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Saúde e bem estar

SUS Amplia Proteção Contra Doença Pneumocócica: Nova Vacina 20-Valente Substitui a 10-Valente a Partir de Junho

SUS oferece vacina mais moderna contra Doença Pneumocócica, ampliando proteção a partir de junho. O Sistema Único de Saúde (SUS) dará um importante passo na proteção contra a doença pneumocóccica a partir de junho. Uma nova vacina, a pneumocócica conjugada 20-valente (VPC20), substituirá a atual 10-valente, dobrando a quantidade de sorotipos da bactéria Streptococcus pneumoniae que serão combatidos. Esta atualização representa um avanço significativo na prevenção de doenças graves como meningite, pneumonia bacteriana e sepse, que podem ser causadas pelo pneumococo. A medida visa oferecer uma cobertura mais ampla e eficaz, especialmente para crianças, idosos e indivíduos com condições de saúde que os tornam mais vulneráveis. O Ministério da Saúde já divulgou um guia técnico preliminar para orientar os profissionais de saúde sobre a implementação da nova vacina. Os municípios poderão iniciar a aplicação assim que receberem o imunizante, garantindo que a população tenha acesso à proteção ampliada o mais rápido possível. Conforme informação divulgada pelo Ministério da Saúde, esta mudança visa combater o aumento recente de casos de meningite pneumocócica em crianças. Entendendo a Doença Pneumocóccica e a Importância da Vacinação A doença pneumocóccica é causada pela bactéria Streptococcus pneumoniae, conhecida popularmente como pneumococo. Essa infecção pode variar de quadros mais leves, como otites e sinusites, a quadros gravíssimos, que incluem pneumonia bacteriana, meningite e sepse. Estima-se que o pneumococo seja responsável por até 50% dos casos de meningite bacteriana em crianças, com uma taxa de mortalidade de cerca de 30% nesses casos. A proteção contra a doença pneumocóccica através da vacinação foi introduzida no calendário infantil em 2010 com a vacina 10-valente (VPC10). Desde então, houve uma redução expressiva de 60% nos casos de doença meningocóccica e 65% nos casos de meningite pneumocócica em crianças menores de dois anos, causados pelos sorotipos cobertos pela vacina. Por que a Mudança Para a Vacina 20-Valente é Necessária? Apesar da eficácia da VPC10, observa-se um crescimento nos casos de doença pneumocóccica em anos recentes. De 2013 a 2019, o Brasil registrou uma média de 164 casos anuais de meningite pneumocóccica em crianças de até 5 anos. Entre 2022 e 2024, essa média subiu para 211,3 casos. Flávia Bravo, Diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações, explica que esse fenômeno está ligado a uma mudança epidemiológica. “Você controlando um tipo, reduzindo a circulação, outro tipo pode começar a ganhar o espaço”, afirma Bravo, referindo-se ao fenômeno de “replacement” (substituição) de sorotipos. Dados do Ministério da Saúde indicam que quase 40% dos casos graves entre 2018 e 2023 foram causados por dois sorotipos não cobertos pela VPC10, mas presentes na VPC20. “Isso significa que há a possibilidade de a gente voltar a reduzir a curva de incidência porque estaremos protegendo exatamente contra os sorotipos que hoje prevalecem”, complementa. A Nova Vacina VPC20 e Grupos de Risco A vacina pneumocócica conjugada 20-valente (VPC20) protegerá contra 20 sorotipos da bactéria, dobrando a proteção oferecida pela VPC10. Além de proteger os vacinados, as vacinas conjugadas também impedem que o pneumococo se aloje na nasofaringe, reduzindo a transmissão

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Mulheres 45-64 anos: A Força Empreendedora que Lidera o Mercado de Cannabis Medicinal no Brasil

Mulheres acima de 45 anos lideram o uso de cannabis medicinal no Brasil Um levantamento pioneiro divulgado pela Blis Data, especializada em dados sobre tratamento canábico, revela que mulheres com mais de 45 anos são as principais consumidoras de cannabis medicinal importada no país. A pesquisa, que analisou 7.092 pacientes do gênero feminino com filhos, aponta para um perfil específico de usuárias que buscam alternativas terapêuticas. Os dados, divulgados em homenagem ao Mês das Mães, mostram que essa faixa etária, frequentemente associada a carreiras consolidadas e responsabilidades familiares, encontra na cannabis medicinal uma aliada para o bem-estar. As informações completas da pesquisa estão disponíveis no site especial da Blis Data. Essa tendência demonstra uma **mudança de percepção e maior acesso** a tratamentos inovadores, especialmente entre um público que busca qualidade de vida e alívio para condições crônicas. Conforme informação divulgada pela Blis Data, a pesquisa compila dados de pacientes que usam medicamentos canábicos sob prescrição médica. Perfil demográfico e socioeconômico das usuárias de cannabis medicinal A liderança no segmento é ocupada pelas mulheres na faixa de 55 a 64 anos, representando 28,2% do total de pacientes. Logo em seguida, o grupo de 45 a 54 anos aparece com 27,2%. Juntas, essas duas faixas etárias somam mais da metade das mulheres que utilizam cannabis medicinal no Brasil, evidenciando a forte presença de mulheres maduras no mercado. O grupo de 35 a 44 anos compõe a terceira maior parcela, com 18,7%. As mulheres com mais de 65 anos representam 16,3%, enquanto as mais jovens, de 18 a 34 anos, somam apenas 9,6%. Isso indica que a cannabis medicinal tem atraído um público mais experiente e estabelecido. A pesquisa também aponta que a maioria dessas consumidoras é trabalhadora (79,9%) e praticante de atividades físicas (75,1%). Este dado reforça a imagem de um público ativo e engajado com a própria saúde e bem-estar. Todas as regiões do Brasil estão representadas, com destaque para o Sudeste (61,6%) e o Sul (19,7%), que juntos totalizam 81,3% das pacientes. Principais indicações e abordagens terapêuticas Os distúrbios do sono são a queixa mais frequente entre as pacientes, motivando 28,9% dos tratamentos com cannabis medicinal. A dor crônica surge como a segunda principal indicação, representando 16,3% dos casos. Esses dados sublinham a eficácia da cannabis no manejo de condições que afetam significativamente a qualidade de vida. A saúde mental também se mostra como um campo relevante para o uso terapêutico. O transtorno de ansiedade é responsável por 14,9% das prescrições, e a depressão por 9,2%. Outras condições como fibromialgia, estresse pós-traumático e Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) também são tratadas com cannabis medicinal. Um dado relevante é que sete em cada dez mães que utilizam o tratamento combinam os medicamentos derivados da planta com tratamentos convencionais. Além disso, metade das participantes declarou que nunca havia utilizado cannabis antes de iniciar o tratamento médico prescrito, o que demonstra a confiança na abordagem regulamentada e supervisionada por profissionais de saúde. Cannabis medicinal: Uma nova fronteira para mulheres maduras

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HPV: Câncer Mata 7,5 Mil Anualmente no Brasil; 85% das Vítimas são Mulheres, Alerta Estudo

HPV: Câncer Mata 7,5 Mil Anualmente no Brasil; 85% das Vítimas são Mulheres, Alerta Estudo Cânceres associados ao HPV (Papilomavírus Humano) são responsáveis por cerca de 7,5 mil mortes e 29 mil hospitalizações por ano no Brasil. A maioria dos afetados, impressionantes 85%, são mulheres. A boa notícia é que grande parte desses casos é considerada prevenível, seja pela identificação e tratamento de lesões precursoras, seja pela vacinação. Esses dados alarmantes provêm de um estudo publicado na revista científica Human Vaccines & Immunotherapeutics, que analisou informações oficiais do Ministério da Saúde. A pesquisa focou em identificar tendências de hospitalização e mortalidade no período de 2011 a 2019, anterior aos impactos da pandemia de COVID-19 nos indicadores de saúde. A diretora executiva de Pesquisa de Dados de Mundo Real da farmacêutica MSD, Cintia Parellada, ressalta que o estudo serve como um importante alerta sobre a multiplicidade de cânceres que o HPV pode desencadear. Os pesquisadores estimaram a proporção de casos de câncer causados pelo vírus, com base em dados consolidados pela literatura médica. Câncer de Colo do Útero: O Principal Alvo, Mas Não o Único O câncer de colo do útero continua sendo a maior preocupação, respondendo por 74,3% das hospitalizações e 77,3% das mortes no período analisado. Contudo, é crucial notar que um a cada quatro pacientes desenvolveu a doença em outras partes do corpo, totalizando mais de 50 mil hospitalizações por outros tipos de câncer relacionados ao HPV. “O foco no colo do útero pode passar uma falsa percepção de que só a mulher tem que se vacinar. Mas, na verdade, o HPV é responsável por oito tipos de cânceres, que atingem mulheres e homens: colo do útero, vagina, vulva, ânus e pênis, e orofaringe, laringe e cavidade oral, que são os cânceres de cabeça e pescoço”, explica Cintia Parellada. Aumento Alarmante em Cânceres Anais e de Cabeça e Pescoço O câncer anal apresentou o maior aumento em ocorrências, com 3,1% nas hospitalizações e 10,9% na mortalidade. Grupos como homens que fazem sexo com homens e pessoas com sistema imunológico comprometido são particularmente vulneráveis a este tipo de câncer. Adicionalmente, Cintia Parellada destaca que os cânceres de cabeça e pescoço acometem quatro vezes mais homens do que mulheres. “Nos países que já conseguiram atacar o problema do câncer do colo do útero, o problema do HPV está maior nos homens por causa disso. E nesse tipo de câncer não existe lesão precursora que possas ser tratada. A prevenção é apenas a vacinação”, alerta a médica. Tendências Preocupantes no Câncer de Colo do Útero O estudo revela uma tendência preocupante em relação ao câncer de colo do útero. Enquanto as hospitalizações caíram 4,7% entre 2011 e 2016, houve um crescimento de 3,9% entre 2016 e 2019. A mortalidade seguiu o mesmo padrão, com queda de 0,7% no primeiro período e alta de 1,5% no segundo. Outro dado alarmante é a análise etária. Enquanto outros tipos de câncer relacionados ao HPV tendem a ter maior incidência a partir dos 40 ou

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Fiocruz Revela: Medo de Calçadas Quebradas e Insegurança Afetam 42% dos Idosos Urbanos no Brasil

Fiocruz lança painel inédito com 100 indicadores sobre saúde e bem-estar de idosos brasileiros A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em colaboração com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), apresentou os resultados da terceira onda do Estudo Longitudinal da Saúde dos Idosos (Elsi-Brasil). Esta pesquisa, considerada uma das mais abrangentes sobre o envelhecimento no país, disponibiliza em plataforma online cerca de 100 indicadores de saúde para pessoas com 60 anos ou mais. Os dados revelam que fatores ambientais, sociais e estruturais desempenham um papel crucial na qualidade de vida dos idosos brasileiros. O envelhecimento no Brasil apresenta desafios que vão muito além da ausência de doenças, impactando diretamente a mobilidade, a autonomia e a participação social dessa parcela da população. Essas descobertas, divulgadas pela Fiocruz e UFMG, reforçam a necessidade de políticas públicas mais eficazes para garantir um envelhecimento saudável e digno no país. O estudo detalha aspectos como condições de vida, funcionalidade, ambiente social e acesso a políticas públicas, oferecendo um panorama completo. O medo de cair e a insegurança urbana: barreiras para o idoso Um dos pontos alarmantes destacados pela pesquisa é a percepção do ambiente urbano. Cerca de 42,7% dos idosos em áreas urbanas relatam medo de cair devido a problemas em calçadas, passeios ou vias públicas próximas às suas residências. Esse índice chega a 50,5% entre as mulheres idosas e aumenta com a idade, atingindo 63,1% entre aqueles com 80 anos ou mais. “Os dados reforçam a urgência de políticas públicas voltadas à adaptação das cidades para uma população cada vez mais envelhecida, incluindo acessibilidade, segurança viária, mobilidade e planejamento urbano inclusivo”, avalia a coordenadora do Elsi-Brasil, Maria Fernanda Lima-Costa. A insegurança relacionada à violência e criminalidade também é uma preocupação significativa. O estudo aponta que 12,1% dos idosos brasileiros consideram sua vizinhança muito insegura, o que representa aproximadamente 3,8 milhões de pessoas vivendo em contextos de medo e vulnerabilidade social. Hipertensão arterial: um desafio persistente na terceira idade A hipertensão arterial sistêmica continua sendo uma das condições de saúde mais relevantes entre os idosos. A pesquisa identificou que 34,4% dos idosos apresentam níveis compatíveis com hipertensão (pressão de 14 por 9 ou acima), totalizando cerca de 11 milhões de brasileiros idosos que necessitam de acompanhamento clínico. A prevalência da hipertensão aumenta com a idade, sendo de 31,9% entre 60 e 69 anos e chegando a 40,1% entre os com 80 anos ou mais. Os pesquisadores ressaltam a importância do rastreamento regular e do fortalecimento da atenção primária à saúde para evitar o subdiagnóstico e complicações graves, como infarto e AVC. Limitações funcionais e a fragilidade da rede de apoio A perda da capacidade funcional é outro eixo central do estudo, com 20,4% dos idosos brasileiros apresentando dificuldade em realizar atividades básicas da vida diária, como se vestir ou tomar banho. Isso afeta cerca de 6,5 milhões de pessoas, impactando sua autonomia e sobrecarregando famílias e sistemas de saúde. A limitação funcional é mais comum entre mulheres (23,1%) do que entre homens (17%), e a prevalência

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Mais de 574 mil brasileiros bloqueiam acesso a sites de apostas: saiba como funciona a autoexclusão e seus motivos

Plataforma de Autoexclusão: Uma Ferramenta Essencial para o Controle de Apostas Online no Brasil Um número expressivo de brasileiros, mais de 574 mil pessoas, já utilizou a Plataforma Centralizada de Autoexclusão do governo federal. Essa ferramenta inovadora permite aos cidadãos bloquear o próprio acesso a todos os sites de apostas autorizados a operar no país, demonstrando uma crescente preocupação com o jogo responsável. A iniciativa, lançada em dezembro de 2023, surge como uma resposta direta aos desafios impostos pelo avanço das apostas online. O Ministério da Saúde, em colaboração com o Ministério da Fazenda, busca oferecer um mecanismo de proteção eficaz para aqueles que enfrentam dificuldades relacionadas ao jogo. Os dados revelam que a busca por essa ferramenta vai além de uma simples decisão pessoal. Uma parcela significativa dos usuários busca ajuda para lidar com questões de saúde mental e financeiras, evidenciando a complexidade do problema e a importância de soluções governamentais. Motivações por Trás da Autoexclusão em Sites de Apostas Conforme divulgado pelo Ministério da Saúde, a principal razão apontada por 207 mil usuários, o que representa 41% dos pedidos, foi a perda de controle sobre o jogo e, em alguns casos, danos à saúde mental. Esses números ressaltam a necessidade de um olhar atento para os impactos psicológicos do vício em apostas. Outros fatores relevantes incluem os riscos associados ao vazamento de dados, mencionados por 18% dos usuários, e os problemas financeiros decorrentes do jogo, citados por 12%. Cerca de 14% dos usuários optaram por não informar o motivo, enquanto 13% declararam ter tomado a decisão de forma voluntária, sem pressões externas. Como Funciona a Plataforma de Autoexclusão Desenvolvida pela Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda, a Plataforma Centralizada de Autoexclusão permite que qualquer pessoa interessada bloqueie seu acesso a todos os sites de apostas autorizados com um único pedido. O processo é simples e pode ser feito de forma online. Ao optar pela autoexclusão, o usuário pode escolher entre bloquear o acesso por tempo indeterminado ou por um período pré-determinado, que pode variar de um a 12 meses. Atualmente, 69% dos usuários optaram pela exclusão indeterminada, enquanto 31% escolheram um prazo específico, sendo um ano o período mais selecionado. Além de impedir o acesso aos sites, a autoexclusão suspende o envio de publicidade direcionada sobre apostas e impede novos cadastros em nome do usuário. Essa medida visa criar um ambiente mais seguro e livre de gatilhos para quem busca se afastar do jogo. Recursos Adicionais para Saúde Mental e Financeira A Plataforma Centralizada de Autoexclusão vai além do bloqueio de acesso, oferecendo um portal completo de informações e suporte. O sistema disponibiliza conteúdos sobre saúde mental, orientações e links diretos para atendimento no Sistema Único de Saúde (SUS) para aqueles que sofrem com o uso problemático de jogos de apostas. Adicionalmente, a plataforma oferece acesso a um questionário da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) para avaliação da saúde financeira e um autoteste elaborado pelo Ministério da Saúde, auxiliando os usuários a compreenderem melhor sua

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Anabolizantes e Hipertrofia Cardíaca: Jovem Influenciador Morto aos 22 Anos Acende Alerta; Saiba Como Proteger Seu Coração

Morte de Influenciador Fitness Liga Sinal de Alerta Sobre Riscos Cardíacos do Uso de Anabolizantes A trágica morte do influenciador e fisiculturista Gabriel Ganley, de apenas 22 anos, vítima de cardiomiopatia hipertrófica, reacendeu o debate sobre os perigos do uso de anabolizantes na saúde do coração. Ganley, que compartilhava sua rotina de treinos com mais de 1,7 milhão de seguidores e já havia revelado o uso dessas substâncias, foi encontrado sem vida em seu apartamento em São Paulo. Essa fatalidade evidencia a necessidade de um alerta geral sobre os riscos associados ao uso indiscriminado de esteroides anabolizantes, especialmente entre jovens e atletas que buscam performance e estética a qualquer custo. A cardiomiopatia hipertrófica, causa apontada em seu atestado de óbito, é uma condição grave que pode ter suas bases genéticas agravadas pelo uso dessas drogas. Especialistas alertam que o coração, sendo um músculo, também pode sofrer hipertrofia quando exposto a doses elevadas de anabolizantes, crescendo de forma desproporcional e colocando a vida em risco. Conforme informações divulgadas, a morte do influenciador Gabriel Ganley lança luz sobre essa perigosa associação. O Que São Anabolizantes e Seus Riscos Para o Coração Os esteroides anabolizantes (EA) são substâncias sintéticas derivadas da testosterona, o principal hormônio masculino. Embora tenham uso médico legítimo para tratar deficiências hormonais, como o hipogonadismo, seu emprego sem supervisão profissional para fins estéticos ou de performance esportiva é proibido e extremamente prejudicial à saúde. O uso regular e em doses elevadas de anabolizantes pode levar à hipertrofia do coração. O cardiologista Herbert Lima Mendes, professor do Idomed, explica que essa condição faz com que o músculo cardíaco cresça acima do normal, da mesma forma que ocorre com outros músculos do corpo. Esse crescimento descontrolado pode comprometer seriamente a função cardíaca. A cardiomiopatia hipertrófica resulta no espessamento anormal do músculo cardíaco, tornando-o mais rígido. Essa rigidez dificulta o bombeamento de sangue para o corpo e o relaxamento adequado do coração, sendo uma das principais causas de morte súbita em jovens e atletas. A longo prazo, essa condição pode evoluir para uma insuficiência cardíaca grave. A “Síndrome de Super Homem” e o Aumento do Risco Entre atletas que utilizam anabolizantes, é comum a ocorrência do que se chama de “Síndrome de Super Homem”. Essa síndrome se manifesta na crença de que os riscos associados ao uso de anabolizantes não se aplicam a si mesmos, levando a uma falsa sensação de invencibilidade. “Os atletas dizem que isso acontece com os outros, não vai acontecer comigo. Eu não vou ter nada”, afirma Mendes. O médico alerta que a ânsia por resultados rápidos leva muitos a aumentarem a dose e a quantidade de substâncias utilizadas, elevando exponencialmente o risco de complicações graves, incluindo a morte. Infelizmente, muitas pessoas iniciam o uso de anabolizantes sem realizar uma avaliação cardiológica prévia, descobrindo problemas de saúde apenas quando a doença já está em estágio avançado e de difícil tratamento. Predisposição Genética e o Papel dos Anabolizantes A cardiomiopatia hipertrófica é uma doença com fundo genético, afetando aproximadamente um

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Jornalismo Inclusivo: Beatriz Arcoverde da EBC é Celebrada no Prêmio Mulheres Raras 2026

EBC e Radioagência Nacional brilham no Prêmio Mulheres Raras 2026, com vitória e indicações que reforçam a importância do jornalismo inclusivo e da representatividade. A Empresa Brasil de Comunicação (EBC) e seu compromisso com a inclusão e a representatividade foram protagonistas na noite do Prêmio Mulheres Raras 2026. A cerimônia, realizada pelo Instituto Vidas Raras, homenageou a editora Beatriz Arcoverde, da Radioagência Nacional, na categoria Aliada dos Raros, e destacou outras duas profissionais da casa entre as melhores jornalistas do evento. O reconhecimento consolida a Radioagência Nacional como um polo de referência na cobertura de doenças raras no Brasil. A premiação celebra o trabalho dedicado a dar visibilidade às dificuldades e aos direitos de pessoas com deficiência (PcDs) e com doenças raras, mostrando a força dessas narrativas. Conforme informação divulgada pelo Instituto Vidas Raras, Beatriz Arcoverde foi a grande vencedora na categoria Aliada dos Raros. Esta premiação é destinada a indivíduos que, mesmo sem possuir uma doença rara, dedicam suas vidas a apoiar e dar visibilidade à causa. Beatriz Arcoverde: Uma Voz para os Raros Beatriz Arcoverde, editora do podcast Videbula, foi reconhecida por seu trabalho em dar visibilidade às dificuldades e aos direitos das pessoas com deficiência (PcDs) e doenças raras. Ela ressalta a importância de mostrar a humanidade por trás dos diagnósticos. “O Prêmio Mulheres Raras é o reconhecimento de um trabalho que a gente vem desenvolvendo com o podcast Videbula, que vem mostrando as dificuldades, os direitos das pessoas com doenças raras ou PCDs”, afirmou Arcoverde. Ela enfatiza que essas pessoas são muito mais do que suas condições: “Essas pessoas não são a doença. Elas são muito mais: são pessoas que desenvolvem um trabalho, que têm a sua vida e também convivem com a doença rara.” A editora acredita que a conscientização é fundamental para a sociedade. “Isso é importante e todos na nossa sociedade devem saber disso, se conscientizar e contribuir com essa luta que é tão importante e, às vezes, muito solitária”, completou. Radioagência Nacional: Reconhecimento Duplo Além da vitória de Beatriz Arcoverde, a Radioagência Nacional teve outras duas profissionais entre as três melhores jornalistas da premiação. Patrícia Serrão e Raíssa Saraiva, apresentadoras e produtoras do Podcast Videbula, foram finalistas na categoria Jornalistas Raras. Esta categoria celebra profissionais que vivem os desafios do diagnóstico, tratamento e da luta diária por inclusão, transformando suas próprias experiências em ferramentas de jornalismo e mobilização social. O trabalho delas é um exemplo de como o jornalismo pode ser um agente de transformação. O Impacto do Prêmio Mulheres Raras Roseli Cizotti, representante do Instituto Vidas Raras, explicou a relevância da premiação para a comunidade. “A importância do prêmio vai muito além de uma homenagem, porque fortalece a representatividade das doenças raras”, disse. Ela destacou que o prêmio mostra histórias reais de superação e combate à invisibilidade e ao preconceito. “Essas mulheres não tinham como e nem para onde ir. Então elas criaram as próprias estradas, fizeram os próprios sapatos e construíram lugares pelo caminho para que, quando viessem pessoas atrás

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Profissionais de Saúde Superam Barreiras Imensas para Levar Vacinação Essencial a Aldeias Indígenas Isoladas no Brasil

Vacinação em Terras Indígenas: A Jornada Heroica do ‘Zé Gotinha’ em Áreas de Difícil Acesso No coração da Amazônia, equipes de saúde enfrentam desafios monumentais para garantir que a vacinação chegue a todos, especialmente às comunidades indígenas. A logística complexa, as vastas distâncias e as particularidades culturais tornam essa missão uma verdadeira odisseia. Apesar dos obstáculos, o compromisso com a saúde pública prevalece. Profissionais dedicados desbravam rios, florestas e terrenos acidentados, muitas vezes passando semanas longe de casa, para administrar vacinas vitais. Esta é a história de como a perseverança e o conhecimento local se unem para proteger populações vulneráveis, demonstrando a força do Sistema Único de Saúde (SUS) em sua forma mais desafiadora. As informações são do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Alto Rio Purus. A Realidade do DSEI Alto Rio Purus: Um Mosaico de Culturas e Desafios Geográficos A área atendida pelo DSEI Alto Rio Purus abriga aproximadamente 11 mil pessoas de nove etnias distintas, espalhadas por 155 aldeias nos estados do Acre, Amazonas e Rondônia. A comunicação se dá por meio de diferentes idiomas indígenas e o português, e o acesso às comunidades varia drasticamente dependendo do clima e da localização. Para chegar a algumas aldeias, é possível usar caminhonetes ou barcos em condições favoráveis. Contudo, em períodos de chuva intensa ou em locais mais remotos, o transporte se restringe a quadriciclos, botes ou até helicópteros, evidenciando a complexidade logística. Respeito Cultural e Estratégias Adaptadas para a Imunização Efetiva O coordenador do DSEI, Evangelista Apurinã, destaca a importância de respeitar as peculiaridades culturais de cada etnia. Ele explica que impor um ritmo de atendimento não funciona, sendo essencial negociar e adaptar as estratégias. A duração da permanência em uma aldeia, por exemplo, precisa ser considerada, pois os povos Madijá e Kulina não se mantêm em um local por longos períodos. A estrutura política das comunidades também exige atenção. No caso dos Jamamadi, que se organizam em torno de 11 clãs, é fundamental acertar os acordos com o cacique do clã principal. Ignorar essa hierarquia pode invalidar todo o planejamento, como alerta Apurinã: “Se a gente não souber desses detalhes, e de fato entender como é a estrutura de cada povo, a gente vai estar colocando a carroça na frente dos bois”. Logística Refrigerada e Planejamento Minucioso para Manter a Cadeia de Frio Manter a eficácia das vacinas é um desafio constante. Como é inviável ter postos de saúde em todas as aldeias, os profissionais atuam de forma itinerante, partindo de polos base e permanecendo até 40 dias em campo. Para garantir a refrigeração das vacinas, entre 2º e 8º Celsius, são utilizados freezers em barcos, caixas térmicas e bobinas de gelo. O planejamento das atividades, liderado pela enfermeira Kislane de Araújo Dias, responsável técnica pela área de Imunizações do DSEI, baseia-se em um censo vacinal detalhado. Essa planilha com dados de todas as famílias permite monitorar quem precisa de qual vacina e calcular as doses exatas para cada incursão. As equipes chegam a ir de casa em

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Alerta Ebola: São Paulo Intensifica Vigilância e Prepara Rede de Saúde Diante de Casos na África

Secretaria da Saúde de SP reforça vigilância sobre ebola no estado diante de surtos na África A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo anunciou nesta quinta-feira (21) o reforço das orientações para toda a rede estadual de saúde. O objetivo é aprimorar os fluxos de identificação, notificação, isolamento e atendimento de possíveis casos suspeitos de ebola dentro do território paulista. A medida preventiva surge em resposta aos recentes surtos registrados na República Democrática do Congo e em Uganda, na África. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), já foram contabilizados quase 600 casos suspeitos e 139 mortes que também são consideradas suspeitas em decorrência da doença. Apesar da preocupação global, a secretaria paulista enfatiza que o risco de a doença chegar ao Brasil é considerado baixo. Fatores como a ausência de transmissão local do vírus na América do Sul, a inexistência de voos diretos entre as áreas afetadas na África e a América do Sul, e a forma de contágio, que exige contato direto com fluidos corporais de pessoas doentes, contribuem para essa avaliação. Mesmo assim, a atenção aos viajantes é fundamental. Atenção redobrada a viajantes com sintomas Apesar do baixo risco, a Secretaria da Saúde de SP orientou os serviços de saúde a manterem uma atenção especial a pessoas que apresentem febre e tenham histórico de viagem recente, nos últimos 21 dias, para áreas onde o vírus do ebola está circulando. Esta vigilância é crucial para uma resposta rápida. Regiane de Paula, coordenadora de Saúde da Coordenadoria de Controle de Doenças, destacou a proatividade do estado: “São Paulo atua de forma preventiva e mantém sua rede preparada para uma resposta rápida e segura. Por concentrar importante fluxo internacional de viajantes, o estado conta com protocolos definidos, vigilância ativa, equipes capacitadas e unidades de referência para identificação, notificação e atendimento oportuno de casos suspeitos”. Entendendo a doença ebola O ebola é uma doença grave que pode se manifestar de forma súbita. Os sintomas iniciais incluem febre alta, dor de cabeça intensa, dores musculares, fadiga, náuseas, vômitos, diarreia e dor abdominal. Em casos mais severos, a doença pode evoluir para manifestações hemorrágicas, choque e falência múltipla de órgãos. O período de incubação, que é o tempo entre a contaminação e o surgimento dos sintomas, varia entre dois e 21 dias. A transmissão ocorre pelo contato direto com sangue, secreções e outros fluidos corporais de pessoas doentes que apresentam sintomas. Protocolos de notificação e atendimento em SP No estado de São Paulo, qualquer caso suspeito de ebola deve ser imediatamente notificado à Vigilância Epidemiológica municipal e ao Centro de Vigilância Epidemiológica estadual. A remoção de pacientes, caso necessária, será realizada pelo Grupo de Resgate e Atendimento às Urgências e Emergências (GRAU), garantindo segurança no transporte. O Instituto de Infectologia Emílio Ribas, localizado na capital paulista, foi designado como a unidade de referência estadual para o atendimento de casos suspeitos ou confirmados de ebola. A escolha visa centralizar o cuidado e garantir o melhor manejo clínico possível. Vacinas e terapias: o

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Imposto de Renda: O Que Pode e o Que Não Pode Ser Deduzido Como Despesa Médica em 2024?

Despesas Médicas no IR: O Guia Completo para Não Cair na Malha Fina da Receita Federal A declaração do Imposto de Renda se aproxima, e com ela surge a dúvida sobre quais gastos com saúde podem ser abatidos do tributo. A Receita Federal permite deduções médicas sem limite de valor, mas a lista do que é aceito é mais restrita do que muitos imaginam. Especialistas apontam uma legislação defasada como principal motivo para essa limitação. Para te ajudar a organizar suas contas e evitar problemas com o fisco, reunimos as principais informações sobre o que pode e o que não pode ser deduzido. É fundamental estar atento às regras para garantir que sua declaração esteja em conformidade. As despesas médicas dedutíveis são um direito de todos os contribuintes, independentemente de terem deficiência ou doenças graves. No entanto, a interpretação do que se qualifica como essencial para a saúde e mobilidade é crucial. Conforme informações divulgadas pela Radioagência Nacional, a legislação tributária brasileira sobre o tema necessita de atualizações para abranger os avanços na área da saúde e as novas necessidades da sociedade. O Que Pode Ser Deduzido Como Despesa Médica De modo geral, consultas, exames e terapias realizadas por profissionais de saúde legalmente habilitados são dedutíveis. O auditor-fiscal da Receita Federal, José Carlos Fernandes da Fonseca, explica que o critério para equipamentos de acessibilidade é a **essencialidade**. Por exemplo, cadeiras de rodas e próteses são consideradas dedutíveis, pois são indispensáveis para a locomoção e qualidade de vida. A Instrução Normativa da Receita Federal menciona especificamente braços e pernas mecânicos, cadeiras de rodas, andadores ortopédicos, palmilhas e calçados ortopédicos, e outros aparelhos ortopédicos para correção de desvios de coluna ou problemas em membros e articulações. Para garantir a dedução desses itens, a documentação deve ser completa. O advogado especialista em Direitos das Pessoas com Deficiência, Thiago Helton, reforça que **aparelhos ortopédicos, próteses ortopédicas ou dentárias** precisam ser comprovados com receituário médico ou odontológico e nota fiscal em nome do beneficiário. O Que Fica de Fora da Dedução no Imposto de Renda A lógica da Receita Federal é que, se o item se fixa permanentemente ao corpo e é essencial, ele pode ser deduzido. Itens que podem ser retirados ou não são fundamentalmente necessários para a mobilidade, como muletas e bengalas, podem não se enquadrar. Da mesma forma, aparelhos de surdez e CPAP, usados para tratar a apneia do sono, são frequentemente excluídos, apesar de serem discutíveis em alguns casos. Medicamentos comprados em farmácias e vacinas particulares **não são dedutíveis**, a menos que façam parte de uma conta hospitalar. Fátima Macedo, vice-presidente financeira da Aescon-SP, lamenta que, apesar dos altos gastos com remédios, eles são dedutíveis apenas quando incluídos na conta de internação. A Lei 9.250/95, que rege as deduções de saúde, também exclui diversos profissionais que se tornaram essenciais em tratamentos modernos, como nutricionistas e quiropratas. A legislação atual não permite a dedução desses serviços, mesmo que sejam cruciais para o bem-estar de muitos contribuintes. Cuidador de Idoso e Home Care:

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SUS Amplia Proteção Contra Doença Pneumocócica: Nova Vacina 20-Valente Substitui a 10-Valente a Partir de Junho

SUS oferece vacina mais moderna contra Doença Pneumocócica, ampliando proteção a partir de junho. O Sistema Único de Saúde (SUS) dará um importante passo na proteção contra a doença pneumocóccica a partir de junho. Uma nova vacina, a pneumocócica conjugada 20-valente (VPC20), substituirá a atual 10-valente, dobrando a quantidade de sorotipos da bactéria Streptococcus pneumoniae que serão combatidos. Esta atualização representa um avanço significativo na prevenção de doenças graves como meningite, pneumonia bacteriana e sepse, que podem ser causadas pelo pneumococo. A medida visa oferecer uma cobertura mais ampla e eficaz, especialmente para crianças, idosos e indivíduos com condições de saúde que os tornam mais vulneráveis. O Ministério da Saúde já divulgou um guia técnico preliminar para orientar os profissionais de saúde sobre a implementação da nova vacina. Os municípios poderão iniciar a aplicação assim que receberem o imunizante, garantindo que a população tenha acesso à proteção ampliada o mais rápido possível. Conforme informação divulgada pelo Ministério da Saúde, esta mudança visa combater o aumento recente de casos de meningite pneumocócica em crianças. Entendendo a Doença Pneumocóccica e a Importância da Vacinação A doença pneumocóccica é causada pela bactéria Streptococcus pneumoniae, conhecida popularmente como pneumococo. Essa infecção pode variar de quadros mais leves, como otites e sinusites, a quadros gravíssimos, que incluem pneumonia bacteriana, meningite e sepse. Estima-se que o pneumococo seja responsável por até 50% dos casos de meningite bacteriana em crianças, com uma taxa de mortalidade de cerca de 30% nesses casos. A proteção contra a doença pneumocóccica através da vacinação foi introduzida no calendário infantil em 2010 com a vacina 10-valente (VPC10). Desde então, houve uma redução expressiva de 60% nos casos de doença meningocóccica e 65% nos casos de meningite pneumocócica em crianças menores de dois anos, causados pelos sorotipos cobertos pela vacina. Por que a Mudança Para a Vacina 20-Valente é Necessária? Apesar da eficácia da VPC10, observa-se um crescimento nos casos de doença pneumocóccica em anos recentes. De 2013 a 2019, o Brasil registrou uma média de 164 casos anuais de meningite pneumocóccica em crianças de até 5 anos. Entre 2022 e 2024, essa média subiu para 211,3 casos. Flávia Bravo, Diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações, explica que esse fenômeno está ligado a uma mudança epidemiológica. “Você controlando um tipo, reduzindo a circulação, outro tipo pode começar a ganhar o espaço”, afirma Bravo, referindo-se ao fenômeno de “replacement” (substituição) de sorotipos. Dados do Ministério da Saúde indicam que quase 40% dos casos graves entre 2018 e 2023 foram causados por dois sorotipos não cobertos pela VPC10, mas presentes na VPC20. “Isso significa que há a possibilidade de a gente voltar a reduzir a curva de incidência porque estaremos protegendo exatamente contra os sorotipos que hoje prevalecem”, complementa. A Nova Vacina VPC20 e Grupos de Risco A vacina pneumocócica conjugada 20-valente (VPC20) protegerá contra 20 sorotipos da bactéria, dobrando a proteção oferecida pela VPC10. Além de proteger os vacinados, as vacinas conjugadas também impedem que o pneumococo se aloje na nasofaringe, reduzindo a transmissão

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Mulheres 45-64 anos: A Força Empreendedora que Lidera o Mercado de Cannabis Medicinal no Brasil

Mulheres acima de 45 anos lideram o uso de cannabis medicinal no Brasil Um levantamento pioneiro divulgado pela Blis Data, especializada em dados sobre tratamento canábico, revela que mulheres com mais de 45 anos são as principais consumidoras de cannabis medicinal importada no país. A pesquisa, que analisou 7.092 pacientes do gênero feminino com filhos, aponta para um perfil específico de usuárias que buscam alternativas terapêuticas. Os dados, divulgados em homenagem ao Mês das Mães, mostram que essa faixa etária, frequentemente associada a carreiras consolidadas e responsabilidades familiares, encontra na cannabis medicinal uma aliada para o bem-estar. As informações completas da pesquisa estão disponíveis no site especial da Blis Data. Essa tendência demonstra uma **mudança de percepção e maior acesso** a tratamentos inovadores, especialmente entre um público que busca qualidade de vida e alívio para condições crônicas. Conforme informação divulgada pela Blis Data, a pesquisa compila dados de pacientes que usam medicamentos canábicos sob prescrição médica. Perfil demográfico e socioeconômico das usuárias de cannabis medicinal A liderança no segmento é ocupada pelas mulheres na faixa de 55 a 64 anos, representando 28,2% do total de pacientes. Logo em seguida, o grupo de 45 a 54 anos aparece com 27,2%. Juntas, essas duas faixas etárias somam mais da metade das mulheres que utilizam cannabis medicinal no Brasil, evidenciando a forte presença de mulheres maduras no mercado. O grupo de 35 a 44 anos compõe a terceira maior parcela, com 18,7%. As mulheres com mais de 65 anos representam 16,3%, enquanto as mais jovens, de 18 a 34 anos, somam apenas 9,6%. Isso indica que a cannabis medicinal tem atraído um público mais experiente e estabelecido. A pesquisa também aponta que a maioria dessas consumidoras é trabalhadora (79,9%) e praticante de atividades físicas (75,1%). Este dado reforça a imagem de um público ativo e engajado com a própria saúde e bem-estar. Todas as regiões do Brasil estão representadas, com destaque para o Sudeste (61,6%) e o Sul (19,7%), que juntos totalizam 81,3% das pacientes. Principais indicações e abordagens terapêuticas Os distúrbios do sono são a queixa mais frequente entre as pacientes, motivando 28,9% dos tratamentos com cannabis medicinal. A dor crônica surge como a segunda principal indicação, representando 16,3% dos casos. Esses dados sublinham a eficácia da cannabis no manejo de condições que afetam significativamente a qualidade de vida. A saúde mental também se mostra como um campo relevante para o uso terapêutico. O transtorno de ansiedade é responsável por 14,9% das prescrições, e a depressão por 9,2%. Outras condições como fibromialgia, estresse pós-traumático e Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) também são tratadas com cannabis medicinal. Um dado relevante é que sete em cada dez mães que utilizam o tratamento combinam os medicamentos derivados da planta com tratamentos convencionais. Além disso, metade das participantes declarou que nunca havia utilizado cannabis antes de iniciar o tratamento médico prescrito, o que demonstra a confiança na abordagem regulamentada e supervisionada por profissionais de saúde. Cannabis medicinal: Uma nova fronteira para mulheres maduras

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HPV: Câncer Mata 7,5 Mil Anualmente no Brasil; 85% das Vítimas são Mulheres, Alerta Estudo

HPV: Câncer Mata 7,5 Mil Anualmente no Brasil; 85% das Vítimas são Mulheres, Alerta Estudo Cânceres associados ao HPV (Papilomavírus Humano) são responsáveis por cerca de 7,5 mil mortes e 29 mil hospitalizações por ano no Brasil. A maioria dos afetados, impressionantes 85%, são mulheres. A boa notícia é que grande parte desses casos é considerada prevenível, seja pela identificação e tratamento de lesões precursoras, seja pela vacinação. Esses dados alarmantes provêm de um estudo publicado na revista científica Human Vaccines & Immunotherapeutics, que analisou informações oficiais do Ministério da Saúde. A pesquisa focou em identificar tendências de hospitalização e mortalidade no período de 2011 a 2019, anterior aos impactos da pandemia de COVID-19 nos indicadores de saúde. A diretora executiva de Pesquisa de Dados de Mundo Real da farmacêutica MSD, Cintia Parellada, ressalta que o estudo serve como um importante alerta sobre a multiplicidade de cânceres que o HPV pode desencadear. Os pesquisadores estimaram a proporção de casos de câncer causados pelo vírus, com base em dados consolidados pela literatura médica. Câncer de Colo do Útero: O Principal Alvo, Mas Não o Único O câncer de colo do útero continua sendo a maior preocupação, respondendo por 74,3% das hospitalizações e 77,3% das mortes no período analisado. Contudo, é crucial notar que um a cada quatro pacientes desenvolveu a doença em outras partes do corpo, totalizando mais de 50 mil hospitalizações por outros tipos de câncer relacionados ao HPV. “O foco no colo do útero pode passar uma falsa percepção de que só a mulher tem que se vacinar. Mas, na verdade, o HPV é responsável por oito tipos de cânceres, que atingem mulheres e homens: colo do útero, vagina, vulva, ânus e pênis, e orofaringe, laringe e cavidade oral, que são os cânceres de cabeça e pescoço”, explica Cintia Parellada. Aumento Alarmante em Cânceres Anais e de Cabeça e Pescoço O câncer anal apresentou o maior aumento em ocorrências, com 3,1% nas hospitalizações e 10,9% na mortalidade. Grupos como homens que fazem sexo com homens e pessoas com sistema imunológico comprometido são particularmente vulneráveis a este tipo de câncer. Adicionalmente, Cintia Parellada destaca que os cânceres de cabeça e pescoço acometem quatro vezes mais homens do que mulheres. “Nos países que já conseguiram atacar o problema do câncer do colo do útero, o problema do HPV está maior nos homens por causa disso. E nesse tipo de câncer não existe lesão precursora que possas ser tratada. A prevenção é apenas a vacinação”, alerta a médica. Tendências Preocupantes no Câncer de Colo do Útero O estudo revela uma tendência preocupante em relação ao câncer de colo do útero. Enquanto as hospitalizações caíram 4,7% entre 2011 e 2016, houve um crescimento de 3,9% entre 2016 e 2019. A mortalidade seguiu o mesmo padrão, com queda de 0,7% no primeiro período e alta de 1,5% no segundo. Outro dado alarmante é a análise etária. Enquanto outros tipos de câncer relacionados ao HPV tendem a ter maior incidência a partir dos 40 ou

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Fiocruz Revela: Medo de Calçadas Quebradas e Insegurança Afetam 42% dos Idosos Urbanos no Brasil

Fiocruz lança painel inédito com 100 indicadores sobre saúde e bem-estar de idosos brasileiros A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em colaboração com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), apresentou os resultados da terceira onda do Estudo Longitudinal da Saúde dos Idosos (Elsi-Brasil). Esta pesquisa, considerada uma das mais abrangentes sobre o envelhecimento no país, disponibiliza em plataforma online cerca de 100 indicadores de saúde para pessoas com 60 anos ou mais. Os dados revelam que fatores ambientais, sociais e estruturais desempenham um papel crucial na qualidade de vida dos idosos brasileiros. O envelhecimento no Brasil apresenta desafios que vão muito além da ausência de doenças, impactando diretamente a mobilidade, a autonomia e a participação social dessa parcela da população. Essas descobertas, divulgadas pela Fiocruz e UFMG, reforçam a necessidade de políticas públicas mais eficazes para garantir um envelhecimento saudável e digno no país. O estudo detalha aspectos como condições de vida, funcionalidade, ambiente social e acesso a políticas públicas, oferecendo um panorama completo. O medo de cair e a insegurança urbana: barreiras para o idoso Um dos pontos alarmantes destacados pela pesquisa é a percepção do ambiente urbano. Cerca de 42,7% dos idosos em áreas urbanas relatam medo de cair devido a problemas em calçadas, passeios ou vias públicas próximas às suas residências. Esse índice chega a 50,5% entre as mulheres idosas e aumenta com a idade, atingindo 63,1% entre aqueles com 80 anos ou mais. “Os dados reforçam a urgência de políticas públicas voltadas à adaptação das cidades para uma população cada vez mais envelhecida, incluindo acessibilidade, segurança viária, mobilidade e planejamento urbano inclusivo”, avalia a coordenadora do Elsi-Brasil, Maria Fernanda Lima-Costa. A insegurança relacionada à violência e criminalidade também é uma preocupação significativa. O estudo aponta que 12,1% dos idosos brasileiros consideram sua vizinhança muito insegura, o que representa aproximadamente 3,8 milhões de pessoas vivendo em contextos de medo e vulnerabilidade social. Hipertensão arterial: um desafio persistente na terceira idade A hipertensão arterial sistêmica continua sendo uma das condições de saúde mais relevantes entre os idosos. A pesquisa identificou que 34,4% dos idosos apresentam níveis compatíveis com hipertensão (pressão de 14 por 9 ou acima), totalizando cerca de 11 milhões de brasileiros idosos que necessitam de acompanhamento clínico. A prevalência da hipertensão aumenta com a idade, sendo de 31,9% entre 60 e 69 anos e chegando a 40,1% entre os com 80 anos ou mais. Os pesquisadores ressaltam a importância do rastreamento regular e do fortalecimento da atenção primária à saúde para evitar o subdiagnóstico e complicações graves, como infarto e AVC. Limitações funcionais e a fragilidade da rede de apoio A perda da capacidade funcional é outro eixo central do estudo, com 20,4% dos idosos brasileiros apresentando dificuldade em realizar atividades básicas da vida diária, como se vestir ou tomar banho. Isso afeta cerca de 6,5 milhões de pessoas, impactando sua autonomia e sobrecarregando famílias e sistemas de saúde. A limitação funcional é mais comum entre mulheres (23,1%) do que entre homens (17%), e a prevalência

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Mais de 574 mil brasileiros bloqueiam acesso a sites de apostas: saiba como funciona a autoexclusão e seus motivos

Plataforma de Autoexclusão: Uma Ferramenta Essencial para o Controle de Apostas Online no Brasil Um número expressivo de brasileiros, mais de 574 mil pessoas, já utilizou a Plataforma Centralizada de Autoexclusão do governo federal. Essa ferramenta inovadora permite aos cidadãos bloquear o próprio acesso a todos os sites de apostas autorizados a operar no país, demonstrando uma crescente preocupação com o jogo responsável. A iniciativa, lançada em dezembro de 2023, surge como uma resposta direta aos desafios impostos pelo avanço das apostas online. O Ministério da Saúde, em colaboração com o Ministério da Fazenda, busca oferecer um mecanismo de proteção eficaz para aqueles que enfrentam dificuldades relacionadas ao jogo. Os dados revelam que a busca por essa ferramenta vai além de uma simples decisão pessoal. Uma parcela significativa dos usuários busca ajuda para lidar com questões de saúde mental e financeiras, evidenciando a complexidade do problema e a importância de soluções governamentais. Motivações por Trás da Autoexclusão em Sites de Apostas Conforme divulgado pelo Ministério da Saúde, a principal razão apontada por 207 mil usuários, o que representa 41% dos pedidos, foi a perda de controle sobre o jogo e, em alguns casos, danos à saúde mental. Esses números ressaltam a necessidade de um olhar atento para os impactos psicológicos do vício em apostas. Outros fatores relevantes incluem os riscos associados ao vazamento de dados, mencionados por 18% dos usuários, e os problemas financeiros decorrentes do jogo, citados por 12%. Cerca de 14% dos usuários optaram por não informar o motivo, enquanto 13% declararam ter tomado a decisão de forma voluntária, sem pressões externas. Como Funciona a Plataforma de Autoexclusão Desenvolvida pela Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda, a Plataforma Centralizada de Autoexclusão permite que qualquer pessoa interessada bloqueie seu acesso a todos os sites de apostas autorizados com um único pedido. O processo é simples e pode ser feito de forma online. Ao optar pela autoexclusão, o usuário pode escolher entre bloquear o acesso por tempo indeterminado ou por um período pré-determinado, que pode variar de um a 12 meses. Atualmente, 69% dos usuários optaram pela exclusão indeterminada, enquanto 31% escolheram um prazo específico, sendo um ano o período mais selecionado. Além de impedir o acesso aos sites, a autoexclusão suspende o envio de publicidade direcionada sobre apostas e impede novos cadastros em nome do usuário. Essa medida visa criar um ambiente mais seguro e livre de gatilhos para quem busca se afastar do jogo. Recursos Adicionais para Saúde Mental e Financeira A Plataforma Centralizada de Autoexclusão vai além do bloqueio de acesso, oferecendo um portal completo de informações e suporte. O sistema disponibiliza conteúdos sobre saúde mental, orientações e links diretos para atendimento no Sistema Único de Saúde (SUS) para aqueles que sofrem com o uso problemático de jogos de apostas. Adicionalmente, a plataforma oferece acesso a um questionário da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) para avaliação da saúde financeira e um autoteste elaborado pelo Ministério da Saúde, auxiliando os usuários a compreenderem melhor sua

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Anabolizantes e Hipertrofia Cardíaca: Jovem Influenciador Morto aos 22 Anos Acende Alerta; Saiba Como Proteger Seu Coração

Morte de Influenciador Fitness Liga Sinal de Alerta Sobre Riscos Cardíacos do Uso de Anabolizantes A trágica morte do influenciador e fisiculturista Gabriel Ganley, de apenas 22 anos, vítima de cardiomiopatia hipertrófica, reacendeu o debate sobre os perigos do uso de anabolizantes na saúde do coração. Ganley, que compartilhava sua rotina de treinos com mais de 1,7 milhão de seguidores e já havia revelado o uso dessas substâncias, foi encontrado sem vida em seu apartamento em São Paulo. Essa fatalidade evidencia a necessidade de um alerta geral sobre os riscos associados ao uso indiscriminado de esteroides anabolizantes, especialmente entre jovens e atletas que buscam performance e estética a qualquer custo. A cardiomiopatia hipertrófica, causa apontada em seu atestado de óbito, é uma condição grave que pode ter suas bases genéticas agravadas pelo uso dessas drogas. Especialistas alertam que o coração, sendo um músculo, também pode sofrer hipertrofia quando exposto a doses elevadas de anabolizantes, crescendo de forma desproporcional e colocando a vida em risco. Conforme informações divulgadas, a morte do influenciador Gabriel Ganley lança luz sobre essa perigosa associação. O Que São Anabolizantes e Seus Riscos Para o Coração Os esteroides anabolizantes (EA) são substâncias sintéticas derivadas da testosterona, o principal hormônio masculino. Embora tenham uso médico legítimo para tratar deficiências hormonais, como o hipogonadismo, seu emprego sem supervisão profissional para fins estéticos ou de performance esportiva é proibido e extremamente prejudicial à saúde. O uso regular e em doses elevadas de anabolizantes pode levar à hipertrofia do coração. O cardiologista Herbert Lima Mendes, professor do Idomed, explica que essa condição faz com que o músculo cardíaco cresça acima do normal, da mesma forma que ocorre com outros músculos do corpo. Esse crescimento descontrolado pode comprometer seriamente a função cardíaca. A cardiomiopatia hipertrófica resulta no espessamento anormal do músculo cardíaco, tornando-o mais rígido. Essa rigidez dificulta o bombeamento de sangue para o corpo e o relaxamento adequado do coração, sendo uma das principais causas de morte súbita em jovens e atletas. A longo prazo, essa condição pode evoluir para uma insuficiência cardíaca grave. A “Síndrome de Super Homem” e o Aumento do Risco Entre atletas que utilizam anabolizantes, é comum a ocorrência do que se chama de “Síndrome de Super Homem”. Essa síndrome se manifesta na crença de que os riscos associados ao uso de anabolizantes não se aplicam a si mesmos, levando a uma falsa sensação de invencibilidade. “Os atletas dizem que isso acontece com os outros, não vai acontecer comigo. Eu não vou ter nada”, afirma Mendes. O médico alerta que a ânsia por resultados rápidos leva muitos a aumentarem a dose e a quantidade de substâncias utilizadas, elevando exponencialmente o risco de complicações graves, incluindo a morte. Infelizmente, muitas pessoas iniciam o uso de anabolizantes sem realizar uma avaliação cardiológica prévia, descobrindo problemas de saúde apenas quando a doença já está em estágio avançado e de difícil tratamento. Predisposição Genética e o Papel dos Anabolizantes A cardiomiopatia hipertrófica é uma doença com fundo genético, afetando aproximadamente um

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Jornalismo Inclusivo: Beatriz Arcoverde da EBC é Celebrada no Prêmio Mulheres Raras 2026

EBC e Radioagência Nacional brilham no Prêmio Mulheres Raras 2026, com vitória e indicações que reforçam a importância do jornalismo inclusivo e da representatividade. A Empresa Brasil de Comunicação (EBC) e seu compromisso com a inclusão e a representatividade foram protagonistas na noite do Prêmio Mulheres Raras 2026. A cerimônia, realizada pelo Instituto Vidas Raras, homenageou a editora Beatriz Arcoverde, da Radioagência Nacional, na categoria Aliada dos Raros, e destacou outras duas profissionais da casa entre as melhores jornalistas do evento. O reconhecimento consolida a Radioagência Nacional como um polo de referência na cobertura de doenças raras no Brasil. A premiação celebra o trabalho dedicado a dar visibilidade às dificuldades e aos direitos de pessoas com deficiência (PcDs) e com doenças raras, mostrando a força dessas narrativas. Conforme informação divulgada pelo Instituto Vidas Raras, Beatriz Arcoverde foi a grande vencedora na categoria Aliada dos Raros. Esta premiação é destinada a indivíduos que, mesmo sem possuir uma doença rara, dedicam suas vidas a apoiar e dar visibilidade à causa. Beatriz Arcoverde: Uma Voz para os Raros Beatriz Arcoverde, editora do podcast Videbula, foi reconhecida por seu trabalho em dar visibilidade às dificuldades e aos direitos das pessoas com deficiência (PcDs) e doenças raras. Ela ressalta a importância de mostrar a humanidade por trás dos diagnósticos. “O Prêmio Mulheres Raras é o reconhecimento de um trabalho que a gente vem desenvolvendo com o podcast Videbula, que vem mostrando as dificuldades, os direitos das pessoas com doenças raras ou PCDs”, afirmou Arcoverde. Ela enfatiza que essas pessoas são muito mais do que suas condições: “Essas pessoas não são a doença. Elas são muito mais: são pessoas que desenvolvem um trabalho, que têm a sua vida e também convivem com a doença rara.” A editora acredita que a conscientização é fundamental para a sociedade. “Isso é importante e todos na nossa sociedade devem saber disso, se conscientizar e contribuir com essa luta que é tão importante e, às vezes, muito solitária”, completou. Radioagência Nacional: Reconhecimento Duplo Além da vitória de Beatriz Arcoverde, a Radioagência Nacional teve outras duas profissionais entre as três melhores jornalistas da premiação. Patrícia Serrão e Raíssa Saraiva, apresentadoras e produtoras do Podcast Videbula, foram finalistas na categoria Jornalistas Raras. Esta categoria celebra profissionais que vivem os desafios do diagnóstico, tratamento e da luta diária por inclusão, transformando suas próprias experiências em ferramentas de jornalismo e mobilização social. O trabalho delas é um exemplo de como o jornalismo pode ser um agente de transformação. O Impacto do Prêmio Mulheres Raras Roseli Cizotti, representante do Instituto Vidas Raras, explicou a relevância da premiação para a comunidade. “A importância do prêmio vai muito além de uma homenagem, porque fortalece a representatividade das doenças raras”, disse. Ela destacou que o prêmio mostra histórias reais de superação e combate à invisibilidade e ao preconceito. “Essas mulheres não tinham como e nem para onde ir. Então elas criaram as próprias estradas, fizeram os próprios sapatos e construíram lugares pelo caminho para que, quando viessem pessoas atrás

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Profissionais de Saúde Superam Barreiras Imensas para Levar Vacinação Essencial a Aldeias Indígenas Isoladas no Brasil

Vacinação em Terras Indígenas: A Jornada Heroica do ‘Zé Gotinha’ em Áreas de Difícil Acesso No coração da Amazônia, equipes de saúde enfrentam desafios monumentais para garantir que a vacinação chegue a todos, especialmente às comunidades indígenas. A logística complexa, as vastas distâncias e as particularidades culturais tornam essa missão uma verdadeira odisseia. Apesar dos obstáculos, o compromisso com a saúde pública prevalece. Profissionais dedicados desbravam rios, florestas e terrenos acidentados, muitas vezes passando semanas longe de casa, para administrar vacinas vitais. Esta é a história de como a perseverança e o conhecimento local se unem para proteger populações vulneráveis, demonstrando a força do Sistema Único de Saúde (SUS) em sua forma mais desafiadora. As informações são do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Alto Rio Purus. A Realidade do DSEI Alto Rio Purus: Um Mosaico de Culturas e Desafios Geográficos A área atendida pelo DSEI Alto Rio Purus abriga aproximadamente 11 mil pessoas de nove etnias distintas, espalhadas por 155 aldeias nos estados do Acre, Amazonas e Rondônia. A comunicação se dá por meio de diferentes idiomas indígenas e o português, e o acesso às comunidades varia drasticamente dependendo do clima e da localização. Para chegar a algumas aldeias, é possível usar caminhonetes ou barcos em condições favoráveis. Contudo, em períodos de chuva intensa ou em locais mais remotos, o transporte se restringe a quadriciclos, botes ou até helicópteros, evidenciando a complexidade logística. Respeito Cultural e Estratégias Adaptadas para a Imunização Efetiva O coordenador do DSEI, Evangelista Apurinã, destaca a importância de respeitar as peculiaridades culturais de cada etnia. Ele explica que impor um ritmo de atendimento não funciona, sendo essencial negociar e adaptar as estratégias. A duração da permanência em uma aldeia, por exemplo, precisa ser considerada, pois os povos Madijá e Kulina não se mantêm em um local por longos períodos. A estrutura política das comunidades também exige atenção. No caso dos Jamamadi, que se organizam em torno de 11 clãs, é fundamental acertar os acordos com o cacique do clã principal. Ignorar essa hierarquia pode invalidar todo o planejamento, como alerta Apurinã: “Se a gente não souber desses detalhes, e de fato entender como é a estrutura de cada povo, a gente vai estar colocando a carroça na frente dos bois”. Logística Refrigerada e Planejamento Minucioso para Manter a Cadeia de Frio Manter a eficácia das vacinas é um desafio constante. Como é inviável ter postos de saúde em todas as aldeias, os profissionais atuam de forma itinerante, partindo de polos base e permanecendo até 40 dias em campo. Para garantir a refrigeração das vacinas, entre 2º e 8º Celsius, são utilizados freezers em barcos, caixas térmicas e bobinas de gelo. O planejamento das atividades, liderado pela enfermeira Kislane de Araújo Dias, responsável técnica pela área de Imunizações do DSEI, baseia-se em um censo vacinal detalhado. Essa planilha com dados de todas as famílias permite monitorar quem precisa de qual vacina e calcular as doses exatas para cada incursão. As equipes chegam a ir de casa em

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Alerta Ebola: São Paulo Intensifica Vigilância e Prepara Rede de Saúde Diante de Casos na África

Secretaria da Saúde de SP reforça vigilância sobre ebola no estado diante de surtos na África A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo anunciou nesta quinta-feira (21) o reforço das orientações para toda a rede estadual de saúde. O objetivo é aprimorar os fluxos de identificação, notificação, isolamento e atendimento de possíveis casos suspeitos de ebola dentro do território paulista. A medida preventiva surge em resposta aos recentes surtos registrados na República Democrática do Congo e em Uganda, na África. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), já foram contabilizados quase 600 casos suspeitos e 139 mortes que também são consideradas suspeitas em decorrência da doença. Apesar da preocupação global, a secretaria paulista enfatiza que o risco de a doença chegar ao Brasil é considerado baixo. Fatores como a ausência de transmissão local do vírus na América do Sul, a inexistência de voos diretos entre as áreas afetadas na África e a América do Sul, e a forma de contágio, que exige contato direto com fluidos corporais de pessoas doentes, contribuem para essa avaliação. Mesmo assim, a atenção aos viajantes é fundamental. Atenção redobrada a viajantes com sintomas Apesar do baixo risco, a Secretaria da Saúde de SP orientou os serviços de saúde a manterem uma atenção especial a pessoas que apresentem febre e tenham histórico de viagem recente, nos últimos 21 dias, para áreas onde o vírus do ebola está circulando. Esta vigilância é crucial para uma resposta rápida. Regiane de Paula, coordenadora de Saúde da Coordenadoria de Controle de Doenças, destacou a proatividade do estado: “São Paulo atua de forma preventiva e mantém sua rede preparada para uma resposta rápida e segura. Por concentrar importante fluxo internacional de viajantes, o estado conta com protocolos definidos, vigilância ativa, equipes capacitadas e unidades de referência para identificação, notificação e atendimento oportuno de casos suspeitos”. Entendendo a doença ebola O ebola é uma doença grave que pode se manifestar de forma súbita. Os sintomas iniciais incluem febre alta, dor de cabeça intensa, dores musculares, fadiga, náuseas, vômitos, diarreia e dor abdominal. Em casos mais severos, a doença pode evoluir para manifestações hemorrágicas, choque e falência múltipla de órgãos. O período de incubação, que é o tempo entre a contaminação e o surgimento dos sintomas, varia entre dois e 21 dias. A transmissão ocorre pelo contato direto com sangue, secreções e outros fluidos corporais de pessoas doentes que apresentam sintomas. Protocolos de notificação e atendimento em SP No estado de São Paulo, qualquer caso suspeito de ebola deve ser imediatamente notificado à Vigilância Epidemiológica municipal e ao Centro de Vigilância Epidemiológica estadual. A remoção de pacientes, caso necessária, será realizada pelo Grupo de Resgate e Atendimento às Urgências e Emergências (GRAU), garantindo segurança no transporte. O Instituto de Infectologia Emílio Ribas, localizado na capital paulista, foi designado como a unidade de referência estadual para o atendimento de casos suspeitos ou confirmados de ebola. A escolha visa centralizar o cuidado e garantir o melhor manejo clínico possível. Vacinas e terapias: o

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Imposto de Renda: O Que Pode e o Que Não Pode Ser Deduzido Como Despesa Médica em 2024?

Despesas Médicas no IR: O Guia Completo para Não Cair na Malha Fina da Receita Federal A declaração do Imposto de Renda se aproxima, e com ela surge a dúvida sobre quais gastos com saúde podem ser abatidos do tributo. A Receita Federal permite deduções médicas sem limite de valor, mas a lista do que é aceito é mais restrita do que muitos imaginam. Especialistas apontam uma legislação defasada como principal motivo para essa limitação. Para te ajudar a organizar suas contas e evitar problemas com o fisco, reunimos as principais informações sobre o que pode e o que não pode ser deduzido. É fundamental estar atento às regras para garantir que sua declaração esteja em conformidade. As despesas médicas dedutíveis são um direito de todos os contribuintes, independentemente de terem deficiência ou doenças graves. No entanto, a interpretação do que se qualifica como essencial para a saúde e mobilidade é crucial. Conforme informações divulgadas pela Radioagência Nacional, a legislação tributária brasileira sobre o tema necessita de atualizações para abranger os avanços na área da saúde e as novas necessidades da sociedade. O Que Pode Ser Deduzido Como Despesa Médica De modo geral, consultas, exames e terapias realizadas por profissionais de saúde legalmente habilitados são dedutíveis. O auditor-fiscal da Receita Federal, José Carlos Fernandes da Fonseca, explica que o critério para equipamentos de acessibilidade é a **essencialidade**. Por exemplo, cadeiras de rodas e próteses são consideradas dedutíveis, pois são indispensáveis para a locomoção e qualidade de vida. A Instrução Normativa da Receita Federal menciona especificamente braços e pernas mecânicos, cadeiras de rodas, andadores ortopédicos, palmilhas e calçados ortopédicos, e outros aparelhos ortopédicos para correção de desvios de coluna ou problemas em membros e articulações. Para garantir a dedução desses itens, a documentação deve ser completa. O advogado especialista em Direitos das Pessoas com Deficiência, Thiago Helton, reforça que **aparelhos ortopédicos, próteses ortopédicas ou dentárias** precisam ser comprovados com receituário médico ou odontológico e nota fiscal em nome do beneficiário. O Que Fica de Fora da Dedução no Imposto de Renda A lógica da Receita Federal é que, se o item se fixa permanentemente ao corpo e é essencial, ele pode ser deduzido. Itens que podem ser retirados ou não são fundamentalmente necessários para a mobilidade, como muletas e bengalas, podem não se enquadrar. Da mesma forma, aparelhos de surdez e CPAP, usados para tratar a apneia do sono, são frequentemente excluídos, apesar de serem discutíveis em alguns casos. Medicamentos comprados em farmácias e vacinas particulares **não são dedutíveis**, a menos que façam parte de uma conta hospitalar. Fátima Macedo, vice-presidente financeira da Aescon-SP, lamenta que, apesar dos altos gastos com remédios, eles são dedutíveis apenas quando incluídos na conta de internação. A Lei 9.250/95, que rege as deduções de saúde, também exclui diversos profissionais que se tornaram essenciais em tratamentos modernos, como nutricionistas e quiropratas. A legislação atual não permite a dedução desses serviços, mesmo que sejam cruciais para o bem-estar de muitos contribuintes. Cuidador de Idoso e Home Care:

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