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Prefeituras Podem Se Candidatar para Executar Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) em 2026 e Fortalecer Agricultura Familiar

Municípios brasileiros têm nova oportunidade de aderir ao Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) em 2026, com foco na modalidade Compra com Doação Simultânea. A iniciativa busca fortalecer a agricultura familiar e garantir o acesso à alimentação saudável para populações em vulnerabilidade.O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) lançou o edital para que as prefeituras manifestem seu interesse em executar o programa. A adesão é um passo crucial para o planejamento orçamentário do próximo ano e para a continuidade das ações de segurança alimentar no país.A seleção dos municípios levará em conta critérios técnicos, como vulnerabilidade social e capacidade de gestão, além de priorizar localidades estratégicas. Conforme informação divulgada pelo MDS, a manifestação de interesse é uma etapa preliminar essencial para o planejamento de recursos no orçamento de 2026. O **Programa de Aquisição de Alimentos (PAA)**, uma das políticas públicas mais importantes para a **segurança alimentar** no Brasil, está com um novo edital aberto para adesão de municípios. A modalidade em destaque é a **Compra com Doação Simultânea (CDS)**, que visa conectar a produção da agricultura familiar diretamente a quem mais precisa. O anúncio foi feito pelo **Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS)** durante a recente Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, conhecida como Marcha dos Prefeitos. A iniciativa representa uma nova chance para que gestores municipais possam implementar o PAA em suas cidades a partir de 2026. Para participar, os municípios interessados já devem ter aderido ao PAA e ao Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sisan). A manifestação de interesse funciona como uma **etapa preliminar** para que o governo federal possa planejar a alocação de recursos no orçamento de 2026, garantindo maior assertividade na aplicação dos fundos públicos. Critérios de Seleção e Foco na Vulnerabilidade A seleção dos municípios para a execução do PAA em 2026 será baseada em **critérios técnicos rigorosos**. Um dos focos principais é a **vulnerabilidade social** das localidades, buscando priorizar aquelas que mais necessitam de apoio. A capacidade de execução da política pública pelo município também será avaliada. Além disso, o edital prevê a consideração de municípios que são **prioritários da Estratégia Alimenta Cidades e do Protocolo Brasil Sem Fome**. Localidades que enfrentam **vulnerabilidade climática e risco de seca na agricultura familiar** também terão atenção especial, visando mitigar os impactos dessas adversidades na produção de alimentos. Como Manifestar Interesse e Documentação Necessária Os gestores municipais interessados em executar o PAA em 2026 devem preencher um **formulário eletrônico específico**. O prazo para envio da manifestação de interesse é de até **15 dias corridos** após a publicação oficial do edital. É fundamental que os municípios estejam atentos aos prazos para não perderem esta oportunidade. O formulário exigirá informações detalhadas, como dados do gestor responsável pela iniciativa, a expectativa do número de agricultores familiares que atuarão como fornecedores e das unidades que receberão os alimentos. A previsão do **volume de alimentos a ser adquirido, em quilos**, também é um dado importante solicitado. O

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Estée Lauder e Puig Desistem de Fusão Bilionária: Ações da Estée Lauder Disparam Após Fim das Negociações

Estée Lauder e Puig encerram negociações de fusão bilionária, aliviando investidores A gigante americana de cosméticos Estée Lauder e a espanhola Puig anunciaram o fim das conversas para uma fusão que poderia ter criado uma das maiores empresas de beleza do mundo. O acordo, que vinha sendo especulado desde março, foi oficialmente descartado nesta quinta-feira (21), sem detalhes sobre os motivos que levaram ao encerramento das negociações. A notícia foi recebida com otimismo pelo mercado. As ações da Estée Lauder apresentaram uma valorização expressiva de até 16% no after-market, após um período de queda enquanto as negociações estavam em andamento. Esse movimento indica que os investidores viam a fusão com ressalvas. Analistas de Wall Street já demonstravam ceticismo quanto à viabilidade e aos benefícios de uma possível fusão entre as duas empresas. As dúvidas giravam em torno da capacidade da Estée Lauder de integrar novas marcas em seu portfólio, especialmente em um momento de reestruturação interna que já resultou em cortes de milhares de empregos. Mercado reage positivamente ao fim das negociações O encerramento das discussões sobre a fusão entre a Estée Lauder e a Puig gerou um impacto imediato e positivo no desempenho das ações da empresa americana. A valorização de 16% no after-market, conforme divulgado pela Bloomberg L.P., sinaliza um alívio entre os investidores, que pareciam preocupados com os riscos e a complexidade de um acordo dessa magnitude. Anteriormente, a própria Estée Lauder havia confirmado em março que estava em discussões para uma combinação de negócios com a Puig, mas os termos específicos nunca foram revelados. A falta de transparência e os desafios inerentes a uma fusão bilionária pareciam pesar sobre o valor das ações da companhia americana. Ceticismo de analistas sobre a integração de marcas Apesar do potencial de sinergia e da criação de um portfólio de marcas ainda mais robusto, analistas de Wall Street expressaram dúvidas sobre a capacidade da Estée Lauder de gerenciar uma fusão de grande escala. Eles apontaram que a empresa já está passando por um processo de reestruturação significativo, o que poderia dificultar a absorção e integração bem-sucedida de novas aquisições. A preocupação com a integração de marcas é um fator crucial no setor de beleza, onde o sucesso muitas vezes depende da manutenção da identidade e do apelo individual de cada marca. A Estée Lauder, com seu extenso portfólio, já enfrenta o desafio de gerenciar suas marcas existentes, e adicionar novas poderia sobrecarregar sua capacidade operacional e estratégica. Futuro da Estée Lauder e o cenário da indústria de beleza Com o fim das negociações com a Puig, a Estée Lauder pode agora concentrar seus esforços em sua estratégia de reestruturação e em fortalecer suas operações atuais. A empresa busca otimizar seus processos, cortar custos e impulsionar o crescimento orgânico, em vez de buscar expansão através de aquisições complexas no curto prazo. O setor de beleza continua a ser dinâmico, com empresas buscando constantemente formas de inovar e expandir sua presença global. A decisão da Estée Lauder e da Puig de não

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Governo pode reavaliar “taxa das blusinhas”: Entenda o Desenrola para quem não tem dívidas

Governo federal admite possibilidade de reintroduzir a “taxa das blusinhas” e anuncia novidades no programa Desenrola para pessoas com finanças em dia. O cenário econômico brasileiro ganha novos contornos com anúncios recentes do Ministério da Fazenda. A polêmica “taxa das blusinhas”, que isenta compras internacionais de até US$ 50, pode voltar a ser cobrada, enquanto um programa inédito visa auxiliar consumidores que, apesar de não estarem endividados, enfrentam dificuldades financeiras. Essas movimentações indicam uma busca do governo por equilibrar a arrecadação e oferecer suporte a diferentes perfis de consumidores. A “taxa das blusinhas” foi zerada recentemente, mas o ministro da Fazenda já sinaliza que a decisão pode ser revista caso haja desequilíbrios no mercado. Paralelamente, a equipe econômica trabalha em uma versão adaptada do programa Desenrola. O objetivo é beneficiar aqueles que mantêm suas contas em dia, mas que destinam uma fatia significativa de sua renda ao pagamento de parcelas, correndo o risco de se tornarem inadimplentes. As novidades foram detalhadas pelo ministro Dario Durigan. Reavaliação da “taxa das blusinhas” é cogitada pelo governo Em entrevista à CNN Brasil, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, declarou que o governo federal não descarta a possibilidade de retomar a tributação sobre compras internacionais de até US$ 50, popularmente conhecida como “taxa das blusinhas”. A isenção dessa taxa, implementada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no início do mês, pode ser revista. Durigan explicou que a decisão de zerar a taxa foi regulatória e que o Ministério da Fazenda monitorará a evolução do mercado. “Caso haja algum desarranjo, um avanço disso, é preciso avaliar e trazer isso a debate público e, eventualmente, trazer de volta essa taxa”, afirmou o ministro. Ele demonstrou otimismo quanto à aprovação da Medida Provisória (MP) referente ao tema no Congresso Nacional, citando uma base de apoio sólida, inclusive na oposição. O ministro ressaltou que o presidente Lula frequentemente questiona a disparidade de tratamento entre consumidores. Ele mencionou que a classe média tem uma isenção de US$ 1 mil para compras em viagens ao exterior, enquanto o consumidor de menor renda, que adquire produtos online, poderia ser tributado. Desenrola para adimplentes: um novo foco para consumidores em dia Uma das novidades anunciadas pela equipe econômica é o desenvolvimento de uma versão do programa Desenrola voltada especificamente para consumidores adimplentes, ou seja, aqueles que não possuem dívidas em atraso. A iniciativa, com duração prevista de 90 dias, deve ser lançada até junho deste ano, antes do período eleitoral. “O Desenrola para adimplentes está sendo desenhado dentro do Ministério da Fazenda e muito em breve vamos trazer detalhes”, comunicou Durigan a jornalistas. O principal objetivo deste novo programa é auxiliar pessoas que, apesar de manterem suas contas em dia, comprometem uma parte considerável de sua renda com o pagamento de parcelas, o que as coloca em risco de se tornarem inadimplentes. Esta iniciativa complementa o já existente Desenrola 2.0, que teve início neste mês. O Desenrola 2.0 foca na renegociação de dívidas de cartão de crédito, cheque especial e crédito

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O Partido Republicano está em crise: Onde estão os Republicanos “América Primeiro” diante do avanço do “Trump Primeiro”?

A crescente divisão no Partido Republicano: A lealdade a Trump versus os princípios americanos À medida que as eleições de meio de mandato se aproximam, o Partido Republicano nos Estados Unidos se encontra em um ponto de inflexão crítico. Uma análise profunda revela uma divisão interna significativa, com três facções distintas competindo pela alma do partido. Esta cisão levanta sérias questões sobre a direção futura da política americana e o verdadeiro significado do lema “América Primeiro”. A disputa interna se intensifica com a expulsão de republicanos que, embora apoiando algumas políticas de Trump, se recusam a sacrificar as normas democráticas e a Constituição em nome da lealdade ao ex-presidente. Esta batalha ideológica tem implicações profundas para o equilíbrio de poder e a saúde da democracia nos Estados Unidos. O cenário atual sugere um caminho perigoso, onde a influência de um único indivíduo pode sobrepor os pilares fundamentais da República. A forma como esta divisão se resolverá terá um impacto duradouro na política americana e na percepção global da democracia. Conforme divulgado pelo The New York Times, a situação é alarmante. As Três Facções Republicanas em Confronto O Partido Republicano, segundo o The New York Times, está fragmentado em três grupos principais. Os republicanos “Trump Nunca”, que incluem figuras conservadoras tradicionais, rejeitam tanto Trump quanto muitas de suas ideias, considerando que ele desonra a Constituição e os princípios conservadores. Lamentavelmente, nomes como John McCain faleceram, Liz Cheney foi expulsa, e Mitt Romney se afastou da política. Em seguida, vêm os republicanos “América Primeiro”. Esta ala estava disposta a apoiar muitas das propostas de Trump, como a redução de impostos e o controle da imigração. No entanto, eles traçam uma linha intransponível quando as políticas de Trump ameaçam a democracia, priorizando os “Estados Unidos em primeiro lugar”, não Trump. Por fim, e de forma mais preocupante, estão os republicanos “Trump Primeiro”. Estes consideram os ditames de Trump superiores à Constituição e às normas tradicionais americanas. O The New York Times destaca que a ação mais alarmante é a **expurgamento dos republicanos “América Primeiro”** por esta facção, sob as ordens de Trump. A Expulsão dos “América Primeiro” e o Risco para a Democracia Figuras como o ex-vice-presidente Mike Pence, o senador Bill Cassidy e legisladores estaduais de Indiana e Carolina do Sul representam a ala “América Primeiro”. Eles se recusaram a participar de manobras políticas consideradas antiéticas, como o gerrymandering fora de ciclo promovido por Trump para garantir a maioria republicana na Câmara. Contudo, mesmo esses indivíduos estão sendo marginalizados do partido. O senador Bill Cassidy, que votou pela condenação de Trump em seu impeachment de 2021, foi derrotado em sua primária por um candidato “Trump Primeiro”. Em seu discurso de derrota, Cassidy enfatizou que o país é sobre o bem-estar de todos os americanos e a Constituição, e não sobre um indivíduo que usa o poder para servir a si mesmo. Ele declarou que tal pessoa “não está qualificada para ser um líder”. A resposta de Trump a Cassidy foi direta e

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Estudo Revela: Ditaduras são Construídas por Profissionais Medianos em Busca de Promoção, Não por Extremistas

Ditaduras se Fortalecem com Profissionais Medianos em Busca de Ascensão, Revela Estudo Pioneiro A consolidação e manutenção de regimes autoritários, muitas vezes, não dependem de fervor ideológico ou terror extremo, mas sim de um mecanismo surpreendentemente comum: a ambição profissional de indivíduos medianos. Uma nova pesquisa, baseada em dados da Guerra Suja argentina, sugere que a busca por promoções e a superação de carreiras estagnadas são fatores cruciais para recrutar e manter a lealdade de funcionários em níveis inferiores e intermediários de ditaduras. O estudo, intitulado “Making a Career in Dictatorship”, dos cientistas políticos Adam Scharpf e Christian Glassel, investiga como líderes autocráticos recrutam e incentivam a participação de pessoas em suas estruturas de poder. Ao contrário de suposições anteriores sobre extremismo ou medo, a pesquisa aponta para uma explicação mais prosaica, ligada à dinâmica de carreira comum em qualquer ambiente de trabalho. Essas descobertas, que cruzam a análise da “banalidade do mal” de Hannah Arendt com estratégias de gestão de desempenho, têm implicações significativas para a compreensão da estabilidade de regimes autoritários em todo o mundo, incluindo democracias que enfrentam desafios. A pesquisa foi divulgada com base em informações do The New York Times Company. A “Caixa Preta” do Recrutamento Autoritário Desvendada Por muito tempo, a forma como os regimes autoritários garantiam a cooperação de seus quadros inferiores permaneceu como uma “caixa preta” para os pesquisadores. A suposição predominante era de que o alinhamento ideológico, o medo de punição, ou uma combinação de ambos, seriam os principais motivadores. No entanto, o estudo de Scharpf e Glassel, focado nas Forças Armadas argentinas durante as décadas de 1970 e 1980, oferece uma perspectiva radicalmente diferente. Os pesquisadores analisaram um extenso conjunto de dados sobre a trajetória de oficiais militares argentinos, incluindo classificações de formatura, promoções e aposentadorias. Eles identificaram que o Batalhão de Inteligência 601, responsável por parte do “trabalho sujo” da ditadura, serviu como um desvio para oficiais com desempenho insatisfatório em suas carreiras regulares. Esses indivíduos, descritos como “sob pressão de carreira”, encontravam no serviço de inteligência uma oportunidade de contornar a hierarquia tradicional e alcançar promoções e sucesso profissional que de outra forma seriam inatingíveis. O estudo concluiu que quanto pior o histórico acadêmico de um oficial, maior a probabilidade de ele ser direcionado para o Batalhão 601. “Fracassados Leais”: A Base da Pirâmide Autocrática A pesquisa sugere que aspirantes a autoritários não precisam preencher seus regimes com crentes fervorosos ou impor punições draconianas. A chave reside em identificar e atrair um grupo específico de trabalhadores: os frustrados e medíocres, que buscam uma chance de “subir na vida”. O trabalho em unidades mais brutais, como as de tortura e assassinato, embora moralmente repulsivo, oferecia recompensas de carreira mais significativas. Um período atuando como executor podia reabilitar até mesmo o desempenho mais desastroso, abrindo portas para promoções e uma melhor situação financeira e de aposentadoria. Essa dinâmica não se limita à Argentina. O estudo cita exemplos como a burocracia nazista, onde comandantes de esquadrões de extermínio frequentemente possuíam históricos

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China Será Potência Incompleta Sem Domínio Financeiro Global, Analista Revela Atraso De 40 Anos Em Relação Aos EUA

China busca paridade global, mas poder financeiro dos EUA ainda impõe limites à sua ascensão como superpotência A cúpula entre Donald Trump e Xi Jinping, embora sem grandes avanços, marcou um ponto importante para Pequim: a busca por um lugar de igualdade com os Estados Unidos no cenário mundial. A China tem demonstrado força em diversas áreas, desde a liderança em exportações impulsionada por seu poder industrial, até avanços notáveis em inteligência artificial e capacidades militares cada vez mais sofisticadas. Em contrapartida, os Estados Unidos enfrentam narrativas de declínio, com envolvimento em conflitos internacionais, desgaste de alianças e aumento da dívida. No entanto, um analista aponta que, em pelo menos uma área crucial, a disputa financeira, a China ainda está significativamente atrás, permitindo que os EUA mantenham sua hegemonia por inércia. Ruchir Sharma, presidente da Rockefeller International, em artigo para o Financial Times, destaca que a China, apesar de seu crescimento econômico expressivo, está estagnada em sua influência financeira global. Essa lacuna, segundo ele, impede que o país asiático alcance o status de superpotência completa. Conforme informação divulgada pelo Financial Times, Sharma estima que a China está entre 30 e 40 anos atrás da trajetória histórica de outras superpotências em termos financeiros. Yuan Longe de Desafiar o Dólar Como Reserva Global A história demonstra que o aumento da influência econômica de uma nação geralmente se reflete na adoção de sua moeda pelas reservas globais. Contudo, o yuan chinês, ou renminbi, representa apenas 2% dos ativos mantidos por bancos centrais mundialmente, um percentual irrisório se comparado aos 17% que a economia chinesa representa no PIB global. Da mesma forma, apenas 2% das faturas comerciais utilizam o yuan, apesar da China concentrar 15% do comércio mundial. Em contraste, o dólar americano ainda domina amplamente, respondendo por cerca de 58% das reservas globais e 54% das faturas de comércio, mesmo com uma participação em declínio. Quase 90% das transações cambiais no mercado de balcão são realizadas em dólares, evidenciando o chamado “privilégio exorbitante” dos Estados Unidos. Mercados Financeiros Chineses: Uma “Prisão Local” Sharma descreve os mercados financeiros chineses como uma “prisão local”. Investidores estrangeiros possuem menos de 5% das ações e títulos na China. Os rigorosos controles de capital restringiram a expansão da oferta monetária doméstica e, consequentemente, a atratividade para investidores internacionais. Pequim teme a fuga de capital caso as restrições sejam flexibilizadas, mas Sharma argumenta que, sem maior liberdade cambial, o yuan dificilmente será visto como um investimento seguro. Apesar dos desafios, a China tem buscado internacionalizar o yuan, com seu uso crescendo no comércio de petróleo e entre bancos centrais. Linhas de swap cambial disponibilizadas pelo Banco Popular da China atingiram o maior valor em dois anos. A SWIFT também aponta o yuan como a quinta moeda mais utilizada em pagamentos internacionais. Abertura Financeira é Chave Para a Ambição Chinesa Sharma reitera que a China precisa de uma abertura financeira mais ousada. Ele sugere que controles menos rígidos poderiam, na prática, estimular a entrada de capital, em vez de provocar

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Do Agro à Tecnologia: Empresas Brasileiras Buscam “Dólar Digital” para Reduzir Custos de Câmbio e Impulsionar Negócios Internacionais

Empresas do agronegócio e tecnologia lideram adoção de stablecoins para otimizar remessas internacionais, atraídas pela redução de custos e agilidade. Importadores, exportadores e corretoras de câmbio no Brasil encontraram nas stablecoins, também conhecidas como “dólares digitais”, uma solução eficaz para diminuir os custos associados a remessas internacionais. Este movimento, que ganhou força significativa, já reflete nos dados oficiais do Banco Central. As operações com esses ativos digitais no exterior totalizaram o equivalente a R$ 34,5 bilhões no primeiro trimestre de 2026, dobrando o valor registrado no mesmo período do ano anterior. Segundo o Banco Central, as stablecoins representaram impressionantes 98% de todo o volume de criptoativos enviados para fora do país por brasileiros no período. Esse crescimento expressivo ocorre em um cenário de incertezas tributárias, onde a maior parte das transações com stablecoins ainda não é afetada pelo IOF, conforme apurado pela reportagem. Vantagens Competitivas das Stablecoins Frente ao Câmbio Tradicional A principal atratividade das stablecoins reside no seu diferencial de custo em comparação com o câmbio convencional. Uma remessa de R$ 50.000 via sistema bancário tradicional pode acumular custos significativos, incluindo IOF de 0,38% para pessoa jurídica, spread cambial entre 1% e 2,5%, tarifas SWIFT (R$ 75 a R$ 250 por operação) e possíveis taxas de bancos correspondentes, elevando o custo total para algo entre 2% e 4% do valor remetido. Em contrapartida, a rota via stablecoin apresenta um custo principal concentrado no spread de conversão entre reais e a moeda digital nas plataformas reguladas, geralmente entre 0,5% e 1,5%. Uma vantagem crucial é que a maioria dessas operações está isenta de IOF, o que representa uma economia substancial. “Diferentemente do sistema tradicional, que depende de múltiplos intermediários e de processos manuais lentos, a liquidação onchain (em rede blockchain) permite que o dinheiro se mova na velocidade da internet, reduzindo custos e atrasos”, explica Fabio Plein, diretor-geral da Coinbase para as Américas. Ele complementa que essa infraestrutura é programável e aberta, devolvendo o controle aos usuários. Setores Chave Impulsionam a Adoção de Stablecoins O setor de câmbio e remessas foi pioneiro na adoção em larga escala das stablecoins no Brasil. Empresas que movimentam dólares entre diferentes jurisdições, antes sujeitas a taxas em cada etapa e esperas de até dois dias para liquidação de transferências SWIFT, agora podem manter reservas em ativos digitais e liquidar posições em tempo real, a qualquer hora. Grandes corretoras de câmbio que atuam no Brasil já utilizam stablecoins ou possuem projetos avançados de implementação para gestão de tesouraria. Importadores e exportadores com operações recorrentes também estão entre os usuários mais ativos. Rafael Goulart, country manager da Pomelo no Brasil, destaca que “todos os setores de importação e exportação já estão inseridos nesse ecossistema, principalmente com tiquetes grandes, de US$ 100.000, US$ 1 milhão”. Agronegócio e Tecnologia Lideram a Demanda B2B O agronegócio e o setor de eletroeletrônicos se destacam na liderança da demanda no segmento B2B, segundo Gabriel Boni, COO da TCR Finance. Empresas que precisam importar matérias-primas ou produtos, como grãos ou eletrônicos da

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Raúl Castro indiciado nos EUA: O caso Maduro se repetirá em Cuba? Entenda os paralelos e diferenças

EUA indiciam Raúl Castro por assassinato, evocando caso Maduro e intensificando pressão sobre Cuba O governo dos Estados Unidos anunciou um indiciamento contra o ex-líder cubano Raúl Castro, marcando um novo e tenso capítulo nas relações bilaterais. As acusações criminais incluem conspiração para matar cidadãos americanos e assassinato, relacionadas à derrubada de duas aeronaves civis há 30 anos. O ataque, perpetrado pela Força Aérea cubana contra aviões do grupo de exilados Irmãos ao Resgate, resultou na morte de quatro pessoas, três delas cidadãs americanas. Este evento intensificou as desavenças históricas entre Washington e Havana, que datam da Guerra Fria. A medida, apresentada em Miami, berço do anticastrismo nos EUA, traz consigo claras consequências políticas e evoca a estratégia americana que levou à captura de Nicolás Maduro na Venezuela. Conforme informação divulgada pelo Departamento de Justiça americano, o indiciamento de Raúl Castro, que tem 94 anos e está aposentado da vida pública, mas ainda é visto como influente, levanta questionamentos sobre as implicações práticas e formais da decisão. A “pressão máxima” de Trump e o precedente venezuelano Cynthia Arnson, especialista em relações EUA-América Latina da Universidade Johns Hopkins, aponta duas interpretações para a decisão americana. Uma delas é que as acusações fazem parte de uma campanha de “pressão máxima” sobre Cuba, com forte componente de guerra psicológica. A segunda interpretação, segundo Arnson, aproxima-se do precedente da Venezuela, onde os EUA capturaram Nicolás Maduro sob acusação de narcotráfico, aumentando sua influência em Caracas. A pressão de Donald Trump sobre Havana é evidente, com o embargo petrolífero aprofundando a crise energética na ilha e sanções a funcionários e empresas cubanas. A estratégia de Washington inclui sanções a altos escalões, isolamento econômico e diplomático, e a busca por fissuras no regime. O caso de Raúl Castro, embora com semelhanças, apresenta também diferenças cruciais em relação ao de Maduro. Diferenças marcantes entre os casos de Castro e Maduro Uma distinção fundamental é que Nicolás Maduro ainda ocupava o cargo de líder da Venezuela quando foi detido, acusado de integrar uma organização criminosa ativa. Raúl Castro, por outro lado, está afastado do poder formal há anos. Essa diferença torna improvável que uma eventual prisão de Castro, por fatos ocorridos há mais de três décadas, possa “decapitar” o regime cubano. O professor William LeoGrande, da Universidade Americana em Washington, ressalta que uma operação militar para capturar Castro seria mais difícil, pois os cubanos já observaram a situação e há um risco político envolvido. LeoGrande também destaca que, apesar do descontentamento popular com a economia, Castro ainda possui apoio e respeito por ter sido um líder histórico da revolução. Uma prisão nos moldes de um criminoso comum poderia irritar muitos cubanos. Riscos militares e incertezas sobre o futuro de Cuba Trump já demonstrou disposição para assumir riscos em operações militares, como as realizadas na Venezuela e no Irã. No entanto, não há indicações públicas claras sobre o que ele deseja para Cuba ou se empregará força militar para atingir seus objetivos. Diferentemente do caso venezuelano, onde houve um

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Ministro das Comunicações destaca papel vital da EBC para a democracia e expansão da comunicação pública no Brasil

Ministro Frederico de Siqueira Filho reforça a relevância da EBC para a democracia e expansão da comunicação pública O Ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, participou do programa Na Mesa com Datena, da TV Brasil, e enfatizou a importância da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) para o fortalecimento da comunicação pública e da democracia no país. Durante a entrevista, o ministro detalhou as ações do Ministério das Comunicações em parceria com a EBC para expandir o alcance da comunicação pública, especialmente em regiões mais afastadas do território nacional. Esses esforços, em colaboração com a Anatel, visam priorizar a Rede Nacional de Comunicação Pública (RNCP), considerada fundamental para a soberania e para a consolidação democrática brasileira, conforme declarou o ministro. Acompanhe os detalhes dessa importante iniciativa. Expansão da Comunicação Pública em Áreas Remotas O Ministro Frederico de Siqueira Filho explicou que o Ministério das Comunicações tem trabalhado ativamente para ampliar a Rede Nacional de Comunicação Pública (RNCP). A meta é levar o acesso à informação e aos serviços de comunicação pública para cada vez mais brasileiros, incluindo aqueles que vivem em locais de difícil acesso. “Com essa iniciativa, nós, em parceria também com a Anatel, temos priorizado ações voltadas à comunicação pública, por entender a importância da ampliação da RNCP, tão relevante para a nossa democracia e soberania”, afirmou o ministro. Essa expansão é vista como um pilar essencial para garantir a pluralidade e a qualidade da informação em todo o território nacional. Investimento em Infraestrutura e Tecnologia O ministro ressaltou a utilização de fundos específicos para impulsionar a RNCP. Um exemplo citado foi o estado do Amazonas, onde foi possível integrar todos os municípios à rede de comunicação por meio de recursos do Programa Brasil Digital, em colaboração com a EBC. Essa iniciativa demonstra o compromisso em apoiar projetos em diversas regiões do país. “No estado do Amazonas, conseguimos, junto com a EBC, integrar todos os municípios à rede de comunicação por meio de recursos do Programa Brasil Digital. Estamos apoiando iniciativas em várias regiões do país”, detalhou Frederico de Siqueira Filho. O objetivo é criar uma infraestrutura robusta que suporte a comunicação pública de qualidade. Avanços da TV Digital e o Futuro da Comunicação Além da expansão da rede, o ministro abordou os avanços da TV digital no Brasil. Ele destacou a iniciativa TV 3.0, que já se encontra em fase de testes e tem a EBC como centralidade em seu desenvolvimento. A tecnologia promete novas experiências para os espectadores e aprimoramento na transmissão de conteúdo. Frederico de Siqueira Filho também mencionou o uso estratégico das telecomunicações para apoiar políticas públicas em setores cruciais como saúde e educação. A integração tecnológica é vista como uma ferramenta poderosa para melhorar a oferta e o acesso a serviços essenciais para a população brasileira. EBC: Pilar da Comunicação Pública e Democracia A Empresa Brasil de Comunicação (EBC) é apresentada como uma peça fundamental na estratégia de comunicação pública do governo. Sua atuação é considerada indispensável para garantir o direito à informação,

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Estrela não está sozinha: GPA, Botafogo e Raízen lideram lista de grandes empresas em recuperação judicial e extrajudicial em 2024

Grandes empresas brasileiras buscam alívio financeiro através de recuperações judiciais e extrajudiciais em 2024. O anúncio de recuperação judicial da tradicional fabricante de brinquedos Estrela, nesta quarta-feira (20), ecoa um movimento mais amplo no cenário empresarial brasileiro. Diversas companhias de peso, enfrentando dificuldades financeiras, também recorreram a processos de reestruturação para lidar com suas dívidas e reorganizar suas operações. Desde o início do ano, nomes como GPA, Toky, Raízen e até mesmo a SAF do Botafogo protocolaram pedidos de recuperação, seja judicial ou extrajudicial. Esses casos refletem um aumento preocupante no número de empresas buscando saídas legais para suas crises financeiras, um reflexo direto de um ambiente econômico desafiador. Os dados da RGF Associados indicam um crescimento de 21,5% no número de recuperações judiciais no primeiro trimestre de 2026 em comparação ao mesmo período do ano anterior, atingindo 5.931 companhias. Esse cenário, que não inclui a Estrela e outras empresas que iniciaram seus processos após março, ou optaram pela via extrajudicial, aponta para uma tendência de alta, impulsionada principalmente pelo alto custo de capital e pela dificuldade de acesso ao crédito, fatores agravados pela taxa de juros elevada no Brasil, conforme aponta a fonte. GPA busca reequilíbrio financeiro com recuperação extrajudicial Em março, o Grupo Pão de Açúcar (GPA) teve seu pedido de recuperação extrajudicial aceito pela Justiça. A rede varejista, com dívidas estimadas em cerca de R$ 4,5 bilhões em obrigações sem garantia, busca renegociar contratos, reduzir investimentos e alienar imóveis para restaurar seu equilíbrio financeiro. Grupo Toky entra em recuperação judicial com dívida superior a R$ 1 bilhão O Grupo Toky, que engloba as marcas Tok&Stok e Mobly, protocolou em maio um pedido de recuperação judicial sob segredo de justiça. A empresa alega um endividamento superior a R$ 1 bilhão, atribuindo a crise a um cenário macroeconômico desafiador, com altas taxas de juros e endividamento das famílias. Restrições de estoque também afetaram a liquidez, motivando o pedido emergencial para proteger ativos e viabilizar a reestruturação. Raízen renegocia R$ 65,1 bilhões em dívidas financeiras A Raízen, atuante nos setores de energia e processamento de etanol, também optou pela recuperação extrajudicial em março. O plano abrange a renegociação de dívidas financeiras estimadas em aproximadamente R$ 65,1 bilhões. A alta alavancagem financeira, aliada a fatores climáticos adversos e divergências entre sócios, levaram a empresa a buscar um acordo consensual com seus principais credores, que já detêm mais de 47% das obrigações financeiras listadas. CVLB Brasil e SAF do Botafogo também buscam reestruturação A CVLB Brasil, resultado da fusão entre Casa & Vídeo e Le Biscuit, protocolou seu pedido de recuperação judicial em abril, convertendo um regime cautelar provisório em um instrumento jurídico definitivo para proteger seus ativos durante as negociações com credores. Já a SAF do Botafogo teve seu pedido aceito pela Justiça do Rio de Janeiro, reconhecendo um passivo total estimado em R$ 2,5 bilhões, com R$ 1,28 bilhão diretamente incluído no processo de recuperação. O clube enfrenta forte pressão financeira, incluindo pendências internacionais e sanções da Fifa.

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Prefeituras Podem Se Candidatar para Executar Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) em 2026 e Fortalecer Agricultura Familiar

Municípios brasileiros têm nova oportunidade de aderir ao Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) em 2026, com foco na modalidade Compra com Doação Simultânea. A iniciativa busca fortalecer a agricultura familiar e garantir o acesso à alimentação saudável para populações em vulnerabilidade.O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) lançou o edital para que as prefeituras manifestem seu interesse em executar o programa. A adesão é um passo crucial para o planejamento orçamentário do próximo ano e para a continuidade das ações de segurança alimentar no país.A seleção dos municípios levará em conta critérios técnicos, como vulnerabilidade social e capacidade de gestão, além de priorizar localidades estratégicas. Conforme informação divulgada pelo MDS, a manifestação de interesse é uma etapa preliminar essencial para o planejamento de recursos no orçamento de 2026. O **Programa de Aquisição de Alimentos (PAA)**, uma das políticas públicas mais importantes para a **segurança alimentar** no Brasil, está com um novo edital aberto para adesão de municípios. A modalidade em destaque é a **Compra com Doação Simultânea (CDS)**, que visa conectar a produção da agricultura familiar diretamente a quem mais precisa. O anúncio foi feito pelo **Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS)** durante a recente Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, conhecida como Marcha dos Prefeitos. A iniciativa representa uma nova chance para que gestores municipais possam implementar o PAA em suas cidades a partir de 2026. Para participar, os municípios interessados já devem ter aderido ao PAA e ao Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sisan). A manifestação de interesse funciona como uma **etapa preliminar** para que o governo federal possa planejar a alocação de recursos no orçamento de 2026, garantindo maior assertividade na aplicação dos fundos públicos. Critérios de Seleção e Foco na Vulnerabilidade A seleção dos municípios para a execução do PAA em 2026 será baseada em **critérios técnicos rigorosos**. Um dos focos principais é a **vulnerabilidade social** das localidades, buscando priorizar aquelas que mais necessitam de apoio. A capacidade de execução da política pública pelo município também será avaliada. Além disso, o edital prevê a consideração de municípios que são **prioritários da Estratégia Alimenta Cidades e do Protocolo Brasil Sem Fome**. Localidades que enfrentam **vulnerabilidade climática e risco de seca na agricultura familiar** também terão atenção especial, visando mitigar os impactos dessas adversidades na produção de alimentos. Como Manifestar Interesse e Documentação Necessária Os gestores municipais interessados em executar o PAA em 2026 devem preencher um **formulário eletrônico específico**. O prazo para envio da manifestação de interesse é de até **15 dias corridos** após a publicação oficial do edital. É fundamental que os municípios estejam atentos aos prazos para não perderem esta oportunidade. O formulário exigirá informações detalhadas, como dados do gestor responsável pela iniciativa, a expectativa do número de agricultores familiares que atuarão como fornecedores e das unidades que receberão os alimentos. A previsão do **volume de alimentos a ser adquirido, em quilos**, também é um dado importante solicitado. O

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Estée Lauder e Puig Desistem de Fusão Bilionária: Ações da Estée Lauder Disparam Após Fim das Negociações

Estée Lauder e Puig encerram negociações de fusão bilionária, aliviando investidores A gigante americana de cosméticos Estée Lauder e a espanhola Puig anunciaram o fim das conversas para uma fusão que poderia ter criado uma das maiores empresas de beleza do mundo. O acordo, que vinha sendo especulado desde março, foi oficialmente descartado nesta quinta-feira (21), sem detalhes sobre os motivos que levaram ao encerramento das negociações. A notícia foi recebida com otimismo pelo mercado. As ações da Estée Lauder apresentaram uma valorização expressiva de até 16% no after-market, após um período de queda enquanto as negociações estavam em andamento. Esse movimento indica que os investidores viam a fusão com ressalvas. Analistas de Wall Street já demonstravam ceticismo quanto à viabilidade e aos benefícios de uma possível fusão entre as duas empresas. As dúvidas giravam em torno da capacidade da Estée Lauder de integrar novas marcas em seu portfólio, especialmente em um momento de reestruturação interna que já resultou em cortes de milhares de empregos. Mercado reage positivamente ao fim das negociações O encerramento das discussões sobre a fusão entre a Estée Lauder e a Puig gerou um impacto imediato e positivo no desempenho das ações da empresa americana. A valorização de 16% no after-market, conforme divulgado pela Bloomberg L.P., sinaliza um alívio entre os investidores, que pareciam preocupados com os riscos e a complexidade de um acordo dessa magnitude. Anteriormente, a própria Estée Lauder havia confirmado em março que estava em discussões para uma combinação de negócios com a Puig, mas os termos específicos nunca foram revelados. A falta de transparência e os desafios inerentes a uma fusão bilionária pareciam pesar sobre o valor das ações da companhia americana. Ceticismo de analistas sobre a integração de marcas Apesar do potencial de sinergia e da criação de um portfólio de marcas ainda mais robusto, analistas de Wall Street expressaram dúvidas sobre a capacidade da Estée Lauder de gerenciar uma fusão de grande escala. Eles apontaram que a empresa já está passando por um processo de reestruturação significativo, o que poderia dificultar a absorção e integração bem-sucedida de novas aquisições. A preocupação com a integração de marcas é um fator crucial no setor de beleza, onde o sucesso muitas vezes depende da manutenção da identidade e do apelo individual de cada marca. A Estée Lauder, com seu extenso portfólio, já enfrenta o desafio de gerenciar suas marcas existentes, e adicionar novas poderia sobrecarregar sua capacidade operacional e estratégica. Futuro da Estée Lauder e o cenário da indústria de beleza Com o fim das negociações com a Puig, a Estée Lauder pode agora concentrar seus esforços em sua estratégia de reestruturação e em fortalecer suas operações atuais. A empresa busca otimizar seus processos, cortar custos e impulsionar o crescimento orgânico, em vez de buscar expansão através de aquisições complexas no curto prazo. O setor de beleza continua a ser dinâmico, com empresas buscando constantemente formas de inovar e expandir sua presença global. A decisão da Estée Lauder e da Puig de não

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Governo pode reavaliar “taxa das blusinhas”: Entenda o Desenrola para quem não tem dívidas

Governo federal admite possibilidade de reintroduzir a “taxa das blusinhas” e anuncia novidades no programa Desenrola para pessoas com finanças em dia. O cenário econômico brasileiro ganha novos contornos com anúncios recentes do Ministério da Fazenda. A polêmica “taxa das blusinhas”, que isenta compras internacionais de até US$ 50, pode voltar a ser cobrada, enquanto um programa inédito visa auxiliar consumidores que, apesar de não estarem endividados, enfrentam dificuldades financeiras. Essas movimentações indicam uma busca do governo por equilibrar a arrecadação e oferecer suporte a diferentes perfis de consumidores. A “taxa das blusinhas” foi zerada recentemente, mas o ministro da Fazenda já sinaliza que a decisão pode ser revista caso haja desequilíbrios no mercado. Paralelamente, a equipe econômica trabalha em uma versão adaptada do programa Desenrola. O objetivo é beneficiar aqueles que mantêm suas contas em dia, mas que destinam uma fatia significativa de sua renda ao pagamento de parcelas, correndo o risco de se tornarem inadimplentes. As novidades foram detalhadas pelo ministro Dario Durigan. Reavaliação da “taxa das blusinhas” é cogitada pelo governo Em entrevista à CNN Brasil, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, declarou que o governo federal não descarta a possibilidade de retomar a tributação sobre compras internacionais de até US$ 50, popularmente conhecida como “taxa das blusinhas”. A isenção dessa taxa, implementada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no início do mês, pode ser revista. Durigan explicou que a decisão de zerar a taxa foi regulatória e que o Ministério da Fazenda monitorará a evolução do mercado. “Caso haja algum desarranjo, um avanço disso, é preciso avaliar e trazer isso a debate público e, eventualmente, trazer de volta essa taxa”, afirmou o ministro. Ele demonstrou otimismo quanto à aprovação da Medida Provisória (MP) referente ao tema no Congresso Nacional, citando uma base de apoio sólida, inclusive na oposição. O ministro ressaltou que o presidente Lula frequentemente questiona a disparidade de tratamento entre consumidores. Ele mencionou que a classe média tem uma isenção de US$ 1 mil para compras em viagens ao exterior, enquanto o consumidor de menor renda, que adquire produtos online, poderia ser tributado. Desenrola para adimplentes: um novo foco para consumidores em dia Uma das novidades anunciadas pela equipe econômica é o desenvolvimento de uma versão do programa Desenrola voltada especificamente para consumidores adimplentes, ou seja, aqueles que não possuem dívidas em atraso. A iniciativa, com duração prevista de 90 dias, deve ser lançada até junho deste ano, antes do período eleitoral. “O Desenrola para adimplentes está sendo desenhado dentro do Ministério da Fazenda e muito em breve vamos trazer detalhes”, comunicou Durigan a jornalistas. O principal objetivo deste novo programa é auxiliar pessoas que, apesar de manterem suas contas em dia, comprometem uma parte considerável de sua renda com o pagamento de parcelas, o que as coloca em risco de se tornarem inadimplentes. Esta iniciativa complementa o já existente Desenrola 2.0, que teve início neste mês. O Desenrola 2.0 foca na renegociação de dívidas de cartão de crédito, cheque especial e crédito

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O Partido Republicano está em crise: Onde estão os Republicanos “América Primeiro” diante do avanço do “Trump Primeiro”?

A crescente divisão no Partido Republicano: A lealdade a Trump versus os princípios americanos À medida que as eleições de meio de mandato se aproximam, o Partido Republicano nos Estados Unidos se encontra em um ponto de inflexão crítico. Uma análise profunda revela uma divisão interna significativa, com três facções distintas competindo pela alma do partido. Esta cisão levanta sérias questões sobre a direção futura da política americana e o verdadeiro significado do lema “América Primeiro”. A disputa interna se intensifica com a expulsão de republicanos que, embora apoiando algumas políticas de Trump, se recusam a sacrificar as normas democráticas e a Constituição em nome da lealdade ao ex-presidente. Esta batalha ideológica tem implicações profundas para o equilíbrio de poder e a saúde da democracia nos Estados Unidos. O cenário atual sugere um caminho perigoso, onde a influência de um único indivíduo pode sobrepor os pilares fundamentais da República. A forma como esta divisão se resolverá terá um impacto duradouro na política americana e na percepção global da democracia. Conforme divulgado pelo The New York Times, a situação é alarmante. As Três Facções Republicanas em Confronto O Partido Republicano, segundo o The New York Times, está fragmentado em três grupos principais. Os republicanos “Trump Nunca”, que incluem figuras conservadoras tradicionais, rejeitam tanto Trump quanto muitas de suas ideias, considerando que ele desonra a Constituição e os princípios conservadores. Lamentavelmente, nomes como John McCain faleceram, Liz Cheney foi expulsa, e Mitt Romney se afastou da política. Em seguida, vêm os republicanos “América Primeiro”. Esta ala estava disposta a apoiar muitas das propostas de Trump, como a redução de impostos e o controle da imigração. No entanto, eles traçam uma linha intransponível quando as políticas de Trump ameaçam a democracia, priorizando os “Estados Unidos em primeiro lugar”, não Trump. Por fim, e de forma mais preocupante, estão os republicanos “Trump Primeiro”. Estes consideram os ditames de Trump superiores à Constituição e às normas tradicionais americanas. O The New York Times destaca que a ação mais alarmante é a **expurgamento dos republicanos “América Primeiro”** por esta facção, sob as ordens de Trump. A Expulsão dos “América Primeiro” e o Risco para a Democracia Figuras como o ex-vice-presidente Mike Pence, o senador Bill Cassidy e legisladores estaduais de Indiana e Carolina do Sul representam a ala “América Primeiro”. Eles se recusaram a participar de manobras políticas consideradas antiéticas, como o gerrymandering fora de ciclo promovido por Trump para garantir a maioria republicana na Câmara. Contudo, mesmo esses indivíduos estão sendo marginalizados do partido. O senador Bill Cassidy, que votou pela condenação de Trump em seu impeachment de 2021, foi derrotado em sua primária por um candidato “Trump Primeiro”. Em seu discurso de derrota, Cassidy enfatizou que o país é sobre o bem-estar de todos os americanos e a Constituição, e não sobre um indivíduo que usa o poder para servir a si mesmo. Ele declarou que tal pessoa “não está qualificada para ser um líder”. A resposta de Trump a Cassidy foi direta e

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Estudo Revela: Ditaduras são Construídas por Profissionais Medianos em Busca de Promoção, Não por Extremistas

Ditaduras se Fortalecem com Profissionais Medianos em Busca de Ascensão, Revela Estudo Pioneiro A consolidação e manutenção de regimes autoritários, muitas vezes, não dependem de fervor ideológico ou terror extremo, mas sim de um mecanismo surpreendentemente comum: a ambição profissional de indivíduos medianos. Uma nova pesquisa, baseada em dados da Guerra Suja argentina, sugere que a busca por promoções e a superação de carreiras estagnadas são fatores cruciais para recrutar e manter a lealdade de funcionários em níveis inferiores e intermediários de ditaduras. O estudo, intitulado “Making a Career in Dictatorship”, dos cientistas políticos Adam Scharpf e Christian Glassel, investiga como líderes autocráticos recrutam e incentivam a participação de pessoas em suas estruturas de poder. Ao contrário de suposições anteriores sobre extremismo ou medo, a pesquisa aponta para uma explicação mais prosaica, ligada à dinâmica de carreira comum em qualquer ambiente de trabalho. Essas descobertas, que cruzam a análise da “banalidade do mal” de Hannah Arendt com estratégias de gestão de desempenho, têm implicações significativas para a compreensão da estabilidade de regimes autoritários em todo o mundo, incluindo democracias que enfrentam desafios. A pesquisa foi divulgada com base em informações do The New York Times Company. A “Caixa Preta” do Recrutamento Autoritário Desvendada Por muito tempo, a forma como os regimes autoritários garantiam a cooperação de seus quadros inferiores permaneceu como uma “caixa preta” para os pesquisadores. A suposição predominante era de que o alinhamento ideológico, o medo de punição, ou uma combinação de ambos, seriam os principais motivadores. No entanto, o estudo de Scharpf e Glassel, focado nas Forças Armadas argentinas durante as décadas de 1970 e 1980, oferece uma perspectiva radicalmente diferente. Os pesquisadores analisaram um extenso conjunto de dados sobre a trajetória de oficiais militares argentinos, incluindo classificações de formatura, promoções e aposentadorias. Eles identificaram que o Batalhão de Inteligência 601, responsável por parte do “trabalho sujo” da ditadura, serviu como um desvio para oficiais com desempenho insatisfatório em suas carreiras regulares. Esses indivíduos, descritos como “sob pressão de carreira”, encontravam no serviço de inteligência uma oportunidade de contornar a hierarquia tradicional e alcançar promoções e sucesso profissional que de outra forma seriam inatingíveis. O estudo concluiu que quanto pior o histórico acadêmico de um oficial, maior a probabilidade de ele ser direcionado para o Batalhão 601. “Fracassados Leais”: A Base da Pirâmide Autocrática A pesquisa sugere que aspirantes a autoritários não precisam preencher seus regimes com crentes fervorosos ou impor punições draconianas. A chave reside em identificar e atrair um grupo específico de trabalhadores: os frustrados e medíocres, que buscam uma chance de “subir na vida”. O trabalho em unidades mais brutais, como as de tortura e assassinato, embora moralmente repulsivo, oferecia recompensas de carreira mais significativas. Um período atuando como executor podia reabilitar até mesmo o desempenho mais desastroso, abrindo portas para promoções e uma melhor situação financeira e de aposentadoria. Essa dinâmica não se limita à Argentina. O estudo cita exemplos como a burocracia nazista, onde comandantes de esquadrões de extermínio frequentemente possuíam históricos

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China Será Potência Incompleta Sem Domínio Financeiro Global, Analista Revela Atraso De 40 Anos Em Relação Aos EUA

China busca paridade global, mas poder financeiro dos EUA ainda impõe limites à sua ascensão como superpotência A cúpula entre Donald Trump e Xi Jinping, embora sem grandes avanços, marcou um ponto importante para Pequim: a busca por um lugar de igualdade com os Estados Unidos no cenário mundial. A China tem demonstrado força em diversas áreas, desde a liderança em exportações impulsionada por seu poder industrial, até avanços notáveis em inteligência artificial e capacidades militares cada vez mais sofisticadas. Em contrapartida, os Estados Unidos enfrentam narrativas de declínio, com envolvimento em conflitos internacionais, desgaste de alianças e aumento da dívida. No entanto, um analista aponta que, em pelo menos uma área crucial, a disputa financeira, a China ainda está significativamente atrás, permitindo que os EUA mantenham sua hegemonia por inércia. Ruchir Sharma, presidente da Rockefeller International, em artigo para o Financial Times, destaca que a China, apesar de seu crescimento econômico expressivo, está estagnada em sua influência financeira global. Essa lacuna, segundo ele, impede que o país asiático alcance o status de superpotência completa. Conforme informação divulgada pelo Financial Times, Sharma estima que a China está entre 30 e 40 anos atrás da trajetória histórica de outras superpotências em termos financeiros. Yuan Longe de Desafiar o Dólar Como Reserva Global A história demonstra que o aumento da influência econômica de uma nação geralmente se reflete na adoção de sua moeda pelas reservas globais. Contudo, o yuan chinês, ou renminbi, representa apenas 2% dos ativos mantidos por bancos centrais mundialmente, um percentual irrisório se comparado aos 17% que a economia chinesa representa no PIB global. Da mesma forma, apenas 2% das faturas comerciais utilizam o yuan, apesar da China concentrar 15% do comércio mundial. Em contraste, o dólar americano ainda domina amplamente, respondendo por cerca de 58% das reservas globais e 54% das faturas de comércio, mesmo com uma participação em declínio. Quase 90% das transações cambiais no mercado de balcão são realizadas em dólares, evidenciando o chamado “privilégio exorbitante” dos Estados Unidos. Mercados Financeiros Chineses: Uma “Prisão Local” Sharma descreve os mercados financeiros chineses como uma “prisão local”. Investidores estrangeiros possuem menos de 5% das ações e títulos na China. Os rigorosos controles de capital restringiram a expansão da oferta monetária doméstica e, consequentemente, a atratividade para investidores internacionais. Pequim teme a fuga de capital caso as restrições sejam flexibilizadas, mas Sharma argumenta que, sem maior liberdade cambial, o yuan dificilmente será visto como um investimento seguro. Apesar dos desafios, a China tem buscado internacionalizar o yuan, com seu uso crescendo no comércio de petróleo e entre bancos centrais. Linhas de swap cambial disponibilizadas pelo Banco Popular da China atingiram o maior valor em dois anos. A SWIFT também aponta o yuan como a quinta moeda mais utilizada em pagamentos internacionais. Abertura Financeira é Chave Para a Ambição Chinesa Sharma reitera que a China precisa de uma abertura financeira mais ousada. Ele sugere que controles menos rígidos poderiam, na prática, estimular a entrada de capital, em vez de provocar

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Do Agro à Tecnologia: Empresas Brasileiras Buscam “Dólar Digital” para Reduzir Custos de Câmbio e Impulsionar Negócios Internacionais

Empresas do agronegócio e tecnologia lideram adoção de stablecoins para otimizar remessas internacionais, atraídas pela redução de custos e agilidade. Importadores, exportadores e corretoras de câmbio no Brasil encontraram nas stablecoins, também conhecidas como “dólares digitais”, uma solução eficaz para diminuir os custos associados a remessas internacionais. Este movimento, que ganhou força significativa, já reflete nos dados oficiais do Banco Central. As operações com esses ativos digitais no exterior totalizaram o equivalente a R$ 34,5 bilhões no primeiro trimestre de 2026, dobrando o valor registrado no mesmo período do ano anterior. Segundo o Banco Central, as stablecoins representaram impressionantes 98% de todo o volume de criptoativos enviados para fora do país por brasileiros no período. Esse crescimento expressivo ocorre em um cenário de incertezas tributárias, onde a maior parte das transações com stablecoins ainda não é afetada pelo IOF, conforme apurado pela reportagem. Vantagens Competitivas das Stablecoins Frente ao Câmbio Tradicional A principal atratividade das stablecoins reside no seu diferencial de custo em comparação com o câmbio convencional. Uma remessa de R$ 50.000 via sistema bancário tradicional pode acumular custos significativos, incluindo IOF de 0,38% para pessoa jurídica, spread cambial entre 1% e 2,5%, tarifas SWIFT (R$ 75 a R$ 250 por operação) e possíveis taxas de bancos correspondentes, elevando o custo total para algo entre 2% e 4% do valor remetido. Em contrapartida, a rota via stablecoin apresenta um custo principal concentrado no spread de conversão entre reais e a moeda digital nas plataformas reguladas, geralmente entre 0,5% e 1,5%. Uma vantagem crucial é que a maioria dessas operações está isenta de IOF, o que representa uma economia substancial. “Diferentemente do sistema tradicional, que depende de múltiplos intermediários e de processos manuais lentos, a liquidação onchain (em rede blockchain) permite que o dinheiro se mova na velocidade da internet, reduzindo custos e atrasos”, explica Fabio Plein, diretor-geral da Coinbase para as Américas. Ele complementa que essa infraestrutura é programável e aberta, devolvendo o controle aos usuários. Setores Chave Impulsionam a Adoção de Stablecoins O setor de câmbio e remessas foi pioneiro na adoção em larga escala das stablecoins no Brasil. Empresas que movimentam dólares entre diferentes jurisdições, antes sujeitas a taxas em cada etapa e esperas de até dois dias para liquidação de transferências SWIFT, agora podem manter reservas em ativos digitais e liquidar posições em tempo real, a qualquer hora. Grandes corretoras de câmbio que atuam no Brasil já utilizam stablecoins ou possuem projetos avançados de implementação para gestão de tesouraria. Importadores e exportadores com operações recorrentes também estão entre os usuários mais ativos. Rafael Goulart, country manager da Pomelo no Brasil, destaca que “todos os setores de importação e exportação já estão inseridos nesse ecossistema, principalmente com tiquetes grandes, de US$ 100.000, US$ 1 milhão”. Agronegócio e Tecnologia Lideram a Demanda B2B O agronegócio e o setor de eletroeletrônicos se destacam na liderança da demanda no segmento B2B, segundo Gabriel Boni, COO da TCR Finance. Empresas que precisam importar matérias-primas ou produtos, como grãos ou eletrônicos da

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Raúl Castro indiciado nos EUA: O caso Maduro se repetirá em Cuba? Entenda os paralelos e diferenças

EUA indiciam Raúl Castro por assassinato, evocando caso Maduro e intensificando pressão sobre Cuba O governo dos Estados Unidos anunciou um indiciamento contra o ex-líder cubano Raúl Castro, marcando um novo e tenso capítulo nas relações bilaterais. As acusações criminais incluem conspiração para matar cidadãos americanos e assassinato, relacionadas à derrubada de duas aeronaves civis há 30 anos. O ataque, perpetrado pela Força Aérea cubana contra aviões do grupo de exilados Irmãos ao Resgate, resultou na morte de quatro pessoas, três delas cidadãs americanas. Este evento intensificou as desavenças históricas entre Washington e Havana, que datam da Guerra Fria. A medida, apresentada em Miami, berço do anticastrismo nos EUA, traz consigo claras consequências políticas e evoca a estratégia americana que levou à captura de Nicolás Maduro na Venezuela. Conforme informação divulgada pelo Departamento de Justiça americano, o indiciamento de Raúl Castro, que tem 94 anos e está aposentado da vida pública, mas ainda é visto como influente, levanta questionamentos sobre as implicações práticas e formais da decisão. A “pressão máxima” de Trump e o precedente venezuelano Cynthia Arnson, especialista em relações EUA-América Latina da Universidade Johns Hopkins, aponta duas interpretações para a decisão americana. Uma delas é que as acusações fazem parte de uma campanha de “pressão máxima” sobre Cuba, com forte componente de guerra psicológica. A segunda interpretação, segundo Arnson, aproxima-se do precedente da Venezuela, onde os EUA capturaram Nicolás Maduro sob acusação de narcotráfico, aumentando sua influência em Caracas. A pressão de Donald Trump sobre Havana é evidente, com o embargo petrolífero aprofundando a crise energética na ilha e sanções a funcionários e empresas cubanas. A estratégia de Washington inclui sanções a altos escalões, isolamento econômico e diplomático, e a busca por fissuras no regime. O caso de Raúl Castro, embora com semelhanças, apresenta também diferenças cruciais em relação ao de Maduro. Diferenças marcantes entre os casos de Castro e Maduro Uma distinção fundamental é que Nicolás Maduro ainda ocupava o cargo de líder da Venezuela quando foi detido, acusado de integrar uma organização criminosa ativa. Raúl Castro, por outro lado, está afastado do poder formal há anos. Essa diferença torna improvável que uma eventual prisão de Castro, por fatos ocorridos há mais de três décadas, possa “decapitar” o regime cubano. O professor William LeoGrande, da Universidade Americana em Washington, ressalta que uma operação militar para capturar Castro seria mais difícil, pois os cubanos já observaram a situação e há um risco político envolvido. LeoGrande também destaca que, apesar do descontentamento popular com a economia, Castro ainda possui apoio e respeito por ter sido um líder histórico da revolução. Uma prisão nos moldes de um criminoso comum poderia irritar muitos cubanos. Riscos militares e incertezas sobre o futuro de Cuba Trump já demonstrou disposição para assumir riscos em operações militares, como as realizadas na Venezuela e no Irã. No entanto, não há indicações públicas claras sobre o que ele deseja para Cuba ou se empregará força militar para atingir seus objetivos. Diferentemente do caso venezuelano, onde houve um

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Ministro das Comunicações destaca papel vital da EBC para a democracia e expansão da comunicação pública no Brasil

Ministro Frederico de Siqueira Filho reforça a relevância da EBC para a democracia e expansão da comunicação pública O Ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, participou do programa Na Mesa com Datena, da TV Brasil, e enfatizou a importância da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) para o fortalecimento da comunicação pública e da democracia no país. Durante a entrevista, o ministro detalhou as ações do Ministério das Comunicações em parceria com a EBC para expandir o alcance da comunicação pública, especialmente em regiões mais afastadas do território nacional. Esses esforços, em colaboração com a Anatel, visam priorizar a Rede Nacional de Comunicação Pública (RNCP), considerada fundamental para a soberania e para a consolidação democrática brasileira, conforme declarou o ministro. Acompanhe os detalhes dessa importante iniciativa. Expansão da Comunicação Pública em Áreas Remotas O Ministro Frederico de Siqueira Filho explicou que o Ministério das Comunicações tem trabalhado ativamente para ampliar a Rede Nacional de Comunicação Pública (RNCP). A meta é levar o acesso à informação e aos serviços de comunicação pública para cada vez mais brasileiros, incluindo aqueles que vivem em locais de difícil acesso. “Com essa iniciativa, nós, em parceria também com a Anatel, temos priorizado ações voltadas à comunicação pública, por entender a importância da ampliação da RNCP, tão relevante para a nossa democracia e soberania”, afirmou o ministro. Essa expansão é vista como um pilar essencial para garantir a pluralidade e a qualidade da informação em todo o território nacional. Investimento em Infraestrutura e Tecnologia O ministro ressaltou a utilização de fundos específicos para impulsionar a RNCP. Um exemplo citado foi o estado do Amazonas, onde foi possível integrar todos os municípios à rede de comunicação por meio de recursos do Programa Brasil Digital, em colaboração com a EBC. Essa iniciativa demonstra o compromisso em apoiar projetos em diversas regiões do país. “No estado do Amazonas, conseguimos, junto com a EBC, integrar todos os municípios à rede de comunicação por meio de recursos do Programa Brasil Digital. Estamos apoiando iniciativas em várias regiões do país”, detalhou Frederico de Siqueira Filho. O objetivo é criar uma infraestrutura robusta que suporte a comunicação pública de qualidade. Avanços da TV Digital e o Futuro da Comunicação Além da expansão da rede, o ministro abordou os avanços da TV digital no Brasil. Ele destacou a iniciativa TV 3.0, que já se encontra em fase de testes e tem a EBC como centralidade em seu desenvolvimento. A tecnologia promete novas experiências para os espectadores e aprimoramento na transmissão de conteúdo. Frederico de Siqueira Filho também mencionou o uso estratégico das telecomunicações para apoiar políticas públicas em setores cruciais como saúde e educação. A integração tecnológica é vista como uma ferramenta poderosa para melhorar a oferta e o acesso a serviços essenciais para a população brasileira. EBC: Pilar da Comunicação Pública e Democracia A Empresa Brasil de Comunicação (EBC) é apresentada como uma peça fundamental na estratégia de comunicação pública do governo. Sua atuação é considerada indispensável para garantir o direito à informação,

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Estrela não está sozinha: GPA, Botafogo e Raízen lideram lista de grandes empresas em recuperação judicial e extrajudicial em 2024

Grandes empresas brasileiras buscam alívio financeiro através de recuperações judiciais e extrajudiciais em 2024. O anúncio de recuperação judicial da tradicional fabricante de brinquedos Estrela, nesta quarta-feira (20), ecoa um movimento mais amplo no cenário empresarial brasileiro. Diversas companhias de peso, enfrentando dificuldades financeiras, também recorreram a processos de reestruturação para lidar com suas dívidas e reorganizar suas operações. Desde o início do ano, nomes como GPA, Toky, Raízen e até mesmo a SAF do Botafogo protocolaram pedidos de recuperação, seja judicial ou extrajudicial. Esses casos refletem um aumento preocupante no número de empresas buscando saídas legais para suas crises financeiras, um reflexo direto de um ambiente econômico desafiador. Os dados da RGF Associados indicam um crescimento de 21,5% no número de recuperações judiciais no primeiro trimestre de 2026 em comparação ao mesmo período do ano anterior, atingindo 5.931 companhias. Esse cenário, que não inclui a Estrela e outras empresas que iniciaram seus processos após março, ou optaram pela via extrajudicial, aponta para uma tendência de alta, impulsionada principalmente pelo alto custo de capital e pela dificuldade de acesso ao crédito, fatores agravados pela taxa de juros elevada no Brasil, conforme aponta a fonte. GPA busca reequilíbrio financeiro com recuperação extrajudicial Em março, o Grupo Pão de Açúcar (GPA) teve seu pedido de recuperação extrajudicial aceito pela Justiça. A rede varejista, com dívidas estimadas em cerca de R$ 4,5 bilhões em obrigações sem garantia, busca renegociar contratos, reduzir investimentos e alienar imóveis para restaurar seu equilíbrio financeiro. Grupo Toky entra em recuperação judicial com dívida superior a R$ 1 bilhão O Grupo Toky, que engloba as marcas Tok&Stok e Mobly, protocolou em maio um pedido de recuperação judicial sob segredo de justiça. A empresa alega um endividamento superior a R$ 1 bilhão, atribuindo a crise a um cenário macroeconômico desafiador, com altas taxas de juros e endividamento das famílias. Restrições de estoque também afetaram a liquidez, motivando o pedido emergencial para proteger ativos e viabilizar a reestruturação. Raízen renegocia R$ 65,1 bilhões em dívidas financeiras A Raízen, atuante nos setores de energia e processamento de etanol, também optou pela recuperação extrajudicial em março. O plano abrange a renegociação de dívidas financeiras estimadas em aproximadamente R$ 65,1 bilhões. A alta alavancagem financeira, aliada a fatores climáticos adversos e divergências entre sócios, levaram a empresa a buscar um acordo consensual com seus principais credores, que já detêm mais de 47% das obrigações financeiras listadas. CVLB Brasil e SAF do Botafogo também buscam reestruturação A CVLB Brasil, resultado da fusão entre Casa & Vídeo e Le Biscuit, protocolou seu pedido de recuperação judicial em abril, convertendo um regime cautelar provisório em um instrumento jurídico definitivo para proteger seus ativos durante as negociações com credores. Já a SAF do Botafogo teve seu pedido aceito pela Justiça do Rio de Janeiro, reconhecendo um passivo total estimado em R$ 2,5 bilhões, com R$ 1,28 bilhão diretamente incluído no processo de recuperação. O clube enfrenta forte pressão financeira, incluindo pendências internacionais e sanções da Fifa.

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