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Goiás em Alerta: 42% dos Casos de Síndrome Respiratória em Bebês Ligados à SRAG com Variante de Influenza em Circulação

Goiás decreta emergência de saúde pública devido ao avanço da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG).

O estado de Goiás declarou situação de emergência em saúde pública nesta semana, diante do expressivo aumento de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). A medida visa intensificar as ações de combate e monitoramento da doença que tem afetado principalmente os mais jovens.

Dados recentes revelam que uma parcela significativa dos casos registrados está relacionada a bebês com até dois anos de idade. Essa faixa etária concentra 42% do total de diagnósticos, um número que acende um alerta para as autoridades de saúde e pais em todo o estado, exigindo atenção especial e medidas preventivas eficazes.

Além dos bebês, idosos com mais de 60 anos também representam um grupo de risco, com 482 casos, o que corresponde a 18% do total. Conforme informações divulgadas pelo painel oficial, já foram registradas 115 mortes no estado em decorrência da SRAG, evidenciando a gravidade da situação e a necessidade da emergência decretada.

Avanço da SRAG e circulação viral em Goiás

A situação em Goiás é agravada pela circulação de vírus respiratórios, incluindo a variante K do Influenza. Segundo o painel de monitoramento, 148 casos estão associados à circulação do vírus da Influenza e 1.080 a outros vírus respiratórios. A variante K do Influenza tem sido apontada como um dos focos de atenção, especialmente pela sua rápida disseminação.

O decreto de emergência, válido por 180 dias, autoriza a implementação de medidas urgentes, como a criação de um centro de operações para monitoramento e gestão da crise. O governo estadual também prevê a aquisição especial de insumos, materiais e a contratação de serviços essenciais, com dispensa de licitação, para garantir o atendimento à população afetada.

A contratação de pessoal por tempo determinado também foi autorizada para reforçar as equipes de combate à epidemia. Todos os processos relacionados ao decreto tramitarão em regime de urgência e prioridade nos órgãos públicos estaduais, visando agilizar as respostas e mitigar os impactos da SRAG.

Onda de SRAG atinge crianças em todo o país

O cenário de aumento de casos de SRAG em crianças menores de 2 anos não se restringe a Goiás. Um boletim divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) aponta um crescimento de hospitalizações por Síndrome Respiratória em quatro das cinco regiões do Brasil: Norte, Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste. O vírus sincicial respiratório (VSR) é apontado como o principal causador desse aumento.

Os casos graves de Covid-19, por outro lado, seguem em baixa no país, de acordo com o mesmo boletim da Fiocruz. A atenção se volta, portanto, para as demais infecções respiratórias que têm sobrecarregado o sistema de saúde, especialmente em bebês e crianças pequenas.

Recomendações e vacinação como estratégia de prevenção

Diante do cenário, o Ministério da Saúde reforça a importância da vacinação contra a influenza e a Covid-19. A campanha nacional de vacinação contra a gripe prioriza crianças de 6 meses a menores de 6 anos, idosos e gestantes, grupos mais suscetíveis a quadros graves. A vacina contra a Covid-19 é recomendada para todos os bebês a partir dos 6 meses de idade.

Além disso, reforços periódicos das vacinas são indicados para idosos, gestantes, pessoas com deficiência, com comorbidades ou imunosuprimidas, e outros grupos vulneráveis. Desde o ano passado, o Ministério da Saúde também oferece a vacina contra o vírus sincicial respiratório (VSR) para grávidas, visando proteger os bebês contra a bronquiolite e outras complicações causadas pelo vírus.

Distrito Federal acompanha cenário e reforça monitoramento

O Distrito Federal, vizinho a Goiás, também monitora de perto a situação da SRAG. A Secretaria de Saúde local informou que a variante K da Influenza já é predominante na América do Sul neste ano. No entanto, o secretário de Saúde Juracy Cavalcante ressaltou que, até o momento, não há evidências de aumento da gravidade dos casos nem de perda de eficácia das vacinas disponíveis.

Até agora, foram registrados 67 casos de SRAG por influenza no DF, incluindo um óbito. Apesar do cenário atual sugerir uma ocorrência dentro do padrão sazonal esperado para a influenza, a vigilância epidemiológica reforça a importância do monitoramento contínuo. A população é orientada a permanecer tranquila, mantendo a vacinação em dia, enquanto as autoridades seguem com o acompanhamento permanente da dinâmica da doença.

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