Israel eleva o tom contra Hezbollah e ameaça avançar ‘além da linha amarela’ no Líbano
O Exército de Israel intensificou sua retórica contra o Hezbollah, com o chefe do Estado-Maior, Eyal Zamir, declarando que o grupo será atacado mesmo em áreas do Líbano consideradas mais distantes da fronteira.
A declaração foi feita durante uma visita do general às tropas israelenses no sul do Líbano, em uma região que o país define como uma “zona segura”. A fala eleva a tensão em uma fronteira já instável.
Essa nova ameaça surge em meio a um cessar-fogo frágil e a uma série de ataques e contra-ataques entre as partes, com ambos os lados acusando um ao outro de violar os acordos, conforme informações divulgadas pelo Exército de Israel.
Israel estabelece “linha amarela” e alerta para futuras ações militares
Recentemente, as forças israelenses estabeleceram uma “linha amarela” no sul do Líbano, similar à que separa suas tropas do território controlado pelo Hamas na Faixa de Gaza. Israel já havia informado ter atacado indivíduos suspeitos de se aproximarem de seus soldados ao longo dessa linha.
A movimentação militar israelense inclui a ordem de retirada de moradores de 16 cidades e vilarejos libaneses, que deveriam se dirigir para a cidade de Sidon. O governo israelense justifica suas ações como uma resposta a supostas violações da trégua por parte do Hezbollah.
Ataque israelense deixa mortos no Líbano, incluindo socorristas
Em um incidente ocorrido na terça-feira, a Defesa Civil do Líbano informou que um ataque israelense resultou na morte de três de seus integrantes. Os socorristas estavam em uma operação de resgate na cidade de Majdal Zoun, no sul do país, quando um prédio onde estavam foi atingido.
Segundo o órgão, os socorristas ficaram “presos sob os escombros” do edifício bombardeado. O Ministério da Saúde libanês confirmou que outras duas pessoas também morreram no mesmo ataque, aumentando o saldo de vítimas civis.
Ministro israelense adverte Hezbollah sobre “brincar com fogo”
Dias antes, o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, já havia emitido um forte aviso ao Hezbollah, declarando que o grupo estava “brincando com fogo” e que isso poderia arrastar o Líbano para uma “catástrofe”.
“Naim Qassem [líder do grupo armado] está brincando com fogo, e esse fogo queimará o Hezbollah e todo o Líbano”, afirmou Katz, reforçando a posição de linha dura de Israel. Apesar da trégua em vigor desde o dia 16, Israel mantém o direito de agir contra o que considera ataques planejados, iminentes ou em andamento por parte do Hezbollah.
Israel busca “proteger cidadãos” e nega ambições territoriais no Líbano
O ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Saar, declarou que o país não tem intenções de controlar o território libanês. “Israel não tem ambições territoriais no Líbano. Nossa presença nas áreas vizinhas à nossa fronteira norte tem apenas um propósito: proteger nossos cidadãos”, disse Saar.
As forças israelenses mantêm uma presença em uma faixa de 5 a 10 quilômetros ao longo da fronteira com o Líbano e afirmam ter encontrado um túnel de 2 quilômetros pertencente ao Hezbollah no sul do país. Por outro lado, o Hezbollah, apoiado pelo Irã, alega ter o “direito de resistir” ao que considera uma ocupação israelense.





