Trump diz ter solicitado a Xi Jinping que suspenda fornecimento de armas ao Irã, prevendo fim da guerra em breve.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou ter feito um pedido direto ao seu homólogo chinês, Xi Jinping, para que a China cesse o fornecimento de armamentos ao Irã. A afirmação foi feita em entrevista à Fox Business Network, onde Trump também expressou confiança de que o conflito no Oriente Médio será solucionado em um futuro próximo, embora sem detalhar prazos específicos.
Segundo o presidente americano, a resposta de Xi Jinping ao seu pedido foi negativa, com o líder chinês alegando que Pequim não estaria fornecendo armas a Teerã. Trump detalhou que enviou uma carta a Xi Jinping solicitando a interrupção do envio de armamentos, e recebeu outra carta em resposta, na qual o presidente chinês teria afirmado que tal ação não estava ocorrendo.
As declarações de Trump surgem em um momento de tensão crescente e em meio a reportagens que sugerem uma cooperação militar entre China e Irã. Um dia antes da entrevista, o jornal Financial Times noticiou que o Irã teria adquirido secretamente um satélite espião chinês no final de 2024, informação que Pequim nega veementemente. Conforme a reportagem, o satélite teria auxiliado o Irã a monitorar bases militares americanas na região.
Negociações e o Papel da China no Conflito
Trump mencionou que sua próxima viagem à China, agendada para o próximo mês, não deverá ser afetada pelas flutuações no mercado global de petróleo, em decorrência da guerra. Ele argumentou que a China, como grande consumidora de petróleo, teria mais a perder com a instabilidade do que os Estados Unidos. A expectativa do presidente é de que a China esteja interessada em um acordo para resolver a crise.
Alegações de Compra de Satélite Chinês pelo Irã
A matéria do Financial Times detalhou que o satélite em questão, o TEE-01B, foi construído e lançado pela empresa chinesa Earth Eye Co. A Força Aeroespacial da Guarda Revolucionária iraniana teria adquirido o equipamento após sua colocação em órbita a partir da China, de acordo com documentos iranianos vazados citados pelo jornal. Comandantes iranianos teriam utilizado o satélite para mapear instalações militares americanas, com base em listas de coordenadas, imagens de satélite e análises orbitais.
Reações e Negações Oficiais
O Ministério das Relações Exteriores da China refutou as informações, classificando-as como falsas e acusando





