Mirada 2026: Equador é Homenageado em Festival Ibero-Americano de Artes Cênicas na Baixada Santista
O Sesc São Paulo apresenta o Mirada – Festival Ibero-Americano de Artes Cênicas em sua 8ª edição, que ocorrerá de 3 a 13 de setembro. Este ano, o festival tem o Equador como país homenageado e expande sua programação por Santos, Cubatão, Guarujá, Praia Grande e São Vicente, marcando também as celebrações dos 80 anos do Sesc.
Ao longo de dez dias, o público poderá apreciar uma diversidade de espetáculos de dança, peças teatrais e performances. As apresentações serão realizadas em teatros, praças, espaços públicos e locais históricos da Baixada Santista, oferecendo uma experiência cultural rica e acessível a todos. A curadoria cuidadosa reuniu artistas de diferentes regiões do Brasil e da América Latina, além de um corpo técnico especializado.
A programação está dividida em quatro eixos principais: Mostra Equatoriana, Mostra Internacional, Mostra Nacional e Ações Formativas. Serão apresentados sete espetáculos do Equador, 17 montagens internacionais e outras 17 produções nacionais, garantindo um panorama abrangente das artes cênicas contemporâneas. Conforme informação divulgada pelo Sesc São Paulo, a curadoria buscou diversidade e qualidade artística.
Equador em Destaque no Palco Mirada
O Equador assume o centro das atenções como país homenageado, com um recorte que explora as diversas facetas das artes cênicas equatorianas. O espetáculo de abertura, Me·de·as, do Colectivo Mitómana, promete emocionar o público ao revisitar o mito de Medeia para discutir maternidade, luto e os papéis femininos, mesclando canto, dança e coralidade em uma performance impactante.
Outras apresentações equatorianas incluem Papakuna – Agroteatro Cômico Musical, da Colectiva Yama, que celebra as tradições andinas e o cultivo da batata nativa, e La Trocha, uma colaboração entre Runga Arte Experimental e a artista argentina Melina Seldes, que aborda a travessia de migrantes na fronteira entre Colômbia e Equador, oferecendo um olhar sensível sobre a realidade da migração.
Diálogos Internacionais e Nacionais Enriquecem o Festival
A Mostra Internacional contará com a participação inédita da Guatemala, somando-se a produções de países como Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Costa Rica, Cuba, Espanha, México, Peru, Portugal, Uruguai e Venezuela. Os espetáculos abordam temas relevantes como migração, ancestralidade, justiça climática, repressão política e igualdade de gênero, promovendo reflexões importantes.
Entre os destaques internacionais, o público poderá assistir ao espanhol Seppuku – El funeral de Mishima o El placer de morir, da encenadora Angélica Liddell, que explora o código espiritual dos samurais, erotismo e ritualística japonesa. O chileno Vampyr, dirigido por Manuela Infante, utiliza o formato de falso documentário para discutir a relação entre natureza e cultura sob a perspectiva da sustentabilidade. Já o argentino Ayoub – El amor me enseña a no amar, de Marina Otero, parte de um relacionamento no Marrocos para debater o colonialismo afetivo.
O México estará representado por Mi madre y el dinero, de Anacarsis Ramos, onde o diretor e sua mãe, Josefina Orlaineta, compartilham o palco após uma década de afastamento. A peça narra a trajetória de Josefina, que manteve mais de 40 negócios para sobreviver em uma das regiões mais pobres do México, retratando a força e a resiliência feminina.
Produções Nacionais e Atrações para Todos os Públicos
A Mostra Nacional reunirá produções de diversas regiões do Brasil, incluindo estreias como …ao mesmo tempo…, do Lume Teatro e da Cia. Clowns de Shakespeare, que investiga temas como tempo, memória e continuidade. Haverá também uma versão contemporânea de Macbeth, da Cia. Extemporânea, interpretada por um elenco de drag queens, e Casa do Norte, do Grupo Clariô de Teatro, celebrando os 20 anos da companhia.
O festival também reserva atrações para crianças e jovens. Em Vovó Surrealista, da Cia. de Feitos, uma avó analfabeta inventa histórias para seus netos, baseada no livro de Carlos Canhameiro. Outra experiência singular é o áudio percurso TESORO, Santos, da chilena Paula Aros Gho, que convida a explorar a cidade de Santos guiada por vozes de crianças e jovens.
Além dos espetáculos, o Mirada promoverá 16 ações formativas, como residências, oficinas, bate-papos e sessões de autógrafos, incentivando a troca entre artistas e o público. O Sesc TV exibirá conteúdos relacionados ao universo teatral, disponíveis também no Sesc Digital. A programação completa pode ser consultada no site do Sesc São Paulo e no aplicativo MIRADA Festival Sesc SP.
Serviço: Mirada 2026 – Festival Ibero-Americano de Artes Cênicas. De 3 a 13 de setembro, em Santos, Cubatão, Guarujá, Praia Grande e São Vicente. Ingressos variam entre R$ 10 e R$ 40, com opções de meia-entrada e Credencial Plena. Vendas pelo aplicativo Credencial Sesc SP, Central de Relacionamento Digital e unidades do Sesc.




