Zélia Duncan explode em “Agudo Grave” com Maria Beraldo: um show que redefine o passado e o presente da artista
Zélia Duncan, um ícone da música brasileira, elevou seu 15º álbum de estúdio, “Agudo Grave”, a um novo patamar em sua apresentação homônima. Com a direção musical de Maria Beraldo, o espetáculo, que estreou no Rio de Janeiro em 25 de setembro, é uma celebração vibrante da carreira de 45 anos da cantora.
O show “Agudo Grave” não se limita a revisitar o passado, mas o reinventa. Maria Beraldo, também produtora e arranjadora do álbum, orquestra uma sonoridade que ressignifica clássicos de Zélia, como “Me Revelar” e a icônica “Catedral”, catapultando-os para o presente com arranjos frescos e inventivos.
Essa alquimia sonora, que mescla a experimentação com a acessibilidade, foi detalhada em crítica divulgada pela fonte original, mostrando como Zélia Duncan, com o suporte de Beraldo e sua banda, cria uma experiência musical que encanta tanto os fãs de longa data quanto novos ouvintes.
A Textura Sonora que Transforma Clássicos
A banda, composta por músicos multi-instrumentistas como Aline Gonçalves (flautas e clarinete), Amanda Camargo (piano), Antonio Loureiro (bateria), Ciro Bellucci (violões) e Fabio Sá (baixo), é a espinha dorsal dos arranjos de Maria Beraldo. Essa formação cria uma paisagem sonora que transita com maestria entre a urgência urbana de “Olhos de Cimento” e a delicadeza lírica de “Meu Plano”.
A direção do show, dividida entre Zélia Duncan e Simone Mina, que assina o cenário com móbiles que lembram cristais, realça a fluidez e a leveza da apresentação. Mesmo em momentos de batida mais marcante, como em “Sentidos”, a voz de Zélia confere uma roupagem nova e surpreendente às canções.
Novas Canções e Parcerias que Brilham
O repertório do álbum “Agudo Grave” ganha vida no palco, e mesmo que algumas composições autorais do disco não atinjam a mesma força das regravações, a sensação geral é de renovação. Músicas como “Pontes no Ar” ecoam a atmosfera do Clube da Esquina, enquanto “E aí, IA?” demonstra a força das parcerias com Alberto Continentino.
A participação de Lenine em “Maravilha Disforme” e “Meu Xamego”, além do bis com “Nos Lençóis Desse Reggae”, adiciona uma camada extra de vitalidade ao espetáculo. A artista também presta homenagem a ícones como Itamar Assumpção, em “Tua Boca”, e Joni Mitchell, com “All I Want”, mostrando a amplitude de suas referências.
Zélia Duncan: Um Tempo Presente e Transformador
A performance de “Calmo”, em dueto com Zeca Baleiro, e a poderosa reinvenção de “Capitu” evidenciam a versatilidade de Zélia Duncan. A cantora ainda explora a sonoridade vanguardista de “Matagal”, canção em inglês de Maria Beraldo, e a envolvente “Tua Boca” de Itamar Assumpção.
O show “Agudo Grave” culmina com um medley emocionante de “Sonho Impossível” e “Que Tal o Impossível?”, deixando claro que o tempo de Zélia Duncan é o agora. Sob a batuta inspirada de Maria Beraldo, a artista prova que é possível fazer brotar o novo do chão do que já foi construído, em um espetáculo que celebra a música em sua forma mais pura e transformadora.




