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EUA intensificam pressão: Líder cubano, família Castro e militares sob novas sanções americanas

EUA impõem novas sanções a líderes cubanos e membros da família Castro em escalada de pressão

Os Estados Unidos anunciaram nesta quinta-feira (4) a imposição de novas sanções econômicas direcionadas ao atual líder cubano, Miguel Díaz-Canel, sua esposa e a membros proeminentes da família Castro. A medida, divulgada pelo Departamento do Tesouro americano, visa intensificar a pressão sobre o governo de Cuba.

Além do presidente Díaz-Canel, que já havia sido alvo de sanções em julho do ano passado devido à repressão a protestos populares, as novas restrições atingem outras quatro pessoas e cinco entidades. Entre os sancionados estão figuras importantes como Alejandro Castro Espín, filho de Raúl Castro, o neto Raúl Alejandro Castro e o enteado do presidente, Manuel Anido Cuesta. O Ministério das Forças Armadas Revolucionárias de Cuba também figura na lista.

Essas ações fazem parte de uma ofensiva mais ampla de Washington contra Havana, que inclui um embargo econômico mantido desde 1962 e intensificado sob a administração de Donald Trump. A Casa Branca tem combinado sanções financeiras contra figuras e empresas do regime, medidas jurídicas e um bloqueio petrolífero. As informações foram divulgadas pelo Departamento do Tesouro americano.

Sanções visam reprimir regime e promover mudanças em Cuba

O presidente Donald Trump afirmou que o objetivo das sanções é que Cuba se torne um “país bem administrado”. No mês anterior, Washington já havia sancionado 11 autoridades cubanas, incluindo o ministro das Comunicações, líderes militares e a principal agência de inteligência do país. O governo cubano não respondeu aos pedidos de comentário da agência Reuters.

As medidas jurídicas incluem o indiciamento do ex-líder cubano Raúl Castro, 95, por homicídio. A acusação refere-se ao suposto envolvimento dele no abate de dois aviões operados por exilados cubanos pela Força Aérea de Cuba em 1996, incidente que resultou na morte de quatro pessoas. Na época, Castro ocupava o cargo de ministro da Defesa.

Cuba enfrenta sua pior crise econômica e humanitária

O país caribenho atravessa sua mais severa crise econômica e humanitária desde a Revolução de 1959. Apesar das negociações entre os Estados Unidos e Havana para buscar uma saída para a situação, ainda não há resultados concretos. Os EUA alegam que Cuba representa uma ameaça à sua segurança nacional, enquanto o governo cubano afirma estar disposto a negociar, mas sem abrir mão de sua soberania.

Documentos judiciais revelam que Raúl Castro, 94 na época do indiciamento, enfrenta quatro acusações de homicídio e duas de destruição de aeronave. O Departamento de Justiça americano também alega que Castro conspirou para matar cidadãos dos EUA. Outras cinco pessoas são rés no caso. O atual líder cubano, Miguel Díaz-Canel, classificou o indiciamento como uma “manobra política, desprovida de qualquer fundamento legal”.

Pressão por reformas e sinais de diálogo

O indiciamento ocorreu em um momento de forte pressão dos EUA por uma mudança de regime em Cuba. Washington busca uma maior liberalização da economia cubana, o aumento do investimento estrangeiro e o fortalecimento do setor privado. Além disso, os EUA exigem a libertação de presos políticos e a implementação de reformas políticas na ilha.

Analistas observam que Havana tem dado sinais de possível engajamento em negociações. Um exemplo é a divulgação da visita de um chefe da CIA à ilha antes mesmo dos americanos, algo incomum, já que no passado o regime negava tais reuniões. O governo cubano também realizou a soltura de presos políticos, indicando uma possível abertura para o diálogo, conforme apontado por fontes.

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