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Iza, Anitta e Marina Sena: Estrelas do Pop Impulsionam Nova Onda de Sucesso do Reggae no Brasil

Reggae Brasileiro Vive Momento de Ouro com Apoio de Ícones Pop

O reggae, ritmo contagiante com raízes jamaicanas, está experimentando um renascimento no Brasil. Grandes estrelas do pop nacional, como Iza, Anitta e Marina Sena, têm incorporado elementos do gênero em suas músicas, impulsionando sua popularidade e mostrando a versatilidade do reggae.

Essa fusão de estilos não é novidade, mas a convergência de artistas de peso explorando o reggae simultaneamente sugere uma tendência forte e um momento de valorização para a música brasileira. A celebração do Dia Nacional do Reggae, em 11 de março, reforça a relevância cultural do gênero.

Dados recentes indicam o crescente interesse do público brasileiro pelo reggae. Segundo um estudo inédito da Globo em parceria com a Quaest, o gênero figura como o penúltimo tipo de música preferida dos brasileiros, perdendo apenas para o pop internacional. Conforme informação divulgada pelo g1, Iza celebrou essa onda de valorização, afirmando que “está todo mundo se voltando para essa história maravilhosa que é o reggae no nosso país”. A artista, inclusive, planeja um álbum inteiramente dedicado ao gênero.

A Força do Ritmo Jamaicano na Música Brasileira

A influência da música jamaicana na cultura brasileira é profunda e duradoura. Guilherme Guedes, jornalista e apresentador do Multishow, ressalta que a música é cíclica e que o reggae, com sua sonoridade orgânica e, por vezes, espiritual, tem se conectado com artistas e públicos em busca de autenticidade. Essa conexão se estende a subgêneros da música eletrônica e a manifestações culturais brasileiras como o Olodum e o xote.

Juliana Beydoun, produtora executiva da banda Tribo de Jah, que comemora 40 anos de carreira, vê com otimismo o flerte do pop com o reggae. Para ela, isso demonstra a força e a relevância contínua do gênero, alcançando novas gerações e públicos diversos. A emergência de novos artistas dentro do reggae e o diálogo com outros segmentos musicais reforçam a vitalidade e o público fiel do ritmo.

O Reggae no Mainstream e a Busca por um Hit Consolidado

Apesar do crescente interesse, especialistas apontam que um hit de grande alcance pode ser o fator decisivo para consolidar este momento do reggae. Guilherme Guedes compara a situação atual com os anos 1990, quando artistas como Edson Gomes, Cidade Negra e Natiruts despontaram, e até mesmo O Rappa, com influências do reggae, ganharam destaque. Atualmente, o reggae ainda luta por espaço no topo dos rankings das rádios e plataformas digitais, dominados pelo funk e sertanejo.

A faixa de reggae mais tocada recentemente aparecia na 134ª posição, demonstrando o desafio de alcançar o mainstream. No entanto, a turnê de despedida do Natiruts, que lotou estádios e arenas, e a versão MTG de “Sorri, sou rei” pela banda, feita pelo DJ Topo, evidenciam a força e o alcance do gênero, mesmo fora das paradas principais.

Legado e Mensagem: A Essência do Reggae

Bob Marley, em sua sabedoria, definiu que “reggae não é twist”, enfatizando que o gênero vai além da dança, carregando mensagens de paz, amor, liberdade, resistência e justiça social. Essa essência, muitas vezes, se perde quando o gênero atinge o sucesso comercial massivo, como alerta Guilherme Guedes ao comparar com o caso do Nirvana.

Quando um gênero se massifica, ele pode perder sua profundidade e se tornar apenas uma estética. Contudo, nomes como Edson Gomes, com sua participação no Lollapalooza 2026, e o Tribo de Jah, que expandiu sua presença para festivais populares como Carnaval e São João, mostram que o reggae continua relevante e com uma mensagem poderosa. A banda Maneva, com seu projeto “Tudo vira reggae”, também contribui para a disseminação do ritmo, transformando músicas de diversos gêneros em canções com a sonoridade jamaicana.

O Futuro Promissor do Reggae Brasileiro

A nova fase do reggae no Brasil é marcada pela diversidade de artistas que o exploram e pela consolidação de nomes já consagrados. A banda Tribo de Jah, com 40 anos de estrada, percebe um interesse crescente em shows, inclusive em eventos que antes não abriam tanto espaço para o gênero. Isso indica que o reggae deixou de ser visto como um nicho e passou a ocupar espaços mais amplos na cultura e no entretenimento do país.

A turnê comemorativa de 20 anos da banda Maneva, com o projeto “Tudo vira reggae”, exemplifica essa expansão. O projeto, que nasceu de uma live durante a pandemia, transformou músicas de sertanejo, rock, MPB e pop em versões reggae, conectando-se perfeitamente com o atual momento de popularização do gênero. Essa iniciativa pode, inclusive, batizar essa nova era do reggae brasileiro, mostrando que o ritmo está mais vivo e vibrante do que nunca.

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