Trump acredita que guerra com o Irã terminará logo após eleições de meio de mandato nos EUA, com Netanyahu vendo regime persa à beira do colapso
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que o conflito com o Irã chegará ao fim imediatamente após as eleições de meio de mandato, que ocorrem em novembro. Segundo Trump, o Irã estaria tentando influenciar o resultado da votação americana, mas não conseguiria suportar a pressão econômica imposta pelos EUA por muito mais tempo.
“Acho que a guerra vai acabar imediatamente após a eleição, porque eles não conseguem mais resistir. Estão desesperados para tentar influenciar a eleição”, afirmou Trump a repórteres antes de viajar para Dallas, no Texas, para a Convenção Nacional Republicana.
A guerra entre os EUA e o Irã já dura sete meses sem um fim aparente. Trump já havia declarado anteriormente que o conflito estaria próximo do fim, mas essas previsões não se concretizaram até o momento. A retomada dos confrontos foi marcada por ataques iranianos a navios perto do estreito de Hormuz, após os EUA afundarem petroleiros iranianos, elevando os preços do petróleo. Conforme divulgado pela Reuters e AFP, a situação tem afetado a popularidade de Trump, com eleitores frustrados pela guerra e pela crise econômica.
Tensão aumenta com ataques e contra-ataques no Golfo Pérsico
Na última quarta-feira, o Irã comunicou ter atacado dez navios próximos ao estreito de Hormuz. Essa ação ocorreu logo após os Estados Unidos terem afundado cinco petroleiros iranianos. A escalada da violência elevou significativamente o preço do petróleo no mercado internacional, refletindo a instabilidade na região.
Os índices de aprovação de Donald Trump têm apresentado queda, em parte devido à insatisfação dos eleitores com a continuidade da guerra contra o Irã e o agravamento da crise econômica nos Estados Unidos. As eleições de meio de mandato, que acontecem em 3 de novembro, são vistas como um referendo sobre a gestão do presidente e podem resultar na perda do controle do Congresso pelos republicanos.
Netanyahu vê Irã perto do colapso e reafirma presença israelense na Síria
O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, também expressou uma visão semelhante sobre a situação do Irã. Durante uma visita a tropas israelenses no sul da Síria, Netanyahu declarou que o regime persa está à beira do colapso, em meio à intensificação dos combates.
“Ainda há trabalho a ser feito. A principal tarefa é derrubar o regime terrorista no Irã. Estamos muito próximos disso”, disse Netanyahu, referindo-se aos grupos aliados do Irã no Oriente Médio. Ele acrescentou que “todo o eixo acabará por entrar em colapso”.
As forças israelenses estão estacionadas em uma “zona de segurança” no sul da Síria, desde a queda do ditador Bashar al-Assad. Esta área era anteriormente patrulhada pela ONU e separava as forças israelenses e sírias nas colinas de Golã, território sírio ocupado por Israel há décadas. “Não permitiremos que nenhum exército terrorista se estabeleça em nossa fronteira”, garantiu Netanyahu.
Damasco condena incursão israelense e Katz envia mensagem a Assad
A presença de Netanyahu e suas tropas na Síria gerou forte condenação por parte do governo de Damasco, que classificou o ato como provocativo e uma violação da soberania síria. O Ministério das Relações Exteriores da Síria declarou que a entrada do primeiro-ministro israelense em território sírio é uma “violação flagrante da soberania e da integridade territorial da República Árabe da Síria e do direito internacional”.
O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, que acompanhava Netanyahu, enviou uma mensagem em vídeo ao presidente sírio, Ahmed al-Sharaa, afirmando que as tropas israelenses não se retirarão da zona de segurança. “Estamos aqui enviando uma mensagem muito forte e clara ao presidente da Síria, que se encontra a 35 km daqui, em seu palácio em Damasco: estamos aqui no monte Hermon, estamos na zona de segurança e não vamos sair daqui”, declarou Katz.
Katz também ameaçou o Irã, afirmando que Israel já atacou o país persa duas vezes e o fará novamente se necessário para neutralizar ameaças. A Síria, que antes era uma aliada próxima do Irã, viu sua relação com Teerã mudar após a queda de Bashar al-Assad. Israel tem realizado centenas de ataques na Síria desde então, e autoridades israelenses prometem manter suas tropas na zona de segurança.





