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TCU Libera “Dinheiro Esquecido” para Garantir Novo Desenrola e Impulsionar Renegociação de Dívidas em Eleições

TCU autoriza uso de “dinheiro esquecido” como garantia para o Novo Desenrola O Tribunal de Contas da União (TCU) tomou uma decisão importante nesta terça-feira (25) que impacta diretamente o programa Novo Desenrola, iniciativa do governo federal para renegociação de dívidas. Os ministros derrubaram, por 5 votos a 3, uma medida cautelar que havia suspendido o uso de recursos do chamado “dinheiro esquecido” como garantia para as operações de crédito. Essa liberação permite que o Ministério da Fazenda e o Banco do Brasil utilizem valores que antes estavam retidos para assegurar novas operações de empréstimo. A decisão, contudo, ainda não é o julgamento final do mérito da questão, mas representa um avanço significativo para a continuidade do programa, especialmente em um ano eleitoral. A análise do TCU focou na urgência da suspensão, considerando que a política pública já estava em andamento. A medida provisória que viabiliza o uso desses fundos ainda aguarda aprovação do Congresso Nacional, mas a decisão do TCU evita uma interrupção abrupta antes de uma análise legislativa definitiva. Conforme informação divulgada pelo TCU, a decisão visa não invadir competências do Congresso Nacional. Como o “dinheiro esquecido” funcionará no Novo Desenrola A medida provisória que instituiu o Novo Desenrola direcionou valores que os bancos deveriam devolver a pessoas físicas e jurídicas para o Fundo de Garantia de Operações (FGO). Essencialmente, esses recursos se tornaram uma espécie de colchão de segurança para as novas operações de crédito destinadas à quitação de dívidas. Na prática, os bancos oferecem os empréstimos com seus próprios recursos. O FGO, utilizando o “dinheiro esquecido”, atua para minimizar o risco de inadimplência. Ou seja, o governo não gasta esse dinheiro imediatamente, mas ele pode ser acionado para cobrir perdas caso os tomadores dos empréstimos não consigam honrar os pagamentos das parcelas renegociadas. Impacto financeiro e resultados do programa Uma auditoria do TCU revelou que os chamados “valores a devolver” nos bancos sofreram uma redução considerável. Em abril, o montante era de R$ 10,3 bilhões, mas em junho, após as transferências para o FGO, caiu para R$ 5,12 bilhões. Desse valor remanescente, R$ 5 bilhões já estavam destinados à cobertura de riscos do Novo Desenrola. Até o dia 13 de agosto, o programa já havia promovido a renegociação de R$ 25,51 bilhões em dívidas atrasadas, superando a meta inicial de R$ 20 bilhões. Graças aos descontos oferecidos pelos bancos, o valor efetivamente pago pelos consumidores caiu para R$ 5,09 bilhões, representando uma redução média de aproximadamente 80%. Do total renegociado, R$ 3,8 bilhões foram parcelados, enquanto o restante foi quitado à vista. O que diz o TCU sobre a decisão O ministro revisor Odair Cunha, que apresentou o entendimento favorável à liberação, argumentou durante o julgamento que o risco, embora existente, não era suficientemente elevado para justificar a interrupção de uma política pública em vigor. Ele ressaltou que a medida provisória ainda passará pelo crivo do Congresso Nacional. “A demora, Sr. Presidente, revela que o risco, ainda que existente e detectável, não foi considerado suficiente, elevado,

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Trump Mira Banco Iraniano: Bank Melli, Sob Sanções dos EUA há 19 Anos, Enfrenta Nova Ameaça de Fechamento Global

Bank Melli na Mira: A Estratégia dos EUA para Isolar o Sistema Financeiro Iraniano O Bank Melli, a maior instituição financeira do Irã, está novamente no centro das atenções internacionais devido às sanções impostas pelos Estados Unidos. Com um histórico de quase duas décadas sob escrutínio americano, o banco agora enfrenta uma ofensiva intensificada que visa paralisar suas operações globais. A mais recente ação, anunciada na segunda-feira (24), busca eliminar a capacidade do banco de operar no exterior, um movimento que reflete a estratégia dos EUA de isolar economicamente Teerã. O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, prometeu punir países que mantiverem negócios com o Irã, classificando a ação como uma “Operação Pária Econômico”. A meta específica é o fechamento de todas as agências internacionais do Bank Melli. “Todas as agências do Bank Melli devem ser fechadas e ficar às escuras”, declarou Bessent, sinalizando a severidade da nova fase da guerra econômica contra o Irã. Essas sanções sucessivas já limitaram drasticamente a capacidade do Bank Melli de operar internacionalmente, um reflexo do isolamento econômico mais amplo do Irã. O banco estatal tem enfrentado penalidades financeiras rigorosas pelo menos desde 2007, quando foi formalmente acusado pelos EUA de financiar os programas nuclear e de mísseis iranianos. A Organização das Nações Unidas (ONU) e a União Europeia também tentaram restringir o uso de supostas empresas de fachada pelo banco para financiar atividades ilícitas. Resistência e Pressão: O Futuro das Operações Internacionais do Bank Melli Apesar da pressão, algumas agências do Bank Melli mantêm suas portas abertas. Nos Emirados Árabes Unidos, uma agência em Dubai operava normalmente na terça-feira (25), segundo um funcionário. Em Londres, a agência em Kensington também apresentava atividade, com funcionários visíveis no interior, embora o acesso a um repórter tenha sido negado. A capacidade de resiliência do Bank Melli se apoia no suporte do governo iraniano e em sua vasta rede doméstica de quase 3.100 agências. A presença internacional do banco, com agências no Oriente Médio, Europa e Ásia, tem sido alvo de sanções. Países como o Iraque revogaram licenças de operação em 2024 sob pressão americana. Outros, como o Reino Unido e a União Europeia, impuseram restrições tão severas que as agências locais, embora abertas, têm dificuldade em movimentar dinheiro ou facilitar o comércio com o Irã, atividades centrais para as operações internacionais do banco. Acusações de Rede Paralela e Empresas de Fachada Autoridades americanas acusam há anos o Bank Melli de criar ou utilizar empresas internacionais como fachada para movimentar fundos, parte de uma rede bancária paralela iraniana com comércio anual estimado em dezenas de bilhões de dólares. O Departamento do Tesouro afirma que essa rede visa contornar sanções e financiar atividades militares e grupos aliados do Irã. Em janeiro, empresas nos Emirados Árabes Unidos e em Singapura foram acusadas de atuar como fachadas para canalizar dinheiro para e do Irã através de estruturas ligadas ao Melli. Matthew Levitt, ex-alto cargo de inteligência do Departamento do Tesouro, avalia que o alcance do Bank Melli diminuiu, mas

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JAC Motors encolhe no Brasil: De 70 lojas a 3 e catálogo reduzido, montadora chinesa reestrutura vendas online

JAC Motors fecha a maioria das lojas no Brasil e aposta em vendas online e picapes Uma das primeiras montadoras chinesas a desembarcar no Brasil, a JAC Motors passou por uma drástica reestruturação. A rede de concessionárias, que chegou a contar com cerca de 70 unidades espalhadas pelo país desde 2011, foi reduzida a apenas três lojas em funcionamento. Essa mudança acompanha um enxugamento significativo do catálogo de modelos oferecidos. A empresa afirma que a decisão não está ligada diretamente à crise econômica brasileira ou à chegada de novas concorrentes chinesas, como BYD e GWM. Em vez disso, a JAC Motors alega estar passando por uma reestruturação no formato de vendas, com um foco renovado em modelos mais rentáveis e na expansão do alcance da marca através de canais digitais. Conforme informação divulgada pela JAC Motors, a montadora tem investido em um modelo de vendas online e a distância, que tem apresentado resultados positivos. Esse formato visa aumentar a agilidade e flexibilidade no atendimento aos clientes em diferentes regiões do país, complementando a estrutura física que restou. Queda acentuada nas vendas impulsiona reestruturação A redução drástica na presença física da JAC Motors no Brasil reflete uma forte queda em suas vendas. De janeiro a julho deste ano, a marca emplacou apenas 346 unidades, uma retração de 43,8% em comparação com o mesmo período do ano passado, segundo dados da Fenabrave. O segmento de elétricos de passeio sofreu ainda mais, com uma queda de 65,6%. Para contextualizar, neste mesmo período, a BYD liderou as vendas entre as chinesas com 122,4 mil veículos emplacados, seguida pela GWM com 44,5 mil unidades. Essas duas marcas se consolidaram como as mais vendidas do país entre as montadoras da China. Foco em picapes e novo modelo de atuação A JAC Motors declarou que está conduzindo um processo de reposicionamento estratégico no mercado brasileiro, concentrando seus esforços no segmento de picapes. A estratégia inclui o foco em picapes a diesel e modelos 100% elétricos. Em seu primeiro ano de operação no Brasil, a JAC chegou a emplacar 23,7 mil veículos, um número distante do atual. A rede de pontos de venda hoje se concentra em São Paulo, Curitiba e Porto Alegre. Apesar da redução de lojas, a montadora mantém uma rede de assistência técnica com 140 pontos de atendimento em todo o país. A empresa chegou a apostar exclusivamente em veículos elétricos em 2022, mas diante das mudanças de mercado, aumento da concorrência e elevação de impostos para eletrificados, voltou a investir em motores a combustão. Hunter: a aposta da JAC Motors no mercado de picapes O modelo Hunter, uma picape média robusta com motor turbodiesel e tração 4×4, é o principal produto da marca no varejo e representa essa nova fase. Voltada para o trabalho pesado e com 8 anos de garantia, o modelo é avaliado em R$ 239 mil e compete diretamente com modelos como Toyota Hilux, Ford Ranger e Chevrolet S10, além de outras picapes chinesas como a BYD Shark e a GWM

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EUA Revogam Vistos de Turistas que Pediram Asilo: Milhares de Brasileiros Podem Ser Afetados

EUA iniciam ondas de revogação de vistos para solicitantes de asilo, afetando milhares de estrangeiros O governo dos Estados Unidos, sob a liderança do presidente Donald Trump, iniciou um processo de revisão e revogação de vistos para estrangeiros que entraram no país com permissão temporária, mas que posteriormente solicitaram asilo. A medida visa impedir que pessoas que chegaram como visitantes de curta duração permaneçam nos EUA de forma definitiva. O Departamento de Estado começou a analisar milhares de documentos, e os cancelamentos devem ocorrer em etapas. Estima-se que a ação possa impactar até 200 mil titulares de vistos que estão atualmente nos Estados Unidos ou que solicitaram asilo. A decisão reflete um objetivo claro da administração Trump de restringir a imigração. Tommy Pigott, porta-voz do Departamento de Estado, declarou que o visto é um privilégio, não um direito, e que o órgão trabalha em conjunto com o Departamento de Segurança Interna para identificar e revogar vistos de estrangeiros que alegam ser visitantes de curta duração, mas solicitam asilo para permanecer no país. Conforme informação divulgada pelo Departamento de Estado, esses vistos são emitidos com o entendimento claro de que se destinam a pessoas que retornarão ao seu país de origem. Novas Regras e o Impacto nos Pedidos de Visto A iniciativa de revogação de vistos é mais uma mudança na política de imigração dos EUA. O Departamento de Estado informou às embaixadas e consulados que todas as entrevistas para obtenção de visto deverão ser remarcadas até que os agentes consulares concluam treinamentos sobre uma política mais restritiva. Essa nova política foca na regra de encargo público, que visa negar vistos de imigrante a solicitantes que possam depender de assistência pública nos EUA. Suspensão de Entrevistas e Incerteza para Solicitantes A suspensão das entrevistas para obtenção de visto em todo o mundo gerou incerteza entre os solicitantes. O Departamento de Estado comunicou que uma iniciativa global de treinamento foi lançada em todas as embaixadas e consulados dos EUA. Para viabilizar esse treinamento, os horários dos serviços de visto serão ajustados. A data para o aviso sobre os novos horários das entrevistas remarcadas não foi informada. Vistos B1 e B2 no Centro da Revogação Os cidadãos estrangeiros que se tornaram alvo do Departamento de Estado nesta nova onda de revogações entraram nos EUA com os chamados vistos B1 ou B2. Estes vistos são concedidos para estadias de curta duração, destinadas a turismo, negócios ou trabalho. A agência de notícias Associated Press noticiou a iniciativa, afirmando que o número de revogações permanecerá dinâmico e ocorrerá de forma contínua. Decisão Judicial Recente sobre Emissão de Vistos Em paralelo, uma juíza federal em Nova York derrubou medidas da Casa Branca que visavam suspender a emissão de vistos a pessoas que solicitam o documento em 75 países, muitos deles na África, Ásia e América Latina. A juíza Jeannette A. Vargas considerou que a justificativa do departamento, baseada na ideia de que muitos cidadãos estrangeiros desses países dependeriam de assistência de Washington, não tinha fundamento jurídico. No

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Washington Post é forçado a recontratar colunista demitida após críticas a Charlie Kirk: “Vitória para a liberdade de expressão”

Washington Post condenado a readmitir colunista demitida após postagens sobre Charlie Kirk Uma decisão judicial determinou que o renomado jornal The Washington Post deve readmitir a colunista de opinião Karen Attiah, que foi demitida em setembro do ano passado. A demissão ocorreu em decorrência de publicações feitas por Attiah nas redes sociais a respeito do assassinato do ativista conservador Charlie Kirk. Além da reintegração, a juíza Sarah Miller Espinosa também determinou que o jornal pague à colunista os salários retroativos devidos desde a data de sua demissão. A magistrada considerou que o Washington Post “não tinha justa causa suficiente” para o desligamento e que a empresa violou o acordo trabalhista com a jornalista. A decisão, baseada em cópia compartilhada com o The New York Times pelos advogados de Attiah, afirma categoricamente que “O The Washington Post não conseguiu comprovar que a reclamante cometeu falta grave”. A notícia representa um marco na defesa da liberdade de expressão no ambiente jornalístico. Colunista celebra decisão e reafirma trabalho jornalístico Em comunicado oficial, Karen Attiah expressou sua esperança de que a decisão “envie uma mensagem a jornalistas e instituições de mídia de todo o mundo de que sempre vale a pena lutar pela liberdade de expressão”. Ela se declarou “disposta a voltar” ao Washington Post, que descreveu como “um dos jornais de maior tradição do mundo”. Attiah reforçou que “Esta decisão confirma o que dissemos desde o início: eu estava fazendo meu trabalho como colunista de opinião, e esta foi uma demissão injusta”. Ela demonstrou alívio por ver “os fatos devidamente esclarecidos”. Por sua vez, um porta-voz do Washington Post limitou-se a dizer que a empresa “respeita o processo”, recusando-se a comentar adicionalmente o caso. A empresa enfrentou um ano de disputas com a colunista, que alegou violação de seu acordo trabalhista e da política de redes sociais do jornal. O caso: Publicações sobre Charlie Kirk e a reação do jornal A carta de demissão enviada pelo Washington Post a Attiah apontava que suas publicações sobre Charlie Kirk haviam “prejudicado a integridade da organização” e violado normas de “civilidade e respeito” no uso das redes sociais. Os comentários em questão foram feitos na rede social Bluesky em 10 de setembro, dia do assassinato de Kirk. Na ocasião, Attiah escreveu: “Recusar-me a rasgar minhas roupas e cobrir o rosto de cinzas em um luto performático por um homem branco que defendia a violência… não é o mesmo que violência”. Suas postagens foram uma reação ao luto público após o ataque. Contexto de turbulência na seção de opinião do Washington Post A decisão judicial ocorre em um período de considerável turbulência na seção de opinião do Washington Post. Desde o início do ano passado, sob a direção de Jeff Bezos, proprietário do jornal, houve uma tentativa de redirecionar o foco para “liberdades individuais e de livre mercado”, o que gerou críticas e cancelamentos de assinaturas, com alguns leitores acusando Bezos de tentar agradar ao governo de Donald Trump. Durante a audiência em junho, que contou com

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Rio demite mais de 6 mil comissionados e mira economia de R$ 221 milhões em cortes drásticos na máquina pública

Rio de Janeiro promove corte massivo de comissionados, prevendo economia de R$ 221 milhões. A atual gestão do governo do Estado do Rio de Janeiro implementou uma drástica redução no quadro de servidores comissionados, com a exoneração de 6.145 pessoas até o dia 21 de agosto. Esta medida faz parte de um plano de reestruturação administrativa que visa otimizar os recursos públicos e aumentar a eficiência na administração estadual. A projeção é que a iniciativa gere uma economia significativa de R$ 221 milhões até o final do ano. A ação impacta diretamente a folha de pagamento do estado, buscando um uso mais responsável e transparente do dinheiro público, com foco em resultados concretos para a população. A maioria dos exonerados não possuía sequer senhas de acesso aos sistemas essenciais do governo, como o SEI, sendo caracterizados como “funcionários fantasmas”. Estes indivíduos compareciam aos órgãos públicos apenas uma vez por mês, unicamente para assinar o ponto, levantando questionamentos sobre a real necessidade de suas nomeações. Detalhamento das Exonerações e Nomeações Até a data informada, 6.145 servidores comissionados foram exonerados, enquanto 2.496 novas nomeações foram realizadas. A economia de R$ 221 milhões considera especificamente os cargos que permaneceram vagos após os cortes. Há expectativa de novas exonerações à medida que as auditorias em andamento no Gabinete de Segurança Institucional e na Controladoria Geral do Estado sejam concluídas. As nomeações para o primeiro escalão, realizadas desde março, têm priorizado servidores de carreira. Em todos os níveis, os novos escolhidos passam por uma rigorosa avaliação do Gabinete de Segurança Institucional (GSI). A premissa fundamental para estas decisões é a **preservação do erário** e a **aplicação eficiente dos recursos públicos**, pautada pela transparência e por resultados mensuráveis. Reestruturação e Redução do Número de Secretarias Em paralelo aos cortes de pessoal, o governo do Rio de Janeiro também promoveu uma significativa redução no número de secretarias. Atualmente, a estrutura estadual conta com 28 secretarias, um número inferior às 32 existentes em março. Essa consolidação foi realizada por meio da fusão de algumas pastas, visando simplificar a estrutura governamental e evitar sobreposições de funções. A gestão interina, sob o comando do desembargador Ricardo Couto, iniciou-se em 23 de março de 2026, após a renúncia do governador Cláudio Castro para disputar uma vaga no Senado Federal. A renúncia e subsequente inelegibilidade de Castro, confirmada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), marcaram um período de transição e redefinição no cenário político do estado. Contexto Político e Transição Governamental No dia 24 de março de 2026, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) declarou o ex-governador Cláudio Castro inelegível. A decisão foi mantida em 2 de junho, por 5 votos a 2, após julgamento de recursos. Com isso, Castro ficou impedido de concorrer a cargos eletivos por oito anos, a contar da eleição de 2022, o que o torna inelegível até 2030. Este cenário político instável reforça a importância das medidas de austeridade e eficiência na gestão pública. A **economia de R$ 221 milhões** com a demissão de comissionados e a redução do

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Indicado para Embaixada dos EUA no Brasil Garante: ‘Não me envolverei na eleição brasileira’

Daniel Perez, nomeado para comandar a embaixada dos EUA no Brasil, promete neutralidade nas eleições brasileiras e foca em fortalecer laços. Em declaração que visa acalmar tensões diplomáticas, o indicado para a embaixada dos Estados Unidos em Brasília, Daniel Perez, afirmou categoricamente que **não se envolverá no processo eleitoral brasileiro**. A eleição, segundo ele, é uma decisão exclusiva dos brasileiros. Perez, que já foi presidente da Câmara de Deputados da Flórida, enfatizou que trabalhará com quem quer que seja eleito em outubro. A declaração foi feita em entrevista ao canal Local 10, da Flórida, e ressalta a importância de um relacionamento construtivo entre os dois países. A nomeação de Perez ocorre em um momento de **pequeno impasse entre Brasil e Estados Unidos**, especialmente em relação à demora na concessão do agrément, aval diplomático necessário para que o embaixador assuma suas funções. Conforme divulgado pelo canal Local 10, Perez expressou o desejo de **avançar em um caminho positivo** nas negociações. Um Parceiro Comercial Estratégico O futuro embaixador reconheceu a importância do Brasil como um **parceiro comercial significativo** para os Estados Unidos, sendo o maior parceiro na América do Sul. “É difícil estar nessa situação com um país assim, porque é um parceiro comercial muito grande para nós”, disse Perez, indicando que espera superar as atuais divergências assim que assumir o posto. Defesa da Democracia e da Liberdade de Expressão Durante sua sabatina no Senado americano em 16 de julho, Daniel Perez declarou que defenderá **eleições livres e justas no Brasil** e cobrará garantias de respeito à **liberdade de expressão**. Ele acredita que um Brasil estável e democrático é um parceiro melhor para os EUA. Perez explicou que considera as eleições um dos pilares fundamentais da democracia, tanto para o Brasil quanto para os Estados Unidos. Sua postura visa assegurar um ambiente político estável, essencial para a cooperação bilateral. Contexto da Nomeação e Relações Bilaterais A nomeação de Perez tem sido observada como uma resposta às recentes trocas de farpas entre Donald Trump e Luiz Inácio Lula da Silva. A suposta demora na concessão do agrément pelo Itamaraty levou Washington a revogar o visto da embaixadora brasileira nos EUA, Maria Luiza Viotti, embora ela permaneça em seu posto. O governo brasileiro alega que a Casa Branca **não seguiu a praxe diplomática** ao anunciar o nomeado antes das consultas prévias entre os governos e da obtenção do agrément, um processo que não possui um prazo protocolar definido. Perfil do Indicado Daniel Perez é um cubano-americano de primeira geração, nascido em Nova York. Ele se mudou para a Flórida em 1993 e foi eleito pela primeira vez para a Assembleia Legislativa do estado em 2017. Sua biografia oficial não registra experiência prévia em cargos de política externa, mas sua indicação foi bem recebida por parte do empresariado brasileiro na Flórida.

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SBPC Conecta Candidatos a Governador com Ciência e Inovação para Eleições 2026: Futuro dos Estados em Debate

SBPC Lança Iniciativa para Fortalecer Ciência e Inovação em Projetos de Governo A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) está mobilizando candidatos a governador para um compromisso fundamental: a priorização da Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I) em seus planos de governo para as eleições de 2026. A iniciativa, parte do Observatório das Eleições 2026, busca alinhar as propostas científicas com as necessidades de desenvolvimento dos estados brasileiros. A presidente da SBPC, Francilene Garcia, questiona diretamente os postulantes: “Qual será o lugar da ciência no seu projeto de governo?”. Ela ressalta o potencial já existente nos estados, com universidades, institutos de pesquisa, talentos e infraestrutura, capazes de gerar conhecimento e soluções inovadoras. O desafio, segundo Garcia, é que o próximo governo estadual saiba como mobilizar essa capacidade para impulsionar o desenvolvimento, criar oportunidades e melhorar a qualidade de vida da população. Conforme informação divulgada pela SBPC, o Observatório das Eleições 2026 apresenta o caderno “Vozes da Ciência – O Brasil que Queremos”, reunindo 117 propostas científicas em sete eixos temáticos cruciais. Observatório das Eleições 2026: Um Diálogo Aberto entre Ciência e Política O Observatório funciona como uma plataforma de mão dupla, convidando não apenas candidatos a governador, mas também a deputado estadual, federal, senador e presidente, a assinarem um **Termo de Compromisso em Defesa da Ciência, da Democracia e da Soberania Nacional**. A adesão dos políticos e suas propostas podem ser acompanhadas pela sociedade, que é incentivada a levar esses debates para o cenário eleitoral. Francilene Garcia enfatiza que a questão central não é apenas o investimento financeiro em ciência, mas sim como esse conhecimento será efetivamente transformado em **capacidade de enfrentar os desafios estaduais**. A SBPC busca garantir que a ciência seja vista como uma política de Estado, com financiamento público estável e de longo prazo. Os compromissos propostos incluem a tomada de decisões baseada em evidências científicas, o **ouvir a comunidade científica** em temas técnicos, a defesa da autonomia universitária e da liberdade de pesquisa. Além disso, os candidatos são convidados a se posicionar publicamente sobre as propostas do caderno “Vozes da Ciência – O Brasil que Queremos” que se relacionam com o mandato pretendido. Mais de 60 Candidatos Já se Comprometeram com a Ciência A iniciativa tem ganhado força, com **mais de 60 candidatos** de diversas esferas políticas já aderindo ao Termo de Compromisso. Essa adesão demonstra um reconhecimento crescente da importância da ciência para o progresso e para a solução de problemas complexos que afetam a vida dos cidadãos em todo o país. Os eixos temáticos abordados nas propostas científicas são abrangentes, incluindo temas como **Sustentabilidade, Clima, Biodiversidade e Segurança Alimentar**, além de **Saúde Pública e Saúde Mental**. Há também um foco em **Equidade, Diversidade e Justiça Social**, mostrando a ciência como ferramenta para a construção de uma sociedade mais justa e inclusiva. A SBPC reforça a necessidade de **proteger a democracia**, suas instituições e a Constituição de 1988, reconhecendo a ciência como um pilar fundamental para o avanço e a soberania nacional. A expectativa

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Suprema Corte dos EUA Permite Restrição ao Voto por Correio em Decisão Dividida que Afeta Eleições de Meio de Mandato

Suprema Corte Permite Governo Trump Restringir Voto por Correio Antes de Eleições Cruciais A Suprema Corte dos Estados Unidos tomou uma decisão significativa, permitindo que o governo de Donald Trump prossiga com seus planos de impor restrições ao voto por correio. A decisão, proferida em caráter de emergência e com placar dividido entre os ministros, autoriza o Serviço Postal dos EUA a auxiliar na definição de quais eleitores receberão cédulas para votação remota. O decreto em questão, assinado por Trump em março, visa criar listas de cidadãos americanos com 18 anos ou mais para monitorar os cadastros eleitorais e identificar potenciais eleitores não cidadãos. O Departamento de Segurança Interna (DHS) estaria encarregado de compilar essas listas, que, segundo o governo, seriam usadas para garantir a integridade do processo eleitoral. A determinação da Corte permite que o governo avance na implementação dessas regras, mesmo enquanto a legalidade da medida ainda é debatida em instâncias judiciais inferiores. A decisão, que não foi assinada, baseou-se no argumento de que o governo Trump poderia sofrer “danos irreparáveis” caso o bloqueio imposto por tribunais inferiores fosse mantido. Conforme informação divulgada pelo The New York Times, os três ministros progressistas divergiram da maioria, com a ministra Ketanji Brown Jackson alertando para o potencial “caos e incerteza” nas próximas eleições. Decisão Preliminar e Impacto nas Eleições de Meio de Mandato A decisão da Suprema Corte é considerada preliminar e não representa um julgamento definitivo sobre a legalidade do decreto. A maioria dos ministros entendeu que os estados que contestaram a ordem presidencial não demonstraram um prejuízo suficiente com regras eleitorais que ainda não entraram em vigor. “Quanto a isso, o tempo dirá”, afirmou a maioria na decisão de dez páginas, indicando a possibilidade de o caso retornar à Corte em breve. Apesar da permissão para avançar com o planejamento, ainda não está claro se as novas regras estarão efetivamente em vigor para as eleições de meio de mandato, marcadas para 3 de novembro, com votação antecipada começando em breve em muitos estados. A disputa judicial se intensifica a poucos meses do pleito, que definirá o controle das duas casas do Congresso. Contestações Legais e Argumentos Contra o Decreto O decreto presidencial enfrentou diversas contestações legais, incluindo uma ação movida por procuradores-gerais estaduais democratas em Massachusetts. Eles argumentaram que o presidente excedeu sua autoridade constitucional, pois a Constituição dos EUA confere ao Congresso e aos estados o poder sobre as eleições, e não ao Poder Executivo. A juíza Indira Talwani, de um tribunal federal em Massachusetts, havia bloqueado temporariamente o decreto, citando violação da separação de poderes e a falta de delegação de autoridade ao Serviço Postal. Em decisões anteriores, Talwani também destacou que o governo Trump não apresentou “provas de voto à distância ilegal ou fraudulento” para justificar as restrições ao voto por correio. Um tribunal federal de apelações manteve o bloqueio temporário, levando o governo a recorrer à Suprema Corte. Preocupações com Caos e Acesso ao Voto Os procuradores-gerais democratas alertaram que a implementação do decreto

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Brasileiros são forçados em Camboja a aplicar golpes da Polícia Federal e enfrentam tortura em rede criminosa internacional

Brasileiros em Camboja são forçados a aplicar golpes da Polícia Federal e sofrem tortura Um drama sombrio se desenrola no Sudeste Asiático, onde brasileiros, seduzidos por promessas de trabalho e riqueza, acabam se tornando peças em uma complexa rede criminosa internacional. No Camboja, especificamente, vítimas de tráfico humano são coagidas a aplicar golpes digitais, simulando ser de órgãos públicos brasileiros, como a Polícia Federal, para extorquir dinheiro de outros cidadãos. Pedro Alencar, de 25 anos, que prefere ser identificado pelo apelido usado em complexos criminosos, é um dos relatos que expõem a brutal realidade. Após ser traficado para o Laos e Filipinas, ele foi levado ao Camboja para aplicar o que descreveu como “o golpe mais pesado”. A promessa de altos salários se transformou em um pesadelo de trabalho forçado e ameaças constantes. A estrutura montada para os golpes é assustadoramente realista. Criminosos criam cenários que imitam salas da Polícia Federal, com direito a slogans, bandeiras, distintivos e até fardas e ternos, tudo para dar credibilidade à farsa. O objetivo é convencer as vítimas de que estão envolvidas em crimes graves, como falsidade ideológica e estelionato, e que a única forma de evitar consequências legais é realizar transferências bancárias. O roteiro do golpe: intimidação e falsidade Os criminosos utilizam roteiros detalhados, que incluem orientações sobre tom de voz, expressões faciais e como lidar com as dúvidas das vítimas. O objetivo é criar um ambiente de intimidação, onde a vítima se sente pressionada a cooperar. Frases como “Você tem de arcar com as consequências legais por cada crime que foi cometido usando sua identidade” são usadas para assustar. Para evitar o reconhecimento, os golpistas fornecem tecnologias como emuladores de voz e filtros faciais. Além disso, são orientados a pesquisar nomes de delegados reais para conferir veracidade às ameaças. A simulação é tão elaborada que envolve o envio de fotos de falsos mandados de prisão e autorizações de bloqueio de bens, culminando na solicitação de transferências bancárias sob o pretexto de

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TCU Libera “Dinheiro Esquecido” para Garantir Novo Desenrola e Impulsionar Renegociação de Dívidas em Eleições

TCU autoriza uso de “dinheiro esquecido” como garantia para o Novo Desenrola O Tribunal de Contas da União (TCU) tomou uma decisão importante nesta terça-feira (25) que impacta diretamente o programa Novo Desenrola, iniciativa do governo federal para renegociação de dívidas. Os ministros derrubaram, por 5 votos a 3, uma medida cautelar que havia suspendido o uso de recursos do chamado “dinheiro esquecido” como garantia para as operações de crédito. Essa liberação permite que o Ministério da Fazenda e o Banco do Brasil utilizem valores que antes estavam retidos para assegurar novas operações de empréstimo. A decisão, contudo, ainda não é o julgamento final do mérito da questão, mas representa um avanço significativo para a continuidade do programa, especialmente em um ano eleitoral. A análise do TCU focou na urgência da suspensão, considerando que a política pública já estava em andamento. A medida provisória que viabiliza o uso desses fundos ainda aguarda aprovação do Congresso Nacional, mas a decisão do TCU evita uma interrupção abrupta antes de uma análise legislativa definitiva. Conforme informação divulgada pelo TCU, a decisão visa não invadir competências do Congresso Nacional. Como o “dinheiro esquecido” funcionará no Novo Desenrola A medida provisória que instituiu o Novo Desenrola direcionou valores que os bancos deveriam devolver a pessoas físicas e jurídicas para o Fundo de Garantia de Operações (FGO). Essencialmente, esses recursos se tornaram uma espécie de colchão de segurança para as novas operações de crédito destinadas à quitação de dívidas. Na prática, os bancos oferecem os empréstimos com seus próprios recursos. O FGO, utilizando o “dinheiro esquecido”, atua para minimizar o risco de inadimplência. Ou seja, o governo não gasta esse dinheiro imediatamente, mas ele pode ser acionado para cobrir perdas caso os tomadores dos empréstimos não consigam honrar os pagamentos das parcelas renegociadas. Impacto financeiro e resultados do programa Uma auditoria do TCU revelou que os chamados “valores a devolver” nos bancos sofreram uma redução considerável. Em abril, o montante era de R$ 10,3 bilhões, mas em junho, após as transferências para o FGO, caiu para R$ 5,12 bilhões. Desse valor remanescente, R$ 5 bilhões já estavam destinados à cobertura de riscos do Novo Desenrola. Até o dia 13 de agosto, o programa já havia promovido a renegociação de R$ 25,51 bilhões em dívidas atrasadas, superando a meta inicial de R$ 20 bilhões. Graças aos descontos oferecidos pelos bancos, o valor efetivamente pago pelos consumidores caiu para R$ 5,09 bilhões, representando uma redução média de aproximadamente 80%. Do total renegociado, R$ 3,8 bilhões foram parcelados, enquanto o restante foi quitado à vista. O que diz o TCU sobre a decisão O ministro revisor Odair Cunha, que apresentou o entendimento favorável à liberação, argumentou durante o julgamento que o risco, embora existente, não era suficientemente elevado para justificar a interrupção de uma política pública em vigor. Ele ressaltou que a medida provisória ainda passará pelo crivo do Congresso Nacional. “A demora, Sr. Presidente, revela que o risco, ainda que existente e detectável, não foi considerado suficiente, elevado,

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Trump Mira Banco Iraniano: Bank Melli, Sob Sanções dos EUA há 19 Anos, Enfrenta Nova Ameaça de Fechamento Global

Bank Melli na Mira: A Estratégia dos EUA para Isolar o Sistema Financeiro Iraniano O Bank Melli, a maior instituição financeira do Irã, está novamente no centro das atenções internacionais devido às sanções impostas pelos Estados Unidos. Com um histórico de quase duas décadas sob escrutínio americano, o banco agora enfrenta uma ofensiva intensificada que visa paralisar suas operações globais. A mais recente ação, anunciada na segunda-feira (24), busca eliminar a capacidade do banco de operar no exterior, um movimento que reflete a estratégia dos EUA de isolar economicamente Teerã. O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, prometeu punir países que mantiverem negócios com o Irã, classificando a ação como uma “Operação Pária Econômico”. A meta específica é o fechamento de todas as agências internacionais do Bank Melli. “Todas as agências do Bank Melli devem ser fechadas e ficar às escuras”, declarou Bessent, sinalizando a severidade da nova fase da guerra econômica contra o Irã. Essas sanções sucessivas já limitaram drasticamente a capacidade do Bank Melli de operar internacionalmente, um reflexo do isolamento econômico mais amplo do Irã. O banco estatal tem enfrentado penalidades financeiras rigorosas pelo menos desde 2007, quando foi formalmente acusado pelos EUA de financiar os programas nuclear e de mísseis iranianos. A Organização das Nações Unidas (ONU) e a União Europeia também tentaram restringir o uso de supostas empresas de fachada pelo banco para financiar atividades ilícitas. Resistência e Pressão: O Futuro das Operações Internacionais do Bank Melli Apesar da pressão, algumas agências do Bank Melli mantêm suas portas abertas. Nos Emirados Árabes Unidos, uma agência em Dubai operava normalmente na terça-feira (25), segundo um funcionário. Em Londres, a agência em Kensington também apresentava atividade, com funcionários visíveis no interior, embora o acesso a um repórter tenha sido negado. A capacidade de resiliência do Bank Melli se apoia no suporte do governo iraniano e em sua vasta rede doméstica de quase 3.100 agências. A presença internacional do banco, com agências no Oriente Médio, Europa e Ásia, tem sido alvo de sanções. Países como o Iraque revogaram licenças de operação em 2024 sob pressão americana. Outros, como o Reino Unido e a União Europeia, impuseram restrições tão severas que as agências locais, embora abertas, têm dificuldade em movimentar dinheiro ou facilitar o comércio com o Irã, atividades centrais para as operações internacionais do banco. Acusações de Rede Paralela e Empresas de Fachada Autoridades americanas acusam há anos o Bank Melli de criar ou utilizar empresas internacionais como fachada para movimentar fundos, parte de uma rede bancária paralela iraniana com comércio anual estimado em dezenas de bilhões de dólares. O Departamento do Tesouro afirma que essa rede visa contornar sanções e financiar atividades militares e grupos aliados do Irã. Em janeiro, empresas nos Emirados Árabes Unidos e em Singapura foram acusadas de atuar como fachadas para canalizar dinheiro para e do Irã através de estruturas ligadas ao Melli. Matthew Levitt, ex-alto cargo de inteligência do Departamento do Tesouro, avalia que o alcance do Bank Melli diminuiu, mas

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JAC Motors encolhe no Brasil: De 70 lojas a 3 e catálogo reduzido, montadora chinesa reestrutura vendas online

JAC Motors fecha a maioria das lojas no Brasil e aposta em vendas online e picapes Uma das primeiras montadoras chinesas a desembarcar no Brasil, a JAC Motors passou por uma drástica reestruturação. A rede de concessionárias, que chegou a contar com cerca de 70 unidades espalhadas pelo país desde 2011, foi reduzida a apenas três lojas em funcionamento. Essa mudança acompanha um enxugamento significativo do catálogo de modelos oferecidos. A empresa afirma que a decisão não está ligada diretamente à crise econômica brasileira ou à chegada de novas concorrentes chinesas, como BYD e GWM. Em vez disso, a JAC Motors alega estar passando por uma reestruturação no formato de vendas, com um foco renovado em modelos mais rentáveis e na expansão do alcance da marca através de canais digitais. Conforme informação divulgada pela JAC Motors, a montadora tem investido em um modelo de vendas online e a distância, que tem apresentado resultados positivos. Esse formato visa aumentar a agilidade e flexibilidade no atendimento aos clientes em diferentes regiões do país, complementando a estrutura física que restou. Queda acentuada nas vendas impulsiona reestruturação A redução drástica na presença física da JAC Motors no Brasil reflete uma forte queda em suas vendas. De janeiro a julho deste ano, a marca emplacou apenas 346 unidades, uma retração de 43,8% em comparação com o mesmo período do ano passado, segundo dados da Fenabrave. O segmento de elétricos de passeio sofreu ainda mais, com uma queda de 65,6%. Para contextualizar, neste mesmo período, a BYD liderou as vendas entre as chinesas com 122,4 mil veículos emplacados, seguida pela GWM com 44,5 mil unidades. Essas duas marcas se consolidaram como as mais vendidas do país entre as montadoras da China. Foco em picapes e novo modelo de atuação A JAC Motors declarou que está conduzindo um processo de reposicionamento estratégico no mercado brasileiro, concentrando seus esforços no segmento de picapes. A estratégia inclui o foco em picapes a diesel e modelos 100% elétricos. Em seu primeiro ano de operação no Brasil, a JAC chegou a emplacar 23,7 mil veículos, um número distante do atual. A rede de pontos de venda hoje se concentra em São Paulo, Curitiba e Porto Alegre. Apesar da redução de lojas, a montadora mantém uma rede de assistência técnica com 140 pontos de atendimento em todo o país. A empresa chegou a apostar exclusivamente em veículos elétricos em 2022, mas diante das mudanças de mercado, aumento da concorrência e elevação de impostos para eletrificados, voltou a investir em motores a combustão. Hunter: a aposta da JAC Motors no mercado de picapes O modelo Hunter, uma picape média robusta com motor turbodiesel e tração 4×4, é o principal produto da marca no varejo e representa essa nova fase. Voltada para o trabalho pesado e com 8 anos de garantia, o modelo é avaliado em R$ 239 mil e compete diretamente com modelos como Toyota Hilux, Ford Ranger e Chevrolet S10, além de outras picapes chinesas como a BYD Shark e a GWM

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EUA Revogam Vistos de Turistas que Pediram Asilo: Milhares de Brasileiros Podem Ser Afetados

EUA iniciam ondas de revogação de vistos para solicitantes de asilo, afetando milhares de estrangeiros O governo dos Estados Unidos, sob a liderança do presidente Donald Trump, iniciou um processo de revisão e revogação de vistos para estrangeiros que entraram no país com permissão temporária, mas que posteriormente solicitaram asilo. A medida visa impedir que pessoas que chegaram como visitantes de curta duração permaneçam nos EUA de forma definitiva. O Departamento de Estado começou a analisar milhares de documentos, e os cancelamentos devem ocorrer em etapas. Estima-se que a ação possa impactar até 200 mil titulares de vistos que estão atualmente nos Estados Unidos ou que solicitaram asilo. A decisão reflete um objetivo claro da administração Trump de restringir a imigração. Tommy Pigott, porta-voz do Departamento de Estado, declarou que o visto é um privilégio, não um direito, e que o órgão trabalha em conjunto com o Departamento de Segurança Interna para identificar e revogar vistos de estrangeiros que alegam ser visitantes de curta duração, mas solicitam asilo para permanecer no país. Conforme informação divulgada pelo Departamento de Estado, esses vistos são emitidos com o entendimento claro de que se destinam a pessoas que retornarão ao seu país de origem. Novas Regras e o Impacto nos Pedidos de Visto A iniciativa de revogação de vistos é mais uma mudança na política de imigração dos EUA. O Departamento de Estado informou às embaixadas e consulados que todas as entrevistas para obtenção de visto deverão ser remarcadas até que os agentes consulares concluam treinamentos sobre uma política mais restritiva. Essa nova política foca na regra de encargo público, que visa negar vistos de imigrante a solicitantes que possam depender de assistência pública nos EUA. Suspensão de Entrevistas e Incerteza para Solicitantes A suspensão das entrevistas para obtenção de visto em todo o mundo gerou incerteza entre os solicitantes. O Departamento de Estado comunicou que uma iniciativa global de treinamento foi lançada em todas as embaixadas e consulados dos EUA. Para viabilizar esse treinamento, os horários dos serviços de visto serão ajustados. A data para o aviso sobre os novos horários das entrevistas remarcadas não foi informada. Vistos B1 e B2 no Centro da Revogação Os cidadãos estrangeiros que se tornaram alvo do Departamento de Estado nesta nova onda de revogações entraram nos EUA com os chamados vistos B1 ou B2. Estes vistos são concedidos para estadias de curta duração, destinadas a turismo, negócios ou trabalho. A agência de notícias Associated Press noticiou a iniciativa, afirmando que o número de revogações permanecerá dinâmico e ocorrerá de forma contínua. Decisão Judicial Recente sobre Emissão de Vistos Em paralelo, uma juíza federal em Nova York derrubou medidas da Casa Branca que visavam suspender a emissão de vistos a pessoas que solicitam o documento em 75 países, muitos deles na África, Ásia e América Latina. A juíza Jeannette A. Vargas considerou que a justificativa do departamento, baseada na ideia de que muitos cidadãos estrangeiros desses países dependeriam de assistência de Washington, não tinha fundamento jurídico. No

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Washington Post é forçado a recontratar colunista demitida após críticas a Charlie Kirk: “Vitória para a liberdade de expressão”

Washington Post condenado a readmitir colunista demitida após postagens sobre Charlie Kirk Uma decisão judicial determinou que o renomado jornal The Washington Post deve readmitir a colunista de opinião Karen Attiah, que foi demitida em setembro do ano passado. A demissão ocorreu em decorrência de publicações feitas por Attiah nas redes sociais a respeito do assassinato do ativista conservador Charlie Kirk. Além da reintegração, a juíza Sarah Miller Espinosa também determinou que o jornal pague à colunista os salários retroativos devidos desde a data de sua demissão. A magistrada considerou que o Washington Post “não tinha justa causa suficiente” para o desligamento e que a empresa violou o acordo trabalhista com a jornalista. A decisão, baseada em cópia compartilhada com o The New York Times pelos advogados de Attiah, afirma categoricamente que “O The Washington Post não conseguiu comprovar que a reclamante cometeu falta grave”. A notícia representa um marco na defesa da liberdade de expressão no ambiente jornalístico. Colunista celebra decisão e reafirma trabalho jornalístico Em comunicado oficial, Karen Attiah expressou sua esperança de que a decisão “envie uma mensagem a jornalistas e instituições de mídia de todo o mundo de que sempre vale a pena lutar pela liberdade de expressão”. Ela se declarou “disposta a voltar” ao Washington Post, que descreveu como “um dos jornais de maior tradição do mundo”. Attiah reforçou que “Esta decisão confirma o que dissemos desde o início: eu estava fazendo meu trabalho como colunista de opinião, e esta foi uma demissão injusta”. Ela demonstrou alívio por ver “os fatos devidamente esclarecidos”. Por sua vez, um porta-voz do Washington Post limitou-se a dizer que a empresa “respeita o processo”, recusando-se a comentar adicionalmente o caso. A empresa enfrentou um ano de disputas com a colunista, que alegou violação de seu acordo trabalhista e da política de redes sociais do jornal. O caso: Publicações sobre Charlie Kirk e a reação do jornal A carta de demissão enviada pelo Washington Post a Attiah apontava que suas publicações sobre Charlie Kirk haviam “prejudicado a integridade da organização” e violado normas de “civilidade e respeito” no uso das redes sociais. Os comentários em questão foram feitos na rede social Bluesky em 10 de setembro, dia do assassinato de Kirk. Na ocasião, Attiah escreveu: “Recusar-me a rasgar minhas roupas e cobrir o rosto de cinzas em um luto performático por um homem branco que defendia a violência… não é o mesmo que violência”. Suas postagens foram uma reação ao luto público após o ataque. Contexto de turbulência na seção de opinião do Washington Post A decisão judicial ocorre em um período de considerável turbulência na seção de opinião do Washington Post. Desde o início do ano passado, sob a direção de Jeff Bezos, proprietário do jornal, houve uma tentativa de redirecionar o foco para “liberdades individuais e de livre mercado”, o que gerou críticas e cancelamentos de assinaturas, com alguns leitores acusando Bezos de tentar agradar ao governo de Donald Trump. Durante a audiência em junho, que contou com

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Rio demite mais de 6 mil comissionados e mira economia de R$ 221 milhões em cortes drásticos na máquina pública

Rio de Janeiro promove corte massivo de comissionados, prevendo economia de R$ 221 milhões. A atual gestão do governo do Estado do Rio de Janeiro implementou uma drástica redução no quadro de servidores comissionados, com a exoneração de 6.145 pessoas até o dia 21 de agosto. Esta medida faz parte de um plano de reestruturação administrativa que visa otimizar os recursos públicos e aumentar a eficiência na administração estadual. A projeção é que a iniciativa gere uma economia significativa de R$ 221 milhões até o final do ano. A ação impacta diretamente a folha de pagamento do estado, buscando um uso mais responsável e transparente do dinheiro público, com foco em resultados concretos para a população. A maioria dos exonerados não possuía sequer senhas de acesso aos sistemas essenciais do governo, como o SEI, sendo caracterizados como “funcionários fantasmas”. Estes indivíduos compareciam aos órgãos públicos apenas uma vez por mês, unicamente para assinar o ponto, levantando questionamentos sobre a real necessidade de suas nomeações. Detalhamento das Exonerações e Nomeações Até a data informada, 6.145 servidores comissionados foram exonerados, enquanto 2.496 novas nomeações foram realizadas. A economia de R$ 221 milhões considera especificamente os cargos que permaneceram vagos após os cortes. Há expectativa de novas exonerações à medida que as auditorias em andamento no Gabinete de Segurança Institucional e na Controladoria Geral do Estado sejam concluídas. As nomeações para o primeiro escalão, realizadas desde março, têm priorizado servidores de carreira. Em todos os níveis, os novos escolhidos passam por uma rigorosa avaliação do Gabinete de Segurança Institucional (GSI). A premissa fundamental para estas decisões é a **preservação do erário** e a **aplicação eficiente dos recursos públicos**, pautada pela transparência e por resultados mensuráveis. Reestruturação e Redução do Número de Secretarias Em paralelo aos cortes de pessoal, o governo do Rio de Janeiro também promoveu uma significativa redução no número de secretarias. Atualmente, a estrutura estadual conta com 28 secretarias, um número inferior às 32 existentes em março. Essa consolidação foi realizada por meio da fusão de algumas pastas, visando simplificar a estrutura governamental e evitar sobreposições de funções. A gestão interina, sob o comando do desembargador Ricardo Couto, iniciou-se em 23 de março de 2026, após a renúncia do governador Cláudio Castro para disputar uma vaga no Senado Federal. A renúncia e subsequente inelegibilidade de Castro, confirmada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), marcaram um período de transição e redefinição no cenário político do estado. Contexto Político e Transição Governamental No dia 24 de março de 2026, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) declarou o ex-governador Cláudio Castro inelegível. A decisão foi mantida em 2 de junho, por 5 votos a 2, após julgamento de recursos. Com isso, Castro ficou impedido de concorrer a cargos eletivos por oito anos, a contar da eleição de 2022, o que o torna inelegível até 2030. Este cenário político instável reforça a importância das medidas de austeridade e eficiência na gestão pública. A **economia de R$ 221 milhões** com a demissão de comissionados e a redução do

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Indicado para Embaixada dos EUA no Brasil Garante: ‘Não me envolverei na eleição brasileira’

Daniel Perez, nomeado para comandar a embaixada dos EUA no Brasil, promete neutralidade nas eleições brasileiras e foca em fortalecer laços. Em declaração que visa acalmar tensões diplomáticas, o indicado para a embaixada dos Estados Unidos em Brasília, Daniel Perez, afirmou categoricamente que **não se envolverá no processo eleitoral brasileiro**. A eleição, segundo ele, é uma decisão exclusiva dos brasileiros. Perez, que já foi presidente da Câmara de Deputados da Flórida, enfatizou que trabalhará com quem quer que seja eleito em outubro. A declaração foi feita em entrevista ao canal Local 10, da Flórida, e ressalta a importância de um relacionamento construtivo entre os dois países. A nomeação de Perez ocorre em um momento de **pequeno impasse entre Brasil e Estados Unidos**, especialmente em relação à demora na concessão do agrément, aval diplomático necessário para que o embaixador assuma suas funções. Conforme divulgado pelo canal Local 10, Perez expressou o desejo de **avançar em um caminho positivo** nas negociações. Um Parceiro Comercial Estratégico O futuro embaixador reconheceu a importância do Brasil como um **parceiro comercial significativo** para os Estados Unidos, sendo o maior parceiro na América do Sul. “É difícil estar nessa situação com um país assim, porque é um parceiro comercial muito grande para nós”, disse Perez, indicando que espera superar as atuais divergências assim que assumir o posto. Defesa da Democracia e da Liberdade de Expressão Durante sua sabatina no Senado americano em 16 de julho, Daniel Perez declarou que defenderá **eleições livres e justas no Brasil** e cobrará garantias de respeito à **liberdade de expressão**. Ele acredita que um Brasil estável e democrático é um parceiro melhor para os EUA. Perez explicou que considera as eleições um dos pilares fundamentais da democracia, tanto para o Brasil quanto para os Estados Unidos. Sua postura visa assegurar um ambiente político estável, essencial para a cooperação bilateral. Contexto da Nomeação e Relações Bilaterais A nomeação de Perez tem sido observada como uma resposta às recentes trocas de farpas entre Donald Trump e Luiz Inácio Lula da Silva. A suposta demora na concessão do agrément pelo Itamaraty levou Washington a revogar o visto da embaixadora brasileira nos EUA, Maria Luiza Viotti, embora ela permaneça em seu posto. O governo brasileiro alega que a Casa Branca **não seguiu a praxe diplomática** ao anunciar o nomeado antes das consultas prévias entre os governos e da obtenção do agrément, um processo que não possui um prazo protocolar definido. Perfil do Indicado Daniel Perez é um cubano-americano de primeira geração, nascido em Nova York. Ele se mudou para a Flórida em 1993 e foi eleito pela primeira vez para a Assembleia Legislativa do estado em 2017. Sua biografia oficial não registra experiência prévia em cargos de política externa, mas sua indicação foi bem recebida por parte do empresariado brasileiro na Flórida.

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SBPC Conecta Candidatos a Governador com Ciência e Inovação para Eleições 2026: Futuro dos Estados em Debate

SBPC Lança Iniciativa para Fortalecer Ciência e Inovação em Projetos de Governo A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) está mobilizando candidatos a governador para um compromisso fundamental: a priorização da Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I) em seus planos de governo para as eleições de 2026. A iniciativa, parte do Observatório das Eleições 2026, busca alinhar as propostas científicas com as necessidades de desenvolvimento dos estados brasileiros. A presidente da SBPC, Francilene Garcia, questiona diretamente os postulantes: “Qual será o lugar da ciência no seu projeto de governo?”. Ela ressalta o potencial já existente nos estados, com universidades, institutos de pesquisa, talentos e infraestrutura, capazes de gerar conhecimento e soluções inovadoras. O desafio, segundo Garcia, é que o próximo governo estadual saiba como mobilizar essa capacidade para impulsionar o desenvolvimento, criar oportunidades e melhorar a qualidade de vida da população. Conforme informação divulgada pela SBPC, o Observatório das Eleições 2026 apresenta o caderno “Vozes da Ciência – O Brasil que Queremos”, reunindo 117 propostas científicas em sete eixos temáticos cruciais. Observatório das Eleições 2026: Um Diálogo Aberto entre Ciência e Política O Observatório funciona como uma plataforma de mão dupla, convidando não apenas candidatos a governador, mas também a deputado estadual, federal, senador e presidente, a assinarem um **Termo de Compromisso em Defesa da Ciência, da Democracia e da Soberania Nacional**. A adesão dos políticos e suas propostas podem ser acompanhadas pela sociedade, que é incentivada a levar esses debates para o cenário eleitoral. Francilene Garcia enfatiza que a questão central não é apenas o investimento financeiro em ciência, mas sim como esse conhecimento será efetivamente transformado em **capacidade de enfrentar os desafios estaduais**. A SBPC busca garantir que a ciência seja vista como uma política de Estado, com financiamento público estável e de longo prazo. Os compromissos propostos incluem a tomada de decisões baseada em evidências científicas, o **ouvir a comunidade científica** em temas técnicos, a defesa da autonomia universitária e da liberdade de pesquisa. Além disso, os candidatos são convidados a se posicionar publicamente sobre as propostas do caderno “Vozes da Ciência – O Brasil que Queremos” que se relacionam com o mandato pretendido. Mais de 60 Candidatos Já se Comprometeram com a Ciência A iniciativa tem ganhado força, com **mais de 60 candidatos** de diversas esferas políticas já aderindo ao Termo de Compromisso. Essa adesão demonstra um reconhecimento crescente da importância da ciência para o progresso e para a solução de problemas complexos que afetam a vida dos cidadãos em todo o país. Os eixos temáticos abordados nas propostas científicas são abrangentes, incluindo temas como **Sustentabilidade, Clima, Biodiversidade e Segurança Alimentar**, além de **Saúde Pública e Saúde Mental**. Há também um foco em **Equidade, Diversidade e Justiça Social**, mostrando a ciência como ferramenta para a construção de uma sociedade mais justa e inclusiva. A SBPC reforça a necessidade de **proteger a democracia**, suas instituições e a Constituição de 1988, reconhecendo a ciência como um pilar fundamental para o avanço e a soberania nacional. A expectativa

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Suprema Corte dos EUA Permite Restrição ao Voto por Correio em Decisão Dividida que Afeta Eleições de Meio de Mandato

Suprema Corte Permite Governo Trump Restringir Voto por Correio Antes de Eleições Cruciais A Suprema Corte dos Estados Unidos tomou uma decisão significativa, permitindo que o governo de Donald Trump prossiga com seus planos de impor restrições ao voto por correio. A decisão, proferida em caráter de emergência e com placar dividido entre os ministros, autoriza o Serviço Postal dos EUA a auxiliar na definição de quais eleitores receberão cédulas para votação remota. O decreto em questão, assinado por Trump em março, visa criar listas de cidadãos americanos com 18 anos ou mais para monitorar os cadastros eleitorais e identificar potenciais eleitores não cidadãos. O Departamento de Segurança Interna (DHS) estaria encarregado de compilar essas listas, que, segundo o governo, seriam usadas para garantir a integridade do processo eleitoral. A determinação da Corte permite que o governo avance na implementação dessas regras, mesmo enquanto a legalidade da medida ainda é debatida em instâncias judiciais inferiores. A decisão, que não foi assinada, baseou-se no argumento de que o governo Trump poderia sofrer “danos irreparáveis” caso o bloqueio imposto por tribunais inferiores fosse mantido. Conforme informação divulgada pelo The New York Times, os três ministros progressistas divergiram da maioria, com a ministra Ketanji Brown Jackson alertando para o potencial “caos e incerteza” nas próximas eleições. Decisão Preliminar e Impacto nas Eleições de Meio de Mandato A decisão da Suprema Corte é considerada preliminar e não representa um julgamento definitivo sobre a legalidade do decreto. A maioria dos ministros entendeu que os estados que contestaram a ordem presidencial não demonstraram um prejuízo suficiente com regras eleitorais que ainda não entraram em vigor. “Quanto a isso, o tempo dirá”, afirmou a maioria na decisão de dez páginas, indicando a possibilidade de o caso retornar à Corte em breve. Apesar da permissão para avançar com o planejamento, ainda não está claro se as novas regras estarão efetivamente em vigor para as eleições de meio de mandato, marcadas para 3 de novembro, com votação antecipada começando em breve em muitos estados. A disputa judicial se intensifica a poucos meses do pleito, que definirá o controle das duas casas do Congresso. Contestações Legais e Argumentos Contra o Decreto O decreto presidencial enfrentou diversas contestações legais, incluindo uma ação movida por procuradores-gerais estaduais democratas em Massachusetts. Eles argumentaram que o presidente excedeu sua autoridade constitucional, pois a Constituição dos EUA confere ao Congresso e aos estados o poder sobre as eleições, e não ao Poder Executivo. A juíza Indira Talwani, de um tribunal federal em Massachusetts, havia bloqueado temporariamente o decreto, citando violação da separação de poderes e a falta de delegação de autoridade ao Serviço Postal. Em decisões anteriores, Talwani também destacou que o governo Trump não apresentou “provas de voto à distância ilegal ou fraudulento” para justificar as restrições ao voto por correio. Um tribunal federal de apelações manteve o bloqueio temporário, levando o governo a recorrer à Suprema Corte. Preocupações com Caos e Acesso ao Voto Os procuradores-gerais democratas alertaram que a implementação do decreto

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Brasileiros são forçados em Camboja a aplicar golpes da Polícia Federal e enfrentam tortura em rede criminosa internacional

Brasileiros em Camboja são forçados a aplicar golpes da Polícia Federal e sofrem tortura Um drama sombrio se desenrola no Sudeste Asiático, onde brasileiros, seduzidos por promessas de trabalho e riqueza, acabam se tornando peças em uma complexa rede criminosa internacional. No Camboja, especificamente, vítimas de tráfico humano são coagidas a aplicar golpes digitais, simulando ser de órgãos públicos brasileiros, como a Polícia Federal, para extorquir dinheiro de outros cidadãos. Pedro Alencar, de 25 anos, que prefere ser identificado pelo apelido usado em complexos criminosos, é um dos relatos que expõem a brutal realidade. Após ser traficado para o Laos e Filipinas, ele foi levado ao Camboja para aplicar o que descreveu como “o golpe mais pesado”. A promessa de altos salários se transformou em um pesadelo de trabalho forçado e ameaças constantes. A estrutura montada para os golpes é assustadoramente realista. Criminosos criam cenários que imitam salas da Polícia Federal, com direito a slogans, bandeiras, distintivos e até fardas e ternos, tudo para dar credibilidade à farsa. O objetivo é convencer as vítimas de que estão envolvidas em crimes graves, como falsidade ideológica e estelionato, e que a única forma de evitar consequências legais é realizar transferências bancárias. O roteiro do golpe: intimidação e falsidade Os criminosos utilizam roteiros detalhados, que incluem orientações sobre tom de voz, expressões faciais e como lidar com as dúvidas das vítimas. O objetivo é criar um ambiente de intimidação, onde a vítima se sente pressionada a cooperar. Frases como “Você tem de arcar com as consequências legais por cada crime que foi cometido usando sua identidade” são usadas para assustar. Para evitar o reconhecimento, os golpistas fornecem tecnologias como emuladores de voz e filtros faciais. Além disso, são orientados a pesquisar nomes de delegados reais para conferir veracidade às ameaças. A simulação é tão elaborada que envolve o envio de fotos de falsos mandados de prisão e autorizações de bloqueio de bens, culminando na solicitação de transferências bancárias sob o pretexto de

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