
Louvre em Crise: Galeria de Apolo Reabre Após Roubo Milionário, Diretor Alerta que Museu Pode Fechar Sem Apoio
Galeria de Apolo reabre suas portas após roubo chocante, mas futuro do Louvre é incerto. A icônica Galeria de Apolo, no Museu do Louvre, reabre nesta quarta-feira (22), nove meses após um audacioso roubo que evidenciou graves falhas de segurança no que é o museu mais visitado do mundo. O episódio, que chocou o cenário cultural internacional, levou ao desaparecimento de valiosas joias da Coroa Francesa. Em entrevista ao jornal “Le Parisien”, o presidente do Louvre, Christophe Leribault, revelou um ambicioso plano de 1 bilhão de euros para reformar o museu, abordando não apenas a segurança, mas também a infraestrutura precária, como salas que precisam ser fechadas devido ao calor excessivo. Leribault expressa esperança na recuperação das joias roubadas e lança um alerta sombrio: sem o apoio do próximo governo, o Louvre corre o risco de ter que fechar suas portas. O roubo, ocorrido em 19 de outubro de 2025, foi executado por um grupo de ladrões que utilizou um caminhão-guindaste e uma serra elétrica para acessar a Galeria de Apolo. Em menos de oito minutos, oito joias inestimáveis foram subtraídas, gerando uma crise interna e expondo a vulnerabilidade de um espaço que recebe cerca de 9 milhões de visitantes anualmente. A polícia segue investigando o caso, e a esperança de recuperar os artefatos roubados ainda vive. Um plano de 1 bilhão de euros para salvar o Louvre Nomeado para a presidência do Louvre em fevereiro, Christophe Leribault apresentou um plano de 1 bilhão de euros para uma reforma abrangente. O objetivo vai além de reforçar a segurança, que foi severamente comprometida no roubo da Galeria de Apolo. O plano visa modernizar a infraestrutura do museu, que sofre com problemas como o fechamento de salas durante ondas de calor e a falta de climatização adequada para a preservação do acervo. Leribault destacou que até mesmo o escritório presidencial do museu carece de ar-condicionado, uma situação que se agravou com as recentes ondas de calor. A reforma proposta é, portanto, uma necessidade para adaptar o edifício às condições climáticas atuais e garantir a segurança tanto dos visitantes quanto das obras de arte. A proteção do acervo e a adaptação climática caminham juntas neste projeto essencial. A busca por financiamento em tempos difíceis O desafio financeiro é imenso. Leribault pretende arrecadar 360 milhões de euros em doações em apenas um ano para iniciar a reforma. Ele reconhece que o cenário atual, próximo às eleições presidenciais, não é o ideal para obter financiamento estatal ou privado. Por isso, o apelo se estende à solidariedade internacional para salvar o patrimônio cultural. A dependência do apoio governamental é um ponto crítico. O presidente do Louvre fez um alerta claro: se o próximo governo não oferecer suporte adequado, o museu poderá ser “obrigado a fechar suas portas”. Essa declaração sublinha a urgência e a gravidade da situação financeira do icônico museu francês. Segurança reforçada e esperança na recuperação das joias Em resposta ao roubo, o Louvre tem implementado novas medidas de segurança, incluindo a instalação de








