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Conselho de Ética da Câmara adia decisão sobre quebra de decoro de deputados bolsonaristas em invasão da mesa diretora

Conselho de Ética adia votação de punição contra deputados por quebra de decoro em episódio na Câmara A análise de uma representação por quebra de decoro contra os deputados Marcos Pollon (PL-MS), Zé Trovão (PL-SC) e Marcel Van Hattem (Novo-RS) foi adiada no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados. Um pedido de vista apresentado pelo líder da oposição, deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB), suspendeu a deliberação do colegiado sobre o caso. Os parlamentares são investigados por sua participação em um episódio ocorrido em agosto do ano passado, quando invadiram a mesa diretora da Câmara, impedindo o presidente da Casa, Arthur Lira, de assumir sua cadeira no plenário. O ato foi um protesto contra a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro e em defesa da anistia a envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro. A decisão sobre as punições, que deverão ser aplicadas caso o colegiado vote pela procedência das representações, ficou para a próxima semana. O adiamento permite que os conselheiros analisem mais detalhadamente os argumentos e evidências apresentados. Relator defende suspensão de mandato por dois meses O relator do processo no Conselho de Ética, deputado Moses Rodrigues (União Brasil-CE), votou pela suspensão do mandato dos três parlamentares por dois meses. Ele argumentou que a Casa deve impor uma reprimenda severa para demonstrar que não tolera infrações dessa natureza. “Esta Casa deve impor reprimenda severa, para que fique claro que este Parlamento não tolera o cometimento de infrações dessa natureza”, defendeu o deputado Moses Rodrigues. Ele ressaltou que não se pode admitir que parlamentares tentem impor suas pautas por meio de chantagem física nos espaços de deliberação. Marcos Pollon responde a outra representação pelo mesmo episódio Marcos Pollon enfrenta uma segunda representação relacionada ao mesmo episódio de invasão da mesa diretora. Neste caso, o relator, deputado Ricardo Maia (MDB-BA), recomendou a suspensão do mandato de Pollon por 90 dias. Pollon é acusado, nesta outra representação da Mesa Diretora, de proferir ofensas de caráter pessoal contra Arthur Lira durante a ocupação do plenário. A investigação busca apurar a gravidade das condutas e a necessidade de sanções disciplinares.

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Cade abre investigação contra Gol e Latam por suspeita de alinhamento de preços em rotas aéreas no Brasil

Cade investiga possível formação de cartel entre Gol e Latam com suspeita de alinhamento de preços O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) instaurou, nesta terça-feira (28), um processo administrativo para investigar possíveis condutas anticoncorrenciais no mercado de transporte aéreo doméstico de passageiros. A investigação foca em suspeitas de alinhamento de preços entre as companhias aéreas Gol e Latam em rotas de grande relevância comercial. As apurações tiveram início em 2023, após uma representação do Ministério Público Federal (MPF) ao Cade. O MPF recebeu um ofício da Procuradoria da República no Rio de Janeiro, que apontou uma “enorme similaridade” nos valores cobrados pelas duas empresas para passagens na ponte aérea Rio de Janeiro-São Paulo. A Superintendência-Geral (SG) do Cade identificou “indícios robustos” de infração à ordem econômica, o que justificou o aprofundamento da investigação e a instauração do processo administrativo. Conforme divulgado pelo Cade, a análise técnica apontou para uma possível coordenação algorítmica. Ferramentas de precificação, ao processarem os mesmos dados de disponibilidade de voos e demanda de passageiros, poderiam estar estabilizando preços elevados, que não seriam sustentáveis em um cenário de plena rivalidade. Contratos com a mesma empresa de precificação sob suspeita Um dos pontos centrais da investigação é o fato de que Gol e Latam teriam firmado contratos com a mesma empresa especializada em precificação. Essa prática pode levar a uma redução da competição efetiva entre as companhias, já que algoritmos sofisticados permitem ajustes instantâneos ou quase instantâneos nas tarifas. O mercado aéreo é conhecido por sua alta transparência de preços, o que, segundo o Cade, aumenta o risco de alinhamento de estratégias comerciais. A equipe técnica do órgão antitruste ressalta que, em um mercado que se aproxima de um duopólio, mecanismos de precificação algorítmica podem levar à estabilização de preços acima do nível competitivo. Essa conclusão é reforçada por experimentos computacionais que indicam essa possibilidade. Próximos passos da investigação do Cade Com a instauração do processo administrativo, Gol e Latam serão notificadas para apresentar suas defesas no prazo de 30 dias. As companhias aéreas poderão produzir provas e indicar até três testemunhas para serem ouvidas pelo Cade. A decisão final sobre a existência de infração concorrencial caberá ao tribunal do órgão antitruste. Até o momento, tanto a Gol quanto a Latam não se manifestaram sobre as acusações. A investigação do Cade busca garantir a livre concorrência e proteger os consumidores de práticas que possam resultar em preços artificialmente elevados no setor aéreo. Alinhamento de preços: um risco para o consumidor A suspeita de alinhamento de preços, conhecida no jargão econômico como “conluio” ou “cartel”, é uma prática considerada grave por órgãos de defesa da concorrência. Quando empresas que competem em um mesmo mercado coordenam suas estratégias de precificação, o resultado direto para o consumidor é a **perda da opção de escolher o serviço com o melhor custo-benefício**, já que os preços tendem a se igualar em patamares mais altos. No setor aéreo, onde a competição por rotas e horários é intensa, a existência de um alinhamento artificial

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Cade Investiga Gol e Latam por Suspeita de Combinação de Preços em Rotas Aéreas Domésticas

Cade abre processo para investigar Gol e Latam por suspeita de combinação de preços O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), autarquia responsável por regular a economia no Brasil, iniciou um processo administrativo para investigar possíveis práticas anticompetitivas no mercado doméstico de transporte aéreo de passageiros. A investigação foca em indícios de combinação de preços em rotas operadas simultaneamente pela Gol e pela Latam. A Superintendência-Geral (SG) do Cade deu início a este escrutínio em 2023, analisando o uso de ferramentas de precificação e bases de dados de mercado por meio de técnicas avançadas de análise. O objetivo é determinar se o comportamento observado reflete uma concorrência independente ou uma precificação coordenada. Conforme informação divulgada pelo Cade, as apurações apontam um “padrão persistente” de semelhanças nos movimentos tarifários das companhias aéreas. A reportagem buscou as duas empresas para comentar o caso, e ambas repudiaram qualquer prática anticoncorrencial. A investigação ainda está em andamento e as empresas terão a oportunidade de apresentar suas defesas. Algoritmos sob Suspeita na Precificação de Passagens A análise do Cade buscou verificar se o comportamento de precificação das companhias era compatível com uma dinâmica de mercado independente ou se, ao contrário, refletia mecanismos de precificação homogênea. Essa homogeneidade poderia ser facilitada pelo uso de algoritmos e pelo compartilhamento de dados entre as empresas. A SG do Cade também examinou contratos firmados pelas companhias aéreas com fornecedores de softwares de precificação e sistemas de gestão de receita. A investigação identificou que essas ferramentas poderiam propiciar a troca de informações comercialmente sensíveis, o que, segundo o órgão, pode reduzir a “incerteza concorrencial do mercado” e ampliar a capacidade de coordenação entre as empresas. Mercados Concentrados e Riscos à Livre Concorrência O Cade destacou que em mercados já concentrados, como o de transporte aéreo, o uso convergente de algoritmos e infraestruturas comuns de dados pode elevar significativamente os riscos à livre concorrência. A alta transparência de informações, quando combinada com essas ferramentas, pode facilitar a coordenação de preços. Com a instauração do processo administrativo, a Gol e a Latam serão notificadas para apresentar suas defesas e indicar as provas que considerarem relevantes. É importante ressaltar que a abertura da investigação não representa um julgamento definitivo, assegurando o direito ao contraditório e o exame minucioso de todas as provas. A decisão final sobre a existência de condutas anticompetitivas caberá ao Tribunal do Cade. Posicionamento das Companhias Aéreas Em nota, a Gol informou ter apresentado todas as informações solicitadas pelo Cade e que continua à disposição do órgão. A companhia reiterou seu compromisso com a livre concorrência e a liberdade tarifária, negando e repudiando qualquer prática que fira esses princípios. A Latam, por sua vez, também repudiou categoricamente qualquer hipótese de postura contrária à livre concorrência, que considera um valor inegociável. A empresa reiterou que atua em conformidade com as melhores práticas de compliance, transparência e integridade.

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Morre Luciana Novaes, Vereadora que Transformou Dor de Bala Perdida em Legado de Luta pela Inclusão no Rio de Janeiro

Morre Luciana Novaes, vereadora tetraplégica que inspirou o Rio de Janeiro com sua luta pela inclusão A política carioca está de luto. Nesta segunda-feira (27), faleceu a vereadora Luciana Novaes (PT), aos 42 anos. Sua trajetória foi marcada de forma indelével por um trágico incidente em 2003, quando, aos 19 anos, foi atingida por uma bala perdida enquanto cursava enfermagem na Universidade Estácio de Sá, no Rio Comprido. Apesar de ter recebido um prognóstico de apenas 1% de chance de vida, Luciana Novaes demonstrou uma força extraordinária, superou o grave estado de saúde e adaptou-se à tetraplegia. Sua resiliência e determinação a levaram a trilhar novos caminhos, formando-se em Serviço Social e concluindo uma pós-graduação em Gestão Governamental. A notícia de sua morte gerou comoção na cidade, e seu legado, construído com base na superação e na defesa dos mais vulneráveis, ecoa como um exemplo de perseverança. A causa do falecimento não foi divulgada, mas a parlamentar enfrentava problemas de saúde desde o final do ano passado, conforme informação divulgada pela imprensa. Da Tetraplegia à Cadeira na Câmara: A Trajetória de Luta de Luciana Novaes A vida de Luciana Novaes mudou drasticamente em 2003, mas sua força de vontade a impulsionou a seguir em frente. Ela não apenas sobreviveu ao atentado que a deixou tetraplégica, mas também se reinventou. O foco em sua recuperação e em sua formação acadêmica a levou a se destacar. Em 2016, a vereadora Luciana Novaes foi eleita pela primeira vez para a Câmara Municipal do Rio de Janeiro, onde rapidamente se destacou como uma campeã de leis aprovadas em seu primeiro mandato. Sua atuação sempre foi voltada para a inclusão social e a defesa de grupos vulneráveis. Um Legado de Aproximadamente 200 Leis em Defesa dos Vulneráveis O trabalho legislativo de Luciana Novaes deixou uma marca significativa no Rio de Janeiro. Ao longo de sua carreira, ela foi responsável pela aprovação de **quase 200 leis**, com um forte foco na inclusão, na defesa das pessoas com deficiência, dos idosos e da população em situação de vulnerabilidade social. Mesmo durante a pandemia de COVID-19, em 2020, quando não pôde realizar campanha nas ruas por pertencer ao grupo de risco, Luciana Novaes obteve expressivos 16 mil votos, garantindo a primeira suplência. Em 2022, concorreu a deputada federal, conquistando mais de 31 mil votos e a segunda suplência do PT no Rio de Janeiro, retornando à Câmara Municipal do Rio em 2023. Repercussão e Homenagens: Um Exemplo de Superação e Propósito O presidente da Câmara Municipal do Rio de Janeiro, Carlo Caiado (PSD), manifestou profundo pesar pelo falecimento da vereadora. Ele destacou que Luciana Novaes foi uma mulher que **transformou a própria dor em propósito**, tornando sua trajetória um exemplo permanente de luta e resiliência. A atuação de Luciana Novaes em defesa dos direitos e da dignidade das pessoas mais necessitadas será lembrada como um marco. Sua partida deixa um vazio, mas seu legado de inclusão e sua inspiração pela superação continuarão a ecoar na política e na

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Emirados Árabes Unidos Chocam o Mercado e Anunciam Saída da Opep: O Que Isso Significa Para o Preço do Petróleo?

Emirados Árabes Unidos Deixam a Opep: Uma Decisão que Sacode o Mercado Global de Petróleo Em um anúncio surpreendente que ecoou pelos mercados financeiros globais, os Emirados Árabes Unidos confirmaram nesta terça-feira (28) que deixarão a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep). A saída oficial está marcada para a próxima sexta-feira, 1º de janeiro. A decisão, segundo o Ministério da Energia dos Emirados Árabes Unidos, foi resultado de uma **revisão abrangente** das políticas de produção e das capacidades atuais e futuras do país. O governo enfatizou que a medida visa atender ao **interesse nacional** e ao compromisso de contribuir para suprir as demandas urgentes do mercado de petróleo. Informações divulgadas pelo jornal The New York Times sugerem que as autoridades emiradenses vinham considerando essa saída há algum tempo. A principal motivação seria a percepção de que as **cotas de produção** estabelecidas pela Opep estariam restringindo de forma **injusta** suas exportações de petróleo, limitando seu potencial de mercado. Um Longo Histórico na Opep e o Contexto Atual Os Emirados Árabes Unidos são um membro de longa data da Opep, tendo ingressado na organização em 1967, apenas sete anos após a sua fundação. Durante décadas, o país desempenhou um papel significativo nas decisões do cartel. Em fevereiro, os Emirados Árabes Unidos se consolidaram como o **terceiro maior produtor de petróleo** dentro da Opep, ficando atrás apenas da Arábia Saudita e do Iraque, conforme dados da emissora CNBC. Desafios e Oportunidades no Mercado de Energia A saída dos Emirados Árabes Unidos ocorre em um período de **tensões e desafios** para a Opep. A organização tem enfrentado dificuldades em manter a estabilidade e a unidade entre seus membros, especialmente diante de eventos geopolíticos que afetam o fornecimento global de petróleo. A instabilidade na região do Golfo Pérsico, incluindo bloqueios e conflitos, adiciona uma camada extra de complexidade ao cenário energético mundial. A capacidade dos Emirados Árabes Unidos de gerenciar sua produção de forma independente pode trazer novas dinâmicas para o mercado. A **flexibilidade** para ajustar a oferta sem as amarras das cotas da Opep pode permitir ao país responder de maneira mais ágil às flutuações de demanda e aos preços internacionais, buscando maximizar seus ganhos e sua influência no setor. Impacto nos Preços Globais do Petróleo A decisão dos Emirados Árabes Unidos de deixar a Opep levanta questionamentos sobre o futuro dos preços do petróleo. Sem a participação de um de seus maiores produtores, a capacidade da Opep de gerenciar a oferta global pode ser afetada. Analistas de mercado monitoram de perto como essa saída impactará a **dinâmica entre oferta e demanda**, e consequentemente, os valores do barril de petróleo nos próximos meses e anos. A comunicação oficial do Ministério da Energia dos Emirados Árabes Unidos ressalta o compromisso do país em atender às necessidades urgentes do mercado. Contudo, a forma como essa contribuição será realizada fora do guarda-chuva da Opep ainda é um ponto de atenção para o setor. A busca por **estabilidade e previsibilidade** nos mercados de energia global continua sendo

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Pé-de-Meia: Bilhões Investidos Não Freiam Evasão Escolar no Ensino Médio, Dados Preocupam

Pé-de-Meia: A Promessa e a Realidade da Luta Contra a Evasão Escolar O programa Pé-de-Meia foi lançado em 2024 com a meta ambiciosa de combater a evasão escolar no ensino médio, um desafio histórico para a educação brasileira. A iniciativa visa amparar jovens de baixa renda através de incentivos financeiros diretos, buscando mantê-los engajados nos estudos. Ao todo, mais de 4 milhões de estudantes são beneficiados, recebendo valores que incluem bônus de matrícula, parcelas mensais condicionadas à frequência e premiações por conclusão de ano e participação no Enem. O potencial de recebimento por aluno pode chegar a R$ 9.200 ao final do ciclo. Contudo, após pouco mais de um ano de implementação, as evidências disponíveis e as análises de especialistas apontam para um cenário preocupante: o problema da evasão escolar parece permanecer praticamente inalterado, levantando questionamentos sobre a eficácia do programa. Conforme informações divulgadas, os dados ainda não demonstram uma reversão significativa no quadro, conforme fontes ouvidas pela Gazeta do Povo. Governo Aponta Queda na Evasão, Especialistas Pedem Cautela O Ministério da Educação (MEC) chegou a divulgar um levantamento administrativo em março, indicando uma suposta queda de 43% no abandono escolar entre os beneficiários do Pé-de-Meia, de 6,4% em 2024 para 3,6% em 2025. A pasta também citou uma redução de 33% na taxa de reprovação. No entanto, especialistas alertam que esses números ainda carecem de validação por estudos acadêmicos independentes. A metodologia empregada, especialmente no que se refere a um controle comparativo com alunos de perfil semelhante fora do programa, não foi detalhada de forma clara, gerando dúvidas sobre a robustez das conclusões apresentadas. Dados Amplos Revelam Retração no Ensino Médio Em contraste com os dados apresentados pelo MEC, o Censo Escolar de 2025, divulgado em fevereiro, revela um quadro mais desafiador. O levantamento registrou uma queda de 1,08 milhão de matrículas na educação básica em relação ao ano anterior, totalizando 46,0 milhões de alunos. A situação é ainda mais crítica no ensino médio, onde a retração foi de 5,4%. O número de matrículas caiu de 7,79 milhões em 2024 para 7,37 milhões em 2025, atingindo o menor patamar em aproximadamente uma década. Essa redução, embora não signifique diretamente evasão, é um forte indicador da dificuldade de permanência nessa etapa de ensino. Avaliações Indicam Limites e Desafios Estruturais Mesmo avaliações mais otimistas sobre o Pé-de-Meia apontam limitações. Um estudo do Insper estima que o programa possa reduzir a evasão de 26,4% para 19,9%, o que significa manter na escola cerca de um em cada quatro alunos que abandonariam os estudos. Contudo, a pesquisa ressalta que a política sozinha não é suficiente e que seus efeitos dependem da implementação. Sergio Werlang, professor de Economia da FGV, afirma que ainda não há base empírica para comprovar um impacto mensurável do Pé-de-Meia. Ele destaca que, embora o programa siga modelos internacionais de sucesso, é muito recente e o cenário educacional tem passado por muitas mudanças, com falta de estudos sistemáticos sobre o tema. André Portela, especialista em Economia da Educação, avalia que

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Alerta Máximo: Israel ordena evacuação de 16 cidades no sul do Líbano em meio a tensões crescentes com Hezbollah

Israel exige saída imediata de milhares de civis libaneses em 16 cidades do sul, elevando o risco de escalada com o Hezbollah. O Exército de Israel emitiu um novo e urgente alerta de evacuação nesta terça-feira (28) para 16 cidades e vilarejos localizados no sul do Líbano. As ordens determinam que os residentes deixem suas casas imediatamente e se dirijam para a região de Sidon, em um movimento que aumenta a tensão na fronteira. A ofensiva israelense, justificada por supostas violações do cessar-fogo pelo Hezbollah, acontece em um momento de retórica acirrada. O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, advertiu que o grupo armado está “brincando com fogo” e pode arrastar o Líbano para uma “catástrofe”. A situação humanitária é preocupante, com relatos de destruição de cidades e o impedimento do retorno de moradores. O Itamaraty confirmou a trágica morte de dois brasileiros, mãe e filho, em ataques recentes, elevando o número de vítimas no Líbano para mais de 2.500 mortos e 7.800 feridos, segundo o governo libanês. Conforme informações divulgadas pelo Exército de Israel e fontes libanesas, a situação reflete a complexidade do conflito regional. Tensões na Fronteira e Acusações Mútuas A decisão de Israel de ordenar a evacuação de 16 cidades libanesas ocorre em meio a alegações recorrentes de violação do cessar-fogo por parte do Hezbollah. Tel Aviv afirma que se reserva o direito de agir contra “ataques planejados, iminentes ou em andamento”, mesmo após a trégua estabelecida em 17 de abril. O Exército israelense tem realizado ataques no Líbano desde então, ocupando parte do território sul. Por outro lado, o Hezbollah, com apoio do Irã, defende seu “direito de resistir” à ocupação israelense. A organização nega as acusações de violação do cessar-fogo e mantém sua posição de confronto na região fronteiriça. Essa troca de acusações intensifica o clima de instabilidade. Impacto Humanitário e Vítimas Brasileiras A ofensiva israelense já causou um impacto significativo na vida dos civis libaneses. Moradores foram alertados a não retornarem às suas casas, e tropas israelenses permanecem posicionadas em uma faixa de 5 a 10 km ao longo da fronteira. A organização Médicos Sem Fronteiras condenou a destruição de cidades inteiras, que impediu o retorno de habitantes a cerca de 55 vilarejos. O conflito resultou na morte de dois cidadãos brasileiros, uma mãe e seu filho, em ataques ocorridos no domingo (26), conforme confirmado pelo Itamaraty. O Líbano, de acordo com seu governo, contabiliza um total de 2.521 mortos e mais de 7.800 feridos desde o início da escalada. Esses números evidenciam a grave crise humanitária em curso. Busca por Negociações e Resistência do Hezbollah Em meio à escalada militar, o presidente do Líbano, Joseph Aoun, tem defendido a abertura de negociações diretas com Israel para pôr fim à ofensiva. O objetivo seria interromper os ataques, retirar as tropas israelenses do território libanês e posicionar forças locais ao longo da fronteira. No entanto, o Hezbollah se opõe veementemente a essas conversas, mantendo sua postura de resistência. Essa divergência interna no Líbano adiciona

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Raiva contra Trump levou homem a cruzar EUA e atacar evento, dizem autoridades com base em textos

Ataque em Washington: Raiva contra Trump teria motivado viagem e ação de suspeito Um homem de 31 anos, identificado como Cole Tomas Allen, teria viajado da Califórnia a Washington com a intenção de cometer um ataque político, motivado por uma profunda raiva contra o presidente Donald Trump. A informação, segundo dois altos funcionários de segurança, baseia-se em textos atribuídos a Allen, que detalhariam seu plano e motivações. O suspeito, que está sob custódia, é acusado de romper a barreira de segurança e abrir fogo nos arredores do jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca. As autoridades afirmam que Allen buscava atingir membros do governo Trump, demonstrando indignação com políticas adotadas pela administração. A narrativa contrasta fortemente com a imagem que Allen projetava em seu círculo social e profissional. Colegas de trabalho, alunos e vizinhos o descrevem como um indivíduo tranquilo e comum, tornando o ato de violência política ainda mais chocante e difícil de conciliar com sua persona. Conforme informações divulgadas por autoridades de segurança, Cole Tomas Allen, de 31 anos e residente em Torrance, Califórnia, é o principal suspeito de ter orquestrado um ataque em Washington. Ele deve responder a múltiplas acusações em uma audiência agendada para esta segunda-feira, após ter, segundo relatos, atravessado os Estados Unidos de costa a costa. Textos revelam plano sombrio e motivações políticas Os textos atribuídos a Allen, compartilhados com a imprensa por agentes que pediram anonimato, revelam um conflito interno. Em algumas passagens, o suspeito expressa remorso por ter enganado amigos e familiares, mas em outras, demonstra forte indignação contra as políticas da Casa Branca. Ele teria feito referência a acusações de conduta sexual imprópria, afirmando não estar mais disposto a permitir que um “traidor manche minhas mãos com seus crimes”, uma aparente alusão a Donald Trump, embora o nome do presidente não seja citado nominalmente. Busca por alvos no governo Trump Nos escritos, Allen indica que seu objetivo ao ir ao hotel onde ocorria o evento era encontrar integrantes do governo Trump. Um trecho citado pelas autoridades diz: “Autoridades do governo (com exceção do sr. Patel): eles são alvos, priorizados do mais alto escalão ao mais baixo”, aparentemente em referência a Kash Patel, diretor do FBI, embora o motivo da citação nominal não esteja claro. Os agentes que compartilharam os escritos com a imprensa não estavam autorizados a falar publicamente sobre o caso. Vida comum em contraste com ato de violência O suspeito, que não teve o nome divulgado oficialmente pelas autoridades até a publicação desta matéria, era descrito por vizinhos, ex-colegas e alunos como alguém “totalmente comum”. Max Harris, um aluno que teve aulas particulares com Allen, expressou seu espanto: “Eu nunca imaginaria algo assim vindo de um cara como ele”. Allen atuava como tutor na C2 Education, empresa que divulgou nota afirmando cooperar com as investigações e declarando que “a violência nunca é a resposta”. Histórico acadêmico e compra de armas Allen era registrado como eleitor “sem preferência partidária”, ou seja, independente. Seu único registro de doação política pública

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Venda de Mina Brasileira Acirra Disputa EUA x China e Chega ao STF: Entenda a Guerra dos Minerais Estratégicos

Venda de Mina Brasileira: EUA vs. China no STF por Minerais Estratégicos A aquisição da mineradora brasileira Serra Verde pela americana USA Rare Earth, em um negócio de US$ 2,8 bilhões, acendeu um novo capítulo na disputa tecnológica entre Estados Unidos e China. A operação, anunciada recentemente, não apenas movimentou o setor mineral brasileiro, mas também chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF), com partidos políticos buscando a suspensão do acordo. O movimento estratégico dos EUA visa quebrar a hegemonia chinesa no fornecimento de elementos de terras raras, essenciais para tecnologias de ponta, como veículos elétricos e equipamentos militares. A Serra Verde, única produtora comercial de terras raras fora da Ásia, possui minerais de argila iônica cruciais para a fabricação de ímãs de alta potência. A participação direta do governo americano, com um aporte de US$ 565 milhões da agência DFC à Serra Verde como parte do “Project Vault”, sinaliza a importância estratégica do ativo para a segurança energética dos EUA. O Brasil detém a segunda maior reserva mundial desses minerais, com 21 milhões de toneladas, atrás apenas da China, que domina cerca de 70% da produção global e mais de 90% do refino, o principal gargalo da cadeia produtiva. Brasil na Mira da Geopolítica dos Minerais Críticos A aquisição da Serra Verde pela USA Rare Earth insere o Brasil na estratégia ocidental de diversificar fontes de minerais críticos, afastando-se da dependência chinesa. No entanto, especialistas alertam para os riscos de o país se manter como mero fornecedor de matéria-prima. Luiz Carlos Adami, especialista em Direito da Mineração, expressa preocupação com a “periferização” do Brasil na cadeia de valor. “O Brasil está se integrando à política industrial estrangeira, e embora o capital traga previsibilidade de demanda, o centro de decisão e a captura de valor acabam deslocados para fora do país”, afirma Adami. Ele ressalta que sem contrapartidas claras para instalação de capacidade de processamento no Brasil, o país pode “estar apenas entregando o controle de um dos seus ativos mais valiosos para o século XXI”. A Importância Estratégica dos Elementos de Terras Raras Elementos de terras raras são fundamentais para a produção de ímãs de alta potência, utilizados em motores de carros elétricos, turbinas eólicas, drones e equipamentos militares avançados. A China, maior produtora mundial, já demonstrou seu poder ao restringir exportações, evidenciando a necessidade de países como os EUA buscarem alternativas para garantir sua segurança nacional e tecnológica. O Brasil, com vastas reservas, tem o potencial de se tornar um player importante nesse mercado. Contudo, a falta de uma política industrial robusta para minerais críticos pode limitar os benefícios econômicos, mantendo o país na exportação de matéria-prima sem agregar valor através do refino e da metalurgia, etapas cruciais e de alta tecnologia. Ação no STF e Debates sobre Soberania Nacional A venda da Serra Verde motivou a entrada de uma Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) no STF pelo partido Rede Sustentabilidade e pela deputada Heloisa Helena. O partido alega que o negócio fere a soberania nacional e

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Tragédia no Líbano: Mãe e Filho Brasileiros Morrem em Ataque de Israel; Itamaraty Condena Violações ao Cessar-Fogo

Mãe e filho brasileiros morrem em ataque de Israel no Líbano, diz Itamaraty O governo brasileiro confirmou nesta segunda-feira (27) a morte de uma mãe e seu filho, ambos cidadãos brasileiros, em decorrência de ataques de Israel no Líbano ocorridos no domingo (26). O pai da família, de nacionalidade libanesa, também foi vítima fatal. Outro filho do casal, também brasileiro, encontra-se hospitalizado. A notícia foi divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores, o Itamaraty, que emitiu uma nota expressando profundas condolências à família enlutada e condenando veementemente o ataque. A pasta ressaltou que o ocorrido representa mais uma violação inaceitável ao cessar-fogo anunciado em 16 de abril. Segundo o Itamaraty, as violações ao cessar-fogo já resultaram na morte de dezenas de civis libaneses, incluindo mulheres e crianças, além de uma jornalista e dois integrantes franceses da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (Unifil). As vítimas brasileiras seriam as primeiras a morrer desde o início do conflito. Conflito se arrasta e trégua é fragilizada O conflito entre Líbano e Israel, que oficialmente estariam sob um cessar-fogo, tem sido marcado por combates contínuos desde que o Hezbollah iniciou ataques contra Israel em apoio ao Irã. O Irã, por sua vez, tem sido alvo de ofensivas dos Estados Unidos e de Israel desde o final de fevereiro. As negociações para uma resolução do conflito, que já completou dois meses, enfrentam dificuldades. A trégua atual não conseguiu resolver os bloqueios no estreito de Hormuz, operados tanto pelos EUA quanto pelo Irã. Ambos os lados buscam pressionar o rival para obter concessões. Nesta segunda-feira, o Irã culpou Washington pelo fracasso das negociações e enviou seu chefe da diplomacia, Abbas Araghchi, para se reunir com Vladimir Putin em Moscou. O líder russo afirmou que fará tudo o que servir aos “interesses de todos os povos da região para garantir que a paz seja alcançada o mais rapidamente possível”. Brasil condena ataques e pede cumprimento de resoluções da ONU O Brasil reiterou sua mais veemente condenação a todos os ataques perpetrados durante a vigência do cessar-fogo, tanto por parte das forças israelenses quanto do Hezbollah. A nota do Itamaraty também condenou as “demolições sistemáticas de residências e de outras estruturas civis no sul do Líbano” pelas forças israelenses, e o consequente deslocamento forçado de mais de um milhão de libaneses. O ministério enfatizou a importância do cumprimento da resolução do Conselho de Segurança da ONU de 2006, que encerrou a guerra entre Israel e Hezbollah. O texto da nota declara que o Brasil expressa sinceras condolências aos familiares das vítimas. Israel alega necessidade de segurança e EUA mediam trégua O porta-voz em língua árabe do Exército israelense, coronel Avichay Adraee, afirmou em rede social que, em vista da violação do acordo de cessar-fogo pelo Hezbollah, as Forças Armadas de Israel são obrigadas a tomar “medidas decisivas”. Ele listou sete vilarejos ao sul do rio Litani como alvos. O primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, declarou em reunião de gabinete que a “segurança de Israel, a segurança de nossos soldados,

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Conselho de Ética da Câmara adia decisão sobre quebra de decoro de deputados bolsonaristas em invasão da mesa diretora

Conselho de Ética adia votação de punição contra deputados por quebra de decoro em episódio na Câmara A análise de uma representação por quebra de decoro contra os deputados Marcos Pollon (PL-MS), Zé Trovão (PL-SC) e Marcel Van Hattem (Novo-RS) foi adiada no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados. Um pedido de vista apresentado pelo líder da oposição, deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB), suspendeu a deliberação do colegiado sobre o caso. Os parlamentares são investigados por sua participação em um episódio ocorrido em agosto do ano passado, quando invadiram a mesa diretora da Câmara, impedindo o presidente da Casa, Arthur Lira, de assumir sua cadeira no plenário. O ato foi um protesto contra a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro e em defesa da anistia a envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro. A decisão sobre as punições, que deverão ser aplicadas caso o colegiado vote pela procedência das representações, ficou para a próxima semana. O adiamento permite que os conselheiros analisem mais detalhadamente os argumentos e evidências apresentados. Relator defende suspensão de mandato por dois meses O relator do processo no Conselho de Ética, deputado Moses Rodrigues (União Brasil-CE), votou pela suspensão do mandato dos três parlamentares por dois meses. Ele argumentou que a Casa deve impor uma reprimenda severa para demonstrar que não tolera infrações dessa natureza. “Esta Casa deve impor reprimenda severa, para que fique claro que este Parlamento não tolera o cometimento de infrações dessa natureza”, defendeu o deputado Moses Rodrigues. Ele ressaltou que não se pode admitir que parlamentares tentem impor suas pautas por meio de chantagem física nos espaços de deliberação. Marcos Pollon responde a outra representação pelo mesmo episódio Marcos Pollon enfrenta uma segunda representação relacionada ao mesmo episódio de invasão da mesa diretora. Neste caso, o relator, deputado Ricardo Maia (MDB-BA), recomendou a suspensão do mandato de Pollon por 90 dias. Pollon é acusado, nesta outra representação da Mesa Diretora, de proferir ofensas de caráter pessoal contra Arthur Lira durante a ocupação do plenário. A investigação busca apurar a gravidade das condutas e a necessidade de sanções disciplinares.

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Cade abre investigação contra Gol e Latam por suspeita de alinhamento de preços em rotas aéreas no Brasil

Cade investiga possível formação de cartel entre Gol e Latam com suspeita de alinhamento de preços O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) instaurou, nesta terça-feira (28), um processo administrativo para investigar possíveis condutas anticoncorrenciais no mercado de transporte aéreo doméstico de passageiros. A investigação foca em suspeitas de alinhamento de preços entre as companhias aéreas Gol e Latam em rotas de grande relevância comercial. As apurações tiveram início em 2023, após uma representação do Ministério Público Federal (MPF) ao Cade. O MPF recebeu um ofício da Procuradoria da República no Rio de Janeiro, que apontou uma “enorme similaridade” nos valores cobrados pelas duas empresas para passagens na ponte aérea Rio de Janeiro-São Paulo. A Superintendência-Geral (SG) do Cade identificou “indícios robustos” de infração à ordem econômica, o que justificou o aprofundamento da investigação e a instauração do processo administrativo. Conforme divulgado pelo Cade, a análise técnica apontou para uma possível coordenação algorítmica. Ferramentas de precificação, ao processarem os mesmos dados de disponibilidade de voos e demanda de passageiros, poderiam estar estabilizando preços elevados, que não seriam sustentáveis em um cenário de plena rivalidade. Contratos com a mesma empresa de precificação sob suspeita Um dos pontos centrais da investigação é o fato de que Gol e Latam teriam firmado contratos com a mesma empresa especializada em precificação. Essa prática pode levar a uma redução da competição efetiva entre as companhias, já que algoritmos sofisticados permitem ajustes instantâneos ou quase instantâneos nas tarifas. O mercado aéreo é conhecido por sua alta transparência de preços, o que, segundo o Cade, aumenta o risco de alinhamento de estratégias comerciais. A equipe técnica do órgão antitruste ressalta que, em um mercado que se aproxima de um duopólio, mecanismos de precificação algorítmica podem levar à estabilização de preços acima do nível competitivo. Essa conclusão é reforçada por experimentos computacionais que indicam essa possibilidade. Próximos passos da investigação do Cade Com a instauração do processo administrativo, Gol e Latam serão notificadas para apresentar suas defesas no prazo de 30 dias. As companhias aéreas poderão produzir provas e indicar até três testemunhas para serem ouvidas pelo Cade. A decisão final sobre a existência de infração concorrencial caberá ao tribunal do órgão antitruste. Até o momento, tanto a Gol quanto a Latam não se manifestaram sobre as acusações. A investigação do Cade busca garantir a livre concorrência e proteger os consumidores de práticas que possam resultar em preços artificialmente elevados no setor aéreo. Alinhamento de preços: um risco para o consumidor A suspeita de alinhamento de preços, conhecida no jargão econômico como “conluio” ou “cartel”, é uma prática considerada grave por órgãos de defesa da concorrência. Quando empresas que competem em um mesmo mercado coordenam suas estratégias de precificação, o resultado direto para o consumidor é a **perda da opção de escolher o serviço com o melhor custo-benefício**, já que os preços tendem a se igualar em patamares mais altos. No setor aéreo, onde a competição por rotas e horários é intensa, a existência de um alinhamento artificial

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Cade Investiga Gol e Latam por Suspeita de Combinação de Preços em Rotas Aéreas Domésticas

Cade abre processo para investigar Gol e Latam por suspeita de combinação de preços O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), autarquia responsável por regular a economia no Brasil, iniciou um processo administrativo para investigar possíveis práticas anticompetitivas no mercado doméstico de transporte aéreo de passageiros. A investigação foca em indícios de combinação de preços em rotas operadas simultaneamente pela Gol e pela Latam. A Superintendência-Geral (SG) do Cade deu início a este escrutínio em 2023, analisando o uso de ferramentas de precificação e bases de dados de mercado por meio de técnicas avançadas de análise. O objetivo é determinar se o comportamento observado reflete uma concorrência independente ou uma precificação coordenada. Conforme informação divulgada pelo Cade, as apurações apontam um “padrão persistente” de semelhanças nos movimentos tarifários das companhias aéreas. A reportagem buscou as duas empresas para comentar o caso, e ambas repudiaram qualquer prática anticoncorrencial. A investigação ainda está em andamento e as empresas terão a oportunidade de apresentar suas defesas. Algoritmos sob Suspeita na Precificação de Passagens A análise do Cade buscou verificar se o comportamento de precificação das companhias era compatível com uma dinâmica de mercado independente ou se, ao contrário, refletia mecanismos de precificação homogênea. Essa homogeneidade poderia ser facilitada pelo uso de algoritmos e pelo compartilhamento de dados entre as empresas. A SG do Cade também examinou contratos firmados pelas companhias aéreas com fornecedores de softwares de precificação e sistemas de gestão de receita. A investigação identificou que essas ferramentas poderiam propiciar a troca de informações comercialmente sensíveis, o que, segundo o órgão, pode reduzir a “incerteza concorrencial do mercado” e ampliar a capacidade de coordenação entre as empresas. Mercados Concentrados e Riscos à Livre Concorrência O Cade destacou que em mercados já concentrados, como o de transporte aéreo, o uso convergente de algoritmos e infraestruturas comuns de dados pode elevar significativamente os riscos à livre concorrência. A alta transparência de informações, quando combinada com essas ferramentas, pode facilitar a coordenação de preços. Com a instauração do processo administrativo, a Gol e a Latam serão notificadas para apresentar suas defesas e indicar as provas que considerarem relevantes. É importante ressaltar que a abertura da investigação não representa um julgamento definitivo, assegurando o direito ao contraditório e o exame minucioso de todas as provas. A decisão final sobre a existência de condutas anticompetitivas caberá ao Tribunal do Cade. Posicionamento das Companhias Aéreas Em nota, a Gol informou ter apresentado todas as informações solicitadas pelo Cade e que continua à disposição do órgão. A companhia reiterou seu compromisso com a livre concorrência e a liberdade tarifária, negando e repudiando qualquer prática que fira esses princípios. A Latam, por sua vez, também repudiou categoricamente qualquer hipótese de postura contrária à livre concorrência, que considera um valor inegociável. A empresa reiterou que atua em conformidade com as melhores práticas de compliance, transparência e integridade.

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Morre Luciana Novaes, Vereadora que Transformou Dor de Bala Perdida em Legado de Luta pela Inclusão no Rio de Janeiro

Morre Luciana Novaes, vereadora tetraplégica que inspirou o Rio de Janeiro com sua luta pela inclusão A política carioca está de luto. Nesta segunda-feira (27), faleceu a vereadora Luciana Novaes (PT), aos 42 anos. Sua trajetória foi marcada de forma indelével por um trágico incidente em 2003, quando, aos 19 anos, foi atingida por uma bala perdida enquanto cursava enfermagem na Universidade Estácio de Sá, no Rio Comprido. Apesar de ter recebido um prognóstico de apenas 1% de chance de vida, Luciana Novaes demonstrou uma força extraordinária, superou o grave estado de saúde e adaptou-se à tetraplegia. Sua resiliência e determinação a levaram a trilhar novos caminhos, formando-se em Serviço Social e concluindo uma pós-graduação em Gestão Governamental. A notícia de sua morte gerou comoção na cidade, e seu legado, construído com base na superação e na defesa dos mais vulneráveis, ecoa como um exemplo de perseverança. A causa do falecimento não foi divulgada, mas a parlamentar enfrentava problemas de saúde desde o final do ano passado, conforme informação divulgada pela imprensa. Da Tetraplegia à Cadeira na Câmara: A Trajetória de Luta de Luciana Novaes A vida de Luciana Novaes mudou drasticamente em 2003, mas sua força de vontade a impulsionou a seguir em frente. Ela não apenas sobreviveu ao atentado que a deixou tetraplégica, mas também se reinventou. O foco em sua recuperação e em sua formação acadêmica a levou a se destacar. Em 2016, a vereadora Luciana Novaes foi eleita pela primeira vez para a Câmara Municipal do Rio de Janeiro, onde rapidamente se destacou como uma campeã de leis aprovadas em seu primeiro mandato. Sua atuação sempre foi voltada para a inclusão social e a defesa de grupos vulneráveis. Um Legado de Aproximadamente 200 Leis em Defesa dos Vulneráveis O trabalho legislativo de Luciana Novaes deixou uma marca significativa no Rio de Janeiro. Ao longo de sua carreira, ela foi responsável pela aprovação de **quase 200 leis**, com um forte foco na inclusão, na defesa das pessoas com deficiência, dos idosos e da população em situação de vulnerabilidade social. Mesmo durante a pandemia de COVID-19, em 2020, quando não pôde realizar campanha nas ruas por pertencer ao grupo de risco, Luciana Novaes obteve expressivos 16 mil votos, garantindo a primeira suplência. Em 2022, concorreu a deputada federal, conquistando mais de 31 mil votos e a segunda suplência do PT no Rio de Janeiro, retornando à Câmara Municipal do Rio em 2023. Repercussão e Homenagens: Um Exemplo de Superação e Propósito O presidente da Câmara Municipal do Rio de Janeiro, Carlo Caiado (PSD), manifestou profundo pesar pelo falecimento da vereadora. Ele destacou que Luciana Novaes foi uma mulher que **transformou a própria dor em propósito**, tornando sua trajetória um exemplo permanente de luta e resiliência. A atuação de Luciana Novaes em defesa dos direitos e da dignidade das pessoas mais necessitadas será lembrada como um marco. Sua partida deixa um vazio, mas seu legado de inclusão e sua inspiração pela superação continuarão a ecoar na política e na

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Emirados Árabes Unidos Chocam o Mercado e Anunciam Saída da Opep: O Que Isso Significa Para o Preço do Petróleo?

Emirados Árabes Unidos Deixam a Opep: Uma Decisão que Sacode o Mercado Global de Petróleo Em um anúncio surpreendente que ecoou pelos mercados financeiros globais, os Emirados Árabes Unidos confirmaram nesta terça-feira (28) que deixarão a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep). A saída oficial está marcada para a próxima sexta-feira, 1º de janeiro. A decisão, segundo o Ministério da Energia dos Emirados Árabes Unidos, foi resultado de uma **revisão abrangente** das políticas de produção e das capacidades atuais e futuras do país. O governo enfatizou que a medida visa atender ao **interesse nacional** e ao compromisso de contribuir para suprir as demandas urgentes do mercado de petróleo. Informações divulgadas pelo jornal The New York Times sugerem que as autoridades emiradenses vinham considerando essa saída há algum tempo. A principal motivação seria a percepção de que as **cotas de produção** estabelecidas pela Opep estariam restringindo de forma **injusta** suas exportações de petróleo, limitando seu potencial de mercado. Um Longo Histórico na Opep e o Contexto Atual Os Emirados Árabes Unidos são um membro de longa data da Opep, tendo ingressado na organização em 1967, apenas sete anos após a sua fundação. Durante décadas, o país desempenhou um papel significativo nas decisões do cartel. Em fevereiro, os Emirados Árabes Unidos se consolidaram como o **terceiro maior produtor de petróleo** dentro da Opep, ficando atrás apenas da Arábia Saudita e do Iraque, conforme dados da emissora CNBC. Desafios e Oportunidades no Mercado de Energia A saída dos Emirados Árabes Unidos ocorre em um período de **tensões e desafios** para a Opep. A organização tem enfrentado dificuldades em manter a estabilidade e a unidade entre seus membros, especialmente diante de eventos geopolíticos que afetam o fornecimento global de petróleo. A instabilidade na região do Golfo Pérsico, incluindo bloqueios e conflitos, adiciona uma camada extra de complexidade ao cenário energético mundial. A capacidade dos Emirados Árabes Unidos de gerenciar sua produção de forma independente pode trazer novas dinâmicas para o mercado. A **flexibilidade** para ajustar a oferta sem as amarras das cotas da Opep pode permitir ao país responder de maneira mais ágil às flutuações de demanda e aos preços internacionais, buscando maximizar seus ganhos e sua influência no setor. Impacto nos Preços Globais do Petróleo A decisão dos Emirados Árabes Unidos de deixar a Opep levanta questionamentos sobre o futuro dos preços do petróleo. Sem a participação de um de seus maiores produtores, a capacidade da Opep de gerenciar a oferta global pode ser afetada. Analistas de mercado monitoram de perto como essa saída impactará a **dinâmica entre oferta e demanda**, e consequentemente, os valores do barril de petróleo nos próximos meses e anos. A comunicação oficial do Ministério da Energia dos Emirados Árabes Unidos ressalta o compromisso do país em atender às necessidades urgentes do mercado. Contudo, a forma como essa contribuição será realizada fora do guarda-chuva da Opep ainda é um ponto de atenção para o setor. A busca por **estabilidade e previsibilidade** nos mercados de energia global continua sendo

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Pé-de-Meia: Bilhões Investidos Não Freiam Evasão Escolar no Ensino Médio, Dados Preocupam

Pé-de-Meia: A Promessa e a Realidade da Luta Contra a Evasão Escolar O programa Pé-de-Meia foi lançado em 2024 com a meta ambiciosa de combater a evasão escolar no ensino médio, um desafio histórico para a educação brasileira. A iniciativa visa amparar jovens de baixa renda através de incentivos financeiros diretos, buscando mantê-los engajados nos estudos. Ao todo, mais de 4 milhões de estudantes são beneficiados, recebendo valores que incluem bônus de matrícula, parcelas mensais condicionadas à frequência e premiações por conclusão de ano e participação no Enem. O potencial de recebimento por aluno pode chegar a R$ 9.200 ao final do ciclo. Contudo, após pouco mais de um ano de implementação, as evidências disponíveis e as análises de especialistas apontam para um cenário preocupante: o problema da evasão escolar parece permanecer praticamente inalterado, levantando questionamentos sobre a eficácia do programa. Conforme informações divulgadas, os dados ainda não demonstram uma reversão significativa no quadro, conforme fontes ouvidas pela Gazeta do Povo. Governo Aponta Queda na Evasão, Especialistas Pedem Cautela O Ministério da Educação (MEC) chegou a divulgar um levantamento administrativo em março, indicando uma suposta queda de 43% no abandono escolar entre os beneficiários do Pé-de-Meia, de 6,4% em 2024 para 3,6% em 2025. A pasta também citou uma redução de 33% na taxa de reprovação. No entanto, especialistas alertam que esses números ainda carecem de validação por estudos acadêmicos independentes. A metodologia empregada, especialmente no que se refere a um controle comparativo com alunos de perfil semelhante fora do programa, não foi detalhada de forma clara, gerando dúvidas sobre a robustez das conclusões apresentadas. Dados Amplos Revelam Retração no Ensino Médio Em contraste com os dados apresentados pelo MEC, o Censo Escolar de 2025, divulgado em fevereiro, revela um quadro mais desafiador. O levantamento registrou uma queda de 1,08 milhão de matrículas na educação básica em relação ao ano anterior, totalizando 46,0 milhões de alunos. A situação é ainda mais crítica no ensino médio, onde a retração foi de 5,4%. O número de matrículas caiu de 7,79 milhões em 2024 para 7,37 milhões em 2025, atingindo o menor patamar em aproximadamente uma década. Essa redução, embora não signifique diretamente evasão, é um forte indicador da dificuldade de permanência nessa etapa de ensino. Avaliações Indicam Limites e Desafios Estruturais Mesmo avaliações mais otimistas sobre o Pé-de-Meia apontam limitações. Um estudo do Insper estima que o programa possa reduzir a evasão de 26,4% para 19,9%, o que significa manter na escola cerca de um em cada quatro alunos que abandonariam os estudos. Contudo, a pesquisa ressalta que a política sozinha não é suficiente e que seus efeitos dependem da implementação. Sergio Werlang, professor de Economia da FGV, afirma que ainda não há base empírica para comprovar um impacto mensurável do Pé-de-Meia. Ele destaca que, embora o programa siga modelos internacionais de sucesso, é muito recente e o cenário educacional tem passado por muitas mudanças, com falta de estudos sistemáticos sobre o tema. André Portela, especialista em Economia da Educação, avalia que

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Alerta Máximo: Israel ordena evacuação de 16 cidades no sul do Líbano em meio a tensões crescentes com Hezbollah

Israel exige saída imediata de milhares de civis libaneses em 16 cidades do sul, elevando o risco de escalada com o Hezbollah. O Exército de Israel emitiu um novo e urgente alerta de evacuação nesta terça-feira (28) para 16 cidades e vilarejos localizados no sul do Líbano. As ordens determinam que os residentes deixem suas casas imediatamente e se dirijam para a região de Sidon, em um movimento que aumenta a tensão na fronteira. A ofensiva israelense, justificada por supostas violações do cessar-fogo pelo Hezbollah, acontece em um momento de retórica acirrada. O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, advertiu que o grupo armado está “brincando com fogo” e pode arrastar o Líbano para uma “catástrofe”. A situação humanitária é preocupante, com relatos de destruição de cidades e o impedimento do retorno de moradores. O Itamaraty confirmou a trágica morte de dois brasileiros, mãe e filho, em ataques recentes, elevando o número de vítimas no Líbano para mais de 2.500 mortos e 7.800 feridos, segundo o governo libanês. Conforme informações divulgadas pelo Exército de Israel e fontes libanesas, a situação reflete a complexidade do conflito regional. Tensões na Fronteira e Acusações Mútuas A decisão de Israel de ordenar a evacuação de 16 cidades libanesas ocorre em meio a alegações recorrentes de violação do cessar-fogo por parte do Hezbollah. Tel Aviv afirma que se reserva o direito de agir contra “ataques planejados, iminentes ou em andamento”, mesmo após a trégua estabelecida em 17 de abril. O Exército israelense tem realizado ataques no Líbano desde então, ocupando parte do território sul. Por outro lado, o Hezbollah, com apoio do Irã, defende seu “direito de resistir” à ocupação israelense. A organização nega as acusações de violação do cessar-fogo e mantém sua posição de confronto na região fronteiriça. Essa troca de acusações intensifica o clima de instabilidade. Impacto Humanitário e Vítimas Brasileiras A ofensiva israelense já causou um impacto significativo na vida dos civis libaneses. Moradores foram alertados a não retornarem às suas casas, e tropas israelenses permanecem posicionadas em uma faixa de 5 a 10 km ao longo da fronteira. A organização Médicos Sem Fronteiras condenou a destruição de cidades inteiras, que impediu o retorno de habitantes a cerca de 55 vilarejos. O conflito resultou na morte de dois cidadãos brasileiros, uma mãe e seu filho, em ataques ocorridos no domingo (26), conforme confirmado pelo Itamaraty. O Líbano, de acordo com seu governo, contabiliza um total de 2.521 mortos e mais de 7.800 feridos desde o início da escalada. Esses números evidenciam a grave crise humanitária em curso. Busca por Negociações e Resistência do Hezbollah Em meio à escalada militar, o presidente do Líbano, Joseph Aoun, tem defendido a abertura de negociações diretas com Israel para pôr fim à ofensiva. O objetivo seria interromper os ataques, retirar as tropas israelenses do território libanês e posicionar forças locais ao longo da fronteira. No entanto, o Hezbollah se opõe veementemente a essas conversas, mantendo sua postura de resistência. Essa divergência interna no Líbano adiciona

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Raiva contra Trump levou homem a cruzar EUA e atacar evento, dizem autoridades com base em textos

Ataque em Washington: Raiva contra Trump teria motivado viagem e ação de suspeito Um homem de 31 anos, identificado como Cole Tomas Allen, teria viajado da Califórnia a Washington com a intenção de cometer um ataque político, motivado por uma profunda raiva contra o presidente Donald Trump. A informação, segundo dois altos funcionários de segurança, baseia-se em textos atribuídos a Allen, que detalhariam seu plano e motivações. O suspeito, que está sob custódia, é acusado de romper a barreira de segurança e abrir fogo nos arredores do jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca. As autoridades afirmam que Allen buscava atingir membros do governo Trump, demonstrando indignação com políticas adotadas pela administração. A narrativa contrasta fortemente com a imagem que Allen projetava em seu círculo social e profissional. Colegas de trabalho, alunos e vizinhos o descrevem como um indivíduo tranquilo e comum, tornando o ato de violência política ainda mais chocante e difícil de conciliar com sua persona. Conforme informações divulgadas por autoridades de segurança, Cole Tomas Allen, de 31 anos e residente em Torrance, Califórnia, é o principal suspeito de ter orquestrado um ataque em Washington. Ele deve responder a múltiplas acusações em uma audiência agendada para esta segunda-feira, após ter, segundo relatos, atravessado os Estados Unidos de costa a costa. Textos revelam plano sombrio e motivações políticas Os textos atribuídos a Allen, compartilhados com a imprensa por agentes que pediram anonimato, revelam um conflito interno. Em algumas passagens, o suspeito expressa remorso por ter enganado amigos e familiares, mas em outras, demonstra forte indignação contra as políticas da Casa Branca. Ele teria feito referência a acusações de conduta sexual imprópria, afirmando não estar mais disposto a permitir que um “traidor manche minhas mãos com seus crimes”, uma aparente alusão a Donald Trump, embora o nome do presidente não seja citado nominalmente. Busca por alvos no governo Trump Nos escritos, Allen indica que seu objetivo ao ir ao hotel onde ocorria o evento era encontrar integrantes do governo Trump. Um trecho citado pelas autoridades diz: “Autoridades do governo (com exceção do sr. Patel): eles são alvos, priorizados do mais alto escalão ao mais baixo”, aparentemente em referência a Kash Patel, diretor do FBI, embora o motivo da citação nominal não esteja claro. Os agentes que compartilharam os escritos com a imprensa não estavam autorizados a falar publicamente sobre o caso. Vida comum em contraste com ato de violência O suspeito, que não teve o nome divulgado oficialmente pelas autoridades até a publicação desta matéria, era descrito por vizinhos, ex-colegas e alunos como alguém “totalmente comum”. Max Harris, um aluno que teve aulas particulares com Allen, expressou seu espanto: “Eu nunca imaginaria algo assim vindo de um cara como ele”. Allen atuava como tutor na C2 Education, empresa que divulgou nota afirmando cooperar com as investigações e declarando que “a violência nunca é a resposta”. Histórico acadêmico e compra de armas Allen era registrado como eleitor “sem preferência partidária”, ou seja, independente. Seu único registro de doação política pública

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Venda de Mina Brasileira Acirra Disputa EUA x China e Chega ao STF: Entenda a Guerra dos Minerais Estratégicos

Venda de Mina Brasileira: EUA vs. China no STF por Minerais Estratégicos A aquisição da mineradora brasileira Serra Verde pela americana USA Rare Earth, em um negócio de US$ 2,8 bilhões, acendeu um novo capítulo na disputa tecnológica entre Estados Unidos e China. A operação, anunciada recentemente, não apenas movimentou o setor mineral brasileiro, mas também chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF), com partidos políticos buscando a suspensão do acordo. O movimento estratégico dos EUA visa quebrar a hegemonia chinesa no fornecimento de elementos de terras raras, essenciais para tecnologias de ponta, como veículos elétricos e equipamentos militares. A Serra Verde, única produtora comercial de terras raras fora da Ásia, possui minerais de argila iônica cruciais para a fabricação de ímãs de alta potência. A participação direta do governo americano, com um aporte de US$ 565 milhões da agência DFC à Serra Verde como parte do “Project Vault”, sinaliza a importância estratégica do ativo para a segurança energética dos EUA. O Brasil detém a segunda maior reserva mundial desses minerais, com 21 milhões de toneladas, atrás apenas da China, que domina cerca de 70% da produção global e mais de 90% do refino, o principal gargalo da cadeia produtiva. Brasil na Mira da Geopolítica dos Minerais Críticos A aquisição da Serra Verde pela USA Rare Earth insere o Brasil na estratégia ocidental de diversificar fontes de minerais críticos, afastando-se da dependência chinesa. No entanto, especialistas alertam para os riscos de o país se manter como mero fornecedor de matéria-prima. Luiz Carlos Adami, especialista em Direito da Mineração, expressa preocupação com a “periferização” do Brasil na cadeia de valor. “O Brasil está se integrando à política industrial estrangeira, e embora o capital traga previsibilidade de demanda, o centro de decisão e a captura de valor acabam deslocados para fora do país”, afirma Adami. Ele ressalta que sem contrapartidas claras para instalação de capacidade de processamento no Brasil, o país pode “estar apenas entregando o controle de um dos seus ativos mais valiosos para o século XXI”. A Importância Estratégica dos Elementos de Terras Raras Elementos de terras raras são fundamentais para a produção de ímãs de alta potência, utilizados em motores de carros elétricos, turbinas eólicas, drones e equipamentos militares avançados. A China, maior produtora mundial, já demonstrou seu poder ao restringir exportações, evidenciando a necessidade de países como os EUA buscarem alternativas para garantir sua segurança nacional e tecnológica. O Brasil, com vastas reservas, tem o potencial de se tornar um player importante nesse mercado. Contudo, a falta de uma política industrial robusta para minerais críticos pode limitar os benefícios econômicos, mantendo o país na exportação de matéria-prima sem agregar valor através do refino e da metalurgia, etapas cruciais e de alta tecnologia. Ação no STF e Debates sobre Soberania Nacional A venda da Serra Verde motivou a entrada de uma Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) no STF pelo partido Rede Sustentabilidade e pela deputada Heloisa Helena. O partido alega que o negócio fere a soberania nacional e

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Tragédia no Líbano: Mãe e Filho Brasileiros Morrem em Ataque de Israel; Itamaraty Condena Violações ao Cessar-Fogo

Mãe e filho brasileiros morrem em ataque de Israel no Líbano, diz Itamaraty O governo brasileiro confirmou nesta segunda-feira (27) a morte de uma mãe e seu filho, ambos cidadãos brasileiros, em decorrência de ataques de Israel no Líbano ocorridos no domingo (26). O pai da família, de nacionalidade libanesa, também foi vítima fatal. Outro filho do casal, também brasileiro, encontra-se hospitalizado. A notícia foi divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores, o Itamaraty, que emitiu uma nota expressando profundas condolências à família enlutada e condenando veementemente o ataque. A pasta ressaltou que o ocorrido representa mais uma violação inaceitável ao cessar-fogo anunciado em 16 de abril. Segundo o Itamaraty, as violações ao cessar-fogo já resultaram na morte de dezenas de civis libaneses, incluindo mulheres e crianças, além de uma jornalista e dois integrantes franceses da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (Unifil). As vítimas brasileiras seriam as primeiras a morrer desde o início do conflito. Conflito se arrasta e trégua é fragilizada O conflito entre Líbano e Israel, que oficialmente estariam sob um cessar-fogo, tem sido marcado por combates contínuos desde que o Hezbollah iniciou ataques contra Israel em apoio ao Irã. O Irã, por sua vez, tem sido alvo de ofensivas dos Estados Unidos e de Israel desde o final de fevereiro. As negociações para uma resolução do conflito, que já completou dois meses, enfrentam dificuldades. A trégua atual não conseguiu resolver os bloqueios no estreito de Hormuz, operados tanto pelos EUA quanto pelo Irã. Ambos os lados buscam pressionar o rival para obter concessões. Nesta segunda-feira, o Irã culpou Washington pelo fracasso das negociações e enviou seu chefe da diplomacia, Abbas Araghchi, para se reunir com Vladimir Putin em Moscou. O líder russo afirmou que fará tudo o que servir aos “interesses de todos os povos da região para garantir que a paz seja alcançada o mais rapidamente possível”. Brasil condena ataques e pede cumprimento de resoluções da ONU O Brasil reiterou sua mais veemente condenação a todos os ataques perpetrados durante a vigência do cessar-fogo, tanto por parte das forças israelenses quanto do Hezbollah. A nota do Itamaraty também condenou as “demolições sistemáticas de residências e de outras estruturas civis no sul do Líbano” pelas forças israelenses, e o consequente deslocamento forçado de mais de um milhão de libaneses. O ministério enfatizou a importância do cumprimento da resolução do Conselho de Segurança da ONU de 2006, que encerrou a guerra entre Israel e Hezbollah. O texto da nota declara que o Brasil expressa sinceras condolências aos familiares das vítimas. Israel alega necessidade de segurança e EUA mediam trégua O porta-voz em língua árabe do Exército israelense, coronel Avichay Adraee, afirmou em rede social que, em vista da violação do acordo de cessar-fogo pelo Hezbollah, as Forças Armadas de Israel são obrigadas a tomar “medidas decisivas”. Ele listou sete vilarejos ao sul do rio Litani como alvos. O primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, declarou em reunião de gabinete que a “segurança de Israel, a segurança de nossos soldados,

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