Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

Chico Buarque aos 82 anos: Escafandristas revitalizam obra com arranjos sofisticados em novo álbum

Escafandristas cantam Buarque: um novo olhar sobre o cancioneiro do mestre

Dois anos após sua formação, o quarteto carioca Escafandristas lança seu primeiro álbum, “Escafandristas cantam Buarque”. A obra, apresentada estrategicamente na véspera do 82º aniversário de Chico Buarque, propõe uma visão renovada de 15 canções do compositor.

Sob a direção musical de Thiago Amud, o grupo, que conta ainda com Alice Passos, Luisa Lacerda e Renato Frazão, demonstra total respeito pelas melodias e letras originais. No entanto, eles se afastam do conceito de cover ao reconfigurar harmonias e ritmos, criando uma experiência sonora única.

Conforme divulgado, o álbum “Escafandristas cantam Buarque” é, de fato, uma obra para ser apreciada com atenção, longe do formato de karaokê. A refinada harmonização das vozes é um dos destaques, notável em faixas como “Brejo da Cruz” e “Sonhos são sonhos”. A seleção de 15 músicas foi feita a partir de cerca de 80 canções pré-selecionadas, resultando em um repertório cuidadosamente escolhido.

Uma releitura que desafia o convencional

A abordagem de “Construção” abre o álbum e impressiona por se desvincular do arranjo icônico criado por Rogério Duprat. A interpretação de “Morro Dois Irmãos” revela a afinidade vocal de Thiago Amud com a essência de Chico Buarque. Essa sintonia se estende a Renato Frazão, especialmente em um solo lapidar no samba “Cotidiano”.

O arranjo de “Cotidiano” evoca a repetição do dia a dia conjugal, com pausas sincronizadas aos versos, tornando a gravação um dos pontos altos do disco. A musicalidade do quarteto é o alicerce de todo o trabalho, permitindo que a emoção transpareça nas 15 faixas gravadas no estúdio da gravadora Biscoito Fino.

Citações sagazes e participações emocionantes

O álbum também se destaca pelas sete citações musicais inseridas em seis das faixas. “Futuros Amantes” incorpora um trecho de “Eu Te Amo”, enquanto “Corrente” se conecta a “Mambembe”. “Morena dos Olhos d’Água” dialoga com “Morena do Mar” de Dorival Caymmi e com a ciranda “Na Ilha de Lia, no Barco de Rosa”.

Um momento particularmente tocante é a participação das cinco netas de Chico Buarque – Cecília, Clara, Irene, Lia e Teresa – em “As Minhas Meninas”. A gravação afetiva inclui uma citação de “Acalanto para Helena”, canção de ninar composta pelo avô para a filha Helena Buarque. A obra se encerra com “Tempo e Artista”, reforçando a ideia de que os Escafandristas remodelam o cancioneiro de Chico Buarque com um estilo sofisticado, celebrando a obra de um dos maiores artistas brasileiros.

A emoção em “O que será (À flor da terra)”

A emoção se eleva na recitação de versos de Ruy Guerra em “O que será (À flor da terra)”. A participação do próprio Ruy Guerra, parceiro de Chico Buarque em “Fado Tropical”, acontece em meio a um canto majoritariamente a capella, conferindo uma intensidade rara à interpretação.

Veja também

Newsletter

Assine nossa newsletter e fique por dentro das novidades!

Mais Vistos