teve sua presença confirmada no Brasil em dezembro de 2025. Embora não seja considerada mais grave, a Opas aponta que ela pode estar associada a temporadas de transmissão mais longas. No Brasil, a taxa de positividade para Influenza, que estava abaixo de 5% no primeiro trimestre, subiu para 7,4% no final de março, indicando uma clara predominância do Influenza A(H3N2) com alta intensidade de circulação. Dos testes de sequenciamento genético realizados pelo Ministério da Saúde até 21 de março, 72% corresponderam ao subclado K. VSR e a preocupação com grupos de risco O vírus sincicial respiratório (VSR) também tem apresentado um aumento gradual em diversos países, incluindo o Brasil. A Opas destaca que esse vírus está antecipando seu padrão sazonal típico, o que pode impactar significativamente a saúde de crianças pequenas e outros grupos de risco nas próximas semanas. O aumento simultâneo do VSR e do Influenza, somado à circulação da Covid-19, pode levar ao esgotamento dos serviços de saúde. Por isso, a Opas recomenda que os países da região intensifiquem as ações de vacinação para prevenir internações e mortes. Vacinação e medidas de higiene como defesa A vacina contra a gripe, atualizada anualmente para incluir cepas circulantes no hemisfério norte, demonstrou eficácia, inclusive contra a H3N2, com até 75% de proteção contra hospitalização em crianças no Reino Unido. No Brasil, a vacina deste ano contém a cepa H3N2. A campanha nacional de vacinação contra a influenza está em andamento, priorizando crianças menores de 6 anos, idosos, gestantes e pessoas com comorbidades. Trabalhadores da saúde, população indígena, professores e pessoas privadas de liberdade também fazem parte do público prioritário. O SUS também oferece a vacina contra o VSR para gestantes, visando proteger recém-nascidos da bronquiolite, uma infecção pulmonar grave. Além da vacinação, a Opas

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Alerta de Sarampo em SP: Segundo Caso Importado Confirma Ameaça Global à Saúde Pública

A Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo confirmou o segundo caso importado de sarampo no estado. O paciente é um homem de 42 anos, residente na Guatemala, que possui histórico de vacinação. A doença, altamente contagiosa, foi identificada no final de março na capital paulista e confirmada por exames laboratoriais. Este é o segundo registro de sarampo importado em São Paulo em 2026, sem transmissão local do vírus. O primeiro caso foi de um bebê de seis meses, não vacinado, que esteve na Bolívia em janeiro. No ano anterior, foram notificados dois casos importados da doença no estado. A Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) alerta que a América continua a enfrentar surtos de sarampo. Em 2025, foram confirmados 14.767 casos em 13 países do continente. Somente neste ano, já são 15,3 mil registros, com México, Guatemala, Estados Unidos e Canadá concentrando a maioria. O que é o Sarampo e como ele se manifesta? O sarampo é uma doença infecciosa extremamente contagiosa, que já foi uma das principais causas de mortalidade infantil globalmente. A transmissão ocorre de pessoa para pessoa, principalmente pela via aérea, através de tosse, espirro, fala ou respiração. A alta contagiosidade do sarampo é alarmante: uma pessoa infectada pode transmitir o vírus para até 90% das pessoas próximas que não estejam imunes. Por isso, a vacinação contra o sarampo é fundamental e representa a principal forma de prevenção contra a doença, garantindo a proteção individual e coletiva. Sintomas e Complicações Graves Os principais sintomas do sarampo incluem o aparecimento de manchas vermelhas pelo corpo e febre alta, geralmente acima de 38,5°C. Estes são acompanhados por tosse, conjuntivite, coriza (nariz escorrendo) ou um mal-estar intenso. É crucial estar atento a estes sinais. Em casos mais graves, o sarampo pode evoluir para complicações sérias, como diarreia intensa, infecções de ouvido, cegueira, pneumonia e encefalite, que é a inflamação do cérebro. Algumas dessas complicações podem, infelizmente, ser fatais, reforçando a necessidade de busca médica imediata ao surgirem os primeiros sintomas. Vacinação: A Chave para a Proteção A vacina contra o sarampo faz parte do Calendário Nacional de Vacinação, sendo essencial para a erradicação da doença. A primeira dose da vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) é administrada aos 12 meses de idade. A segunda dose, da vacina tetra viral (sarampo, caxumba, rubéola e varicela), é recomendada aos 15 meses de idade. Manter o esquema vacinal atualizado é a medida mais eficaz para proteger a população contra o sarampo e suas graves consequências, como atestam os alertas recentes de casos importados em São Paulo.

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Projeto Inovador Leva Tratamento Gratuito Contra Doenças Negligenciadas no Amazonas e Reduz Impacto Psicológico

Projeto Inovador Leva Tratamento Gratuito Contra Doenças Negligenciadas no Amazonas e Reduz Impacto Psicológico A Doença de Jorge Lobo (DJL), uma enfermidade rara e negligenciada que causa lesões cutâneas semelhantes a queloides, tem encontrado um novo caminho de esperança na Região Norte do Brasil. Um projeto pioneiro, conduzido pelo Einstein Hospital Israelita em parceria com o Ministério da Saúde, está levando tratamento gratuito e especializado a comunidades remotas, com foco especial no estado do Amazonas. Essa iniciativa visa não apenas combater os efeitos físicos da DJL, mas também mitigar o profundo impacto psicológico e social que a doença acarreta. Pacientes, muitas vezes marginalizados e isolados devido ao estigma, agora têm acesso a um cuidado integral que busca restaurar sua autoestima e qualidade de vida. O projeto Aptra Lobo, como é conhecido, tem se mostrado promissor, com mais de 50% dos pacientes apresentando melhora significativa nas lesões. Conforme informação divulgada pelo Einstein Hospital Israelita, o objetivo é estruturar o manejo da doença no Sistema Único de Saúde (SUS), garantindo que o tratamento seja acessível e eficaz para todos os afetados. A Luta Contra a Doença de Jorge Lobo: Um Retrato da Vulnerabilidade Amazônica A Doença de Jorge Lobo, descrita pela primeira vez em 1931, é endêmica da Amazônia Ocidental e atinge principalmente populações ribeirinhas, povos originários e trabalhadores extrativistas. Esses grupos, frequentemente em situação de vulnerabilidade social, enfrentam barreiras significativas no acesso a serviços de saúde. O caso de Augusto Bezerra da Silva, um seringueiro e agricultor familiar diagnosticado aos 20 anos, ilustra a dura realidade enfrentada por muitos. As lesões nodulares causadas pela DJL, que se assemelham a queloides, podem aparecer em diversas partes do corpo, como orelhas, pernas e braços. O sol agrava o quadro, e a dor, a coceira e a inflamação levam à interrupção do trabalho e ao isolamento social. “O problema que eu passei não foi fácil. Você, novinho, você se acha perfeito, sem defeito. Aí depois você tem que se isolar, sem ter como, para melhor dizer, ser liberto”, relatou seu Augusto à Agência Brasil, evidenciando o sofrimento psicológico. Dados do Ministério da Saúde registram 907 casos da doença no país, sendo 496 apenas no Acre. A dificuldade em obter um diagnóstico preciso e um tratamento eficaz por décadas contribuiu para o agravamento da condição e o sofrimento dos pacientes. O estigma associado à doença leva muitos a se esconderem, inclusive de suas próprias famílias, como relatou seu Augusto, que chegou a se isolar em um local distante. Projeto Aptra Lobo: Estruturando o Cuidado no SUS Em resposta a essa carência histórica, o Ministério da Saúde, em colaboração com especialistas, criou o projeto Aptra Lobo. A iniciativa, conduzida pelo Einstein Hospital Israelita, acompanha 104 pacientes com lobomicose na Região Norte, nos estados do Acre, Amazonas e Rondônia. O projeto integra assistência médica, pesquisa clínica e geração de evidências para subsidiar a criação de diretrizes no SUS. O objetivo central é padronizar o fluxo de atendimento para a lobomicose, garantindo que o tratamento seja acessível e

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Hipertensão: Doença Silenciosa e Hereditária Pede Mudança Urgente de Hábitos de Vida

Hipertensão: Doença Silenciosa e Hereditária Pede Mudança Urgente de Hábitos de Vida O Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial, celebrado neste domingo (26), acende um alerta importante para uma condição de saúde frequentemente negligenciada: a hipertensão arterial. Popularmente conhecida como pressão alta, essa doença crônica tem se tornado cada vez mais prevalente, atingindo não apenas adultos e idosos, mas também um número crescente de adolescentes e crianças, conforme aponta a Organização Mundial da Saúde (OMS). A pressão alta exige que o coração trabalhe mais intensamente para bombear o sangue por todo o corpo, aumentando significativamente o risco de problemas graves como acidente vascular cerebral (AVC), infarto, aneurisma arterial, além de insuficiência renal e cardíaca. A condição é multifatorial, mas a herança genética desempenha um papel crucial. Segundo o Ministério da Saúde, cerca de 90% dos casos de hipertensão arterial têm origem hereditária, sendo transmitida dos pais para os filhos. No entanto, diversos outros fatores comportamentais e ambientais influenciam diretamente nos níveis da pressão arterial de cada indivíduo, tornando a adoção de hábitos saudáveis fundamental para a prevenção e o controle da doença. Essas informações foram divulgadas pelo Ministério da Saúde. Nova Diretriz Redefine Valores de Pressão Arterial e Alerta para Pré-Hipertensão Uma nova diretriz brasileira, lançada em setembro do ano passado e elaborada pela Sociedade Brasileira de Cardiologia, Sociedade Brasileira de Nefrologia e Sociedade Brasileira de Hipertensão, trouxe uma mudança significativa na forma como a pressão arterial é avaliada. Agora, a marca de 12 por 8, antes considerada normal, passou a ser classificada como um indicador de pré-hipertensão. O objetivo dessa reclassificação é identificar precocemente indivíduos em risco e incentivar intervenções mais proativas, focadas em medidas não medicamentosas, para evitar que a condição evolua para hipertensão estabelecida. Com a nova diretriz, para que a aferição seja considerada dentro da normalidade, a pressão deve ser inferior a 12 por 8. Valores iguais ou superiores a 14 por 9 continuam sendo diagnosticados como hipertensão, em diferentes estágios (1, 2 e 3), dependendo da avaliação clínica realizada pelo profissional de saúde. Sintomas da Hipertensão: Um Alerta Tardio da Doença Silenciosa A hipertensão arterial é notória por ser uma doença silenciosa, pois seus sintomas costumam manifestar-se apenas quando a pressão atinge níveis muito elevados. Nesses casos, os sinais podem incluir dores no peito, dor de cabeça intensa, tonturas, zumbido nos ouvidos, sensação de fraqueza, visão embaçada e sangramentos nasais. A ausência de sintomas em estágios iniciais reforça a importância do monitoramento regular. A única forma confiável de diagnosticar a hipertensão arterial é através da medição regular da pressão. O Ministério da Saúde recomenda que pessoas com mais de 20 anos verifiquem a pressão pelo menos uma vez ao ano. Para indivíduos com histórico familiar de pressão alta, a frequência deve ser maior, com medições realizadas no mínimo duas vezes por ano. Controle da Hipertensão: Tratamento e Prevenção Através de Mudanças de Hábito Embora a hipertensão arterial não tenha cura, ela pode ser efetivamente controlada com tratamento adequado. O Ministério da Saúde

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Vacinação nas Escolas: Campanha Nacional Busca Imunizar 27 Milhões de Estudantes Contra Doenças Graves Até 30 de Maio

A Semana de Vacinação nas Escolas está a todo vapor, com o objetivo ambicioso de imunizar 27 milhões de estudantes em todo o país. A campanha, que teve início na última sexta-feira (24), se estenderá até a próxima quinta-feira, 30 de maio, focando na atualização das cadernetas de vacinação de crianças e adolescentes. O público-alvo abrange jovens de 9 meses a 15 anos, com a oferta de seis tipos de vacinas cruciais para a prevenção de diversas doenças. A iniciativa busca garantir que a nova geração esteja protegida contra enfermidades que podem ter sérias consequências à saúde. Além disso, a campanha estende a proteção contra o HPV para jovens de 15 a 19 anos que ainda não completaram o esquema vacinal. A ação é uma parceria entre os Ministérios da Saúde e da Educação, integrando o Programa Saúde na Escola (PSE). Conforme informação divulgada pelo Ministério da Saúde, a campanha oferece vacinas contra HPV, febre amarela, tríplice viral, DTP (difteria, tétano e coqueluche), meningocócica ACWY e covid-19. A vacinação é conduzida por profissionais de saúde qualificados e requer autorização dos pais ou responsáveis legais. Atualização e Inovação: A Caderneta Digital no Meu SUS App O governo também tem incentivado o uso da Caderneta Digital de Vacinação da Criança, disponível no aplicativo Meu SUS Digital. Lançada em abril de 2025, a ferramenta já registrou mais de 3,3 milhões de acessos, permitindo o acompanhamento do histórico vacinal e a consulta de próximas doses. Recentemente, o aplicativo ganhou uma nova funcionalidade: o envio de lembretes automáticos para pais, mães e responsáveis. Esses alertas são gerados com base na idade das crianças, promovendo ativamente a atualização das cadernetas de vacinação e reforçando a importância da imunização contínua. Reversão Histórica: Coberturas Vacinais em Ascensão O Ministério da Saúde celebrou a reversão da queda nas coberturas vacinais observada nos anos anteriores, um cenário agravado pelos impactos da pandemia de covid-19. Em 2025, todas as vacinas do calendário infantil apresentaram um aumento significativo em suas coberturas, comparado a 2022. Um destaque é a vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola. Sua cobertura alcançou 92,96%, um avanço notável em relação aos 80,7% registrados em 2022. Esse resultado é fundamental para manter o Brasil livre do sarampo, mesmo diante do aumento de casos em outras regiões. Proteção Contra HPV e Meningite Reforçada A vacinação contra o HPV, essencial na prevenção do câncer de colo de útero, também apresentou resultados positivos. A cobertura atingiu 86,11% entre meninas de 9 a 14 anos e 74,46% entre os meninos. No público feminino, o índice é notavelmente superior à média mundial, demonstrando o compromisso com a saúde das jovens brasileiras. No combate à meningite, a cobertura da vacina meningocócica ACWY saltou de 45,8% em 2022 para 67,75% em 2025. Esses dados reforçam a eficácia das estratégias de vacinação e a importância da adesão da população às campanhas.

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Febre Amarela Mata Mais Duas Pessoas no Estado de São Paulo, Reforçando Alerta para Vacinação Gratuita

Estado de São Paulo registra duas novas mortes por febre amarela, acendendo sinal de alerta sobre a importância da vacinação O estado de São Paulo confirmou mais dois óbitos em decorrência da febre amarela, elevando o número de casos e mortes pela doença no território paulista. A Secretaria da Saúde divulgou nesta quinta-feira (23) um boletim com três novos casos registrados, sendo que dois pacientes, ambos homens residentes do Vale do Paraíba, não resistiram ao vírus. As vítimas fatais tinham 56 e 53 anos e eram moradores da cidade de Lagoinha. O terceiro caso confirmado foi em Araçariquama, na região de Sorocaba, mas o paciente, um homem de 43 anos, conseguiu se recuperar da doença, demonstrando a importância do acompanhamento médico. A pasta da Saúde reforça que a vacinação é a medida mais eficaz e segura para a prevenção da febre amarela. Todos os casos recentes registrados neste ano tiveram como característica comum a **falta de histórico de vacinação** nos pacientes infectados. A vacina é gratuita e está disponível em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e postos de saúde do SUS. Casos Anteriores e Recomendações de Vacinação Na semana anterior, a Secretaria de Saúde já havia notificado outros três casos de febre amarela. Desses, um homem de 38 anos, da cidade de Cunha, também localizado no Vale do Paraíba, faleceu. Em Cruzeiro, outra cidade da mesma região, dois pacientes se recuperaram da doença. Esses dados reforçam a circulação do vírus em algumas áreas do estado. Esquema Vacinal para Todas as Idades A vacina contra a febre amarela é fundamental para a proteção individual e coletiva. Para crianças, o esquema vacinal prevê uma dose aos 9 meses de idade e um reforço aos 4 anos. Pessoas que receberam a primeira dose antes dos 5 anos devem procurar um posto de saúde para tomar o reforço. Quem Deve se Vacinar? A orientação é que pessoas de 5 a 59 anos que nunca foram vacinadas contra a febre amarela também recebam a dose. A vacina é a principal ferramenta para evitar o desenvolvimento da forma grave da doença e, consequentemente, óbitos. A Secretaria da Saúde de São Paulo incentiva a população a verificar seu cartão de vacinação e procurar a unidade de saúde mais próxima. A Febre Amarela: Sintomas e Prevenção A febre amarela é uma doença infecciosa grave, transmitida por mosquitos infectados. Os sintomas podem incluir febre alta, dores musculares, dor de cabeça e icterícia (pele e olhos amarelados). A doença pode evoluir para quadros hemorrágicos e levar à morte em casos graves. A **vacinação é a forma mais eficaz de prevenção** e está disponível gratuitamente pelo SUS.

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Anvisa Libera Mounjaro para Crianças e Adolescentes com Diabetes Tipo 2: Nova Era no Tratamento Pediátrico

Anvisa aprova Mounjaro para crianças e adolescentes com diabetes tipo 2 A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou nesta quarta-feira (22) uma importante atualização em suas diretrizes: a aprovação do uso do medicamento Mounjaro para o tratamento de diabetes tipo 2 em crianças a partir dos 10 anos de idade. Esta decisão representa uma ampliação significativa do acesso a terapias inovadoras para a população pediátrica, que antes contava apenas com indicações para uso adulto. A novidade foi comunicada pela Anvisa por meio de uma nota oficial, onde a agência esclarece que as demais indicações do Mounjaro permanecem restritas aos adultos. A única alteração, portanto, foca na expansão da faixa etária para o tratamento do diabetes, passando a incluir o público infantojuvenil. O Mounjaro, conhecido por sua eficácia, pertence à classe dos agonistas do receptor GLP-1, um grupo de medicamentos popularmente associado às chamadas “canetas emagrecedoras”. A aprovação para uso pediátrico abre novas perspectivas para o controle da doença em jovens pacientes. Conforme informado pela Anvisa, essa mudança visa oferecer mais opções terapêuticas seguras e eficazes para crianças e adolescentes com diabetes tipo 2. Avanços na Regulamentação de Medicamentos Paralelamente a esta importante aprovação, a Anvisa tem intensificado seus esforços na regulamentação de medicamentos. Na próxima semana, a diretoria colegiada da agência debaterá uma proposta de instrução normativa que definirá procedimentos e requisitos técnicos para a manipulação das “canetas emagrecedoras”. Esta nova norma integra um plano de ação mais amplo, anunciado recentemente, que engloba medidas regulatórias e de fiscalização. O objetivo é garantir a segurança e a qualidade desses medicamentos, especialmente diante de seu uso crescente. Grupos de Trabalho para Segurança e Controle A agência também tem atuado na criação de mecanismos para fortalecer a vigilância sanitária. Na semana passada, foram publicadas portarias que estabelecem dois grupos de trabalho dedicados a dar suporte à atuação da Anvisa no controle sanitário e na segurança de pacientes que utilizam “canetas emagrecedoras”. O primeiro grupo, instituído pela Portaria 488/2026, contará com a participação de representantes de importantes conselhos federais, como Farmácia, Medicina e Odontologia. O segundo grupo, formalizado pela Portaria 489/2026, terá a tarefa de acompanhar e avaliar a implementação do plano de ação da Anvisa, além de subsidiar a diretoria colegiada com propostas de aprimoramento contínuo.

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