Xi Jinping define “estabilidade estratégica” para relações com EUA após visita de Trump com resultados aquém do esperado
O fim da visita do presidente americano Donald Trump à China foi marcado pela ausência de grandes anúncios comerciais, com o líder chinês Xi Jinping enfatizando a necessidade de uma “estabilidade estratégica construtiva” para os próximos anos.
Trump retornou a Washington com menos negócios fechados do que o esperado, apesar de ter viajado acompanhado de CEOs de grandes empresas americanas. A expectativa era de diminuir o déficit comercial, mas os acordos divulgados foram mais modestos.
Conforme informações divulgadas, a China comprou 200 aeronaves da Boeing, um número inferior às 500 unidades esperadas. No campo das commodities, houve acordos para maior cooperação na agricultura, mas sem detalhes específicos sobre aumento de compras de soja ou carne bovina americana.
Acordos comerciais limitados e promessas vagos
A comitiva de Trump buscava fechar novos negócios e reduzir o déficit comercial, mas os resultados foram mais contidos. A aquisição de 200 aeronaves pela China, por exemplo, ficou aquém das expectativas de 500 unidades.
Relatos da Casa Branca indicam que Xi Jinping se mostrou disposto a abrir mais o mercado chinês para empresas americanas, o que foi considerado uma vitória para Washington. No entanto, detalhes sobre as negociações envolvendo os empresários não foram divulgados.
Na área de commodities, a cooperação na agricultura foi acordada, mas sem especificações sobre o volume de compras de produtos como soja e carne bovina. A soja, um dos principais focos americanos, não teve um compromisso claro de aumento de compra por parte da China.
Guerra no Irã e a estabilidade estratégica de Xi Jinping
Em relação à guerra no Irã, houve convergência na necessidade de manter o Estreito de Hormuz aberto e na rejeição à posse de armas nucleares por Teerã. A China pediu um “cessar-fogo abrangente e duradouro” no conflito.
Xi Jinping aproveitou a ocasião para apresentar o conceito de “estabilidade estratégica construtiva” como a nova diretriz para as relações bilaterais. Ele ressaltou que essa estabilidade deve ser positiva, com cooperação, competição moderada, diferenças administráveis e paz duradoura.
Analistas interpretam que ações americanas que visem minar o desenvolvimento chinês podem ser vistas por Pequim como uma violação desse novo posicionamento, indicando um futuro com potenciais tensões.
Taiwan como principal risco, segundo Pequim
O líder chinês destacou que a questão de Taiwan representa o maior risco para a relação entre os dois países. Xi Jinping alertou que lidar inadequadamente com a questão pode levar as nações a uma “rota de colisão”.
“A independência de Taiwan e a paz no Estreito de Taiwan são incompatíveis. Manter a paz e a estabilidade no Estreito de Taiwan é o maior denominador comum entre a China e os EUA”, declarou Xi, segundo a agência estatal Xinhua.
A China considera Taiwan parte de seu território, enquanto a ilha possui um governo democraticamente eleito e se declara independente. Os EUA são historicamente o maior fornecedor de armas para Taiwan, mas o assunto não foi citado nas negociações divulgadas.





