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Lula defende sofisticação do agronegócio brasileiro para impulsionar exportações e conquistar mercados globais

Qualidade e sofisticação: a chave para o agronegócio brasileiro expandir fronteiras e gerar mais riqueza O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reforçou, nesta quinta-feira (23), a necessidade de aprimorar a qualidade dos produtos do agronegócio nacional para alcançar novos mercados internacionais. Ele enfatizou que, embora o Brasil possua uma produção em larga escala e diversificada, o foco na excelência é fundamental para competir globalmente. “Não basta produzir, é preciso produzir com excelência de qualidade”, declarou Lula em evento da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). A visão do presidente é que quanto mais sofisticados forem os produtos brasileiros, maior será a capacidade de disputar espaço nos mercados mais exigentes do mundo, aproveitando a tecnologia, a mão de obra qualificada e a expertise já existentes no país. A declaração foi feita durante a abertura da Feira Brasil na Mesa, realizada na unidade Embrapa Cerrados, em Planaltina, no Distrito Federal. O evento, que segue até sábado (25), tem como objetivo apresentar as inovações e tecnologias desenvolvidas pela pesquisa agropecuária brasileira, além de celebrar os 53 anos da Embrapa, empresa pública que tem papel crucial na transformação do conhecimento em soluções para o campo. Conforme divulgado pela Embrapa, a cada R$ 1 investido na empresa, R$ 27 são retornados à sociedade. Embrapa: 53 anos de inovação e impacto econômico A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) comemora mais de cinco décadas de contribuição para o desenvolvimento do setor agropecuário. Com 43 unidades e um portfólio de 2 mil tecnologias, a empresa tem um papel vital na geração de riqueza e na competitividade do agronegócio brasileiro. O Balanço Social 2025 da Embrapa revela que a empresa contribuiu com R$ 125 bilhões para o Produto Interno Bruto (PIB) agrícola, que em 2025 atingiu R$ 725 bilhões. Esses dados foram obtidos após a avaliação dos impactos econômicos, ambientais e sociais de 200 tecnologias desenvolvidas pela instituição, demonstrando o retorno significativo do investimento em ciência e tecnologia para o país. Feira Brasil na Mesa: vitrine de tecnologias e soluções para o campo A Feira Brasil na Mesa é um espaço importante para a divulgação das pesquisas e inovações da Embrapa. O evento, aberto ao público com entrada gratuita, permite que visitantes conheçam de perto as tecnologias e experiências que estão moldando o futuro do agronegócio brasileiro. A presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, destacou a importância da pesquisa para o avanço do setor. Ela ressaltou que a expertise da empresa em transformar conhecimento em soluções práticas é um diferencial competitivo para o Brasil no cenário internacional, reforçando a necessidade de **investir continuamente em inovação e sofisticação** para ampliar as exportações e garantir a liderança do país no agronegócio mundial. O futuro do agronegócio brasileiro passa pela qualidade A mensagem do presidente Lula é clara: para o agronegócio brasileiro continuar a crescer e conquistar novos mercados, a **qualidade e a sofisticação dos produtos** são indispensáveis. O Brasil tem o potencial, a tecnologia e o conhecimento para se destacar ainda mais, e a Embrapa é um pilar fundamental nessa

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Fim da Escala 6×1 no Brasil: CCJ aprova propostas que podem reduzir jornada de trabalho e mudar rotina de milhões

CCJ aprova admissibilidade de propostas que visam acabar com a escala 6×1 e reduzir jornada de trabalho A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (22), a admissibilidade de duas Propostas de Emenda à Constituição (PECs) que buscam alterar a jornada de trabalho no Brasil. Essas propostas, que ganharam força com o movimento “Vida Além do Trabalho”, têm como objetivo principal acabar com a escala de seis dias de trabalho por um de descanso, conhecida como 6×1. A decisão da CCJ representa um avanço significativo para a discussão sobre a redução da jornada semanal, um tema que afeta a qualidade de vida e a saúde mental de muitos trabalhadores. As propostas agora seguirão para análise em uma comissão especial antes de serem votadas em plenário, um processo que ainda demandará tempo. A aprovação da admissibilidade foi unânime em votação simbólica, indicando um consenso inicial sobre a importância do debate. A CCJ, ao analisar a admissibilidade, verifica a conformidade dos textos com a Constituição Federal. O mérito das propostas, ou seja, o conteúdo em si, será discutido em etapas posteriores, conforme informação divulgada pela Agência Câmara de Notícias. Redução gradual da jornada e escala de quatro dias são as propostas em pauta Uma das propostas, a PEC 221/19, de autoria do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), prevê a redução gradual da jornada semanal de trabalho, que hoje é de 44 horas, para 36 horas ao longo de dez anos. Essa transição visa permitir que empresas e trabalhadores se adaptem às novas regras sem impactos abruptos. Já a PEC 8/25, apensada à primeira e proposta pela deputada Erika Hilton (Psol-SP), estabelece um limite de 36 horas semanais de trabalho, com a adoção de uma escala de quatro dias de trabalho por semana. Ambas as propostas buscam melhorar a saúde mental e a qualidade de vida dos trabalhadores, combatendo o esgotamento profissional. Governo envia Projeto de Lei com urgência para antecipar a redução da jornada Diante da possibilidade de a tramitação das PECs se estender por meses e de tentativas da oposição em barrar as propostas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tomou a iniciativa de enviar ao Congresso Nacional, na semana passada, um Projeto de Lei (PL) com urgência constitucional. Este PL tem o objetivo de acabar com a escala 6×1 e reduzir a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais. Projetos de Lei com urgência constitucional possuem um rito mais acelerado, precisando ser votados em até 45 dias, sob o risco de trancar a pauta do plenário da Câmara. O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, comentou que, embora seja prerrogativa do governo enviar um PL com urgência, a Câmara seguirá com a tramitação das PECs em paralelo. PEC e PL caminham juntos, mas com prazos distintos O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, explicou que a proposta do Executivo não compete com as PECs em tramitação. Ele ressaltou que, caso a PEC seja aprovada dentro do prazo,

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Lula ameaça reciprocidade contra EUA após expulsão de delegado da PF envolvido na prisão de Ramagem

Lula promete ação de reciprocidade contra EUA após expulsão de delegado da PF O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta terça-feira (21) que o Brasil adotará medidas de reciprocidade caso se confirme um “abuso americano” contra um delegado da Polícia Federal. A declaração foi feita durante uma viagem à Alemanha e surge após o governo dos Estados Unidos ter solicitado a saída de um “funcionário brasileiro” do seu território. A tensão diplomática se intensificou após o Escritório para Assuntos do Hemisfério Ocidental dos EUA anunciar, em sua rede social X, a expulsão de um servidor brasileiro. Segundo o órgão, o indivíduo teria tentado contornar mecanismos formais de cooperação jurídica para estender perseguições políticas ao território americano. Embora o comunicado americano não cite nomes, as informações apontam para um delegado da Polícia Federal que atuou na prisão do ex-deputado Alexandre Ramagem. Ramagem, que foi diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), foi detido na Flórida e liberado após dois dias. A prisão ocorreu como resultado de cooperação policial internacional entre Brasil e EUA, segundo a PF. Conforme informação divulgada pela PF, Ramagem é considerado foragido da Justiça brasileira após ser condenado a 16 anos de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em ações relacionadas a uma trama golpista. Ele fugiu do Brasil para evitar o cumprimento da pena e reside nos Estados Unidos. Em dezembro de 2025, o ministro Alexandre de Moraes determinou o envio de pedido formal de extradição de Ramagem aos Estados Unidos. EUA acusa delegado de tentar burlar sistema de imigração O órgão americano, em sua publicação, foi enfático ao declarar que “nenhum estrangeiro pode manipular nosso sistema de imigração para contornar pedidos formais de extradição e estender perseguições políticas ao território dos Estados Unidos”. A nota conclui afirmando que o funcionário brasileiro envolvido foi solicitado a deixar o país por tentar realizar tal manobra. Lula critica “ingerência” e “abuso de autoridade” Em resposta à notícia, o presidente Lula declarou a jornalistas: “Não sei o que aconteceu. Fui informado hoje de manhã. Acho que, se houve um abuso americano com relação ao nosso policial, nós vamos fazer a reciprocidade com o deles no Brasil. Não tem conversa”. Ele ressaltou o desejo de que as relações ocorram de forma correta, mas enfatizou que “não podemos aceitar essa ingerência, esse abuso de autoridade que alguns personagens americanos querem ter com relação ao Brasil”. Ramagem é condenado e considerado foragido no Brasil Alexandre Ramagem foi preso na Flórida, Estados Unidos, na última quarta-feira (15), após ter sido condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 16 anos de prisão. A condenação está ligada à participação em uma trama golpista, com crimes como organização criminosa armada e tentativa de golpe de Estado. Após a perda do mandato, Ramagem fugiu do Brasil e passou a residir nos EUA. A Polícia Federal informou que a detenção de Ramagem nos Estados Unidos foi fruto de cooperação policial internacional. Pedido de extradição de Ramagem já foi enviado aos EUA Em dezembro de 2025, o ministro

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Lula detona “guerra da insensatez” no Oriente Médio e aponta acordo de 2010 que EUA e UE ignoraram

Lula classifica conflito no Oriente Médio como “guerra da insensatez” e critica falta de negociação O presidente Luiz Inácio Lula da Silva expressou forte descontentamento com a possibilidade de novas hostilidades no Oriente Médio, classificando a situação como uma “guerra da insensatez”. A declaração ocorreu em meio à demora de uma nova rodada de negociações entre os Estados Unidos e o Irã. Em conversa com jornalistas durante uma viagem à Alemanha, Lula enfatizou que a guerra em questão “não precisaria ter acontecido”. Ele sugeriu que a força demonstrada pelos Estados Unidos não precisa ser exibida constantemente, pois muitas questões poderiam ser resolvidas pacificamente, sem violência. O presidente relembrou um acordo firmado em 2010 entre Brasil, Turquia e Irã, que abordava as exigências americanas sobre o programa nuclear iraniano. Contudo, tanto os Estados Unidos quanto a União Europeia “não aceitaram” a proposta na época, e agora, segundo Lula, “estão, outra vez, discutindo a mesma coisa”. Acordo de 2010 Ignorado e Preço Pago pela População Lula destacou que os Estados Unidos e a União Europeia “estão pagando o preço da insensatez” por não terem aceitado um acordo que, segundo ele, já resolvia o problema em 2010. A falta de acordo, na visão do presidente, leva a uma “guerra da insensatez” cujos custos recairão sobre a população. “E quem vai pagar o preço disso é a pessoa que vai comprar carne, feijão, arroz. É o caminhoneiro que trabalha que vai pagar mais caro pelo combustível”, alertou Lula, evidenciando o impacto econômico direto dos conflitos internacionais na vida cotidiana das pessoas. EUA e UE Recusam Proposta Brasileira para Solução Nuclear O presidente reiterou que a questão do urânio, que os americanos queriam que o Irã controlasse, já havia sido solucionada com o acordo de 2010. Ele criticou veementemente a recusa em aceitar essa proposta, que poderia ter evitado a escalada da tensão na região e seus desdobramentos econômicos globais. A “Guerra da Insensatez” e Seus Custos Reais A expressão “guerra da insensatez” resume a visão de Lula sobre a falta de diálogo e a persistência em caminhos que levam à violência e ao sofrimento. O líder brasileiro aponta para a necessidade de negociações e diplomacia como ferramentas eficazes para a resolução de conflitos internacionais, evitando assim os altos custos humanos e econômicos. As declarações foram feitas durante uma viagem à Alemanha e repercutiram a complexa situação no Oriente Médio. A informação foi divulgada pelo Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil.

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Lula na Alemanha: Brasil defende pioneirismo em biocombustíveis e critica regras ambientais da UE

Presidente Lula critica regulamento ambiental da União Europeia e exalta o potencial brasileiro em biocombustíveis. Em visita oficial à Alemanha, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu nesta segunda-feira (20) a trajetória pioneira do Brasil no desenvolvimento e uso de biocombustíveis, especialmente o etanol de cana-de-açúcar. A declaração ocorreu durante o Encontro Econômico Brasil-Alemanha, em Hannover, onde o mandatário também expressou críticas contundentes ao regulamento ambiental adotado pela União Europeia (UE). Lula ressaltou as vantagens competitivas e ambientais do etanol brasileiro. Segundo ele, o combustível produzido a partir da cana-de-açúcar gera mais energia por hectare plantado e possui uma das menores pegadas de carbono do mundo. As emissões de CO2 do etanol chegam a ser reduzidas em até 90% quando comparadas à gasolina tradicional. O presidente comparou as metas energéticas dos dois blocos, enfatizando que enquanto a União Europeia almeja atingir 50% de sua matriz energética composta por fontes renováveis apenas em 2050, o Brasil já superou essa marca em 2025. Conforme informação divulgada pelo presidente, o país tem uma longa história de sucesso em energias limpas. Desafios e Críticas aos Regulamentos Europeus Lula apontou o setor de transportes como um dos principais gargalos para a descarbonização na Europa. No entanto, ele criticou a revisão do regulamento europeu sobre biocombustíveis, alertando que propostas em discussão ignoram as práticas de sustentabilidade já consolidadas no uso do solo brasileiro. Essa abordagem, segundo o presidente, pode prejudicar a oferta de energia limpa aos consumidores europeus. Impacto Econômico e Proposta de Parceria O presidente lembrou que, em janeiro, entrou em vigor um “mecanismo unilateral” de cálculo de carbono pela UE. Este mecanismo, conforme Lula, desconsidera o baixo nível de emissões do processo produtivo brasileiro, que é baseado em fontes renováveis. A elevação dos padrões ambientais é vista como necessária, mas a forma como está sendo implementada, ignorando realidades distintas e prejudicando produtores brasileiros, foi questionada. O Brasil como Potência em Transição Energética Em um discurso voltado para o futuro e o desenvolvimento, Lula afirmou o desejo do Brasil de se tornar um país desenvolvido, sem abrir mão das oportunidades que a transição energética global oferece. Ele convidou empresas e nações que buscam produzir com energia mais barata e genuinamente limpa a procurar o Brasil, destacando o espaço e as oportunidades que o país tem para investidores focados no futuro. O Brasil se posiciona como um parceiro estratégico na busca por soluções energéticas sustentáveis.

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Eleições 2026: AGU lança guia para agentes públicos sobre condutas proibidas e fake news para evitar punições

AGU lança cartilha para eleições de 2026 com regras claras para agentes públicos A Advocacia-Geral da União (AGU) divulgou um guia detalhado com orientações para agentes públicos e gestores sobre as condutas permitidas e proibidas durante o período eleitoral de 2026. O objetivo é **prevenir irregularidades** e garantir a conformidade das ações estatais, especialmente no que diz respeito ao uso de redes sociais e bens públicos. A cartilha, em sua 11ª edição, aborda temas como abuso de poder, improbidade administrativa, regras de propaganda e gestão de recursos. Ela visa ser um instrumento prático para auxiliar na tomada de decisões seguras no cotidiano administrativo em contexto eleitoral, **fortalecendo as instituições** e a lisura do processo democrático. Conforme destaca a AGU, a observância dos princípios da administração pública, como legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência, deve ser redobrada em períodos eleitorais. Isso se deve ao **elevado potencial de impacto** das manifestações públicas de autoridades sobre o debate democrático e a confiança da sociedade. Proibição de fake news e uso indevido das redes sociais A AGU alerta que é **permanentemente vedada a disseminação, o endosso ou o compartilhamento de informações sabidamente falsas**, descontextualizadas ou não verificadas, também conhecidas como fake news. A cartilha também proíbe conteúdos que promovam discurso de ódio, discriminação, incitação à violência, ataques pessoais ou desqualificação moral. A publicação enfatiza que o uso indevido das redes sociais e a disseminação de desinformação podem levar a punições por abuso de poder político e econômico. Agentes públicos, ao exercerem suas funções, devem ter cuidado para não **confundir realizações administrativas com mérito pessoal**, evitando a autopromoção com finalidade político-eleitoral. Uso de bens e serviços públicos sob escrutínio A cartilha proíbe expressamente o uso de bens ou serviços públicos para favorecer qualquer candidatura. Para aqueles que ocupam cargos eletivos, isso inclui a **transformação de eventos oficiais em atos de campanha**, sendo permitida a participação em tais atividades apenas fora do horário de trabalho. Mesmo condutas que não configurem infração eleitoral podem ser consideradas infração ética. Isso ocorre quando há um conflito entre o exercício da função pública e a promoção pessoal ou político-partidária da autoridade, utilizando-se da visibilidade, prestígio institucional ou prerrogativas do cargo. Calendário eleitoral e combate à desinformação O documento também inclui um **calendário orientativo** com as principais datas do ano eleitoral e capítulos dedicados ao combate à desinformação. A propaganda eleitoral na internet, por exemplo, só será permitida a partir de 16 de agosto, conforme as regras estabelecidas. A AGU espera que a cartilha contribua para uma atuação pública segura, responsável e comprometida com o interesse público em 2026, **reforçando a integridade do processo eleitoral** e a confiança nas instituições democráticas brasileiras.

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Lula defende fim da escala 6×1 e quer que ganhos de produtividade beneficiem todos, não só os ricos

Lula defende fim da escala 6×1 e quer que ganhos de produtividade beneficiem todos, não só os ricos Em discurso em Barcelona, na Espanha, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu o fim da escala de trabalho 6×1. Ele argumenta que os avanços tecnológicos e a sofisticação da produção devem gerar benefícios para toda a sociedade, e não apenas para os mais ricos. A declaração foi feita durante o Fórum Democracia Sempre, onde Lula ressaltou a importância de garantir o progresso social para que a democracia mantenha sua credibilidade perante a população. A proposta do governo brasileiro, já enviada ao Congresso Nacional, prevê a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, com a garantia de dois dias de descanso remunerado e sem corte salarial. A medida, contudo, enfrenta resistência de setores empresariais. Fim da jornada 6×1 e distribuição de ganhos Segundo Lula, o Brasil está discutindo o fim da jornada 6×1 para que os ganhos tecnológicos e a sofisticação da produção sejam acessíveis a todos. Ele criticou a situação atual, onde, em sua visão, esses avanços só beneficiam os mais abastados. “Para o pobre, não vale nada, ou seja, ele não ganha porque aumentou a produtividade da empresa”, afirmou o presidente, destacando a necessidade de uma distribuição mais equitativa dos frutos do trabalho. Democracia e anseios populares O presidente Lula também abordou a questão da credibilidade da democracia, ponderando que ela pode perder força quando não atende às expectativas da sociedade. “A democracia está perdendo credibilidade porque, muitas vezes, ela não deu resposta aos anseios da sociedade”, disse. Ele ressaltou que é fundamental garantir o progresso social para fortalecer as instituições democráticas e manter a confiança da população. O projeto de lei e o Fórum Democracia Sempre O projeto de lei enviado pelo governo federal ao Congresso Nacional visa estabelecer uma jornada de trabalho de 40 horas semanais, com dois dias de descanso remunerado, sem redução de salário. A proposta busca mudar a escala para cinco dias de trabalho e dois de folga. O Fórum Democracia Sempre é uma iniciativa conjunta de Brasil, Espanha, Colômbia, Chile e Uruguai, lançada em 2024. O evento em Barcelona contou com a participação de líderes como Pedro Sánchez (Espanha), Yamandú Orsi (Uruguai), Gustavo Petro (Colômbia), Ciyril Ramaphosa (África do Sul), Claudia Sheinbaum (México) e Gabriel Boric (ex-presidente do Chile). Durante o encontro, Lula também proferiu um discurso crítico às guerras em andamento e em defesa do fortalecimento do multilateralismo.

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Douglas Ruas é Eleito Presidente da Alerj em Votação Aberta Após Turbulências Políticas no Rio de Janeiro

Douglas Ruas assume a presidência da Alerj em eleição disputada e com ausência da oposição Em uma manhã de sexta-feira marcada por tensões e tentativas de obstrução, o deputado estadual Douglas Ruas, do PL, foi eleito o novo presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). A votação, que ocorreu em plenário, contou com a participação de 45 parlamentares, resultando em 44 votos a favor de Ruas e uma única abstenção. A oposição, composta pelos partidos PSD, MDB, Podemos, PR, PSB, Cidadania, PCdoB e PSOL, decidiu se ausentar da sessão. O motivo principal foi a discordância com a realização do pleito por voto aberto, argumentando que tal modalidade poderia expor os parlamentares a pressões e retaliações políticas. Em contrapartida, defendiam a realização da votação de forma secreta. Ao todo, 25 deputados estaduais não compareceram à votação. A única abstenção registrada foi a do deputado Jari Oliveira, do PSB. Curiosamente, Oliveira, mesmo sendo da oposição, participou da sessão remotamente, mas apenas para votar em Dr. Deodalto para o cargo de 2º secretário da mesa diretora, que foi eleito com 45 votos. Decisão Judicial Garantiu Votação Aberta Contra Pedido de Sigilo A estratégia dos partidos de oposição em adiar ou modificar o formato da eleição foi frustrada por uma decisão judicial. Na quinta-feira (16), o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) rejeitou o pedido do PDT para que a sessão de votação para a presidência da Alerj fosse realizada sob sigilo. O deputado Guilherme Delaroli, do PL, que estava no exercício da presidência da Casa desde o afastamento de Rodrigo Bacellar, anunciou o resultado. “Votaram 45 deputados, 44 votos sim e uma abstenção. Para a presidência, o meu irmão Douglas Ruas está eleito e empossado como presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro. Peço que o mesmo venha assumir a presidência”, declarou Delaroli. Contexto de Instabilidade Política no Rio de Janeiro A eleição de Douglas Ruas ocorre em um cenário de considerável instabilidade política no Rio de Janeiro. O afastamento de Rodrigo Bacellar da presidência da Alerj foi motivado por sua prisão em decorrência de vazamento de informações sigilosas da Operação Unha e Carne, que investiga o ex-deputado estadual TH Joias por supostas ligações com o Comando Vermelho. Bacellar já havia sido preso anteriormente em dezembro de 2025, mas foi solto por decisão do plenário da Alerj. Em seu primeiro discurso após assumir a presidência, Douglas Ruas direcionou suas críticas aos partidos PSD e PDT por tentarem impedir a votação aberta, que ele considera um método mais democrático. Ruas ressaltou o período incomum pelo qual o Rio de Janeiro tem passado, com interinidade nos três poderes. Ruas Promete Presidir para os 70 Deputados e Busca Soluções para o Estado O novo presidente da Alerj enfatizou que o Rio de Janeiro vivenciava um momento sem precedentes, com interinidade no governo do estado, no Judiciário e, até então, no Legislativo. “No governo do estado do Rio de Janeiro, também interinidade no Judiciário, tendo em vista que o presidente

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Adutora do Agreste: Novos Trechos em Pernambuco Vão Levar Água a Quase 200 Mil Pessoas com Investimento de R$ 72 Milhões

Novos trechos da Adutora do Agreste em Pernambuco prometem revolucionar o acesso à água para quase 200 mil pessoas. O investimento bilionário faz parte do Novo PAC e visa garantir segurança hídrica em municípios do semiárido. A esperança de água tratada chega a mais cidades pernambucanas com a assinatura da ordem de serviço para dois novos trechos da Adutora do Agreste. A iniciativa do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) representa um marco importante na busca pela segurança hídrica no estado. Com um investimento superior a R$ 72 milhões, as obras beneficiarão diretamente cerca de 195 mil pessoas, que terão seu acesso à água potável significativamente melhorado. A medida é um passo crucial para o desenvolvimento social e econômico da região. A cerimônia de assinatura ocorreu em Recife e contou com a presença do ministro Waldez Góes. Ele destacou a importância do projeto para a região, ressaltando que a Adutora do Agreste é fundamental para o abastecimento do semiárido pernambucano, conforme divulgado pelo MIDR. Detalhes dos Novos Trechos e Benefícios Diretos Os dois novos trechos, identificados como lote 3B (Buíque/Iati) e lote 5E (São Caetano/Cachoeirinha), já têm a ordem de serviço autorizada. As intervenções incluem a implantação de sistemas de adução e estações elevatórias, essenciais para o transporte da água tratada. O trecho 3B prevê a instalação de 11,7 quilômetros de tubulações e a construção da Estação Elevatória de Água Tratada de Iati. Esta obra, em particular, atenderá diretamente mais de 174 mil habitantes em municípios como Buíque, Tupanatinga, Itaíba, Águas Belas e Iati. Já o lote 5E contemplará cerca de 20,6 mil pessoas em Cachoeirinha, com a implantação de 21,8 quilômetros de tubulação. A ampliação da infraestrutura hídrica é vista como um divisor de águas para a região. Adutora do Agreste: Um Projeto Estruturante para Pernambuco A Adutora do Agreste é um projeto de grande porte, que em sua primeira etapa terá 695 quilômetros de extensão. A meta é atender mais de 1,3 milhão de habitantes em 23 municípios pernambucanos. A iniciativa faz parte do programa federal Caminho das Águas, integrante do Novo PAC. Segundo o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, o empreendimento reforça a segurança hídrica do estado, com foco especial no abastecimento da população do semiárido. A água utilizada provém do Projeto de Integração do Rio São Francisco (PISF). Avanços Recentes e Impacto do Projeto São Francisco Em janeiro deste ano, o trecho do Lote 5B da adutora entrou em operação, beneficiando o município de Bezerros (PE). Este novo trecho, integrado ao sistema que leva água do Rio São Francisco para o interior, já garante abastecimento mais regular para aproximadamente 65 mil pessoas. As obras remanescentes entre Caruaru, Bezerros e Gravatá, incluídas nesse trecho, têm potencial para beneficiar diretamente mais de 526 mil habitantes. O Projeto de Integração do Rio São Francisco, como um todo, é vital, garantindo acesso à água para cerca de 12 milhões de pessoas em quatro estados do Nordeste. Impacto Econômico e Social da Adutora do Agreste O ministro

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Frente Ambientalista Lança “Mapa do Caminho” para Guiar Agenda Legislativa Socioambiental no Congresso por 8 Anos

Frente Ambientalista Define Rota para Agenda Legislativa Socioambiental com Lançamento de “Mapa do Caminho” A Frente Parlamentar Mista Ambientalista (FPMA) do Congresso Nacional apresentou na última terça-feira, 15, um plano estratégico abrangente para os próximos oito anos. O documento, intitulado “Mapa do Caminho para a Agenda Legislativa Socioambiental”, visa orientar a atuação de parlamentares, assessores e técnicos em Brasília. Com a crise climática no centro das discussões, o material propõe o fortalecimento de políticas ambientais, abordando temas cruciais como a transição energética, a proteção de biomas essenciais, a justiça climática, além de questões orçamentárias e de governança. A iniciativa busca consolidar a pauta socioambiental como prioridade no cenário político brasileiro. O “Mapa do Caminho” foi desenvolvido em parceria com a ONG Legisla Brasil e sugere a aprovação de propostas importantes, como a PEC da Água (PEC 06/2021) e o projeto que institui a Política Nacional de Proteção de Rios (PL 2842/2024). Além disso, defende o reforço de mecanismos de financiamento ambiental, como o Fundo Clima e o Fundo Nacional de Meio Ambiente. A informação foi divulgada pela FPMA. Ações Concretas para Popularizar a Pauta Climática A senadora Eliziane Gama (PSD-MA), coordenadora da FPMA no Senado, destacou que o mapa vai além do diagnóstico, oferecendo “ações concretas para popularizar a pauta climática, combater a desinformação e garantir que o desenvolvimento do Brasil seja guiado pela preservação da biodiversidade e pela inclusão de jovens, indígenas e periferias”. O deputado federal Nilto Tatto (PT-SP), coordenador da FPMA na Câmara dos Deputados, ressaltou a importância do documento como um direcionamento para o Parlamento que será eleito nas próximas eleições. “Precisamos fortalecer a pauta socioambiental dentro do Congresso Nacional, temos muito trabalho a ser feito e essa agenda não pode ser tratada como periférica. É uma pauta central no debate dos rumos do Brasil nos próximos anos”, afirmou. Estratégias para Enfrentar Desafios e Mobilizar a Sociedade O documento enfatiza a necessidade de construir narrativas que superem a falsa oposição entre crescimento econômico e proteção ambiental. A intenção é traduzir o debate acadêmico para a realidade cotidiana da população, conectando questões ambientais com temas como insegurança alimentar, saúde e moradia. A elaboração das diretrizes contou com o apoio de organizações da sociedade civil, incluindo a NOSSAS e a Engajamundo. “A mobilização real ocorre quando os territórios detêm ferramentas para criar suas próprias narrativas, rompendo estereótipos e discursos hegemônicos por meio do combate à desinformação. Nesse processo, a comunicação deixa de ser apenas difusão e passa a ser infraestrutura de participação”, aponta um trecho do material divulgado pela FPMA. Integração entre Mobilização Digital e Articulação Institucional As estratégias delineadas no “Mapa do Caminho” incluem a integração entre a mobilização digital e a articulação institucional. O objetivo é gerar pressão sobre os parlamentares, influenciando diretamente as tomadas de decisão. A FPMA acredita que a ação coordenada de milhares de pessoas pode tornar a pressão pública insustentável de ignorar. O documento cita exemplos de mobilizações bem-sucedidas, como as campanhas pelo fim da escala 6×1 e “Criança não é mãe”,

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Lula defende sofisticação do agronegócio brasileiro para impulsionar exportações e conquistar mercados globais

Qualidade e sofisticação: a chave para o agronegócio brasileiro expandir fronteiras e gerar mais riqueza O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reforçou, nesta quinta-feira (23), a necessidade de aprimorar a qualidade dos produtos do agronegócio nacional para alcançar novos mercados internacionais. Ele enfatizou que, embora o Brasil possua uma produção em larga escala e diversificada, o foco na excelência é fundamental para competir globalmente. “Não basta produzir, é preciso produzir com excelência de qualidade”, declarou Lula em evento da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). A visão do presidente é que quanto mais sofisticados forem os produtos brasileiros, maior será a capacidade de disputar espaço nos mercados mais exigentes do mundo, aproveitando a tecnologia, a mão de obra qualificada e a expertise já existentes no país. A declaração foi feita durante a abertura da Feira Brasil na Mesa, realizada na unidade Embrapa Cerrados, em Planaltina, no Distrito Federal. O evento, que segue até sábado (25), tem como objetivo apresentar as inovações e tecnologias desenvolvidas pela pesquisa agropecuária brasileira, além de celebrar os 53 anos da Embrapa, empresa pública que tem papel crucial na transformação do conhecimento em soluções para o campo. Conforme divulgado pela Embrapa, a cada R$ 1 investido na empresa, R$ 27 são retornados à sociedade. Embrapa: 53 anos de inovação e impacto econômico A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) comemora mais de cinco décadas de contribuição para o desenvolvimento do setor agropecuário. Com 43 unidades e um portfólio de 2 mil tecnologias, a empresa tem um papel vital na geração de riqueza e na competitividade do agronegócio brasileiro. O Balanço Social 2025 da Embrapa revela que a empresa contribuiu com R$ 125 bilhões para o Produto Interno Bruto (PIB) agrícola, que em 2025 atingiu R$ 725 bilhões. Esses dados foram obtidos após a avaliação dos impactos econômicos, ambientais e sociais de 200 tecnologias desenvolvidas pela instituição, demonstrando o retorno significativo do investimento em ciência e tecnologia para o país. Feira Brasil na Mesa: vitrine de tecnologias e soluções para o campo A Feira Brasil na Mesa é um espaço importante para a divulgação das pesquisas e inovações da Embrapa. O evento, aberto ao público com entrada gratuita, permite que visitantes conheçam de perto as tecnologias e experiências que estão moldando o futuro do agronegócio brasileiro. A presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, destacou a importância da pesquisa para o avanço do setor. Ela ressaltou que a expertise da empresa em transformar conhecimento em soluções práticas é um diferencial competitivo para o Brasil no cenário internacional, reforçando a necessidade de **investir continuamente em inovação e sofisticação** para ampliar as exportações e garantir a liderança do país no agronegócio mundial. O futuro do agronegócio brasileiro passa pela qualidade A mensagem do presidente Lula é clara: para o agronegócio brasileiro continuar a crescer e conquistar novos mercados, a **qualidade e a sofisticação dos produtos** são indispensáveis. O Brasil tem o potencial, a tecnologia e o conhecimento para se destacar ainda mais, e a Embrapa é um pilar fundamental nessa

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Fim da Escala 6×1 no Brasil: CCJ aprova propostas que podem reduzir jornada de trabalho e mudar rotina de milhões

CCJ aprova admissibilidade de propostas que visam acabar com a escala 6×1 e reduzir jornada de trabalho A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (22), a admissibilidade de duas Propostas de Emenda à Constituição (PECs) que buscam alterar a jornada de trabalho no Brasil. Essas propostas, que ganharam força com o movimento “Vida Além do Trabalho”, têm como objetivo principal acabar com a escala de seis dias de trabalho por um de descanso, conhecida como 6×1. A decisão da CCJ representa um avanço significativo para a discussão sobre a redução da jornada semanal, um tema que afeta a qualidade de vida e a saúde mental de muitos trabalhadores. As propostas agora seguirão para análise em uma comissão especial antes de serem votadas em plenário, um processo que ainda demandará tempo. A aprovação da admissibilidade foi unânime em votação simbólica, indicando um consenso inicial sobre a importância do debate. A CCJ, ao analisar a admissibilidade, verifica a conformidade dos textos com a Constituição Federal. O mérito das propostas, ou seja, o conteúdo em si, será discutido em etapas posteriores, conforme informação divulgada pela Agência Câmara de Notícias. Redução gradual da jornada e escala de quatro dias são as propostas em pauta Uma das propostas, a PEC 221/19, de autoria do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), prevê a redução gradual da jornada semanal de trabalho, que hoje é de 44 horas, para 36 horas ao longo de dez anos. Essa transição visa permitir que empresas e trabalhadores se adaptem às novas regras sem impactos abruptos. Já a PEC 8/25, apensada à primeira e proposta pela deputada Erika Hilton (Psol-SP), estabelece um limite de 36 horas semanais de trabalho, com a adoção de uma escala de quatro dias de trabalho por semana. Ambas as propostas buscam melhorar a saúde mental e a qualidade de vida dos trabalhadores, combatendo o esgotamento profissional. Governo envia Projeto de Lei com urgência para antecipar a redução da jornada Diante da possibilidade de a tramitação das PECs se estender por meses e de tentativas da oposição em barrar as propostas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tomou a iniciativa de enviar ao Congresso Nacional, na semana passada, um Projeto de Lei (PL) com urgência constitucional. Este PL tem o objetivo de acabar com a escala 6×1 e reduzir a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais. Projetos de Lei com urgência constitucional possuem um rito mais acelerado, precisando ser votados em até 45 dias, sob o risco de trancar a pauta do plenário da Câmara. O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, comentou que, embora seja prerrogativa do governo enviar um PL com urgência, a Câmara seguirá com a tramitação das PECs em paralelo. PEC e PL caminham juntos, mas com prazos distintos O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, explicou que a proposta do Executivo não compete com as PECs em tramitação. Ele ressaltou que, caso a PEC seja aprovada dentro do prazo,

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Lula ameaça reciprocidade contra EUA após expulsão de delegado da PF envolvido na prisão de Ramagem

Lula promete ação de reciprocidade contra EUA após expulsão de delegado da PF O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta terça-feira (21) que o Brasil adotará medidas de reciprocidade caso se confirme um “abuso americano” contra um delegado da Polícia Federal. A declaração foi feita durante uma viagem à Alemanha e surge após o governo dos Estados Unidos ter solicitado a saída de um “funcionário brasileiro” do seu território. A tensão diplomática se intensificou após o Escritório para Assuntos do Hemisfério Ocidental dos EUA anunciar, em sua rede social X, a expulsão de um servidor brasileiro. Segundo o órgão, o indivíduo teria tentado contornar mecanismos formais de cooperação jurídica para estender perseguições políticas ao território americano. Embora o comunicado americano não cite nomes, as informações apontam para um delegado da Polícia Federal que atuou na prisão do ex-deputado Alexandre Ramagem. Ramagem, que foi diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), foi detido na Flórida e liberado após dois dias. A prisão ocorreu como resultado de cooperação policial internacional entre Brasil e EUA, segundo a PF. Conforme informação divulgada pela PF, Ramagem é considerado foragido da Justiça brasileira após ser condenado a 16 anos de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em ações relacionadas a uma trama golpista. Ele fugiu do Brasil para evitar o cumprimento da pena e reside nos Estados Unidos. Em dezembro de 2025, o ministro Alexandre de Moraes determinou o envio de pedido formal de extradição de Ramagem aos Estados Unidos. EUA acusa delegado de tentar burlar sistema de imigração O órgão americano, em sua publicação, foi enfático ao declarar que “nenhum estrangeiro pode manipular nosso sistema de imigração para contornar pedidos formais de extradição e estender perseguições políticas ao território dos Estados Unidos”. A nota conclui afirmando que o funcionário brasileiro envolvido foi solicitado a deixar o país por tentar realizar tal manobra. Lula critica “ingerência” e “abuso de autoridade” Em resposta à notícia, o presidente Lula declarou a jornalistas: “Não sei o que aconteceu. Fui informado hoje de manhã. Acho que, se houve um abuso americano com relação ao nosso policial, nós vamos fazer a reciprocidade com o deles no Brasil. Não tem conversa”. Ele ressaltou o desejo de que as relações ocorram de forma correta, mas enfatizou que “não podemos aceitar essa ingerência, esse abuso de autoridade que alguns personagens americanos querem ter com relação ao Brasil”. Ramagem é condenado e considerado foragido no Brasil Alexandre Ramagem foi preso na Flórida, Estados Unidos, na última quarta-feira (15), após ter sido condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 16 anos de prisão. A condenação está ligada à participação em uma trama golpista, com crimes como organização criminosa armada e tentativa de golpe de Estado. Após a perda do mandato, Ramagem fugiu do Brasil e passou a residir nos EUA. A Polícia Federal informou que a detenção de Ramagem nos Estados Unidos foi fruto de cooperação policial internacional. Pedido de extradição de Ramagem já foi enviado aos EUA Em dezembro de 2025, o ministro

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Lula detona “guerra da insensatez” no Oriente Médio e aponta acordo de 2010 que EUA e UE ignoraram

Lula classifica conflito no Oriente Médio como “guerra da insensatez” e critica falta de negociação O presidente Luiz Inácio Lula da Silva expressou forte descontentamento com a possibilidade de novas hostilidades no Oriente Médio, classificando a situação como uma “guerra da insensatez”. A declaração ocorreu em meio à demora de uma nova rodada de negociações entre os Estados Unidos e o Irã. Em conversa com jornalistas durante uma viagem à Alemanha, Lula enfatizou que a guerra em questão “não precisaria ter acontecido”. Ele sugeriu que a força demonstrada pelos Estados Unidos não precisa ser exibida constantemente, pois muitas questões poderiam ser resolvidas pacificamente, sem violência. O presidente relembrou um acordo firmado em 2010 entre Brasil, Turquia e Irã, que abordava as exigências americanas sobre o programa nuclear iraniano. Contudo, tanto os Estados Unidos quanto a União Europeia “não aceitaram” a proposta na época, e agora, segundo Lula, “estão, outra vez, discutindo a mesma coisa”. Acordo de 2010 Ignorado e Preço Pago pela População Lula destacou que os Estados Unidos e a União Europeia “estão pagando o preço da insensatez” por não terem aceitado um acordo que, segundo ele, já resolvia o problema em 2010. A falta de acordo, na visão do presidente, leva a uma “guerra da insensatez” cujos custos recairão sobre a população. “E quem vai pagar o preço disso é a pessoa que vai comprar carne, feijão, arroz. É o caminhoneiro que trabalha que vai pagar mais caro pelo combustível”, alertou Lula, evidenciando o impacto econômico direto dos conflitos internacionais na vida cotidiana das pessoas. EUA e UE Recusam Proposta Brasileira para Solução Nuclear O presidente reiterou que a questão do urânio, que os americanos queriam que o Irã controlasse, já havia sido solucionada com o acordo de 2010. Ele criticou veementemente a recusa em aceitar essa proposta, que poderia ter evitado a escalada da tensão na região e seus desdobramentos econômicos globais. A “Guerra da Insensatez” e Seus Custos Reais A expressão “guerra da insensatez” resume a visão de Lula sobre a falta de diálogo e a persistência em caminhos que levam à violência e ao sofrimento. O líder brasileiro aponta para a necessidade de negociações e diplomacia como ferramentas eficazes para a resolução de conflitos internacionais, evitando assim os altos custos humanos e econômicos. As declarações foram feitas durante uma viagem à Alemanha e repercutiram a complexa situação no Oriente Médio. A informação foi divulgada pelo Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil.

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Lula na Alemanha: Brasil defende pioneirismo em biocombustíveis e critica regras ambientais da UE

Presidente Lula critica regulamento ambiental da União Europeia e exalta o potencial brasileiro em biocombustíveis. Em visita oficial à Alemanha, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu nesta segunda-feira (20) a trajetória pioneira do Brasil no desenvolvimento e uso de biocombustíveis, especialmente o etanol de cana-de-açúcar. A declaração ocorreu durante o Encontro Econômico Brasil-Alemanha, em Hannover, onde o mandatário também expressou críticas contundentes ao regulamento ambiental adotado pela União Europeia (UE). Lula ressaltou as vantagens competitivas e ambientais do etanol brasileiro. Segundo ele, o combustível produzido a partir da cana-de-açúcar gera mais energia por hectare plantado e possui uma das menores pegadas de carbono do mundo. As emissões de CO2 do etanol chegam a ser reduzidas em até 90% quando comparadas à gasolina tradicional. O presidente comparou as metas energéticas dos dois blocos, enfatizando que enquanto a União Europeia almeja atingir 50% de sua matriz energética composta por fontes renováveis apenas em 2050, o Brasil já superou essa marca em 2025. Conforme informação divulgada pelo presidente, o país tem uma longa história de sucesso em energias limpas. Desafios e Críticas aos Regulamentos Europeus Lula apontou o setor de transportes como um dos principais gargalos para a descarbonização na Europa. No entanto, ele criticou a revisão do regulamento europeu sobre biocombustíveis, alertando que propostas em discussão ignoram as práticas de sustentabilidade já consolidadas no uso do solo brasileiro. Essa abordagem, segundo o presidente, pode prejudicar a oferta de energia limpa aos consumidores europeus. Impacto Econômico e Proposta de Parceria O presidente lembrou que, em janeiro, entrou em vigor um “mecanismo unilateral” de cálculo de carbono pela UE. Este mecanismo, conforme Lula, desconsidera o baixo nível de emissões do processo produtivo brasileiro, que é baseado em fontes renováveis. A elevação dos padrões ambientais é vista como necessária, mas a forma como está sendo implementada, ignorando realidades distintas e prejudicando produtores brasileiros, foi questionada. O Brasil como Potência em Transição Energética Em um discurso voltado para o futuro e o desenvolvimento, Lula afirmou o desejo do Brasil de se tornar um país desenvolvido, sem abrir mão das oportunidades que a transição energética global oferece. Ele convidou empresas e nações que buscam produzir com energia mais barata e genuinamente limpa a procurar o Brasil, destacando o espaço e as oportunidades que o país tem para investidores focados no futuro. O Brasil se posiciona como um parceiro estratégico na busca por soluções energéticas sustentáveis.

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Eleições 2026: AGU lança guia para agentes públicos sobre condutas proibidas e fake news para evitar punições

AGU lança cartilha para eleições de 2026 com regras claras para agentes públicos A Advocacia-Geral da União (AGU) divulgou um guia detalhado com orientações para agentes públicos e gestores sobre as condutas permitidas e proibidas durante o período eleitoral de 2026. O objetivo é **prevenir irregularidades** e garantir a conformidade das ações estatais, especialmente no que diz respeito ao uso de redes sociais e bens públicos. A cartilha, em sua 11ª edição, aborda temas como abuso de poder, improbidade administrativa, regras de propaganda e gestão de recursos. Ela visa ser um instrumento prático para auxiliar na tomada de decisões seguras no cotidiano administrativo em contexto eleitoral, **fortalecendo as instituições** e a lisura do processo democrático. Conforme destaca a AGU, a observância dos princípios da administração pública, como legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência, deve ser redobrada em períodos eleitorais. Isso se deve ao **elevado potencial de impacto** das manifestações públicas de autoridades sobre o debate democrático e a confiança da sociedade. Proibição de fake news e uso indevido das redes sociais A AGU alerta que é **permanentemente vedada a disseminação, o endosso ou o compartilhamento de informações sabidamente falsas**, descontextualizadas ou não verificadas, também conhecidas como fake news. A cartilha também proíbe conteúdos que promovam discurso de ódio, discriminação, incitação à violência, ataques pessoais ou desqualificação moral. A publicação enfatiza que o uso indevido das redes sociais e a disseminação de desinformação podem levar a punições por abuso de poder político e econômico. Agentes públicos, ao exercerem suas funções, devem ter cuidado para não **confundir realizações administrativas com mérito pessoal**, evitando a autopromoção com finalidade político-eleitoral. Uso de bens e serviços públicos sob escrutínio A cartilha proíbe expressamente o uso de bens ou serviços públicos para favorecer qualquer candidatura. Para aqueles que ocupam cargos eletivos, isso inclui a **transformação de eventos oficiais em atos de campanha**, sendo permitida a participação em tais atividades apenas fora do horário de trabalho. Mesmo condutas que não configurem infração eleitoral podem ser consideradas infração ética. Isso ocorre quando há um conflito entre o exercício da função pública e a promoção pessoal ou político-partidária da autoridade, utilizando-se da visibilidade, prestígio institucional ou prerrogativas do cargo. Calendário eleitoral e combate à desinformação O documento também inclui um **calendário orientativo** com as principais datas do ano eleitoral e capítulos dedicados ao combate à desinformação. A propaganda eleitoral na internet, por exemplo, só será permitida a partir de 16 de agosto, conforme as regras estabelecidas. A AGU espera que a cartilha contribua para uma atuação pública segura, responsável e comprometida com o interesse público em 2026, **reforçando a integridade do processo eleitoral** e a confiança nas instituições democráticas brasileiras.

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Lula defende fim da escala 6×1 e quer que ganhos de produtividade beneficiem todos, não só os ricos

Lula defende fim da escala 6×1 e quer que ganhos de produtividade beneficiem todos, não só os ricos Em discurso em Barcelona, na Espanha, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu o fim da escala de trabalho 6×1. Ele argumenta que os avanços tecnológicos e a sofisticação da produção devem gerar benefícios para toda a sociedade, e não apenas para os mais ricos. A declaração foi feita durante o Fórum Democracia Sempre, onde Lula ressaltou a importância de garantir o progresso social para que a democracia mantenha sua credibilidade perante a população. A proposta do governo brasileiro, já enviada ao Congresso Nacional, prevê a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, com a garantia de dois dias de descanso remunerado e sem corte salarial. A medida, contudo, enfrenta resistência de setores empresariais. Fim da jornada 6×1 e distribuição de ganhos Segundo Lula, o Brasil está discutindo o fim da jornada 6×1 para que os ganhos tecnológicos e a sofisticação da produção sejam acessíveis a todos. Ele criticou a situação atual, onde, em sua visão, esses avanços só beneficiam os mais abastados. “Para o pobre, não vale nada, ou seja, ele não ganha porque aumentou a produtividade da empresa”, afirmou o presidente, destacando a necessidade de uma distribuição mais equitativa dos frutos do trabalho. Democracia e anseios populares O presidente Lula também abordou a questão da credibilidade da democracia, ponderando que ela pode perder força quando não atende às expectativas da sociedade. “A democracia está perdendo credibilidade porque, muitas vezes, ela não deu resposta aos anseios da sociedade”, disse. Ele ressaltou que é fundamental garantir o progresso social para fortalecer as instituições democráticas e manter a confiança da população. O projeto de lei e o Fórum Democracia Sempre O projeto de lei enviado pelo governo federal ao Congresso Nacional visa estabelecer uma jornada de trabalho de 40 horas semanais, com dois dias de descanso remunerado, sem redução de salário. A proposta busca mudar a escala para cinco dias de trabalho e dois de folga. O Fórum Democracia Sempre é uma iniciativa conjunta de Brasil, Espanha, Colômbia, Chile e Uruguai, lançada em 2024. O evento em Barcelona contou com a participação de líderes como Pedro Sánchez (Espanha), Yamandú Orsi (Uruguai), Gustavo Petro (Colômbia), Ciyril Ramaphosa (África do Sul), Claudia Sheinbaum (México) e Gabriel Boric (ex-presidente do Chile). Durante o encontro, Lula também proferiu um discurso crítico às guerras em andamento e em defesa do fortalecimento do multilateralismo.

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Douglas Ruas é Eleito Presidente da Alerj em Votação Aberta Após Turbulências Políticas no Rio de Janeiro

Douglas Ruas assume a presidência da Alerj em eleição disputada e com ausência da oposição Em uma manhã de sexta-feira marcada por tensões e tentativas de obstrução, o deputado estadual Douglas Ruas, do PL, foi eleito o novo presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). A votação, que ocorreu em plenário, contou com a participação de 45 parlamentares, resultando em 44 votos a favor de Ruas e uma única abstenção. A oposição, composta pelos partidos PSD, MDB, Podemos, PR, PSB, Cidadania, PCdoB e PSOL, decidiu se ausentar da sessão. O motivo principal foi a discordância com a realização do pleito por voto aberto, argumentando que tal modalidade poderia expor os parlamentares a pressões e retaliações políticas. Em contrapartida, defendiam a realização da votação de forma secreta. Ao todo, 25 deputados estaduais não compareceram à votação. A única abstenção registrada foi a do deputado Jari Oliveira, do PSB. Curiosamente, Oliveira, mesmo sendo da oposição, participou da sessão remotamente, mas apenas para votar em Dr. Deodalto para o cargo de 2º secretário da mesa diretora, que foi eleito com 45 votos. Decisão Judicial Garantiu Votação Aberta Contra Pedido de Sigilo A estratégia dos partidos de oposição em adiar ou modificar o formato da eleição foi frustrada por uma decisão judicial. Na quinta-feira (16), o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) rejeitou o pedido do PDT para que a sessão de votação para a presidência da Alerj fosse realizada sob sigilo. O deputado Guilherme Delaroli, do PL, que estava no exercício da presidência da Casa desde o afastamento de Rodrigo Bacellar, anunciou o resultado. “Votaram 45 deputados, 44 votos sim e uma abstenção. Para a presidência, o meu irmão Douglas Ruas está eleito e empossado como presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro. Peço que o mesmo venha assumir a presidência”, declarou Delaroli. Contexto de Instabilidade Política no Rio de Janeiro A eleição de Douglas Ruas ocorre em um cenário de considerável instabilidade política no Rio de Janeiro. O afastamento de Rodrigo Bacellar da presidência da Alerj foi motivado por sua prisão em decorrência de vazamento de informações sigilosas da Operação Unha e Carne, que investiga o ex-deputado estadual TH Joias por supostas ligações com o Comando Vermelho. Bacellar já havia sido preso anteriormente em dezembro de 2025, mas foi solto por decisão do plenário da Alerj. Em seu primeiro discurso após assumir a presidência, Douglas Ruas direcionou suas críticas aos partidos PSD e PDT por tentarem impedir a votação aberta, que ele considera um método mais democrático. Ruas ressaltou o período incomum pelo qual o Rio de Janeiro tem passado, com interinidade nos três poderes. Ruas Promete Presidir para os 70 Deputados e Busca Soluções para o Estado O novo presidente da Alerj enfatizou que o Rio de Janeiro vivenciava um momento sem precedentes, com interinidade no governo do estado, no Judiciário e, até então, no Legislativo. “No governo do estado do Rio de Janeiro, também interinidade no Judiciário, tendo em vista que o presidente

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Adutora do Agreste: Novos Trechos em Pernambuco Vão Levar Água a Quase 200 Mil Pessoas com Investimento de R$ 72 Milhões

Novos trechos da Adutora do Agreste em Pernambuco prometem revolucionar o acesso à água para quase 200 mil pessoas. O investimento bilionário faz parte do Novo PAC e visa garantir segurança hídrica em municípios do semiárido. A esperança de água tratada chega a mais cidades pernambucanas com a assinatura da ordem de serviço para dois novos trechos da Adutora do Agreste. A iniciativa do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) representa um marco importante na busca pela segurança hídrica no estado. Com um investimento superior a R$ 72 milhões, as obras beneficiarão diretamente cerca de 195 mil pessoas, que terão seu acesso à água potável significativamente melhorado. A medida é um passo crucial para o desenvolvimento social e econômico da região. A cerimônia de assinatura ocorreu em Recife e contou com a presença do ministro Waldez Góes. Ele destacou a importância do projeto para a região, ressaltando que a Adutora do Agreste é fundamental para o abastecimento do semiárido pernambucano, conforme divulgado pelo MIDR. Detalhes dos Novos Trechos e Benefícios Diretos Os dois novos trechos, identificados como lote 3B (Buíque/Iati) e lote 5E (São Caetano/Cachoeirinha), já têm a ordem de serviço autorizada. As intervenções incluem a implantação de sistemas de adução e estações elevatórias, essenciais para o transporte da água tratada. O trecho 3B prevê a instalação de 11,7 quilômetros de tubulações e a construção da Estação Elevatória de Água Tratada de Iati. Esta obra, em particular, atenderá diretamente mais de 174 mil habitantes em municípios como Buíque, Tupanatinga, Itaíba, Águas Belas e Iati. Já o lote 5E contemplará cerca de 20,6 mil pessoas em Cachoeirinha, com a implantação de 21,8 quilômetros de tubulação. A ampliação da infraestrutura hídrica é vista como um divisor de águas para a região. Adutora do Agreste: Um Projeto Estruturante para Pernambuco A Adutora do Agreste é um projeto de grande porte, que em sua primeira etapa terá 695 quilômetros de extensão. A meta é atender mais de 1,3 milhão de habitantes em 23 municípios pernambucanos. A iniciativa faz parte do programa federal Caminho das Águas, integrante do Novo PAC. Segundo o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, o empreendimento reforça a segurança hídrica do estado, com foco especial no abastecimento da população do semiárido. A água utilizada provém do Projeto de Integração do Rio São Francisco (PISF). Avanços Recentes e Impacto do Projeto São Francisco Em janeiro deste ano, o trecho do Lote 5B da adutora entrou em operação, beneficiando o município de Bezerros (PE). Este novo trecho, integrado ao sistema que leva água do Rio São Francisco para o interior, já garante abastecimento mais regular para aproximadamente 65 mil pessoas. As obras remanescentes entre Caruaru, Bezerros e Gravatá, incluídas nesse trecho, têm potencial para beneficiar diretamente mais de 526 mil habitantes. O Projeto de Integração do Rio São Francisco, como um todo, é vital, garantindo acesso à água para cerca de 12 milhões de pessoas em quatro estados do Nordeste. Impacto Econômico e Social da Adutora do Agreste O ministro

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Frente Ambientalista Lança “Mapa do Caminho” para Guiar Agenda Legislativa Socioambiental no Congresso por 8 Anos

Frente Ambientalista Define Rota para Agenda Legislativa Socioambiental com Lançamento de “Mapa do Caminho” A Frente Parlamentar Mista Ambientalista (FPMA) do Congresso Nacional apresentou na última terça-feira, 15, um plano estratégico abrangente para os próximos oito anos. O documento, intitulado “Mapa do Caminho para a Agenda Legislativa Socioambiental”, visa orientar a atuação de parlamentares, assessores e técnicos em Brasília. Com a crise climática no centro das discussões, o material propõe o fortalecimento de políticas ambientais, abordando temas cruciais como a transição energética, a proteção de biomas essenciais, a justiça climática, além de questões orçamentárias e de governança. A iniciativa busca consolidar a pauta socioambiental como prioridade no cenário político brasileiro. O “Mapa do Caminho” foi desenvolvido em parceria com a ONG Legisla Brasil e sugere a aprovação de propostas importantes, como a PEC da Água (PEC 06/2021) e o projeto que institui a Política Nacional de Proteção de Rios (PL 2842/2024). Além disso, defende o reforço de mecanismos de financiamento ambiental, como o Fundo Clima e o Fundo Nacional de Meio Ambiente. A informação foi divulgada pela FPMA. Ações Concretas para Popularizar a Pauta Climática A senadora Eliziane Gama (PSD-MA), coordenadora da FPMA no Senado, destacou que o mapa vai além do diagnóstico, oferecendo “ações concretas para popularizar a pauta climática, combater a desinformação e garantir que o desenvolvimento do Brasil seja guiado pela preservação da biodiversidade e pela inclusão de jovens, indígenas e periferias”. O deputado federal Nilto Tatto (PT-SP), coordenador da FPMA na Câmara dos Deputados, ressaltou a importância do documento como um direcionamento para o Parlamento que será eleito nas próximas eleições. “Precisamos fortalecer a pauta socioambiental dentro do Congresso Nacional, temos muito trabalho a ser feito e essa agenda não pode ser tratada como periférica. É uma pauta central no debate dos rumos do Brasil nos próximos anos”, afirmou. Estratégias para Enfrentar Desafios e Mobilizar a Sociedade O documento enfatiza a necessidade de construir narrativas que superem a falsa oposição entre crescimento econômico e proteção ambiental. A intenção é traduzir o debate acadêmico para a realidade cotidiana da população, conectando questões ambientais com temas como insegurança alimentar, saúde e moradia. A elaboração das diretrizes contou com o apoio de organizações da sociedade civil, incluindo a NOSSAS e a Engajamundo. “A mobilização real ocorre quando os territórios detêm ferramentas para criar suas próprias narrativas, rompendo estereótipos e discursos hegemônicos por meio do combate à desinformação. Nesse processo, a comunicação deixa de ser apenas difusão e passa a ser infraestrutura de participação”, aponta um trecho do material divulgado pela FPMA. Integração entre Mobilização Digital e Articulação Institucional As estratégias delineadas no “Mapa do Caminho” incluem a integração entre a mobilização digital e a articulação institucional. O objetivo é gerar pressão sobre os parlamentares, influenciando diretamente as tomadas de decisão. A FPMA acredita que a ação coordenada de milhares de pessoas pode tornar a pressão pública insustentável de ignorar. O documento cita exemplos de mobilizações bem-sucedidas, como as campanhas pelo fim da escala 6×1 e “Criança não é mãe”,

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