
Lucina encanta com “Bicho Pedra Gente”: 13 canções minimalistas buscam respiro na leveza da natureza
Lucina reencontra a serenidade em “Bicho Pedra Gente”, um convite à pausa em tempos acelerados A cantora e compositora Lucina, conhecida por sua trajetória musical desde os anos 70, apresenta seu mais recente trabalho, “Bicho Pedra Gente”. O álbum, composto por 13 faixas inéditas, é uma imersão na simplicidade e na beleza da natureza, com versos do poeta André Arruda. Em “Bicho Pedra Gente”, Lucina busca o respiro em melodias que priorizam o “menos é mais”, criando uma atmosfera sonora que convida à reflexão e ao relaxamento. A parceria com Arruda, cujas letras exploram a essência do mundo natural, se mostra perfeita para a estética minimalista da artista. O álbum, disponível nas plataformas digitais, foi gravado no estúdio Hi Eight, em Niterói (RJ), com produção e direção musical de Patrícia Ferraz. Conforme divulgado, a obra destaca a sincronia entre a música de Lucina e as palavras de Arruda, resultando em canções que ressoam com a alma. Minimalismo sonoro em destaque A estética sonora de “Bicho Pedra Gente” é marcada pelo minimalismo, onde a voz e o violão de Lucina frequentemente se unem a um único instrumento. Essa escolha contribui para a atmosfera harmônica e intimista do álbum, permitindo que cada nuance musical seja apreciada. Instrumentistas como Walter Villaça (violão e guitarra), Christiaan Oyens (guitarra, baixo, bateria e arranjos) e Lui Coimbra (violoncelo) colaboram para enriquecer as faixas sem sobrecarregar a sonoridade. Exemplos dessa delicadeza podem ser ouvidos em “Nem era dia santo”, “A lua lembra” e “O que fazemos senão”. A força poética de André Arruda em cada verso A colaboração com o poeta André Arruda, cujo nome artístico é arrudA, é um dos pilares de “Bicho Pedra Gente”. As letras de todas as 13 canções são de sua autoria, explorando temas ligados à natureza e à sensibilidade humana. A capa do álbum já evidencia essa parceria fundamental. A sincronia entre a música e a poesia é notável em faixas como “Tessituras” e na própria canção-título, “Bicho Pedra Gente”, ambas gravadas com o pianista e tecladista Adriano Souza. A natureza, tema recorrente nas letras de arrudA, dialoga diretamente com a musicalidade de Lucina, que sempre teve essa conexão em sua obra. Natureza e leveza: um refúgio sonoro Canções como “A sombra da lua no sol” e “Há riachos” trazem a natureza em seus títulos e em suas letras, como em “Há riachos imensos, todo dia morrendo, todo dia nascendo, nas rachaduras do tempo”, um trecho cantado por Lucina e adornado pelos violões e arranjos de Nando Duarte. A textura eletrônica da percussão de Sandro Moreno em “É onde” adiciona um contraste sutil, evitando a linearidade excessiva e mantendo o frescor do álbum. A voz de arrudA também se faz presente na faixa final, “Quantos universos”, pontuada pelo clarinete de Joana Queiroz, que também assina o arranjo da música. Um convite à contemplação “Bicho Pedra Gente” se configura como um convite à contemplação e ao respiro em meio à agitação do cotidiano. A leveza das canções, a profundidade poética e a








