Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

Saúde e bem estar

Instituições de Saúde do Brasil Unem Forças para Criar Diretrizes Essenciais de Pesquisa sobre Vapes e Cigarros Eletrônicos

Iniciativa inédita busca fortalecer a base científica para combater a ameaça dos vapes à saúde pública brasileira, especialmente entre jovens. O Instituto Nacional de Câncer (Inca) e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em colaboração com outras renomadas instituições de pesquisa do país, estão desenvolvendo uma **carta conjunta com recomendações e orientações cruciais** para a realização de estudos sobre Dispositivos Eletrônicos para Fumar (DEFs), categoria que inclui os populares vapes e cigarros eletrônicos. Este documento inovador, que visa nortear futuras investigações, será formalmente endossado por figuras de liderança como o diretor-geral do Inca, Roberto Gil, e a vice-presidente adjunta de Ambiente, Atenção e Promoção da Saúde da Fiocruz, Patricia Canto, além de representantes de diversas universidades e centros de pesquisa nacionais. A iniciativa surge após um seminário realizado no Rio de Janeiro, onde especialistas debateram a construção de uma agenda de pesquisa prioritária para o Brasil. O objetivo é **identificar lacunas no conhecimento e direcionar esforços científicos** para enfrentar um problema de saúde pública crescente. Conforme informação divulgada pelas instituições, o levantamento realizado entre 2019 e março de 2025 identificou 59 estudos sobre os impactos dos DEFs na literatura científica nacional, demonstrando a urgência de um aprofundamento coordenado. Mapeamento e Priorização de Estudos sobre DEFs O seminário, intitulado “Construindo uma Agenda de Pesquisa Prioritária sobre Dispositivos Eletrônicos para Fumar para o Brasil”, foi um marco para a organização do conhecimento existente. Os pesquisadores analisaram estudos que abordam desde os danos à saúde humana até dados epidemiológicos sobre experimentação e uso, além de aspectos regulatórios e de políticas públicas relacionadas aos vapes. O diretor-geral do Inca, Roberto Gil, ressaltou a importância do encontro como um **esforço coletivo para definir prioridades de pesquisa**. Ele enfatizou que o objetivo é fortalecer a base científica que subsidia as políticas públicas e ampliar a capacidade do país em responder a essa ameaça, que representa um sério risco à saúde da população, especialmente para as novas gerações. Respostas Científicas Rápidas e Coordenadas Ana Paula Natividade, pesquisadora e coordenadora substituta do Centro de Estudos sobre Tabaco e Saúde (Cetab/Fiocruz), destacou que o encontro buscou **organizar o conhecimento científico atual e apontar caminhos para novas investigações**. Ela alertou que o avanço acelerado desses produtos e as estratégias da indústria do tabaco exigem respostas científicas igualmente rápidas e coordenadas para proteger a saúde pública. A colaboração entre Inca, Fiocruz e outras instituições é fundamental para **gerar evidências robustas sobre os riscos dos vapes**. Essas evidências serão essenciais para a formulação de políticas públicas eficazes e para a conscientização da população sobre os perigos associados ao uso desses dispositivos eletrônicos.

Leia mais

Desinformação sobre Câncer de Pele: Falta de Dados Cruciais no Brasil Afeta Diagnóstico Precoce, Alerta Fundação do Câncer

Desinformação sobre Câncer de Pele: Falta de Dados Cruciais no Brasil Afeta Diagnóstico Precoce, Alerta Fundação do Câncer Pesquisadores da Fundação do Câncer apontam que os bancos de dados oficiais sobre câncer de pele no Brasil apresentam falhas significativas. Essas lacunas de informação comprometem o diagnóstico precoce e o tratamento eficaz da doença, que, somente em 2023, resultou em 5.588 óbitos em todo o país. A análise de dados de registros hospitalares e de mortalidade revelou carências importantes, especialmente em informações sobre raça/cor e escolaridade dos pacientes. Essas omissões dificultam a elaboração de políticas públicas mais assertivas e direcionadas para a prevenção e o combate ao câncer de pele. O epidemiologista Alfredo Scaff, coordenador do estudo, destaca a relevância dessas informações em um país com alta incidência de radiação ultravioleta. Ele ressalta que dados mais completos poderiam otimizar ações de prevenção e auxiliar na detecção e tratamento precoces, contribuindo para a redução dos diagnósticos tardios. Lacunas de Informação Prejudicam Análises e Políticas Públicas Ao examinar dados de Registros Hospitalares de Câncer (RHC) e do Sistema de Informação sobre Mortalidade, a equipe identificou que mais de 36% dos casos carecem de informações sobre raça e cor da pele dos pacientes. Além disso, cerca de 26% dos registros não incluem dados sobre a escolaridade. Essas falhas são particularmente preocupantes em regiões como a Sudeste, que apresentou a maior porcentagem de falta de informações sobre raça/cor em casos de câncer de pele não melanoma (66,4%) e melanoma (68,7%). Essa incompletude, segundo Scaff, “limita análises mais precisas sobre desigualdades raciais.” No Centro-Oeste, a maior carência de dados foi observada em relação à escolaridade, com 74% de falta de informação para câncer não melanoma e 67% para o melanoma. A falta desses dados, conforme aponta a pesquisa da Fundação do Câncer, **dificulta a definição de políticas públicas eficazes** para a prevenção e o tratamento da doença no Brasil. Câncer de Pele: O Mais Comum no Brasil e Seus Riscos Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), o câncer de pele é o tipo mais frequente no Brasil. Os principais subtipos são o carcinoma basocelular e o espinocelular, enquanto o melanoma, embora mais raro, é mais agressivo e com maior potencial de disseminação. As projeções do Inca indicam que, entre 2026 e 2028, deverão ser registrados anualmente cerca de 263.282 novos casos de câncer de pele não melanoma e 9.360 de melanoma. A região Sul é a que apresenta as mais elevadas taxas de mortalidade por melanoma, especialmente entre homens. A exposição à **radiação ultravioleta** é o principal fator de risco para todos os tipos de câncer de pele. Pessoas de pele clara são mais suscetíveis, e o risco varia conforme a intensidade e o padrão de exposição solar. Histórico familiar, pintas atípicas, queimaduras solares na infância e adolescência, e fatores ocupacionais também aumentam o perigo. Exposição Solar e Outros Fatores de Risco para Câncer de Pele O epidemiologista Alfredo Scaff alerta que a percepção comum sobre os riscos do câncer de pele se limita à

Leia mais

Genéricos e Similares Veterinários: Governo Abre Consulta Pública para Nova Legislação e Impacto nas Compras e Prescrições

Governo lança consulta pública sobre medicamentos genéricos e similares veterinários, buscando aprimorar a legislação e beneficiar o mercado. O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) abriu uma consulta pública de 45 dias para a minuta da Portaria 1.590/2026. O objetivo é estabelecer um regulamento técnico para o registro de medicamentos genéricos e similares intercambiáveis de uso veterinário. Esta iniciativa visa coletar sugestões e esclarecimentos da sociedade para aprimorar o texto e garantir uma futura legislação mais eficaz e clara para o setor. As contribuições devem ser tecnicamente fundamentadas e enviadas pelo Sistema de Monitoramento de Atos Normativos (Sisman) do Mapa. A consulta pública é uma etapa crucial para democratizar o processo de criação de normas, permitindo que especialistas, empresas e demais interessados contribuam para a formulação de regras que impactarão diretamente as compras governamentais e as prescrições veterinárias no país, conforme divulgado pelo Mapa. Definições Claras para Medicamentos Veterinários A minuta da portaria propõe distinções importantes entre os tipos de medicamentos veterinários. Um medicamento de referência é aquele já registrado no Mapa, com eficácia e segurança comprovadas. Já o medicamento genérico será identificado exclusivamente pela Denominação Comum Brasileira (DCB) do princípio ativo, sendo proibido o uso de nome comercial. O similar intercambiável, por sua vez, poderá ter nome comercial, mas deverá comprovar comparabilidade com um medicamento de referência. É vedado o uso da DCB ou Denominação Comum Internacional (DCI) como marca comercial para este tipo de produto. Esta clareza nas definições é fundamental para a segurança e a rastreabilidade dos produtos no mercado. Equivalência Terapêutica e Prioridade para Genéricos A comprovação da equivalência terapêutica será um pilar na nova regulamentação. Ela ocorrerá quando medicamentos equivalentes farmacêuticos apresentarem a mesma eficácia, segurança e período de carência, administrados na mesma dose e via. A validação desses estudos poderá ser feita por laboratórios reconhecidos pelo ministério. Um ponto de destaque é a obrigatoriedade do uso da denominação genérica (DCB ou DCI) em compras governamentais e prescrições veterinárias. Em condições de igualdade de preço, medicamentos genéricos terão preferência nas aquisições públicas. Nas prescrições, o acréscimo do nome comercial será opcional. Prazo para Adaptação e Rotulagem Específica Empresas que utilizam nomes comerciais contendo a DCB ou DCI, mas cujos produtos não são genéricos, terão um prazo de dois anos para alterar suas marcas após a publicação final da portaria. Essa medida visa evitar confusões no mercado e garantir a correta identificação dos medicamentos genéricos. Adicionalmente, o Mapa estabelece que todas as embalagens de medicamentos genéricos deverão conter a frase clara: “Medicamento genérico de uso veterinário”. Essa padronização facilitará a identificação pelo consumidor e profissionais. Exceções na Regulamentação É importante notar que a nova regulamentação proposta pela consulta pública não abrangerá todos os produtos de uso veterinário. Ficam de fora desta norma produtos biológicos, fitoterápicos, derivados do plasma e sangue, cosméticos veterinários, produtos para fins diagnósticos, radiofármacos e gases medicinais. A consulta pública segue aberta até 29 de maio, quando o Mapa consolidará as contribuições recebidas.

Leia mais

Pré-natal Integral: Indígenas e Mulheres com Pouca Escolaridade Enfrentam Barreiras no Brasil, Revela Estudo

Pré-natal integral é menor entre indígenas e mulheres com pouco estudo No Brasil, a universalidade do pré-natal, fundamental para a saúde materna e infantil, ainda é um desafio. Embora quase todas as gestantes iniciem o acompanhamento, a continuidade e a completude das consultas são significativamente menores entre mulheres indígenas, com baixa escolaridade e residentes na Região Norte do país. Um estudo recente, divulgado pelo Centro Internacional de Equidade em Saúde da Universidade Federal de Pelotas (ICEH/UFPel) em parceria com a Umane, revela que a cobertura das consultas de pré-natal cai consideravelmente ao longo da gestação para esses grupos. A pesquisa, baseada em dados de mais de 2,5 milhões de nascimentos em 2023, destaca a importância de políticas públicas voltadas para grupos em maior vulnerabilidade para garantir o direito à saúde para todas as gestantes. Conforme informação divulgada pelo estudo, o acesso integral ao pré-natal é um reflexo das desigualdades sociais no Brasil. Disparidades na Cobertura do Pré-natal A média de cobertura do pré-natal integral, que idealmente deve iniciar logo no início da gestação, apresenta grandes diferenças entre os perfis de mulheres. Enquanto a cobertura inicial é próxima de 99,4%, a taxa cai para 78,1% ao considerar a sétima consulta. Esse percentual é ainda menor para mulheres com menor escolaridade e para as indígenas. Gestantes com maior nível de educação formal alcançam 86,5% de cobertura completa. Em contrapartida, aquelas que tiveram menos acesso à educação formal chegam a apenas 44,2%. Essa é uma das principais barreiras identificadas pelo estudo. Mulheres Indígenas e a Baixa Escolaridade: Duplos Obstáculos Mulheres indígenas com baixa escolaridade acumulam dois fatores de vulnerabilidade: a origem étnico-racial e o menor número de anos de estudo formal. Apenas 19% delas conseguem realizar a quantidade recomendada de consultas de pré-natal. Em comparação, 88,7% das mulheres brancas com 12 anos ou mais de escolaridade completam o acompanhamento. A disparidade é gritante, evidenciando a exclusão de grupos minoritários no acesso à saúde. Ao analisar a finalização do acompanhamento, 51,5% das mulheres de povos originários conseguem concluir. Esse número é significativamente menor que o de mulheres brancas (84,3%), pretas (75,7%) e pardas (75,3%). O abandono do pré-natal entre indígenas chega a ser três vezes maior do que entre mulheres brancas. Impacto Regional e Idade das Gestantes A Região Norte do Brasil apresenta a menor taxa de pré-natal integralmente respeitado, com 63,3% das gestantes sendo plenamente atendidas. As regiões Nordeste (76,1%) e Centro-Oeste (77%) também mostram taxas inferiores às do Sudeste (81,5%) e Sul (85%). As gestantes adolescentes, com menos de 20 anos, também enfrentam desafios, com apenas 67,7% delas completando o pré-natal integralmente. Esse índice é inferior aos 82,6% observados em mulheres com mais de 35 anos, indicando a necessidade de políticas específicas para essa faixa etária. Recomendações e o Futuro do Pré-natal no Brasil Luiza Eunice, pesquisadora responsável pelo estudo, enfatiza a necessidade de combater o racismo estrutural e a discriminação no acesso à saúde. Ela defende programas voltados para adolescentes e mulheres com menor escolaridade, focando na educação sexual e na

Leia mais

Violência Sexual Dispara Riscos Cardiovasculares em Mulheres em 74%, Alerta Estudo Brasileiro Inédito

Estudo Brasileiro Revela Impacto Devastador da Violência Sexual na Saúde Cardiovascular Feminina As consequências da violência sexual vão muito além do sofrimento psicológico e físico imediato. Um estudo pioneiro baseado em dados oficiais brasileiros aponta que mulheres e meninas vítimas desses atos têm um risco aumentado em impressionantes 74% de desenvolver problemas cardiovasculares. A pesquisa, publicada na renomada revista Cadernos de Saúde Pública, detalha como essa violência se traduz em um aumento significativo na incidência de infarto do miocárdio e arritmias, comparadas a mulheres que não passaram por experiências semelhantes. Esses achados sublinham uma conexão preocupante entre traumas e a saúde do coração. Os resultados foram obtidos pelo pesquisador Eduardo Paixão, do programa de pós-graduação em Saúde Pública da Universidade Federal do Ceará, que utilizou ferramentas estatísticas avançadas sobre dados da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) de 2019, divulgada pelo IBGE. A PNS, que entrevistou mais de 70 mil brasileiros, permitiu cruzar informações sobre violência sexual e doenças cardíacas, isolando outros fatores de risco. Análise Aprofundada e Isolamento de Fatores de Risco Para garantir a precisão das conclusões, a equipe de pesquisa empregou métodos estatísticos para neutralizar a influência de variáveis como idade, cor da pele, orientação sexual, escolaridade e local de moradia. Isso assegurou que o aumento nos problemas cardiovasculares fosse diretamente atribuído à violência sofrida, validando a hipótese central do estudo. O pesquisador Eduardo Paixão destaca que a visão comum sobre os efeitos da violência sexual foca predominantemente na saúde mental. Contudo, ele enfatiza que o trauma pode gerar repercussões em diversas áreas da saúde, inclusive no sistema cardiovascular. Estudos internacionais já indicavam essa forte associação, especialmente quando a violência ocorre na infância e adolescência, com efeitos que podem perdurar por toda a vida. Mecanismos Biológicos e Comportamentais em Jogo A hipótese levantada pelo grupo de pesquisa sugere que o aumento do risco cardiovascular decorre de uma combinação de fatores. A ansiedade e a depressão, comuns em vítimas de violência sexual, estão intrinsecamente ligadas a males cardíacos. Além disso, o estresse crônico desencadeia efeitos fisiológicos prejudiciais. “Ele aumenta a inflamação do nosso organismo, com a ativação de toxinas que podem acelerar esse processo de doença cardiovascular. Experiências traumáticas também podem alterar a pressão arterial e a frequência cardíaca”, explica Paixão. Essa resposta inflamatória e as alterações fisiológicas criam um ambiente propício para o desenvolvimento de doenças do coração. Adicionalmente, indivíduos que vivenciam experiências de violência, sejam isoladas ou recorrentes, podem ter maior propensão a adotar comportamentos de risco. Isso inclui tabagismo, alcoolismo, uso de drogas, alimentação inadequada e sedentarismo, todos fatores conhecidos por agravar os riscos cardiovasculares. Violência Sexual: Um Problema de Saúde Pública com Implicações Cardiovasculares O pesquisador ressalta a violência sexual como um grave problema de saúde pública no Brasil. A PNS revelou que 8,61% das mulheres relataram ter sofrido algum tipo de violência sexual ao longo da vida, em contraste com 2,1% dos homens. Paixão aponta que a subnotificação, especialmente entre o público masculino, dificulta a identificação completa do problema e pode ter mascarado resultados

Leia mais

Câncer de Cabeça e Pescoço: O Terceiro Tipo Mais Comum no Brasil e Sinais de Alerta que Você Não Pode Ignorar

Câncer de Cabeça e Pescoço: Entenda os Riscos e Sintomas do Terceiro Tipo Mais Comum no Brasil O recente anúncio do narrador esportivo Luis Roberto sobre seu diagnóstico de neoplasia na região cervical trouxe à tona a preocupação com o câncer de cabeça e pescoço. Este tipo de câncer, que afeta áreas como laringe, faringe e tireoide, configura o terceiro mais incidente no Brasil, com maior predominância em homens. A neoplasia, termo médico para o crescimento celular descontrolado, pode ser benigna ou maligna. Quando maligna, as células anormais invadem tecidos e podem se espalhar para outras partes do corpo, um processo conhecido como metástase. É crucial estar atento aos sinais, pois 80% dos casos são diagnosticados em estágios avançados, dificultando o prognóstico. Conforme dados do Ministério da Saúde e do Instituto Nacional de Câncer (INCA), os tumores mais comuns nessa região incluem os da hipofaringe, orofaringe, cavidade oral e laringe. A conscientização sobre os fatores de risco e os primeiros sintomas é fundamental para a busca por atendimento médico. Conforme informação divulgada pelo Ministério da Saúde e INCA, o câncer de cabeça e pescoço é o terceiro mais comum no Brasil. Principais Fatores de Risco e Sintomas a Observar O consumo excessivo de bebidas alcoólicas, o tabagismo e a infecção pelo HPV (Papilomavírus Humano) são apontados como os principais fatores de risco para o desenvolvimento do câncer de cabeça e pescoço. Um histórico familiar da doença também aumenta a predisposição. Os sintomas podem variar, mas é importante estar atento a sensações como corpo estranho na região, dor, sangramento e dificuldade para engolir. Outros sinais de alerta incluem cansaço persistente, perda de peso inexplicada, febre prolongada, suores noturnos e desconforto contínuo. A Importância da Atenção Médica Diante de Sinais Suspeitos Diferentemente de outros tipos de câncer, como o de mama ou próstata, não existem exames preventivos anuais específicos para a detecção precoce do câncer de cabeça e pescoço. Por isso, a conscientização sobre os sinais e sintomas é a principal ferramenta para incentivar a busca por atendimento médico. O médico Thiago Bueno, do A.C. Camargo Cancer Center, reforça a importância de procurar ajuda profissional. Ele alerta que qualquer nódulo no pescoço, lesão na boca ou garganta que não cicatriza em até 15 dias, sangramentos orais, rouquidão persistente ou dor ao engolir devem ser investigados. Diagnóstico e Tratamento: Caminhos para a Cura A investigação do câncer de cabeça e pescoço envolve uma combinação de exames de imagem, como tomografia e ressonância magnética, seguidos por biópsia para confirmação do diagnóstico. O tratamento é geralmente multidisciplinar e pode incluir cirurgia, radioterapia, imunoterapia ou quimioterapia, sempre adaptado à gravidade de cada caso. Felizmente, na maioria dos casos, as chances de cura são favoráveis. As estratégias de tratamento modernas buscam maximizar as chances de cura com o mínimo de efeitos colaterais possível, visando preservar a qualidade de vida do paciente. As sequelas, quando ocorrem, tendem a ser de menor intensidade e não interferem significativamente no dia a dia.

Leia mais

Vírus Sincicial: O Perigo Invisível que Ameaça Idosos e Adultos com Comorbidades no Brasil

Vírus Sincicial Respiratório (VSR) representa um risco subestimado para idosos e adultos, com potencial para quadros graves. Enquanto a atenção se volta para a influenza A, um outro vírus, o Sincicial Respiratório (VSR), tem ganhado espaço e preocupação entre especialistas da saúde no Brasil. Dados recentes indicam um aumento significativo de casos, especialmente em populações mais vulneráveis, como idosos e pessoas com comorbidades. Apesar de ser mais conhecido por afetar bebês, o VSR pode causar complicações severas em adultos e idosos, muitas vezes com diagnósticos tardios ou equivocados. A dificuldade na detecção e a associação equivocada com doenças infantis contribuem para que o real impacto do vírus seja subestimado. O cenário atual exige um olhar atento para as estatísticas e para as particularidades de como o VSR afeta diferentes faixas etárias. Conforme informações divulgadas pelo Ministério da Saúde e pela Fiocruz, o VSR já se configura como um agente importante em quadros de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). VSR: Números Revelam Crescente Preocupação No primeiro trimestre deste ano, o VSR foi responsável por 18% dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) com identificação viral confirmada, de acordo com dados do Ministério da Saúde. A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), através do Boletim Infogripe, aponta que a proporção de VSR em casos de SRAG com vírus identificado subiu de 14% em fevereiro-março para 19,9% em março-abril. Esse vírus já foi o mais prevalente por 23 semanas consecutivas em 2025, de março a agosto. Subnotificação e Desafios Diagnósticos A pneumologista Rosemeri Maurici, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), alerta que os números apresentados podem ser apenas a “ponta do iceberg”. Ela explica que a testagem para VSR em larga escala no Brasil se intensificou apenas após a pandemia de COVID-19, o que dificulta o conhecimento completo do impacto da doença em adultos e idosos. “Muitos hospitais internam pacientes com síndrome respiratória aguda grave, e eles até morrem, sem saber qual o agente que causou, porque não testaram ou testaram fora do prazo que é identificável”, afirma Maurici. Essa falta de identificação viral em um terço dos casos de SRAG registrados no primeiro trimestre deste ano, por exemplo, contribui para a percepção de que o VSR é menos impactante em adultos. Idosos: Um Grupo de Alto Risco para o VSR Embora os dados de casos graves de VSR de janeiro a março concentrem a maioria em menores de dois anos, o número de óbitos mostra uma realidade preocupante para os idosos. Dos 27 óbitos registrados no período, sete foram em pessoas com 65 anos ou mais. A geriatra Maisa Kairalla destaca que o envelhecimento natural do sistema imunológico (imunossenescência), somado às comorbidades adquiridas ao longo da vida, torna os idosos mais suscetíveis a infecções graves. Estudos citados por Kairalla indicam que um paciente idoso com VSR tem 2,7 vezes mais chance de desenvolver pneumonia e o dobro de chances de precisar de UTI e intubação, além de maior risco de óbito, quando comparado à influenza. O cardiologista Múcio Tavares, da Faculdade de

Leia mais

Alerta Fiocruz: Síndrome Respiratória Grave Ameaça 18 Estados Brasileiros com Risco de Piora

Fiocruz mantém alerta para Síndrome Respiratória Grave em 18 estados A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), através do seu boletim Infogripe, emitiu um alerta importante para a saúde pública no Brasil. Dezoito estados e o Distrito Federal permanecem em níveis de atenção, variando entre alerta, risco e alto risco para o desenvolvimento de casos graves de síndromes respiratórias. A situação é particularmente preocupante em Mato Grosso e Maranhão, onde a tendência é de aumento nas próximas semanas. Ainda que a tendência nacional a longo prazo aponte para estabilidade, com interrupção do crescimento e até quedas em algumas regiões, a atenção precisa ser redobrada. Pesquisadores observam uma diminuição nos casos causados pela influenza A e pelo rinovírus, responsáveis por mais de 70% das infecções virais recentes diagnosticadas. A Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) é caracterizada pela piora de sintomas gripais, como febre, coriza e tosse, evoluindo para dificuldade de respirar e necessidade de hospitalização. Embora frequentemente desencadeada por vírus, o agente causador nem sempre é identificado por exames. Conforme informação divulgada pela Fiocruz, a vacinação continua sendo a principal forma de prevenção contra formas graves e óbitos. Vacinação é a principal arma contra a SRAG Três das principais infecções que causam SRAG podem ser prevenidas por vacinas disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS): Influenza A, Influenza B e Covid-19. A Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza está ativa em todo o país, priorizando grupos mais vulneráveis como crianças, idosos e gestantes, que têm maior suscetibilidade a desenvolver quadros graves. A vacina contra a Covid-19 é recomendada para todos os bebês a partir dos 6 meses de idade, com reforços periódicos para idosos, gestantes, pessoas com deficiência, comorbidades ou imunossuprimidas, e outros grupos considerados vulneráveis. Desde o ano passado, o Ministério da Saúde também oferece a vacina contra o vírus sincicial respiratório para grávidas, visando proteger bebês contra a bronquiolite, doença grave que acomete os pequenos. Recomendações para evitar a propagação de vírus Tatiana Portella, pesquisadora do Boletim InfoGripe e do Programa de Computação Científica da Fiocruz, enfatiza a importância da vacinação como ferramenta primordial na proteção contra casos graves e mortes. Ela recomenda que a população de maior risco e os grupos mais expostos, como profissionais de saúde, se vacinem o quanto antes. “Também recomendamos que pessoas com sintomas de gripe ou resfriado permaneçam em casa em isolamento. Caso isso não seja possível, o ideal é sair usando uma boa máscara”, destaca Tatiana Portella. Essa medida simples ajuda a reduzir a transmissão viral em ambientes coletivos e protege os mais frágeis. Dados alarmantes sobre SRAG no Brasil Este ano, o Brasil já registrou 31.768 casos de SRAG, com aproximadamente 13 mil testando positivo para algum vírus respiratório. Desses, 42,9% foram causados por rinovírus, 24,5% por influenza A, 15,3% por vírus sincicial respiratório, 11,1% por Covid-19 e 1,5% por influenza B. O cenário de mortes também é preocupante, com 1.621 óbitos por SRAG registrados até o momento, sendo 669 com exame positivo para vírus respiratório. Entre os casos com resultado laboratorial

Leia mais

INSS Oficializa Perícia Médica Remota: Saiba Como Funcionará o Novo Atendimento do INSS para Benefícios

INSS atualiza regras para perícia médica remota, facilitando acesso a benefícios O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) tornou mais claras as regras para a realização de perícias médicas de forma remota. A medida, oficializada por meio de uma portaria publicada no Diário Oficial da União, visa padronizar o uso da telemedicina e otimizar o atendimento aos segurados. Mesmo com o avanço da tecnologia, a presença física do segurado em uma Agência da Previdência Social (APS) continua sendo necessária. O objetivo é garantir que todos os procedimentos sejam conduzidos com segurança e transparência, conforme as novas diretrizes do INSS. A portaria consolida a teleperícia como um procedimento regular do Instituto, aprimorando o uso de sistemas dedicados e estabelecendo o papel das Agências da Previdência Social como pontos de apoio essenciais. As informações foram divulgadas pelo Ministério da Previdência Social. Como funcionará a perícia remota do INSS Para realizar a perícia médica remota, o segurado deverá comparecer presencialmente a uma Agência da Previdência Social (APS) em data e horário previamente agendados. Na agência, será realizada uma triagem onde o segurado precisará apresentar seus documentos pessoais e médicos, já digitalizados, para serem anexados ao requerimento. Após a triagem, o segurado assinará um termo de consentimento. Em seguida, aguardará em uma sala equipada com computador, câmera, áudio e conexão à internet para ser atendido pelo perito médico do INSS por videoconferência. Essa estrutura visa garantir a qualidade da comunicação e a segurança dos dados. Objetivo e vantagens da teleperícia do INSS A publicação da portaria tem como principal objetivo dar maior clareza ao método da teleperícia e às responsabilidades de todas as partes envolvidas no processo. Segundo o Ministério da Previdência Social, os procedimentos já vinham sendo adotados, mas a regulamentação traz segurança jurídica. Uma das grandes vantagens da teleperícia é a possibilidade de alcançar localidades remotas onde não há disponibilidade de peritos médicos do INSS. Isso amplia o acesso aos serviços previdenciários, especialmente para quem reside em áreas de difícil acesso. A modalidade também aprimora o uso do Sistema de Atendimento Remoto (SAT Central). Atendimento e bonificações para peritos do INSS Geralmente, os atendimentos de teleperícia serão realizados no horário complementar ao expediente normal dos médicos peritos. Esses profissionais que se dispuserem a atuar além das metas estabelecidas poderão receber bonificações, incentivando a adesão ao modelo e a ampliação da capacidade de atendimento do INSS. Até então, a teleperícia era utilizada apenas em situações pontuais. Com as novas regras, o atendimento remoto passa a ter uma base normativa mais definida, detalhando os tipos de perícia que podem ser feitos à distância. Isso inclui a perícia médica inicial, a avaliação e reavaliação do Benefício de Prestação Continuada (BPC), e outros serviços autorizados pelo Departamento de Perícia Médica Federal (DPMF). O que muda com a nova portaria do INSS A portaria detalha como deverão ser feitos os atendimentos nas APS, definindo as atribuições de gestores, peritos e unidades administrativas. O objetivo é garantir que o processo seja eficiente e que os segurados recebam um

Leia mais

Lei da Doula Sancionada: Apoio à Gestante Ganha Força Nacional para Reduzir Violência Obstétrica e Cesarianas

Lula sanciona lei que regulamenta a profissão de doula, um marco para o parto humanizado no Brasil. A nova legislação visa fortalecer o apoio às gestantes, combatendo a violência obstétrica e a alta taxa de cesarianas no país, conforme reivindicação antiga das mulheres. A profissão de doula, que se dedica a oferecer suporte integral à gestante, especialmente durante o parto normal, foi oficialmente regulamentada pelo Presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A sanção presidencial ocorreu nesta quarta-feira (8), após aprovação unânime na Câmara dos Deputados e no Senado. A nova lei detalha as atribuições da doula em todas as fases da gestação, parto e pós-parto. O objetivo é garantir que as mulheres recebam informações baseadas em evidências científicas e incentivar o acompanhamento pré-natal adequado, fortalecendo o vínculo entre a gestante e os serviços de saúde. O Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou que a regulamentação atende a uma antiga demanda feminina e tem potencial para reduzir a violência obstétrica e a chamada “indústria de cesarianas”. A declaração foi feita durante a cerimônia de sanção, onde o ministro ressaltou que estudos comprovam os benefícios da presença da doula. Conforme informação divulgada pelo Palácio do Planalto, o texto sancionado não sofreu vetos. Benefícios comprovados da doula para a saúde materna Estudos apontam que a presença da doula, tanto no pré-natal quanto durante o parto, está associada a uma **redução significativa da violência obstétrica**. Além disso, a acompanhante especializada contribui para diminuir o índice de cesarianas e o sofrimento da parturiente, promovendo uma experiência mais positiva e gratificante no momento do nascimento. A senadora Eliziane Gama (PT-MA), relatora do projeto no Senado, celebrou a sanção, enfatizando que “o acolhimento muda a vida das pessoas, do ponto de vista emocional e afeta diretamente esse tratamento humano, esse tratamento da vida, que é ter realmente um filho com dignidade”. O Presidente Lula também mencionou a expectativa de regulamentação da profissão de parteira tradicional, visando a humanização completa do atendimento. Direitos e deveres da doula: o que a nova lei estabelece A lei sancionada garante que a **presença da doula é uma livre escolha da gestante** e não substitui o acompanhante legalmente previsto. Essa garantia abrange tanto a rede pública quanto a privada de saúde, durante todo o trabalho de parto e o pós-parto imediato, incluindo casos de abortamento. Para atuar como doula, a nova norma exige **diploma de ensino médio e um curso de qualificação profissional específica em doulagem**, com validade nacional. Profissionais com diplomas estrangeiros precisarão de revalidação. Aqueles que já exerciam a profissão há mais de três anos na data de publicação da lei poderão continuar atuando, mediante comprovação. Os cursos de doulagem deverão ter uma carga horária mínima de **120 horas** a partir da vigência da lei. A doula poderá auxiliar a gestante em diversas frentes, como na escolha de posições confortáveis, no uso de técnicas de respiração e vocalização, e na aplicação de recursos não farmacológicos para alívio da dor, como massagens e banhos mornos. Limites da atuação da doula e

Leia mais

Instituições de Saúde do Brasil Unem Forças para Criar Diretrizes Essenciais de Pesquisa sobre Vapes e Cigarros Eletrônicos

Iniciativa inédita busca fortalecer a base científica para combater a ameaça dos vapes à saúde pública brasileira, especialmente entre jovens. O Instituto Nacional de Câncer (Inca) e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em colaboração com outras renomadas instituições de pesquisa do país, estão desenvolvendo uma **carta conjunta com recomendações e orientações cruciais** para a realização de estudos sobre Dispositivos Eletrônicos para Fumar (DEFs), categoria que inclui os populares vapes e cigarros eletrônicos. Este documento inovador, que visa nortear futuras investigações, será formalmente endossado por figuras de liderança como o diretor-geral do Inca, Roberto Gil, e a vice-presidente adjunta de Ambiente, Atenção e Promoção da Saúde da Fiocruz, Patricia Canto, além de representantes de diversas universidades e centros de pesquisa nacionais. A iniciativa surge após um seminário realizado no Rio de Janeiro, onde especialistas debateram a construção de uma agenda de pesquisa prioritária para o Brasil. O objetivo é **identificar lacunas no conhecimento e direcionar esforços científicos** para enfrentar um problema de saúde pública crescente. Conforme informação divulgada pelas instituições, o levantamento realizado entre 2019 e março de 2025 identificou 59 estudos sobre os impactos dos DEFs na literatura científica nacional, demonstrando a urgência de um aprofundamento coordenado. Mapeamento e Priorização de Estudos sobre DEFs O seminário, intitulado “Construindo uma Agenda de Pesquisa Prioritária sobre Dispositivos Eletrônicos para Fumar para o Brasil”, foi um marco para a organização do conhecimento existente. Os pesquisadores analisaram estudos que abordam desde os danos à saúde humana até dados epidemiológicos sobre experimentação e uso, além de aspectos regulatórios e de políticas públicas relacionadas aos vapes. O diretor-geral do Inca, Roberto Gil, ressaltou a importância do encontro como um **esforço coletivo para definir prioridades de pesquisa**. Ele enfatizou que o objetivo é fortalecer a base científica que subsidia as políticas públicas e ampliar a capacidade do país em responder a essa ameaça, que representa um sério risco à saúde da população, especialmente para as novas gerações. Respostas Científicas Rápidas e Coordenadas Ana Paula Natividade, pesquisadora e coordenadora substituta do Centro de Estudos sobre Tabaco e Saúde (Cetab/Fiocruz), destacou que o encontro buscou **organizar o conhecimento científico atual e apontar caminhos para novas investigações**. Ela alertou que o avanço acelerado desses produtos e as estratégias da indústria do tabaco exigem respostas científicas igualmente rápidas e coordenadas para proteger a saúde pública. A colaboração entre Inca, Fiocruz e outras instituições é fundamental para **gerar evidências robustas sobre os riscos dos vapes**. Essas evidências serão essenciais para a formulação de políticas públicas eficazes e para a conscientização da população sobre os perigos associados ao uso desses dispositivos eletrônicos.

Leia mais

Desinformação sobre Câncer de Pele: Falta de Dados Cruciais no Brasil Afeta Diagnóstico Precoce, Alerta Fundação do Câncer

Desinformação sobre Câncer de Pele: Falta de Dados Cruciais no Brasil Afeta Diagnóstico Precoce, Alerta Fundação do Câncer Pesquisadores da Fundação do Câncer apontam que os bancos de dados oficiais sobre câncer de pele no Brasil apresentam falhas significativas. Essas lacunas de informação comprometem o diagnóstico precoce e o tratamento eficaz da doença, que, somente em 2023, resultou em 5.588 óbitos em todo o país. A análise de dados de registros hospitalares e de mortalidade revelou carências importantes, especialmente em informações sobre raça/cor e escolaridade dos pacientes. Essas omissões dificultam a elaboração de políticas públicas mais assertivas e direcionadas para a prevenção e o combate ao câncer de pele. O epidemiologista Alfredo Scaff, coordenador do estudo, destaca a relevância dessas informações em um país com alta incidência de radiação ultravioleta. Ele ressalta que dados mais completos poderiam otimizar ações de prevenção e auxiliar na detecção e tratamento precoces, contribuindo para a redução dos diagnósticos tardios. Lacunas de Informação Prejudicam Análises e Políticas Públicas Ao examinar dados de Registros Hospitalares de Câncer (RHC) e do Sistema de Informação sobre Mortalidade, a equipe identificou que mais de 36% dos casos carecem de informações sobre raça e cor da pele dos pacientes. Além disso, cerca de 26% dos registros não incluem dados sobre a escolaridade. Essas falhas são particularmente preocupantes em regiões como a Sudeste, que apresentou a maior porcentagem de falta de informações sobre raça/cor em casos de câncer de pele não melanoma (66,4%) e melanoma (68,7%). Essa incompletude, segundo Scaff, “limita análises mais precisas sobre desigualdades raciais.” No Centro-Oeste, a maior carência de dados foi observada em relação à escolaridade, com 74% de falta de informação para câncer não melanoma e 67% para o melanoma. A falta desses dados, conforme aponta a pesquisa da Fundação do Câncer, **dificulta a definição de políticas públicas eficazes** para a prevenção e o tratamento da doença no Brasil. Câncer de Pele: O Mais Comum no Brasil e Seus Riscos Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), o câncer de pele é o tipo mais frequente no Brasil. Os principais subtipos são o carcinoma basocelular e o espinocelular, enquanto o melanoma, embora mais raro, é mais agressivo e com maior potencial de disseminação. As projeções do Inca indicam que, entre 2026 e 2028, deverão ser registrados anualmente cerca de 263.282 novos casos de câncer de pele não melanoma e 9.360 de melanoma. A região Sul é a que apresenta as mais elevadas taxas de mortalidade por melanoma, especialmente entre homens. A exposição à **radiação ultravioleta** é o principal fator de risco para todos os tipos de câncer de pele. Pessoas de pele clara são mais suscetíveis, e o risco varia conforme a intensidade e o padrão de exposição solar. Histórico familiar, pintas atípicas, queimaduras solares na infância e adolescência, e fatores ocupacionais também aumentam o perigo. Exposição Solar e Outros Fatores de Risco para Câncer de Pele O epidemiologista Alfredo Scaff alerta que a percepção comum sobre os riscos do câncer de pele se limita à

Leia mais

Genéricos e Similares Veterinários: Governo Abre Consulta Pública para Nova Legislação e Impacto nas Compras e Prescrições

Governo lança consulta pública sobre medicamentos genéricos e similares veterinários, buscando aprimorar a legislação e beneficiar o mercado. O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) abriu uma consulta pública de 45 dias para a minuta da Portaria 1.590/2026. O objetivo é estabelecer um regulamento técnico para o registro de medicamentos genéricos e similares intercambiáveis de uso veterinário. Esta iniciativa visa coletar sugestões e esclarecimentos da sociedade para aprimorar o texto e garantir uma futura legislação mais eficaz e clara para o setor. As contribuições devem ser tecnicamente fundamentadas e enviadas pelo Sistema de Monitoramento de Atos Normativos (Sisman) do Mapa. A consulta pública é uma etapa crucial para democratizar o processo de criação de normas, permitindo que especialistas, empresas e demais interessados contribuam para a formulação de regras que impactarão diretamente as compras governamentais e as prescrições veterinárias no país, conforme divulgado pelo Mapa. Definições Claras para Medicamentos Veterinários A minuta da portaria propõe distinções importantes entre os tipos de medicamentos veterinários. Um medicamento de referência é aquele já registrado no Mapa, com eficácia e segurança comprovadas. Já o medicamento genérico será identificado exclusivamente pela Denominação Comum Brasileira (DCB) do princípio ativo, sendo proibido o uso de nome comercial. O similar intercambiável, por sua vez, poderá ter nome comercial, mas deverá comprovar comparabilidade com um medicamento de referência. É vedado o uso da DCB ou Denominação Comum Internacional (DCI) como marca comercial para este tipo de produto. Esta clareza nas definições é fundamental para a segurança e a rastreabilidade dos produtos no mercado. Equivalência Terapêutica e Prioridade para Genéricos A comprovação da equivalência terapêutica será um pilar na nova regulamentação. Ela ocorrerá quando medicamentos equivalentes farmacêuticos apresentarem a mesma eficácia, segurança e período de carência, administrados na mesma dose e via. A validação desses estudos poderá ser feita por laboratórios reconhecidos pelo ministério. Um ponto de destaque é a obrigatoriedade do uso da denominação genérica (DCB ou DCI) em compras governamentais e prescrições veterinárias. Em condições de igualdade de preço, medicamentos genéricos terão preferência nas aquisições públicas. Nas prescrições, o acréscimo do nome comercial será opcional. Prazo para Adaptação e Rotulagem Específica Empresas que utilizam nomes comerciais contendo a DCB ou DCI, mas cujos produtos não são genéricos, terão um prazo de dois anos para alterar suas marcas após a publicação final da portaria. Essa medida visa evitar confusões no mercado e garantir a correta identificação dos medicamentos genéricos. Adicionalmente, o Mapa estabelece que todas as embalagens de medicamentos genéricos deverão conter a frase clara: “Medicamento genérico de uso veterinário”. Essa padronização facilitará a identificação pelo consumidor e profissionais. Exceções na Regulamentação É importante notar que a nova regulamentação proposta pela consulta pública não abrangerá todos os produtos de uso veterinário. Ficam de fora desta norma produtos biológicos, fitoterápicos, derivados do plasma e sangue, cosméticos veterinários, produtos para fins diagnósticos, radiofármacos e gases medicinais. A consulta pública segue aberta até 29 de maio, quando o Mapa consolidará as contribuições recebidas.

Leia mais

Pré-natal Integral: Indígenas e Mulheres com Pouca Escolaridade Enfrentam Barreiras no Brasil, Revela Estudo

Pré-natal integral é menor entre indígenas e mulheres com pouco estudo No Brasil, a universalidade do pré-natal, fundamental para a saúde materna e infantil, ainda é um desafio. Embora quase todas as gestantes iniciem o acompanhamento, a continuidade e a completude das consultas são significativamente menores entre mulheres indígenas, com baixa escolaridade e residentes na Região Norte do país. Um estudo recente, divulgado pelo Centro Internacional de Equidade em Saúde da Universidade Federal de Pelotas (ICEH/UFPel) em parceria com a Umane, revela que a cobertura das consultas de pré-natal cai consideravelmente ao longo da gestação para esses grupos. A pesquisa, baseada em dados de mais de 2,5 milhões de nascimentos em 2023, destaca a importância de políticas públicas voltadas para grupos em maior vulnerabilidade para garantir o direito à saúde para todas as gestantes. Conforme informação divulgada pelo estudo, o acesso integral ao pré-natal é um reflexo das desigualdades sociais no Brasil. Disparidades na Cobertura do Pré-natal A média de cobertura do pré-natal integral, que idealmente deve iniciar logo no início da gestação, apresenta grandes diferenças entre os perfis de mulheres. Enquanto a cobertura inicial é próxima de 99,4%, a taxa cai para 78,1% ao considerar a sétima consulta. Esse percentual é ainda menor para mulheres com menor escolaridade e para as indígenas. Gestantes com maior nível de educação formal alcançam 86,5% de cobertura completa. Em contrapartida, aquelas que tiveram menos acesso à educação formal chegam a apenas 44,2%. Essa é uma das principais barreiras identificadas pelo estudo. Mulheres Indígenas e a Baixa Escolaridade: Duplos Obstáculos Mulheres indígenas com baixa escolaridade acumulam dois fatores de vulnerabilidade: a origem étnico-racial e o menor número de anos de estudo formal. Apenas 19% delas conseguem realizar a quantidade recomendada de consultas de pré-natal. Em comparação, 88,7% das mulheres brancas com 12 anos ou mais de escolaridade completam o acompanhamento. A disparidade é gritante, evidenciando a exclusão de grupos minoritários no acesso à saúde. Ao analisar a finalização do acompanhamento, 51,5% das mulheres de povos originários conseguem concluir. Esse número é significativamente menor que o de mulheres brancas (84,3%), pretas (75,7%) e pardas (75,3%). O abandono do pré-natal entre indígenas chega a ser três vezes maior do que entre mulheres brancas. Impacto Regional e Idade das Gestantes A Região Norte do Brasil apresenta a menor taxa de pré-natal integralmente respeitado, com 63,3% das gestantes sendo plenamente atendidas. As regiões Nordeste (76,1%) e Centro-Oeste (77%) também mostram taxas inferiores às do Sudeste (81,5%) e Sul (85%). As gestantes adolescentes, com menos de 20 anos, também enfrentam desafios, com apenas 67,7% delas completando o pré-natal integralmente. Esse índice é inferior aos 82,6% observados em mulheres com mais de 35 anos, indicando a necessidade de políticas específicas para essa faixa etária. Recomendações e o Futuro do Pré-natal no Brasil Luiza Eunice, pesquisadora responsável pelo estudo, enfatiza a necessidade de combater o racismo estrutural e a discriminação no acesso à saúde. Ela defende programas voltados para adolescentes e mulheres com menor escolaridade, focando na educação sexual e na

Leia mais

Violência Sexual Dispara Riscos Cardiovasculares em Mulheres em 74%, Alerta Estudo Brasileiro Inédito

Estudo Brasileiro Revela Impacto Devastador da Violência Sexual na Saúde Cardiovascular Feminina As consequências da violência sexual vão muito além do sofrimento psicológico e físico imediato. Um estudo pioneiro baseado em dados oficiais brasileiros aponta que mulheres e meninas vítimas desses atos têm um risco aumentado em impressionantes 74% de desenvolver problemas cardiovasculares. A pesquisa, publicada na renomada revista Cadernos de Saúde Pública, detalha como essa violência se traduz em um aumento significativo na incidência de infarto do miocárdio e arritmias, comparadas a mulheres que não passaram por experiências semelhantes. Esses achados sublinham uma conexão preocupante entre traumas e a saúde do coração. Os resultados foram obtidos pelo pesquisador Eduardo Paixão, do programa de pós-graduação em Saúde Pública da Universidade Federal do Ceará, que utilizou ferramentas estatísticas avançadas sobre dados da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) de 2019, divulgada pelo IBGE. A PNS, que entrevistou mais de 70 mil brasileiros, permitiu cruzar informações sobre violência sexual e doenças cardíacas, isolando outros fatores de risco. Análise Aprofundada e Isolamento de Fatores de Risco Para garantir a precisão das conclusões, a equipe de pesquisa empregou métodos estatísticos para neutralizar a influência de variáveis como idade, cor da pele, orientação sexual, escolaridade e local de moradia. Isso assegurou que o aumento nos problemas cardiovasculares fosse diretamente atribuído à violência sofrida, validando a hipótese central do estudo. O pesquisador Eduardo Paixão destaca que a visão comum sobre os efeitos da violência sexual foca predominantemente na saúde mental. Contudo, ele enfatiza que o trauma pode gerar repercussões em diversas áreas da saúde, inclusive no sistema cardiovascular. Estudos internacionais já indicavam essa forte associação, especialmente quando a violência ocorre na infância e adolescência, com efeitos que podem perdurar por toda a vida. Mecanismos Biológicos e Comportamentais em Jogo A hipótese levantada pelo grupo de pesquisa sugere que o aumento do risco cardiovascular decorre de uma combinação de fatores. A ansiedade e a depressão, comuns em vítimas de violência sexual, estão intrinsecamente ligadas a males cardíacos. Além disso, o estresse crônico desencadeia efeitos fisiológicos prejudiciais. “Ele aumenta a inflamação do nosso organismo, com a ativação de toxinas que podem acelerar esse processo de doença cardiovascular. Experiências traumáticas também podem alterar a pressão arterial e a frequência cardíaca”, explica Paixão. Essa resposta inflamatória e as alterações fisiológicas criam um ambiente propício para o desenvolvimento de doenças do coração. Adicionalmente, indivíduos que vivenciam experiências de violência, sejam isoladas ou recorrentes, podem ter maior propensão a adotar comportamentos de risco. Isso inclui tabagismo, alcoolismo, uso de drogas, alimentação inadequada e sedentarismo, todos fatores conhecidos por agravar os riscos cardiovasculares. Violência Sexual: Um Problema de Saúde Pública com Implicações Cardiovasculares O pesquisador ressalta a violência sexual como um grave problema de saúde pública no Brasil. A PNS revelou que 8,61% das mulheres relataram ter sofrido algum tipo de violência sexual ao longo da vida, em contraste com 2,1% dos homens. Paixão aponta que a subnotificação, especialmente entre o público masculino, dificulta a identificação completa do problema e pode ter mascarado resultados

Leia mais

Câncer de Cabeça e Pescoço: O Terceiro Tipo Mais Comum no Brasil e Sinais de Alerta que Você Não Pode Ignorar

Câncer de Cabeça e Pescoço: Entenda os Riscos e Sintomas do Terceiro Tipo Mais Comum no Brasil O recente anúncio do narrador esportivo Luis Roberto sobre seu diagnóstico de neoplasia na região cervical trouxe à tona a preocupação com o câncer de cabeça e pescoço. Este tipo de câncer, que afeta áreas como laringe, faringe e tireoide, configura o terceiro mais incidente no Brasil, com maior predominância em homens. A neoplasia, termo médico para o crescimento celular descontrolado, pode ser benigna ou maligna. Quando maligna, as células anormais invadem tecidos e podem se espalhar para outras partes do corpo, um processo conhecido como metástase. É crucial estar atento aos sinais, pois 80% dos casos são diagnosticados em estágios avançados, dificultando o prognóstico. Conforme dados do Ministério da Saúde e do Instituto Nacional de Câncer (INCA), os tumores mais comuns nessa região incluem os da hipofaringe, orofaringe, cavidade oral e laringe. A conscientização sobre os fatores de risco e os primeiros sintomas é fundamental para a busca por atendimento médico. Conforme informação divulgada pelo Ministério da Saúde e INCA, o câncer de cabeça e pescoço é o terceiro mais comum no Brasil. Principais Fatores de Risco e Sintomas a Observar O consumo excessivo de bebidas alcoólicas, o tabagismo e a infecção pelo HPV (Papilomavírus Humano) são apontados como os principais fatores de risco para o desenvolvimento do câncer de cabeça e pescoço. Um histórico familiar da doença também aumenta a predisposição. Os sintomas podem variar, mas é importante estar atento a sensações como corpo estranho na região, dor, sangramento e dificuldade para engolir. Outros sinais de alerta incluem cansaço persistente, perda de peso inexplicada, febre prolongada, suores noturnos e desconforto contínuo. A Importância da Atenção Médica Diante de Sinais Suspeitos Diferentemente de outros tipos de câncer, como o de mama ou próstata, não existem exames preventivos anuais específicos para a detecção precoce do câncer de cabeça e pescoço. Por isso, a conscientização sobre os sinais e sintomas é a principal ferramenta para incentivar a busca por atendimento médico. O médico Thiago Bueno, do A.C. Camargo Cancer Center, reforça a importância de procurar ajuda profissional. Ele alerta que qualquer nódulo no pescoço, lesão na boca ou garganta que não cicatriza em até 15 dias, sangramentos orais, rouquidão persistente ou dor ao engolir devem ser investigados. Diagnóstico e Tratamento: Caminhos para a Cura A investigação do câncer de cabeça e pescoço envolve uma combinação de exames de imagem, como tomografia e ressonância magnética, seguidos por biópsia para confirmação do diagnóstico. O tratamento é geralmente multidisciplinar e pode incluir cirurgia, radioterapia, imunoterapia ou quimioterapia, sempre adaptado à gravidade de cada caso. Felizmente, na maioria dos casos, as chances de cura são favoráveis. As estratégias de tratamento modernas buscam maximizar as chances de cura com o mínimo de efeitos colaterais possível, visando preservar a qualidade de vida do paciente. As sequelas, quando ocorrem, tendem a ser de menor intensidade e não interferem significativamente no dia a dia.

Leia mais

Vírus Sincicial: O Perigo Invisível que Ameaça Idosos e Adultos com Comorbidades no Brasil

Vírus Sincicial Respiratório (VSR) representa um risco subestimado para idosos e adultos, com potencial para quadros graves. Enquanto a atenção se volta para a influenza A, um outro vírus, o Sincicial Respiratório (VSR), tem ganhado espaço e preocupação entre especialistas da saúde no Brasil. Dados recentes indicam um aumento significativo de casos, especialmente em populações mais vulneráveis, como idosos e pessoas com comorbidades. Apesar de ser mais conhecido por afetar bebês, o VSR pode causar complicações severas em adultos e idosos, muitas vezes com diagnósticos tardios ou equivocados. A dificuldade na detecção e a associação equivocada com doenças infantis contribuem para que o real impacto do vírus seja subestimado. O cenário atual exige um olhar atento para as estatísticas e para as particularidades de como o VSR afeta diferentes faixas etárias. Conforme informações divulgadas pelo Ministério da Saúde e pela Fiocruz, o VSR já se configura como um agente importante em quadros de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). VSR: Números Revelam Crescente Preocupação No primeiro trimestre deste ano, o VSR foi responsável por 18% dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) com identificação viral confirmada, de acordo com dados do Ministério da Saúde. A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), através do Boletim Infogripe, aponta que a proporção de VSR em casos de SRAG com vírus identificado subiu de 14% em fevereiro-março para 19,9% em março-abril. Esse vírus já foi o mais prevalente por 23 semanas consecutivas em 2025, de março a agosto. Subnotificação e Desafios Diagnósticos A pneumologista Rosemeri Maurici, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), alerta que os números apresentados podem ser apenas a “ponta do iceberg”. Ela explica que a testagem para VSR em larga escala no Brasil se intensificou apenas após a pandemia de COVID-19, o que dificulta o conhecimento completo do impacto da doença em adultos e idosos. “Muitos hospitais internam pacientes com síndrome respiratória aguda grave, e eles até morrem, sem saber qual o agente que causou, porque não testaram ou testaram fora do prazo que é identificável”, afirma Maurici. Essa falta de identificação viral em um terço dos casos de SRAG registrados no primeiro trimestre deste ano, por exemplo, contribui para a percepção de que o VSR é menos impactante em adultos. Idosos: Um Grupo de Alto Risco para o VSR Embora os dados de casos graves de VSR de janeiro a março concentrem a maioria em menores de dois anos, o número de óbitos mostra uma realidade preocupante para os idosos. Dos 27 óbitos registrados no período, sete foram em pessoas com 65 anos ou mais. A geriatra Maisa Kairalla destaca que o envelhecimento natural do sistema imunológico (imunossenescência), somado às comorbidades adquiridas ao longo da vida, torna os idosos mais suscetíveis a infecções graves. Estudos citados por Kairalla indicam que um paciente idoso com VSR tem 2,7 vezes mais chance de desenvolver pneumonia e o dobro de chances de precisar de UTI e intubação, além de maior risco de óbito, quando comparado à influenza. O cardiologista Múcio Tavares, da Faculdade de

Leia mais

Alerta Fiocruz: Síndrome Respiratória Grave Ameaça 18 Estados Brasileiros com Risco de Piora

Fiocruz mantém alerta para Síndrome Respiratória Grave em 18 estados A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), através do seu boletim Infogripe, emitiu um alerta importante para a saúde pública no Brasil. Dezoito estados e o Distrito Federal permanecem em níveis de atenção, variando entre alerta, risco e alto risco para o desenvolvimento de casos graves de síndromes respiratórias. A situação é particularmente preocupante em Mato Grosso e Maranhão, onde a tendência é de aumento nas próximas semanas. Ainda que a tendência nacional a longo prazo aponte para estabilidade, com interrupção do crescimento e até quedas em algumas regiões, a atenção precisa ser redobrada. Pesquisadores observam uma diminuição nos casos causados pela influenza A e pelo rinovírus, responsáveis por mais de 70% das infecções virais recentes diagnosticadas. A Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) é caracterizada pela piora de sintomas gripais, como febre, coriza e tosse, evoluindo para dificuldade de respirar e necessidade de hospitalização. Embora frequentemente desencadeada por vírus, o agente causador nem sempre é identificado por exames. Conforme informação divulgada pela Fiocruz, a vacinação continua sendo a principal forma de prevenção contra formas graves e óbitos. Vacinação é a principal arma contra a SRAG Três das principais infecções que causam SRAG podem ser prevenidas por vacinas disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS): Influenza A, Influenza B e Covid-19. A Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza está ativa em todo o país, priorizando grupos mais vulneráveis como crianças, idosos e gestantes, que têm maior suscetibilidade a desenvolver quadros graves. A vacina contra a Covid-19 é recomendada para todos os bebês a partir dos 6 meses de idade, com reforços periódicos para idosos, gestantes, pessoas com deficiência, comorbidades ou imunossuprimidas, e outros grupos considerados vulneráveis. Desde o ano passado, o Ministério da Saúde também oferece a vacina contra o vírus sincicial respiratório para grávidas, visando proteger bebês contra a bronquiolite, doença grave que acomete os pequenos. Recomendações para evitar a propagação de vírus Tatiana Portella, pesquisadora do Boletim InfoGripe e do Programa de Computação Científica da Fiocruz, enfatiza a importância da vacinação como ferramenta primordial na proteção contra casos graves e mortes. Ela recomenda que a população de maior risco e os grupos mais expostos, como profissionais de saúde, se vacinem o quanto antes. “Também recomendamos que pessoas com sintomas de gripe ou resfriado permaneçam em casa em isolamento. Caso isso não seja possível, o ideal é sair usando uma boa máscara”, destaca Tatiana Portella. Essa medida simples ajuda a reduzir a transmissão viral em ambientes coletivos e protege os mais frágeis. Dados alarmantes sobre SRAG no Brasil Este ano, o Brasil já registrou 31.768 casos de SRAG, com aproximadamente 13 mil testando positivo para algum vírus respiratório. Desses, 42,9% foram causados por rinovírus, 24,5% por influenza A, 15,3% por vírus sincicial respiratório, 11,1% por Covid-19 e 1,5% por influenza B. O cenário de mortes também é preocupante, com 1.621 óbitos por SRAG registrados até o momento, sendo 669 com exame positivo para vírus respiratório. Entre os casos com resultado laboratorial

Leia mais

INSS Oficializa Perícia Médica Remota: Saiba Como Funcionará o Novo Atendimento do INSS para Benefícios

INSS atualiza regras para perícia médica remota, facilitando acesso a benefícios O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) tornou mais claras as regras para a realização de perícias médicas de forma remota. A medida, oficializada por meio de uma portaria publicada no Diário Oficial da União, visa padronizar o uso da telemedicina e otimizar o atendimento aos segurados. Mesmo com o avanço da tecnologia, a presença física do segurado em uma Agência da Previdência Social (APS) continua sendo necessária. O objetivo é garantir que todos os procedimentos sejam conduzidos com segurança e transparência, conforme as novas diretrizes do INSS. A portaria consolida a teleperícia como um procedimento regular do Instituto, aprimorando o uso de sistemas dedicados e estabelecendo o papel das Agências da Previdência Social como pontos de apoio essenciais. As informações foram divulgadas pelo Ministério da Previdência Social. Como funcionará a perícia remota do INSS Para realizar a perícia médica remota, o segurado deverá comparecer presencialmente a uma Agência da Previdência Social (APS) em data e horário previamente agendados. Na agência, será realizada uma triagem onde o segurado precisará apresentar seus documentos pessoais e médicos, já digitalizados, para serem anexados ao requerimento. Após a triagem, o segurado assinará um termo de consentimento. Em seguida, aguardará em uma sala equipada com computador, câmera, áudio e conexão à internet para ser atendido pelo perito médico do INSS por videoconferência. Essa estrutura visa garantir a qualidade da comunicação e a segurança dos dados. Objetivo e vantagens da teleperícia do INSS A publicação da portaria tem como principal objetivo dar maior clareza ao método da teleperícia e às responsabilidades de todas as partes envolvidas no processo. Segundo o Ministério da Previdência Social, os procedimentos já vinham sendo adotados, mas a regulamentação traz segurança jurídica. Uma das grandes vantagens da teleperícia é a possibilidade de alcançar localidades remotas onde não há disponibilidade de peritos médicos do INSS. Isso amplia o acesso aos serviços previdenciários, especialmente para quem reside em áreas de difícil acesso. A modalidade também aprimora o uso do Sistema de Atendimento Remoto (SAT Central). Atendimento e bonificações para peritos do INSS Geralmente, os atendimentos de teleperícia serão realizados no horário complementar ao expediente normal dos médicos peritos. Esses profissionais que se dispuserem a atuar além das metas estabelecidas poderão receber bonificações, incentivando a adesão ao modelo e a ampliação da capacidade de atendimento do INSS. Até então, a teleperícia era utilizada apenas em situações pontuais. Com as novas regras, o atendimento remoto passa a ter uma base normativa mais definida, detalhando os tipos de perícia que podem ser feitos à distância. Isso inclui a perícia médica inicial, a avaliação e reavaliação do Benefício de Prestação Continuada (BPC), e outros serviços autorizados pelo Departamento de Perícia Médica Federal (DPMF). O que muda com a nova portaria do INSS A portaria detalha como deverão ser feitos os atendimentos nas APS, definindo as atribuições de gestores, peritos e unidades administrativas. O objetivo é garantir que o processo seja eficiente e que os segurados recebam um

Leia mais

Lei da Doula Sancionada: Apoio à Gestante Ganha Força Nacional para Reduzir Violência Obstétrica e Cesarianas

Lula sanciona lei que regulamenta a profissão de doula, um marco para o parto humanizado no Brasil. A nova legislação visa fortalecer o apoio às gestantes, combatendo a violência obstétrica e a alta taxa de cesarianas no país, conforme reivindicação antiga das mulheres. A profissão de doula, que se dedica a oferecer suporte integral à gestante, especialmente durante o parto normal, foi oficialmente regulamentada pelo Presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A sanção presidencial ocorreu nesta quarta-feira (8), após aprovação unânime na Câmara dos Deputados e no Senado. A nova lei detalha as atribuições da doula em todas as fases da gestação, parto e pós-parto. O objetivo é garantir que as mulheres recebam informações baseadas em evidências científicas e incentivar o acompanhamento pré-natal adequado, fortalecendo o vínculo entre a gestante e os serviços de saúde. O Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou que a regulamentação atende a uma antiga demanda feminina e tem potencial para reduzir a violência obstétrica e a chamada “indústria de cesarianas”. A declaração foi feita durante a cerimônia de sanção, onde o ministro ressaltou que estudos comprovam os benefícios da presença da doula. Conforme informação divulgada pelo Palácio do Planalto, o texto sancionado não sofreu vetos. Benefícios comprovados da doula para a saúde materna Estudos apontam que a presença da doula, tanto no pré-natal quanto durante o parto, está associada a uma **redução significativa da violência obstétrica**. Além disso, a acompanhante especializada contribui para diminuir o índice de cesarianas e o sofrimento da parturiente, promovendo uma experiência mais positiva e gratificante no momento do nascimento. A senadora Eliziane Gama (PT-MA), relatora do projeto no Senado, celebrou a sanção, enfatizando que “o acolhimento muda a vida das pessoas, do ponto de vista emocional e afeta diretamente esse tratamento humano, esse tratamento da vida, que é ter realmente um filho com dignidade”. O Presidente Lula também mencionou a expectativa de regulamentação da profissão de parteira tradicional, visando a humanização completa do atendimento. Direitos e deveres da doula: o que a nova lei estabelece A lei sancionada garante que a **presença da doula é uma livre escolha da gestante** e não substitui o acompanhante legalmente previsto. Essa garantia abrange tanto a rede pública quanto a privada de saúde, durante todo o trabalho de parto e o pós-parto imediato, incluindo casos de abortamento. Para atuar como doula, a nova norma exige **diploma de ensino médio e um curso de qualificação profissional específica em doulagem**, com validade nacional. Profissionais com diplomas estrangeiros precisarão de revalidação. Aqueles que já exerciam a profissão há mais de três anos na data de publicação da lei poderão continuar atuando, mediante comprovação. Os cursos de doulagem deverão ter uma carga horária mínima de **120 horas** a partir da vigência da lei. A doula poderá auxiliar a gestante em diversas frentes, como na escolha de posições confortáveis, no uso de técnicas de respiração e vocalização, e na aplicação de recursos não farmacológicos para alívio da dor, como massagens e banhos mornos. Limites da atuação da doula e

Leia mais

Newsletter

Assine nossa newsletter e fique por dentro das novidades!