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Desenrola 2: Governo libera até 20% do FGTS para quitar dívidas; saiba como funciona

Governo anuncia Desenrola 2 com liberação de FGTS para quitação de dívidas O Ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, anunciou uma nova fase do programa Desenrola, que permitirá aos trabalhadores utilizar até 20% do saldo do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) para quitar dívidas. A medida, batizada de Desenrola 2, tem como objetivo principal auxiliar as famílias brasileiras a reduzirem o recorde de endividamento registrado recentemente no país. A expectativa é que a iniciativa ofereça um alívio financeiro significativo. O recurso do FGTS será destinado de forma específica para o pagamento de credores, mediante autorização do trabalhador. Essa funcionalidade garante que o dinheiro seja utilizado exclusivamente para a quitação de débitos, impedindo desvios para outras finalidades. Como funcionará a liberação do FGTS no Desenrola 2 De acordo com o Ministro Luiz Marinho, o dinheiro retirado das contas do FGTS sairá “carimbado” diretamente para o banco credor. Essa destinação específica visa assegurar a eficácia do programa na redução do endividamento. Para aderir a essa facilidade, o trabalhador precisará abrir mão de outras operações financeiras durante o período de utilização do benefício. O Ministro Marinho explicou que, ao optar por essa modalidade de alívio na dívida, o participante não poderá realizar “absolutamente nenhum dos famosos joguinhos”, referindo-se a outras formas de movimentação do FGTS. Impacto financeiro e público-alvo do Desenrola 2 A estimativa do governo é que a medida movimente cerca de R$ 4,5 bilhões. Esse montante será impactado diretamente nas contas do FGTS sob gestão da Caixa Econômica Federal, segundo projeções do próprio Ministério do Trabalho e Emprego. O Desenrola 2.0 é uma das estratégias do governo federal para impulsionar a economia e apoiar a população. A iniciativa será voltada para trabalhadores com vínculo empregatício formal (CLT) que recebem até quatro salários mínimos, o que corresponde a uma renda mensal de aproximadamente R$ 8 mil. Contexto do endividamento das famílias brasileiras O anúncio do Desenrola 2 ocorre em um cenário de alta preocupação com o endividamento das famílias brasileiras. Dados recentes do Banco Central indicam que, em fevereiro de 2026, o índice de endividamento atingiu 49,9%, o maior nível desde o início da série histórica em 2005. Essa taxa elevada demonstra a necessidade de programas como o Desenrola para auxiliar os cidadãos a reorganizarem suas finanças e recuperarem a capacidade de consumo. A liberação de parte do FGTS surge como uma ferramenta importante nesse contexto.

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Deportados para o Congo: Latino-americanos em Limbo nos EUA Relatam Violações e Medo em Novo Continente

Deportados para o Congo: Latino-americanos em Limbo nos EUA Relatam Violações e Medo em Novo Continente Nunca imaginei que acabaria na África, afirma Jorge Cubillos, um dos 15 latino-americanos deportados dos Estados Unidos para a República Democrática do Congo. Fugindo de ameaças em seu país natal, a Colômbia, Cubillos buscou uma nova vida nos EUA, onde possuía autorização de trabalho e um processo de asilo em andamento. Sua deportação repentina para o Congo, sem explicações claras, o deixou doente, desorientado e longe de sua família. Este grupo, composto por pessoas da Colômbia, Peru e Equador, é o primeiro a ser enviado ao Congo sob um acordo polêmico firmado pelo governo do ex-presidente Donald Trump com países terceiros. Embora o governo congolês tenha defendido a ação como um ato de solidariedade internacional, os deportados relatam condições longe do ideal e deterioração de sua saúde, conforme divulgado pela BBC News Mundo. As histórias revelam um calvário que começou com visitas de agentes do Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas (ICE). Muitos, como Marta, que preferiu não revelar seu nome por medo de represálias, relatam ter sido detidos e deportados apesar de terem autorização de trabalho e processos migratórios em andamento. A falta de informação e a incerteza sobre o futuro geram um profundo impacto emocional e psicológico no grupo. Direitos Humanos Violados e Condições Precárias Marta conta que, após ser liberada de uma longa batalha legal e com um habeas corpus concedido por um juiz federal, foi surpreendida por agentes do ICE em sua casa no Texas. O que parecia uma verificação de endereço se transformou em uma detenção e, posteriormente, em um voo para o Congo. “Sinto que nossos direitos humanos foram violados”, desabafa, criticando a desinformação que circula nas redes sociais, rotulando-os como criminosos. Hubert Tshiswaka, diretor do Instituto de Pesquisa sobre Direitos Humanos (IRDH), critica duramente o acordo, considerando-o contrário aos compromissos internacionais de proteção a refugiados. O advogado especialista em direitos humanos afirma que não há base legal para trazer essas pessoas ao Congo, especialmente dos EUA, e muito menos para mantê-las detidas. O IRDH denuncia uma violação do princípio da não devolução e transferências forçadas. Uma Viagem Desumana e o Medo do Futuro O grupo relata que a viagem para o Congo foi “desumana”. Jorge Cubillos descreve ter passado mais de 25 horas acorrentado pela cintura, mãos e pés, com suprimentos mínimos. Outra deportada, que também pediu anonimato, foi convocada para retirar um GPS e acabou sendo informada de sua deportação para um “terceiro país”. A falta de água potável, cortes de energia e doenças como febre, vômitos e diarreia são relatadas pelos deportados, que recebem a resposta de que é apenas o corpo se adaptando à África. A Organização Internacional para as Migrações (OIM) informou que está prestando assistência humanitária, mas os migrantes sentem-se “completamente à deriva”. Carlos Rodelo, que obteve proteção sob a Convenção contra a Tortura (CAT) nos EUA, foi detido e deportado antes que um juiz federal pudesse se pronunciar sobre seus

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Homem que tentou atacar Trump tira selfie armado em quarto de hotel; promotoria pede prisão

Acusado de atentado contra Donald Trump fez selfie armado em quarto de hotel momentos antes do ataque, revelam promotores. O homem acusado de tentar assassinar o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tirou uma selfie em seu quarto de hotel com uma espingarda momentos antes de tentar invadir a área de segurança. A informação foi divulgada pelos promotores nesta quarta-feira (29). Cole Tomas Allen, de 31 anos, tentou acessar o local onde Trump estava no sábado (25). Ele deixou seu quarto no hotel Hilton, em Washington, e correu em direção ao salão de festas no subsolo, onde ocorria um jantar de gala para a imprensa com a presença de autoridades. Após uma confusão com seguranças, Allen foi detido. Tiros foram disparados, mas ninguém se feriu gravemente. Segundo os promotores, ele passou seus últimos minutos antes do ataque pesquisando a localização de Trump, armando-se e posando para uma selfie no espelho do quarto. Conforme divulgado pelos promotores, Allen foi detido após uma tentativa de invasão em evento de gala para imprensa em Washington. O manifesto e a selfie incriminadora Na foto tirada por Allen, ele aparece vestindo preto, com gravata vermelha, portando uma faca, um coldre de ombro para arma e uma bolsa de munição. Ao sair do quarto, e-mails programados foram enviados a amigos e familiares contendo um manifesto que explicava suas intenções. Os promotores descreveram o ataque como de “malícia insondável” e solicitaram que o tribunal negue fiança ao acusado, argumentando que a motivação política persiste. Professor da Califórnia viajou com arsenal Cole Tomas Allen é descrito como um professor qualificado da Califórnia. Os promotores afirmam que ele viajou para Washington com um arsenal que incluía uma espingarda, uma pistola e diversas facas. A viagem foi feita por via ferroviária, passando por Chicago, e durante o trajeto, Allen registrou seu apreço pelas paisagens. Segurança do hotel considerada negligente Em seu quarto no hotel, Allen teria expressado surpresa com o que considerou ser a segurança negligente do local, afirmando ter entrado com várias armas sem ser considerado uma ameaça. O manifesto enviado aos conhecidos listava membros do governo Trump como alvos prioritários, do mais alto ao mais baixo escalão. Tentativa de invasão e troca de tiros De acordo com o processo judicial, Cole se desfez do casaco comprido ao chegar na área de entrada do hotel e correu pelos detectores de metal com a espingarda. Ele teria disparado em direção às escadas que levavam ao salão de baile. Um agente do Serviço Secreto reagiu, disparando cinco vezes, mas não acertou Allen, que caiu e foi imobilizado. O acusado sofreu um ferimento leve no joelho, mas não foi baleado.

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Kone Compra TK Elevator por R$ 172 Bilhões e Cria Gigante Global de Elevadores, Superando Otis e Schindler

Kone e TK Elevator se Unem para Liderar o Mercado Global de Elevadores em Negócio Histórico de R$ 172 Bilhões A Kone Oyj anunciou um acordo monumental para adquirir a TK Elevator, antiga divisão da Thyssenkrupp, por 29,4 bilhões de euros, o equivalente a aproximadamente R$ 172 bilhões, incluindo dívidas. A transação, que representa uma das maiores saídas de fundos de private equity na Europa e o maior negócio da história da Finlândia, consolida a Kone como líder dominante no setor de elevadores e escadas rolantes. A nova entidade combinada quase dobrará o valor de mercado da Kone, que atualmente gira em torno de 30 bilhões de euros, catapultando-a à frente de concorrentes como a Otis Worldwide Corp., dos Estados Unidos, e a suíça Schindler Holding AG. A aquisição visa fortalecer a presença da Kone em mercados-chave e impulsionar sua estratégia de serviços e modernização. Apesar do otimismo, as ações da Kone registraram queda em Helsinque, sinalizando cautela do mercado. A empresa finlandesa já havia demonstrado interesse na TK Elevator anteriormente, mas a negociação anterior em 2020 não se concretizou. Agora, com o acordo fechado, a Kone busca expandir sua atuação global e otimizar suas operações, conforme divulgado pela Bloomberg. Expansão Geográfica e Estratégica para a Kone A aquisição da TK Elevator oferecerá à Kone uma maior exposição ao mercado norte-americano, onde a TK Elevator possui uma forte presença em instalação e manutenção. Essa movimentação complementa a posição de liderança da Kone na Ásia, de onde a empresa obtém cerca de 35% de sua receita atual. A sinergia entre as operações visa otimizar a oferta de produtos e serviços em escala global. Philippe Delorme, presidente e CEO da Kone, destacou que a união acelerará a “mudança estratégica da companhia em direção a serviços e modernização”. A empresa combinada terá sede na Finlândia, empregará mais de 100 mil funcionários em cerca de 100 países e projeta vendas anuais de aproximadamente 20,5 bilhões de euros, consolidando sua posição de liderança no mercado mundial de elevadores. Desafios Antitruste e a Saída dos Fundos de Private Equity A transação, embora estratégica, pode enfrentar barreiras regulatórias e antitruste em diversas jurisdições. A Kone pode ser obrigada a vender alguns ativos para obter as aprovações necessárias, um processo que, segundo executivos, pode levar até 18 meses. A empresa demonstrou confiança na obtenção das aprovações, trabalhando de perto com os reguladores. Para os vendedores, os fundos Advent e Cinven, a venda representa uma saída significativa, especialmente em um momento em que gestoras de private equity buscam repatriar capital para investidores. No entanto, a estrutura do acordo, que inclui uma parcela substancial em ações da Kone, pode prolongar o processo de liquidação completa para os fundos, tornando-os expostos à volatilidade do mercado. Estrutura do Negócio e Perspectivas Futuras O acordo prevê um pagamento em dinheiro de 5 bilhões de euros para a Advent e Cinven, com o restante sendo pago em ações da Kone. Essas ações estarão sujeitas a um período de bloqueio de 180 dias antes que

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Exército de Israel ameaça atacar Hezbollah ‘além da linha amarela’ no Líbano, elevando tensões na fronteira

Israel eleva o tom contra Hezbollah e ameaça avançar ‘além da linha amarela’ no Líbano O Exército de Israel intensificou sua retórica contra o Hezbollah, com o chefe do Estado-Maior, Eyal Zamir, declarando que o grupo será atacado mesmo em áreas do Líbano consideradas mais distantes da fronteira. A declaração foi feita durante uma visita do general às tropas israelenses no sul do Líbano, em uma região que o país define como uma “zona segura”. A fala eleva a tensão em uma fronteira já instável. Essa nova ameaça surge em meio a um cessar-fogo frágil e a uma série de ataques e contra-ataques entre as partes, com ambos os lados acusando um ao outro de violar os acordos, conforme informações divulgadas pelo Exército de Israel. Israel estabelece “linha amarela” e alerta para futuras ações militares Recentemente, as forças israelenses estabeleceram uma “linha amarela” no sul do Líbano, similar à que separa suas tropas do território controlado pelo Hamas na Faixa de Gaza. Israel já havia informado ter atacado indivíduos suspeitos de se aproximarem de seus soldados ao longo dessa linha. A movimentação militar israelense inclui a ordem de retirada de moradores de 16 cidades e vilarejos libaneses, que deveriam se dirigir para a cidade de Sidon. O governo israelense justifica suas ações como uma resposta a supostas violações da trégua por parte do Hezbollah. Ataque israelense deixa mortos no Líbano, incluindo socorristas Em um incidente ocorrido na terça-feira, a Defesa Civil do Líbano informou que um ataque israelense resultou na morte de três de seus integrantes. Os socorristas estavam em uma operação de resgate na cidade de Majdal Zoun, no sul do país, quando um prédio onde estavam foi atingido. Segundo o órgão, os socorristas ficaram “presos sob os escombros” do edifício bombardeado. O Ministério da Saúde libanês confirmou que outras duas pessoas também morreram no mesmo ataque, aumentando o saldo de vítimas civis. Ministro israelense adverte Hezbollah sobre “brincar com fogo” Dias antes, o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, já havia emitido um forte aviso ao Hezbollah, declarando que o grupo estava “brincando com fogo” e que isso poderia arrastar o Líbano para uma “catástrofe”. “Naim Qassem [líder do grupo armado] está brincando com fogo, e esse fogo queimará o Hezbollah e todo o Líbano”, afirmou Katz, reforçando a posição de linha dura de Israel. Apesar da trégua em vigor desde o dia 16, Israel mantém o direito de agir contra o que considera ataques planejados, iminentes ou em andamento por parte do Hezbollah. Israel busca “proteger cidadãos” e nega ambições territoriais no Líbano O ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Saar, declarou que o país não tem intenções de controlar o território libanês. “Israel não tem ambições territoriais no Líbano. Nossa presença nas áreas vizinhas à nossa fronteira norte tem apenas um propósito: proteger nossos cidadãos”, disse Saar. As forças israelenses mantêm uma presença em uma faixa de 5 a 10 quilômetros ao longo da fronteira com o Líbano e afirmam ter encontrado um túnel

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iFood mira em mesas e filas: app de delivery aposta em “Comer Fora” e compra startup para atrair clientes para dentro dos restaurantes

iFood expande atuação e lança “Comer Fora” para atrair clientes para dentro dos restaurantes, com a aquisição da Get In O iFood, gigante do delivery de comida, anunciou uma nova estratégia para além das entregas: o lançamento do “iFood para Comer Fora”. A iniciativa visa conectar os consumidores diretamente aos estabelecimentos físicos, promovendo experiências como reservas de mesa e ofertas exclusivas no salão. Para fortalecer essa nova frente de negócios, o iFood confirmou a aquisição da startup Get In, especializada em sistemas de reserva e gestão de filas. A união busca otimizar a experiência tanto para os clientes quanto para os donos de restaurantes, impulsionando o fluxo de pessoas e a ocupação dos espaços. As primeiras cidades a testarem o “iFood para Comer Fora” serão Campinas (SP) e Curitiba (PR). A partir dessas localidades, a empresa coletará dados e aprendizados para refinar o modelo antes de expandir para outras regiões do país. Conforme informação divulgada pelo iFood, a meta é criar uma nova alavanca de vendas no espaço físico, aumentando o fluxo de clientes e reduzindo a ociosidade em horários de menor movimento. Novas funcionalidades para clientes e restaurantes Através do “iFood para Comer Fora”, os usuários poderão acessar a seção dedicada no aplicativo para encontrar restaurantes com promoções, como descontos e cashback. Para usufruir dessas vantagens, o cliente precisará realizar um check-in ao chegar no estabelecimento. Essa funcionalidade, segundo o iFood, também visa gerar recorrência e fidelizar o público. Para os restaurantes, a plataforma oferecerá ferramentas para atrair mais público, gerenciar filas online e, com base nos dados de consumo, criar estratégias de marketing personalizadas. A ideia é que os estabelecimentos possam identificar seus clientes e conhecer melhor seus hábitos, utilizando essas informações para campanhas de cashback e promoções no Portal do Parceiro iFood. Get In: um reforço estratégico para reservas e filas A aquisição da Get In pela iFood representa um passo importante para consolidar o serviço “Comer Fora”. A Get In já oferece soluções para otimizar a ocupação de mesas e a gestão de filas, permitindo que clientes descubram restaurantes, entrem em filas virtuais e reservem mesas digitalmente, acompanhando o tempo de espera. O iFood destaca que, atualmente, menos de 45% dos estabelecimentos oferecem reserva de mesa, e dentro desse grupo, apenas cerca de 5 mil utilizam aplicativos especializados. “Com o tráfego e a inteligência do iFood, podemos ajudar a ampliar o hábito de reservar mesas em restaurantes no Brasil”, afirmou Juliana Yamada, vice-presidente de Novos Negócios no iFood. Ela ressalta que a iniciativa tem potencial para melhorar a experiência do consumidor e proporcionar ao restaurante maior previsibilidade de demanda, melhor ocupação e mais eficiência no salão. O futuro do consumo presencial com a tecnologia iFood A estratégia do iFood para o “Comer Fora” se alinha a um movimento crescente de integração entre o digital e o físico no setor de alimentação. Ao oferecer ferramentas que facilitam a visita ao restaurante, a empresa busca não apenas aumentar as vendas, mas também enriquecer a experiência do cliente, que

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Rei Charles 3º brinca com Macron sobre EUA falarem francês; presidente francês responde: ‘Seria chique’

Rei Charles 3º faz piada sobre EUA falarem francês e Macron responde: “Seria chique” Em um momento de descontração durante um jantar de Estado na Casa Branca, o rei Charles 3º fez uma brincadeira com o presidente francês, Emmanuel Macron, que gerou risadas e uma resposta espirituosa do líder europeu. A troca de farpas, que remete à história colonial e a recentes tensões políticas, adicionou um toque de leveza ao evento oficial. A piada do monarca britânico foi uma referência a declarações anteriores do ex-presidente Donald Trump, que criticou aliados europeus. Charles 3º, em tom jocoso, sugeriu que, sem a intervenção americana na Segunda Guerra Mundial, a Europa, incluindo a França, poderia estar falando alemão hoje. A resposta de Macron, que disse que seria “chique” se os EUA falassem francês, ecoou a própria história de influência francesa no território americano. Essa troca de gentilezas, porém, carrega um subtexto de críticas às declarações de Trump, que em janeiro, durante o Fórum Econômico de Davos, ameaçou a aliança transatlântica ao questionar o apoio dos EUA a aliados europeus. O episódio, que evidenciou a desconfiança entre Bruxelas e Washington, é um lembrete das complexidades nas relações internacionais, especialmente no contexto da OTAN. Um toque de história e diplomacia O rei Charles 3º, em sua visita aos Estados Unidos, participou de diversos eventos oficiais, incluindo um jantar de Estado e um discurso no Congresso. A piada durante o jantar, que se refere ao fato de que grande parte dos Estados Unidos foi colônia francesa no século 18, antes do domínio britânico, foi uma forma de Charles 3º, de maneira sutil, rebater as críticas de Trump aos aliados europeus. A resposta de Macron, divulgada em suas redes sociais, demonstrou bom humor e inteligência política. Ao dizer que “seria chique” se os EUA falassem francês, o presidente francês não apenas brincou com a situação, mas também relembrou a **influência histórica da França na formação dos Estados Unidos**, um fato frequentemente ofuscado pela narrativa americana. Críticas de Trump e o futuro da aliança transatlântica As declarações de Donald Trump em Davos, onde ele afirmou que, sem os EUA, a Europa falaria alemão e talvez japonês, causaram grande repercussão e aumentaram a desconfiança entre os aliados. Trump chegou a ameaçar a ruptura da aliança transatlântica, evidenciando um **atrito significativo entre Washington e seus parceiros europeus**. A visita do rei Charles 3º aos EUA, que incluiu um momento simbólico no memorial do 11 de Setembro em Nova York, também serviu como um lembrete do “relacionamento especial” entre Reino Unido e Estados Unidos. O gesto, especialmente após o atentado que vitimou cidadãos britânicos, reforçou a importância da cooperação mútua, inclusive no combate ao terrorismo e na aplicação do Artigo 5º da OTAN. Desafios nas relações internacionais A relação entre os Estados Unidos e seus aliados da OTAN tem enfrentado desafios, especialmente com as críticas de Trump sobre a divisão de custos e o apoio em conflitos internacionais. A proibição de bases militares americanas na Espanha para o conflito no Irã

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Selic: Copom reduz juros para 14,50% ao ano em meio a incertezas globais e inflação em alta

Copom anuncia corte de 0,25 ponto na Selic, levando taxa a 14,50% ao ano O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) decidiu nesta quarta-feira (29) reduzir a taxa básica de juros, a Selic, em 0,25 ponto percentual. Com isso, a taxa cai de 14,75% para 14,50% ao ano. A decisão do Copom foi unânime entre os membros do comitê. O corte, embora pequeno, representa um movimento em direção a uma política monetária menos restritiva, mas o cenário de incertezas globais e domésticas exige atenção. O Copom reiterou em sua nota oficial que o cenário ainda é marcado por elevada incerteza, citando explicitamente a guerra no Oriente Médio e o avanço da inflação como fatores de preocupação. Essa conjuntura exige cautela, especialmente para países emergentes. Cautela diante de cenário internacional volátil A instabilidade global, com destaque para o conflito no Oriente Médio, eleva a volatilidade dos preços de ativos e commodities. O Copom ressaltou que tal cenário demanda prudência por parte de economias emergentes como a brasileira. O futuro da Selic permanece em aberto. O Copom indicou que novas informações sobre a evolução do conflito internacional serão cruciais para as próximas decisões. A clareza sobre esses desdobramentos poderá influenciar novos cortes ou a manutenção da taxa. Indicadores domésticos mostram moderação, mas com ressalvas No âmbito doméstico, o Copom observou que os indicadores econômicos apresentam uma trajetória de moderação no crescimento da atividade. O mercado de trabalho, por sua vez, ainda exibe sinais de resiliência, o que é um ponto positivo. Contudo, o comitê destacou um ponto de atenção: a inflação cheia e suas medidas subjacentes apresentaram aceleração. Esse movimento afastou ainda mais as expectativas da meta de inflação estabelecida pelo Banco Central. Impactos da redução da Selic e perspectivas futuras A redução da Selic para 14,50% ao ano pode trazer alguns reflexos para a economia. Juros menores podem, a longo prazo, estimular o crédito e o consumo, além de reduzir o custo do endividamento para empresas e famílias. No entanto, o cenário de inflação acelerada e incertezas globais impede um otimismo irrestrito. O Banco Central seguirá monitorando atentamente os dados econômicos para calibrar sua política monetária, buscando o equilíbrio entre o controle da inflação e a sustentação da atividade econômica.

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Terrorista esfaqueia judeus em Londres: Ataque antissemita choca comunidade e autoridades pedem ação global

Ataque terrorista em Londres: dois judeus esfaqueados em ato antissemita Um homem esfaqueou duas pessoas em Golders Green, bairro de Londres com forte presença da comunidade judaica, em um ataque classificado pelas autoridades britânicas como terrorista. O incidente, ocorrido na quarta-feira (29), reacendeu preocupações sobre o crescente antissemitismo no Reino Unido e no mundo. As vítimas, um homem de cerca de 70 anos e outro de 30, foram socorridas e estão em condição estável. A polícia agiu rapidamente, prendendo um suspeito de 45 anos após imobilizá-lo com um taser. As investigações buscam compreender todas as motivações por trás deste ato de violência. O ataque gerou forte repercussão internacional, com líderes israelenses e autoridades britânicas condenando o ocorrido e pedindo medidas mais eficazes contra o ódio. A comunidade judaica em Londres expressou temor e clamou por segurança e ações concretas para combater o antissemitismo. Suspeito com histórico de violência e problemas de saúde mental O chefe da Polícia Metropolitana de Londres, Mark Rowley, informou que o suspeito detido possui um **histórico de violência grave e problemas de saúde mental**. A identidade do homem, no entanto, não foi divulgada. Rowley descreveu o ataque como um “ato horrendo de violência” direcionado especificamente contra a comunidade judaica. Condenação unânime e apelos por ação O prefeito de Londres, Sadiq Khan, condenou veementemente o ataque, afirmando que “não pode haver absolutamente nenhum espaço para o antissemitismo na sociedade”. O rabino-chefe do Reino Unido, Ephraim Mirvis, identificou as vítimas e pediu orações por sua recuperação, reforçando a gravidade do ocorrido. O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, classificou o incidente como “profundamente preocupante” e convocou uma reunião de emergência com membros do gabinete. Ele enfatizou a necessidade de apoiar a investigação policial e ser “absolutamente claro em nossa determinação de lidar com qualquer um desses crimes, os quais temos visto demais recentemente”. Contexto de aumento de ataques antissemitas O ataque em Golders Green ocorre em um contexto de **aumento preocupante de ataques antissemitas no Reino Unido**, especialmente desde outubro de 2023, após o ataque do Hamas a Israel. Nos últimos meses, a polícia londrina prendeu mais de duas dezenas de pessoas por envolvimento em ataques contra estabelecimentos ligados à comunidade judaica, incluindo o incêndio de ambulâncias de uma ONG judaica em Golders Green. Autoridades britânicas alertaram recentemente sobre a possibilidade de o Irã estar utilizando intermediários criminosos para atividades hostis no Reino Unido. O grupo pró-Irã Harakat Ashab al-Yamin al-Islamiyya reivindicou a autoria de alguns ataques recentes nas redes sociais, adicionando uma camada de complexidade às investigações. Preocupação internacional e alerta do presidente de Israel O presidente de Israel, Isaac Herzog, que estava em Londres no momento da notícia, expressou profunda preocupação e alertou que “governos precisam agir contra o antissemitismo”. Ele declarou que “o ódio pode começar com os judeus, mas nunca termina com os judeus. Líderes de todos os lugares devem tomar medidas imediatas nesta batalha crucial contra o ódio aos judeus”. Um porta-voz do rei Charles III informou que o monarca está sendo mantido a par

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Receita Federal: Supermercados e Farmácias na Mira de Nova Fiscalização de Créditos Tributários Bilionários

Operação Caixa Rápido: Receita Federal intensifica fiscalização e mira créditos tributários indevidos em supermercados e farmácias A Receita Federal deflagrou a Operação Caixa Rápido, que já identificou um volume bilionário de créditos indevidos de PIS, Pasep e Cofins. A ação, que começou com foco em supermercados, acendeu um alerta no meio empresarial e deve se expandir para outros setores. A fiscalização utiliza o cruzamento automatizado de dados fiscais para identificar inconsistências em pedidos de ressarcimento e compensação. Empresas que se beneficiaram de créditos tributários sem respaldo legal estão sendo notificadas para regularizar suas situações. A medida, segundo especialistas, sinaliza uma nova fase de fiscalização mais rigorosa e baseada em tecnologia, com potencial para gerar um impacto financeiro significativo nos contribuintes. Conforme explica o advogado e CEO da TAX Group, Luis Wulff, a Receita Federal está focada no uso indevido de créditos de produtos sujeitos ao regime monofásico ou à alíquota zero. Entendendo o Regime Monofásico e a Ação da Receita O regime monofásico de tributação ocorre quando o PIS e a Cofins são cobrados uma única vez na cadeia produtiva, geralmente na indústria ou no importador. Isso significa que distribuidores e varejistas, como supermercados e farmácias, não pagam novamente essas taxas e, consequentemente, não podem gerar crédito tributário sobre esses produtos. A Receita Federal está atuando contra empresas que, equivocadamente, têm se creditado desses impostos. Luís Wulff esclarece que, se a empresa não paga o tributo em sua etapa, ela também não pode se creditar dele. Essa lógica básica do sistema tributário tem sido desrespeitada por muitas empresas, muitas vezes induzidas por interpretações equivocadas disseminadas por consultorias tributárias nos últimos anos. Expansão da Fiscalização para Novos Setores A Operação Caixa Rápido, que já identificou inconsistências em mais de 55 mil pedidos e estima uma glosa de cerca de R$ 10 bilhões, é vista como a primeira onda de uma fiscalização mais ampla. A tendência, segundo Wulff, é que a Receita avance para outros setores que também lidam com produtos monofásicos. Setores como farmácias, bebidas, combustíveis, autopeças e pneus estão na mira. A escolha inicial pelos supermercados se deu pela alta concentração de risco e volume financeiro, especialmente pela venda de bebidas, um dos principais exemplos de tributação monofásica. Empresas desses setores devem ficar atentas e revisar suas práticas tributárias. Riscos e Oportunidade de Regularização O risco para os contribuintes não se limita à cobrança dos valores compensados indevidamente. Caso a regularização não ocorra dentro do prazo estipulado pela Receita Federal, as empresas podem ser autuadas com multas que chegam a até **150% do valor do débito**, acrescidas de juros. Wulff exemplifica que uma empresa com R$ 10 milhões em créditos indevidos pode ter essa conta elevada para R$ 25 milhões. Além disso, em casos de dolo, ou seja, intenção deliberada na utilização indevida do crédito, a Receita pode acionar a responsabilização pessoal dos sócios e administradores, atingindo seu patrimônio pessoal. A Receita Federal, contudo, tem oferecido um caráter orientador à operação, permitindo a regularização espontânea até 30 de junho de

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Desenrola 2: Governo libera até 20% do FGTS para quitar dívidas; saiba como funciona

Governo anuncia Desenrola 2 com liberação de FGTS para quitação de dívidas O Ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, anunciou uma nova fase do programa Desenrola, que permitirá aos trabalhadores utilizar até 20% do saldo do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) para quitar dívidas. A medida, batizada de Desenrola 2, tem como objetivo principal auxiliar as famílias brasileiras a reduzirem o recorde de endividamento registrado recentemente no país. A expectativa é que a iniciativa ofereça um alívio financeiro significativo. O recurso do FGTS será destinado de forma específica para o pagamento de credores, mediante autorização do trabalhador. Essa funcionalidade garante que o dinheiro seja utilizado exclusivamente para a quitação de débitos, impedindo desvios para outras finalidades. Como funcionará a liberação do FGTS no Desenrola 2 De acordo com o Ministro Luiz Marinho, o dinheiro retirado das contas do FGTS sairá “carimbado” diretamente para o banco credor. Essa destinação específica visa assegurar a eficácia do programa na redução do endividamento. Para aderir a essa facilidade, o trabalhador precisará abrir mão de outras operações financeiras durante o período de utilização do benefício. O Ministro Marinho explicou que, ao optar por essa modalidade de alívio na dívida, o participante não poderá realizar “absolutamente nenhum dos famosos joguinhos”, referindo-se a outras formas de movimentação do FGTS. Impacto financeiro e público-alvo do Desenrola 2 A estimativa do governo é que a medida movimente cerca de R$ 4,5 bilhões. Esse montante será impactado diretamente nas contas do FGTS sob gestão da Caixa Econômica Federal, segundo projeções do próprio Ministério do Trabalho e Emprego. O Desenrola 2.0 é uma das estratégias do governo federal para impulsionar a economia e apoiar a população. A iniciativa será voltada para trabalhadores com vínculo empregatício formal (CLT) que recebem até quatro salários mínimos, o que corresponde a uma renda mensal de aproximadamente R$ 8 mil. Contexto do endividamento das famílias brasileiras O anúncio do Desenrola 2 ocorre em um cenário de alta preocupação com o endividamento das famílias brasileiras. Dados recentes do Banco Central indicam que, em fevereiro de 2026, o índice de endividamento atingiu 49,9%, o maior nível desde o início da série histórica em 2005. Essa taxa elevada demonstra a necessidade de programas como o Desenrola para auxiliar os cidadãos a reorganizarem suas finanças e recuperarem a capacidade de consumo. A liberação de parte do FGTS surge como uma ferramenta importante nesse contexto.

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Deportados para o Congo: Latino-americanos em Limbo nos EUA Relatam Violações e Medo em Novo Continente

Deportados para o Congo: Latino-americanos em Limbo nos EUA Relatam Violações e Medo em Novo Continente Nunca imaginei que acabaria na África, afirma Jorge Cubillos, um dos 15 latino-americanos deportados dos Estados Unidos para a República Democrática do Congo. Fugindo de ameaças em seu país natal, a Colômbia, Cubillos buscou uma nova vida nos EUA, onde possuía autorização de trabalho e um processo de asilo em andamento. Sua deportação repentina para o Congo, sem explicações claras, o deixou doente, desorientado e longe de sua família. Este grupo, composto por pessoas da Colômbia, Peru e Equador, é o primeiro a ser enviado ao Congo sob um acordo polêmico firmado pelo governo do ex-presidente Donald Trump com países terceiros. Embora o governo congolês tenha defendido a ação como um ato de solidariedade internacional, os deportados relatam condições longe do ideal e deterioração de sua saúde, conforme divulgado pela BBC News Mundo. As histórias revelam um calvário que começou com visitas de agentes do Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas (ICE). Muitos, como Marta, que preferiu não revelar seu nome por medo de represálias, relatam ter sido detidos e deportados apesar de terem autorização de trabalho e processos migratórios em andamento. A falta de informação e a incerteza sobre o futuro geram um profundo impacto emocional e psicológico no grupo. Direitos Humanos Violados e Condições Precárias Marta conta que, após ser liberada de uma longa batalha legal e com um habeas corpus concedido por um juiz federal, foi surpreendida por agentes do ICE em sua casa no Texas. O que parecia uma verificação de endereço se transformou em uma detenção e, posteriormente, em um voo para o Congo. “Sinto que nossos direitos humanos foram violados”, desabafa, criticando a desinformação que circula nas redes sociais, rotulando-os como criminosos. Hubert Tshiswaka, diretor do Instituto de Pesquisa sobre Direitos Humanos (IRDH), critica duramente o acordo, considerando-o contrário aos compromissos internacionais de proteção a refugiados. O advogado especialista em direitos humanos afirma que não há base legal para trazer essas pessoas ao Congo, especialmente dos EUA, e muito menos para mantê-las detidas. O IRDH denuncia uma violação do princípio da não devolução e transferências forçadas. Uma Viagem Desumana e o Medo do Futuro O grupo relata que a viagem para o Congo foi “desumana”. Jorge Cubillos descreve ter passado mais de 25 horas acorrentado pela cintura, mãos e pés, com suprimentos mínimos. Outra deportada, que também pediu anonimato, foi convocada para retirar um GPS e acabou sendo informada de sua deportação para um “terceiro país”. A falta de água potável, cortes de energia e doenças como febre, vômitos e diarreia são relatadas pelos deportados, que recebem a resposta de que é apenas o corpo se adaptando à África. A Organização Internacional para as Migrações (OIM) informou que está prestando assistência humanitária, mas os migrantes sentem-se “completamente à deriva”. Carlos Rodelo, que obteve proteção sob a Convenção contra a Tortura (CAT) nos EUA, foi detido e deportado antes que um juiz federal pudesse se pronunciar sobre seus

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Homem que tentou atacar Trump tira selfie armado em quarto de hotel; promotoria pede prisão

Acusado de atentado contra Donald Trump fez selfie armado em quarto de hotel momentos antes do ataque, revelam promotores. O homem acusado de tentar assassinar o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tirou uma selfie em seu quarto de hotel com uma espingarda momentos antes de tentar invadir a área de segurança. A informação foi divulgada pelos promotores nesta quarta-feira (29). Cole Tomas Allen, de 31 anos, tentou acessar o local onde Trump estava no sábado (25). Ele deixou seu quarto no hotel Hilton, em Washington, e correu em direção ao salão de festas no subsolo, onde ocorria um jantar de gala para a imprensa com a presença de autoridades. Após uma confusão com seguranças, Allen foi detido. Tiros foram disparados, mas ninguém se feriu gravemente. Segundo os promotores, ele passou seus últimos minutos antes do ataque pesquisando a localização de Trump, armando-se e posando para uma selfie no espelho do quarto. Conforme divulgado pelos promotores, Allen foi detido após uma tentativa de invasão em evento de gala para imprensa em Washington. O manifesto e a selfie incriminadora Na foto tirada por Allen, ele aparece vestindo preto, com gravata vermelha, portando uma faca, um coldre de ombro para arma e uma bolsa de munição. Ao sair do quarto, e-mails programados foram enviados a amigos e familiares contendo um manifesto que explicava suas intenções. Os promotores descreveram o ataque como de “malícia insondável” e solicitaram que o tribunal negue fiança ao acusado, argumentando que a motivação política persiste. Professor da Califórnia viajou com arsenal Cole Tomas Allen é descrito como um professor qualificado da Califórnia. Os promotores afirmam que ele viajou para Washington com um arsenal que incluía uma espingarda, uma pistola e diversas facas. A viagem foi feita por via ferroviária, passando por Chicago, e durante o trajeto, Allen registrou seu apreço pelas paisagens. Segurança do hotel considerada negligente Em seu quarto no hotel, Allen teria expressado surpresa com o que considerou ser a segurança negligente do local, afirmando ter entrado com várias armas sem ser considerado uma ameaça. O manifesto enviado aos conhecidos listava membros do governo Trump como alvos prioritários, do mais alto ao mais baixo escalão. Tentativa de invasão e troca de tiros De acordo com o processo judicial, Cole se desfez do casaco comprido ao chegar na área de entrada do hotel e correu pelos detectores de metal com a espingarda. Ele teria disparado em direção às escadas que levavam ao salão de baile. Um agente do Serviço Secreto reagiu, disparando cinco vezes, mas não acertou Allen, que caiu e foi imobilizado. O acusado sofreu um ferimento leve no joelho, mas não foi baleado.

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Kone Compra TK Elevator por R$ 172 Bilhões e Cria Gigante Global de Elevadores, Superando Otis e Schindler

Kone e TK Elevator se Unem para Liderar o Mercado Global de Elevadores em Negócio Histórico de R$ 172 Bilhões A Kone Oyj anunciou um acordo monumental para adquirir a TK Elevator, antiga divisão da Thyssenkrupp, por 29,4 bilhões de euros, o equivalente a aproximadamente R$ 172 bilhões, incluindo dívidas. A transação, que representa uma das maiores saídas de fundos de private equity na Europa e o maior negócio da história da Finlândia, consolida a Kone como líder dominante no setor de elevadores e escadas rolantes. A nova entidade combinada quase dobrará o valor de mercado da Kone, que atualmente gira em torno de 30 bilhões de euros, catapultando-a à frente de concorrentes como a Otis Worldwide Corp., dos Estados Unidos, e a suíça Schindler Holding AG. A aquisição visa fortalecer a presença da Kone em mercados-chave e impulsionar sua estratégia de serviços e modernização. Apesar do otimismo, as ações da Kone registraram queda em Helsinque, sinalizando cautela do mercado. A empresa finlandesa já havia demonstrado interesse na TK Elevator anteriormente, mas a negociação anterior em 2020 não se concretizou. Agora, com o acordo fechado, a Kone busca expandir sua atuação global e otimizar suas operações, conforme divulgado pela Bloomberg. Expansão Geográfica e Estratégica para a Kone A aquisição da TK Elevator oferecerá à Kone uma maior exposição ao mercado norte-americano, onde a TK Elevator possui uma forte presença em instalação e manutenção. Essa movimentação complementa a posição de liderança da Kone na Ásia, de onde a empresa obtém cerca de 35% de sua receita atual. A sinergia entre as operações visa otimizar a oferta de produtos e serviços em escala global. Philippe Delorme, presidente e CEO da Kone, destacou que a união acelerará a “mudança estratégica da companhia em direção a serviços e modernização”. A empresa combinada terá sede na Finlândia, empregará mais de 100 mil funcionários em cerca de 100 países e projeta vendas anuais de aproximadamente 20,5 bilhões de euros, consolidando sua posição de liderança no mercado mundial de elevadores. Desafios Antitruste e a Saída dos Fundos de Private Equity A transação, embora estratégica, pode enfrentar barreiras regulatórias e antitruste em diversas jurisdições. A Kone pode ser obrigada a vender alguns ativos para obter as aprovações necessárias, um processo que, segundo executivos, pode levar até 18 meses. A empresa demonstrou confiança na obtenção das aprovações, trabalhando de perto com os reguladores. Para os vendedores, os fundos Advent e Cinven, a venda representa uma saída significativa, especialmente em um momento em que gestoras de private equity buscam repatriar capital para investidores. No entanto, a estrutura do acordo, que inclui uma parcela substancial em ações da Kone, pode prolongar o processo de liquidação completa para os fundos, tornando-os expostos à volatilidade do mercado. Estrutura do Negócio e Perspectivas Futuras O acordo prevê um pagamento em dinheiro de 5 bilhões de euros para a Advent e Cinven, com o restante sendo pago em ações da Kone. Essas ações estarão sujeitas a um período de bloqueio de 180 dias antes que

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Exército de Israel ameaça atacar Hezbollah ‘além da linha amarela’ no Líbano, elevando tensões na fronteira

Israel eleva o tom contra Hezbollah e ameaça avançar ‘além da linha amarela’ no Líbano O Exército de Israel intensificou sua retórica contra o Hezbollah, com o chefe do Estado-Maior, Eyal Zamir, declarando que o grupo será atacado mesmo em áreas do Líbano consideradas mais distantes da fronteira. A declaração foi feita durante uma visita do general às tropas israelenses no sul do Líbano, em uma região que o país define como uma “zona segura”. A fala eleva a tensão em uma fronteira já instável. Essa nova ameaça surge em meio a um cessar-fogo frágil e a uma série de ataques e contra-ataques entre as partes, com ambos os lados acusando um ao outro de violar os acordos, conforme informações divulgadas pelo Exército de Israel. Israel estabelece “linha amarela” e alerta para futuras ações militares Recentemente, as forças israelenses estabeleceram uma “linha amarela” no sul do Líbano, similar à que separa suas tropas do território controlado pelo Hamas na Faixa de Gaza. Israel já havia informado ter atacado indivíduos suspeitos de se aproximarem de seus soldados ao longo dessa linha. A movimentação militar israelense inclui a ordem de retirada de moradores de 16 cidades e vilarejos libaneses, que deveriam se dirigir para a cidade de Sidon. O governo israelense justifica suas ações como uma resposta a supostas violações da trégua por parte do Hezbollah. Ataque israelense deixa mortos no Líbano, incluindo socorristas Em um incidente ocorrido na terça-feira, a Defesa Civil do Líbano informou que um ataque israelense resultou na morte de três de seus integrantes. Os socorristas estavam em uma operação de resgate na cidade de Majdal Zoun, no sul do país, quando um prédio onde estavam foi atingido. Segundo o órgão, os socorristas ficaram “presos sob os escombros” do edifício bombardeado. O Ministério da Saúde libanês confirmou que outras duas pessoas também morreram no mesmo ataque, aumentando o saldo de vítimas civis. Ministro israelense adverte Hezbollah sobre “brincar com fogo” Dias antes, o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, já havia emitido um forte aviso ao Hezbollah, declarando que o grupo estava “brincando com fogo” e que isso poderia arrastar o Líbano para uma “catástrofe”. “Naim Qassem [líder do grupo armado] está brincando com fogo, e esse fogo queimará o Hezbollah e todo o Líbano”, afirmou Katz, reforçando a posição de linha dura de Israel. Apesar da trégua em vigor desde o dia 16, Israel mantém o direito de agir contra o que considera ataques planejados, iminentes ou em andamento por parte do Hezbollah. Israel busca “proteger cidadãos” e nega ambições territoriais no Líbano O ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Saar, declarou que o país não tem intenções de controlar o território libanês. “Israel não tem ambições territoriais no Líbano. Nossa presença nas áreas vizinhas à nossa fronteira norte tem apenas um propósito: proteger nossos cidadãos”, disse Saar. As forças israelenses mantêm uma presença em uma faixa de 5 a 10 quilômetros ao longo da fronteira com o Líbano e afirmam ter encontrado um túnel

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iFood mira em mesas e filas: app de delivery aposta em “Comer Fora” e compra startup para atrair clientes para dentro dos restaurantes

iFood expande atuação e lança “Comer Fora” para atrair clientes para dentro dos restaurantes, com a aquisição da Get In O iFood, gigante do delivery de comida, anunciou uma nova estratégia para além das entregas: o lançamento do “iFood para Comer Fora”. A iniciativa visa conectar os consumidores diretamente aos estabelecimentos físicos, promovendo experiências como reservas de mesa e ofertas exclusivas no salão. Para fortalecer essa nova frente de negócios, o iFood confirmou a aquisição da startup Get In, especializada em sistemas de reserva e gestão de filas. A união busca otimizar a experiência tanto para os clientes quanto para os donos de restaurantes, impulsionando o fluxo de pessoas e a ocupação dos espaços. As primeiras cidades a testarem o “iFood para Comer Fora” serão Campinas (SP) e Curitiba (PR). A partir dessas localidades, a empresa coletará dados e aprendizados para refinar o modelo antes de expandir para outras regiões do país. Conforme informação divulgada pelo iFood, a meta é criar uma nova alavanca de vendas no espaço físico, aumentando o fluxo de clientes e reduzindo a ociosidade em horários de menor movimento. Novas funcionalidades para clientes e restaurantes Através do “iFood para Comer Fora”, os usuários poderão acessar a seção dedicada no aplicativo para encontrar restaurantes com promoções, como descontos e cashback. Para usufruir dessas vantagens, o cliente precisará realizar um check-in ao chegar no estabelecimento. Essa funcionalidade, segundo o iFood, também visa gerar recorrência e fidelizar o público. Para os restaurantes, a plataforma oferecerá ferramentas para atrair mais público, gerenciar filas online e, com base nos dados de consumo, criar estratégias de marketing personalizadas. A ideia é que os estabelecimentos possam identificar seus clientes e conhecer melhor seus hábitos, utilizando essas informações para campanhas de cashback e promoções no Portal do Parceiro iFood. Get In: um reforço estratégico para reservas e filas A aquisição da Get In pela iFood representa um passo importante para consolidar o serviço “Comer Fora”. A Get In já oferece soluções para otimizar a ocupação de mesas e a gestão de filas, permitindo que clientes descubram restaurantes, entrem em filas virtuais e reservem mesas digitalmente, acompanhando o tempo de espera. O iFood destaca que, atualmente, menos de 45% dos estabelecimentos oferecem reserva de mesa, e dentro desse grupo, apenas cerca de 5 mil utilizam aplicativos especializados. “Com o tráfego e a inteligência do iFood, podemos ajudar a ampliar o hábito de reservar mesas em restaurantes no Brasil”, afirmou Juliana Yamada, vice-presidente de Novos Negócios no iFood. Ela ressalta que a iniciativa tem potencial para melhorar a experiência do consumidor e proporcionar ao restaurante maior previsibilidade de demanda, melhor ocupação e mais eficiência no salão. O futuro do consumo presencial com a tecnologia iFood A estratégia do iFood para o “Comer Fora” se alinha a um movimento crescente de integração entre o digital e o físico no setor de alimentação. Ao oferecer ferramentas que facilitam a visita ao restaurante, a empresa busca não apenas aumentar as vendas, mas também enriquecer a experiência do cliente, que

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Rei Charles 3º brinca com Macron sobre EUA falarem francês; presidente francês responde: ‘Seria chique’

Rei Charles 3º faz piada sobre EUA falarem francês e Macron responde: “Seria chique” Em um momento de descontração durante um jantar de Estado na Casa Branca, o rei Charles 3º fez uma brincadeira com o presidente francês, Emmanuel Macron, que gerou risadas e uma resposta espirituosa do líder europeu. A troca de farpas, que remete à história colonial e a recentes tensões políticas, adicionou um toque de leveza ao evento oficial. A piada do monarca britânico foi uma referência a declarações anteriores do ex-presidente Donald Trump, que criticou aliados europeus. Charles 3º, em tom jocoso, sugeriu que, sem a intervenção americana na Segunda Guerra Mundial, a Europa, incluindo a França, poderia estar falando alemão hoje. A resposta de Macron, que disse que seria “chique” se os EUA falassem francês, ecoou a própria história de influência francesa no território americano. Essa troca de gentilezas, porém, carrega um subtexto de críticas às declarações de Trump, que em janeiro, durante o Fórum Econômico de Davos, ameaçou a aliança transatlântica ao questionar o apoio dos EUA a aliados europeus. O episódio, que evidenciou a desconfiança entre Bruxelas e Washington, é um lembrete das complexidades nas relações internacionais, especialmente no contexto da OTAN. Um toque de história e diplomacia O rei Charles 3º, em sua visita aos Estados Unidos, participou de diversos eventos oficiais, incluindo um jantar de Estado e um discurso no Congresso. A piada durante o jantar, que se refere ao fato de que grande parte dos Estados Unidos foi colônia francesa no século 18, antes do domínio britânico, foi uma forma de Charles 3º, de maneira sutil, rebater as críticas de Trump aos aliados europeus. A resposta de Macron, divulgada em suas redes sociais, demonstrou bom humor e inteligência política. Ao dizer que “seria chique” se os EUA falassem francês, o presidente francês não apenas brincou com a situação, mas também relembrou a **influência histórica da França na formação dos Estados Unidos**, um fato frequentemente ofuscado pela narrativa americana. Críticas de Trump e o futuro da aliança transatlântica As declarações de Donald Trump em Davos, onde ele afirmou que, sem os EUA, a Europa falaria alemão e talvez japonês, causaram grande repercussão e aumentaram a desconfiança entre os aliados. Trump chegou a ameaçar a ruptura da aliança transatlântica, evidenciando um **atrito significativo entre Washington e seus parceiros europeus**. A visita do rei Charles 3º aos EUA, que incluiu um momento simbólico no memorial do 11 de Setembro em Nova York, também serviu como um lembrete do “relacionamento especial” entre Reino Unido e Estados Unidos. O gesto, especialmente após o atentado que vitimou cidadãos britânicos, reforçou a importância da cooperação mútua, inclusive no combate ao terrorismo e na aplicação do Artigo 5º da OTAN. Desafios nas relações internacionais A relação entre os Estados Unidos e seus aliados da OTAN tem enfrentado desafios, especialmente com as críticas de Trump sobre a divisão de custos e o apoio em conflitos internacionais. A proibição de bases militares americanas na Espanha para o conflito no Irã

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Selic: Copom reduz juros para 14,50% ao ano em meio a incertezas globais e inflação em alta

Copom anuncia corte de 0,25 ponto na Selic, levando taxa a 14,50% ao ano O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) decidiu nesta quarta-feira (29) reduzir a taxa básica de juros, a Selic, em 0,25 ponto percentual. Com isso, a taxa cai de 14,75% para 14,50% ao ano. A decisão do Copom foi unânime entre os membros do comitê. O corte, embora pequeno, representa um movimento em direção a uma política monetária menos restritiva, mas o cenário de incertezas globais e domésticas exige atenção. O Copom reiterou em sua nota oficial que o cenário ainda é marcado por elevada incerteza, citando explicitamente a guerra no Oriente Médio e o avanço da inflação como fatores de preocupação. Essa conjuntura exige cautela, especialmente para países emergentes. Cautela diante de cenário internacional volátil A instabilidade global, com destaque para o conflito no Oriente Médio, eleva a volatilidade dos preços de ativos e commodities. O Copom ressaltou que tal cenário demanda prudência por parte de economias emergentes como a brasileira. O futuro da Selic permanece em aberto. O Copom indicou que novas informações sobre a evolução do conflito internacional serão cruciais para as próximas decisões. A clareza sobre esses desdobramentos poderá influenciar novos cortes ou a manutenção da taxa. Indicadores domésticos mostram moderação, mas com ressalvas No âmbito doméstico, o Copom observou que os indicadores econômicos apresentam uma trajetória de moderação no crescimento da atividade. O mercado de trabalho, por sua vez, ainda exibe sinais de resiliência, o que é um ponto positivo. Contudo, o comitê destacou um ponto de atenção: a inflação cheia e suas medidas subjacentes apresentaram aceleração. Esse movimento afastou ainda mais as expectativas da meta de inflação estabelecida pelo Banco Central. Impactos da redução da Selic e perspectivas futuras A redução da Selic para 14,50% ao ano pode trazer alguns reflexos para a economia. Juros menores podem, a longo prazo, estimular o crédito e o consumo, além de reduzir o custo do endividamento para empresas e famílias. No entanto, o cenário de inflação acelerada e incertezas globais impede um otimismo irrestrito. O Banco Central seguirá monitorando atentamente os dados econômicos para calibrar sua política monetária, buscando o equilíbrio entre o controle da inflação e a sustentação da atividade econômica.

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Terrorista esfaqueia judeus em Londres: Ataque antissemita choca comunidade e autoridades pedem ação global

Ataque terrorista em Londres: dois judeus esfaqueados em ato antissemita Um homem esfaqueou duas pessoas em Golders Green, bairro de Londres com forte presença da comunidade judaica, em um ataque classificado pelas autoridades britânicas como terrorista. O incidente, ocorrido na quarta-feira (29), reacendeu preocupações sobre o crescente antissemitismo no Reino Unido e no mundo. As vítimas, um homem de cerca de 70 anos e outro de 30, foram socorridas e estão em condição estável. A polícia agiu rapidamente, prendendo um suspeito de 45 anos após imobilizá-lo com um taser. As investigações buscam compreender todas as motivações por trás deste ato de violência. O ataque gerou forte repercussão internacional, com líderes israelenses e autoridades britânicas condenando o ocorrido e pedindo medidas mais eficazes contra o ódio. A comunidade judaica em Londres expressou temor e clamou por segurança e ações concretas para combater o antissemitismo. Suspeito com histórico de violência e problemas de saúde mental O chefe da Polícia Metropolitana de Londres, Mark Rowley, informou que o suspeito detido possui um **histórico de violência grave e problemas de saúde mental**. A identidade do homem, no entanto, não foi divulgada. Rowley descreveu o ataque como um “ato horrendo de violência” direcionado especificamente contra a comunidade judaica. Condenação unânime e apelos por ação O prefeito de Londres, Sadiq Khan, condenou veementemente o ataque, afirmando que “não pode haver absolutamente nenhum espaço para o antissemitismo na sociedade”. O rabino-chefe do Reino Unido, Ephraim Mirvis, identificou as vítimas e pediu orações por sua recuperação, reforçando a gravidade do ocorrido. O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, classificou o incidente como “profundamente preocupante” e convocou uma reunião de emergência com membros do gabinete. Ele enfatizou a necessidade de apoiar a investigação policial e ser “absolutamente claro em nossa determinação de lidar com qualquer um desses crimes, os quais temos visto demais recentemente”. Contexto de aumento de ataques antissemitas O ataque em Golders Green ocorre em um contexto de **aumento preocupante de ataques antissemitas no Reino Unido**, especialmente desde outubro de 2023, após o ataque do Hamas a Israel. Nos últimos meses, a polícia londrina prendeu mais de duas dezenas de pessoas por envolvimento em ataques contra estabelecimentos ligados à comunidade judaica, incluindo o incêndio de ambulâncias de uma ONG judaica em Golders Green. Autoridades britânicas alertaram recentemente sobre a possibilidade de o Irã estar utilizando intermediários criminosos para atividades hostis no Reino Unido. O grupo pró-Irã Harakat Ashab al-Yamin al-Islamiyya reivindicou a autoria de alguns ataques recentes nas redes sociais, adicionando uma camada de complexidade às investigações. Preocupação internacional e alerta do presidente de Israel O presidente de Israel, Isaac Herzog, que estava em Londres no momento da notícia, expressou profunda preocupação e alertou que “governos precisam agir contra o antissemitismo”. Ele declarou que “o ódio pode começar com os judeus, mas nunca termina com os judeus. Líderes de todos os lugares devem tomar medidas imediatas nesta batalha crucial contra o ódio aos judeus”. Um porta-voz do rei Charles III informou que o monarca está sendo mantido a par

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Receita Federal: Supermercados e Farmácias na Mira de Nova Fiscalização de Créditos Tributários Bilionários

Operação Caixa Rápido: Receita Federal intensifica fiscalização e mira créditos tributários indevidos em supermercados e farmácias A Receita Federal deflagrou a Operação Caixa Rápido, que já identificou um volume bilionário de créditos indevidos de PIS, Pasep e Cofins. A ação, que começou com foco em supermercados, acendeu um alerta no meio empresarial e deve se expandir para outros setores. A fiscalização utiliza o cruzamento automatizado de dados fiscais para identificar inconsistências em pedidos de ressarcimento e compensação. Empresas que se beneficiaram de créditos tributários sem respaldo legal estão sendo notificadas para regularizar suas situações. A medida, segundo especialistas, sinaliza uma nova fase de fiscalização mais rigorosa e baseada em tecnologia, com potencial para gerar um impacto financeiro significativo nos contribuintes. Conforme explica o advogado e CEO da TAX Group, Luis Wulff, a Receita Federal está focada no uso indevido de créditos de produtos sujeitos ao regime monofásico ou à alíquota zero. Entendendo o Regime Monofásico e a Ação da Receita O regime monofásico de tributação ocorre quando o PIS e a Cofins são cobrados uma única vez na cadeia produtiva, geralmente na indústria ou no importador. Isso significa que distribuidores e varejistas, como supermercados e farmácias, não pagam novamente essas taxas e, consequentemente, não podem gerar crédito tributário sobre esses produtos. A Receita Federal está atuando contra empresas que, equivocadamente, têm se creditado desses impostos. Luís Wulff esclarece que, se a empresa não paga o tributo em sua etapa, ela também não pode se creditar dele. Essa lógica básica do sistema tributário tem sido desrespeitada por muitas empresas, muitas vezes induzidas por interpretações equivocadas disseminadas por consultorias tributárias nos últimos anos. Expansão da Fiscalização para Novos Setores A Operação Caixa Rápido, que já identificou inconsistências em mais de 55 mil pedidos e estima uma glosa de cerca de R$ 10 bilhões, é vista como a primeira onda de uma fiscalização mais ampla. A tendência, segundo Wulff, é que a Receita avance para outros setores que também lidam com produtos monofásicos. Setores como farmácias, bebidas, combustíveis, autopeças e pneus estão na mira. A escolha inicial pelos supermercados se deu pela alta concentração de risco e volume financeiro, especialmente pela venda de bebidas, um dos principais exemplos de tributação monofásica. Empresas desses setores devem ficar atentas e revisar suas práticas tributárias. Riscos e Oportunidade de Regularização O risco para os contribuintes não se limita à cobrança dos valores compensados indevidamente. Caso a regularização não ocorra dentro do prazo estipulado pela Receita Federal, as empresas podem ser autuadas com multas que chegam a até **150% do valor do débito**, acrescidas de juros. Wulff exemplifica que uma empresa com R$ 10 milhões em créditos indevidos pode ter essa conta elevada para R$ 25 milhões. Além disso, em casos de dolo, ou seja, intenção deliberada na utilização indevida do crédito, a Receita pode acionar a responsabilização pessoal dos sócios e administradores, atingindo seu patrimônio pessoal. A Receita Federal, contudo, tem oferecido um caráter orientador à operação, permitindo a regularização espontânea até 30 de junho de

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