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Últimas Notícias

Ministro da Defesa Brasileiro, Mucio, Pede Fim da “Vergonha” e Reaproximação Militar com a Argentina em Meio a Tensões Políticas

Mucio busca reaproximação militar com a Argentina, clamando por fim da “vergonha” de ser vizinho e amigo. O Ministro da Defesa do Brasil, José Mucio, realizou uma visita oficial a Buenos Aires, marcando o primeiro encontro de seu tipo com o homólogo argentino desde abril de 2024. A iniciativa visa restabelecer e fortalecer os laços de cooperação em defesa entre os dois países sul-americanos, em um momento de distanciamento político. Mucio expressou claramente a necessidade de superar as barreiras atuais, afirmando a jornalistas que “Nós estamos precisando é não ter vergonha de sermos próximos e amigos. Já fomos mais. Precisamos ser de novo”. A declaração ressalta a importância de manter a colaboração entre as forças armadas, independentemente das mudanças governamentais. A visita, que ocorreu na embaixada brasileira e durou cerca de uma hora e meia, antecede importantes eventos como a Conferência de Ministros de Defesa das Américas no Peru. O Ministro Mucio destacou a relevância de parcerias em áreas como defesa de fronteiras e combate ao crime organizado, sublinhando que “o crime organizado não tem pátria”, o que justifica a união de esforços. Parcerias estratégicas e tecnológicas em pauta Embora o teor exato da reunião não tenha sido detalhado, o Ministro Mucio mencionou a possibilidade de **operações conjuntas** e o interesse argentino em dialogar novamente com o Brasil. A ideia de um encontro entre empresários do setor militar de ambos os países também foi levantada, demonstrando um interesse mútuo em explorar novas avenidas de colaboração. “Achei eles muito interessados em conversar com o Brasil de novo”, pontuou Mucio, indicando um clima de receptividade por parte das autoridades argentinas. Ele também ressaltou a importância de que “esses episódios políticos, que são passageiros, não maculem a defesa da América do Sul”, evidenciando a visão de longo prazo para a cooperação regional. Contexto de aumento global nos gastos com defesa A visita de Mucio ocorre em um contexto global de **aumento nos gastos com defesa**. Conforme dados recentes, em 2025, o gasto militar mundial cresceu 2,5% em relação ao ano anterior, alcançando um patamar histórico de US$ 2,63 trilhões, o maior desde a Segunda Guerra Mundial. Essa tendência global reforça a necessidade de os países da América do Sul fortalecerem suas capacidades de defesa. “Todo mundo está começando a se defender”, observou o ministro, acrescentando que o objetivo do Brasil não é a invasão, mas sim a **dissuasão**. Essa postura busca desmistificar qualquer temor sobre uma corrida armamentista na região e reforçar o compromisso com a paz e a segurança sul-americana. Relação Brasil-Argentina sob escrutínio Apesar da aparente naturalidade do encontro, a visita ganha destaque por ocorrer em um período de **desaceleração nas relações bilaterais** entre Brasil e Argentina, especialmente após a ascensão de Javier Milei à presidência argentina. Declarações anteriores de Milei, que chegou a chamar o presidente brasileiro de “perfeito dinossauro idiota”, evidenciaram as tensões políticas. Diante desse cenário, encontros ministeriais entre os dois países, antes frequentes, tornaram-se mais raros. A reunião entre Mucio e seu par argentino representa, portanto, um

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ZoomHolding: De Quase Falência a Gigante de R$ 750 Milhões com Foco em IA e Infraestrutura

ZoomHolding: A Virada de Jogo de uma Gigante da Tecnologia que Quase Fechou as Portas A trajetória da ZoomHolding é um exemplo notável de resiliência e reinvenção no mundo corporativo. Em 2016, a empresa enfrentava um cenário de risco extremo, com faturamento em queda livre e dívidas crescentes, forçando uma drástica redução de sua equipe. Contudo, foi nesse momento de adversidade que a companhia encontrou o caminho para uma transformação radical. Nilton Junior, CEO e fundador da ZoomHolding, relembra em entrevista ao Do Zero ao Topo os dias sombrios. “Foi realmente um momento de risco muito elevado”, afirma. A dívida era alta e o faturamento caiu pela metade em 2016, obrigando a empresa a operar com apenas 30% de sua equipe para sobreviver. Hoje, a ZoomHolding é um grupo consolidado nacionalmente em infraestrutura, servidores, data centers, software e inteligência artificial, com um faturamento de R$ 750 milhões em 2024. A história de superação e crescimento exponencial, que chegou a 1.600% em cinco anos, é um testemunho da capacidade de adaptação e visão estratégica. O Ponto de Virada: Diversificação e o Mercado Privado Até 2015, a ZoomHolding tinha uma forte dependência do setor público, o que a tornou vulnerável às instabilidades econômicas e políticas do país. O impeachment da presidente Dilma Rousseff e a consequente desaceleração dos gastos governamentais impactaram diretamente o negócio. “A gente estava muito concentrado em governo”, admite Nilton Junior. “Veio o impeachment, o governo deu uma congelada realmente nos gastos e aí a gente teve uma segunda grande crise.” Essa crise forçou a empresa a desmantelar seu modelo antigo e reconstruir a organização. A estratégia de saída foi clara: diversificar a atuação e reduzir a dependência de um único setor. A empresa começou a investir mais fortemente no mercado privado e a atuar com fabricação própria para expandir seu portfólio. Essa mudança exigiu decisões difíceis, mas trouxe maturidade empresarial e a possibilidade de crescimento sustentável. Crescimento Exponencial Pós-Crise O resultado da reestruturação foi notável. Nos cinco anos seguintes à crise de 2016, a ZoomHolding experimentou um crescimento impressionante de 1.600%. “A gente conseguiu criar um ambiente de eficiência máximo. As pessoas que ficaram compraram a briga junto com a empresa”, relata o CEO. A diversificação das operações foi a chave para essa expansão. A empresa deixou de focar apenas em projetos de infraestrutura e passou a atuar em áreas como fabricação de computadores e servidores, distribuição e desenvolvimento de software. Essa nova configuração permitiu à ZoomHolding alcançar novos patamares de negócio. O Futuro com Inteligência Artificial e Novos Desafios Em 2020, a ZoomHolding deu um passo estratégico importante ao iniciar a produção própria de servidores, uma linha de negócio que se tornou um dos principais motores de crescimento do grupo. “A parte de servidores possibilitou a gente trabalhar projetos grandes de infraestrutura de data center, trazendo a empresa para outro patamar”, revela Nilton Junior. Olhando para o futuro, a empresa aposta no avanço da inteligência artificial (IA) como principal motor de sua próxima fase de expansão. “A

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Drama das Fronteiras se Espalha: Autor Argentino Revela Mundo “Fronteirizado” e a Crise Migratória no Brasil

Autor argentino Leonardo Tarifeño alerta: o drama das fronteiras transcendeu limites geográficos, transformando nações inteiras em zonas de conflito e desamparo. Em uma conversa franca em São Paulo, o jornalista argentino Leonardo Tarifeño, radicado no México há mais de uma década, compartilhou a angústia que o levou a escrever “Não Volte”. O livro reúne histórias comoventes de mexicanos deportados dos Estados Unidos, um retrato pungente da crise migratória contemporânea. Tarifeño, especialista em música e cultura, sentiu-se inicialmente deslocado ao mergulhar nesse universo. No entanto, dedicou um ano acompanhando, com o coração apertado, as narrativas de vidas interrompidas pela necessidade de migrar, um tema que, segundo ele, ecoa em diversas partes do globo. A obra “Não Volte” é fruto de centenas de entrevistas com deportados mexicanos e já está disponível no Brasil pela editora Kipuka. O autor participará de eventos de lançamento no Rio de Janeiro e na Feira do Livro de São Paulo, oferecendo um olhar profundo sobre a temática. Conforme relatado pelo autor, “Em Tijuana é mais barato se drogar do que comer”, uma frase que ilustra a desesperadora realidade enfrentada por muitos. Influências e a Necessidade de Contar Histórias A escrita de Tarifeño é profundamente influenciada por dois grandes nomes da literatura mexicana: Sergio Gonzálvez Rodrígues e Juan Villoro. Rodrígues, com sua investigação jornalística sobre as violências extremas no México, como massacres promovidos por cartéis e desaparecimentos, antecipou o endurecimento das operações migratórias nos EUA. Já Villoro ofereceu a Tarifeño uma chave mais íntima, a de partir da própria experiência. A percepção de que mesmo sua companheira mexicana não suportava mais ouvir as histórias de violência, fome e abusos contra imigrantes o impulsionou a escrever. “Se nem alguém tão próximo a mim conseguia suportar essas histórias, imagine o quanto elas precisavam ser contadas”, declarou o autor. O Mundo “Fronteirizado” e a Desumanização Sob a inspiração de Rodrígues, Tarifeño chegou à conclusão de que o mundo se tornou “fronteirizado”. O próprio México, em sua totalidade, transformou-se em uma fronteira. Essa realidade não se restringe a um único país, mas se manifesta em centros urbanos como São Paulo. Ao caminhar pelo centro de São Paulo, é possível observar haitianos, venezuelanos e migrantes de diversas origens lutando pela sobrevivência. Eles enfrentam os mesmos temas de desenraizamento, desamparo e desumanização vivenciados por aqueles que estão à margem do sistema. O drama das fronteiras, portanto, se espalha e se manifesta em diferentes nações. Sensibilizar para Combater a Crueldade Tarifeño vê a escrita como sua forma de contribuir, de expor essas situações cruciais. “Escrever sobre essas pessoas é o que posso fazer, e é muito, pois é mais que necessário expor essas situações”, afirmou. Ele busca, através da tristeza, atingir o humano e sensibilizar as pessoas. “Conto suas histórias não para entristecer ninguém. Busco na tristeza o poético, não para amenizar o drama de ninguém, mas porque assim atingir o humano e sensibilizar. Não podemos viver num mundo onde reine tanta crueldade”, concluiu o autor, ressaltando a urgência de combater a crueldade e a

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Medley vê venda de remédios em supermercados como chance de “democratizar acesso” e impulsionar mercado

Medley enxerga em supermercados uma porta para “democratizar o acesso a medicamentos” no Brasil A Medley, uma das líderes no mercado farmacêutico brasileiro, está acompanhando com otimismo a possibilidade de venda de medicamentos em supermercados. A empresa vê essa expansão como uma oportunidade significativa para tornar o acesso a remédios mais amplo para a população. Segundo Lucia Rossato, diretora-geral da Medley, a entrada de novos canais de venda não diminui a importância das farmácias tradicionais. Ela ressalta que essa ampliação deve ocorrer dentro de regras claras e bem definidas, sem que um modelo se sobreponha ao outro. A executiva fez um paralelo com o desenvolvimento do e-commerce farmacêutico, que se fortaleceu consideravelmente após a pandemia. Atualmente, as vendas online já representam uma fatia expressiva do faturamento de muitas redes de farmácia, chegando a mais de 20%, mesmo em um setor com regulamentação rigorosa. A Medley acredita que a venda de medicamentos em supermercados pode seguir um caminho semelhante. Portfólio da Medley e a importância da prescrição médica É importante notar que cerca de 80% do portfólio da Medley é composto por medicamentos que exigem prescrição médica. Estes produtos, por sua natureza, não podem ser divulgados diretamente aos consumidores e, portanto, continuarão sendo vendidos exclusivamente nas farmácias, atrás do balcão. A Medley, como parte da indústria farmacêutica, está atenta às discussões sobre a regulamentação da venda de medicamentos em novos estabelecimentos. A empresa se prepara para qualquer desfecho, mas reforça que os limites de atuação são claros. “Medicamento é medicamento e precisa ser usado de acordo com a bula”, enfatiza Rossato, destacando a responsabilidade e o uso correto dos fármacos. Expansão de canais e o futuro do varejo farmacêutico A visão da Medley sobre a venda de medicamentos em supermercados reflete uma tendência de **adaptação e inovação no varejo farmacêutico**. A empresa demonstra confiança na capacidade de coexistência entre diferentes modelos de venda, desde que haja um arcabouço regulatório robusto que garanta a segurança do consumidor e a eficácia dos tratamentos. A diretora-geral da Medley, Lucia Rossato, em conversa exclusiva ao InfoMoney Entrevista, expressou que a companhia vê a ampliação para supermercados como um passo natural para a **democratização do acesso a medicamentos**. Essa perspectiva sugere um futuro onde o consumidor terá mais opções e conveniência para adquirir seus remédios, sem comprometer a segurança e a orientação profissional.

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Bilionários da IA: A Nova Onda Filantrópica e o Chamado por Legados de Beleza e Sentido

O futuro da filantropia americana está prestes a passar por uma transformação significativa, impulsionada pela explosão da inteligência artificial. Conforme aponta o The New York Times, a riqueza gerada por essa nova fronteira tecnológica pode injetar até US$ 100 bilhões anuais em doações de caridade nos Estados Unidos. Essa potencial “terceira onda” filantrópica, distinta das eras de Carnegie, Rockefeller, Gates e Buffett, promete focar em questões existenciais: a transição para a IA e o que significa ter uma vida boa e com sentido em um mundo cada vez mais dominado por máquinas avançadas. No entanto, um apelo ressoa para que esses novos magnatas da tecnologia olhem além de programas e desembolsos, inspirando-se em seus predecessores da Era Dourada. A sugestão é clara: investir em beleza, construindo monumentos, museus, universidades e espaços públicos que deixem um legado físico e estético para as futuras gerações. O Legado Físico em Contraste com a Filantropia Recente A filantropia da era de Bill Gates e Warren Buffett, embora bem-sucedida em combater doenças e reduzir a pobreza, é criticada pela falta de uma marca física duradoura. Ao contrário da Era Dourada, onde museus como o Metropolitan Museum of Art e instituições como a Carnegie Hall foram erguidos, a filantropia recente deixou poucas infraestruturas físicas amadas ou marcos arquitetônicos icônicos. Essa escassez de legados tangíveis é atribuída, em parte, à burocracia moderna e à arquitetura contemporânea, frequentemente descrita como sem inspiração. Mais profundamente, reflete uma cultura do Vale do Silício que parece temer a ostentação, com fundadores de tecnologia adotando um estilo de vida minimalista e performático, evitando qualquer demonstração de sua vasta riqueza. O Filistinismo do Vale do Silício e a Busca por Sentido O The New York Times destaca o que chama de “filistinismo performático” no Vale do Silício, onde a aversão a ser visto como alguém que aproveita sua riqueza leva a um estilo de vida deliberadamente discreto. Essa mentalidade, no entanto, pode limitar a capacidade de criar obras que transcendem o meramente funcional, obras que só o excedente de riqueza e um gosto cultivado podem gerar. A criação de beleza, seja em arquitetura, arte ou paisagismo, é apresentada não apenas como um luxo, mas como um componente essencial para uma vida com sentido. Esses legados estéticos têm o poder de elevar a experiência humana, tornando o mundo mais rico e significativo para todos, independentemente de sua origem. Um Chamado à Ação: Inspirando-se no Passado para Construir o Futuro Apesar do cenário desafiador, há sinais de mudança. Patrick Collison, fundador da Stripe, já está investindo na busca por novas escolas estéticas. O The New York Times sugere que outros filantropos da IA visitem locais como o Palace of Fine Arts em São Francisco, um remanescente da Exposiçao Internacional Panamá-Pacífico de 1915. Este palácio, financiado em parte por magnatas da Era Dourada, serve como um lembrete do poder da beleza e da importância de criar espaços que, embora possam parecer “inúteis” em um primeiro momento, são essenciais para a alma de uma cidade e para

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Fim da Escala 6×1: Relator Propõe Folga Dominical Obrigatória e Redução da Jornada Semanal para 40 Horas

O texto em análise na Câmara dos Deputados prevê a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, com a garantia de dois dias de descanso e sem qualquer tipo de redução salarial. Caso aprovada, a nova regra, que extingue a escala 6×1 e assegura ao menos duas folgas semanais, com preferência para o domingo, entrará em vigor 60 dias após a promulgação da emenda. O relator também propõe alterações no Artigo 7º da Constituição Federal, estabelecendo que a duração do trabalho não exceda oito horas diárias e 40 horas semanais. Essa mudança permite a compensação de horários e a redução da jornada por meio de acordos ou convenções coletivas de trabalho, buscando um equilíbrio entre as necessidades dos empregados e a organização das empresas. O parecer do deputado Léo Prates traz um período de transição para a implementação da redução da jornada. Conforme informação divulgada, em 60 dias após a promulgação da Emenda Constitucional, a jornada passaria de 44 para 42 horas semanais. Um ano depois, a jornada seria reduzida em mais duas horas, totalizando 40 horas semanais, mantendo o limite de 8 horas diárias. Transição Gradual para Redução da Jornada O período de transição é visto como uma estratégia para minimizar impactos econômicos. O deputado Léo Prates reconhece que a redução da jornada representa uma intervenção relevante no mercado de trabalho, mas acredita que a implementação progressiva permite que empresas e setores planejem investimentos em tecnologia e reorganização operacional. Essa abordagem visa evitar cortes de empregos ou repasse de custos aos consumidores. O texto também prevê que leis ordinárias poderão detalhar a jornada e o descanso para regimes de trabalho diferenciados, como os de seis horas em turnos ininterruptos de revezamento. Excepcionalmente, convenções ou acordos coletivos poderão estabelecer regimes compensatórios que garantam, em média, dois dias de repouso semanal remunerado dentro do mês-calendário, assegurando pelo menos um dia de descanso a cada semana de trabalho. Novas Regras e Exceções para Trabalhadores Hipersuficientes As novas regras de jornada e descanso não se aplicam a trabalhadores que já cumprem carga horária igual ou inferior a 40 horas semanais. Além disso, uma lei complementar poderá estabelecer medidas transitórias para microempreendedores individuais (MEIs), microempresas e empresas de pequeno porte, com o objetivo de preservar os postos de trabalho existentes. Um ponto de destaque no relatório é a não aplicação da redução da jornada diária aos empregados com diploma de nível superior que recebam mensalmente duas vezes e meia o limite máximo dos benefícios do INSS, atualmente em R$ 8.475,55. Nesses casos, a redução da jornada só ocorrerá por liberalidade do empregador ou por acordo/convenção coletiva. A escala 5×2, no entanto, será determinada. Combate à Pejotização e Contratos Públicos Segundo o relator, essa exceção visa combater o fenômeno da “pejotização”, onde trabalhadores são contratados como pessoas jurídicas. Para o deputado, essa medida é importante para modernizar as relações laborais de profissionais hipersuficientes, que possuem maior capacidade de negociação e autonomia, e que muitas vezes optam pela formalização como pessoa jurídica

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Amazon da Coreia do Sul: Coupang vira pivô de crise diplomática entre EUA e Coreia do Sul após vazamento de dados

Coupang, a gigante do e-commerce sul-coreana, está no centro de uma disputa que abala a relação entre Estados Unidos e Coreia do Sul. O que começou como uma investigação de vazamento de dados se transformou em um embate diplomático, com acusações mútuas e o futuro da aliança em xeque. A lua de mel entre Seul e Washington, celebrada com um acordo histórico em novembro, parece ter chegado ao fim abruptamente. A empresa Coupang, frequentemente comparada à Amazon por sua dominância no mercado sul-coreano, tornou-se o inesperado ponto de atrito entre as duas nações aliadas. O caso ganhou proporções internacionais após um massivo vazamento de dados que afetou 33 milhões de clientes na Coreia do Sul. A investigação, iniciada por reguladores sul-coreanos, rapidamente escalou para um teste da relação bilateral, visto que a Coupang, apesar de sua forte identidade local, é juridicamente uma empresa americana. Conforme apurado pelo The New York Times Company, a Coupang alega que o governo de Seul está utilizando a regulação como uma arma contra uma empresa dos EUA, buscando apoio em Washington e argumentando que companhias americanas estão sendo tratadas de forma mais rigorosa do que concorrentes chineses. As autoridades sul-coreanas, por outro lado, afirmam que todas as ações seguem o devido processo legal. Parlamentares americanos pressionam Seul em defesa da Coupang A tensão atingiu um novo patamar com uma carta enviada por 54 parlamentares republicanos ao embaixador sul-coreano em Washington. Na missiva, os congressistas acusam o governo de Seul de um tratamento “direcionado e discriminatório” contra a Coupang e outras empresas de tecnologia americanas, alertando que tal postura ameaça os interesses econômicos e de segurança dos Estados Unidos. A carta, datada do mês passado, expressa preocupação com o potencial vácuo de mercado que seria criado caso empresas americanas fossem expulsas, abrindo espaço para plataformas chinesas como Temu, Alibaba e Shein. “A dominância delas na região teria consequências de segurança inaceitáveis”, alertaram os parlamentares. Durante sua audiência de confirmação no Senado, Michelle Steel, indicada para ser a próxima embaixadora dos EUA em Seul, foi questionada sobre o caso. Ela assegurou que o acordo de novembro entre os presidentes Donald Trump e Lee Jae-myung veda esse tipo de discriminação e prometeu acompanhar o tema “de forma muito clara”. Coreia do Sul rebate acusações e defende soberania regulatória A resposta de Seul não tardou e veio com a mesma intensidade. Woo Won-shik, presidente da Assembleia Nacional sul-coreana, classificou a carta dos congressistas americanos como um “caso evidente de ingerência em assuntos internos e é inaceitável”. Dezenas de parlamentares sul-coreanos endossaram essa visão, enviando uma contra-carta à embaixada dos EUA, na qual afirmam que a pressão de Washington “coloca em dúvida a própria integridade e os fundamentos da aliança” bilateral. Enquanto o embate diplomático se intensifica, as promessas mais ambiciosas do acordo entre os líderes dos dois países parecem patinar. Os “centenas de bilhões de dólares” que a Coreia do Sul se comprometeu a investir em setores americanos ainda não se materializaram, e as negociações sobre o apoio dos

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Google sob Mira da UE: Multa Bilionária Imine por Favorecer Serviços Próprios em Buscas

União Europeia prepara multa milionária contra o Google em investigação antitruste A União Europeia está prestes a aplicar uma multa de centenas de milhões de euros ao Google, da Alphabet. A ação faz parte de uma investigação antitruste em andamento, segundo informações divulgadas pelo jornal alemão Handelsblatt, com base em fontes da Comissão Europeia. A decisão, que já estaria quase finalizada, tem previsão de anúncio antes do período de férias de verão no hemisfério norte. Caso confirmada, esta seria a maior penalidade já imposta pela UE em decorrência de violações à Lei dos Mercados Digitais (DMA). A DMA tem como objetivo principal coibir o poder excessivo de grandes empresas de tecnologia, promovendo um ambiente de mercado mais justo e competitivo. Conforme apurado, a investigação visa garantir que o buscador mais popular do mundo esteja em conformidade com as regulamentações europeias. A apuração oficial foi iniciada em março de 2025. Investigação foca em favorecimento de serviços próprios do Google As preocupações centrais da União Europeia giram em torno da alegação de que o Google estaria priorizando seus próprios serviços nos resultados de pesquisa. Essa prática, segundo a UE, poderia prejudicar a concorrência e limitar as opções disponíveis para os usuários. O objetivo da Comissão Europeia, no entanto, não é apenas punir, mas principalmente garantir a conformidade das práticas do Google com as novas regras. Um porta-voz da Comissão Europeia, Thomas Regnier, destacou em declaração por e-mail que a prioridade é a adequação às normas. Google defende mudanças e critica impacto das regras da UE Em resposta às investigações e possíveis sanções, o Google expressou sua insatisfação com o impacto das regras da UE em seu serviço de busca. A empresa afirmou estar buscando uma resolução para o caso. Um porta-voz da companhia declarou que as alterações implementadas no buscador sob a égide da DMA representam um “rebaixamento na história do produto”, resultando em uma “experiência de segunda categoria para os europeus em benefício de alguns reclamantes interessados”. A empresa argumenta que as mudanças prejudicam a qualidade para os usuários. O que diz a Lei dos Mercados Digitais (DMA) A Lei dos Mercados Digitais (DMA) é um marco regulatório da União Europeia que estabelece um conjunto de regras para grandes plataformas online, conhecidas como “gatekeepers”. Essas empresas, devido ao seu tamanho e controle sobre mercados digitais essenciais, precisam cumprir obrigações específicas. O objetivo da DMA é garantir que essas plataformas ajam de forma justa e aberta, impedindo práticas anticompetitivas. A lei visa promover a inovação e dar mais poder de escolha aos consumidores e empresas que utilizam esses serviços digitais na Europa.

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Spotify e Universal Music abrem portas para remixes com IA: fãs poderão criar novas versões de músicas famosas

Spotify e Universal Music unem forças para explorar o potencial da inteligência artificial na criação de remixes e covers por fãs. A plataforma de streaming Spotify, em parceria com a gravadora Universal Music, anunciou um acordo inovador que permitirá aos usuários criar remixes de músicas utilizando inteligência artificial. A novidade, divulgada pela Variety, visa abrir novas fronteiras na descoberta musical e gerar fontes de receita inéditas. Esta colaboração pioneira busca democratizar a criação musical, capacitando fãs a se tornarem protagonistas na reinvenção de faixas de seus artistas favoritos. O foco principal é a exploração de novas formas de engajamento e monetização dentro do ecossistema musical digital. A iniciativa promete beneficiar diretamente artistas e compositores, que poderão compartilhar o valor gerado por esses remixes e covers licenciados. A criação de conteúdo com IA, antes um território incerto, agora encontra um caminho claro para a remuneração e o reconhecimento. IA como Ferramenta Criativa para Fãs e Artistas A ferramenta de inteligência artificial permitirá que os fãs explorem sua criatividade, gerando novas versões de músicas. O acordo entre Spotify e Universal Music estabelece um precedente para o uso ético e lucrativo da IA na música, garantindo que os criadores originais sejam devidamente compensados. Essa nova modalidade de criação musical, impulsionada pela inteligência artificial, tem o potencial de **descobrir novos talentos e revitalizar catálogos musicais existentes**. A expectativa é que a plataforma se torne um hub para a inovação musical, atraindo tanto criadores quanto consumidores ávidos por novidades. Um Novo Modelo de Receita para a Indústria Musical O Spotify enxerga nesta parceria uma oportunidade de **abrir novas fontes de receita e impulsionar a descoberta musical**. A plataforma enfatiza que haverá uma criação na qual artistas e compositores podem compartilhar diretamente o valor gerado por meio de covers e remixes licenciados com tecnologia de inteligência artificial. A novidade, que deve ser oferecida como um **serviço pago para usuários Premium**, visa criar um mecanismo de renda extra para os artistas. Essa estratégia de monetização busca equilibrar a inovação tecnológica com a sustentabilidade financeira dos criadores de conteúdo. O Futuro da Criação Musical com Inteligência Artificial A colaboração entre Spotify e Universal Music sinaliza um futuro onde a inteligência artificial se integra de forma mais profunda ao processo criativo musical. A capacidade de gerar remixes e covers com IA abre um leque de possibilidades para a **experimentação e a expansão da arte sonora**. Este acordo representa um passo significativo para a indústria, demonstrando que a tecnologia pode ser uma aliada poderosa para a **inovação, a geração de receita e o fortalecimento do vínculo entre artistas e fãs**.

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Fim da Escala 6×1: Deputado Alerta que Proposta pode Proibir Trabalhadores de Trabalharem Mesmo com Vontade e Aumentar Custos

Deputado Gilson Marques critica proposta de fim da escala 6×1 e alerta para consequências econômicas e de liberdade de trabalho A discussão sobre o fim da escala 6×1 na Câmara dos Deputados tem gerado intenso debate. Enquanto o governo e aliados defendem a medida como um avanço na qualidade de vida dos trabalhadores, a oposição levanta preocupações sobre o impacto econômico e a restrição à liberdade individual. O deputado Gilson Marques (Novo-SC) é um dos críticos mais vocais da proposta. Em entrevista à Gazeta do Povo, Marques expressou seu descontentamento com a forma como a proposta está sendo conduzida, classificando-a como uma decisão de cima para baixo, sem considerar as particularidades regionais do Brasil. Ele argumenta que a mudança pode, paradoxalmente, prejudicar justamente aqueles que se pretende ajudar. O parlamentar também aponta para um possível viés eleitoral na aceleração da tramitação da PEC, especialmente com as eleições de 2026 se aproximando. Segundo ele, muitos políticos estariam votando a favor da proposta por popularidade, e não por convicção de seus benefícios para o país. Conforme informação divulgada pela Gazeta do Povo, o deputado acredita que a medida visa proibir as pessoas de trabalharem mesmo que queiram. Críticas à Proposta e Impactos Econômicos O deputado Gilson Marques critica a proposta de fim da escala 6×1, afirmando que a discussão está “barata-tonta” e que ninguém sabe as reais consequências da medida. Ele destaca que uma decisão nacional pode ter impactos diferentes em regiões com níveis de desemprego distintos, como Santa Catarina, que tem pleno emprego, e a Bahia, com desemprego superior a 9%. “Se você aumenta o custo do trabalho — porque a pessoa trabalharia menos ganhando o mesmo — isso é cruel para quem está desempregado, pois torna a contratação mais difícil”, explicou o deputado. Ele argumenta que a intenção de “modernizar” na verdade se traduz em proibir as pessoas de trabalharem, transformando o trabalho em um dever, e não mais em um direito. Aumento de Custos e Inflação como Consequências Questionado sobre como os empresários arcaria com o custo de manter o mesmo salário com jornada reduzida, Marques foi categórico: “Esse cenário não existe.” Segundo ele, o empresário não absorverá o custo adicional do próprio bolso, mas sim repassará o valor para o preço de produtos e serviços. “A padaria ou a farmácia vão cobrar mais caro pelo pão e pelo remédio”, exemplificou o deputado. Ele ressalta que, no final, quem mais sofrerá com o aumento de preços são os próprios trabalhadores, que, segundo ele, são os que os políticos dizem estar defendendo. A consequência real, na visão do parlamentar, é fazer com que as pessoas paguem tudo mais caro. Contaminação Eleitoral e Liberdade de Escolha Gilson Marques acredita firmemente que a discussão sobre o fim da escala 6×1 está contaminada pelo calendário eleitoral. Ele afirma que a maioria dos parlamentares envolvidos busca a reeleição e vê na pauta algo popular que pode ajudar nas urnas. O próprio presidente Lula, segundo o deputado, enxerga a questão como uma “bala de prata”

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Ministro da Defesa Brasileiro, Mucio, Pede Fim da “Vergonha” e Reaproximação Militar com a Argentina em Meio a Tensões Políticas

Mucio busca reaproximação militar com a Argentina, clamando por fim da “vergonha” de ser vizinho e amigo. O Ministro da Defesa do Brasil, José Mucio, realizou uma visita oficial a Buenos Aires, marcando o primeiro encontro de seu tipo com o homólogo argentino desde abril de 2024. A iniciativa visa restabelecer e fortalecer os laços de cooperação em defesa entre os dois países sul-americanos, em um momento de distanciamento político. Mucio expressou claramente a necessidade de superar as barreiras atuais, afirmando a jornalistas que “Nós estamos precisando é não ter vergonha de sermos próximos e amigos. Já fomos mais. Precisamos ser de novo”. A declaração ressalta a importância de manter a colaboração entre as forças armadas, independentemente das mudanças governamentais. A visita, que ocorreu na embaixada brasileira e durou cerca de uma hora e meia, antecede importantes eventos como a Conferência de Ministros de Defesa das Américas no Peru. O Ministro Mucio destacou a relevância de parcerias em áreas como defesa de fronteiras e combate ao crime organizado, sublinhando que “o crime organizado não tem pátria”, o que justifica a união de esforços. Parcerias estratégicas e tecnológicas em pauta Embora o teor exato da reunião não tenha sido detalhado, o Ministro Mucio mencionou a possibilidade de **operações conjuntas** e o interesse argentino em dialogar novamente com o Brasil. A ideia de um encontro entre empresários do setor militar de ambos os países também foi levantada, demonstrando um interesse mútuo em explorar novas avenidas de colaboração. “Achei eles muito interessados em conversar com o Brasil de novo”, pontuou Mucio, indicando um clima de receptividade por parte das autoridades argentinas. Ele também ressaltou a importância de que “esses episódios políticos, que são passageiros, não maculem a defesa da América do Sul”, evidenciando a visão de longo prazo para a cooperação regional. Contexto de aumento global nos gastos com defesa A visita de Mucio ocorre em um contexto global de **aumento nos gastos com defesa**. Conforme dados recentes, em 2025, o gasto militar mundial cresceu 2,5% em relação ao ano anterior, alcançando um patamar histórico de US$ 2,63 trilhões, o maior desde a Segunda Guerra Mundial. Essa tendência global reforça a necessidade de os países da América do Sul fortalecerem suas capacidades de defesa. “Todo mundo está começando a se defender”, observou o ministro, acrescentando que o objetivo do Brasil não é a invasão, mas sim a **dissuasão**. Essa postura busca desmistificar qualquer temor sobre uma corrida armamentista na região e reforçar o compromisso com a paz e a segurança sul-americana. Relação Brasil-Argentina sob escrutínio Apesar da aparente naturalidade do encontro, a visita ganha destaque por ocorrer em um período de **desaceleração nas relações bilaterais** entre Brasil e Argentina, especialmente após a ascensão de Javier Milei à presidência argentina. Declarações anteriores de Milei, que chegou a chamar o presidente brasileiro de “perfeito dinossauro idiota”, evidenciaram as tensões políticas. Diante desse cenário, encontros ministeriais entre os dois países, antes frequentes, tornaram-se mais raros. A reunião entre Mucio e seu par argentino representa, portanto, um

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ZoomHolding: De Quase Falência a Gigante de R$ 750 Milhões com Foco em IA e Infraestrutura

ZoomHolding: A Virada de Jogo de uma Gigante da Tecnologia que Quase Fechou as Portas A trajetória da ZoomHolding é um exemplo notável de resiliência e reinvenção no mundo corporativo. Em 2016, a empresa enfrentava um cenário de risco extremo, com faturamento em queda livre e dívidas crescentes, forçando uma drástica redução de sua equipe. Contudo, foi nesse momento de adversidade que a companhia encontrou o caminho para uma transformação radical. Nilton Junior, CEO e fundador da ZoomHolding, relembra em entrevista ao Do Zero ao Topo os dias sombrios. “Foi realmente um momento de risco muito elevado”, afirma. A dívida era alta e o faturamento caiu pela metade em 2016, obrigando a empresa a operar com apenas 30% de sua equipe para sobreviver. Hoje, a ZoomHolding é um grupo consolidado nacionalmente em infraestrutura, servidores, data centers, software e inteligência artificial, com um faturamento de R$ 750 milhões em 2024. A história de superação e crescimento exponencial, que chegou a 1.600% em cinco anos, é um testemunho da capacidade de adaptação e visão estratégica. O Ponto de Virada: Diversificação e o Mercado Privado Até 2015, a ZoomHolding tinha uma forte dependência do setor público, o que a tornou vulnerável às instabilidades econômicas e políticas do país. O impeachment da presidente Dilma Rousseff e a consequente desaceleração dos gastos governamentais impactaram diretamente o negócio. “A gente estava muito concentrado em governo”, admite Nilton Junior. “Veio o impeachment, o governo deu uma congelada realmente nos gastos e aí a gente teve uma segunda grande crise.” Essa crise forçou a empresa a desmantelar seu modelo antigo e reconstruir a organização. A estratégia de saída foi clara: diversificar a atuação e reduzir a dependência de um único setor. A empresa começou a investir mais fortemente no mercado privado e a atuar com fabricação própria para expandir seu portfólio. Essa mudança exigiu decisões difíceis, mas trouxe maturidade empresarial e a possibilidade de crescimento sustentável. Crescimento Exponencial Pós-Crise O resultado da reestruturação foi notável. Nos cinco anos seguintes à crise de 2016, a ZoomHolding experimentou um crescimento impressionante de 1.600%. “A gente conseguiu criar um ambiente de eficiência máximo. As pessoas que ficaram compraram a briga junto com a empresa”, relata o CEO. A diversificação das operações foi a chave para essa expansão. A empresa deixou de focar apenas em projetos de infraestrutura e passou a atuar em áreas como fabricação de computadores e servidores, distribuição e desenvolvimento de software. Essa nova configuração permitiu à ZoomHolding alcançar novos patamares de negócio. O Futuro com Inteligência Artificial e Novos Desafios Em 2020, a ZoomHolding deu um passo estratégico importante ao iniciar a produção própria de servidores, uma linha de negócio que se tornou um dos principais motores de crescimento do grupo. “A parte de servidores possibilitou a gente trabalhar projetos grandes de infraestrutura de data center, trazendo a empresa para outro patamar”, revela Nilton Junior. Olhando para o futuro, a empresa aposta no avanço da inteligência artificial (IA) como principal motor de sua próxima fase de expansão. “A

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Drama das Fronteiras se Espalha: Autor Argentino Revela Mundo “Fronteirizado” e a Crise Migratória no Brasil

Autor argentino Leonardo Tarifeño alerta: o drama das fronteiras transcendeu limites geográficos, transformando nações inteiras em zonas de conflito e desamparo. Em uma conversa franca em São Paulo, o jornalista argentino Leonardo Tarifeño, radicado no México há mais de uma década, compartilhou a angústia que o levou a escrever “Não Volte”. O livro reúne histórias comoventes de mexicanos deportados dos Estados Unidos, um retrato pungente da crise migratória contemporânea. Tarifeño, especialista em música e cultura, sentiu-se inicialmente deslocado ao mergulhar nesse universo. No entanto, dedicou um ano acompanhando, com o coração apertado, as narrativas de vidas interrompidas pela necessidade de migrar, um tema que, segundo ele, ecoa em diversas partes do globo. A obra “Não Volte” é fruto de centenas de entrevistas com deportados mexicanos e já está disponível no Brasil pela editora Kipuka. O autor participará de eventos de lançamento no Rio de Janeiro e na Feira do Livro de São Paulo, oferecendo um olhar profundo sobre a temática. Conforme relatado pelo autor, “Em Tijuana é mais barato se drogar do que comer”, uma frase que ilustra a desesperadora realidade enfrentada por muitos. Influências e a Necessidade de Contar Histórias A escrita de Tarifeño é profundamente influenciada por dois grandes nomes da literatura mexicana: Sergio Gonzálvez Rodrígues e Juan Villoro. Rodrígues, com sua investigação jornalística sobre as violências extremas no México, como massacres promovidos por cartéis e desaparecimentos, antecipou o endurecimento das operações migratórias nos EUA. Já Villoro ofereceu a Tarifeño uma chave mais íntima, a de partir da própria experiência. A percepção de que mesmo sua companheira mexicana não suportava mais ouvir as histórias de violência, fome e abusos contra imigrantes o impulsionou a escrever. “Se nem alguém tão próximo a mim conseguia suportar essas histórias, imagine o quanto elas precisavam ser contadas”, declarou o autor. O Mundo “Fronteirizado” e a Desumanização Sob a inspiração de Rodrígues, Tarifeño chegou à conclusão de que o mundo se tornou “fronteirizado”. O próprio México, em sua totalidade, transformou-se em uma fronteira. Essa realidade não se restringe a um único país, mas se manifesta em centros urbanos como São Paulo. Ao caminhar pelo centro de São Paulo, é possível observar haitianos, venezuelanos e migrantes de diversas origens lutando pela sobrevivência. Eles enfrentam os mesmos temas de desenraizamento, desamparo e desumanização vivenciados por aqueles que estão à margem do sistema. O drama das fronteiras, portanto, se espalha e se manifesta em diferentes nações. Sensibilizar para Combater a Crueldade Tarifeño vê a escrita como sua forma de contribuir, de expor essas situações cruciais. “Escrever sobre essas pessoas é o que posso fazer, e é muito, pois é mais que necessário expor essas situações”, afirmou. Ele busca, através da tristeza, atingir o humano e sensibilizar as pessoas. “Conto suas histórias não para entristecer ninguém. Busco na tristeza o poético, não para amenizar o drama de ninguém, mas porque assim atingir o humano e sensibilizar. Não podemos viver num mundo onde reine tanta crueldade”, concluiu o autor, ressaltando a urgência de combater a crueldade e a

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Medley vê venda de remédios em supermercados como chance de “democratizar acesso” e impulsionar mercado

Medley enxerga em supermercados uma porta para “democratizar o acesso a medicamentos” no Brasil A Medley, uma das líderes no mercado farmacêutico brasileiro, está acompanhando com otimismo a possibilidade de venda de medicamentos em supermercados. A empresa vê essa expansão como uma oportunidade significativa para tornar o acesso a remédios mais amplo para a população. Segundo Lucia Rossato, diretora-geral da Medley, a entrada de novos canais de venda não diminui a importância das farmácias tradicionais. Ela ressalta que essa ampliação deve ocorrer dentro de regras claras e bem definidas, sem que um modelo se sobreponha ao outro. A executiva fez um paralelo com o desenvolvimento do e-commerce farmacêutico, que se fortaleceu consideravelmente após a pandemia. Atualmente, as vendas online já representam uma fatia expressiva do faturamento de muitas redes de farmácia, chegando a mais de 20%, mesmo em um setor com regulamentação rigorosa. A Medley acredita que a venda de medicamentos em supermercados pode seguir um caminho semelhante. Portfólio da Medley e a importância da prescrição médica É importante notar que cerca de 80% do portfólio da Medley é composto por medicamentos que exigem prescrição médica. Estes produtos, por sua natureza, não podem ser divulgados diretamente aos consumidores e, portanto, continuarão sendo vendidos exclusivamente nas farmácias, atrás do balcão. A Medley, como parte da indústria farmacêutica, está atenta às discussões sobre a regulamentação da venda de medicamentos em novos estabelecimentos. A empresa se prepara para qualquer desfecho, mas reforça que os limites de atuação são claros. “Medicamento é medicamento e precisa ser usado de acordo com a bula”, enfatiza Rossato, destacando a responsabilidade e o uso correto dos fármacos. Expansão de canais e o futuro do varejo farmacêutico A visão da Medley sobre a venda de medicamentos em supermercados reflete uma tendência de **adaptação e inovação no varejo farmacêutico**. A empresa demonstra confiança na capacidade de coexistência entre diferentes modelos de venda, desde que haja um arcabouço regulatório robusto que garanta a segurança do consumidor e a eficácia dos tratamentos. A diretora-geral da Medley, Lucia Rossato, em conversa exclusiva ao InfoMoney Entrevista, expressou que a companhia vê a ampliação para supermercados como um passo natural para a **democratização do acesso a medicamentos**. Essa perspectiva sugere um futuro onde o consumidor terá mais opções e conveniência para adquirir seus remédios, sem comprometer a segurança e a orientação profissional.

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Bilionários da IA: A Nova Onda Filantrópica e o Chamado por Legados de Beleza e Sentido

O futuro da filantropia americana está prestes a passar por uma transformação significativa, impulsionada pela explosão da inteligência artificial. Conforme aponta o The New York Times, a riqueza gerada por essa nova fronteira tecnológica pode injetar até US$ 100 bilhões anuais em doações de caridade nos Estados Unidos. Essa potencial “terceira onda” filantrópica, distinta das eras de Carnegie, Rockefeller, Gates e Buffett, promete focar em questões existenciais: a transição para a IA e o que significa ter uma vida boa e com sentido em um mundo cada vez mais dominado por máquinas avançadas. No entanto, um apelo ressoa para que esses novos magnatas da tecnologia olhem além de programas e desembolsos, inspirando-se em seus predecessores da Era Dourada. A sugestão é clara: investir em beleza, construindo monumentos, museus, universidades e espaços públicos que deixem um legado físico e estético para as futuras gerações. O Legado Físico em Contraste com a Filantropia Recente A filantropia da era de Bill Gates e Warren Buffett, embora bem-sucedida em combater doenças e reduzir a pobreza, é criticada pela falta de uma marca física duradoura. Ao contrário da Era Dourada, onde museus como o Metropolitan Museum of Art e instituições como a Carnegie Hall foram erguidos, a filantropia recente deixou poucas infraestruturas físicas amadas ou marcos arquitetônicos icônicos. Essa escassez de legados tangíveis é atribuída, em parte, à burocracia moderna e à arquitetura contemporânea, frequentemente descrita como sem inspiração. Mais profundamente, reflete uma cultura do Vale do Silício que parece temer a ostentação, com fundadores de tecnologia adotando um estilo de vida minimalista e performático, evitando qualquer demonstração de sua vasta riqueza. O Filistinismo do Vale do Silício e a Busca por Sentido O The New York Times destaca o que chama de “filistinismo performático” no Vale do Silício, onde a aversão a ser visto como alguém que aproveita sua riqueza leva a um estilo de vida deliberadamente discreto. Essa mentalidade, no entanto, pode limitar a capacidade de criar obras que transcendem o meramente funcional, obras que só o excedente de riqueza e um gosto cultivado podem gerar. A criação de beleza, seja em arquitetura, arte ou paisagismo, é apresentada não apenas como um luxo, mas como um componente essencial para uma vida com sentido. Esses legados estéticos têm o poder de elevar a experiência humana, tornando o mundo mais rico e significativo para todos, independentemente de sua origem. Um Chamado à Ação: Inspirando-se no Passado para Construir o Futuro Apesar do cenário desafiador, há sinais de mudança. Patrick Collison, fundador da Stripe, já está investindo na busca por novas escolas estéticas. O The New York Times sugere que outros filantropos da IA visitem locais como o Palace of Fine Arts em São Francisco, um remanescente da Exposiçao Internacional Panamá-Pacífico de 1915. Este palácio, financiado em parte por magnatas da Era Dourada, serve como um lembrete do poder da beleza e da importância de criar espaços que, embora possam parecer “inúteis” em um primeiro momento, são essenciais para a alma de uma cidade e para

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Fim da Escala 6×1: Relator Propõe Folga Dominical Obrigatória e Redução da Jornada Semanal para 40 Horas

O texto em análise na Câmara dos Deputados prevê a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, com a garantia de dois dias de descanso e sem qualquer tipo de redução salarial. Caso aprovada, a nova regra, que extingue a escala 6×1 e assegura ao menos duas folgas semanais, com preferência para o domingo, entrará em vigor 60 dias após a promulgação da emenda. O relator também propõe alterações no Artigo 7º da Constituição Federal, estabelecendo que a duração do trabalho não exceda oito horas diárias e 40 horas semanais. Essa mudança permite a compensação de horários e a redução da jornada por meio de acordos ou convenções coletivas de trabalho, buscando um equilíbrio entre as necessidades dos empregados e a organização das empresas. O parecer do deputado Léo Prates traz um período de transição para a implementação da redução da jornada. Conforme informação divulgada, em 60 dias após a promulgação da Emenda Constitucional, a jornada passaria de 44 para 42 horas semanais. Um ano depois, a jornada seria reduzida em mais duas horas, totalizando 40 horas semanais, mantendo o limite de 8 horas diárias. Transição Gradual para Redução da Jornada O período de transição é visto como uma estratégia para minimizar impactos econômicos. O deputado Léo Prates reconhece que a redução da jornada representa uma intervenção relevante no mercado de trabalho, mas acredita que a implementação progressiva permite que empresas e setores planejem investimentos em tecnologia e reorganização operacional. Essa abordagem visa evitar cortes de empregos ou repasse de custos aos consumidores. O texto também prevê que leis ordinárias poderão detalhar a jornada e o descanso para regimes de trabalho diferenciados, como os de seis horas em turnos ininterruptos de revezamento. Excepcionalmente, convenções ou acordos coletivos poderão estabelecer regimes compensatórios que garantam, em média, dois dias de repouso semanal remunerado dentro do mês-calendário, assegurando pelo menos um dia de descanso a cada semana de trabalho. Novas Regras e Exceções para Trabalhadores Hipersuficientes As novas regras de jornada e descanso não se aplicam a trabalhadores que já cumprem carga horária igual ou inferior a 40 horas semanais. Além disso, uma lei complementar poderá estabelecer medidas transitórias para microempreendedores individuais (MEIs), microempresas e empresas de pequeno porte, com o objetivo de preservar os postos de trabalho existentes. Um ponto de destaque no relatório é a não aplicação da redução da jornada diária aos empregados com diploma de nível superior que recebam mensalmente duas vezes e meia o limite máximo dos benefícios do INSS, atualmente em R$ 8.475,55. Nesses casos, a redução da jornada só ocorrerá por liberalidade do empregador ou por acordo/convenção coletiva. A escala 5×2, no entanto, será determinada. Combate à Pejotização e Contratos Públicos Segundo o relator, essa exceção visa combater o fenômeno da “pejotização”, onde trabalhadores são contratados como pessoas jurídicas. Para o deputado, essa medida é importante para modernizar as relações laborais de profissionais hipersuficientes, que possuem maior capacidade de negociação e autonomia, e que muitas vezes optam pela formalização como pessoa jurídica

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Amazon da Coreia do Sul: Coupang vira pivô de crise diplomática entre EUA e Coreia do Sul após vazamento de dados

Coupang, a gigante do e-commerce sul-coreana, está no centro de uma disputa que abala a relação entre Estados Unidos e Coreia do Sul. O que começou como uma investigação de vazamento de dados se transformou em um embate diplomático, com acusações mútuas e o futuro da aliança em xeque. A lua de mel entre Seul e Washington, celebrada com um acordo histórico em novembro, parece ter chegado ao fim abruptamente. A empresa Coupang, frequentemente comparada à Amazon por sua dominância no mercado sul-coreano, tornou-se o inesperado ponto de atrito entre as duas nações aliadas. O caso ganhou proporções internacionais após um massivo vazamento de dados que afetou 33 milhões de clientes na Coreia do Sul. A investigação, iniciada por reguladores sul-coreanos, rapidamente escalou para um teste da relação bilateral, visto que a Coupang, apesar de sua forte identidade local, é juridicamente uma empresa americana. Conforme apurado pelo The New York Times Company, a Coupang alega que o governo de Seul está utilizando a regulação como uma arma contra uma empresa dos EUA, buscando apoio em Washington e argumentando que companhias americanas estão sendo tratadas de forma mais rigorosa do que concorrentes chineses. As autoridades sul-coreanas, por outro lado, afirmam que todas as ações seguem o devido processo legal. Parlamentares americanos pressionam Seul em defesa da Coupang A tensão atingiu um novo patamar com uma carta enviada por 54 parlamentares republicanos ao embaixador sul-coreano em Washington. Na missiva, os congressistas acusam o governo de Seul de um tratamento “direcionado e discriminatório” contra a Coupang e outras empresas de tecnologia americanas, alertando que tal postura ameaça os interesses econômicos e de segurança dos Estados Unidos. A carta, datada do mês passado, expressa preocupação com o potencial vácuo de mercado que seria criado caso empresas americanas fossem expulsas, abrindo espaço para plataformas chinesas como Temu, Alibaba e Shein. “A dominância delas na região teria consequências de segurança inaceitáveis”, alertaram os parlamentares. Durante sua audiência de confirmação no Senado, Michelle Steel, indicada para ser a próxima embaixadora dos EUA em Seul, foi questionada sobre o caso. Ela assegurou que o acordo de novembro entre os presidentes Donald Trump e Lee Jae-myung veda esse tipo de discriminação e prometeu acompanhar o tema “de forma muito clara”. Coreia do Sul rebate acusações e defende soberania regulatória A resposta de Seul não tardou e veio com a mesma intensidade. Woo Won-shik, presidente da Assembleia Nacional sul-coreana, classificou a carta dos congressistas americanos como um “caso evidente de ingerência em assuntos internos e é inaceitável”. Dezenas de parlamentares sul-coreanos endossaram essa visão, enviando uma contra-carta à embaixada dos EUA, na qual afirmam que a pressão de Washington “coloca em dúvida a própria integridade e os fundamentos da aliança” bilateral. Enquanto o embate diplomático se intensifica, as promessas mais ambiciosas do acordo entre os líderes dos dois países parecem patinar. Os “centenas de bilhões de dólares” que a Coreia do Sul se comprometeu a investir em setores americanos ainda não se materializaram, e as negociações sobre o apoio dos

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Google sob Mira da UE: Multa Bilionária Imine por Favorecer Serviços Próprios em Buscas

União Europeia prepara multa milionária contra o Google em investigação antitruste A União Europeia está prestes a aplicar uma multa de centenas de milhões de euros ao Google, da Alphabet. A ação faz parte de uma investigação antitruste em andamento, segundo informações divulgadas pelo jornal alemão Handelsblatt, com base em fontes da Comissão Europeia. A decisão, que já estaria quase finalizada, tem previsão de anúncio antes do período de férias de verão no hemisfério norte. Caso confirmada, esta seria a maior penalidade já imposta pela UE em decorrência de violações à Lei dos Mercados Digitais (DMA). A DMA tem como objetivo principal coibir o poder excessivo de grandes empresas de tecnologia, promovendo um ambiente de mercado mais justo e competitivo. Conforme apurado, a investigação visa garantir que o buscador mais popular do mundo esteja em conformidade com as regulamentações europeias. A apuração oficial foi iniciada em março de 2025. Investigação foca em favorecimento de serviços próprios do Google As preocupações centrais da União Europeia giram em torno da alegação de que o Google estaria priorizando seus próprios serviços nos resultados de pesquisa. Essa prática, segundo a UE, poderia prejudicar a concorrência e limitar as opções disponíveis para os usuários. O objetivo da Comissão Europeia, no entanto, não é apenas punir, mas principalmente garantir a conformidade das práticas do Google com as novas regras. Um porta-voz da Comissão Europeia, Thomas Regnier, destacou em declaração por e-mail que a prioridade é a adequação às normas. Google defende mudanças e critica impacto das regras da UE Em resposta às investigações e possíveis sanções, o Google expressou sua insatisfação com o impacto das regras da UE em seu serviço de busca. A empresa afirmou estar buscando uma resolução para o caso. Um porta-voz da companhia declarou que as alterações implementadas no buscador sob a égide da DMA representam um “rebaixamento na história do produto”, resultando em uma “experiência de segunda categoria para os europeus em benefício de alguns reclamantes interessados”. A empresa argumenta que as mudanças prejudicam a qualidade para os usuários. O que diz a Lei dos Mercados Digitais (DMA) A Lei dos Mercados Digitais (DMA) é um marco regulatório da União Europeia que estabelece um conjunto de regras para grandes plataformas online, conhecidas como “gatekeepers”. Essas empresas, devido ao seu tamanho e controle sobre mercados digitais essenciais, precisam cumprir obrigações específicas. O objetivo da DMA é garantir que essas plataformas ajam de forma justa e aberta, impedindo práticas anticompetitivas. A lei visa promover a inovação e dar mais poder de escolha aos consumidores e empresas que utilizam esses serviços digitais na Europa.

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Spotify e Universal Music abrem portas para remixes com IA: fãs poderão criar novas versões de músicas famosas

Spotify e Universal Music unem forças para explorar o potencial da inteligência artificial na criação de remixes e covers por fãs. A plataforma de streaming Spotify, em parceria com a gravadora Universal Music, anunciou um acordo inovador que permitirá aos usuários criar remixes de músicas utilizando inteligência artificial. A novidade, divulgada pela Variety, visa abrir novas fronteiras na descoberta musical e gerar fontes de receita inéditas. Esta colaboração pioneira busca democratizar a criação musical, capacitando fãs a se tornarem protagonistas na reinvenção de faixas de seus artistas favoritos. O foco principal é a exploração de novas formas de engajamento e monetização dentro do ecossistema musical digital. A iniciativa promete beneficiar diretamente artistas e compositores, que poderão compartilhar o valor gerado por esses remixes e covers licenciados. A criação de conteúdo com IA, antes um território incerto, agora encontra um caminho claro para a remuneração e o reconhecimento. IA como Ferramenta Criativa para Fãs e Artistas A ferramenta de inteligência artificial permitirá que os fãs explorem sua criatividade, gerando novas versões de músicas. O acordo entre Spotify e Universal Music estabelece um precedente para o uso ético e lucrativo da IA na música, garantindo que os criadores originais sejam devidamente compensados. Essa nova modalidade de criação musical, impulsionada pela inteligência artificial, tem o potencial de **descobrir novos talentos e revitalizar catálogos musicais existentes**. A expectativa é que a plataforma se torne um hub para a inovação musical, atraindo tanto criadores quanto consumidores ávidos por novidades. Um Novo Modelo de Receita para a Indústria Musical O Spotify enxerga nesta parceria uma oportunidade de **abrir novas fontes de receita e impulsionar a descoberta musical**. A plataforma enfatiza que haverá uma criação na qual artistas e compositores podem compartilhar diretamente o valor gerado por meio de covers e remixes licenciados com tecnologia de inteligência artificial. A novidade, que deve ser oferecida como um **serviço pago para usuários Premium**, visa criar um mecanismo de renda extra para os artistas. Essa estratégia de monetização busca equilibrar a inovação tecnológica com a sustentabilidade financeira dos criadores de conteúdo. O Futuro da Criação Musical com Inteligência Artificial A colaboração entre Spotify e Universal Music sinaliza um futuro onde a inteligência artificial se integra de forma mais profunda ao processo criativo musical. A capacidade de gerar remixes e covers com IA abre um leque de possibilidades para a **experimentação e a expansão da arte sonora**. Este acordo representa um passo significativo para a indústria, demonstrando que a tecnologia pode ser uma aliada poderosa para a **inovação, a geração de receita e o fortalecimento do vínculo entre artistas e fãs**.

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Fim da Escala 6×1: Deputado Alerta que Proposta pode Proibir Trabalhadores de Trabalharem Mesmo com Vontade e Aumentar Custos

Deputado Gilson Marques critica proposta de fim da escala 6×1 e alerta para consequências econômicas e de liberdade de trabalho A discussão sobre o fim da escala 6×1 na Câmara dos Deputados tem gerado intenso debate. Enquanto o governo e aliados defendem a medida como um avanço na qualidade de vida dos trabalhadores, a oposição levanta preocupações sobre o impacto econômico e a restrição à liberdade individual. O deputado Gilson Marques (Novo-SC) é um dos críticos mais vocais da proposta. Em entrevista à Gazeta do Povo, Marques expressou seu descontentamento com a forma como a proposta está sendo conduzida, classificando-a como uma decisão de cima para baixo, sem considerar as particularidades regionais do Brasil. Ele argumenta que a mudança pode, paradoxalmente, prejudicar justamente aqueles que se pretende ajudar. O parlamentar também aponta para um possível viés eleitoral na aceleração da tramitação da PEC, especialmente com as eleições de 2026 se aproximando. Segundo ele, muitos políticos estariam votando a favor da proposta por popularidade, e não por convicção de seus benefícios para o país. Conforme informação divulgada pela Gazeta do Povo, o deputado acredita que a medida visa proibir as pessoas de trabalharem mesmo que queiram. Críticas à Proposta e Impactos Econômicos O deputado Gilson Marques critica a proposta de fim da escala 6×1, afirmando que a discussão está “barata-tonta” e que ninguém sabe as reais consequências da medida. Ele destaca que uma decisão nacional pode ter impactos diferentes em regiões com níveis de desemprego distintos, como Santa Catarina, que tem pleno emprego, e a Bahia, com desemprego superior a 9%. “Se você aumenta o custo do trabalho — porque a pessoa trabalharia menos ganhando o mesmo — isso é cruel para quem está desempregado, pois torna a contratação mais difícil”, explicou o deputado. Ele argumenta que a intenção de “modernizar” na verdade se traduz em proibir as pessoas de trabalharem, transformando o trabalho em um dever, e não mais em um direito. Aumento de Custos e Inflação como Consequências Questionado sobre como os empresários arcaria com o custo de manter o mesmo salário com jornada reduzida, Marques foi categórico: “Esse cenário não existe.” Segundo ele, o empresário não absorverá o custo adicional do próprio bolso, mas sim repassará o valor para o preço de produtos e serviços. “A padaria ou a farmácia vão cobrar mais caro pelo pão e pelo remédio”, exemplificou o deputado. Ele ressalta que, no final, quem mais sofrerá com o aumento de preços são os próprios trabalhadores, que, segundo ele, são os que os políticos dizem estar defendendo. A consequência real, na visão do parlamentar, é fazer com que as pessoas paguem tudo mais caro. Contaminação Eleitoral e Liberdade de Escolha Gilson Marques acredita firmemente que a discussão sobre o fim da escala 6×1 está contaminada pelo calendário eleitoral. Ele afirma que a maioria dos parlamentares envolvidos busca a reeleição e vê na pauta algo popular que pode ajudar nas urnas. O próprio presidente Lula, segundo o deputado, enxerga a questão como uma “bala de prata”

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