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Saúde e bem estar

Segurança do Paciente: Conheça Estratégias Essenciais para Prevenir e Gerenciar Doenças Crônicas e Não Transmissíveis

Cuidado Seguro para Doenças Não Transmissíveis: Um Guia Essencial para a Segurança do Paciente O Dia Mundial da Segurança do Paciente, celebrado em 17 de setembro, lança um holofote crucial sobre a segurança em todas as etapas do cuidado com a saúde. O foco deste ano, “Cuidado seguro para doenças não transmissíveis”, ressalta a necessidade de atenção desde a prevenção e diagnóstico até o tratamento, reabilitação, cuidados paliativos e o fundamental autocuidado. As doenças não transmissíveis (DNTs), também conhecidas como doenças crônicas, representam um desafio global imenso. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que elas são responsáveis por uma parcela alarmante de 74% das mortes em todo o mundo, afetando bilhões de pessoas e exigindo atenção contínua. Entender a natureza dessas condições é o primeiro passo para uma gestão eficaz. As DNTs são enfermidades de longa duração, como doenças cardiovasculares, diversos tipos de câncer, diabetes e doenças respiratórias crônicas. Elas podem acometer indivíduos em qualquer faixa etária e demandam acompanhamento médico e cuidados constantes ao longo da vida. Conforme informações divulgadas pela OMS, o enfrentamento dessas enfermidades é uma prioridade global, com destaque para o acesso a cuidados seguros e de qualidade. A Importância da Participação Ativa do Paciente No Brasil, o Ministério da Saúde enfatiza que a participação ativa do paciente nas decisões sobre seu tratamento e a compreensão do plano de cuidado são pilares da segurança do paciente. Essa abordagem colaborativa fortalece o vínculo entre profissional e paciente, promovendo um cuidado mais eficaz e personalizado. É fundamental que pacientes e seus familiares se sintam à vontade para questionar. Perguntar sobre o objetivo do tratamento, o uso correto de medicamentos, possíveis reações que necessitem de atenção especial, a data prevista para o retorno ao médico e onde buscar ajuda em caso de piora são atitudes que garantem maior controle sobre a própria saúde. O Ministério da Saúde reforça a importância de pedir explicações em linguagem simples caso alguma informação não esteja clara. Essa comunicação aberta e acessível é essencial para que o paciente compreenda integralmente as orientações recebidas, diminuindo o risco de erros e promovendo a adesão ao tratamento. Acompanhamento Contínuo e Rede de Apoio Para garantir a segurança e a eficácia do tratamento de doenças crônicas, o acompanhamento regular é indispensável. Essa prática permite que os profissionais de saúde avaliem a evolução da condição do paciente, realizem ajustes necessários no tratamento e coordenem o cuidado entre diferentes serviços de saúde, promovendo uma atenção integral. A recomendação é que, sempre que possível, o paciente compareça às consultas acompanhado de alguém de confiança. Essa rede de apoio pode ser crucial, especialmente para aqueles que têm dificuldade em compreender ou memorizar as orientações médicas. Anotar as informações mais importantes recebidas durante a consulta também é uma estratégia valiosa para manter a continuidade do cuidado e garantir que nada seja esquecido. Em situações de piora repentina da condição de saúde ou em casos de emergência, a orientação é buscar atendimento médico imediatamente. Acionar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência

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Polilaminina: Testes em humanos para lesão medular iniciam este mês com esperança de recuperar movimentos

Esperança para pacientes com lesão medular: Testes clínicos da polilaminina começam em breve A expectativa para pacientes com lesão na medula espinhal ganha força com o início dos testes clínicos de fase 1 da polilaminina. Este mês marca o começo de uma nova jornada para a substância, que tem o potencial de ajudar na recuperação de movimentos. Desenvolvida em parceria pela farmacêutica Cristália e pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a polilaminina representa um avanço significativo na busca por tratamentos mais eficazes para as consequências de traumas medulares. Os resultados iniciais em estudos anteriores geraram grande interesse, e agora a ciência busca comprovar, com rigor e segurança, os benefícios desta inovadora substância. Conforme divulgado pela farmacêutica Cristália, a primeira fase dos estudos clínicos com a polilaminina será iniciada no dia 24 deste mês. Recrutamento e Critérios para Pacientes Voluntários A fase inicial envolverá o recrutamento de cinco pacientes voluntários, com idades entre 18 e 72 anos. O principal objetivo desta etapa é **comprovar a segurança da polilaminina em humanos**, garantindo que não haja riscos ou efeitos adversos superiores aos potenciais benefícios. A eficácia da substância será avaliada em fases posteriores do estudo. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou os testes, estabelecendo critérios rigorosos para a seleção dos participantes. Todos os voluntários devem apresentar **lesão medular completa**, localizada entre as vértebras T2 e T10, resultado de um trauma recente, ocorrido há menos de 72 horas. Além disso, os pacientes devem ter indicação médica para **cirurgia de descompressão medular**. Essa seleção criteriosa visa garantir que os testes sejam realizados nas condições mais adequadas para a obtenção de dados confiáveis. O Processo de Aplicação e Acompanhamento dos Pacientes Os voluntários selecionados serão atendidos em hospitais de referência em São Paulo, o Hospital das Clínicas e a Santa Casa de Misericórdia. As equipes cirúrgicas responsáveis pela aplicação da polilaminina são altamente treinadas para administrar a substância **diretamente na medula** durante o procedimento cirúrgico. Após a cirurgia, os pacientes iniciarão um programa de reabilitação na AACD (Associação de Assistência à Criança Deficiente). Durante seis meses, a equipe de pesquisa realizará um acompanhamento detalhado, monitorando a evolução e quaisquer reações à substância. Entendendo a Polilaminina: Da Proteína Natural à Molécula Sintética A polilaminina é uma substância criada em laboratório a partir da laminina, uma proteína fundamental presente no corpo humano. A descoberta e a pesquisa sobre o potencial da polilaminina são fruto de mais de 20 anos de dedicação da professora e pesquisadora da UFRJ, Tatiana Sampaio. No sistema nervoso, a laminina desempenha um papel crucial na **movimentação dos axônios**, que são as partes dos neurônios responsáveis pela transmissão de sinais elétricos e químicos. A hipótese é que a polilaminina possa **restaurar a conexão nervosa interrompida** em casos de lesão medular. Estudos anteriores com resultados promissores em ratos levaram a um estudo-piloto entre 2016 e 2021. Nesta pesquisa, a substância foi aplicada em oito pessoas que também passaram por cirurgia de descompressão. Desses, três pacientes faleceram devido às lesões, mas os

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Alerta Sarampo em SP: 4 Novos Casos Elevam Total para 36 em 2026, Capital Concentra Maioria das Infecções

São Paulo registra aumento de casos de sarampo, totalizando 36 em 2026 A Secretaria de Saúde do estado de São Paulo anunciou nesta terça-feira (15) a confirmação de quatro novos casos de sarampo, elevando o número total de registros da doença para 36 neste ano. A situação acende um alerta entre as autoridades sanitárias, especialmente pela concentração de infecções na capital paulista. Dos novos pacientes diagnosticados, três são moradores da capital. Entre eles, duas crianças com menos de dois anos apresentavam esquema de vacinação incompleto, e uma mulher de 24 anos, que, apesar de ter histórico de vacinação, contraiu a doença. O quarto caso confirmado é de um homem de 36 anos residente em Santo André, no ABC Paulista, que também possuía registro de vacinação. A capital paulista se destaca ao concentrar a **maioria das infecções**, representando 88% do total de casos no estado. Atualmente, são 32 casos registrados na capital, somados a dois em São Bernardo do Campo e um em Guarulhos e Santo André, cada um. A preocupação das autoridades de saúde cresce diante da **baixa adesão à vacinação**, um fator crucial na contenção da disseminação do sarampo. Do total de 36 casos identificados, 26 envolvem pessoas sem histórico vacinal ou com o esquema contra o sarampo incompleto, conforme informação divulgada pela Secretaria de Saúde. Monitoramento e controle de transmissão do sarampo Em relação aos casos de sarampo, a Secretaria de Saúde informou que dois casos importados foram registrados entre março e abril, e após 12 semanas sem novos contágios, a ocorrência desse tipo de transmissão foi declarada encerrada. As demais notificações, ocorridas entre junho e agosto, já tiveram seus locais de transmissão mapeados e estão sob **rigoroso monitoramento** do Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado de São Paulo (CVE-SP), em colaboração com as vigilâncias municipais. As equipes de saúde estão ativamente engajadas em investigações epidemiológicas. Elas trabalham para identificar e acompanhar pessoas que tiveram contato com os pacientes infectados. Sempre que necessário, a **vacina de bloqueio** é aplicada para prevenir a disseminação do sarampo e garantir a segurança da população. Vacinação gratuita é a principal defesa contra o sarampo A vacinação é reconhecida como a **principal e mais segura forma de prevenção contra o sarampo**. A vacina tríplice viral, oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), protege não apenas contra o sarampo, mas também contra a caxumba e a rubéola. A imunização está disponível nos postos de saúde em todos os 645 municípios paulistas. As autoridades de saúde reforçam a importância de manter o calendário vacinal atualizado. Crianças a partir de 12 meses devem receber a primeira dose, e aos 15 meses, a segunda. Jovens de 15 meses a 29 anos precisam ter as duas doses com um intervalo mínimo de 30 dias. Adultos de 30 a 59 anos devem ter ao menos uma dose registrada, e trabalhadores da saúde, independentemente da idade, necessitam de duas doses. Dose zero para bebês em áreas específicas Em municípios como São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo, está

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SUS Acelera: Mais de 7,5 Milhões de Cirurgias Eletivas Realizadas no 1º Semestre com Crescimento Recorde

SUS registra marca expressiva com mais de 7,5 milhões de cirurgias eletivas no primeiro semestre O Sistema Único de Saúde (SUS) alcançou um marco significativo ao realizar mais de 7,5 milhões de cirurgias eletivas no primeiro semestre deste ano. Este número representa um expressivo aumento de 8% em comparação com o mesmo período do ano anterior, totalizando 608 mil procedimentos adicionais, conforme divulgado pelo governo federal. Essa expansão consolida a tendência de crescimento observada nos últimos anos, que já havia levado o país a atingir a marca de 14,9 milhões de cirurgias eletivas em 2025. A notícia traz um alívio para milhares de pacientes que aguardam por procedimentos, demonstrando a capacidade do sistema público em atender à demanda crescente. O avanço foi distribuído por 20 estados brasileiros, com destaques para o Distrito Federal, que liderou o crescimento com 31%, seguido por Sergipe (25%), Paraíba (23%), Bahia e Ceará, ambos com 20%. Outras regiões como Amapá (18%), Alagoas e Piauí (15%), Roraima (14%), Minas Gerais (13%), Goiás (12%), Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul (11%) também apresentaram aumentos relevantes. Programa “Agora Tem Especialistas” é motor do aumento Uma parcela considerável desses procedimentos, especificamente 2,92 milhões de cirurgias, foi realizada no âmbito do programa “Agora Tem Especialistas”. Este programa, que atua entre janeiro e junho deste ano, tem como principal objetivo a redução do tempo de espera por atendimentos de média e alta complexidade no SUS. Para alcançar suas metas, a iniciativa investe na ampliação de mutirões assistenciais, no uso estratégico de unidades móveis de saúde (as chamadas carretas), na aquisição de transporte sanitário e no fortalecimento da Telessaúde, buscando otimizar o acesso e a agilidade no atendimento. Projeções otimistas para o fim do ano Com base nos resultados já apresentados, o Ministério da Saúde projeta que o SUS ultrapasse a marca de 15 milhões de cirurgias eletivas em 2026. Este número superaria os 14,9 milhões registrados em 2025, indicando um contínuo e robusto crescimento na oferta de serviços cirúrgicos pelo sistema público de saúde brasileiro.

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IBGE acionará PF e AGU contra fake news sobre Pesquisa Nacional de Saúde que criam pânico sobre ‘DNA estatal’

IBGE vai à Polícia Federal e AGU contra fake news sobre Pesquisa Nacional de Saúde 2026 O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) anunciou que tomará medidas legais contra a disseminação de notícias falsas na internet. A desinformação em questão circula nas redes sociais e alega que a Pesquisa Nacional de Saúde (PMS 2026) seria utilizada para a criação de um “banco de DNA estatal”. O órgão de estatística repudiou veementemente tais alegações, classificando-as como fake news. O IBGE esclareceu que a coleta de amostras biológicas, como sangue e urina, faz parte dos procedimentos da pesquisa e tem objetivos estritamente científicos. As informações falsas, segundo o instituto, têm impactado a condução do levantamento em todo o país. Diante da gravidade da situação e do potencial prejuízo à operação, o IBGE decidiu acionar a Polícia Federal e a Advocacia-Geral da União (AGU) para identificar e responsabilizar os envolvidos na propagação das mentiras. Conforme informado pelo próprio IBGE, os responsáveis precisam ser devidamente identificados. Entenda a Pesquisa Nacional de Saúde A Pesquisa Nacional de Saúde, agora em sua terceira edição, é realizada em parceria com o Ministério da Saúde. Seu objetivo principal é coletar dados essenciais para o planejamento de políticas públicas na área da saúde. Os indicadores gerados auxiliam na elaboração de ações de prevenção, serviços de saúde e campanhas de vacinação, além de promoverem a alimentação saudável. O levantamento, que teve início em julho, tem previsão de visitar cerca de 140 mil domicílios em todo o Brasil. A pesquisa busca obter informações detalhadas sobre os hábitos de vida da população e o acesso aos serviços de saúde. Agentes de pesquisa também realizarão medições de peso, aferição de pressão arterial e verificação de altura de alguns entrevistados. Coleta de amostras biológicas tem fins específicos Uma parte importante da PMS 2026 envolve a coleta de sangue e urina. Essa coleta é realizada por profissionais qualificados e abrangerá um público de 15 mil a 20 mil pessoas com 35 anos ou mais. O IBGE enfatiza que o material biológico coletado é utilizado **exclusivamente para os objetivos de pesquisa**, visando investigar, por exemplo, os níveis de glicose, colesterol e creatinina na população brasileira. Ao final do processo de pesquisa, o IBGE garante que os materiais biológicos coletados serão **descartados**. A participação na PMS 2026, conforme destaca o instituto, é uma contribuição valiosa para que o Brasil compreenda melhor sua população e possa planejar, tanto no presente quanto no futuro, cuidados de saúde que estejam verdadeiramente alinhados às necessidades dos brasileiros. Impacto da desinformação na saúde pública A disseminação de fake news sobre pesquisas de saúde como a PMS 2026 representa um grave risco para a saúde pública. Informações falsas podem gerar medo e desconfiança na população, levando à recusa em participar de estudos importantes. Isso, por sua vez, compromete a capacidade do governo de obter dados precisos para a formulação de políticas eficazes. O IBGE reitera a importância da veracidade das informações e a necessidade de combater a desinformação. A colaboração da população,

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SUS Vacina Mais de 1 Milhão de Crianças com Pneumo 20: Nova Vacina Contra Meningite e Pneumonia Amplia Proteção

SUS celebra vacinação de mais de 1 milhão de crianças com a nova Pneumo 20, ampliando proteção contra meningite e pneumonia. O Sistema Único de Saúde (SUS) alcançou um marco significativo na proteção da infância, vacinando mais de 1 milhão de crianças com a vacina Pneumo 20. Esta nova estratégia nacional de imunização, iniciada em junho deste ano, visa prevenir as formas graves de doenças pneumocócicas, como pneumonia e meningite. A vacina Pneumo 20 protege contra 20 sorotipos da bactéria Streptococcus pneumoniae, oferecendo uma cobertura mais ampla em comparação com a versão anterior. A iniciativa representa um avanço importante na saúde pública brasileira, especialmente para um público tão vulnerável. O anúncio foi feito pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, reforçando o compromisso do governo com a saúde infantil. A meta é reduzir internações, complicações e mortes causadas por essas doenças, que ainda representam um desafio considerável. A Nova Vacina Pneumo 20: Um Escudo Contra Doenças Graves A vacina Pneumo 20 foi incorporada ao Calendário Nacional de Vacinação, com o objetivo de substituir gradualmente a vacina Pneumo 10 no esquema infantil. Essa transição busca garantir que todas as crianças recebam a proteção mais completa possível contra as infecções causadas pela bactéria pneumococo. O Ministério da Saúde esclarece que, durante o período de transição, os estoques remanescentes da vacina Pneumo 10 serão utilizados. Por isso, temporariamente, o esquema de vacinação poderá combinar as duas doses, garantindo a continuidade da proteção enquanto a nova vacina é implementada em larga escala. Impacto na Redução de Internações e Mortes A ampliação da cobertura vacinal com a Pneumo 20 tem um impacto direto na redução de casos graves e óbitos, especialmente em crianças menores de 5 anos. Este grupo etário é particularmente suscetível às complicações das doenças pneumocócicas, que podem levar a quadros sérios e até fatais. Dados recentes do Ministério da Saúde revelam a gravidade do problema. Entre 2023 e 2025, o Brasil registrou 4,6 mil casos de meningite pneumocócica, com uma taxa de letalidade de 30%, resultando em 1,4 mil mortes. No mesmo período, crianças menores de 5 anos foram particularmente afetadas, com 589 casos e 187 óbitos pela doença. A Importância da Vacinação Contínua A vacinação é a forma mais eficaz de prevenir as doenças pneumocócicas e suas consequências devastadoras. A introdução da Pneumo 20 pelo SUS é um passo fundamental para fortalecer a imunidade coletiva e proteger as futuras gerações. O Ministério da Saúde reforça a importância de manter o calendário de vacinação em dia e incentiva os pais e responsáveis a levarem seus filhos para receberem a dose da Pneumo 20. A adesão à vacinação é um ato de cuidado individual e coletivo, essencial para a erradicação de doenças preveníveis.

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Alerta no Amazonas: Sarampo chega a Tabatinga com 3 casos confirmados e 2 sob investigação; entenda o risco de reintrodução da doença no Brasil

Amazonas confirma casos de sarampo e intensifica vigilância na fronteira Três casos de sarampo foram confirmados na cidade de Tabatinga, no Amazonas, localizada na tríplice fronteira com a Colômbia e o Peru. Os indivíduos infectados são procedentes da cidade peruana de Alto Monte e não possuíam vacinação contra a doença, conforme informações da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM). Entre os casos confirmados estão uma mulher de 24 anos e duas crianças, de 8 e 1 ano de idade. Eles apresentaram sintomas após estarem recentemente no Peru e receberem atendimento médico no país vizinho. A mulher relatou ter tido contato com um irmão que também apresentava sinais da doença. Todos os três permanecem em isolamento em Tabatinga. A situação acende um alerta sobre a importância da vacinação e da vigilância sanitária, especialmente em áreas de fronteira. O Ministério da Saúde já informou que está intensificando as ações de vigilância contra o sarampo no estado e enviará equipes de apoio aos municípios de Tabatinga e Carauari. A notícia é um lembrete da necessidade de manter a cobertura vacinal alta para evitar a reintrodução do sarampo no país, que tem status de área livre da doença. Dois casos suspeitos e ações de contenção Além dos casos confirmados, a FVS-AM investiga outros dois casos em Tabatinga. Um deles é de um menino de dois anos, também de nacionalidade peruana, que viveu no Brasil por quase um ano e retornou recentemente. Outro caso suspeito em investigação é o de uma menina de 1 ano em Carauari, que apresenta sintomas típicos da doença, mas sem histórico de viagem internacional ou contato com pessoas com suspeita de sarampo. Para conter a possível disseminação do vírus, as autoridades estão monitorando a saúde de pessoas que tiveram contato com os casos confirmados ou suspeitos. Foi realizado um bloqueio vacinal, reforçando a imunização contra o sarampo na comunidade para prevenir a propagação. Sarampo nas Américas e a importância da vacinação O Ministério da Saúde destacou que os casos ocorrem em meio a surtos em outros países das Américas. O Peru é um dos países com maior número de registros, com quase 2 mil casos confirmados, atrás de Guatemala, México e Estados Unidos. Conforme a Organização Panamericana de Saúde, mais de 47 mil casos foram confirmados no continente, resultando em 44 óbitos. Renato Kfouri, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações, ressalta que casos importados podem iniciar cadeias de transmissão no Brasil. “É fundamental a vigilância, o bloqueio desses casos confirmados, a vacinação de pessoas suscetíveis que tiveram contato. Com esses estados registrando casos, sempre há um risco de retorno da doença. Geralmente a porta de entrada são os locais de imigração”, explicou Kfouri. Cobertura vacinal é a principal defesa Até o momento, o Brasil registrou 36 casos de sarampo em 2026, sendo 32 em São Paulo, 1 no Rio de Janeiro e os 3 no Amazonas. Kfouri reforça que o país tem implementado medidas para evitar a transmissão sustentada, como a aplicação da “dose zero” em bebês de

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Miopia em Crianças: Oftalmologistas Revelam Alerta Urgente Sobre Uso de Telas e a Necessidade de Mais Tempo ao Ar Livre

Oftalmologistas alertam para o aumento preocupante da miopia em crianças e adolescentes, associando o problema ao uso excessivo de telas e à falta de exposição à luz natural. Em resposta a essa crescente preocupação, a Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica (SBOP) e o Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) lançaram a cartilha Mais Tempo ao Ar Livre, Mais Saúde para os Olhos. O material visa conscientizar famílias e profissionais de saúde sobre as medidas preventivas e de controle da miopia. Divulgada durante o 70º Congresso Brasileiro de Oftalmologia, em Salvador, a cartilha destina-se a pacientes, familiares, profissionais da saúde e educação, e será amplamente distribuída em todo o país. O objetivo é fornecer um guia prático com ações simples para integrar à rotina e combater a progressão da miopia infantil. A proposta é clara: incentivar um estilo de vida mais saudável para os olhos dos jovens. Conforme divulgado pelo CBO, a iniciativa busca oferecer um direcionamento acessível, sem a necessidade de investimentos em ferramentas ou medicamentos complexos, focando em mudanças comportamentais e na criatividade para incorporar atividades ao ar livre no dia a dia. A fonte das informações é o Conselho Brasileiro de Oftalmologia. A Importância Crucial do Tempo ao Ar Livre na Prevenção da Miopia A recomendação central da cartilha é que crianças e adolescentes dediquem pelo menos 2 horas diárias a atividades ao ar livre. Isso inclui desde brincadeiras simples e caminhadas até a prática de esportes mais estruturados. A exposição à luz natural é um fator protetor essencial contra o avanço da miopia, ajudando a reduzir o tempo gasto em atividades de perto e com os olhos fixos em superfícies, como as telas de dispositivos eletrônicos. Limites de Tempo de Tela: Um Guia para Cada Faixa Etária A publicação estabelece limites claros para o tempo de uso de telas, variando de acordo com a idade. Para menores de 2 anos, a recomendação é nenhum tempo de tela. Crianças de 2 a 5 anos devem ter o uso limitado a uma hora por dia. Entre 5 e 10 anos, o limite é de duas horas diárias, e para adolescentes de 10 a 18 anos, o tempo recomendado é de até três horas por dia. Dicas Adicionais para a Saúde Ocular Infantil Além de limitar o tempo de tela e incentivar atividades ao ar livre, o CBO orienta que sejam feitas pausas regulares durante atividades de perto. Manter uma distância adequada dos dispositivos eletrônicos e utilizar proteção solar quando estiver ao ar livre também são medidas importantes. Essas orientações visam proteger o sistema visual em formação, especialmente em crianças mais novas, que são mais vulneráveis. Projeto Pequenos Olhares CBO Oferece Atendimento Oftalmológico Gratuito O lançamento da cartilha ocorreu durante a 5ª edição do Projeto Pequenos Olhares CBO, que atendeu cerca de mil crianças e adolescentes em Salvador. Por meio de médicos voluntários, o projeto ofereceu consultas, exames de diagnóstico e a distribuição gratuita de óculos para aqueles que necessitam de correção visual, reforçando o compromisso com a saúde ocular infantil.

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Autismo: Médica Revela 3 Estratégias Essenciais para Consultas Oftalmológicas Tranquilas e Eficazes em Crianças

Oftalmologista Raíra Fortuna Compartilha Métodos Inovadores para Atendimento de Crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) Atender crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) no consultório oftalmológico pode apresentar desafios únicos. Hipersensibilidade sensorial, dificuldade com mudanças de rotina e baixa adesão a tratamentos domiciliares, como o uso de óculos, são algumas das barreiras enfrentadas. A oftalmologista Raíra Fortuna destaca que, embora cerca de 40% das crianças com TEA sofram de transtornos de ansiedade associados, menos de 4% dos médicos especialistas recebem capacitação específica para esse público. Muitas vezes, o que pode ser interpretado como mau comportamento é, na verdade, uma resposta à confusão ou sobrecarga em um ambiente não adaptado. Essa dificuldade em realizar exames oftalmológicos é preocupante, pois problemas como o estrabismo, que afeta cerca de 41% das crianças com TEA contra 3% das crianças com desenvolvimento típico, podem passar despercebidos, comprometendo a saúde ocular. Diante desse cenário, a Dra. Raíra Fortuna apresentou no 70º Congresso Brasileiro de Oftalmologia (CBO 2026) um conjunto de estratégias para tornar a consulta oftalmológica mais acessível e efetiva. As recomendações, que buscam adaptar o ambiente e a abordagem médica, são cruciais para garantir que crianças com TEA recebam o cuidado visual necessário, conforme informação divulgada durante o evento. Preparação Inteligente: Começando Antes da Consulta A consulta oftalmológica para crianças com TEA começa muito antes da chegada ao consultório. A especialista enfatiza a importância do **agendamento inteligente**, escolhendo o melhor horário para minimizar o tempo de espera e garantir um ambiente mais calmo. Outro ponto fundamental é o **questionário pré-consulta**, que coleta dados essenciais sobre o perfil sensorial da criança, seu nível de comunicação, interesses e possíveis gatilhos. Essa preparação permite que os pais forneçam previsibilidade, enviando aos pais vídeos curtos que mostram o consultório e os equipamentos, diminuindo a ansiedade. Adaptação do Ambiente para Reduzir Sobrecarga Sensorial A redução da sobrecarga sensorial é um dos pilares para um atendimento bem-sucedido. A Dra. Fortuna sugere oferecer uma **sala de espera mais tranquila**, ou até mesmo a opção de aguardar fora dela. É importante **minimizar sons desnecessários**, permitindo o uso de fones de ouvido, e **reduzir a intensidade das luzes**, evitando o uso de iluminação fluorescente. Permitir que a criança traga objetos de conforto, como brinquedos sensoriais ou itens familiares, também contribui significativamente para um ambiente mais acolhedor e seguro. Execução do Exame com Empatia e Paciência Durante a execução do exame, a comunicação clara e objetiva é primordial. Utilizar **frases curtas e diretas** para explicar cada passo, **mostrar os equipamentos** antes de usá-los e garantir um **tempo adequado para processamento das informações** pelo paciente são atitudes essenciais. Começar por exames que exigem maior concentração, oferecer **escolhas à criança** (como qual olho examinar primeiro) e permitir intervalos entre os procedimentos ajudam a criança a se sentir mais no controle. Avisar antes de qualquer toque físico é crucial para evitar surpresas e garantir a confiança. Capacitação e Investimento Valem a Pena A médica reforça que, quando um exame oftalmológico não é bem-sucedido com uma criança com

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Reabilitação Visual no Brasil: IA e Rede Multiprofissional Transformam Vidas com Baixa Visão e Cegueira

Cuidado multiprofissional e inteligência artificial se unem para reabilitar a visão no Brasil. O Brasil conta com 95 Centros de Reabilitação (CERs) dedicados a auxiliar pessoas com baixa visão ou cegueira a recuperar sua autonomia. Esses serviços, oferecidos gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), são essenciais, mas ainda pouco conhecidos pela população e até mesmo por profissionais de saúde. A falta de informação sobre a existência e a qualidade desses atendimentos é um dos principais obstáculos. O Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) destaca a importância de uma rede de saúde bem estruturada e comunicativa para facilitar o acesso a esses recursos vitais. Para combater o desconhecimento, o CBO mapeou os centros disponíveis em todo o país, criando um guia para pacientes e profissionais. Essa iniciativa visa garantir que todos saibam onde buscar ajuda especializada e que encontrem uma rede preparada para oferecer suporte integral, conforme informações divulgadas pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia. Rede de Atenção e Desconhecimento: Um Desafio a Superar Apesar de existirem 95 Centros de Reabilitação (CERs) espalhados por todas as regiões do Brasil, muitos brasileiros desconhecem esses locais. O CBO ressalta que o acesso a um atendimento de alta qualidade e gratuito é dificultado pela falta de divulgação e pela pouca integração entre os diferentes níveis de atenção do SUS. O levantamento do CBO, conduzido pela oftalmologista Karina Eiko Yamashita, revelou a distribuição geográfica dos CERs: 39 no Sudeste, 31 no Nordeste, 12 no Norte, 9 no Sul e 4 no Centro-Oeste. A entidade considera a publicação desse mapeamento uma “bússola” fundamental para direcionar pacientes e profissionais. A comunicação eficaz entre postos de saúde e centros de alta complexidade é vista como crucial para otimizar o encaminhamento de pacientes. O objetivo é não apenas diagnosticar, mas garantir que cada indivíduo receba o suporte necessário para ter sua autonomia e qualidade de vida restauradas. Inteligência Artificial: Um Novo Aliado na Reabilitação Visual Além da rede de cuidados multiprofissional, a inteligência artificial (IA) surge como um poderoso “novo aliado” no processo de reabilitação visual. Tecnologias como bengalas inteligentes, que utilizam comandos de voz para detectar obstáculos, e sistemas de audiodescrição, capazes de analisar imagens e textos, estão ampliando significativamente a independência dos usuários. Essas inovações, que há poucos anos seriam inimagináveis, oferecem novas possibilidades para tarefas cotidianas. A IA auxilia na locomoção e na compreensão do ambiente, promovendo maior segurança e praticidade para quem vive com baixa visão ou cegueira. O CBO alerta, contudo, que o acompanhamento oftalmológico profissional continua sendo indispensável. O oftalmologista é o profissional habilitado para avaliar a funcionalidade visual, orientar sobre o uso adequado das tecnologias assistivas e considerar o prognóstico de cada condição ocular. Atenção aos Riscos Éticos da IA na Acessibilidade Apesar dos avanços promissores, o CBO aponta para potenciais riscos éticos na aplicação da IA para acessibilidade. Sistemas de audiodescrição, por exemplo, dependem de bases de dados que podem conter vieses. Isso exige uma atenção redobrada, especialmente quando se trata de públicos que já enfrentam vulnerabilidades. É fundamental que o desenvolvimento

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Segurança do Paciente: Conheça Estratégias Essenciais para Prevenir e Gerenciar Doenças Crônicas e Não Transmissíveis

Cuidado Seguro para Doenças Não Transmissíveis: Um Guia Essencial para a Segurança do Paciente O Dia Mundial da Segurança do Paciente, celebrado em 17 de setembro, lança um holofote crucial sobre a segurança em todas as etapas do cuidado com a saúde. O foco deste ano, “Cuidado seguro para doenças não transmissíveis”, ressalta a necessidade de atenção desde a prevenção e diagnóstico até o tratamento, reabilitação, cuidados paliativos e o fundamental autocuidado. As doenças não transmissíveis (DNTs), também conhecidas como doenças crônicas, representam um desafio global imenso. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que elas são responsáveis por uma parcela alarmante de 74% das mortes em todo o mundo, afetando bilhões de pessoas e exigindo atenção contínua. Entender a natureza dessas condições é o primeiro passo para uma gestão eficaz. As DNTs são enfermidades de longa duração, como doenças cardiovasculares, diversos tipos de câncer, diabetes e doenças respiratórias crônicas. Elas podem acometer indivíduos em qualquer faixa etária e demandam acompanhamento médico e cuidados constantes ao longo da vida. Conforme informações divulgadas pela OMS, o enfrentamento dessas enfermidades é uma prioridade global, com destaque para o acesso a cuidados seguros e de qualidade. A Importância da Participação Ativa do Paciente No Brasil, o Ministério da Saúde enfatiza que a participação ativa do paciente nas decisões sobre seu tratamento e a compreensão do plano de cuidado são pilares da segurança do paciente. Essa abordagem colaborativa fortalece o vínculo entre profissional e paciente, promovendo um cuidado mais eficaz e personalizado. É fundamental que pacientes e seus familiares se sintam à vontade para questionar. Perguntar sobre o objetivo do tratamento, o uso correto de medicamentos, possíveis reações que necessitem de atenção especial, a data prevista para o retorno ao médico e onde buscar ajuda em caso de piora são atitudes que garantem maior controle sobre a própria saúde. O Ministério da Saúde reforça a importância de pedir explicações em linguagem simples caso alguma informação não esteja clara. Essa comunicação aberta e acessível é essencial para que o paciente compreenda integralmente as orientações recebidas, diminuindo o risco de erros e promovendo a adesão ao tratamento. Acompanhamento Contínuo e Rede de Apoio Para garantir a segurança e a eficácia do tratamento de doenças crônicas, o acompanhamento regular é indispensável. Essa prática permite que os profissionais de saúde avaliem a evolução da condição do paciente, realizem ajustes necessários no tratamento e coordenem o cuidado entre diferentes serviços de saúde, promovendo uma atenção integral. A recomendação é que, sempre que possível, o paciente compareça às consultas acompanhado de alguém de confiança. Essa rede de apoio pode ser crucial, especialmente para aqueles que têm dificuldade em compreender ou memorizar as orientações médicas. Anotar as informações mais importantes recebidas durante a consulta também é uma estratégia valiosa para manter a continuidade do cuidado e garantir que nada seja esquecido. Em situações de piora repentina da condição de saúde ou em casos de emergência, a orientação é buscar atendimento médico imediatamente. Acionar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência

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Polilaminina: Testes em humanos para lesão medular iniciam este mês com esperança de recuperar movimentos

Esperança para pacientes com lesão medular: Testes clínicos da polilaminina começam em breve A expectativa para pacientes com lesão na medula espinhal ganha força com o início dos testes clínicos de fase 1 da polilaminina. Este mês marca o começo de uma nova jornada para a substância, que tem o potencial de ajudar na recuperação de movimentos. Desenvolvida em parceria pela farmacêutica Cristália e pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a polilaminina representa um avanço significativo na busca por tratamentos mais eficazes para as consequências de traumas medulares. Os resultados iniciais em estudos anteriores geraram grande interesse, e agora a ciência busca comprovar, com rigor e segurança, os benefícios desta inovadora substância. Conforme divulgado pela farmacêutica Cristália, a primeira fase dos estudos clínicos com a polilaminina será iniciada no dia 24 deste mês. Recrutamento e Critérios para Pacientes Voluntários A fase inicial envolverá o recrutamento de cinco pacientes voluntários, com idades entre 18 e 72 anos. O principal objetivo desta etapa é **comprovar a segurança da polilaminina em humanos**, garantindo que não haja riscos ou efeitos adversos superiores aos potenciais benefícios. A eficácia da substância será avaliada em fases posteriores do estudo. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou os testes, estabelecendo critérios rigorosos para a seleção dos participantes. Todos os voluntários devem apresentar **lesão medular completa**, localizada entre as vértebras T2 e T10, resultado de um trauma recente, ocorrido há menos de 72 horas. Além disso, os pacientes devem ter indicação médica para **cirurgia de descompressão medular**. Essa seleção criteriosa visa garantir que os testes sejam realizados nas condições mais adequadas para a obtenção de dados confiáveis. O Processo de Aplicação e Acompanhamento dos Pacientes Os voluntários selecionados serão atendidos em hospitais de referência em São Paulo, o Hospital das Clínicas e a Santa Casa de Misericórdia. As equipes cirúrgicas responsáveis pela aplicação da polilaminina são altamente treinadas para administrar a substância **diretamente na medula** durante o procedimento cirúrgico. Após a cirurgia, os pacientes iniciarão um programa de reabilitação na AACD (Associação de Assistência à Criança Deficiente). Durante seis meses, a equipe de pesquisa realizará um acompanhamento detalhado, monitorando a evolução e quaisquer reações à substância. Entendendo a Polilaminina: Da Proteína Natural à Molécula Sintética A polilaminina é uma substância criada em laboratório a partir da laminina, uma proteína fundamental presente no corpo humano. A descoberta e a pesquisa sobre o potencial da polilaminina são fruto de mais de 20 anos de dedicação da professora e pesquisadora da UFRJ, Tatiana Sampaio. No sistema nervoso, a laminina desempenha um papel crucial na **movimentação dos axônios**, que são as partes dos neurônios responsáveis pela transmissão de sinais elétricos e químicos. A hipótese é que a polilaminina possa **restaurar a conexão nervosa interrompida** em casos de lesão medular. Estudos anteriores com resultados promissores em ratos levaram a um estudo-piloto entre 2016 e 2021. Nesta pesquisa, a substância foi aplicada em oito pessoas que também passaram por cirurgia de descompressão. Desses, três pacientes faleceram devido às lesões, mas os

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Alerta Sarampo em SP: 4 Novos Casos Elevam Total para 36 em 2026, Capital Concentra Maioria das Infecções

São Paulo registra aumento de casos de sarampo, totalizando 36 em 2026 A Secretaria de Saúde do estado de São Paulo anunciou nesta terça-feira (15) a confirmação de quatro novos casos de sarampo, elevando o número total de registros da doença para 36 neste ano. A situação acende um alerta entre as autoridades sanitárias, especialmente pela concentração de infecções na capital paulista. Dos novos pacientes diagnosticados, três são moradores da capital. Entre eles, duas crianças com menos de dois anos apresentavam esquema de vacinação incompleto, e uma mulher de 24 anos, que, apesar de ter histórico de vacinação, contraiu a doença. O quarto caso confirmado é de um homem de 36 anos residente em Santo André, no ABC Paulista, que também possuía registro de vacinação. A capital paulista se destaca ao concentrar a **maioria das infecções**, representando 88% do total de casos no estado. Atualmente, são 32 casos registrados na capital, somados a dois em São Bernardo do Campo e um em Guarulhos e Santo André, cada um. A preocupação das autoridades de saúde cresce diante da **baixa adesão à vacinação**, um fator crucial na contenção da disseminação do sarampo. Do total de 36 casos identificados, 26 envolvem pessoas sem histórico vacinal ou com o esquema contra o sarampo incompleto, conforme informação divulgada pela Secretaria de Saúde. Monitoramento e controle de transmissão do sarampo Em relação aos casos de sarampo, a Secretaria de Saúde informou que dois casos importados foram registrados entre março e abril, e após 12 semanas sem novos contágios, a ocorrência desse tipo de transmissão foi declarada encerrada. As demais notificações, ocorridas entre junho e agosto, já tiveram seus locais de transmissão mapeados e estão sob **rigoroso monitoramento** do Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado de São Paulo (CVE-SP), em colaboração com as vigilâncias municipais. As equipes de saúde estão ativamente engajadas em investigações epidemiológicas. Elas trabalham para identificar e acompanhar pessoas que tiveram contato com os pacientes infectados. Sempre que necessário, a **vacina de bloqueio** é aplicada para prevenir a disseminação do sarampo e garantir a segurança da população. Vacinação gratuita é a principal defesa contra o sarampo A vacinação é reconhecida como a **principal e mais segura forma de prevenção contra o sarampo**. A vacina tríplice viral, oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), protege não apenas contra o sarampo, mas também contra a caxumba e a rubéola. A imunização está disponível nos postos de saúde em todos os 645 municípios paulistas. As autoridades de saúde reforçam a importância de manter o calendário vacinal atualizado. Crianças a partir de 12 meses devem receber a primeira dose, e aos 15 meses, a segunda. Jovens de 15 meses a 29 anos precisam ter as duas doses com um intervalo mínimo de 30 dias. Adultos de 30 a 59 anos devem ter ao menos uma dose registrada, e trabalhadores da saúde, independentemente da idade, necessitam de duas doses. Dose zero para bebês em áreas específicas Em municípios como São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo, está

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SUS Acelera: Mais de 7,5 Milhões de Cirurgias Eletivas Realizadas no 1º Semestre com Crescimento Recorde

SUS registra marca expressiva com mais de 7,5 milhões de cirurgias eletivas no primeiro semestre O Sistema Único de Saúde (SUS) alcançou um marco significativo ao realizar mais de 7,5 milhões de cirurgias eletivas no primeiro semestre deste ano. Este número representa um expressivo aumento de 8% em comparação com o mesmo período do ano anterior, totalizando 608 mil procedimentos adicionais, conforme divulgado pelo governo federal. Essa expansão consolida a tendência de crescimento observada nos últimos anos, que já havia levado o país a atingir a marca de 14,9 milhões de cirurgias eletivas em 2025. A notícia traz um alívio para milhares de pacientes que aguardam por procedimentos, demonstrando a capacidade do sistema público em atender à demanda crescente. O avanço foi distribuído por 20 estados brasileiros, com destaques para o Distrito Federal, que liderou o crescimento com 31%, seguido por Sergipe (25%), Paraíba (23%), Bahia e Ceará, ambos com 20%. Outras regiões como Amapá (18%), Alagoas e Piauí (15%), Roraima (14%), Minas Gerais (13%), Goiás (12%), Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul (11%) também apresentaram aumentos relevantes. Programa “Agora Tem Especialistas” é motor do aumento Uma parcela considerável desses procedimentos, especificamente 2,92 milhões de cirurgias, foi realizada no âmbito do programa “Agora Tem Especialistas”. Este programa, que atua entre janeiro e junho deste ano, tem como principal objetivo a redução do tempo de espera por atendimentos de média e alta complexidade no SUS. Para alcançar suas metas, a iniciativa investe na ampliação de mutirões assistenciais, no uso estratégico de unidades móveis de saúde (as chamadas carretas), na aquisição de transporte sanitário e no fortalecimento da Telessaúde, buscando otimizar o acesso e a agilidade no atendimento. Projeções otimistas para o fim do ano Com base nos resultados já apresentados, o Ministério da Saúde projeta que o SUS ultrapasse a marca de 15 milhões de cirurgias eletivas em 2026. Este número superaria os 14,9 milhões registrados em 2025, indicando um contínuo e robusto crescimento na oferta de serviços cirúrgicos pelo sistema público de saúde brasileiro.

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IBGE acionará PF e AGU contra fake news sobre Pesquisa Nacional de Saúde que criam pânico sobre ‘DNA estatal’

IBGE vai à Polícia Federal e AGU contra fake news sobre Pesquisa Nacional de Saúde 2026 O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) anunciou que tomará medidas legais contra a disseminação de notícias falsas na internet. A desinformação em questão circula nas redes sociais e alega que a Pesquisa Nacional de Saúde (PMS 2026) seria utilizada para a criação de um “banco de DNA estatal”. O órgão de estatística repudiou veementemente tais alegações, classificando-as como fake news. O IBGE esclareceu que a coleta de amostras biológicas, como sangue e urina, faz parte dos procedimentos da pesquisa e tem objetivos estritamente científicos. As informações falsas, segundo o instituto, têm impactado a condução do levantamento em todo o país. Diante da gravidade da situação e do potencial prejuízo à operação, o IBGE decidiu acionar a Polícia Federal e a Advocacia-Geral da União (AGU) para identificar e responsabilizar os envolvidos na propagação das mentiras. Conforme informado pelo próprio IBGE, os responsáveis precisam ser devidamente identificados. Entenda a Pesquisa Nacional de Saúde A Pesquisa Nacional de Saúde, agora em sua terceira edição, é realizada em parceria com o Ministério da Saúde. Seu objetivo principal é coletar dados essenciais para o planejamento de políticas públicas na área da saúde. Os indicadores gerados auxiliam na elaboração de ações de prevenção, serviços de saúde e campanhas de vacinação, além de promoverem a alimentação saudável. O levantamento, que teve início em julho, tem previsão de visitar cerca de 140 mil domicílios em todo o Brasil. A pesquisa busca obter informações detalhadas sobre os hábitos de vida da população e o acesso aos serviços de saúde. Agentes de pesquisa também realizarão medições de peso, aferição de pressão arterial e verificação de altura de alguns entrevistados. Coleta de amostras biológicas tem fins específicos Uma parte importante da PMS 2026 envolve a coleta de sangue e urina. Essa coleta é realizada por profissionais qualificados e abrangerá um público de 15 mil a 20 mil pessoas com 35 anos ou mais. O IBGE enfatiza que o material biológico coletado é utilizado **exclusivamente para os objetivos de pesquisa**, visando investigar, por exemplo, os níveis de glicose, colesterol e creatinina na população brasileira. Ao final do processo de pesquisa, o IBGE garante que os materiais biológicos coletados serão **descartados**. A participação na PMS 2026, conforme destaca o instituto, é uma contribuição valiosa para que o Brasil compreenda melhor sua população e possa planejar, tanto no presente quanto no futuro, cuidados de saúde que estejam verdadeiramente alinhados às necessidades dos brasileiros. Impacto da desinformação na saúde pública A disseminação de fake news sobre pesquisas de saúde como a PMS 2026 representa um grave risco para a saúde pública. Informações falsas podem gerar medo e desconfiança na população, levando à recusa em participar de estudos importantes. Isso, por sua vez, compromete a capacidade do governo de obter dados precisos para a formulação de políticas eficazes. O IBGE reitera a importância da veracidade das informações e a necessidade de combater a desinformação. A colaboração da população,

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SUS Vacina Mais de 1 Milhão de Crianças com Pneumo 20: Nova Vacina Contra Meningite e Pneumonia Amplia Proteção

SUS celebra vacinação de mais de 1 milhão de crianças com a nova Pneumo 20, ampliando proteção contra meningite e pneumonia. O Sistema Único de Saúde (SUS) alcançou um marco significativo na proteção da infância, vacinando mais de 1 milhão de crianças com a vacina Pneumo 20. Esta nova estratégia nacional de imunização, iniciada em junho deste ano, visa prevenir as formas graves de doenças pneumocócicas, como pneumonia e meningite. A vacina Pneumo 20 protege contra 20 sorotipos da bactéria Streptococcus pneumoniae, oferecendo uma cobertura mais ampla em comparação com a versão anterior. A iniciativa representa um avanço importante na saúde pública brasileira, especialmente para um público tão vulnerável. O anúncio foi feito pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, reforçando o compromisso do governo com a saúde infantil. A meta é reduzir internações, complicações e mortes causadas por essas doenças, que ainda representam um desafio considerável. A Nova Vacina Pneumo 20: Um Escudo Contra Doenças Graves A vacina Pneumo 20 foi incorporada ao Calendário Nacional de Vacinação, com o objetivo de substituir gradualmente a vacina Pneumo 10 no esquema infantil. Essa transição busca garantir que todas as crianças recebam a proteção mais completa possível contra as infecções causadas pela bactéria pneumococo. O Ministério da Saúde esclarece que, durante o período de transição, os estoques remanescentes da vacina Pneumo 10 serão utilizados. Por isso, temporariamente, o esquema de vacinação poderá combinar as duas doses, garantindo a continuidade da proteção enquanto a nova vacina é implementada em larga escala. Impacto na Redução de Internações e Mortes A ampliação da cobertura vacinal com a Pneumo 20 tem um impacto direto na redução de casos graves e óbitos, especialmente em crianças menores de 5 anos. Este grupo etário é particularmente suscetível às complicações das doenças pneumocócicas, que podem levar a quadros sérios e até fatais. Dados recentes do Ministério da Saúde revelam a gravidade do problema. Entre 2023 e 2025, o Brasil registrou 4,6 mil casos de meningite pneumocócica, com uma taxa de letalidade de 30%, resultando em 1,4 mil mortes. No mesmo período, crianças menores de 5 anos foram particularmente afetadas, com 589 casos e 187 óbitos pela doença. A Importância da Vacinação Contínua A vacinação é a forma mais eficaz de prevenir as doenças pneumocócicas e suas consequências devastadoras. A introdução da Pneumo 20 pelo SUS é um passo fundamental para fortalecer a imunidade coletiva e proteger as futuras gerações. O Ministério da Saúde reforça a importância de manter o calendário de vacinação em dia e incentiva os pais e responsáveis a levarem seus filhos para receberem a dose da Pneumo 20. A adesão à vacinação é um ato de cuidado individual e coletivo, essencial para a erradicação de doenças preveníveis.

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Alerta no Amazonas: Sarampo chega a Tabatinga com 3 casos confirmados e 2 sob investigação; entenda o risco de reintrodução da doença no Brasil

Amazonas confirma casos de sarampo e intensifica vigilância na fronteira Três casos de sarampo foram confirmados na cidade de Tabatinga, no Amazonas, localizada na tríplice fronteira com a Colômbia e o Peru. Os indivíduos infectados são procedentes da cidade peruana de Alto Monte e não possuíam vacinação contra a doença, conforme informações da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM). Entre os casos confirmados estão uma mulher de 24 anos e duas crianças, de 8 e 1 ano de idade. Eles apresentaram sintomas após estarem recentemente no Peru e receberem atendimento médico no país vizinho. A mulher relatou ter tido contato com um irmão que também apresentava sinais da doença. Todos os três permanecem em isolamento em Tabatinga. A situação acende um alerta sobre a importância da vacinação e da vigilância sanitária, especialmente em áreas de fronteira. O Ministério da Saúde já informou que está intensificando as ações de vigilância contra o sarampo no estado e enviará equipes de apoio aos municípios de Tabatinga e Carauari. A notícia é um lembrete da necessidade de manter a cobertura vacinal alta para evitar a reintrodução do sarampo no país, que tem status de área livre da doença. Dois casos suspeitos e ações de contenção Além dos casos confirmados, a FVS-AM investiga outros dois casos em Tabatinga. Um deles é de um menino de dois anos, também de nacionalidade peruana, que viveu no Brasil por quase um ano e retornou recentemente. Outro caso suspeito em investigação é o de uma menina de 1 ano em Carauari, que apresenta sintomas típicos da doença, mas sem histórico de viagem internacional ou contato com pessoas com suspeita de sarampo. Para conter a possível disseminação do vírus, as autoridades estão monitorando a saúde de pessoas que tiveram contato com os casos confirmados ou suspeitos. Foi realizado um bloqueio vacinal, reforçando a imunização contra o sarampo na comunidade para prevenir a propagação. Sarampo nas Américas e a importância da vacinação O Ministério da Saúde destacou que os casos ocorrem em meio a surtos em outros países das Américas. O Peru é um dos países com maior número de registros, com quase 2 mil casos confirmados, atrás de Guatemala, México e Estados Unidos. Conforme a Organização Panamericana de Saúde, mais de 47 mil casos foram confirmados no continente, resultando em 44 óbitos. Renato Kfouri, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações, ressalta que casos importados podem iniciar cadeias de transmissão no Brasil. “É fundamental a vigilância, o bloqueio desses casos confirmados, a vacinação de pessoas suscetíveis que tiveram contato. Com esses estados registrando casos, sempre há um risco de retorno da doença. Geralmente a porta de entrada são os locais de imigração”, explicou Kfouri. Cobertura vacinal é a principal defesa Até o momento, o Brasil registrou 36 casos de sarampo em 2026, sendo 32 em São Paulo, 1 no Rio de Janeiro e os 3 no Amazonas. Kfouri reforça que o país tem implementado medidas para evitar a transmissão sustentada, como a aplicação da “dose zero” em bebês de

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Miopia em Crianças: Oftalmologistas Revelam Alerta Urgente Sobre Uso de Telas e a Necessidade de Mais Tempo ao Ar Livre

Oftalmologistas alertam para o aumento preocupante da miopia em crianças e adolescentes, associando o problema ao uso excessivo de telas e à falta de exposição à luz natural. Em resposta a essa crescente preocupação, a Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica (SBOP) e o Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) lançaram a cartilha Mais Tempo ao Ar Livre, Mais Saúde para os Olhos. O material visa conscientizar famílias e profissionais de saúde sobre as medidas preventivas e de controle da miopia. Divulgada durante o 70º Congresso Brasileiro de Oftalmologia, em Salvador, a cartilha destina-se a pacientes, familiares, profissionais da saúde e educação, e será amplamente distribuída em todo o país. O objetivo é fornecer um guia prático com ações simples para integrar à rotina e combater a progressão da miopia infantil. A proposta é clara: incentivar um estilo de vida mais saudável para os olhos dos jovens. Conforme divulgado pelo CBO, a iniciativa busca oferecer um direcionamento acessível, sem a necessidade de investimentos em ferramentas ou medicamentos complexos, focando em mudanças comportamentais e na criatividade para incorporar atividades ao ar livre no dia a dia. A fonte das informações é o Conselho Brasileiro de Oftalmologia. A Importância Crucial do Tempo ao Ar Livre na Prevenção da Miopia A recomendação central da cartilha é que crianças e adolescentes dediquem pelo menos 2 horas diárias a atividades ao ar livre. Isso inclui desde brincadeiras simples e caminhadas até a prática de esportes mais estruturados. A exposição à luz natural é um fator protetor essencial contra o avanço da miopia, ajudando a reduzir o tempo gasto em atividades de perto e com os olhos fixos em superfícies, como as telas de dispositivos eletrônicos. Limites de Tempo de Tela: Um Guia para Cada Faixa Etária A publicação estabelece limites claros para o tempo de uso de telas, variando de acordo com a idade. Para menores de 2 anos, a recomendação é nenhum tempo de tela. Crianças de 2 a 5 anos devem ter o uso limitado a uma hora por dia. Entre 5 e 10 anos, o limite é de duas horas diárias, e para adolescentes de 10 a 18 anos, o tempo recomendado é de até três horas por dia. Dicas Adicionais para a Saúde Ocular Infantil Além de limitar o tempo de tela e incentivar atividades ao ar livre, o CBO orienta que sejam feitas pausas regulares durante atividades de perto. Manter uma distância adequada dos dispositivos eletrônicos e utilizar proteção solar quando estiver ao ar livre também são medidas importantes. Essas orientações visam proteger o sistema visual em formação, especialmente em crianças mais novas, que são mais vulneráveis. Projeto Pequenos Olhares CBO Oferece Atendimento Oftalmológico Gratuito O lançamento da cartilha ocorreu durante a 5ª edição do Projeto Pequenos Olhares CBO, que atendeu cerca de mil crianças e adolescentes em Salvador. Por meio de médicos voluntários, o projeto ofereceu consultas, exames de diagnóstico e a distribuição gratuita de óculos para aqueles que necessitam de correção visual, reforçando o compromisso com a saúde ocular infantil.

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Autismo: Médica Revela 3 Estratégias Essenciais para Consultas Oftalmológicas Tranquilas e Eficazes em Crianças

Oftalmologista Raíra Fortuna Compartilha Métodos Inovadores para Atendimento de Crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) Atender crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) no consultório oftalmológico pode apresentar desafios únicos. Hipersensibilidade sensorial, dificuldade com mudanças de rotina e baixa adesão a tratamentos domiciliares, como o uso de óculos, são algumas das barreiras enfrentadas. A oftalmologista Raíra Fortuna destaca que, embora cerca de 40% das crianças com TEA sofram de transtornos de ansiedade associados, menos de 4% dos médicos especialistas recebem capacitação específica para esse público. Muitas vezes, o que pode ser interpretado como mau comportamento é, na verdade, uma resposta à confusão ou sobrecarga em um ambiente não adaptado. Essa dificuldade em realizar exames oftalmológicos é preocupante, pois problemas como o estrabismo, que afeta cerca de 41% das crianças com TEA contra 3% das crianças com desenvolvimento típico, podem passar despercebidos, comprometendo a saúde ocular. Diante desse cenário, a Dra. Raíra Fortuna apresentou no 70º Congresso Brasileiro de Oftalmologia (CBO 2026) um conjunto de estratégias para tornar a consulta oftalmológica mais acessível e efetiva. As recomendações, que buscam adaptar o ambiente e a abordagem médica, são cruciais para garantir que crianças com TEA recebam o cuidado visual necessário, conforme informação divulgada durante o evento. Preparação Inteligente: Começando Antes da Consulta A consulta oftalmológica para crianças com TEA começa muito antes da chegada ao consultório. A especialista enfatiza a importância do **agendamento inteligente**, escolhendo o melhor horário para minimizar o tempo de espera e garantir um ambiente mais calmo. Outro ponto fundamental é o **questionário pré-consulta**, que coleta dados essenciais sobre o perfil sensorial da criança, seu nível de comunicação, interesses e possíveis gatilhos. Essa preparação permite que os pais forneçam previsibilidade, enviando aos pais vídeos curtos que mostram o consultório e os equipamentos, diminuindo a ansiedade. Adaptação do Ambiente para Reduzir Sobrecarga Sensorial A redução da sobrecarga sensorial é um dos pilares para um atendimento bem-sucedido. A Dra. Fortuna sugere oferecer uma **sala de espera mais tranquila**, ou até mesmo a opção de aguardar fora dela. É importante **minimizar sons desnecessários**, permitindo o uso de fones de ouvido, e **reduzir a intensidade das luzes**, evitando o uso de iluminação fluorescente. Permitir que a criança traga objetos de conforto, como brinquedos sensoriais ou itens familiares, também contribui significativamente para um ambiente mais acolhedor e seguro. Execução do Exame com Empatia e Paciência Durante a execução do exame, a comunicação clara e objetiva é primordial. Utilizar **frases curtas e diretas** para explicar cada passo, **mostrar os equipamentos** antes de usá-los e garantir um **tempo adequado para processamento das informações** pelo paciente são atitudes essenciais. Começar por exames que exigem maior concentração, oferecer **escolhas à criança** (como qual olho examinar primeiro) e permitir intervalos entre os procedimentos ajudam a criança a se sentir mais no controle. Avisar antes de qualquer toque físico é crucial para evitar surpresas e garantir a confiança. Capacitação e Investimento Valem a Pena A médica reforça que, quando um exame oftalmológico não é bem-sucedido com uma criança com

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Reabilitação Visual no Brasil: IA e Rede Multiprofissional Transformam Vidas com Baixa Visão e Cegueira

Cuidado multiprofissional e inteligência artificial se unem para reabilitar a visão no Brasil. O Brasil conta com 95 Centros de Reabilitação (CERs) dedicados a auxiliar pessoas com baixa visão ou cegueira a recuperar sua autonomia. Esses serviços, oferecidos gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), são essenciais, mas ainda pouco conhecidos pela população e até mesmo por profissionais de saúde. A falta de informação sobre a existência e a qualidade desses atendimentos é um dos principais obstáculos. O Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) destaca a importância de uma rede de saúde bem estruturada e comunicativa para facilitar o acesso a esses recursos vitais. Para combater o desconhecimento, o CBO mapeou os centros disponíveis em todo o país, criando um guia para pacientes e profissionais. Essa iniciativa visa garantir que todos saibam onde buscar ajuda especializada e que encontrem uma rede preparada para oferecer suporte integral, conforme informações divulgadas pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia. Rede de Atenção e Desconhecimento: Um Desafio a Superar Apesar de existirem 95 Centros de Reabilitação (CERs) espalhados por todas as regiões do Brasil, muitos brasileiros desconhecem esses locais. O CBO ressalta que o acesso a um atendimento de alta qualidade e gratuito é dificultado pela falta de divulgação e pela pouca integração entre os diferentes níveis de atenção do SUS. O levantamento do CBO, conduzido pela oftalmologista Karina Eiko Yamashita, revelou a distribuição geográfica dos CERs: 39 no Sudeste, 31 no Nordeste, 12 no Norte, 9 no Sul e 4 no Centro-Oeste. A entidade considera a publicação desse mapeamento uma “bússola” fundamental para direcionar pacientes e profissionais. A comunicação eficaz entre postos de saúde e centros de alta complexidade é vista como crucial para otimizar o encaminhamento de pacientes. O objetivo é não apenas diagnosticar, mas garantir que cada indivíduo receba o suporte necessário para ter sua autonomia e qualidade de vida restauradas. Inteligência Artificial: Um Novo Aliado na Reabilitação Visual Além da rede de cuidados multiprofissional, a inteligência artificial (IA) surge como um poderoso “novo aliado” no processo de reabilitação visual. Tecnologias como bengalas inteligentes, que utilizam comandos de voz para detectar obstáculos, e sistemas de audiodescrição, capazes de analisar imagens e textos, estão ampliando significativamente a independência dos usuários. Essas inovações, que há poucos anos seriam inimagináveis, oferecem novas possibilidades para tarefas cotidianas. A IA auxilia na locomoção e na compreensão do ambiente, promovendo maior segurança e praticidade para quem vive com baixa visão ou cegueira. O CBO alerta, contudo, que o acompanhamento oftalmológico profissional continua sendo indispensável. O oftalmologista é o profissional habilitado para avaliar a funcionalidade visual, orientar sobre o uso adequado das tecnologias assistivas e considerar o prognóstico de cada condição ocular. Atenção aos Riscos Éticos da IA na Acessibilidade Apesar dos avanços promissores, o CBO aponta para potenciais riscos éticos na aplicação da IA para acessibilidade. Sistemas de audiodescrição, por exemplo, dependem de bases de dados que podem conter vieses. Isso exige uma atenção redobrada, especialmente quando se trata de públicos que já enfrentam vulnerabilidades. É fundamental que o desenvolvimento

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