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Agenda dos Presidenciáveis: De Minas a Maceió, candidatos cumprem roteiros intensos em 24 de agosto

Presidenciáveis em Campanha: Veja os Destaques da Quinta-feira (24) A quinta-feira, 24 de agosto, foi de intensa movimentação para os candidatos à Presidência da República. A agenda dos presidenciáveis incluiu uma diversidade de compromissos, desde entrevistas em rádios e participação em podcasts até atos públicos, carreata e encontros com apoiadores em diferentes estados brasileiros. O objetivo é claro: reforçar propostas e ampliar o alcance de suas mensagens. Flávio Bolsonaro (PL) esteve em Minas Gerais, onde reafirmou propostas de combate ao narcotráfico e redução da maioridade penal. Em Maceió, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu investimentos em infraestrutura e educação, ressaltando a importância do ensino integral. Hertz Dias (PSTU) focou em ações de campanha em Belo Horizonte, enquanto Renan Santos (Missão) percorreu cidades do interior paulista. Romeu Zema (Novo) concedeu entrevista e realizou caminhada em cidades paulistas, visitando também um centro de referência para autismo. Ronaldo Caiado (PSD) cumpriu agenda em Goiânia e participou de carreata em Senador Canedo, além de conceder entrevista a uma rádio gaúcha. A cobertura completa das agendas dos presidenciáveis revela a diversidade de estratégias e regiões de foco dos concorrentes ao Planalto, conforme divulgado em reportagem. Candidatos Pautam Segurança e Economia Em Teófilo Otoni, Minas Gerais, Flávio Bolsonaro (PL) declarou que, caso eleito, irá “declarar guerra ao narcotráfico”. Ele também mencionou a proposta de reduzir a maioridade penal como forma de impulsionar o progresso do país. A segurança pública e a justiça criminal foram temas centrais em sua fala. Na capital alagoana, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participou de um ato de campanha em Maceió. Lula enfatizou a necessidade de investimentos em obras de infraestrutura, como a transposição do Rio São Francisco, e em escolas de tempo integral. “Eu quero provar que a meninada brasileira não depende de ninguém. Não deixem seus filhos terem preguiça de ir para a escola. Não existe país no mundo que se desenvolveu sem antes investir na educação”, afirmou o candidato. Hertz Dias (PSTU) realizou ações de campanha e distribuição de panfletos em Belo Horizonte. Ele destacou que o Brasil, apesar de rico em recursos naturais, enfrenta desafios como o desemprego e a insegurança alimentar. Dias defende que a “mobilização da classe trabalhadora” é o caminho para reverter essa situação. Visitas Institucionais e Entrevistas Marcam o Dia Romeu Zema (Novo) concedeu entrevista à rádio Jovem Pan Campinas (SP) e realizou uma caminhada em Holambra (SP). Sua agenda também incluiu uma visita ao Centro de Referência do Autismo em Jaguariúna (SP), demonstrando atenção a pautas sociais. Ronaldo Caiado (PSD) esteve em Goiânia para uma caminhada e concedeu entrevista à Rádio Acústica (RS). Ele também participou de uma carreata em Senador Canedo (GO), reforçando sua presença em Goiás. Augusto Cury (Avante) visitou Cuiabá, onde esteve na Casa Cury e no Shopping Popular. Posteriormente, seguiu para Porto Velho para uma carreata e visitou a sede do partido em Manaus. Sobre a região amazônica, Cury ressaltou que “é uma região que precisa ser cuidada com muito carinho e muita responsabilidade. Tanto para preservar

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Manifestantes em Caracas pedem volta de María Corina Machado, vencedora do Nobel da Paz, e questionam restrições de entrada na Venezuela

Centenas clamam pelo retorno de María Corina Machado à Venezuela em protesto em Caracas Em meio a gritos de “María Corina, venha, estamos esperando por você”, centenas de manifestantes se reuniram em Caracas para expressar o desejo pelo retorno da líder opositora e vencedora do Nobel da Paz, María Corina Machado. A demonstração de apoio ocorre após a nova tentativa frustrada de Machado de ingressar em seu país natal. A opositora, que se encontra em exílio no Panamá, teve seu retorno impedido na última terça-feira (22), conforme relatado por seu assessor, Pedro Urruchurtu. A tentativa coincidiu com a reunião da líder interina, Delcy Rodríguez, com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em Nova York, à margem da Assembleia Geral da ONU. O incidente gerou forte repercussão entre os participantes do protesto, que questionaram as restrições impostas à entrada de Machado. A situação levanta dúvidas sobre as motivações por trás da proibição, especialmente considerando a visibilidade internacional de Rodríguez. Conforme informações divulgadas, os manifestantes expressaram sua frustração com a situação. Divergências sobre o veto ao retorno de Machado O comerciante Douglas Mata, de 65 anos, expressou incredulidade com o impedimento da entrada de Machado. “Não é possível que, enquanto Delcy viaja pelo mundo, não deixem Corina entrar aqui na Venezuela”, questionou. Ele complementou, “Não é possível que recebam a Delcy como uma rainha nos EUA e não liberem Corina para entrar aqui em seu próprio país.”. Embora as autoridades americanas neguem qualquer veto, analistas apontam para uma possível objeção de Washington ao retorno da opositora. Isso se deve, segundo eles, às declarações de satisfação de Donald Trump com o trabalho de Delcy Rodríguez como líder interina. Trajetória de María Corina Machado e exigências dos manifestantes María Corina Machado deixou a clandestinidade em dezembro, após viajar à Noruega para receber o Prêmio Nobel da Paz. Após uma breve passagem pelos EUA, estabeleceu sua residência na Cidade do Panamá. A população venezuelana demonstra grande anseio por seu retorno. “A Venezuela espera por ela, não apenas Caracas, mas toda a Venezuela”, afirmou Josefina Guerra, representante da coalizão sindical nacional. Durante a marcha, os manifestantes empunhavam cartazes com mensagens como “María Corina, venha, seu povo está pronto” e “A Venezuela espera por você em breve”. Silvia Nieto, militante do partido Vente Venezuela, partido de Machado, exaltou a líder como “uma vencedora do Nobel da Paz, uma líder, uma mulher guerreira e corajosa que sempre apostou na liberdade da Venezuela”. Contexto político e negociações em andamento Os manifestantes também aproveitaram a ocasião para exigir a convocação de novas eleições, após a queda de Nicolás Maduro em uma operação americana em janeiro. Machado, crítica ferrenha do chavismo, liderou a campanha da oposição nas eleições presidenciais de 28 de julho de 2024. Essas eleições resultaram na proclamação de Maduro para um terceiro mandato consecutivo, desencadeando protestos com 28 mortos e mais de 2.400 detidos. Após ser declarada inelegível, María Corina Machado apoiou a candidatura do diplomata Edmundo González Urrutia, que se encontra exilado na Espanha. Atualmente, uma

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Delcy Rodríguez na ONU: Agradecimento a Trump, Renascimento da Venezuela e Promessa de Novas Eleições em Discurso Histórico

Delcy Rodríguez na ONU: Agradecimento a Trump, Renascimento da Venezuela e Promessa de Novas Eleições em Discurso Histórico Em um momento marcante na Assembleia Geral da ONU, Delcy Rodríguez fez seu primeiro discurso como líder interina da Venezuela, enviando mensagens de esperança e reconstrução para o país. O evento, realizado em Nova York, foi palco para agradecimentos ao presidente Donald Trump e para a apresentação de um plano de “renascimento” venezuelano, embora sem a menção explícita a Nicolás Maduro. A fala de Rodríguez priorizou os termos “renascimento” e “reconstrução”, delineando os pilares de um processo político que visa fortalecer as instituições e garantir a participação de todas as forças políticas. A promessa de novas eleições paira no ar, mas os detalhes e prazos ainda permanecem incertos, gerando expectativas e questionamentos sobre a real abrangência desse processo. A líder venezuelana destacou a importância de um Estado a serviço de seus cidadãos, livre de arbitrariedades. “Que nossos cidadãos não se sintam atropelados por um poder arbitrário, mas que esteja a seu serviço”, declarou. A Venezuela se comprometeu a oferecer “condições reais para todas as forças políticas do país”, ressaltando que a democracia se mede pela qualidade da competição eleitoral e não apenas pela sua existência. Pilares da Reconstrução e o Desafio dos Presos Políticos Delcy Rodríguez apresentou os pilares de um plano de reconstrução política, com foco no fortalecimento das instituições venezuelanas. A meta é garantir que o Estado sirva aos cidadãos, promovendo um ambiente de respeito e participação democrática. A promessa de “garantir condições reais para todas as forças políticas” visa criar um cenário de competição justa e transparente nas futuras eleições. No entanto, a situação dos presos políticos continua sendo um ponto de atenção. Segundo o Foro Penal, organização de direitos humanos, ainda há 344 pessoas detidas por motivos políticos na Venezuela, sendo 191 sem condenação. A organização ressalta que a reconciliação e a transição democrática efetiva são inviáveis enquanto houver pessoas privadas de liberdade por exercerem seus direitos. Acordo Petrolífero e a Relação com os Estados Unidos Um dos pontos centrais do discurso foi o elogio ao acordo entre Caracas e Washington sobre o petróleo venezuelano. Delcy Rodríguez classificou o pacto, que concede aos EUA controle majoritário sobre cerca de 65 bilhões de barris, como “um dos maiores já assinados”, capaz de contribuir para o equilíbrio energético global. Este acordo reflete a atual dinâmica de dependência da Venezuela em relação ao governo Trump. A líder venezuelana agradeceu pessoalmente a Donald Trump por “retomar o caminho das relações diplomáticas e cooperação com a Venezuela”, evidenciando a influência americana no cenário político do país. O discurso também abordou o contencioso territorial com a Guiana sobre o Essequibo, com um aceno a Trump sobre a importância de negociações bilaterais. Um Novo Começo para a Venezuela Delcy Rodríguez dirigiu-se aos jovens e à diáspora venezuelana, conclamando a acreditar em um novo futuro para o país. “Este é o momento de construir o país a quem muitos queiram voltar, não só aquele de que

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Casa Branca de Trump Banindo Jornalistas: Governo Usa Fontes Anônimas Contra Quem Usa Fontes Anônimas

Casa Branca de Trump Banindo Jornalistas: Governo Usa Fontes Anônimas Contra Quem Usa Fontes Anônimas O governo de Donald Trump tomou uma medida drástica ao banir o site Politico da cobertura da Casa Branca. A justificativa oficial aponta para a violação de padrões de ética profissional, especificamente o uso de fontes anônimas e a publicação de informações sensíveis ou secretas. No entanto, a decisão levanta questionamentos, pois o próprio governo é acusado de utilizar a mesma prática que critica. Um dos exemplos citados para justificar o banimento é uma reportagem do Politico que utilizou informações fornecidas oficialmente pela própria Casa Branca, durante um briefing com jornalistas, onde a fonte foi mantida anônima conforme instruído. Essa controvérsia foi revelada pelo jornal The Washington Post, que teve acesso a cartas enviadas pela Casa Branca a um tribunal. O caso envolve também as redes CNN e MS NOW, que também foram banidas e moveram ações judiciais para reverter a proibição. Conforme informação divulgada pelo The Washington Post, a Casa Branca alega que a prática de atribuir informações a uma “autoridade sênior do governo”, sem nomeá-la, é prejudicial à segurança nacional, mesmo quando a própria Casa Branca orienta essa forma de comunicação. Prática Comum, Agora Usada Como Justificativa Para Banimento A comunicação de informações urgentes, porém sensíveis, através de fontes anônimas coletivas é uma prática comum na relação entre o Executivo americano e a imprensa. Essa tática permite que o governo compartilhe dados importantes sem se expor diretamente, e outros governos e instituições também adotam esse método. No caso em questão, o briefing em questão tratava de um acordo de cessar-fogo dos Estados Unidos com o Irã, em junho. A autoridade anônima informou que a trégua tinha uma chance de 80% a 85% de ser concretizada em breve, o que se confirmou dias depois com o anúncio do único cessar-fogo público do conflito até então. A Casa Branca, em sua argumentação, cita a reportagem do Politico que detalhou essa chance de acordo, juntamente com a avaliação de que vazamentos poderiam ser prejudiciais à segurança nacional. A reportagem do Politico seguiu exatamente as diretrizes solicitadas pela Casa Branca, atribuindo as informações a uma “autoridade sênior do governo” e não nomeando a fonte. Outros veículos de imprensa, que não foram banidos, participaram do mesmo informe e publicaram sobre o tema sob as mesmas condições, o que reforça a inconsistência da justificativa do governo Trump. Ação Judicial e Defesa da Liberdade de Imprensa Donald Trump anunciou a proibição na última sexta-feira (18), alegando, sem apresentar provas, que as empresas de comunicação publicavam informações falsas. Em meio à disputa judicial, o Executivo afirmou que o acesso da imprensa à Casa Branca é um privilégio, e não um direito, conforme consta em uma petição judicial sobre o caso. Os veículos de notícia, por sua vez, argumentam que o banimento viola a Primeira Emenda da Constituição dos Estados Unidos, que garante a liberdade de expressão. O juiz federal Timothy Kelly, indicado por Trump em 2017, realizou uma audiência de emergência

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Xi Jinping nos EUA: Por que as expectativas para o encontro com Trump são baixas, mesmo com recepção de gala?

Baixas expectativas marcam novo encontro entre Xi e Trump em meio a tensões e política eleitoral A esperada reunião entre os presidentes da China, Xi Jinping, e dos Estados Unidos, Donald Trump, chega sob um clima de **expectativas contidas**. Apesar da recepção de gala reservada ao líder chinês, com direito a tapete vermelho em base militar, o cenário sugere que os grandes desafios nas relações bilaterais, como a corrida armamentista e o avanço da inteligência artificial, dificilmente encontrarão soluções concretas. O encontro ocorre em um momento delicado, com as eleições americanas se aproximando. Essa conjuntura política influencia diretamente a postura de Trump, que busca manter uma trégua na guerra comercial para evitar choques econômicos globais, conforme informações divulgadas sobre a pauta. Apesar de Trump ter chamado Xi de “grande líder” e “bom amigo”, a relação entre os dois países é marcada por incongruências, como a retórica de campanha de Trump contra a China e a atual gestão transacional da política externa americana. A questão da inteligência artificial desregulada, que preocupa o público americano, também não tem sido tratada com a seriedade esperada pela administração. Recepção de Gala em Contraste com a Realidade das Negociações A chegada de Xi Jinping aos Estados Unidos foi marcada por uma recepção que remete a visitas papais, com Donald Trump pessoalmente no aeroporto. Essa demonstração de prestígio contrasta com a complexidade dos temas a serem discutidos, incluindo o avanço da **inteligência artificial** e a corrida armamentista, que não devem ter soluções fáceis. A expansão da Casa Branca, mencionada por Trump como necessária para acomodar grandes eventos diplomáticos, incluindo a visita de Xi, simboliza a tentativa de gerenciar a imagem da relação bilateral. No entanto, a substância das negociações pode ficar em segundo plano diante das pressões eleitorais internas nos EUA. Inteligência Artificial: Um Campo Minado de Incertezas A **inteligência artificial** emerge como um dos pontos centrais de preocupação, mas a administração Trump tem sido criticada por sua proximidade com os gigantes da indústria, o que levanta dúvidas sobre a seriedade com que o poder disruptivo dessa tecnologia desregulada está sendo abordado. Uma reunião preliminar entre assessores já tratou de salvaguardas para a IA, mas os temas permanecem vagos. A China, por sua vez, busca consolidar sua posição econômica, aproximando-se de um superávit de US$ 1 trilhão em sua balança comercial. Xi Jinping pode usar seu quase monopólio em terras raras, essenciais para produtos eletrônicos, como ferramenta de barganha nas negociações comerciais. Taiwan e a Sombra da Incerteza Geopolítica A questão de Taiwan paira como um dos pontos de maior tensão. Durante o encontro de maio, Xi Jinping pressionou Trump para suspender vendas de armas e garantias de proteção à ilha. A democracia taiwanesa, com seus 23 milhões de habitantes, é vista pela ditadura de Pequim como parte integral de seu território, gerando temores de que se torne a próxima peça em um jogo geopolítico de alto risco. Scott Kennedy, conselheiro do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais de Washington, ressaltou a percepção de que “o

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Venda de Armas para Taiwan: Trump Pode Usar o Pacote de US$ 14 Bilhões como Moeda de Troca com Xi Jinping

Venda de Armas para Taiwan: Trump Pode Usar o Pacote de US$ 14 Bilhões como Moeda de Troca com Xi Jinping O aguardado encontro entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o líder chinês, Xi Jinping, promete ser um palco de intensas negociações, onde a venda de armas americanas para Taiwan pode se tornar um trunfo crucial nas mãos de ambos os líderes. A China, que considera a ilha autogovernada como parte de seu território, busca ativamente impedir que os Estados Unidos forneçam armamentos a Taipé, uma ação que Pequim vê como uma provocação e um risco à estabilidade regional. A possibilidade de suspensão ou adiamento de um pacote de vendas de armas avaliado em US$ 14 bilhões (aproximadamente R$ 72 bilhões) para Taiwan está no centro das atenções. Este movimento estratégico, se concretizado, representaria uma vitória para Xi Jinping, que tem em Taiwan um ponto sensível em suas relações com Washington. A China reivindica a ilha como sua e usa sua força militar para intimidar Taipé. O presidente americano, por sua vez, já indicou que vê esse pacote de armamentos como uma valiosa ferramenta de barganha. A gestão Trump tem adiado a aprovação de mísseis, sistemas de defesa aérea e armamentos antidrones, uma decisão que tem sido interpretada como uma concessão a Pequim. Conforme informações divulgadas pelo The New York Times, o adiamento das vendas de armas é visto por especialistas como uma estratégia sofisticada de Pequim para reduzir o apoio americano a Taiwan. O Jogo de Xadrez entre EUA e China por Taiwan Para Xi Jinping, o objetivo principal em Washington é convencer Donald Trump a manter a suspensão dos negócios de armamentos. A China considera que a venda de armas a Taiwan pode levar a relações desastrosas entre os dois países, chegando a um ponto de conflito. Xin Qiang, diretor do Centro de Estudos sobre Taiwan da Universidade Fudan, em Xangai, afirma que a questão de Taipé é a única que poderia levar ao colapso das relações ou a um conflito, e que a continuidade do adiamento das vendas de armas é crucial. Donald Trump, ao descrever o plano de venda de armas como uma fonte de poder de barganha, demonstrou sua intenção de usar a questão como moeda de troca. Após sua cúpula com Xi em Pequim, Trump declarou: “Francamente, é uma ótima moeda de troca para nós”. Desde então, seu governo tem evitado menções públicas a Taiwan, um sinal de cautela que agrada a Pequim. A disposição de Trump em adiar as vendas de armas já é vista como um ganho para a China. Em Washington, Xi pode sugerir consequências caso Trump aprove a venda, como restrições às exportações chinesas de terras raras, essenciais para a indústria de tecnologia. Outra possível ameaça seria a não participação de Xi na cúpula do G20 em dezembro. As Implicações para a Defesa de Taiwan O adiamento das vendas de armas representa um desafio político para o presidente de Taiwan, Lai Ching-te. Ele tem defendido o aumento

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Finlândia Impulsiona Brasil: Computador Quântico, 6G e Inovações Chegam para Revolucionar a Indústria

Brasil e Finlândia Expandem Cooperação para Tecnologia de Ponta O Brasil se prepara para receber em 2025 seu primeiro computador quântico, um marco significativo impulsionado por uma parceria estratégica com a Finlândia. A colaboração, que se estende a setores como redes 6G, satélites de geointeligência e inovações na indústria de papel e celulose, visa **elevar a competitividade industrial brasileira** a novos patamares. A informação foi destacada pelo embaixador finlandês, Antti Kaski, durante visita a Curitiba. Essa aproximação demonstra a evolução da relação bilateral para áreas de alta tecnologia, com potencial para transformar diversos setores da economia nacional. A chegada de tecnologias avançadas, como a computação quântica, abre portas para pesquisas e desenvolvimentos inéditos em solo brasileiro, posicionando o país na vanguarda da inovação global. A cooperação não se limita apenas a equipamentos de ponta, mas também abrange o compartilhamento de conhecimento e expertise em áreas cruciais para o desenvolvimento sustentável e a eficiência industrial. Conforme informação divulgada pela Gazeta do Povo, essa sinergia tecnológica promete gerar **impactos positivos e duradouros para o Brasil**. O Salto Quântico para a América do Sul A instalação do computador quântico IQM Spark pelo Instituto de Pesquisas Eldorado, em Campinas, prevista para o início de 2025, representa um **avanço tecnológico inédito para a América do Sul**. Diferentemente dos computadores convencionais, que operam com bits (0 ou 1), os computadores quânticos utilizam qubits, permitindo a realização simultânea de cálculos complexos em velocidades inimagináveis. O sistema será disponibilizado para universidades e centros de pesquisa testarem algoritmos em áreas vitais como o desenvolvimento de novos materiais químicos, avanços em inteligência artificial e otimização de processos industriais de alta performance. Essa capacidade de processamento abre novas fronteiras para a **pesquisa científica e o desenvolvimento tecnológico** no Brasil. Conexões de Nova Geração e Monitoramento Estratégico A parceria finlandesa também fortalece a infraestrutura de telecomunicações e monitoramento do Brasil. Pesquisadores brasileiros já colaboram na Finlândia em um projeto conjunto entre a Nokia e a Universidade de Oulu para o desenvolvimento do **6G**, a próxima geração de redes móveis. Essa iniciativa é fundamental para garantir a conectividade do futuro. Adicionalmente, o Brasil estabeleceu uma relação estratégica com a startup ICEYE, fornecedora de satélites pequenos e flexíveis. Esses equipamentos são cruciais para a **geointeligência**, permitindo o monitoramento preciso do território para fins civis e militares. O Brasil foi o primeiro comprador internacional fora da União Europeia, demonstrando a confiança na tecnologia finlandesa. Inovação Finlandesa Transforma a Indústria de Papel e Celulose A expertise finlandesa em automação e sustentabilidade tem um impacto direto na indústria brasileira de papel e celulose. Empresas como a Valmet, referência mundial no setor, desempenharam um papel central no Projeto Puma da Klabin, no Paraná. A companhia forneceu máquinas modernas para a produção do Eukaliner, o **primeiro papel kraft do mundo feito com fibras de eucalipto**. Essa cooperação é considerada essencial para manter a competitividade brasileira no mercado global. Com o apoio dessas tecnologias, o Brasil superou a marca de 20 milhões de toneladas de celulose exportadas no último ano,

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Supermercados Podem Abrir em Feriados Sem Convenção Coletiva Após Decisão Judicial da ABRAS

Justiça Federal autoriza supermercados a funcionar em feriados sem convenção coletiva Uma decisão liminar proferida pela desembargadora federal Monica Nobre, do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3), trouxe um novo cenário para o setor supermercadista no Brasil. A Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS) obteve sucesso em seu pedido para que os estabelecimentos do ramo possam operar em feriados, independentemente da celebração de convenções coletivas de trabalho (CCT) com sindicatos. Essa decisão suspende, provisoriamente, os efeitos de duas portarias do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) que antes impediam o funcionamento sem acordo prévio ou adequação à legislação local. A norma em questão, com exceção de setores considerados essenciais, exigia que o trabalho em feriados fosse formalizado por meio de CCT. Agora, a Justiça garantiu uma autorização permanente para o trabalho nesses dias, afastando a possibilidade de sanções ou restrições às empresas. A ABRAS argumentou que a restrição imposta pelas portarias prejudicava a manutenção e a criação de empregos, além de gerar aumento nos custos de mão de obra. A entidade destacou a importância socioeconômica do setor, responsável pela comercialização de 93% dos gêneros de largo consumo e empregando cerca de 3,2 milhões de trabalhadores direta e indiretamente. Conforme informação divulgada pela ABRAS, a decisão visa garantir a segurança jurídica e o livre exercício da atividade econômica. Fundamentação da Decisão Judicial A relatora da decisão, desembargadora Monica Nobre, baseou sua liminar na **probabilidade do direito**. Ela ressaltou que a regulamentação administrativa mantinha outras atividades comerciais sob autorização permanente, tornando “injustificável” qualquer tratamento diferenciado ou exclusão seletiva dos supermercados. A magistrada também ponderou sobre o **perigo de dano**, apontando o caráter essencial do segmento supermercadista. Entre os riscos destacados estão os prejuízos financeiros imediatos para as empresas, o potencial impacto negativo no abastecimento da população e a interferência no livre exercício da atividade econômica. A decisão busca, portanto, equilibrar os interesses econômicos e sociais envolvidos na operação dos supermercados em feriados. Impacto no Setor e no Emprego A ABRAS defende que a permissão de funcionamento em feriados é crucial para a **manutenção e criação de empregos** no setor. A entidade argumenta que restrições podem levar a um aumento nos custos de mão de obra e, consequentemente, a uma redução na oferta de vagas. A relevância socioeconômica do setor supermercadista, que comercializa a vasta maioria dos gêneros de largo consumo no país, foi um ponto central na argumentação. O funcionamento em feriados é visto como essencial para atender à demanda dos consumidores e garantir a disponibilidade de produtos essenciais. A decisão da Justiça Federal da 3ª Região visa, portanto, proporcionar um ambiente mais favorável para o setor, que é um grande empregador no Brasil. Próximos Passos da Decisão É importante ressaltar que esta decisão é uma **medida provisória**. Ela vigorará até que o recurso seja processado, a União Federal se manifeste e o Ministério Público Federal (MPF) apresente seu parecer. Somente após essas etapas o colegiado da 4ª Turma poderá reavaliar a liminar. Enquanto isso, os supermercados podem operar em feriados sem

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Chile: Desemprego e Inflação Cevam Popularidade de Kast, Que Vê Prioridades Mudarem Após Seis Meses de Governo

Kast em Baixa: Crise Econômica Desafia Governo Chileno Seis Meses Após Posse José Antonio Kast assumiu a presidência do Chile há seis meses com a promessa de um “governo de emergência”, focado em combater a criminalidade e a imigração irregular. No entanto, a emergência que agora domina a agenda é a econômica, com o aumento do desemprego e a inflação impactando diretamente a popularidade do mandatário. Os indicadores econômicos preocupantes colocam o governo sob pressão. O desemprego atingiu 9,5%, o maior índice em cinco anos, enquanto a inflação anual se situa em 4,1%. Para piorar, o Banco Central chileno revisou para baixo a previsão de crescimento do PIB para este ano, indicando uma expansão de apenas 0,25% a 0,75%. O próprio Kast já reconheceu a gravidade da situação, admitindo que o Chile atravessa um “período de crise”. O chamado “bencinazo”, o aumento do preço da gasolina repassado aos consumidores, foi um dos primeiros golpes na aprovação presidencial, conforme admitido pelo próprio presidente. Esses dados e percepções foram divulgados pela newsletter Cercanías, da Folha de S.Paulo. Queda Livre na Aprovação e Mudança de Foco Uma pesquisa recente da Cadem, realizada para marcar os seis meses de governo, revela um cenário desafiador para Kast. Apenas 35% dos chilenos aprovam sua gestão, enquanto 61% desaprovam. Mais preocupante ainda, 62% dos entrevistados consideram que o governo tem sido pior do que o esperado, e apenas 8% veem melhora. O “bencinazo” foi apontado por 38% dos entrevistados como um dos principais erros do governo. Essa pesquisa demonstra uma clara inversão nas prioridades da população chilena. Se Kast chegou ao poder com o discurso de segurança e combate ao crime, agora a economia e o emprego se tornaram as preocupações centrais. Economia Supera Segurança nas Prioridades Chilenas Atualmente, 79% dos chilenos apontam a economia e o emprego como as áreas que o governo deveria priorizar, enquanto segurança, delinquência e narcotráfico aparecem com 33%. Essa mudança de perspectiva é significativa, considerando que a eleição de Kast foi impulsionada pelo medo da criminalidade e por uma onda conservadora na região. O presidente havia participado de iniciativas como o Escudo das Américas, promovido por Donald Trump, focado no combate ao crime organizado. Contudo, a urgência atual do eleitor chileno parece ser mais prosaica: emprego, salários e custo de vida. A promessa de ordem e segurança, que o alçou à presidência, agora compete com a necessidade de estabilidade econômica. Governo Argumenta Herdando Problemas e Planeja Recuperação A equipe de Kast argumenta que herdou problemas complexos que não podem ser resolvidos em apenas seis meses. Eles afirmam que as políticas atuais visam preparar o terreno para uma recuperação econômica, destacando o ajuste das contas públicas e a intenção de destravar investimentos. A redução de gastos fiscais, aliás, foi apontada pela própria Cadem como um dos acertos da gestão. É importante notar que seis meses é um período curto para definir o sucesso de um mandato de quatro anos. O Chile, apesar de suas tensões sociais, continua sendo uma das democracias e

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Xi Jinping propõe ‘parceria, não rivalidade’ com EUA em encontro com Trump, mas tensões comerciais e tecnológicas persistem

Xi Jinping defende que China e Estados Unidos sejam ‘parceiros, não rivais’ em busca de cooperação mútua O líder da China, Xi Jinping, manifestou nesta quarta-feira (22) o desejo de que a China e os Estados Unidos estabeleçam uma relação de **parceria, em vez de rivalidade**. A declaração ocorreu em Washington, pouco após sua chegada e recepção pelo presidente Donald Trump. Em pronunciamento por escrito divulgado pela agência estatal Xinhua, Xi enfatizou que os povos de ambas as nações possuem intercâmbios amistosos de longa data e que seus interesses estão profundamente interligados. Ele expressou expectativas de ter conversas aprofundadas com Trump sobre questões bilaterais e o cenário global. As declarações de Xi Jinping antecederam as primeiras conversas formais com Donald Trump, marcadas por um aperto de mãos em um tapete vermelho na capital americana. Conforme divulgado pela Xinhua, Xi Jinping espera que os dois países trabalhem em conjunto para promover uma relação **estável**, com **cooperação como pilar central**, **competição dentro de limites**, **diferenças administráveis** e **perspectivas pacíficas**. Temas espinhosos dominam a agenda bilateral Apesar do tom conciliador de Xi Jinping, a agenda de discussões entre os líderes aborda temas considerados espinhosos. Entre eles, destacam-se as **disputas comerciais** entre as duas potências, a **competição tecnológica**, especialmente no campo da **inteligência artificial**, e o **apoio diplomático e econômico** que Pequim oferece ao Irã. O líder chinês também fez referência ao slogan político de Trump, afirmando que o “grande rejuvenescimento da nação chinesa” e o objetivo de “tornar a América grande novamente” podem **caminhar lado a lado**. Xi Jinping expressou confiança de que é possível traçar um caminho correto para a coexistência de duas grandes potências, prevendo que a visita gere resultados frutíferos e traga esperança para a paz mundial. Recepção oficial e histórico de tensões A recepção oficial de Xi Jinping na Casa Branca contou com apresentações militares e sobrevoos de aeronaves de combate, incluindo um bombardeiro B-2 Spirit e quatro caças F-22 Raptor. Um jantar de Estado foi oferecido por Trump e a primeira-dama, Melania, ao líder chinês e sua esposa, Peng Liyuan. Contudo, o encontro ocorre em meio a um histórico de conflitos entre Trump e Xi Jinping. Desde o ano passado, o presidente americano tem imposto tarifas sobre produtos chineses e feito insinuações, sem apresentar provas, de que a China teria interferido nas eleições de 2020, nas quais ele perdeu para Joe Biden. Terceiro encontro presencial em menos de um ano Esta foi a **terceira reunião presencial** entre Xi Jinping e Donald Trump em um período de 11 meses. Os líderes já haviam se encontrado em Busan, na Coreia do Sul, em outubro de 2025, e em Pequim, em maio deste ano. Outros dois encontros estão previstos para ocorrer ainda em 2023, durante a reunião de líderes da Apec em Shenzhen e no G20 em Miami.

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Agenda dos Presidenciáveis: De Minas a Maceió, candidatos cumprem roteiros intensos em 24 de agosto

Presidenciáveis em Campanha: Veja os Destaques da Quinta-feira (24) A quinta-feira, 24 de agosto, foi de intensa movimentação para os candidatos à Presidência da República. A agenda dos presidenciáveis incluiu uma diversidade de compromissos, desde entrevistas em rádios e participação em podcasts até atos públicos, carreata e encontros com apoiadores em diferentes estados brasileiros. O objetivo é claro: reforçar propostas e ampliar o alcance de suas mensagens. Flávio Bolsonaro (PL) esteve em Minas Gerais, onde reafirmou propostas de combate ao narcotráfico e redução da maioridade penal. Em Maceió, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu investimentos em infraestrutura e educação, ressaltando a importância do ensino integral. Hertz Dias (PSTU) focou em ações de campanha em Belo Horizonte, enquanto Renan Santos (Missão) percorreu cidades do interior paulista. Romeu Zema (Novo) concedeu entrevista e realizou caminhada em cidades paulistas, visitando também um centro de referência para autismo. Ronaldo Caiado (PSD) cumpriu agenda em Goiânia e participou de carreata em Senador Canedo, além de conceder entrevista a uma rádio gaúcha. A cobertura completa das agendas dos presidenciáveis revela a diversidade de estratégias e regiões de foco dos concorrentes ao Planalto, conforme divulgado em reportagem. Candidatos Pautam Segurança e Economia Em Teófilo Otoni, Minas Gerais, Flávio Bolsonaro (PL) declarou que, caso eleito, irá “declarar guerra ao narcotráfico”. Ele também mencionou a proposta de reduzir a maioridade penal como forma de impulsionar o progresso do país. A segurança pública e a justiça criminal foram temas centrais em sua fala. Na capital alagoana, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participou de um ato de campanha em Maceió. Lula enfatizou a necessidade de investimentos em obras de infraestrutura, como a transposição do Rio São Francisco, e em escolas de tempo integral. “Eu quero provar que a meninada brasileira não depende de ninguém. Não deixem seus filhos terem preguiça de ir para a escola. Não existe país no mundo que se desenvolveu sem antes investir na educação”, afirmou o candidato. Hertz Dias (PSTU) realizou ações de campanha e distribuição de panfletos em Belo Horizonte. Ele destacou que o Brasil, apesar de rico em recursos naturais, enfrenta desafios como o desemprego e a insegurança alimentar. Dias defende que a “mobilização da classe trabalhadora” é o caminho para reverter essa situação. Visitas Institucionais e Entrevistas Marcam o Dia Romeu Zema (Novo) concedeu entrevista à rádio Jovem Pan Campinas (SP) e realizou uma caminhada em Holambra (SP). Sua agenda também incluiu uma visita ao Centro de Referência do Autismo em Jaguariúna (SP), demonstrando atenção a pautas sociais. Ronaldo Caiado (PSD) esteve em Goiânia para uma caminhada e concedeu entrevista à Rádio Acústica (RS). Ele também participou de uma carreata em Senador Canedo (GO), reforçando sua presença em Goiás. Augusto Cury (Avante) visitou Cuiabá, onde esteve na Casa Cury e no Shopping Popular. Posteriormente, seguiu para Porto Velho para uma carreata e visitou a sede do partido em Manaus. Sobre a região amazônica, Cury ressaltou que “é uma região que precisa ser cuidada com muito carinho e muita responsabilidade. Tanto para preservar

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Manifestantes em Caracas pedem volta de María Corina Machado, vencedora do Nobel da Paz, e questionam restrições de entrada na Venezuela

Centenas clamam pelo retorno de María Corina Machado à Venezuela em protesto em Caracas Em meio a gritos de “María Corina, venha, estamos esperando por você”, centenas de manifestantes se reuniram em Caracas para expressar o desejo pelo retorno da líder opositora e vencedora do Nobel da Paz, María Corina Machado. A demonstração de apoio ocorre após a nova tentativa frustrada de Machado de ingressar em seu país natal. A opositora, que se encontra em exílio no Panamá, teve seu retorno impedido na última terça-feira (22), conforme relatado por seu assessor, Pedro Urruchurtu. A tentativa coincidiu com a reunião da líder interina, Delcy Rodríguez, com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em Nova York, à margem da Assembleia Geral da ONU. O incidente gerou forte repercussão entre os participantes do protesto, que questionaram as restrições impostas à entrada de Machado. A situação levanta dúvidas sobre as motivações por trás da proibição, especialmente considerando a visibilidade internacional de Rodríguez. Conforme informações divulgadas, os manifestantes expressaram sua frustração com a situação. Divergências sobre o veto ao retorno de Machado O comerciante Douglas Mata, de 65 anos, expressou incredulidade com o impedimento da entrada de Machado. “Não é possível que, enquanto Delcy viaja pelo mundo, não deixem Corina entrar aqui na Venezuela”, questionou. Ele complementou, “Não é possível que recebam a Delcy como uma rainha nos EUA e não liberem Corina para entrar aqui em seu próprio país.”. Embora as autoridades americanas neguem qualquer veto, analistas apontam para uma possível objeção de Washington ao retorno da opositora. Isso se deve, segundo eles, às declarações de satisfação de Donald Trump com o trabalho de Delcy Rodríguez como líder interina. Trajetória de María Corina Machado e exigências dos manifestantes María Corina Machado deixou a clandestinidade em dezembro, após viajar à Noruega para receber o Prêmio Nobel da Paz. Após uma breve passagem pelos EUA, estabeleceu sua residência na Cidade do Panamá. A população venezuelana demonstra grande anseio por seu retorno. “A Venezuela espera por ela, não apenas Caracas, mas toda a Venezuela”, afirmou Josefina Guerra, representante da coalizão sindical nacional. Durante a marcha, os manifestantes empunhavam cartazes com mensagens como “María Corina, venha, seu povo está pronto” e “A Venezuela espera por você em breve”. Silvia Nieto, militante do partido Vente Venezuela, partido de Machado, exaltou a líder como “uma vencedora do Nobel da Paz, uma líder, uma mulher guerreira e corajosa que sempre apostou na liberdade da Venezuela”. Contexto político e negociações em andamento Os manifestantes também aproveitaram a ocasião para exigir a convocação de novas eleições, após a queda de Nicolás Maduro em uma operação americana em janeiro. Machado, crítica ferrenha do chavismo, liderou a campanha da oposição nas eleições presidenciais de 28 de julho de 2024. Essas eleições resultaram na proclamação de Maduro para um terceiro mandato consecutivo, desencadeando protestos com 28 mortos e mais de 2.400 detidos. Após ser declarada inelegível, María Corina Machado apoiou a candidatura do diplomata Edmundo González Urrutia, que se encontra exilado na Espanha. Atualmente, uma

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Delcy Rodríguez na ONU: Agradecimento a Trump, Renascimento da Venezuela e Promessa de Novas Eleições em Discurso Histórico

Delcy Rodríguez na ONU: Agradecimento a Trump, Renascimento da Venezuela e Promessa de Novas Eleições em Discurso Histórico Em um momento marcante na Assembleia Geral da ONU, Delcy Rodríguez fez seu primeiro discurso como líder interina da Venezuela, enviando mensagens de esperança e reconstrução para o país. O evento, realizado em Nova York, foi palco para agradecimentos ao presidente Donald Trump e para a apresentação de um plano de “renascimento” venezuelano, embora sem a menção explícita a Nicolás Maduro. A fala de Rodríguez priorizou os termos “renascimento” e “reconstrução”, delineando os pilares de um processo político que visa fortalecer as instituições e garantir a participação de todas as forças políticas. A promessa de novas eleições paira no ar, mas os detalhes e prazos ainda permanecem incertos, gerando expectativas e questionamentos sobre a real abrangência desse processo. A líder venezuelana destacou a importância de um Estado a serviço de seus cidadãos, livre de arbitrariedades. “Que nossos cidadãos não se sintam atropelados por um poder arbitrário, mas que esteja a seu serviço”, declarou. A Venezuela se comprometeu a oferecer “condições reais para todas as forças políticas do país”, ressaltando que a democracia se mede pela qualidade da competição eleitoral e não apenas pela sua existência. Pilares da Reconstrução e o Desafio dos Presos Políticos Delcy Rodríguez apresentou os pilares de um plano de reconstrução política, com foco no fortalecimento das instituições venezuelanas. A meta é garantir que o Estado sirva aos cidadãos, promovendo um ambiente de respeito e participação democrática. A promessa de “garantir condições reais para todas as forças políticas” visa criar um cenário de competição justa e transparente nas futuras eleições. No entanto, a situação dos presos políticos continua sendo um ponto de atenção. Segundo o Foro Penal, organização de direitos humanos, ainda há 344 pessoas detidas por motivos políticos na Venezuela, sendo 191 sem condenação. A organização ressalta que a reconciliação e a transição democrática efetiva são inviáveis enquanto houver pessoas privadas de liberdade por exercerem seus direitos. Acordo Petrolífero e a Relação com os Estados Unidos Um dos pontos centrais do discurso foi o elogio ao acordo entre Caracas e Washington sobre o petróleo venezuelano. Delcy Rodríguez classificou o pacto, que concede aos EUA controle majoritário sobre cerca de 65 bilhões de barris, como “um dos maiores já assinados”, capaz de contribuir para o equilíbrio energético global. Este acordo reflete a atual dinâmica de dependência da Venezuela em relação ao governo Trump. A líder venezuelana agradeceu pessoalmente a Donald Trump por “retomar o caminho das relações diplomáticas e cooperação com a Venezuela”, evidenciando a influência americana no cenário político do país. O discurso também abordou o contencioso territorial com a Guiana sobre o Essequibo, com um aceno a Trump sobre a importância de negociações bilaterais. Um Novo Começo para a Venezuela Delcy Rodríguez dirigiu-se aos jovens e à diáspora venezuelana, conclamando a acreditar em um novo futuro para o país. “Este é o momento de construir o país a quem muitos queiram voltar, não só aquele de que

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Casa Branca de Trump Banindo Jornalistas: Governo Usa Fontes Anônimas Contra Quem Usa Fontes Anônimas

Casa Branca de Trump Banindo Jornalistas: Governo Usa Fontes Anônimas Contra Quem Usa Fontes Anônimas O governo de Donald Trump tomou uma medida drástica ao banir o site Politico da cobertura da Casa Branca. A justificativa oficial aponta para a violação de padrões de ética profissional, especificamente o uso de fontes anônimas e a publicação de informações sensíveis ou secretas. No entanto, a decisão levanta questionamentos, pois o próprio governo é acusado de utilizar a mesma prática que critica. Um dos exemplos citados para justificar o banimento é uma reportagem do Politico que utilizou informações fornecidas oficialmente pela própria Casa Branca, durante um briefing com jornalistas, onde a fonte foi mantida anônima conforme instruído. Essa controvérsia foi revelada pelo jornal The Washington Post, que teve acesso a cartas enviadas pela Casa Branca a um tribunal. O caso envolve também as redes CNN e MS NOW, que também foram banidas e moveram ações judiciais para reverter a proibição. Conforme informação divulgada pelo The Washington Post, a Casa Branca alega que a prática de atribuir informações a uma “autoridade sênior do governo”, sem nomeá-la, é prejudicial à segurança nacional, mesmo quando a própria Casa Branca orienta essa forma de comunicação. Prática Comum, Agora Usada Como Justificativa Para Banimento A comunicação de informações urgentes, porém sensíveis, através de fontes anônimas coletivas é uma prática comum na relação entre o Executivo americano e a imprensa. Essa tática permite que o governo compartilhe dados importantes sem se expor diretamente, e outros governos e instituições também adotam esse método. No caso em questão, o briefing em questão tratava de um acordo de cessar-fogo dos Estados Unidos com o Irã, em junho. A autoridade anônima informou que a trégua tinha uma chance de 80% a 85% de ser concretizada em breve, o que se confirmou dias depois com o anúncio do único cessar-fogo público do conflito até então. A Casa Branca, em sua argumentação, cita a reportagem do Politico que detalhou essa chance de acordo, juntamente com a avaliação de que vazamentos poderiam ser prejudiciais à segurança nacional. A reportagem do Politico seguiu exatamente as diretrizes solicitadas pela Casa Branca, atribuindo as informações a uma “autoridade sênior do governo” e não nomeando a fonte. Outros veículos de imprensa, que não foram banidos, participaram do mesmo informe e publicaram sobre o tema sob as mesmas condições, o que reforça a inconsistência da justificativa do governo Trump. Ação Judicial e Defesa da Liberdade de Imprensa Donald Trump anunciou a proibição na última sexta-feira (18), alegando, sem apresentar provas, que as empresas de comunicação publicavam informações falsas. Em meio à disputa judicial, o Executivo afirmou que o acesso da imprensa à Casa Branca é um privilégio, e não um direito, conforme consta em uma petição judicial sobre o caso. Os veículos de notícia, por sua vez, argumentam que o banimento viola a Primeira Emenda da Constituição dos Estados Unidos, que garante a liberdade de expressão. O juiz federal Timothy Kelly, indicado por Trump em 2017, realizou uma audiência de emergência

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Xi Jinping nos EUA: Por que as expectativas para o encontro com Trump são baixas, mesmo com recepção de gala?

Baixas expectativas marcam novo encontro entre Xi e Trump em meio a tensões e política eleitoral A esperada reunião entre os presidentes da China, Xi Jinping, e dos Estados Unidos, Donald Trump, chega sob um clima de **expectativas contidas**. Apesar da recepção de gala reservada ao líder chinês, com direito a tapete vermelho em base militar, o cenário sugere que os grandes desafios nas relações bilaterais, como a corrida armamentista e o avanço da inteligência artificial, dificilmente encontrarão soluções concretas. O encontro ocorre em um momento delicado, com as eleições americanas se aproximando. Essa conjuntura política influencia diretamente a postura de Trump, que busca manter uma trégua na guerra comercial para evitar choques econômicos globais, conforme informações divulgadas sobre a pauta. Apesar de Trump ter chamado Xi de “grande líder” e “bom amigo”, a relação entre os dois países é marcada por incongruências, como a retórica de campanha de Trump contra a China e a atual gestão transacional da política externa americana. A questão da inteligência artificial desregulada, que preocupa o público americano, também não tem sido tratada com a seriedade esperada pela administração. Recepção de Gala em Contraste com a Realidade das Negociações A chegada de Xi Jinping aos Estados Unidos foi marcada por uma recepção que remete a visitas papais, com Donald Trump pessoalmente no aeroporto. Essa demonstração de prestígio contrasta com a complexidade dos temas a serem discutidos, incluindo o avanço da **inteligência artificial** e a corrida armamentista, que não devem ter soluções fáceis. A expansão da Casa Branca, mencionada por Trump como necessária para acomodar grandes eventos diplomáticos, incluindo a visita de Xi, simboliza a tentativa de gerenciar a imagem da relação bilateral. No entanto, a substância das negociações pode ficar em segundo plano diante das pressões eleitorais internas nos EUA. Inteligência Artificial: Um Campo Minado de Incertezas A **inteligência artificial** emerge como um dos pontos centrais de preocupação, mas a administração Trump tem sido criticada por sua proximidade com os gigantes da indústria, o que levanta dúvidas sobre a seriedade com que o poder disruptivo dessa tecnologia desregulada está sendo abordado. Uma reunião preliminar entre assessores já tratou de salvaguardas para a IA, mas os temas permanecem vagos. A China, por sua vez, busca consolidar sua posição econômica, aproximando-se de um superávit de US$ 1 trilhão em sua balança comercial. Xi Jinping pode usar seu quase monopólio em terras raras, essenciais para produtos eletrônicos, como ferramenta de barganha nas negociações comerciais. Taiwan e a Sombra da Incerteza Geopolítica A questão de Taiwan paira como um dos pontos de maior tensão. Durante o encontro de maio, Xi Jinping pressionou Trump para suspender vendas de armas e garantias de proteção à ilha. A democracia taiwanesa, com seus 23 milhões de habitantes, é vista pela ditadura de Pequim como parte integral de seu território, gerando temores de que se torne a próxima peça em um jogo geopolítico de alto risco. Scott Kennedy, conselheiro do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais de Washington, ressaltou a percepção de que “o

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Venda de Armas para Taiwan: Trump Pode Usar o Pacote de US$ 14 Bilhões como Moeda de Troca com Xi Jinping

Venda de Armas para Taiwan: Trump Pode Usar o Pacote de US$ 14 Bilhões como Moeda de Troca com Xi Jinping O aguardado encontro entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o líder chinês, Xi Jinping, promete ser um palco de intensas negociações, onde a venda de armas americanas para Taiwan pode se tornar um trunfo crucial nas mãos de ambos os líderes. A China, que considera a ilha autogovernada como parte de seu território, busca ativamente impedir que os Estados Unidos forneçam armamentos a Taipé, uma ação que Pequim vê como uma provocação e um risco à estabilidade regional. A possibilidade de suspensão ou adiamento de um pacote de vendas de armas avaliado em US$ 14 bilhões (aproximadamente R$ 72 bilhões) para Taiwan está no centro das atenções. Este movimento estratégico, se concretizado, representaria uma vitória para Xi Jinping, que tem em Taiwan um ponto sensível em suas relações com Washington. A China reivindica a ilha como sua e usa sua força militar para intimidar Taipé. O presidente americano, por sua vez, já indicou que vê esse pacote de armamentos como uma valiosa ferramenta de barganha. A gestão Trump tem adiado a aprovação de mísseis, sistemas de defesa aérea e armamentos antidrones, uma decisão que tem sido interpretada como uma concessão a Pequim. Conforme informações divulgadas pelo The New York Times, o adiamento das vendas de armas é visto por especialistas como uma estratégia sofisticada de Pequim para reduzir o apoio americano a Taiwan. O Jogo de Xadrez entre EUA e China por Taiwan Para Xi Jinping, o objetivo principal em Washington é convencer Donald Trump a manter a suspensão dos negócios de armamentos. A China considera que a venda de armas a Taiwan pode levar a relações desastrosas entre os dois países, chegando a um ponto de conflito. Xin Qiang, diretor do Centro de Estudos sobre Taiwan da Universidade Fudan, em Xangai, afirma que a questão de Taipé é a única que poderia levar ao colapso das relações ou a um conflito, e que a continuidade do adiamento das vendas de armas é crucial. Donald Trump, ao descrever o plano de venda de armas como uma fonte de poder de barganha, demonstrou sua intenção de usar a questão como moeda de troca. Após sua cúpula com Xi em Pequim, Trump declarou: “Francamente, é uma ótima moeda de troca para nós”. Desde então, seu governo tem evitado menções públicas a Taiwan, um sinal de cautela que agrada a Pequim. A disposição de Trump em adiar as vendas de armas já é vista como um ganho para a China. Em Washington, Xi pode sugerir consequências caso Trump aprove a venda, como restrições às exportações chinesas de terras raras, essenciais para a indústria de tecnologia. Outra possível ameaça seria a não participação de Xi na cúpula do G20 em dezembro. As Implicações para a Defesa de Taiwan O adiamento das vendas de armas representa um desafio político para o presidente de Taiwan, Lai Ching-te. Ele tem defendido o aumento

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Finlândia Impulsiona Brasil: Computador Quântico, 6G e Inovações Chegam para Revolucionar a Indústria

Brasil e Finlândia Expandem Cooperação para Tecnologia de Ponta O Brasil se prepara para receber em 2025 seu primeiro computador quântico, um marco significativo impulsionado por uma parceria estratégica com a Finlândia. A colaboração, que se estende a setores como redes 6G, satélites de geointeligência e inovações na indústria de papel e celulose, visa **elevar a competitividade industrial brasileira** a novos patamares. A informação foi destacada pelo embaixador finlandês, Antti Kaski, durante visita a Curitiba. Essa aproximação demonstra a evolução da relação bilateral para áreas de alta tecnologia, com potencial para transformar diversos setores da economia nacional. A chegada de tecnologias avançadas, como a computação quântica, abre portas para pesquisas e desenvolvimentos inéditos em solo brasileiro, posicionando o país na vanguarda da inovação global. A cooperação não se limita apenas a equipamentos de ponta, mas também abrange o compartilhamento de conhecimento e expertise em áreas cruciais para o desenvolvimento sustentável e a eficiência industrial. Conforme informação divulgada pela Gazeta do Povo, essa sinergia tecnológica promete gerar **impactos positivos e duradouros para o Brasil**. O Salto Quântico para a América do Sul A instalação do computador quântico IQM Spark pelo Instituto de Pesquisas Eldorado, em Campinas, prevista para o início de 2025, representa um **avanço tecnológico inédito para a América do Sul**. Diferentemente dos computadores convencionais, que operam com bits (0 ou 1), os computadores quânticos utilizam qubits, permitindo a realização simultânea de cálculos complexos em velocidades inimagináveis. O sistema será disponibilizado para universidades e centros de pesquisa testarem algoritmos em áreas vitais como o desenvolvimento de novos materiais químicos, avanços em inteligência artificial e otimização de processos industriais de alta performance. Essa capacidade de processamento abre novas fronteiras para a **pesquisa científica e o desenvolvimento tecnológico** no Brasil. Conexões de Nova Geração e Monitoramento Estratégico A parceria finlandesa também fortalece a infraestrutura de telecomunicações e monitoramento do Brasil. Pesquisadores brasileiros já colaboram na Finlândia em um projeto conjunto entre a Nokia e a Universidade de Oulu para o desenvolvimento do **6G**, a próxima geração de redes móveis. Essa iniciativa é fundamental para garantir a conectividade do futuro. Adicionalmente, o Brasil estabeleceu uma relação estratégica com a startup ICEYE, fornecedora de satélites pequenos e flexíveis. Esses equipamentos são cruciais para a **geointeligência**, permitindo o monitoramento preciso do território para fins civis e militares. O Brasil foi o primeiro comprador internacional fora da União Europeia, demonstrando a confiança na tecnologia finlandesa. Inovação Finlandesa Transforma a Indústria de Papel e Celulose A expertise finlandesa em automação e sustentabilidade tem um impacto direto na indústria brasileira de papel e celulose. Empresas como a Valmet, referência mundial no setor, desempenharam um papel central no Projeto Puma da Klabin, no Paraná. A companhia forneceu máquinas modernas para a produção do Eukaliner, o **primeiro papel kraft do mundo feito com fibras de eucalipto**. Essa cooperação é considerada essencial para manter a competitividade brasileira no mercado global. Com o apoio dessas tecnologias, o Brasil superou a marca de 20 milhões de toneladas de celulose exportadas no último ano,

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Supermercados Podem Abrir em Feriados Sem Convenção Coletiva Após Decisão Judicial da ABRAS

Justiça Federal autoriza supermercados a funcionar em feriados sem convenção coletiva Uma decisão liminar proferida pela desembargadora federal Monica Nobre, do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3), trouxe um novo cenário para o setor supermercadista no Brasil. A Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS) obteve sucesso em seu pedido para que os estabelecimentos do ramo possam operar em feriados, independentemente da celebração de convenções coletivas de trabalho (CCT) com sindicatos. Essa decisão suspende, provisoriamente, os efeitos de duas portarias do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) que antes impediam o funcionamento sem acordo prévio ou adequação à legislação local. A norma em questão, com exceção de setores considerados essenciais, exigia que o trabalho em feriados fosse formalizado por meio de CCT. Agora, a Justiça garantiu uma autorização permanente para o trabalho nesses dias, afastando a possibilidade de sanções ou restrições às empresas. A ABRAS argumentou que a restrição imposta pelas portarias prejudicava a manutenção e a criação de empregos, além de gerar aumento nos custos de mão de obra. A entidade destacou a importância socioeconômica do setor, responsável pela comercialização de 93% dos gêneros de largo consumo e empregando cerca de 3,2 milhões de trabalhadores direta e indiretamente. Conforme informação divulgada pela ABRAS, a decisão visa garantir a segurança jurídica e o livre exercício da atividade econômica. Fundamentação da Decisão Judicial A relatora da decisão, desembargadora Monica Nobre, baseou sua liminar na **probabilidade do direito**. Ela ressaltou que a regulamentação administrativa mantinha outras atividades comerciais sob autorização permanente, tornando “injustificável” qualquer tratamento diferenciado ou exclusão seletiva dos supermercados. A magistrada também ponderou sobre o **perigo de dano**, apontando o caráter essencial do segmento supermercadista. Entre os riscos destacados estão os prejuízos financeiros imediatos para as empresas, o potencial impacto negativo no abastecimento da população e a interferência no livre exercício da atividade econômica. A decisão busca, portanto, equilibrar os interesses econômicos e sociais envolvidos na operação dos supermercados em feriados. Impacto no Setor e no Emprego A ABRAS defende que a permissão de funcionamento em feriados é crucial para a **manutenção e criação de empregos** no setor. A entidade argumenta que restrições podem levar a um aumento nos custos de mão de obra e, consequentemente, a uma redução na oferta de vagas. A relevância socioeconômica do setor supermercadista, que comercializa a vasta maioria dos gêneros de largo consumo no país, foi um ponto central na argumentação. O funcionamento em feriados é visto como essencial para atender à demanda dos consumidores e garantir a disponibilidade de produtos essenciais. A decisão da Justiça Federal da 3ª Região visa, portanto, proporcionar um ambiente mais favorável para o setor, que é um grande empregador no Brasil. Próximos Passos da Decisão É importante ressaltar que esta decisão é uma **medida provisória**. Ela vigorará até que o recurso seja processado, a União Federal se manifeste e o Ministério Público Federal (MPF) apresente seu parecer. Somente após essas etapas o colegiado da 4ª Turma poderá reavaliar a liminar. Enquanto isso, os supermercados podem operar em feriados sem

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Chile: Desemprego e Inflação Cevam Popularidade de Kast, Que Vê Prioridades Mudarem Após Seis Meses de Governo

Kast em Baixa: Crise Econômica Desafia Governo Chileno Seis Meses Após Posse José Antonio Kast assumiu a presidência do Chile há seis meses com a promessa de um “governo de emergência”, focado em combater a criminalidade e a imigração irregular. No entanto, a emergência que agora domina a agenda é a econômica, com o aumento do desemprego e a inflação impactando diretamente a popularidade do mandatário. Os indicadores econômicos preocupantes colocam o governo sob pressão. O desemprego atingiu 9,5%, o maior índice em cinco anos, enquanto a inflação anual se situa em 4,1%. Para piorar, o Banco Central chileno revisou para baixo a previsão de crescimento do PIB para este ano, indicando uma expansão de apenas 0,25% a 0,75%. O próprio Kast já reconheceu a gravidade da situação, admitindo que o Chile atravessa um “período de crise”. O chamado “bencinazo”, o aumento do preço da gasolina repassado aos consumidores, foi um dos primeiros golpes na aprovação presidencial, conforme admitido pelo próprio presidente. Esses dados e percepções foram divulgados pela newsletter Cercanías, da Folha de S.Paulo. Queda Livre na Aprovação e Mudança de Foco Uma pesquisa recente da Cadem, realizada para marcar os seis meses de governo, revela um cenário desafiador para Kast. Apenas 35% dos chilenos aprovam sua gestão, enquanto 61% desaprovam. Mais preocupante ainda, 62% dos entrevistados consideram que o governo tem sido pior do que o esperado, e apenas 8% veem melhora. O “bencinazo” foi apontado por 38% dos entrevistados como um dos principais erros do governo. Essa pesquisa demonstra uma clara inversão nas prioridades da população chilena. Se Kast chegou ao poder com o discurso de segurança e combate ao crime, agora a economia e o emprego se tornaram as preocupações centrais. Economia Supera Segurança nas Prioridades Chilenas Atualmente, 79% dos chilenos apontam a economia e o emprego como as áreas que o governo deveria priorizar, enquanto segurança, delinquência e narcotráfico aparecem com 33%. Essa mudança de perspectiva é significativa, considerando que a eleição de Kast foi impulsionada pelo medo da criminalidade e por uma onda conservadora na região. O presidente havia participado de iniciativas como o Escudo das Américas, promovido por Donald Trump, focado no combate ao crime organizado. Contudo, a urgência atual do eleitor chileno parece ser mais prosaica: emprego, salários e custo de vida. A promessa de ordem e segurança, que o alçou à presidência, agora compete com a necessidade de estabilidade econômica. Governo Argumenta Herdando Problemas e Planeja Recuperação A equipe de Kast argumenta que herdou problemas complexos que não podem ser resolvidos em apenas seis meses. Eles afirmam que as políticas atuais visam preparar o terreno para uma recuperação econômica, destacando o ajuste das contas públicas e a intenção de destravar investimentos. A redução de gastos fiscais, aliás, foi apontada pela própria Cadem como um dos acertos da gestão. É importante notar que seis meses é um período curto para definir o sucesso de um mandato de quatro anos. O Chile, apesar de suas tensões sociais, continua sendo uma das democracias e

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Xi Jinping propõe ‘parceria, não rivalidade’ com EUA em encontro com Trump, mas tensões comerciais e tecnológicas persistem

Xi Jinping defende que China e Estados Unidos sejam ‘parceiros, não rivais’ em busca de cooperação mútua O líder da China, Xi Jinping, manifestou nesta quarta-feira (22) o desejo de que a China e os Estados Unidos estabeleçam uma relação de **parceria, em vez de rivalidade**. A declaração ocorreu em Washington, pouco após sua chegada e recepção pelo presidente Donald Trump. Em pronunciamento por escrito divulgado pela agência estatal Xinhua, Xi enfatizou que os povos de ambas as nações possuem intercâmbios amistosos de longa data e que seus interesses estão profundamente interligados. Ele expressou expectativas de ter conversas aprofundadas com Trump sobre questões bilaterais e o cenário global. As declarações de Xi Jinping antecederam as primeiras conversas formais com Donald Trump, marcadas por um aperto de mãos em um tapete vermelho na capital americana. Conforme divulgado pela Xinhua, Xi Jinping espera que os dois países trabalhem em conjunto para promover uma relação **estável**, com **cooperação como pilar central**, **competição dentro de limites**, **diferenças administráveis** e **perspectivas pacíficas**. Temas espinhosos dominam a agenda bilateral Apesar do tom conciliador de Xi Jinping, a agenda de discussões entre os líderes aborda temas considerados espinhosos. Entre eles, destacam-se as **disputas comerciais** entre as duas potências, a **competição tecnológica**, especialmente no campo da **inteligência artificial**, e o **apoio diplomático e econômico** que Pequim oferece ao Irã. O líder chinês também fez referência ao slogan político de Trump, afirmando que o “grande rejuvenescimento da nação chinesa” e o objetivo de “tornar a América grande novamente” podem **caminhar lado a lado**. Xi Jinping expressou confiança de que é possível traçar um caminho correto para a coexistência de duas grandes potências, prevendo que a visita gere resultados frutíferos e traga esperança para a paz mundial. Recepção oficial e histórico de tensões A recepção oficial de Xi Jinping na Casa Branca contou com apresentações militares e sobrevoos de aeronaves de combate, incluindo um bombardeiro B-2 Spirit e quatro caças F-22 Raptor. Um jantar de Estado foi oferecido por Trump e a primeira-dama, Melania, ao líder chinês e sua esposa, Peng Liyuan. Contudo, o encontro ocorre em meio a um histórico de conflitos entre Trump e Xi Jinping. Desde o ano passado, o presidente americano tem imposto tarifas sobre produtos chineses e feito insinuações, sem apresentar provas, de que a China teria interferido nas eleições de 2020, nas quais ele perdeu para Joe Biden. Terceiro encontro presencial em menos de um ano Esta foi a **terceira reunião presencial** entre Xi Jinping e Donald Trump em um período de 11 meses. Os líderes já haviam se encontrado em Busan, na Coreia do Sul, em outubro de 2025, e em Pequim, em maio deste ano. Outros dois encontros estão previstos para ocorrer ainda em 2023, durante a reunião de líderes da Apec em Shenzhen e no G20 em Miami.

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