Dia Mundial do Rock é dia de Serguei, o artista que viveu a vida com o espírito alucinado e irreverente do rock’n’roll
Se 13 de julho é o Dia Mundial do Rock, esta data é um convite para relembrar Serguei, o icônico roqueiro carioca que faleceu há seis anos, em 7 de junho de 2019, aos 85 anos, em Volta Redonda (RJ).
Com uma carreira que despontou há 60 anos, Sérgio Augusto Bustamante, o Serguei, personificou o espírito irreverente e alucinado do rock’n’roll. Sua discografia é esparsa, com dois álbuns e alguns singles lançados entre 1966 e 2009, mas seu legado vai muito além da música.
O folclore em torno de sua existência é tão grande quanto sua obra musical. Serguei ficou famoso por circular pelo mundo com uma camiseta que estampava a provocadora frase: “Eu comi a Janis Joplin”. Uma afirmação que ele jurava ser verdadeira, alimentando ainda mais sua aura lendária.
A lenda de Serguei e o encontro com Janis Joplin
Serguei sempre sustentou ter tido um relacionamento íntimo com a estrela do rock americana Janis Joplin. Ele de fato parece ter tido algum contato social com ela em São Francisco, nos Estados Unidos, em 1967. Três anos depois, em fevereiro de 1970, ele a reencontrou no Brasil, em uma noite na praia de Copacabana, onde ele se apresentava como cantor em uma boate.
Essa história, verdadeira ou não, contribuiu para solidificar a imagem de Serguei como um artista que vivia intensamente o trinômio sexo, drogas e rock’n’roll, sem falar no consumo de álcool em doses elevadas. Ele se definia mais como um entertainer do que propriamente um cantor, admitindo com sinceridade que sorvia a vida louca com o ardor de um garoto.
Da vida comum à lenda do rock
Antes de abraçar o rock, Serguei trilhou caminhos diversos: foi comissário de bordo, bancário, office-boy e ajudante de cozinha. Chegou a tentar uma carreira política em Saquarema (RJ), onde viveu por décadas, mas nunca obteve sucesso eleitoral como vereador.
Em essência, Serguei se tornou uma lenda do rock, insistindo em sua juventude e vivendo fora das convenções sociais. Sua liberdade era uma forma de resistência em um mundo muitas vezes cerceador.
Serguei, símbolo da rebeldia do rock
Por tudo isso, Serguei vive na memória como o símbolo da rebeldia atribuída ao rock. Ele foi, para muitos, mais roqueiro do que muitos artistas que se deixaram controlar pelo sistema. Portanto, a cada 13 de julho, é dia de celebrar e lembrar de Serguei!




