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Saúde e bem estar

Luta Antimanicomial: UFJF e UFMG Pedem Desculpas por Uso de Cadáveres de Ex-Pacientes em Aulas de Anatomia

UFJF e UFMG pedem desculpas por uso de cadáveres de pacientes psiquiátricos em aulas, em um marco para a luta antimanicomial. Duas importantes universidades públicas brasileiras, a Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), emitiram notas oficiais pedindo desculpas por terem, no passado, utilizado cadáveres de pessoas internadas em hospitais psiquiátricos para aulas de anatomia. As retratações ocorrem em um momento crucial para a discussão sobre os direitos humanos e a história da saúde mental no Brasil, especialmente no contexto da luta antimanicomial. Essas instituições reconhecem a gravidade de terem, por meio de suas práticas acadêmicas, contribuído para a desumanização e o estigma de indivíduos que já sofriam com a segregação social e a violência em instituições de tratamento psiquiátrico. As notas buscam, assim, um ato de reparação simbólica e um compromisso com a construção de uma memória mais justa e respeitosa. O ato de pedir desculpas por parte da UFJF e UFMG não se limita a um simples reconhecimento do erro, mas se estende a um compromisso com iniciativas que visam educar, conscientizar e promover a dignidade humana. A informação sobre essas retratações foi amplamente divulgada, marcando um passo importante na evolução da sociedade e das instituições acadêmicas em relação ao tratamento de pessoas com transtornos mentais e à sua história no país, conforme informações divulgadas pelas próprias universidades. O Passado Sombrio do Hospital Colônia de Barbacena e o Papel das Universidades A UFJF, em sua nota de retratação, reconheceu sua conivência com um dos períodos mais sensíveis da história da saúde pública brasileira. A universidade destacou como a segregação social, justificada pela busca de uma suposta segurança coletiva, resultou em isolamento e diversas formas de violência contra indivíduos que não se encaixavam em padrões sociais estabelecidos. A chamada “loucura” era frequentemente associada à incapacidade e periculosidade, deteriorando a identidade social e consolidando estigmas e práticas discriminatórias. A instituição ressaltou que o desprezo por essas pessoas é um fato histórico incontornável no Brasil. Em especial, a UFJF mencionou o **Hospital Colônia de Barbacena**, um local que contribuiu significativamente para a marginalização e invisibilização de pacientes. Estima-se que mais de 60 mil pessoas tenham morrido no hospital ao longo do século XX, muitas delas classificadas como indigentes, como relatado no livro “Holocausto Brasileiro” da jornalista Daniela Arbex. A obra também aponta que 1.853 corpos de internos foram comercializados para instituições de ensino da área da saúde. UFJF: Reparação e Compromisso com a Memória e Direitos Humanos O Instituto de Ciências Biológicas (ICB) da UFJF, de acordo com os registros, recebeu 169 corpos do Hospital de Barbacena entre os anos de 1962 e 1971 para aulas de anatomia humana. Como forma de reparação simbólica, a UFJF comprometeu-se a implementar e manter **ações educativas sobre direitos humanos e saúde mental**. A universidade também buscará apoio para a criação de um memorial e planeja organizar pesquisas documentais sobre as conexões entre a instituição e o hospital. Desde 2010, o Departamento de Anatomia do ICB da

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Luta Antimanicomial: Tratamento Humanizado Ainda é Desafio no Brasil, Especialistas Alertam sobre Comunidades Terapêuticas

Tratamento Humanizado na Saúde Mental: Um Caminho com Obstáculos na Luta Antimanicomial Brasileira No Dia Nacional da Luta Antimanicomial, celebrado em 18 de maio, especialistas avaliam que, apesar dos progressos no cuidado de pessoas com transtornos mentais no Brasil, a busca por tratamentos verdadeiramente humanizados ainda enfrenta desafios significativos. A Lei Antimanicomial, que completa 25 anos em abril, visa a substituição de estruturas manicomiais pela Rede de Atenção Psicossocial (Raps). Apesar dos avanços, a falta de regulamentação para comunidades terapêuticas e a ausência de diálogo entre o governo federal e movimentos sociais são pontos de atenção. A Agência Brasil destaca que especialistas apontam para a necessidade de mais espaços de acolhimento para pacientes com quadros como ansiedade e depressão, além de uma maior interlocução entre as esferas governamentais e as organizações que atuam na causa. Essas questões foram levantadas por especialistas ouvidos pela Agência Brasil, que ressaltam a importância da continuidade da reforma psiquiátrica e do aprimoramento da Raps. O Conselho Federal de Psicologia (CFP) é uma das entidades que defende a plena implementação dessas diretrizes, buscando garantir um cuidado mais digno e eficaz. A Rede de Atenção Psicossocial (Raps) e seus Desafios A Rede de Atenção Psicossocial (Raps) é composta por Centros de Atenção Psicossocial (Caps), Unidades de Acolhimento (UAs), Serviços Residenciais Terapêuticos (SRTs) e o Programa de Volta para Casa (PVC). Esses espaços oferecem acesso a medicamentos, atividades terapêuticas, artísticas e de socialização, além de suporte para pacientes que encerraram longas internações. No entanto, a eficácia da Raps é comprometida pela existência de comunidades terapêuticas que, segundo a presidenta da Associação Brasileira de Saúde Mental (Abrasme), Ana Paula Guljor, reproduzem práticas manicomiais. Essas instituições, voltadas para dependência química, não estão integradas ao Sistema Único de Assistência Social (Suas) nem ao Sistema Único de Saúde (SUS). Comunidades Terapêuticas: Um Ponto Crítico na Saúde Mental As comunidades terapêuticas operam em um limbo legal, sem um propósito claramente definido, e frequentemente recebem verbas públicas difíceis de rastrear. Denúncias de violação de direitos básicos dos pacientes são recorrentes, conforme apontam Ana Paula Guljor e outras autoridades da área. A RDC 29, que trata dos requisitos de segurança sanitária para essas comunidades, é considerada genérica. A Abrasme argumenta que o investimento público nessas entidades, muitas vezes de caráter filantrópico, configura uma privatização de serviços e uma distorção do marco regulatório. A associação defende ações de redução de danos e reinserção social, que não são priorizadas por essas comunidades. Recentemente, cinco conselhos nacionais e o Mecanismo Nacional de Prevenção e Combate à Tortura se posicionaram de forma semelhante. O Legado Histórico dos Manicômios e a Luta por Direitos O Brasil possui um passado sombrio marcado pelo encarceramento de pessoas com transtornos mentais em instituições como o Hospício Pedro II, no Rio de Janeiro, fundado em 1852. A medicalização e o isolamento eram as principais abordagens, refletindo uma concepção de culpa associada ao sofrimento psíquico. A história da saúde mental no país é marcada pela proliferação de hospícios, como o Hospital Provisório de Alienados em

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SESI Revoluciona Saúde do Trabalhador: Vacinação em Massa nas Indústrias Alcança Milhares em Todo o Brasil

SESI Impulsiona Saúde e Prevenção com Vacinação Direta nas Indústrias em Ação Nacional O Serviço Social da Indústria (SESI), em colaboração com o Conselho Nacional do SESI (CN-SESI) e o Ministério da Saúde, está promovendo uma iniciativa de grande impacto: a vacinação de funcionários diretamente em seus locais de trabalho. A ação, que ocorreu nesta sexta-feira (15), integra o Dia D de Vacinação do Trabalhador da Indústria e abrange todo o território nacional. O principal objetivo é **ampliar significativamente a cobertura vacinal** entre os profissionais da indústria, fortalecendo as medidas de prevenção de doenças nos ambientes laborais. A meta para este ano é superar a marca de 21 mil doses aplicadas, um número expressivo que demonstra o compromisso com o bem-estar dos trabalhadores. Esta mobilização é resultado de um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) firmado entre o SESI e o Ministério da Saúde, que visa facilitar o acesso à imunização e torná-la mais prática. Conforme divulgado pelo SESI, a iniciativa aproxima o cuidado com a saúde da rotina dos trabalhadores, superando as barreiras de tempo e acesso que muitas vezes dificultam a busca por serviços de saúde. Variedade de Vacinas Disponibilizadas para Proteção Integral Durante o Dia D, diversas vacinas essenciais estão sendo ofertadas para garantir a proteção contra um leque de doenças. Entre as vacinas aplicadas estão a **influenza (gripe)**, a **difteria e tétano (dT adulto)**, a **tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola)**, a **hepatite B** e a **febre amarela**. Essa diversidade de vacinas reforça o compromisso com a saúde preventiva. A aplicação das vacinas ocorre em diferentes locais, incluindo unidades industriais, unidades do próprio SESI, unidades móveis e pontos estratégicos definidos pelos Departamentos Regionais participantes da campanha. Essa capilaridade garante que o maior número possível de trabalhadores seja alcançado. Paulo Mol, diretor-superintendente do SESI, destacou a importância da ação, afirmando que “Ao levar a vacinação para o ambiente de trabalho, conseguimos tornar esse cuidado mais prático, acessível e efetivo”. Ele ressaltou que a dinâmica do dia a dia muitas vezes dificulta a busca pelos serviços de saúde, e essa iniciativa supre essa necessidade. Fortalecimento de Políticas Públicas e Prevenção Coletiva Fernanda Magano, presidenta do Conselho Nacional de Saúde, enfatizou que o Dia D de Vacinação da Indústria é um exemplo de como as políticas públicas de saúde podem ser aproximadas do cotidiano dos trabalhadores. “Quando a vacinação chega aos ambientes de trabalho, ela amplia o acesso à saúde e fortalece uma agenda de prevenção, bem-estar e qualidade de vida”, declarou. Éder Gatti, diretor do Departamento do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, reforçou que a vacinação continua sendo uma das **principais estratégias de proteção da saúde pública**. Ele sublinhou que as vacinas são reconhecidas mundialmente por sua eficácia na prevenção de casos graves, hospitalizações e mortes, além de contribuírem para reduzir a disseminação de agentes infecciosos. Fausto Augusto Junior, presidente do Conselho Nacional do SESI, complementou, dizendo que “a vacinação é uma das estratégias mais importantes de proteção coletiva e de promoção da saúde”. Ele concluiu

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Obesidade Supera Hipertensão e se Torna o Principal Fator de Risco à Saúde no Brasil, Alerta Estudo Global

Obesidade agora é o principal fator de risco à saúde no Brasil, superando a hipertensão. A obesidade assumiu a liderança como o principal fator de risco à saúde no Brasil, ultrapassando a hipertensão, que por décadas deteve essa posição. Essa mudança significativa no cenário da saúde brasileira é um dos destaques da análise nacional do Estudo Global sobre Carga de Doenças. O estudo, que envolveu milhares de pesquisadores em mais de 200 países, revela que a pressão alta agora ocupa o segundo lugar no ranking, seguida pela glicemia elevada. O diagnóstico brasileiro foi publicado na renomada revista científica The Lancet Regional Health – Americas. Essas alterações refletem profundas transformações no estilo de vida da população nas últimas décadas, incluindo o avanço da urbanização. Conforme divulgado pela The Lancet Regional Health – Americas, esse cenário contribuiu para a diminuição dos níveis de atividade física e a adoção de dietas mais calóricas, ricas em sal e com excesso de alimentos ultraprocessados. O ‘ambiente obesogênico’ e seus riscos O endocrinologista Alexandre Hohl, membro da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica (Abeso) e da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, corrobora essa visão. Ele aponta que esses comportamentos criam um “ambiente obesogênico”, tornando a obesidade um dos maiores desafios de saúde pública enfrentados pelo Brasil atualmente. Hohl enfatiza que a obesidade é mais do que apenas excesso de peso. Ele a descreve como uma **doença crônica inflamatória e metabólica**, que eleva simultaneamente o risco de desenvolver diabetes tipo 2, hipertensão, infarto, AVC e diversos tipos de câncer. Essa complexidade exige uma abordagem multifacetada para o seu controle e tratamento. Evolução dos fatores de risco no Brasil A comparação com dados mais antigos, de 1990, evidencia a magnitude dessas mudanças. Naquele ano, os três maiores fatores de risco eram a hipertensão, seguida pelo tabagismo e a poluição por materiais particulados no ar. O Índice de Massa Corporal (IMC) elevado, principal indicador da obesidade, figurava apenas em sétimo lugar, e a glicemia elevada em sexto. Em 2023, a obesidade lidera o ranking, com um crescimento constante no risco atribuído, que acumulou **15,3% desde 1990**. O estudo publicado na The Lancet Regional Health – Americas aponta que o risco atribuído ao IMC elevado cresceu significativamente, consolidando sua posição como a principal preocupação de saúde. Boas e más notícias na saúde pública A análise comparativa entre 1990 e 2023 traz um panorama misto. Por um lado, houve uma **queda expressiva de 69,5%** no risco de morte ou perda de qualidade de vida associado à poluição particulada do ar. Similarmente, o risco relacionado ao tabagismo, prematuridade, baixo peso ao nascer e colesterol LDL alto registrou uma redução de aproximadamente 60%. No entanto, nem todas as tendências são positivas. De 2021 a 2023, o risco associado ao tabagismo apresentou um leve aumento de 0,2%, revertendo anos de queda contínua. Outro dado alarmante é o aumento de quase 24% no risco atribuído à violência sexual na infância, que saltou da 25ª para a 10ª posição entre os

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Alerta de Febre Amarela em SP: Mais Duas Mortes Confirmadas, Estado Soma Nove Casos e Cinco Óbitos em 2026

Febre Amarela: Estado de São Paulo Registra Novos Óbitos e Reforça Alerta para Vacinação O Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado de São Paulo (CVE-SP) confirmou nesta quarta-feira (14) a ocorrência de mais duas mortes decorrentes da febre amarela. Com esses novos óbitos, o estado de São Paulo totaliza, em 2026, nove casos da doença, dos quais cinco evoluíram para óbito. As vítimas mais recentes eram dois homens, de 64 e 54 anos, ambos residentes na cidade de Lagoinha, na região do Vale do Paraíba. É crucial destacar que nenhuma das pessoas que faleceram havia se vacinado contra a febre amarela, o que reforça a importância da imunização como principal medida de prevenção. Diante deste cenário preocupante, a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo intensificou o alerta para a vacinação contra a doença, considerada uma das formas mais eficazes de combater sua disseminação. A vacina contra a febre amarela é oferecida gratuitamente em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) do estado, sendo recomendada para toda a população. Conforme informação divulgada pelo CVE-SP, a orientação é que todas as pessoas que ainda não receberam a vacina procurem a unidade de saúde mais próxima para atualizar sua caderneta, especialmente antes de viagens para áreas rurais, de mata ou regiões onde há circulação do vírus. Vacinação Gratuita e Essencial Contra a Febre Amarela A Secretaria de Saúde paulista enfatiza que a vacina é gratuita e deve ser administrada pelo menos 10 dias antes da exposição a áreas de risco. A vacinação é um ato de proteção individual e coletiva, fundamental para conter a propagação da febre amarela. É importante verificar o esquema vacinal adequado para cada faixa etária, garantindo a proteção completa contra a doença. Quem Deve Tomar a Vacina Contra a Febre Amarela? O esquema vacinal contra a febre amarela é definido para diferentes públicos. Crianças recebem uma dose aos 9 meses de idade e um reforço aos 4 anos. Pessoas que receberam apenas uma dose antes dos 5 anos devem tomar uma dose de reforço. Já indivíduos de 5 a 59 anos que ainda não foram vacinados devem receber uma dose única. Aqueles que foram vacinados com dose fracionada em 2018, durante campanhas emergenciais, precisam verificar a necessidade de atualização da caderneta. Entendendo a Febre Amarela e Seus Riscos A febre amarela é uma doença infecciosa febril aguda, causada por um vírus transmitido pela picada de mosquitos silvestres, que habitam áreas de mata. A transmissão não ocorre diretamente de pessoa para pessoa. Um indicador da presença do mosquito transmissor é a morte de macacos, que também são vítimas do vírus com altos índices de mortalidade. Por isso, o avistamento de macacos mortos deve ser comunicado imediatamente às equipes de saúde municipais. Sintomas e Prevenção da Doença Os sintomas iniciais da febre amarela incluem febre alta, calafrios, dor de cabeça intensa, dores nas costas e no corpo, náuseas, vômitos, fadiga e fraqueza. A doença pode ser prevenida de forma eficaz por meio da vacina, que está disponível gratuitamente no

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Alerta Nacional: VSR Dispara Casos de SRAG em Bebês no Brasil, Influenza A Ameaça Idosos; Veja as Regiões em Risco

Brasil em Alerta: VSR Causa Onda de SRAG em Bebês e Influenza A Atinge Idosos O Brasil está em estado de atenção com o aumento significativo de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), especialmente entre crianças com menos de dois anos. O principal vilão dessa alta é o vírus sincicial respiratório (VSR), que causa a bronquiolite, uma inflamação perigosa nas vias aéreas dos bebês. Enquanto as faixas etárias mais velhas mantêm índices estáveis de SRAG, os pequenos sofrem com a força do VSR. Nos últimos 30 dias, o VSR foi responsável por 41,5% dos casos de SRAG com diagnóstico viral confirmado. Esse cenário preocupa as autoridades de saúde e a população em geral. Os dados alarmantes foram divulgados no Boletim Infogripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), nesta quinta-feira (14). O relatório também aponta para um crescimento contínuo da Influenza A em diversas regiões do país, com impacto maior em idosos. Conforme informação divulgada pela Fiocruz, esses dois cenários colocam todas as unidades federativas do Brasil em situação de alerta. VSR é o Principal Vilão da SRAG em Bebês, Dados da Fiocruz Revelam O vírus sincicial respiratório (VSR) lidera o ranking de causas de SRAG em crianças com menos de dois anos. De acordo com o Boletim Infogripe, nas últimas quatro semanas, 41,5% dos casos de SRAG com diagnóstico viral positivo foram associados ao VSR. Este vírus é o principal agente causador da bronquiolite, uma condição que pode evoluir para quadros graves em bebês. Em seguida, aparecem a Influenza A, com 27,2%, e o rinovírus, com 25,5%, como causadores de SRAG. A pesquisa da Fiocruz destaca que, enquanto o VSR impacta fortemente os bebês, a Influenza A tem mostrado aumento em estados da Região Sul, além de Roraima, Tocantins, São Paulo e Espírito Santo. Influenza A Preocupa Idosos, Enquanto Dez Estados Estão em Alto Risco de SRAG Apesar do foco em bebês, o Boletim Infogripe também alerta para o aumento da Influenza A, que tem sido responsável por 51,7% das mortes por SRAG com exame positivo nas últimas quatro semanas, afetando principalmente idosos. Essa dupla ameaça viral, VSR e Influenza A, eleva o nível de alerta em todo o território nacional. Dez estados brasileiros foram classificados em situação de alto risco para SRAG: Acre, Amazonas, Pará, Tocantins, Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Paraíba. Outras 14 unidades federativas apresentam tendência de aumento de casos nas próximas semanas, indicando a necessidade de vigilância constante. Prevenção é a Chave: Vacinação Contra VSR e Influenza A é Essencial A pesquisadora Tatiana Portella, do Boletim InfoGripe, enfatiza a importância da vacinação como principal ferramenta de prevenção contra agravamentos e óbitos por VSR e Influenza A. “É essencial que as pessoas com maior risco de agravamento por esses vírus se vacinem”, ressalta. A vacina contra a gripe, disponível no SUS, protege contra o tipo A e está sendo aplicada em todo o país, com prioridade para grupos vulneráveis como idosos, gestantes e crianças. Para os bebês, o SUS oferece

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Anvisa adia decisão sobre recurso da Ypê: Análise de suspensão de produtos com bactéria perigosa é adiada para sexta-feira

Anvisa prorroga análise de recurso da Ypê sobre suspensão de produtos contaminados por bactéria A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) adiou, nesta quarta-feira (13), a decisão sobre o recurso apresentado pela Químca Amparo, fabricante da marca Ypê, contra a suspensão da produção, venda e uso de seus produtos. A análise do caso estava prevista para a 8ª Reunião Ordinária da diretoria da agência. O diretor-presidente da Anvisa, Leandro Safatle, anunciou a retirada do recurso da pauta de votação, informando que o tema será reavaliado pela diretoria na próxima sexta-feira (15). A medida visa dar tempo para que a Anvisa e a empresa colaborem na busca por soluções. Conforme divulgado pela Agência Brasil, Safatle explicou que estão ocorrendo reuniões técnicas entre a Anvisa e a Ypê para a “mitigação dos riscos sanitários”. A expectativa é que a empresa apresente, nesta quinta-feira (14), medidas eficazes para corrigir as irregularidades identificadas. Irregularidades e risco à saúde identificados em fiscalização Durante uma fiscalização realizada em abril deste ano, equipes da Anvisa, em conjunto com órgãos de vigilância sanitária de São Paulo e Amparo, constataram a existência de 76 irregularidades na fábrica da Ypê. O problema mais grave foi a detecção da bactéria Pseudomonas aeruginosa em mais de 100 lotes de produtos. Esta bactéria é conhecida por sua resistência a antibióticos e pode causar sérios problemas de saúde, especialmente em pessoas com o sistema imunológico comprometido. As infecções podem variar desde problemas urinários até complicações respiratórias graves em indivíduos com doenças pulmonares crônicas ou que utilizam cateteres venosos. Diante do risco, a Anvisa reiterou o alerta aos consumidores para que evitem o uso dos lotes terminados em 1. “Reiteramos a recomendação de não utilização dos produtos listados na Resolução 1.834/2026 e de buscar o serviço de atendimento da empresa”, declarou Safatle. Ypê colabora com a Anvisa e busca solução Em nota oficial, a Ypê confirmou estar em colaboração com a Anvisa para encontrar uma solução definitiva para a suspensão que afeta seus lava-roupas líquidos, lava-louças líquidos e desinfetantes com lotes de fabricação final 1. A empresa informou que apresentou um plano de ação atualizado e reafirmou seu compromisso em seguir as recomendações da agência reguladora. A empresa está fornecendo informações detalhadas, laudos técnicos de microbiologia e análises de risco para o consumidor. A Ypê também solicitou que a suspensão seja mantida até a conclusão de todas as medidas corretivas, demonstrando responsabilidade com a segurança dos seus produtos. Medidas corretivas e inspeções futuras A Anvisa informou, por meio de comunicado, que a fábrica da Ypê em Amparo intensificou os trabalhos para atender às 239 ações corretivas apontadas. Essas medidas visam cumprir integralmente as exigências da vigilância sanitária e incluem também inspeções programadas para 2024 e 2025, demonstrando um compromisso contínuo com a qualidade e segurança. Participaram da reunião que discutiu o adiamento da decisão o diretor-presidente da Anvisa, Leandro Safatle, o diretor Daniel Pereira, o presidente da Ypê, Waldir Beira Júnior, e o COO da empresa, Jorge Eduardo Beira, evidenciando a seriedade com que ambas

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IA na Saúde: 18% dos Hospitais Brasileiros Já Usam Tecnologia, Revela Pesquisa do CGI.br

IA na Saúde: 18% dos Hospitais Brasileiros Já Usam Tecnologia, Revela Pesquisa do CGI.br A inteligência artificial (IA) está cada vez mais presente nos estabelecimentos de saúde do Brasil, atingindo 18% das unidades de atendimento. Essa adoção abrange tanto o setor público, com 11% de penetração, quanto o privado, onde o índice chega a 21%. Os dados são da 12ª edição da pesquisa TIC Saúde, realizada pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) em 2025. O levantamento, organizado pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br), entrevistou 3.270 gestores de saúde em todo o país. A pesquisa buscou compreender a incorporação das tecnologias de IA, que têm apresentado uma rápida disseminação nos últimos anos. Alexandre Barbosa, gerente do Cetic.br, destaca a importância de investigar como essas tecnologias estão sendo integradas. “Por isso, tornou-se importante ampliar a investigação para compreender como essas tecnologias vêm sendo incorporadas pelo conjunto dos estabelecimentos de saúde”, explica. A pesquisa aponta que a IA é utilizada principalmente para organizar processos clínicos e administrativos, com 45% dos estabelecimentos empregando a tecnologia para essa finalidade. Em seguida, aparece a melhoria da segurança digital (36%), seguida pela otimização da eficiência dos tratamentos (32%) e pelo auxílio na logística (31%). Outras aplicações relevantes incluem o apoio à gestão de recursos humanos e recrutamento (27%), a assistência em diagnósticos (26%) e a ajuda na dosagem de medicamentos (14%). A presença da IA demonstra um avanço significativo na modernização dos serviços de saúde no país. Desafios na Adoção da Inteligência Artificial na Saúde Apesar do crescimento, a adoção da IA no setor de saúde brasileiro ainda enfrenta obstáculos consideráveis. Hospitais com mais de 50 leitos, por exemplo, indicam que os custos elevados representam um entrave para 63% dos gestores. A falta de priorização institucional (56%) e as limitações relacionadas a dados e capacitação (51%) também são barreiras importantes. Luciana Portilho, coordenadora de projetos de pesquisa do Cetic.br, ressalta a necessidade de profissionais qualificados para o uso seguro e responsável da IA. “O avanço do uso da IA na saúde exige profissionais qualificados para que essa tecnologia seja aplicada de forma segura e responsável”, afirma. A consolidação de diretrizes e marcos regulatórios é vista como fundamental para sustentar a adoção ética da IA. Isso é especialmente importante em um setor que lida com informações sensíveis e tem impacto direto no cuidado com os pacientes, exigindo um ambiente de confiança e conformidade. Tecnologias Complementares e Serviços Online Além da IA, outras tecnologias também marcam presença nos estabelecimentos de saúde. A pesquisa indica que 9% deles utilizam a Internet das Coisas (IoT), e 5% empregam tecnologia robótica com uso de internet. Esses recursos complementares contribuem para a digitalização e eficiência do setor. No que diz respeito aos serviços online disponibilizados aos pacientes, 39% dos estabelecimentos oferecem a visualização de resultados de exames. O agendamento de consultas é oferecido por 34%, e o de exames, por 32%, facilitando o acesso e a conveniência para os usuários do sistema de saúde.

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IA na Saúde: 18% dos Hospitais Brasileiros Já Usam Tecnologia; Entenda os Benefícios e Desafios

IA Revoluciona a Saúde no Brasil: Adoção Cresce e Transforma Atendimento Médico A inteligência artificial (IA) tem se consolidado como uma ferramenta poderosa no setor da saúde brasileira, atingindo 18% dos estabelecimentos de atendimento. Essa tecnologia inovadora promete otimizar processos, melhorar a segurança e a eficiência dos tratamentos, conforme aponta a 12ª edição da pesquisa TIC Saúde, realizada pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br). Os dados, coletados em 2025 com a participação de 3.270 gestores de saúde, mostram que a adoção da IA já é uma realidade em 11% dos serviços públicos e 21% dos privados. A pesquisa, organizada pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br), busca compreender a crescente incorporação dessas tecnologias no cuidado com os pacientes. Alexandre Barbosa, gerente do Cetic.br, destaca a importância de acompanhar essa disseminação: “Nos últimos anos, observamos uma rápida disseminação das tecnologias de Inteligência Artificial. Por isso, tornou-se importante ampliar a investigação para compreender como essas tecnologias vêm sendo incorporadas pelo conjunto dos estabelecimentos de saúde”, explicou. Principais Aplicações da IA Transformam a Gestão e o Cuidado em Saúde A inteligência artificial está sendo empregada de diversas formas para aprimorar o funcionamento dos estabelecimentos de saúde. Uma das aplicações mais significativas é a organização dos processos clínicos e administrativos, utilizada por 45% das instituições. A tecnologia também contribui para a melhoria da segurança digital em 36% dos locais, além de otimizar a eficiência dos tratamentos em 32%. Outras áreas beneficiadas pela IA incluem a logística, com 31% dos estabelecimentos utilizando a tecnologia para auxiliar nessa área, e a gestão de recursos humanos e recrutamento, com 27% de adoção. A IA também se mostra promissora no auxílio a diagnósticos, presente em 26% das instituições, e na dosagem de medicamentos, com 14% de utilização. Desafios na Adoção da IA Exigem Soluções Estratégicas Apesar do avanço, a implementação da inteligência artificial na saúde brasileira ainda enfrenta barreiras consideráveis. Em hospitais com mais de 50 leitos, os gestores apontam os custos elevados como o principal obstáculo, citado por 63% dos entrevistados. A falta de priorização institucional é outro fator limitante, mencionado por 56% dos gestores. Limitações relacionadas a dados e capacitação profissional também representam um desafio significativo, impactando 51% dos estabelecimentos. Luciana Portilho, coordenadora de projetos de pesquisa do Cetic.br, ressalta a necessidade de qualificação e regulamentação para o avanço seguro da IA. “O avanço do uso da IA na saúde exige profissionais qualificados para que essa tecnologia seja aplicada de forma segura e responsável”, afirmou. Regulamentação e Capacitação são Chaves para o Futuro da IA na Saúde A consolidação de diretrizes e marcos regulatórios é vista como fundamental para sustentar a adoção ética da inteligência artificial. Em um setor que lida com informações sensíveis e impacta diretamente o cuidado com os pacientes, a segurança e a responsabilidade são primordiais. A capacitação de profissionais é, portanto, um pilar essencial para garantir que a IA seja utilizada em todo o seu potencial, de forma a beneficiar tanto os pacientes quanto

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Novas Esperanças: Anvisa aprova medicamentos inovadores para Psoríase e Asma Grave no Brasil

Anvisa libera registro de remédios para tratar psoríase e asma grave A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) deu um passo importante para a saúde pública brasileira ao publicar o registro de dois novos medicamentos. As aprovações visam oferecer tratamentos mais eficazes para condições crônicas que afetam milhares de pessoas, como a psoríase e a asma. Um dos medicamentos aprovados é o Yesintek, um biossimilar indicado para o tratamento de doenças inflamatórias crônicas e autoimunes, incluindo a psoríase em placa de moderada a grave. A outra novidade é o Densurko, voltado para o controle da asma e da rinossinusite crônica com pólipos nasais graves. Essas novas opções terapêuticas representam um avanço significativo, especialmente para pacientes que não obtiveram sucesso com tratamentos convencionais ou que apresentam intolerância a terapias já disponíveis. A decisão da Anvisa foi divulgada nesta segunda-feira (11) e já gera expectativas no meio médico e entre os pacientes. Conforme informação divulgada pela Anvisa, o Yesintek é um biossimilar que demonstra semelhança em termos de qualidade, segurança e eficácia em relação a um produto biológico de referência já registrado. Yesintek: Uma Nova Alternativa para Psoríase e Doenças Autoimunes O medicamento Yesintek (Ustequinumabe) é apresentado como uma solução injetável, pronta para administração subcutânea ou infusão intravenosa. Ele é especialmente indicado para pacientes adultos e crianças a partir de 6 anos com psoríase em placa de grau moderado a grave, quando as terapias convencionais, como ciclosporina, metotrexato ou fototerapia, não foram satisfatórias, foram contraindicadas ou causaram intolerância. Além da psoríase, o Yesintek também se mostra promissor no tratamento da artrite psoriásica ativa em adultos e crianças com mais de 6 anos, podendo ser usado isoladamente ou em combinação com metotrexato. Para pacientes com doença de Crohn e colite ulcerativa em quadro ativo de moderado a grave, o medicamento é uma nova opção para aqueles que não responderam adequadamente a outros tratamentos, ou que são intolerantes a terapias convencionais ou ao anti-TNF-alfa. Densurko: Alívio para Asma e Rinossinusite Crônica Grave O Densurko (depemoquimabe) chega como uma importante ferramenta complementar no tratamento da asma em pacientes adultos e pediátricos com 12 anos ou mais, que apresentam inflamação do tipo 2 (alérgica), caracterizada pelo excesso de eosinófilos no sangue. Estudos clínicos apontam uma redução significativa nas exacerbações da doença quando comparado ao placebo, ambos associados ao tratamento padrão. No caso da rinossinusite crônica com pólipos nasais grave, o Densurko é indicado exclusivamente para pacientes adultos que não obtiveram controle adequado da condição com o uso de corticosteroides sistêmicos ou após cirurgia. Em ambos os casos, o esquema terapêutico previsto é de uma dose a cada seis meses, o que pode representar uma melhora na adesão ao tratamento e na qualidade de vida dos pacientes. Impacto das Novas Aprovações A liberação desses medicamentos pela Anvisa reforça o compromisso da agência em garantir o acesso a tratamentos inovadores e seguros para a população brasileira. A disponibilidade de novas alternativas terapêuticas é fundamental para o manejo de doenças crônicas, visando não apenas o controle dos sintomas, mas

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Luta Antimanicomial: UFJF e UFMG Pedem Desculpas por Uso de Cadáveres de Ex-Pacientes em Aulas de Anatomia

UFJF e UFMG pedem desculpas por uso de cadáveres de pacientes psiquiátricos em aulas, em um marco para a luta antimanicomial. Duas importantes universidades públicas brasileiras, a Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), emitiram notas oficiais pedindo desculpas por terem, no passado, utilizado cadáveres de pessoas internadas em hospitais psiquiátricos para aulas de anatomia. As retratações ocorrem em um momento crucial para a discussão sobre os direitos humanos e a história da saúde mental no Brasil, especialmente no contexto da luta antimanicomial. Essas instituições reconhecem a gravidade de terem, por meio de suas práticas acadêmicas, contribuído para a desumanização e o estigma de indivíduos que já sofriam com a segregação social e a violência em instituições de tratamento psiquiátrico. As notas buscam, assim, um ato de reparação simbólica e um compromisso com a construção de uma memória mais justa e respeitosa. O ato de pedir desculpas por parte da UFJF e UFMG não se limita a um simples reconhecimento do erro, mas se estende a um compromisso com iniciativas que visam educar, conscientizar e promover a dignidade humana. A informação sobre essas retratações foi amplamente divulgada, marcando um passo importante na evolução da sociedade e das instituições acadêmicas em relação ao tratamento de pessoas com transtornos mentais e à sua história no país, conforme informações divulgadas pelas próprias universidades. O Passado Sombrio do Hospital Colônia de Barbacena e o Papel das Universidades A UFJF, em sua nota de retratação, reconheceu sua conivência com um dos períodos mais sensíveis da história da saúde pública brasileira. A universidade destacou como a segregação social, justificada pela busca de uma suposta segurança coletiva, resultou em isolamento e diversas formas de violência contra indivíduos que não se encaixavam em padrões sociais estabelecidos. A chamada “loucura” era frequentemente associada à incapacidade e periculosidade, deteriorando a identidade social e consolidando estigmas e práticas discriminatórias. A instituição ressaltou que o desprezo por essas pessoas é um fato histórico incontornável no Brasil. Em especial, a UFJF mencionou o **Hospital Colônia de Barbacena**, um local que contribuiu significativamente para a marginalização e invisibilização de pacientes. Estima-se que mais de 60 mil pessoas tenham morrido no hospital ao longo do século XX, muitas delas classificadas como indigentes, como relatado no livro “Holocausto Brasileiro” da jornalista Daniela Arbex. A obra também aponta que 1.853 corpos de internos foram comercializados para instituições de ensino da área da saúde. UFJF: Reparação e Compromisso com a Memória e Direitos Humanos O Instituto de Ciências Biológicas (ICB) da UFJF, de acordo com os registros, recebeu 169 corpos do Hospital de Barbacena entre os anos de 1962 e 1971 para aulas de anatomia humana. Como forma de reparação simbólica, a UFJF comprometeu-se a implementar e manter **ações educativas sobre direitos humanos e saúde mental**. A universidade também buscará apoio para a criação de um memorial e planeja organizar pesquisas documentais sobre as conexões entre a instituição e o hospital. Desde 2010, o Departamento de Anatomia do ICB da

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Luta Antimanicomial: Tratamento Humanizado Ainda é Desafio no Brasil, Especialistas Alertam sobre Comunidades Terapêuticas

Tratamento Humanizado na Saúde Mental: Um Caminho com Obstáculos na Luta Antimanicomial Brasileira No Dia Nacional da Luta Antimanicomial, celebrado em 18 de maio, especialistas avaliam que, apesar dos progressos no cuidado de pessoas com transtornos mentais no Brasil, a busca por tratamentos verdadeiramente humanizados ainda enfrenta desafios significativos. A Lei Antimanicomial, que completa 25 anos em abril, visa a substituição de estruturas manicomiais pela Rede de Atenção Psicossocial (Raps). Apesar dos avanços, a falta de regulamentação para comunidades terapêuticas e a ausência de diálogo entre o governo federal e movimentos sociais são pontos de atenção. A Agência Brasil destaca que especialistas apontam para a necessidade de mais espaços de acolhimento para pacientes com quadros como ansiedade e depressão, além de uma maior interlocução entre as esferas governamentais e as organizações que atuam na causa. Essas questões foram levantadas por especialistas ouvidos pela Agência Brasil, que ressaltam a importância da continuidade da reforma psiquiátrica e do aprimoramento da Raps. O Conselho Federal de Psicologia (CFP) é uma das entidades que defende a plena implementação dessas diretrizes, buscando garantir um cuidado mais digno e eficaz. A Rede de Atenção Psicossocial (Raps) e seus Desafios A Rede de Atenção Psicossocial (Raps) é composta por Centros de Atenção Psicossocial (Caps), Unidades de Acolhimento (UAs), Serviços Residenciais Terapêuticos (SRTs) e o Programa de Volta para Casa (PVC). Esses espaços oferecem acesso a medicamentos, atividades terapêuticas, artísticas e de socialização, além de suporte para pacientes que encerraram longas internações. No entanto, a eficácia da Raps é comprometida pela existência de comunidades terapêuticas que, segundo a presidenta da Associação Brasileira de Saúde Mental (Abrasme), Ana Paula Guljor, reproduzem práticas manicomiais. Essas instituições, voltadas para dependência química, não estão integradas ao Sistema Único de Assistência Social (Suas) nem ao Sistema Único de Saúde (SUS). Comunidades Terapêuticas: Um Ponto Crítico na Saúde Mental As comunidades terapêuticas operam em um limbo legal, sem um propósito claramente definido, e frequentemente recebem verbas públicas difíceis de rastrear. Denúncias de violação de direitos básicos dos pacientes são recorrentes, conforme apontam Ana Paula Guljor e outras autoridades da área. A RDC 29, que trata dos requisitos de segurança sanitária para essas comunidades, é considerada genérica. A Abrasme argumenta que o investimento público nessas entidades, muitas vezes de caráter filantrópico, configura uma privatização de serviços e uma distorção do marco regulatório. A associação defende ações de redução de danos e reinserção social, que não são priorizadas por essas comunidades. Recentemente, cinco conselhos nacionais e o Mecanismo Nacional de Prevenção e Combate à Tortura se posicionaram de forma semelhante. O Legado Histórico dos Manicômios e a Luta por Direitos O Brasil possui um passado sombrio marcado pelo encarceramento de pessoas com transtornos mentais em instituições como o Hospício Pedro II, no Rio de Janeiro, fundado em 1852. A medicalização e o isolamento eram as principais abordagens, refletindo uma concepção de culpa associada ao sofrimento psíquico. A história da saúde mental no país é marcada pela proliferação de hospícios, como o Hospital Provisório de Alienados em

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SESI Revoluciona Saúde do Trabalhador: Vacinação em Massa nas Indústrias Alcança Milhares em Todo o Brasil

SESI Impulsiona Saúde e Prevenção com Vacinação Direta nas Indústrias em Ação Nacional O Serviço Social da Indústria (SESI), em colaboração com o Conselho Nacional do SESI (CN-SESI) e o Ministério da Saúde, está promovendo uma iniciativa de grande impacto: a vacinação de funcionários diretamente em seus locais de trabalho. A ação, que ocorreu nesta sexta-feira (15), integra o Dia D de Vacinação do Trabalhador da Indústria e abrange todo o território nacional. O principal objetivo é **ampliar significativamente a cobertura vacinal** entre os profissionais da indústria, fortalecendo as medidas de prevenção de doenças nos ambientes laborais. A meta para este ano é superar a marca de 21 mil doses aplicadas, um número expressivo que demonstra o compromisso com o bem-estar dos trabalhadores. Esta mobilização é resultado de um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) firmado entre o SESI e o Ministério da Saúde, que visa facilitar o acesso à imunização e torná-la mais prática. Conforme divulgado pelo SESI, a iniciativa aproxima o cuidado com a saúde da rotina dos trabalhadores, superando as barreiras de tempo e acesso que muitas vezes dificultam a busca por serviços de saúde. Variedade de Vacinas Disponibilizadas para Proteção Integral Durante o Dia D, diversas vacinas essenciais estão sendo ofertadas para garantir a proteção contra um leque de doenças. Entre as vacinas aplicadas estão a **influenza (gripe)**, a **difteria e tétano (dT adulto)**, a **tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola)**, a **hepatite B** e a **febre amarela**. Essa diversidade de vacinas reforça o compromisso com a saúde preventiva. A aplicação das vacinas ocorre em diferentes locais, incluindo unidades industriais, unidades do próprio SESI, unidades móveis e pontos estratégicos definidos pelos Departamentos Regionais participantes da campanha. Essa capilaridade garante que o maior número possível de trabalhadores seja alcançado. Paulo Mol, diretor-superintendente do SESI, destacou a importância da ação, afirmando que “Ao levar a vacinação para o ambiente de trabalho, conseguimos tornar esse cuidado mais prático, acessível e efetivo”. Ele ressaltou que a dinâmica do dia a dia muitas vezes dificulta a busca pelos serviços de saúde, e essa iniciativa supre essa necessidade. Fortalecimento de Políticas Públicas e Prevenção Coletiva Fernanda Magano, presidenta do Conselho Nacional de Saúde, enfatizou que o Dia D de Vacinação da Indústria é um exemplo de como as políticas públicas de saúde podem ser aproximadas do cotidiano dos trabalhadores. “Quando a vacinação chega aos ambientes de trabalho, ela amplia o acesso à saúde e fortalece uma agenda de prevenção, bem-estar e qualidade de vida”, declarou. Éder Gatti, diretor do Departamento do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, reforçou que a vacinação continua sendo uma das **principais estratégias de proteção da saúde pública**. Ele sublinhou que as vacinas são reconhecidas mundialmente por sua eficácia na prevenção de casos graves, hospitalizações e mortes, além de contribuírem para reduzir a disseminação de agentes infecciosos. Fausto Augusto Junior, presidente do Conselho Nacional do SESI, complementou, dizendo que “a vacinação é uma das estratégias mais importantes de proteção coletiva e de promoção da saúde”. Ele concluiu

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Obesidade Supera Hipertensão e se Torna o Principal Fator de Risco à Saúde no Brasil, Alerta Estudo Global

Obesidade agora é o principal fator de risco à saúde no Brasil, superando a hipertensão. A obesidade assumiu a liderança como o principal fator de risco à saúde no Brasil, ultrapassando a hipertensão, que por décadas deteve essa posição. Essa mudança significativa no cenário da saúde brasileira é um dos destaques da análise nacional do Estudo Global sobre Carga de Doenças. O estudo, que envolveu milhares de pesquisadores em mais de 200 países, revela que a pressão alta agora ocupa o segundo lugar no ranking, seguida pela glicemia elevada. O diagnóstico brasileiro foi publicado na renomada revista científica The Lancet Regional Health – Americas. Essas alterações refletem profundas transformações no estilo de vida da população nas últimas décadas, incluindo o avanço da urbanização. Conforme divulgado pela The Lancet Regional Health – Americas, esse cenário contribuiu para a diminuição dos níveis de atividade física e a adoção de dietas mais calóricas, ricas em sal e com excesso de alimentos ultraprocessados. O ‘ambiente obesogênico’ e seus riscos O endocrinologista Alexandre Hohl, membro da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica (Abeso) e da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, corrobora essa visão. Ele aponta que esses comportamentos criam um “ambiente obesogênico”, tornando a obesidade um dos maiores desafios de saúde pública enfrentados pelo Brasil atualmente. Hohl enfatiza que a obesidade é mais do que apenas excesso de peso. Ele a descreve como uma **doença crônica inflamatória e metabólica**, que eleva simultaneamente o risco de desenvolver diabetes tipo 2, hipertensão, infarto, AVC e diversos tipos de câncer. Essa complexidade exige uma abordagem multifacetada para o seu controle e tratamento. Evolução dos fatores de risco no Brasil A comparação com dados mais antigos, de 1990, evidencia a magnitude dessas mudanças. Naquele ano, os três maiores fatores de risco eram a hipertensão, seguida pelo tabagismo e a poluição por materiais particulados no ar. O Índice de Massa Corporal (IMC) elevado, principal indicador da obesidade, figurava apenas em sétimo lugar, e a glicemia elevada em sexto. Em 2023, a obesidade lidera o ranking, com um crescimento constante no risco atribuído, que acumulou **15,3% desde 1990**. O estudo publicado na The Lancet Regional Health – Americas aponta que o risco atribuído ao IMC elevado cresceu significativamente, consolidando sua posição como a principal preocupação de saúde. Boas e más notícias na saúde pública A análise comparativa entre 1990 e 2023 traz um panorama misto. Por um lado, houve uma **queda expressiva de 69,5%** no risco de morte ou perda de qualidade de vida associado à poluição particulada do ar. Similarmente, o risco relacionado ao tabagismo, prematuridade, baixo peso ao nascer e colesterol LDL alto registrou uma redução de aproximadamente 60%. No entanto, nem todas as tendências são positivas. De 2021 a 2023, o risco associado ao tabagismo apresentou um leve aumento de 0,2%, revertendo anos de queda contínua. Outro dado alarmante é o aumento de quase 24% no risco atribuído à violência sexual na infância, que saltou da 25ª para a 10ª posição entre os

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Alerta de Febre Amarela em SP: Mais Duas Mortes Confirmadas, Estado Soma Nove Casos e Cinco Óbitos em 2026

Febre Amarela: Estado de São Paulo Registra Novos Óbitos e Reforça Alerta para Vacinação O Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado de São Paulo (CVE-SP) confirmou nesta quarta-feira (14) a ocorrência de mais duas mortes decorrentes da febre amarela. Com esses novos óbitos, o estado de São Paulo totaliza, em 2026, nove casos da doença, dos quais cinco evoluíram para óbito. As vítimas mais recentes eram dois homens, de 64 e 54 anos, ambos residentes na cidade de Lagoinha, na região do Vale do Paraíba. É crucial destacar que nenhuma das pessoas que faleceram havia se vacinado contra a febre amarela, o que reforça a importância da imunização como principal medida de prevenção. Diante deste cenário preocupante, a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo intensificou o alerta para a vacinação contra a doença, considerada uma das formas mais eficazes de combater sua disseminação. A vacina contra a febre amarela é oferecida gratuitamente em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) do estado, sendo recomendada para toda a população. Conforme informação divulgada pelo CVE-SP, a orientação é que todas as pessoas que ainda não receberam a vacina procurem a unidade de saúde mais próxima para atualizar sua caderneta, especialmente antes de viagens para áreas rurais, de mata ou regiões onde há circulação do vírus. Vacinação Gratuita e Essencial Contra a Febre Amarela A Secretaria de Saúde paulista enfatiza que a vacina é gratuita e deve ser administrada pelo menos 10 dias antes da exposição a áreas de risco. A vacinação é um ato de proteção individual e coletiva, fundamental para conter a propagação da febre amarela. É importante verificar o esquema vacinal adequado para cada faixa etária, garantindo a proteção completa contra a doença. Quem Deve Tomar a Vacina Contra a Febre Amarela? O esquema vacinal contra a febre amarela é definido para diferentes públicos. Crianças recebem uma dose aos 9 meses de idade e um reforço aos 4 anos. Pessoas que receberam apenas uma dose antes dos 5 anos devem tomar uma dose de reforço. Já indivíduos de 5 a 59 anos que ainda não foram vacinados devem receber uma dose única. Aqueles que foram vacinados com dose fracionada em 2018, durante campanhas emergenciais, precisam verificar a necessidade de atualização da caderneta. Entendendo a Febre Amarela e Seus Riscos A febre amarela é uma doença infecciosa febril aguda, causada por um vírus transmitido pela picada de mosquitos silvestres, que habitam áreas de mata. A transmissão não ocorre diretamente de pessoa para pessoa. Um indicador da presença do mosquito transmissor é a morte de macacos, que também são vítimas do vírus com altos índices de mortalidade. Por isso, o avistamento de macacos mortos deve ser comunicado imediatamente às equipes de saúde municipais. Sintomas e Prevenção da Doença Os sintomas iniciais da febre amarela incluem febre alta, calafrios, dor de cabeça intensa, dores nas costas e no corpo, náuseas, vômitos, fadiga e fraqueza. A doença pode ser prevenida de forma eficaz por meio da vacina, que está disponível gratuitamente no

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Alerta Nacional: VSR Dispara Casos de SRAG em Bebês no Brasil, Influenza A Ameaça Idosos; Veja as Regiões em Risco

Brasil em Alerta: VSR Causa Onda de SRAG em Bebês e Influenza A Atinge Idosos O Brasil está em estado de atenção com o aumento significativo de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), especialmente entre crianças com menos de dois anos. O principal vilão dessa alta é o vírus sincicial respiratório (VSR), que causa a bronquiolite, uma inflamação perigosa nas vias aéreas dos bebês. Enquanto as faixas etárias mais velhas mantêm índices estáveis de SRAG, os pequenos sofrem com a força do VSR. Nos últimos 30 dias, o VSR foi responsável por 41,5% dos casos de SRAG com diagnóstico viral confirmado. Esse cenário preocupa as autoridades de saúde e a população em geral. Os dados alarmantes foram divulgados no Boletim Infogripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), nesta quinta-feira (14). O relatório também aponta para um crescimento contínuo da Influenza A em diversas regiões do país, com impacto maior em idosos. Conforme informação divulgada pela Fiocruz, esses dois cenários colocam todas as unidades federativas do Brasil em situação de alerta. VSR é o Principal Vilão da SRAG em Bebês, Dados da Fiocruz Revelam O vírus sincicial respiratório (VSR) lidera o ranking de causas de SRAG em crianças com menos de dois anos. De acordo com o Boletim Infogripe, nas últimas quatro semanas, 41,5% dos casos de SRAG com diagnóstico viral positivo foram associados ao VSR. Este vírus é o principal agente causador da bronquiolite, uma condição que pode evoluir para quadros graves em bebês. Em seguida, aparecem a Influenza A, com 27,2%, e o rinovírus, com 25,5%, como causadores de SRAG. A pesquisa da Fiocruz destaca que, enquanto o VSR impacta fortemente os bebês, a Influenza A tem mostrado aumento em estados da Região Sul, além de Roraima, Tocantins, São Paulo e Espírito Santo. Influenza A Preocupa Idosos, Enquanto Dez Estados Estão em Alto Risco de SRAG Apesar do foco em bebês, o Boletim Infogripe também alerta para o aumento da Influenza A, que tem sido responsável por 51,7% das mortes por SRAG com exame positivo nas últimas quatro semanas, afetando principalmente idosos. Essa dupla ameaça viral, VSR e Influenza A, eleva o nível de alerta em todo o território nacional. Dez estados brasileiros foram classificados em situação de alto risco para SRAG: Acre, Amazonas, Pará, Tocantins, Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Paraíba. Outras 14 unidades federativas apresentam tendência de aumento de casos nas próximas semanas, indicando a necessidade de vigilância constante. Prevenção é a Chave: Vacinação Contra VSR e Influenza A é Essencial A pesquisadora Tatiana Portella, do Boletim InfoGripe, enfatiza a importância da vacinação como principal ferramenta de prevenção contra agravamentos e óbitos por VSR e Influenza A. “É essencial que as pessoas com maior risco de agravamento por esses vírus se vacinem”, ressalta. A vacina contra a gripe, disponível no SUS, protege contra o tipo A e está sendo aplicada em todo o país, com prioridade para grupos vulneráveis como idosos, gestantes e crianças. Para os bebês, o SUS oferece

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Anvisa adia decisão sobre recurso da Ypê: Análise de suspensão de produtos com bactéria perigosa é adiada para sexta-feira

Anvisa prorroga análise de recurso da Ypê sobre suspensão de produtos contaminados por bactéria A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) adiou, nesta quarta-feira (13), a decisão sobre o recurso apresentado pela Químca Amparo, fabricante da marca Ypê, contra a suspensão da produção, venda e uso de seus produtos. A análise do caso estava prevista para a 8ª Reunião Ordinária da diretoria da agência. O diretor-presidente da Anvisa, Leandro Safatle, anunciou a retirada do recurso da pauta de votação, informando que o tema será reavaliado pela diretoria na próxima sexta-feira (15). A medida visa dar tempo para que a Anvisa e a empresa colaborem na busca por soluções. Conforme divulgado pela Agência Brasil, Safatle explicou que estão ocorrendo reuniões técnicas entre a Anvisa e a Ypê para a “mitigação dos riscos sanitários”. A expectativa é que a empresa apresente, nesta quinta-feira (14), medidas eficazes para corrigir as irregularidades identificadas. Irregularidades e risco à saúde identificados em fiscalização Durante uma fiscalização realizada em abril deste ano, equipes da Anvisa, em conjunto com órgãos de vigilância sanitária de São Paulo e Amparo, constataram a existência de 76 irregularidades na fábrica da Ypê. O problema mais grave foi a detecção da bactéria Pseudomonas aeruginosa em mais de 100 lotes de produtos. Esta bactéria é conhecida por sua resistência a antibióticos e pode causar sérios problemas de saúde, especialmente em pessoas com o sistema imunológico comprometido. As infecções podem variar desde problemas urinários até complicações respiratórias graves em indivíduos com doenças pulmonares crônicas ou que utilizam cateteres venosos. Diante do risco, a Anvisa reiterou o alerta aos consumidores para que evitem o uso dos lotes terminados em 1. “Reiteramos a recomendação de não utilização dos produtos listados na Resolução 1.834/2026 e de buscar o serviço de atendimento da empresa”, declarou Safatle. Ypê colabora com a Anvisa e busca solução Em nota oficial, a Ypê confirmou estar em colaboração com a Anvisa para encontrar uma solução definitiva para a suspensão que afeta seus lava-roupas líquidos, lava-louças líquidos e desinfetantes com lotes de fabricação final 1. A empresa informou que apresentou um plano de ação atualizado e reafirmou seu compromisso em seguir as recomendações da agência reguladora. A empresa está fornecendo informações detalhadas, laudos técnicos de microbiologia e análises de risco para o consumidor. A Ypê também solicitou que a suspensão seja mantida até a conclusão de todas as medidas corretivas, demonstrando responsabilidade com a segurança dos seus produtos. Medidas corretivas e inspeções futuras A Anvisa informou, por meio de comunicado, que a fábrica da Ypê em Amparo intensificou os trabalhos para atender às 239 ações corretivas apontadas. Essas medidas visam cumprir integralmente as exigências da vigilância sanitária e incluem também inspeções programadas para 2024 e 2025, demonstrando um compromisso contínuo com a qualidade e segurança. Participaram da reunião que discutiu o adiamento da decisão o diretor-presidente da Anvisa, Leandro Safatle, o diretor Daniel Pereira, o presidente da Ypê, Waldir Beira Júnior, e o COO da empresa, Jorge Eduardo Beira, evidenciando a seriedade com que ambas

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IA na Saúde: 18% dos Hospitais Brasileiros Já Usam Tecnologia, Revela Pesquisa do CGI.br

IA na Saúde: 18% dos Hospitais Brasileiros Já Usam Tecnologia, Revela Pesquisa do CGI.br A inteligência artificial (IA) está cada vez mais presente nos estabelecimentos de saúde do Brasil, atingindo 18% das unidades de atendimento. Essa adoção abrange tanto o setor público, com 11% de penetração, quanto o privado, onde o índice chega a 21%. Os dados são da 12ª edição da pesquisa TIC Saúde, realizada pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) em 2025. O levantamento, organizado pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br), entrevistou 3.270 gestores de saúde em todo o país. A pesquisa buscou compreender a incorporação das tecnologias de IA, que têm apresentado uma rápida disseminação nos últimos anos. Alexandre Barbosa, gerente do Cetic.br, destaca a importância de investigar como essas tecnologias estão sendo integradas. “Por isso, tornou-se importante ampliar a investigação para compreender como essas tecnologias vêm sendo incorporadas pelo conjunto dos estabelecimentos de saúde”, explica. A pesquisa aponta que a IA é utilizada principalmente para organizar processos clínicos e administrativos, com 45% dos estabelecimentos empregando a tecnologia para essa finalidade. Em seguida, aparece a melhoria da segurança digital (36%), seguida pela otimização da eficiência dos tratamentos (32%) e pelo auxílio na logística (31%). Outras aplicações relevantes incluem o apoio à gestão de recursos humanos e recrutamento (27%), a assistência em diagnósticos (26%) e a ajuda na dosagem de medicamentos (14%). A presença da IA demonstra um avanço significativo na modernização dos serviços de saúde no país. Desafios na Adoção da Inteligência Artificial na Saúde Apesar do crescimento, a adoção da IA no setor de saúde brasileiro ainda enfrenta obstáculos consideráveis. Hospitais com mais de 50 leitos, por exemplo, indicam que os custos elevados representam um entrave para 63% dos gestores. A falta de priorização institucional (56%) e as limitações relacionadas a dados e capacitação (51%) também são barreiras importantes. Luciana Portilho, coordenadora de projetos de pesquisa do Cetic.br, ressalta a necessidade de profissionais qualificados para o uso seguro e responsável da IA. “O avanço do uso da IA na saúde exige profissionais qualificados para que essa tecnologia seja aplicada de forma segura e responsável”, afirma. A consolidação de diretrizes e marcos regulatórios é vista como fundamental para sustentar a adoção ética da IA. Isso é especialmente importante em um setor que lida com informações sensíveis e tem impacto direto no cuidado com os pacientes, exigindo um ambiente de confiança e conformidade. Tecnologias Complementares e Serviços Online Além da IA, outras tecnologias também marcam presença nos estabelecimentos de saúde. A pesquisa indica que 9% deles utilizam a Internet das Coisas (IoT), e 5% empregam tecnologia robótica com uso de internet. Esses recursos complementares contribuem para a digitalização e eficiência do setor. No que diz respeito aos serviços online disponibilizados aos pacientes, 39% dos estabelecimentos oferecem a visualização de resultados de exames. O agendamento de consultas é oferecido por 34%, e o de exames, por 32%, facilitando o acesso e a conveniência para os usuários do sistema de saúde.

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IA na Saúde: 18% dos Hospitais Brasileiros Já Usam Tecnologia; Entenda os Benefícios e Desafios

IA Revoluciona a Saúde no Brasil: Adoção Cresce e Transforma Atendimento Médico A inteligência artificial (IA) tem se consolidado como uma ferramenta poderosa no setor da saúde brasileira, atingindo 18% dos estabelecimentos de atendimento. Essa tecnologia inovadora promete otimizar processos, melhorar a segurança e a eficiência dos tratamentos, conforme aponta a 12ª edição da pesquisa TIC Saúde, realizada pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br). Os dados, coletados em 2025 com a participação de 3.270 gestores de saúde, mostram que a adoção da IA já é uma realidade em 11% dos serviços públicos e 21% dos privados. A pesquisa, organizada pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br), busca compreender a crescente incorporação dessas tecnologias no cuidado com os pacientes. Alexandre Barbosa, gerente do Cetic.br, destaca a importância de acompanhar essa disseminação: “Nos últimos anos, observamos uma rápida disseminação das tecnologias de Inteligência Artificial. Por isso, tornou-se importante ampliar a investigação para compreender como essas tecnologias vêm sendo incorporadas pelo conjunto dos estabelecimentos de saúde”, explicou. Principais Aplicações da IA Transformam a Gestão e o Cuidado em Saúde A inteligência artificial está sendo empregada de diversas formas para aprimorar o funcionamento dos estabelecimentos de saúde. Uma das aplicações mais significativas é a organização dos processos clínicos e administrativos, utilizada por 45% das instituições. A tecnologia também contribui para a melhoria da segurança digital em 36% dos locais, além de otimizar a eficiência dos tratamentos em 32%. Outras áreas beneficiadas pela IA incluem a logística, com 31% dos estabelecimentos utilizando a tecnologia para auxiliar nessa área, e a gestão de recursos humanos e recrutamento, com 27% de adoção. A IA também se mostra promissora no auxílio a diagnósticos, presente em 26% das instituições, e na dosagem de medicamentos, com 14% de utilização. Desafios na Adoção da IA Exigem Soluções Estratégicas Apesar do avanço, a implementação da inteligência artificial na saúde brasileira ainda enfrenta barreiras consideráveis. Em hospitais com mais de 50 leitos, os gestores apontam os custos elevados como o principal obstáculo, citado por 63% dos entrevistados. A falta de priorização institucional é outro fator limitante, mencionado por 56% dos gestores. Limitações relacionadas a dados e capacitação profissional também representam um desafio significativo, impactando 51% dos estabelecimentos. Luciana Portilho, coordenadora de projetos de pesquisa do Cetic.br, ressalta a necessidade de qualificação e regulamentação para o avanço seguro da IA. “O avanço do uso da IA na saúde exige profissionais qualificados para que essa tecnologia seja aplicada de forma segura e responsável”, afirmou. Regulamentação e Capacitação são Chaves para o Futuro da IA na Saúde A consolidação de diretrizes e marcos regulatórios é vista como fundamental para sustentar a adoção ética da inteligência artificial. Em um setor que lida com informações sensíveis e impacta diretamente o cuidado com os pacientes, a segurança e a responsabilidade são primordiais. A capacitação de profissionais é, portanto, um pilar essencial para garantir que a IA seja utilizada em todo o seu potencial, de forma a beneficiar tanto os pacientes quanto

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Novas Esperanças: Anvisa aprova medicamentos inovadores para Psoríase e Asma Grave no Brasil

Anvisa libera registro de remédios para tratar psoríase e asma grave A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) deu um passo importante para a saúde pública brasileira ao publicar o registro de dois novos medicamentos. As aprovações visam oferecer tratamentos mais eficazes para condições crônicas que afetam milhares de pessoas, como a psoríase e a asma. Um dos medicamentos aprovados é o Yesintek, um biossimilar indicado para o tratamento de doenças inflamatórias crônicas e autoimunes, incluindo a psoríase em placa de moderada a grave. A outra novidade é o Densurko, voltado para o controle da asma e da rinossinusite crônica com pólipos nasais graves. Essas novas opções terapêuticas representam um avanço significativo, especialmente para pacientes que não obtiveram sucesso com tratamentos convencionais ou que apresentam intolerância a terapias já disponíveis. A decisão da Anvisa foi divulgada nesta segunda-feira (11) e já gera expectativas no meio médico e entre os pacientes. Conforme informação divulgada pela Anvisa, o Yesintek é um biossimilar que demonstra semelhança em termos de qualidade, segurança e eficácia em relação a um produto biológico de referência já registrado. Yesintek: Uma Nova Alternativa para Psoríase e Doenças Autoimunes O medicamento Yesintek (Ustequinumabe) é apresentado como uma solução injetável, pronta para administração subcutânea ou infusão intravenosa. Ele é especialmente indicado para pacientes adultos e crianças a partir de 6 anos com psoríase em placa de grau moderado a grave, quando as terapias convencionais, como ciclosporina, metotrexato ou fototerapia, não foram satisfatórias, foram contraindicadas ou causaram intolerância. Além da psoríase, o Yesintek também se mostra promissor no tratamento da artrite psoriásica ativa em adultos e crianças com mais de 6 anos, podendo ser usado isoladamente ou em combinação com metotrexato. Para pacientes com doença de Crohn e colite ulcerativa em quadro ativo de moderado a grave, o medicamento é uma nova opção para aqueles que não responderam adequadamente a outros tratamentos, ou que são intolerantes a terapias convencionais ou ao anti-TNF-alfa. Densurko: Alívio para Asma e Rinossinusite Crônica Grave O Densurko (depemoquimabe) chega como uma importante ferramenta complementar no tratamento da asma em pacientes adultos e pediátricos com 12 anos ou mais, que apresentam inflamação do tipo 2 (alérgica), caracterizada pelo excesso de eosinófilos no sangue. Estudos clínicos apontam uma redução significativa nas exacerbações da doença quando comparado ao placebo, ambos associados ao tratamento padrão. No caso da rinossinusite crônica com pólipos nasais grave, o Densurko é indicado exclusivamente para pacientes adultos que não obtiveram controle adequado da condição com o uso de corticosteroides sistêmicos ou após cirurgia. Em ambos os casos, o esquema terapêutico previsto é de uma dose a cada seis meses, o que pode representar uma melhora na adesão ao tratamento e na qualidade de vida dos pacientes. Impacto das Novas Aprovações A liberação desses medicamentos pela Anvisa reforça o compromisso da agência em garantir o acesso a tratamentos inovadores e seguros para a população brasileira. A disponibilidade de novas alternativas terapêuticas é fundamental para o manejo de doenças crônicas, visando não apenas o controle dos sintomas, mas

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